{"id":36872,"date":"2021-01-20T09:24:26","date_gmt":"2021-01-20T11:24:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/?p=36872"},"modified":"2021-01-20T09:24:26","modified_gmt":"2021-01-20T11:24:26","slug":"pietro-costa-a-insustentavel-leveza-do-poder","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=36872","title":{"rendered":"Pietro Costa: &#039;A insustent\u00e1vel leveza do poder&#039;"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F36872&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F36872&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div><figure id=\"attachment_35038\" aria-describedby=\"caption-attachment-35038\" style=\"width: 132px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/pietro-costa-e-o-mais-novo-integrante-do-quadro-de-colunistas-do-rol\/foto-pietro-costa\/\" rel=\"attachment wp-att-35038\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"35038\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=35038\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/foto-Pietro-Costa.jpg\" data-orig-size=\"324,385\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"foto &amp;#8211; Pietro Costa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Pietro Costa&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/foto-Pietro-Costa.jpg\" class=\" wp-image-35038\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/foto-Pietro-Costa-252x300.jpg\" alt=\"\" width=\"132\" height=\"157\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-35038\" class=\"wp-caption-text\">Pietro Costa<\/figcaption><\/figure>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A insustent\u00e1vel leveza do poder<\/h2>\n<p><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/pietro-costa-a-insustentavel-leveza-do-poder\/jornal-rol-18-jan-a-22jan2021-foto\/\" rel=\"attachment wp-att-36874\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"36874\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=36874\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Jornal-ROL-18-jan-a-22jan2021-FOTO.png\" data-orig-size=\"153,291\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Jornal ROL 18 jan a 22jan2021 FOTO\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Jornal-ROL-18-jan-a-22jan2021-FOTO.png\" class=\"alignnone size-full wp-image-36874\" src=\"http:\/\/www.jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Jornal-ROL-18-jan-a-22jan2021-FOTO.png\" alt=\"\" width=\"153\" height=\"291\" \/><\/a><\/p>\n<p>Milan Kundera publicou, em 1984, um livro chamado \u201cA insustent\u00e1vel leveza do ser\u201d.<\/p>\n<p>O romance se desenrola na cidade de Praga, em 1968, e teve adapta\u00e7\u00e3o para o cinema pelo diretor Philip Kaufman. Quatro s\u00e3o os personagens centrais da hist\u00f3ria &#8211; Tereza e Tomas, Sabina e Franz.<\/p>\n<p>Em virtude de suas decis\u00f5es ou pela for\u00e7a do acaso, cada um lida com o a insustent\u00e1vel leveza de quem permanentemente procura amenizar as opress\u00f5es afetivas, culturais, sociais, profissionais e outras que acometem a todos os indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>O autor se vale de ricos aportes filos\u00f3ficos, como as ideias de Parm\u00eanides e Nietzsche, enriquecendo a narrativa com os contornos de uma perspectiva existencial.<\/p>\n<p>Parm\u00eanides foi um fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico, de modo que n\u00e3o concebia a realidade como centrada no ser humano (\u00e0 maneira dos mitos e poemas \u00e9picos). Os pr\u00e9-socr\u00e1ticos, fil\u00f3sofos que antecederam S\u00f3crates, emprestaram sua contribui\u00e7\u00e3o no final do s\u00e9culo VII at\u00e9 o fim do s\u00e9culo V. a.C., e defendiam a exist\u00eancia de um elemento primordial (e natural) que legitimaria todo o processo cognitivo e explicativo\u00a0 do universo. Para Tales de Mileto, era a \u00e1gua (\u201chydor\u201d); para Her\u00e1clito, o fogo.