Professor Carlos Cavalheiro publica artigo em e-book da UERJ

O artigo escrito e apresentado pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro é parte de uma pesquisa de Doutorado em Comunicação e Cultura

Foto do arquivo pessoal de Carlos Carvalho Cavalheiro
Foto do arquivo pessoal de Carlos Carvalho Cavalheiro

Um rio de possibilidades: a comunicação rebelde dos pescadores da área urbana de Sorocaba” é o título do artigo do professor Carlos Carvalho Cavalheiro, publicado nesta semana (dia 09 de março) no e-book Comunicar o tempo – Memórias, vivências e visões, publicado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Comunicação Social.

Organizado pelos professores Ana Carla Longo, Guilherme Alves, Julia Barroso, Luís Fellipe dos Santos e Rafael Malhado, o livro é resultado das apresentações realizadas em 2024 durante a ocorrência do Simpósio Territórios, Tecnologias e Culturas (Tetecul).

O artigo escrito e apresentado pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro é parte de uma pesquisa de Doutorado em Comunicação e Cultura, e tem como tema a cidade compreendida como um sistema comunicacional em interação com seus habitantes. Desse modo, se debruça sobre a seguinte questão: a prática da pesca no rio Sorocaba, em área urbana, pode ser considerada como uma forma de comunicação rebelde? O objetivo é compreender de que maneira as práticas de pesca nessa área se configuram como formas críticas de interação com a cidade.

Cavalheiro é doutorando em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba (UNISO), sendo Bolsista CNPq pelo Observatório de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba, o qual, por sua vez, tem se debruçado sobre os múltiplos aspectos que envolvem o rio Sorocaba. O professor Carlos Carvalho Cavalheiro resolveu pesquisar a ação da pesca como uma forma de comunicação, a qual denominou de ‘comunicação rebelde’, uma ‘rebeldia de persistência’, em que o corpo e o território tornam-se os principais dispositivos de contranarrativa frente ao apagamento histórico e ao racismo estrutural.

Carlos Carvalho Cavalheiro utiliza os pescadores do Rio Sorocaba no IV TETECUL (2024) para exemplificar a ‘comunicação rebelde’ como um ato de resistência que contesta o planejamento urbano focado no capital. A pesquisa demonstra que a presença desses pescadores nas margens poluídas atua como uma “rasura” na paisagem moderna, exercendo o ‘direito à cidade’ através do fazer cotidiano, e não por meios digitais. A prática da pesca, com seu silêncio e presença, transforma-se em um emissor da mensagem rebelde, segundo o trabalho apresentado no evento.

O conceito de comunicação rebelde tem sido desenvolvido e aprimorado pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro e por seu orientador no Doutorado, o professor Dr. Paulo Celso da Silva.
Cavalheiro e Silva têm se valido de diversos teóricos nessa construção, como Joice Berth, Paulo Freire, Michel de Certeau, David Harvey entre outros.

O livro ‘Comunicar o tempo – Memórias, vivências e visões’ pode ser acessado gratuitamente pelo link: https://drive.google.com/file/d/1S4-DN2zVrinSOFoPmWx8F-myAlufaV0Y/view
Carlos Carvalho Cavalheiro é professor da rede pública municipal de Porto Feliz, onde leciona História desde 2006. É historiador, tendo se destacado na produção historiográfica regional, abarcando cidades como Sorocaba, Porto Feliz, Itu, Capivari dentre outras. Paulo Celso da Silva é Doutor e Mestre em Geografia pela USP e desenvolve projetos de pesquisa que abordam as políticas públicas de alcance tecnocomunicacional na smartcity: principalmente no projeto 22@barcelona no campo das Geografias da comunicação. Atualmente, é coordenador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura pela UNISO.

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O Sagrado e o Além-Túmulo

‘O Sagrado e o Além-Túmulo’, de Carlos Carvalho Cavalheiro

Capa do livro ''O Sagrado e o Além-Túmulo' Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba
Capa do livro ”O Sagrado e o Além-Túmulo Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba’

Em ‘O Sagrado e o Além-Túmulo – Milagreiros e Santos Profanos de Sorocaba‘, Carlos Carvalho Cavalheiro reúne décadas de observação, pesquisa de campo e levantamento documental para lançar luz sobre um tema tão fascinante quanto negligenciado pela historiografia tradicional: a devoção popular aos chamados ‘santos de cemitério’. O autor se volta a personagens cuja trajetória, marcada por tragédias, mortes prematuras ou circunstâncias excepcionais, transformou-os – pela força da fé popular – em intercessores capazes de operar graças e milagres.

