Que país é este?

Renata Barcellos: ‘Que país é este?’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Renata Barcellos e Campos - Arquivo pessoal
Renata Barcellos e Campos – Arquivo pessoal

Depois dos festejos de Reveillon e Carnaval, de fato, agora, iniciamos o ano de 2026. Ufa, em dois meses, tantos acontecimentos fora e dentro do país. Quantos casos de denúncia, quantos atos de atrocidades!!! É preciso ter fôlego, sermos RESILIENTES para superarmos tantas “pedras no caminho”.

Externamente, os conflitos só se agravam. Escândalo na realeza… Quem tem razão? Quem sofre e “paga caro” até com a própria vida é a população. Os dirigentes estão “encastelados”.

Já, no Brasil (país do Carnaval, em todos os sentidos), no centro das discussões, o Supremo Tribunal Federal (STF) está em um cenário de intensa polarização interna e crise de credibilidade, marcado por divergências sobre conduta ética, investigações envolvendo parentes de ministros e conflitos de interesses, especificamente no Caso Master.  Você tem conhecimento das funções de um ministro?

Ainda aqui, onde “tudo tende a terminar em pizza”, os assaltos, os furtos… continuam. A violência contra a mulher só aumenta. Um dos casos é o da menina de 12 anos. Os ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Mulheres criticaram a decisão da 9ª câmara Criminal Especializada do TJ/MG que, por maioria, absolveu um homem de 35 anos condenado em 1ª instância a nove anos de prisão por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, com quem vivia como casal em Indianópolis, no Triângulo Mineiro. O “entendimento” adotado pelo colegiado não seria um afronta à lógica de proteção integral assegurada às crianças e adolescentes? Devido à pressão social, tiveram de revogar a decisão inaceitável.                A sociedade estava indignada.

Esse é um exemplo de como parte dos genitores não tem vínculo de afeto com os seus filhos. Estão os abandonando, os maltratando, os vendendo, os abusando ou os deixando serem violentados por dinheiro, vingança, desavença… Que mundo é este?

Crianças estão usando transportes sozinhos. Adolescentes indo a consultas médicas desacompanhados. Quantos casos temos conhecimento de abuso em transportes e consultórios? E, no carnaval, quantos grupos de adolescentes indo a blocos desacompanhados e até de madrugada nas ruas?

Quando o assunto é sala de aula, a situação só piora. Basta verificarmos a estatística. Quantos docentes estão de licença por problemas físico e ou psicológico? O ano letivo iniciou há um mês e como está a saúde dos docentes? Estes são heróis! Entramos em sala de aula com 40 ou mais alunos. Vale destacar que entre eles há os com múltiplas especificidades. Entretanto, nós professores não somos capacitados para lidar com cada um deles. Missão impossível.

  • 2026 está só iniciando. Precisamos sobreviver. Sejamos resilientes!!! Se ficarmos estagnados, seremos “atropelados”.

Renata Barcellos

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Coração de poeta

Evani Rocha: Poema ‘Coração de poeta’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Gencraft - 1º de setembro de 2025, às 10:20 PM
Imagem criada por IA do Gencraft – 1º de setembro de 2025, às 10:20 PM

O poeta é dolorido,

Emotivo, pensativo…

Às vezes quieto, ou irrequieto,

Às vezes contente e extrovertido!

O poeta é resiliente, sociável

Ou solitário…

Pode ser sorridente ou taciturno,

Ou simplesmente boêmio!

O coração de um poeta, as vezes sangra,

Seus olhos vertem cachoeiras…

E da pele encrespada, as digitais de um toque!

O que toca o poeta, as coisas fugidias da vida,

Aquelas que ficam, ou as que nunca mais…

O poeta não é feliz, nem triste,

Apenas sensível ou insensato…

Faz dos fatos simples, tempestades

E das tempestades, poesia!

Evani Rocha

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Resiliência

José Antonio Torres: ‘Resiliência’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA da Meta – 27 de agosto de 2025, às 15:13 PM

A vida não é feita apenas de belos jardins, com flores formosas e perfumadas. Durante boa parte dela, temos que atravessar desertos, escalar montanhas íngremes e nadar com braçadas vigorosas para vencer as distâncias, os obstáculos e a correnteza contrária – que representam os nossos problemas e as nossas dificuldades – para alcançarmos os objetivos desejados.

