Surendra Nagaraju – Elanaagaimaqgem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69c41597-cb78-83e9-8454-88a6cccda504
Taciturn men are disdained by all – they’re always mum; that is their fall. Shrouded in silence, seized by diffidence, they languish in despondence.
Verbosity is a virtue in the eyes of this banal world, but poor taciturn men are mute and cold; So, to many, they’re off-putting a hundredfold.
Many a tight-lipped man may be going through the torture of a thousand knife-thrusts every minute, or tasting the havoc of raging storms within, each moment.
Poor taciturn men are misinterpreted souls, for they are closed books, subterranean dens, unerupted volcanoes in oceans. They need to be assessed with utmost caution; compassion is what cures their desperation.
Ramos António AmineImagem criada por IA do Grok – 08 de fevereiro de 2026, às 10:19 PM – https://grok.com/imagine/post/1d467e89-a828-4fc3-992e-b7cc41062106
Comungam no altar da hipocrisia os que atiram pedras à luz do dia e à noite compram o mesmo corpo que fingem não desejar.
Comungam os que escrevem leis com a tinta do cálice alheio e as cumprem de olhos baixos e consciência muda.
Comungam os que nunca tocaram a ferida mas repartem o pão feito do sangue que não lhes pertence.
Comungam os que se ajoelham não para pedir perdão mas para rir com os lábios ainda húmidos de vinho.
Comungam os que chamam a prostituta de terreno baldio e nunca perguntam quem a devastou primeiro.
Comungam os que veem o mal passar e desviam o olhar como quem observa a chuva sem sentir frio.
Comungam os que oferecem um cálice amargo e exigem silêncio enquanto ela bebe.
Comungam os que cavam fossos e depois condenam quem cai neles.
Comungam os que nunca perguntaram como ela chegou ali mas perguntam todos os dias por que ainda não saiu.
Comungam os que acreditam que sair é vontade e não oportunidade.
Comungam os que creem que a fome escolhe e que a miséria não empurra.
Comungam os que chamam prostituição de causa e nunca de consequência de um mundo que aprendeu a vender tudo, até o que não tem preço.
Comungam os que aplaudem a exclusão e depois fogem dos seus efeitos.
Comungam os que exigem pureza de quem nunca teve escolha.
Comungam os que pagam para olhar e chamam isso de normalidade.
Comungam os que dizem que a prostituta está morta sem perceber que o cadáver é outro: a sensibilidade coletiva, a ética moldada à conveniência.
Comungam os que pensam que ela pede salvação quando o que pede é humanidade.
Comungam os que a sacrificam todos os dias para que a sociedade continue limpa por fora.
Comungam os que normalizam a dor para vender facilidade.
Comungam os que acreditam que o altar da hipocrisia é eterno.
Mas não sabem que ele não cai pela força, nem pelo fogo, nem pelo grito
basta retirar-lhe o silêncio cúmplice que o alimenta.
Incendiar o instante, a premissa para uma existência insubmissa: que resgate o rumor das pedras!
Colher o silêncio cultivado pelo pó, nestas rotas sinuosas de criatividade; varrer ruínas com ventos de liberdade e desatar a infância contida em cada nó.
Silêncio. É nele que o amor se reconhece. Não no grito, nem no toque, mas naquilo que pulsa quando o mundo cala. O silêncio é um corpo que respira entre dois corações — um sopro antigo, herdado da terra.
Sou mulher feita de luz e sombra, como a árvore que recorda o chão e ainda assim deseja o céu. A minha pele carrega memórias de séculos, areias de mulheres que dançaram sobre a mesma dor e esperança. Em mim, há o sangue das que não se ajoelharam e a ternura das que ensinaram o perdão com o olhar.
Tu me olhas, e em teus olhos reconheço a ancestralidade da noite. Há um continente inteiro entre nós — mas o amor atravessa oceanos invisíveis. Teu silêncio me fala em língua de tambores, onde cada batida é um nome, cada pausa, uma oração.
Amo-te não como quem possui, mas como quem devolve ao universo o que era dele. Teu corpo é território e templo, é tambor e travessia. Quando te toco, não busco a carne: procuro a lembrança da vida.
O amor é uma forma de resistência. Ser mulher negra é guardar dentro do peito a geografia inteira do tempo — é ser pátria e poema, vento e raiz, voz e eco.
E se o destino me reduzir em cinzas, como temeu Senghor, que minhas cinzas fertilizem o solo da ternura. Que minhas palavras cresçam como flores negras sobre o medo, e que cada pétala diga: “Eu amei, e por isso vivi”.