Ao explorar a cidade de Sorocaba e seus cemitérios históricos, Cavalheiro faz emergir uma cartografia emocional da fé local. Cada tumba, cada inscrição e cada objeto deixado pelos devotos constituem fragmentos de uma narrativa construída coletivamente ao longo de gerações. O livro, assim, não é apenas um inventário dos milagreiros sorocabanos, mas um estudo aprofundado sobre a forma como comunidades ressignificam a morte e constroem uma espiritualidade muito própria, alheia às fronteiras formais entre religiosidade oficial e crença popular.

A escrita de Cavalheiro alia precisão historiográfica a uma sensibilidade etnográfica rara. O autor articula depoimentos, documentos, crônicas, registros iconográficos e tradições orais para reconstruir o percurso de cada figura sagrada. Há um cuidado especial em não apenas descrever fatos, mas contextualizá-los dentro de um universo cultural mais amplo, revelando como cada “santo profano” se insere na vida cotidiana da cidade.

A presença das fotografias, cuidadosamente selecionadas, amplia significativamente o alcance da obra. Elas não funcionam como simples ilustrações, mas como material de leitura paralela, que convida o leitor a percorrer os mesmos caminhos do pesquisador. Os registros visuais revelam túmulos ornamentados, placas de agradecimento, velas, flores, marcas de devoção silenciosa – elementos que, somados ao texto, constroem uma experiência quase imersiva. A materialidade da fé, assim, é apresentada com força e dignidade.

Cavalheiro demonstra, ao longo da obra, que a devoção aos santos de cemitério não é apenas sobrevivência de uma prática antiga, mas também uma forma contemporânea de resistência, memória e identidade comunitária. Suas análises evidenciam a complexidade sociocultural que envolve essas crenças: a interseção entre dor e esperança, morte e permanência, anonimato e consagração.

Em um momento histórico no qual as expressões da religiosidade popular ainda são subestimadas ou tratadas como curiosidades folclóricas, “O Sagrado e o Além-Túmulo” reafirma seu valor como documento imprescindível. A obra contribui para o debate sobre o sagrado no espaço urbano, amplia o repertório de estudos sobre Sorocaba e oferece ao leitor uma rara oportunidade de compreender como a fé se manifesta nos interstícios da vida e da morte.

Cláudia Brino

Escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas. Publicado em Resenhando – Portal de cultura e entretimento

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Caminhos…

‘Caminhos, viagens, rumos e trilhas – Relatos de aventuras’ é o novo livro do escritor, poeta e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro

Capa do livro 'Caminhos, viagens, rumos e trilhas – Relatos de aventuras', de Carlos Cavalheiro
Capa do livro ‘Caminhos, viagens, rumos e trilhas – Relatos de aventuras’, de Carlos Cavalheiro

Com o título ‘Caminhos, viagens, rumos e trilhas – Relatos de aventuras‘ o escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro publica seu 39º livro.

Conforme o título indica, o livro contém as narrativas de viagens de aventuras do autor, desde a primeira viagem de ônibus que fez sozinho (aos 15 anos de idade, com autorização judicial) para Jardinópolis, passando pelos caminhos de Passos de Anchieta (Espírito Santo), Capela da Penha (Votorantim), Trilha Inca para Machu Picchu (Peru), Caminho do Sol (interior de São Paulo) e se estendendo para aventuras como o Trem da Morte de Corumbá até Santa Cruz de La Sierra…

De acordo com o autor, o livro é composto pelas memórias dessas viagens que marcaram a sua história pessoal, imprimindo em seu caráter as marcas colhidas durante essas experiências. “Serve, também, para o engrandecimento pessoal dos leitores, penso”, diz Cavalheiro.

O livro foi publicado pela Editora Crearte. No texto da contracapa, a editora salientou: “Toda viagem é uma oportunidade para colecionar memórias. As viagens de aventura, por lugares inusitados ou repletos de vivências múltiplas, têm o poder de deixar marcas mais profundas em nossas lembranças”.