Todo esse esforço não significa que serão sempre alcançados. É exatamente nesses momentos que precisamos redobrar nossas forças e determinação para recomeçar. É necessário que estejamos sempre determinados a caminhar e lutar para conseguir vencê-los. Não fomos criados para ficarmos estagnados. A vida é extremamente dinâmica, e quem se detém na caminhada e sucumbe às dificuldades, se perde em si.

A experiência adquirida e os obstáculos transpostos nos fortalecem. Essa força e essa determinação precisam ser empregadas sem qualquer esmorecimento. Que a resiliência seja a nossa catapulta diante das adversidades.

Ouviremos, ao longo da vida, palavras de desestímulo e, não raras vezes, nos momentos em que estamos mais fragilizados.

Diante das dificuldades, existem pessoas que poderão agir de formas diferentes. Haverá aqueles que se sentem derrotados, imersos em suas fraquezas e desânimo, e querem companhia para não se sentirem frustrados e derrotados solitariamente, e tentarão arrastar outros para naufragarem juntos. Haverá,
também, aqueles que alcançaram algum sucesso, mas que não querem assistir ao triunfo de outras pessoas que possam igualá-los ou mesmo superá-los. Esses são mesquinhos e sem um mínimo de fraternidade e respeito.

Por outro lado, existem os que lutam diariamente contra os medos, as incertezas, a insegurança e não se deixam contaminar nem abater diante de palavras negativas proferidas, para desistirem de caminhar, progredir e que pereçam estagnados na mediocridade de seus detratores. Esses são os vencedores!

Assim sendo, sejamos fortes e determinados a despeito de todas as contrariedades. Isso poderá incomodar os fracos, apáticos e mesquinhos, mas, por outro lado, poderá servir de exemplo e estímulo àqueles que querem reagir e não encontram ânimo. E para os mesquinhos e derrotistas, em vez de nos abalarmos com suas palavras infelizes e maledicentes, vamos demonstrar e transmitir-lhes ânimo e incentivo para mudarem a sua faixa vibratória e saírem do lamaçal existencial e das trevas em que vivem.

José Antonio Torres

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O peito

Ismaél Wandalika: Poema ‘O peito’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA no Bing - 08 de abril de 2025, às 17:05 PM
Imagem criada por IA no Bing – 08 de abril de 2025,
às 17:05 PM

O peito observa a dor
No olhar traz o seu labor
Entra num caminho devastador
Mergulha nos pensamentos de um contratador

O peito acelera o termômetro
Inala o ar e come a tempestade de seu vento
É no peito onde se esconde a resiliência
Onde a mágoa dança euforicamente na esperança de dias novos
É no peito, é no peito!

A dor faz o peito viver e esperar
Surgem os cortes
E a depressão mostra a sua pujança na mente dos fortes.
Ai o peito!
Não aguenta o peso da muralha!
Jornada intensa
Jornada velha
Em busca de velas 🕯️

Ansioso peito atrapalha o milagre divino
E confia no assobio do tempo
A sociedade reprograma o seu batimento
Descompassando a sua harmonia com o cérebro

Mundo inverso
Homens sem versos
Sociedade fora do contexto
Pois, anularam os textos….

O Peito… O peito …

Mundo inverso
Homens sem versos
Sociedade fora do contexto
Pois, anularam os textos….

Jornada intensa
Jornada velha
Em busca de velas🕯️

O peito

Soldado Wandalika

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A escritora, de Nicky Dew

Resenha do livro ‘A escritora’ de Nicky Dew

Capa do livro 'A escritora', de Nicky Dew
Capa do livro A escritora, de Nicky Dew

RESENHA

Este livro é um testemunho poderoso da resiliência humana.

A autora nos presenteia com uma narrativa envolvente e emocionante, destacando a importância de sonhar, lutar e viver plenamente.

Uma leitura transformadora!

A história desta mulher corajosa nos lembra de que merecemos viver nossa vida com propósito, autoamor e liberdade.

Assista à resenha do canal @oqueli no Youtube

SINOPSE

O destino tem uma forma única de mudar as circunstâncias.