<\/p>\n<p>As obras dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos, escritas, se perderam na Antiguidade. S\u00f3 temos conhecimento da filosofia deles em virtude da doxografia (s\u00ednteses e coment\u00e1rios elaborados por fil\u00f3sofos posteriores) e dos fragmentos (peda\u00e7os selecionados por fil\u00f3sofos ulteriores).<\/p>\n<p>A J\u00f4nia (col\u00f4nia grega do Mediterr\u00e2neo Oriental, afastada geograficamente de Atenas) \u00e9 o ber\u00e7o dos pr\u00e9-socr\u00e1ticos, os primeiros fil\u00f3sofos ocidentais. Havia outros povos da Antiguidade com a pretens\u00e3o de explicar os fen\u00f4menos naturais, mas os gregos s\u00e3o tidos como os primeiros a fazer ci\u00eancia (pensamento filos\u00f3fico-cient\u00edfico). No ocidente, a filosofia, na qualidade de conhecimento organizado e met\u00f3dico, tem ensejo na antiga J\u00f4nia, prov\u00edncia da \u00c1sia Menor, em torno do s\u00e9culo VI a.C.<\/p>\n<p>Os primeiros fil\u00f3sofos \u2013 os pr\u00e9-socr\u00e1ticos \u2013 dedicavam-se a um conjunto de indaga\u00e7\u00f5es principais: Por que e como as coisas existem? O que \u00e9 o mundo? Qual a origem da Natureza e quais as causas de sua transforma\u00e7\u00e3o? Essas indaga\u00e7\u00f5es colocavam em relevo a indaga\u00e7\u00e3o: o que \u00e9 o Ser?<\/p>\n<p>A palavra <em>ser <\/em>em portugu\u00eas, traduz a palavra latina <em>esse <\/em>e a express\u00e3o grega <em>ta onta<\/em>. A palavra latina <em>esse <\/em>\u00e9 o infinitivo de um verbo, o verbo ser. A express\u00e3o grega <em>ta onta <\/em>quer dizer: as coisas existentes, os entes, os seres. No singular, <em>ta onta <\/em>se diz <em>to on<\/em>, que \u00e9 traduzida por: <em>o ser<\/em>.<\/p>\n<p>Os primeiros fil\u00f3sofos tinham como foco a origem e a ordem do mundo, o <em>kosmos<\/em>, e a filosofia nascente era uma cosmologia. Pouco a pouco, passou-se a indagar o que era o pr\u00f3prio <em>kosmos<\/em>, qual era o fundo eterno e imut\u00e1vel que permanecia sob a multiplicidade e transforma\u00e7\u00e3o das coisas. Qual era e o que era o <em>ser <\/em>subjacente a todos os seres.<\/p>\n<p>Com isto, a filosofia nascente tornou-se <em>ontologia<\/em>, isto \u00e9, conhecimento ou saber sobre o ser.<\/p>\n<p>Por esse mesmo motivo, considera-se que os primeiros fil\u00f3sofos n\u00e3o tinham uma aten\u00e7\u00e3o especial com o conhecimento enquanto conhecimento, isto \u00e9, n\u00e3o indagavam se podemos ou n\u00e3o conhecer o Ser, mas partiam da pressuposi\u00e7\u00e3o de que o podemos conhecer, pois a verdade, sendo <em>aletheia<\/em>, isto \u00e9, presen\u00e7a e manifesta\u00e7\u00e3o das coisas para os nossos sentidos e para o nosso pensamento, significa que o Ser est\u00e1 manifesto e presente para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Parm\u00eanides, junto com os \u201c<em>eleatas\u201d<\/em>, militou contra o pensamento mobilista, capitaneado por Her\u00e1clito, segundo o qual todas as coisas est\u00e3o em fluxo, repousando a unidade b\u00e1sica do real na pluralidade \u2013 garantia do equil\u00edbrio. O movimento das coisas e do mundo se chama \u201c<em>devir\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Dia e noite, calor e frio, vida e morte, nesse vi\u00e9s, s\u00e3o opostos que se complementam. O fogo \u00e9 perfilhado como elemento primordial, fogo enquanto chama, energia que se queima, que se autoconsome dinamicamente. Pela contempla\u00e7\u00e3o do mundo, nossos sentidos nos indicam que tudo est\u00e1 em constante transforma\u00e7\u00e3o, o que fez Her\u00e1clito de \u00c9feso propugnar que tudo \u00e9 din\u00e2mico: \u201cTudo se move, tudo flui (<em>panta rhei<\/em>)\u201d; \u201cn\u00e3o se pode descer duas vezes o mesmo rio e n\u00e3o se pode tocar duas vezes uma subst\u00e2ncia mortal no mesmo estado, pois, por causa da impetuosidade e da velocidade da mudan\u00e7a, ela se dispersa e se re\u00fane, vem e vai&#8230;N\u00f3s descemos e n\u00e3o descemos pelo mesmo rio, n\u00f3s pr\u00f3prios somos e n\u00e3o somos\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto a <em>physis<\/em> (natureza, mundo f\u00edsico) subsiste constante, as coisas mudam em dire\u00e7\u00e3o ao seu contr\u00e1rio (o jovem fica adulto, o enfermo cura, e assim por diante).