Em suas 152 páginas o livro traz relatos dentro da linha temporal do ano de 1988 até 2023.
As viagens e aventuras que compõem o livro se reportam às seguintes localidades: Jardinópolis (interior de São Paulo), Poços de Caldas (interior de Minas Gerais), Campos do Jordão (São Paulo), Morro da Mariquinha (Sorocaba), Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), Trem da Morte, São Thomé das Letras (Minas Gerais), Visconde de Mauá (Rio de Janeiro), Conservatória (Rio de Janeiro), Fazenda Nova Gokula do Movimento Hare Krishna (Pindamonhangaba, interior de São Paulo), Viagem de trem de Sorocaba para Conchas, PETAR (Parque Ecológico e Turístico Alto Ribeira), Mato Dentro (Sorocaba), Paranapiacaba a Cubatão (Caminhada pela Mata Atlântica), Capela da Penha (Votorantim), Machu Picchu (Trilha Inca), São Luiz do Paraitinga (interior paulista, região do Vale do Paraíba), Passos de Anchieta (Espírito Santo), Caminho do Sol (de Santana de Parnaíba até Águas de São Pedro), Dois Córregos e Mineiros do Tietê (oeste paulista, em busca da lenda do Unhudo), e Diamantina (Minas Gerais).

Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro

Ao final do livro, o autor descreve a ocorrência do show de Raul Seixas na cidade de Sorocaba. “Embora não se trate de um relato de viagem, assistir a esse show, aos 17 anos, foi uma aventura”, justifica o autor.

O livro ‘Caminhos, viagens, rumos e trilhas’ será lançado no dia 12 de dezembro na FLAUS (Feira do Livro e Autores Sorocabanos), no SESC Sorocaba, a partir das 14h.

Carlos Carvalho Cavalheiro é escritor e historiador, doutorando em Comunicação e Cultura pela UNISO e professor de história da rede pública municipal de Porto Feliz.

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Professor Carlos Carvalho Cavalheiro

Professor Carlos Carvalho Cavalheiro é destaque em concursos literários nacionais

Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro

Sorocaba, SP – O professor, poeta e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro tem se destacado no cenário literário nacional, conquistando importantes premiações em concursos de trova em 2024 e 2025. Os resultados, divulgados recentemente, atestam a qualidade de sua produção poética em diferentes temas e âmbitos.

A mais recente conquista foi o 2º Lugar no Concurso de Trovas da Academia Campinense de Letras 2025, na categoria Novo Trovador, com o tema ‘Campinas’. A trova vencedora de Cavalheiro celebra a identidade da cidade:

“Campinense ou campineira:
quem melhor traduz a gente?
Seja lá o que se queira,
Campinas, terra luzente.”

O resultado, de âmbito estadual, foi divulgado nesta semana e pode ser conferido no saite oficial do evento: https://falandodetrova.com.br/campinas2025t

Primeiro Lugar em Concurso no Paraná

Pouco antes, no segundo semestre de 2024, o autor já havia obtido significativo reconhecimento ao conquistar o 1º Lugar no XI Concurso Literário Cidade de Maringá, no Paraná. O concurso, realizado pela Academia de Letras de Maringá (ALM) e pela União Brasileira de Trovadores (UBT), Seção Maringá, teve como tema ‘Traição’. Cavalheiro venceu na categoria ‘Novo Trovador’ – destinada a autores que ainda não possuem três classificações entre os cinco primeiros em concursos nacionais da UBT – com a seguinte composição:

“Judas, Silvério dos Reis…
não são nenhuma exceção,
se bem olhardes, vereis
em cada esquina a traição.”

O resultado foi divulgado no dia 16 de agosto de 2024.

Reconhecimento Contínuo

A trajetória de sucesso do trovador inclui ainda o 4º Lugar no prestigiado Concurso Nacional/Internacional de Trovas de Taubaté-SP – 2024, cujo resultado foi divulgado no início de 2025. A trova classificada, que aborda o sentimento de saudade, demonstra a versatilidade do autor:

“Imensidão é saudade
vem e invade o coração
e nos leva com maldade
ao reino da solidão.”

Sobre o Autor

Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História na rede pública municipal de Porto Feliz (SP), residente em Sorocaba. É Mestre em Educação e atualmente cursa o Doutorado em Comunicação e Cultura pela Universidade de Sorocaba (UNISO).

Como escritor e pesquisador, colabora com diversos veículos de comunicação, incluindo os jornais Tribuna das Monções e Jornal ROL, e o Portal Marimba Selutu, de Angola.