Quais as chances do herói dos seus livros se tornar o herói da sua vida? Pequenas, não é mesmo? Ou quase inexistentes!

A personagem da vez traz consigo marcas difíceis de apagar, mas no coração, uma vontade imensa de vencer.

E é aí que entra o destino, mudando caminhos, traçando novas histórias, trazendo vida ao que estava morto e a luz da esperança onde só havia escuridão.

SOBRE A OBRA

No livro ‘A escritora‘, a autora buscou expandir seu público, ultrapassando os limites do romance convencional.

Escrever ficção se tornou um desafio emocionante, especialmente com a inspiração de um ator em alta nas mídias na época.

Sua abordagem única combina elementos de realidade e ficção, explorando temas como abuso físico, psicológico e patrimonial.

Suas personagens principais são inspiradas em mulheres reais, fora dos padrões de estética, refletindo a complexidade da vida.

Seus livros têm representatividade e diversidade, como em “Senhorita Miller”, com personagens negras e trans, em parceria com Leonora Áquilla.

Cada obra é fruto de intensas pesquisas e reflexões.

“O Outro” é uma romantasia que desafia convenções.

“Senhor William” é uma história cativante com profundidade.

“Brasil com gosto de Emirados” foi seu primeiro livro, unindo culturas e realidades.

Para ela, escrever é arte, vida e missão.

Deixa ao leitor decidir o que é romance e o que é verdade.

A escrita desafia padrões, amplia visões e possibilidades.

SOBRE A AUTORA

Nicky Dew tem 43 anos e é paulistana. Após concluir o ensino médio, assumiu grandes responsabilidades, incluindo cuidar de si e de suas irmãs, devido à partida prematura de seu único responsável adulto.

Nicky Dew
Nicky Dew

Desde cedo, nutriu paixão pela escrita. Na adolescência, integrou um grupo de teatro amador, criando histórias apresentadas em lares de idosos e crianças. Participou de concursos, revertendo ganhos para a comunidade carente.

A arte foi sua fonte de vida.

Frequentou bibliotecas, cantou no coral escolar e dançou.

Antes da pandemia, idealizou, ao lado do sobrinho Jonny, escrever um livro. Ele cuidava da burocracia; ela, da criação. Após três livros, Jonny seguiu outro caminho, mas ela persistiu.

Seus livros visam inspirar mulheres acima de 35 anos, consideradas fora dos padrões, e vítimas de violência.

Sua mensagem central: há esperança e vida além do ciclo de violência.

OBRAS DA AUTORA

A escritora, de Nicky Dew
A escritora

O outro
O outro

Brasil com Gosto de Emirados
Brasil com gosto de Emirados

Senhorita Miller
Srta Miller

Senhor William
Sr, William

ONDE ENCONTRAR

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Com você caminho na vida

Ale Abdo: Poema ‘Com você caminho na vida’

Ale Abdo
Foto por Ale Abdo
Foto por Ale Abdo

Os caminhos que enfrentamos sozinhos é muito mais difícil

Somos juntos fortes e resilientes

Somos unidos na vida antes e no agora

Temos mais a certeza de que enfrentaremos o destino traçado

Com tudo que suportamos e ultrapassamos

Vencemos os terrenos árduos desta vida

Superamos limites juntos na realidade

E desejamos e sonhamos por momentos na eternidade

Sabemos unidos pular os obstáculos

Voamos alto como águias em vales inexplorados

Reconhecendo o quanto teremos que superar

Mas com a certeza que juntos iremos nos amar e suportar

Não há quem possa atrapalhar nosso destino

Por Deus traçado e confirmado na fé eterna

Dá-me tuas mãos para juntos alcançarmos

Os momentos infinitos de um amor a dois eternizado.

Ale Abdo

Direitos reservados a Ale Abdo (C) 2024

With you I walk in life

The paths we face alone are much more difficult

We are strong and resilient together

We are united in life then and now

We are more certain that we will face the destiny set

With everything we endure and overcome

We overcome the arduous terrain of this life

We overcome limits together in reality

And we wish and dream for moments in eternity

We know how to overcome obstacles together

We fly high like eagles in unexplored valleys

Recognizing how much we will have to overcome

But with the certainty that together we will love and endure each other

There is no one who can hinder our destiny

By God traced and confirmed in eternal faith

Give me your hands so that together we can reach

The infinite moments of an eternal love for two.