<\/p>\n<p>Os eleatas, ao rev\u00e9s, s\u00e3o monistas, isto \u00e9, postulam a exist\u00eancia de uma realidade \u00fanica.<\/p>\n<p>Parm\u00eanides consignou uma das distin\u00e7\u00f5es mais fundamentais do pensamento filos\u00f3fico \u2013 realidade X apar\u00eancia. O movimento \u00e9 apenas aparente, porquanto por detr\u00e1s dele h\u00e1 uma realidade \u00fanica, eterna, imut\u00e1vel, sem princ\u00edpio nem fim, cont\u00ednua e indivis\u00edvel, incausada e causante de tudo o quanto existe (Uno), que pode ser descoberta pelo pensamento se formos al\u00e9m de nossa experi\u00eancia sens\u00edvel. Por interm\u00e9dio do pensamento, devemos, pois, perquirir a ess\u00eancia do real, aquilo que subsiste na mudan\u00e7a. O essencial \u00e9 o ser, e o fugaz, o mut\u00e1vel, \u00e9 o n\u00e3o-ser (pois pode vir a n\u00e3o ser, pela mutabilidade). \u201cO ser \u00e9, o n\u00e3o-ser n\u00e3o \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Tal fil\u00f3sofo consagrou uma perspectiva, logo, unit\u00e1ria de Ser. O frio seria o n\u00e3o-calor, a aus\u00eancia de calor. A leveza, por sua vez, o n\u00e3o-peso, aus\u00eancia de peso.<\/p>\n<p>Na leitura de Kundera, \u00e9 a a\u00e7\u00e3o descompromissada, que n\u00e3o se compromete com nada e ningu\u00e9m. \u00c9 a sensa\u00e7\u00e3o de liberdade vivenciada por Tomaz &#8211; jovem m\u00e9dico aposentado, bonito e atraente, que destina seu tempo livre para curtir a vida -, antes do v\u00ednculo afetivo com Tereza, por sua vez oriunda de um ambiente familiar de deprava\u00e7\u00e3o moral, trabalhando em um bar repleto de alc\u00f3olatras e homens de car\u00e1ter duvidoso.<\/p>\n<p>Em certa ocasi\u00e3o, Teresa viu Tomas em uma das mesas do estabelecimento, com um livro aberto, e n\u00e3o conteve o espanto e admira\u00e7\u00e3o.\u00a0 Para ela, o fato significou uma proje\u00e7\u00e3o de luz em meio \u00e0 escurid\u00e3o na qual ela estava imersa, um sinal de sabedoria e sensibilidade, ante a crueza e sordidez a que sempre foi submetida.<\/p>\n<p>A vida de Tomas, antes do romance com Teresa, consigna a realiza\u00e7\u00e3o do \u201camor fati\u201d (Nietzsche), que prestigia uma saga existencial dirigida pelos pr\u00f3prios valores, isto \u00e9, aut\u00f4noma, aut\u00eantica, desvencilhada de influ\u00eancias externas.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir deste escor\u00e7o filos\u00f3fico, perpassado nas linhas acima, que tenciono pautar algumas considera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds precisam ser saneadas, com prem\u00eancia, de influ\u00eancias estranhas ao seu \u201ct\u00e9los\u201d, prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Nossa rep\u00fablica encontra-se em um momento de depura\u00e7\u00e3o vital.<\/p>\n<p>O saudoso fil\u00f3sofo Her\u00e1clito, nos tempos hodiernos, certamente diria que h\u00e1 um tensionamento cont\u00ednuo e concomitante de for\u00e7as no \u201cdevir\u201d de nossa jovem democracia.<\/p>\n<p>Do lado sombrio, tramam alguns agentes criminosos entre figuras poderosas de governos anteriores, vigentes e empres\u00e1rios, protagonizando, em conluio, a\u00e7\u00f5es administrativas e pol\u00edticas desprovidas do menor senso de propor\u00e7\u00f5es, dilapidando o er\u00e1rio com vistas ao enriquecimento pessoal e continua\u00e7\u00e3o de um projeto de poder antidemocr\u00e1tico, vil, mesquinho, mesmo que pra tais fins seja necess\u00e1rio infringir o ordenamento jur\u00eddico e afrontar o sentimento de moralidade.