É acadêmico correspondente da FEBACLA e membro efetivo da Academia Independente de Letras. Na qualidade de Historiador, Carlos Carvalho Cavalheiro tem realizado um trabalho de reconhecido impacto social por sua abordagem crítica da história (ao contrário das abordagens mais tradicionais), focando nos grupos sociais marginalizados ou subalternizados. Seu trabalho tem explorado a atuação de operários, mulheres, negros nas cidades do interior paulista, sobretudo, mas não exclusivamente, em Sorocaba e Porto Feliz.

Por isso, Cavalheiro é considerado uma referência para a história regional e inaugurou uma nova fase de historiografia crítica na região. Ele também é idealizador da Feira do Livro e Autores Sorocabanos (FLAUS), que promove e divulga a produção literária local.

As repetidas premiações em concursos de renome consolidam Carlos Carvalho Cavalheiro como um dos nomes mais talentosos e promissores da trova brasileira na atualidade.

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Prêmio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Inspiram

O professor, historiador e escritor Carlos Carvalho Cavalheiro, um dos nomes mais atuantes da cultura sorocabana, foi agraciado com o Prêmio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Inspiram

Logo do Premio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Inspiram
Logo do Premio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Inspiram
Carlos Carvalho Cavalheiro
Carlos Carvalho Cavalheiro

O professor, historiador e escritor Carlos Carvalho Cavalheiro, um dos nomes mais atuantes da cultura sorocabana, foi agraciado com o Prêmio Cultivista de Sorocaba – Vozes que Inspiram, concedido pelo Movimento Cultivista Café com Poemas, entidade que há 12 anos promove a arte, a literatura e a cultura local.

Com uma produção intelectual que ultrapassa 30 publicações, Cavalheiro se destaca por dar voz às histórias invisibilizadas: biografias de mulheres do passado, memórias do operariado, histórias dos negros em Porto Feliz, folclore, e o registro de comunidades pouco retratadas na historiografia tradicional. Reside em Sorocaba, onde além de pesquisar, também leciona História na rede pública de Porto Feliz.

Entre suas obras mais lembradas estão ‘A Greve de 1917 e as eleições municipais de 1947 em Sorocaba’, ‘Salvadora!’, ‘Memória Operária’, ‘Sorocaba Lusitana’, ‘Entre o Sereno e os Teares’, e ‘O Legado de Pandora’. Já foi premiado diversas vezes no Prêmio Anual Sorocaba de Literatura, sendo um dos autores mais reconhecidos nesse certame.

O Movimento Cultivista, coordenado localmente por Priscila Mancussi, busca unir escritores, poesias, pesquisa e difusão cultural, oferecendo prêmios, coletâneas literárias e espaço de expressão para autores independentes. O Prêmio Cultivista – Vozes que Inspiram valoriza aqueles cujas trajetórias deixam marca expressiva na sociedade por meio da arte, da história ou da cultura comunitária.

A cerimônia de entrega do prêmio incluirá homenagem formal, publicação de trecho biográfico e bibliografia em edição especial do Revista Café com Poemas, como forma de divulgar ainda mais o trabalho de Carlos Cavalheiro à comunidade.

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Diretas Já!

Livro sobre as Diretas Já! será lançado no dia 22 de setembro

Capa do livro 'Esboço da Democracia: A Charge de Glauco e as Diretas Já!
Capa do livro ‘Esboço da Democracia: A Charge de Glauco e as Diretas Já!

No próximo dia 22, nas dependências da Universidade de Sorocaba (Uniso), dentro da programação do Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura (EPECOM) será lançado o livro Esboço da democracia: a charge de Glauco e as Diretas Já!, dos autores Carlos Carvalho Cavalheiro e Paulo Celso da Silva.

Da esquerda para a direita, Paulo Celso da Silva e Carlos Carvalho Cavalheiro
Da esquerda para a direita, Paulo Celso da Silva e Carlos Carvalho Cavalheiro

O livro analisa as charges produzidas pelo cartunista Glauco José de Góes para o jornal Cruzeiro do Sul com a temática da campanha pelas Diretas Já!, movimento que pretendia o retorno da democracia e da escolha direta do eleitor para presidente da República. A instauração da Ditadura Civil-Militar (1964 – 1985) suspendeu o direito de voto direto. A campanha de 1984 buscava o retorno do voto direto.

