{"id":74940,"date":"2025-08-22T08:05:00","date_gmt":"2025-08-22T11:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=74940"},"modified":"2025-08-25T14:37:49","modified_gmt":"2025-08-25T17:37:49","slug":"meu-sonho-nem-sempre-foi-escrever","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=74940","title":{"rendered":"\u201cMeu sonho nem sempre foi escrever.\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F74940&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F74940&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Entrevista com a escritora espanhola Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz Ruiz<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1175\" height=\"1305\" data-attachment-id=\"74941\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=74941\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol.jpg\" data-orig-size=\"1175,1305\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1684312287&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Entrevistas-Rol\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol.jpg\" alt=\"Logo da se\u00e7\u00e3o Entreists\" class=\"wp-image-74941\" style=\"width:252px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol.jpg 1175w, http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol-1080x1200.jpg 1080w, http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Entrevistas-Rol-768x853.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1175px) 100vw, 1175px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Logo da se\u00e7\u00e3o Entrevistas ROLianas<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Caros amigos e leitores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sempre um prazer poder me comunicar com voc\u00eas por meio desta plataforma. Que maravilha saber que estamos conectados, independentemente da dist\u00e2ncia! Hoje tenho o grande privil\u00e9gio de apresentar a voc\u00eas uma mulher brilhante, uma escritora e poetisa que cativa com sua criatividade; uma amiga, mas acima de tudo, uma mulher com uma alma humanista que admiro muito. Tenho a honra de me comunicar com ela h\u00e1 muitos anos, \u00e0 dist\u00e2ncia. <br><br><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1130\" height=\"889\" data-attachment-id=\"74949\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=74949\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007.jpg\" data-orig-size=\"1130,889\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"IMG-20250806-WA0007\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007.jpg\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-74949\" style=\"width:534px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007.jpg 1130w, http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007-768x604.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1130px) 100vw, 1130px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz Ruiz\u00a0, tamb\u00e9m conhecida como\u00a0Dama Oscura\u00a0, origin\u00e1ria de Granada, Espanha. \u00c9 autora de mais de 25 livros, entre novelas e poemas. \u00c9 coautora de CANTO PLANETARIO: HERMANDAD EN LA TIERRA HC Editores, Costa Rica 2023.<br>Foto: 10 de agosto de 2025. Cortesia.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ela \u00e9 <strong>Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz Ruiz<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida como a <strong>Dama Negra<\/strong>, origin\u00e1ria da bela cidade de Granada, Espanha. Esta entrevista se concentra mais nas mulheres; embora abordemos o mundo liter\u00e1rio, a conversa \u00e9 breve, mas muito enriquecedora. Mar\u00eda Beatriz nos fala sobre sua vida pessoal, suas reflex\u00f5es sobre amizade e nos conta sobre seu av\u00f4, uma pessoa muito querida para ela, que sempre admirou sua escrita. Claro, ela tamb\u00e9m fala sobre o marido, o primo, a quem considera um irm\u00e3o, e seus hobbies favoritos. Ela confessa que escrever n\u00e3o foi sua primeira op\u00e7\u00e3o de carreira, pois queria estudar algo relacionado \u00e0 medicina legal ou \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mar\u00eda Beatriz sempre me surpreende. Tudo o que posso dizer \u00e9 que a admiro enormemente, pois