Ale Abdo

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Cleide, mulher que semeia o futuro

ODE À COMPETÊNCIA

Berenice Miranda: ‘Cleide, mulher que semeia o futuro’

Berenice Miranda
Berenice Miranda
Cleide Rodrigues de Moura
Cleide Rodrigues de Moura

Em uma bela manhã de sexta-feira do século XX, especificamente no dia 30 de dezembro do ano 1977 no município de São João do Paraíso/MG, nasceu uma doce menina nomeada Cleide Rodrigues Moura. Uma criança alegre e sorridente que logo sofreria dores profundas com as perdas dos seus progenitores, necessidade de trabalho em idade precoce e desistência dos estudos. Contudo, foi nesse cenário hostil que surgiu uma grande mulher que fez do seu passado triste um grande alicerce para o presente no desejo de semear o futuro.

Ao completar oito meses de idade, Cleide perdeu seu pai e foi levada para o estado da Bahia pela mãe, que contraiu novo casamento. No novo ambiente, Cleide viveu com a sua amada mãe até os seis anos de idade, momento em que sua progenitora faleceu, devido complicações de parto. A menina, que antes vivia feliz, enfrentou grandes desafios com o padrasto e madrasta, sem a presença dos pais biológicos. 

Criada por uma família desconhecida, o padrasto falou-lhe que não era seu pai e que se ela quisesse comer teria que trabalhar. Antes de completar sete anos, Cleide começou a laborar duro, pois sua mãe havia deixado outros filhos pequenos, os quais a menina tinha que ajudar a cuidar, além de se sustentar. Foi nessa época que a menina passou fome de alimento e sede dos estudos.

Sedenta por aprender a ler e escrever, a criança, que nunca foi matriculada em uma escola, iniciava o trabalho às quatro horas da manhã para poder participar da aula em alguns minutos do dia, porém, era muito raro comparecer em uma aula completa. Embora com vida financeira difícil, Cleide gostava de ajudar as pessoas, trocava seu serviço por roupas e sandálias usadas. 

A menina cresceu e com 17 anos teve seu primeiro filho, e considerou que seus descendentes eram suas bênçãos na vida. Nessa nova fase, Cleide conheceu um outro tipo de sofrimento: o de mãe, pois não conseguia dar aos filhos o que eles necessitavam, uma vez que o pai das crianças sofria com o alcoolismo. Seu coração de mãe conseguia ser forte ao sofrer privações, mas compadecia-se ao ver o sofrimento da sua prole.

A menina, que agora já é mulher, sempre foi uma pessoa de grande fé em Deus e acredita que Ele nunca a abandonou; seus filhos atualmente estão todos casados com uma vida digna e honrada. Mas em todos os anos a vida financeira continuou a ser difícil ao ter que sustentar a casa, devido problemas de saúde do esposo que foi proibido de trabalhar e não conseguiu recurso do governo.

Na nova conjuntura surge a mulher que semeia o futuro, Cleide sempre teve carinho enorme pela natureza e indagou a Deus o que ela faria para sustentar a sua casa. A partir daquela oração, começou a pegar sementes da natureza e transformar em mudas para serem devolvidas à natureza para que mais pessoas as valorizassem, visto que, para ela, na sociedade atual são poucos os que se preocupam com o meio ambiente. Presentemente, século XXI, Cleide sustenta a sua família com o trabalho de ir à natureza, pedir licença ao Criador, colher a semente e produzir muda para vender em seu viveiro. O Viveiro Moura produz mudas nativas, cerrado, recuperação de nascentes e leito de rios, área degradada como também jardinagem (rosas, palmeiras, entre outros), frutíferas e café.

Cleide Rodrigues Moura é a representação da mulher brasileira superior ao seu tempo; seu passado de dores a impulsionou para a construção de um futuro de respeito pela natureza e pelos seres vivos que a compõem. Seu caráter utilitarista desde seus primórdios aos tempos atuais, promove a fé na humanidade. Certamente, essa mulher que semeia o futuro, retirará desta terra, sob a licença de Deus Criador, muitas sementes de reciprocidade, empatia, fé e amor.

Berenice Miranda

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