<\/p>\n<p>Na outra trincheira, h\u00e1 agentes p\u00fablicos movidos apenas pelo dever de zelar pelas diretrizes e princ\u00edpios elencados na Constitui\u00e7\u00e3o, bem como pela salvaguarda do Estado Democr\u00e1tico de Direito, atuando com firmeza e destemor contra aqueles que promovem a atual crise (moral, econ\u00f4mica, pol\u00edtica) a partir das propinas, desvios de dinheiro p\u00fablico para campanhas, compras de apoio parlamentar&#8230;<\/p>\n<p>Os agentes incrustados em todas as esferas do poder que intentam instaurar um Estado Demag\u00f3gico de Privil\u00e9gios t\u00eam sustentado tal projeto narcisista e histri\u00f4nico pelas velhas fal\u00e1cias e pr\u00e1ticas da pol\u00edtica; pela degrada\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da \u00e9tica; pela encena\u00e7\u00e3o teatral, vitimismo, est\u00edmulo \u00e0 cis\u00e3o social e manipula\u00e7\u00e3o barata dos seus sic\u00e1rios; pelas vantagens indevidas hauridas a partir da estrutura ileg\u00edtima no provimento de cargos da c\u00fapula do Judici\u00e1rio e Minist\u00e9rio P\u00fablico, que deveria ser balizado por crit\u00e9rios objetivos, impessoais, de molde a efetivamente colocar em relevo, nessa sistem\u00e1tica, o m\u00e9rito, a reputa\u00e7\u00e3o ilibada e a compet\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>O encanto dos sorrisos dissimulados n\u00e3o tem sustentabilidade duradoura. As doces ilus\u00f5es geradas pelas promessas dos poderosos s\u00e3o desfeitas com o tempo, o qual \u00e9 o pai leg\u00edtimo da verdade. \u201cVeritas filia temporis\u201d. N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel defender a riqueza do povo tendo os bolsos encharcados pela sangria desatinada e perversa dos cofres p\u00fablicos. Aqueles que perpetram comportamentos desviantes da probidade com a coisa p\u00fablica est\u00e3o sendo reconhecidos, lembrados, expostos e denunciados, tanto nas tribunas da imprensa livre como nos tribunais da ordem jur\u00eddica p\u00e1tria.<\/p>\n<p>As velhas fal\u00e1cias e pr\u00e1ticas da pol\u00edtica est\u00e3o sendo desmascaradas, resgatando-se o aut\u00eantico sentido do sistema significante dos fundamentos da rep\u00fablica, m\u00e1xime a dignidade da pessoa humana e a satisfa\u00e7\u00e3o de exercer a cidadania, que h\u00e1 de triunfarem no horizonte de nossa na\u00e7\u00e3o, cabendo a todos n\u00f3s que temos vergonha na cara lutar para o Brasil ser liberto de uma promessa vazia, de um futuro que incessante e abjetamente \u00e9 postergado.<\/p>\n<p>Que de modo fraterno e respons\u00e1vel, com consci\u00eancia cidad\u00e3, lutemos movidos pelo ideal de tornar o pa\u00eds paulatinamente liberto de todo o peso exercido pelas podres inst\u00e2ncias dos poderes pol\u00edtico e econ\u00f4mico, as quais se locupletam com o ainda vicejante \u201cstatus\u201d de opress\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de obscenidades.<\/p>\n<p>Que o lado da urbanidade, da ordem, da dec\u00eancia, da civilidade, da liberdade, isto \u00e9, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ajude a refundar a nossa na\u00e7\u00e3o, e tenha primazia perante os art\u00edfices do caos, os macuna\u00edmas manipuladores que modelam ideologicamente as massas com o desiderato de que lutem pelos seus indefens\u00e1veis e inconfess\u00e1veis fins privados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Pietro Costa<\/strong><\/h3>\n<p>pietro_costa22@hotmail.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A insustent\u00e1vel leveza do poder<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":36874,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[1094,6775,6834,6896],"class_list":["post-36872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-comunicacao","tag-artigo","tag-pietro-costa","tag-poder","tag-politica"],"aioseo_notices":[],"views":0,"jetpack_featured_media_url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Jornal-ROL-18-jan-a-22jan2021-FOTO.png","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":68539,"url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=68539","url_meta":{"origin":36872,"position":0},"title":"A matem\u00e1tica da presen\u00e7a","author":"Pietro Costa","date":"5 de agosto de 2024","format":false,"excerpt":"Multiplico as estrelas do c\u00e9u por suaves devaneios. 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