ela sabe organizar seu tempo para se dedicar \u00e0 leitura, \u00e0 fam\u00edlia, ao trabalho e at\u00e9 ao TikTok, enquanto cultiva sua paix\u00e3o pela escrita. Ela escreve poesias, artigos de opini\u00e3o, cr\u00f4nicas e entrevistas com escritores, poetas e artistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz tamb\u00e9m \u00e9 diretora da revista liter\u00e1ria e cultural, anteriormente chamada One Stop, que este ano passou por uma mudan\u00e7a significativa, tanto em sua plataforma web quanto em seu nome: agora \u00e9 One Stop New. Esta revista promove escritores, poetas e artistas de toda a Am\u00e9rica Latina e al\u00e9m. Ela \u00e9 respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o dos artigos e conte\u00fados recebidos para publica\u00e7\u00e3o no site. Convido voc\u00ea a visitar esta revista e mergulhar no fascinante mundo da cultura e da literatura contempor\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mar\u00eda Beatriz tamb\u00e9m nos conta o que significou para ela fazer parte da antologia de poesia Canto Planet\u00e1rio: Hermandad en la Tierra (Can\u00e7\u00e3o Planet\u00e1ria: Irmandade na Terra), HC Editores, Costa Rica, 2023. Ela \u00e9 autora de mais de 25 livros, entre romances e colet\u00e2neas de poesia. Ali\u00e1s, recomendo a compra de sua colet\u00e2nea de poesia mais recente, Mariposa de Alas Azules (Borboleta de Asas Azuis), dispon\u00edvel na Amazon em formato impresso e digital (Kindle).<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que voc\u00eas gostes desta conversa:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00ea se sentiu ao publicar seu primeiro romance?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Meu primeiro romance foi Quando o Destino nos Uniu, e a verdade \u00e9 que tenho um carinho especial por esse romance porque foi o meu primeiro, porque ousei dar esse passo e porque ele guarda mem\u00f3rias preciosas do processo criativo. Lembro-me de repassar cada cap\u00edtulo que terminava para meus colegas e da felicidade que sentia no dia seguinte quando os ouvia dizer que precisavam de mais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual a origem do seu pseud\u00f4nimo <em>Dark Lady<\/em>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quase todos os meus romances s\u00e3o rom\u00e2nticos, e digo quase todos porque, quando quero romper com os padr\u00f5es estabelecidos, me refugio na Dark Lady, meu pseud\u00f4nimo para ser um tipo diferente de escritora. Todos sabemos que escritores tamb\u00e9m s\u00e3o rotulados e que mudan\u00e7as podem n\u00e3o ser agrad\u00e1veis, e \u00e9 por isso que criei essa linha de luz e escurid\u00e3o. Ao longo da minha vida, sempre tive muita consci\u00eancia dessa moeda de dois lados, a luz e a escurid\u00e3o que todos carregamos, e \u00e9 por isso que ela sempre se refletiu em meus romances, poemas e artigos de opini\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que voc\u00ea buscou transmitir ou criar por meio de seus romances?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos meus romances, eu queria criar um mundo m\u00e1gico onde o amor sempre triunfa. Espero que, quando o leitor voltar para casa ap\u00f3s um dia dif\u00edcil, leia meu romance e seja transportado para um mundo cheio de aventura, paix\u00e3o, erotismo e amor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que voc\u00ea pode nos contar sobre seu romance &#8216;Glam Girls Wanted&#8217;?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 disse, tenho um carinho especial pelo meu primeiro romance, mas, entre todos os meus romances, tamb\u00e9m tenho um romance de estreia em um g\u00eanero que nunca usei antes: com\u00e9dia. Refiro-me a &#8216;Wanted: Glam Girls&#8217;. Este romance \u00e9 muito especial para mim porque \u00e9 inspirado nas minhas colegas de trabalho, aquelas que sempre me fazem sorrir e com quem eu iria a qualquer lugar do mundo. <\/p>\n\n\n\n<p>Na minha opini\u00e3o, n\u00e3o existem trabalhos f\u00e1ceis ou dif\u00edceis; existem colegas f\u00e1ceis ou dif\u00edceis que fazem voc\u00ea amar seu trabalho ou odi\u00e1-lo, e gra\u00e7as \u00e0s minhas Glam Girls, vou trabalhar todos os dias