O livro surgiu das reflexões dos autores na disciplina de Doutorado em Comunicação e Cultura: Carlos é doutorando e Paulo é seu orientador. Dessas reflexões, perceberam a riqueza da produção de Glauco, especialmente durante a campanha pelas Diretas.

A ideia inicial era publicar o texto em forma de livro. Porém, diante da riqueza de materiais, a proposta foi abandonada para dar lugar a um livro que conta ainda com depoimentos de Mário Barbosa Mattos (hoje, com mais de cem anos de vida), Iara Bernardi, Pedro Cadina, Paulo Francisco Mendes, Hamilton Pereira e do próprio Glauco de Góes.

O livro traz um preâmbulo sobre a movimentação pelas Diretas em Sorocaba e, depois, faz a análise de charges selecionadas.

O lançamento está previsto para às 17h do dia 22 de setembro de 2025, na Biblioteca Aluísio de Almeida, na Uniso, campus Raposo. Rod. Raposo Tavares, km 92,5 – Vila Artura – Sorocaba (SP). O preço do exemplar é R$ 25,00.

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Intercom

Professor Carlos Carvalho Cavalheiro apresenta
comunicação na Intercom

Apresentação da pesquisa 'Recebeu a nossa bandeira: Folia de Reis, comunicação e jornada do herói'
Apresentação da pesquisa ‘Recebeu a nossa bandeira: Folia de Reis, comunicação e jornada do herói’

O professor Carlos Carvalho Cavalheiro, doutorando em Comunicação e Cultura, apresentou na última sexta-feira, dia 15 de agosto, a sua pesquisa intitulada ‘Recebeu a nossa bandeira: Folia de Reis, comunicação e jornada do herói‘ para o evento Nacional da Intercom 2025.

A Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – é uma instituição sem fins lucrativos, destinada ao fomento e à troca de conhecimento entre pesquisadores e profissionais atuantes no mercado. A entidade estimula o desenvolvimento de produção científica não apenas entre mestres e doutores, mas também entre alunos e recém-graduados em Comunicação, oferecendo prêmios como forma de reconhecimento aos que se destacam nos eventos promovidos pela entidade.

A apresentação de trabalhos de pesquisa faz parte da grade de créditos para a conclusão do Doutorado. Nessa pesquisa, o professor Carlos Carvalho Cavalheiro associou a Folia de Reis (manifestação da cultura religiosa popular) com o conceito de ‘Jornada do Herói’, consolidado pelo pesquisador e mitólogo Joseph Campbell.

Folias de Reis são grupos de devoção aos Reis Magos e que percorrem casas na época do Natal, anunciando o nascimento do Menino Jesus e solicitando prendas e ofertas para a realização da Festa, no final do giro, no dia 6 de janeiro. Essa festa é sempre realizada na comunidade dos festeiros, de onde partem para o roteiro de visitas às casas.

De acordo com o professor e pesquisador, a ideia é entender os ciclos do percurso das Folias de Reis dentro da lógica da Jornada do Herói, que é um conceito narrativo popularizado por Joseph Campbell e que se descortina a partir de 12 fases que o herói mítico percorre.

Para o professor Carlos Cavalheiro, as Folias de Reis, ao ritualizarem o seu retorno à comunidade (com simbolismos como um arco triplo que deve ser transposto pelo grupo de forma cerimonial), estão recompondo a jornada do Herói, construindo um espaço de comunicação do Sagrado. Esse espaço tem a dimensão de todo o trajeto percorrido pelas Folias de Reis que se comunicam a partir de suas cantorias e devoção.

Ao associar o trajeto percorrido pelas Folias de Reis com a Jornada do Herói, o professor pretende apontar para uma perspectiva sutil, mas importante: o retorno, ritualizado na chegada das Folias de Reis ao término de sua jornada, traz consigo a ideia de volta ao ‘mundo comum’ com o ‘elixir’ que beneficia a comunidade.

Em outras palavras, o reforço da identidade comunitária se dá a partir desse ciclo e da experiência com o sagrado mantido pelas Folias de Reis. Nessa esteira, políticas públicas de salvaguarda dessa manifestação popular ganham outra dimensão, uma vez que não se trata apenas de manutenção de um costume, mas sim, de todo um alicerce que serve de equilíbrio para a comunidade.

Na assistência da apresentação desse trabalho estava o professor Paulo Celso da Silva, coordenador do Grupo de Trabalhos da Geografia da Comunicação e Orientador do professor Carlos no Doutorado.

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