Todo azul

Denise Canova: Poema ‘Todo azul’

Denise Canova
Denise Canova
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Todo azul hoje é meu

Azul define quem eu sou e eu fico feliz

Eu sou inspiradora, eu quero inspirar pessoas

Para que não desistam de seus sonhos

Lutem e realizem.

Dama da Poesia

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Entre ausências e retornos

Adriana Rocha: ‘Entre ausências e retornos’

Adriana Rocha
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Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes.  Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?

Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.

Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.

Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.

Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…

Adriana Rocha

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O amor e a vida

Dorilda Almeida: Poema ‘O amor e a vida’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
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Quando nascem
As flores
A vida
Fica mais colorida

Quando crescem
Os medos
A vida
Fica menos saborosa

Quando surge
O amor
A vida
É vida
De se viver.

Dorilda Almeida

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Nudez poética

Sergio Diniz da Costa: ‘Nudez poética’

Sergio Diniz
Sergio Diniz
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As horas me chamam…
O Pêndulo da Inspiração badala versos
Versos divorciados de rimas.
A Pena, embebida na seiva azul,
Baila ao compasso de velha sonata
Gemendo canções nostálgicas.

Poeta das horas silenciosas
Sopro versos como infantes bolhas.
Desnudo minh’alma das máculas vespertinas.
Sou solitário poeta de seres encantados
Solitária câmara desfilando formas.
Criador e criatura, ao bafejo de sonhos.

Minha alma e minha Pena:
A nudez de meus versos se cobriu
Das recatadas vestes do amanhecer.
O poeta parte… derradeiro.

Sergio Diniz da Costa

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Ser poeta

Ismaél Wandalika: Poema ‘Ser poeta’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Grok - 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM
Imagem criada por IA do Grok – 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM

…Sobreviver aos caos da vida
Permanecer inspirado para trilha
Lutar sem perder a essência

Ser poeta
Ser artista

Atravessar as circunstâncias
Vencer a fome usando a escrita ou a voz em melodias
Sobreviver as lutas
Trabalhar o dia todo chegar tarde em casa
Sentindo a exaustão
Depois da janta vem o sono interpela a inspiração
Levantar a alma inundar-se a cada composição

Ser poeta
Ser artista

Levando levando
Camuenho camuenho
Caminhando devagar
Orar a Nzambi até o sol raiar
Conectar-me com minhas almas em mundos distintos
Unir destinos viver pelo que se ama
Falar para mudança
Ser poeta
Ser artista

Florescer
Viver
Morrer

Ser poeta
Ser artista

Artista 🎨👨‍🎤

Soldado Wandalika

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As cores de cada história

Resenha do livro ‘As cores de cada história. Um voo nas narrativas de professores’, de Carla Conto e Michely Gomes Avelar, pela Editora Scotti

Capa do livro ' As cores de cada história...'
Capa do livro ‘As cores de cada história…’

RESENHA

Um livro inspirador que conta a história de doze professores, seus sonhos, suas lutas e suas vitórias, tanto no âmbito pessoal quanto acadêmico.

São histórias de afeto, da educação no campo, memórias de infância que se misturam e se unem às urgências tecnológicas atuais e outros tantos assuntos.

A coautora Michely conta como se tornou professora e sobre seu interesse e envolvimento com a pesquisa sobre games, que é a matéria que ela ministra na IFG.

A garra e a resiliência destes profissionais irão tocar você!!

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SOBRE A OBRA

Este livro teve como objetivo principal registrar a narrativa dos professores de línguas sobre o percurso profissional e a relação deles como o objeto de pesquisa que escolheram.

Nestas narrativas surgiram muito mais que o percurso profissional.

Vieram uma gama imensa de histórias de pessoas que fizeram da trajetória um caminho cheio de força, esperança e perseverança realmente inspiradores.

Este livro será lançado no espaço Leia Mais da 27ª edição da Bienal Internacional do Livro, que acontece entre 6 e 15 de setembro, em São Paulo.

SOBRE AS AUTORAS

Imagem de Carla Conti.

Carla Conti de Freitas é doutora em Políticas Públicas, Estratégia e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Mestre em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especialista em Psicopedagogia, Avaliação Institucional e Docência Universitária.

Graduada em Letras: Português Inglês (UFG). Coordena o grupo de pesquisa sobre Formação de Professores de Línguas (Gefople|UEG|CNPq).

Participa do Grupo de Pesquisa Rede Cerrado de Formação Crítica de Professoras/es de Línguas e do Projeto Nacional de Letramentos: Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia da Universidade de São Paulo (USP|CNPq).

Atua como docente e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Interculturalidade (Poslli|UEG) e no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE|UEG).

Os temas de interesse incluem formação de professores, cultura digital, multiletramentos e direitos humanos. 

Imagem de Michely Gomes Avelas

Michely Gomes Avelar é doutoranda em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (USP).

Mestra em Língua, Literatura e Interculturalidade pela Universidade Estadual de Goiás (Poslli|UEG), e graduada em Letras: Português, Inglês e respectivas Literaturas pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC|GO) e Pedagogia pela Faculdade Ibra de Brasília.

Professora efetiva da área de Letras Português/Inglês do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – Câmpus Cidade de Goiás (IFG).

Participa do Grupo de Pesquisa do CNPq Rede Cerrado de Formação Crítica de Professoras/es de Línguas (UFG/UNB/UEG) e do Projeto Nacional de Letramentos: Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia (USP), do grupo de pesquisa Gefople e a pesquisa Multiletramentos na formação de professores de línguas, da UEG e do Grupo de Pesquisa sobre Educação Linguística em Línguas Estrangeiras (Geelle|USP).

Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Linguagem e Educação, Letramentos (Novos Letramentos, Multiletramentos, Letramentos Críticos), Formação de Professores, Jogos digitais (games), Língua Inglesa.

OBRAS DAS AUTORAS

Capa do livro "Caminho de Coragem", de Carla Conti.
Capa de Caminhos de Coragem

Capa do livro As cores de Cada História de Carla Conto e Michely Gomes Avelar
Capa do livro as cores…

ONDE ENCONTRAR

Pelo instagram das autoras


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Leve-me

Pietro Costa: Poema ‘Leve-me’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem criada pela IA do Bing
Imagem criada pela IA do Bing – 26 de agosto de 2024 às 10:22 PM

Em noites de saudade, a alma suspira,
Lamúrias do mar na recordação.
Brisa em afagos ao coração,
Remete às ondas, corpo transpira.

Mar, magnitude tanta que conspira
Anelos profundos, inspiração.
Seu sal condimenta a minha emoção,
Limi(ares), esperança respira.

E marejo na volta ao concreto,
Pés na areia para reencontrar
O oásis além do senil decreto.

É para em seus enigmas adentrar,
Enamorar sereias, indiscreto,
A toda leveza, hei de me prostrar.

Pietro Costa

Contatos com o autor

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