Do Iêmen ao ROL, Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi!
Mustafa Al-Sumaidi traz ao ROL a Literatura do Iêmen, a Terra do Incenso, “onde poesia, música e artes visuais entrelaçam memória, identidade e pertencimento” (Diplomacia Business)!

Mustafa Abdulmalek Al-Sumaidi, natural de Saná, Iêmen, é poeta, haikaísta, pesquisador acadêmico e tradutor literário.
Seu trabalho se concentra na interação dinâmica entre as tradições literárias árabe e inglesa.
Ele contribue para diversas plataformas regionais e internacionais, com ênfase particular em estudos de tradução, literatura comparada e expressão poética interlinguística.
Como tradutor, traduziu para o árabe a obra ‘Natureza’, de Ralph Waldo Emerson, e uma ampla seleção de poesia britânica e americana. Por outro lado, seu trabalho de tradução do árabe para o inglês apresenta coletâneas de poetas iemenitas proeminentes, além de quase uma centena de poemas clássicos e modernos selecionados, todos em fase final de preparação para publicação.
Mustafa contempla os leitores do ROL com o poema Horizon’s glow (O brilho dos horizontes), uma ode poética à inspiração artística e à natureza
Horizon’s glow

A full golden orb
on the mountaintop,
slowly sinking from sight.
And now—what an afterglow!
As if the sea itself is surging with fire,
and its flames mirror the farthest reach,
As if it has fallen upon a stretched autumn,
causing the leaves to light up its high horizon
with a violet‐tinged reflection.
My eyes have a veranda that stores hues.
From its golden face, I shape a lantern,
from the tones of twilight, I fashion
inks for paintings unlike any other.
When night descends, deep and dark,
I hang it above my art table
to see where its light will guide me
in the realm of the Muse.
My brushes harbor
what I have treasured of colors
to spill and inscribe the sunrise glow,
so beauty may remain alive
within my veins.
Mustafa Al-Sumaidi
O brilho dos horizontes
Um orbe dourado completo
no topo da montanha,
afundando lentamente na vista.
E agora — que brilho residual!
Como se o próprio mar se erguesse em chamas,
e suas labaredas refletissem o horizonte mais distante,
como se tivesse caído sobre um outono estendido,
fazendo com que as folhas iluminassem seu horizonte elevado
com um reflexo tingido de violeta.
Meus olhos têm uma varanda que guarda matizes.
De sua face dourada, moldo uma lanterna,
dos tons do crepúsculo, crio
tintas para pinturas diferentes de todas as outras.
Quando a noite desce, profunda e escura,
eu a penduro acima da minha mesa de pintura
para ver para onde sua luz me guiará
no reino da Musa.
Meus pincéis abrigam
o que guardei como tesouro em cores
para derramar e inscrever o brilho do nascer do sol,
para que a beleza permaneça viva
em minhas veias.