com um sorriso. Obrigada, Lore, Isa, Encarni, Vane, Vero, Leo, Debo e Nadia, porque escrever este romance foi uma aventura inesquec\u00edvel da qual voc\u00eas participaram sendo voc\u00eas mesmas, \u00fanicas e incompar\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que emo\u00e7\u00f5es ou sensa\u00e7\u00f5es voc\u00ea experimenta ao escrever poesia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos meus poemas\u2026 devo confessar que s\u00e3o bastante profundos e, na maioria das vezes, carregados de tristeza e melancolia. A raz\u00e3o para isso \u00e9 que, quando sinto a tristeza apertando meu peito e formando um n\u00f3 que me sufoca, preciso extravasar essa dor. Logicamente, isso poderia ser considerado uma esp\u00e9cie de terapia, mas sinto como uma t\u00e1bua de salva\u00e7\u00e3o que me permite renascer repetidamente, permitindo-me continuar mantendo minha ess\u00eancia sem me afogar naquele po\u00e7o profundo e escuro que \u00e0s vezes me consome. Luz e sombra, sempre mantenho essa luta incessante entre meus dois eus. Minha nova colet\u00e2nea de poemas, &#8216;Borboleta de Asas Azuis&#8217;, \u00e9 um exemplo da minha luz e sombra, uma colet\u00e2nea que dedico a pessoas que t\u00eam dias azuis, mas silenciosamente batem as asas e voam alto apesar de tudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00ea descreveria seus poemas e artigos de opini\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como em meus romances, poemas e artigos de opini\u00e3o, revelo cada um dos meus estados de esp\u00edrito em um dado momento. Em meus artigos, sou cr\u00edtico, filos\u00f3fico e, \u00e0s vezes, bastante direto. Ao longo dos anos, meus artigos evolu\u00edram e mudaram comigo, porque as pessoas mudam, e o que voc\u00ea pensa sobre um assunto hoje pode ser diferente do que voc\u00ea pensa amanh\u00e3. Nunca me contradigo; evoluo, certo ou errado, mas evoluo porque as rugas da alma fazem voc\u00ea aprender e mudar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea desprezaria alguma religi\u00e3o? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estudei em uma escola cat\u00f3lica e, embora com o passar dos anos e devido a certas circunst\u00e2ncias da vida, tenha deixado de ser cat\u00f3lico, jamais desprezarei uma religi\u00e3o fundada no conceito fundamental do amor. Em um dos meus artigos, eu disse que n\u00e3o mudaria nada no meu passado, j\u00e1 que cada etapa me fez quem eu sou, e n\u00e3o quero ser outra pessoa, ent\u00e3o n\u00e3o apagaria nada do meu passado, j\u00e1 que cada caminho me ensinou algo. <\/p>\n\n\n\n<p>Jamais entenderei pessoas que acreditam possuir a verdade e a sabedoria infinita por pertencerem a uma determinada religi\u00e3o. A base de qualquer religi\u00e3o \u00e9 o respeito, e para quem tem d\u00favidas, toler\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 o mesmo que aceita\u00e7\u00e3o e respeito. Por que n\u00e3o pode haver um mundo onde todas as cren\u00e7as sejam respeitadas e possamos viver juntos em paz? Bem, que absurdo eu acabei de dizer depois de ver um mundo em guerra onde a vida humana \u00e9 t\u00e3o pouco importante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea pode compartilhar alguma anedota ou lembran\u00e7a especial sobre seu av\u00f4?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Meu av\u00f4 foi uma das pessoas mais importantes da minha vida. Ele compartilhava meu amor pela literatura. Ainda me lembro dele chegando em casa com o \u00faltimo romance de uma nova cole\u00e7\u00e3o que estava saindo, que ele sabia que eu devoraria em dois dias. Ele era a alegria em pessoa, uma paci\u00eancia infinita e a pessoa que sempre estava l\u00e1 para mim. Meu pai me lembra muito meu av\u00f4; paciente, silencioso, mas sempre presente quando preciso dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que penso no meu av\u00f4, nos bons momentos e no seu sorriso cativante, uma lembran\u00e7a dolorosa me vem \u00e0 mente: nunca consegui me despedir dele porque os m\u00e9dicos me avisaram que, na minha condi\u00e7\u00e3o, era perigoso ir ao hospital e que eu poderia entrar em trabalho de parto prematuro e perder meus beb\u00eas. Por eles, eu dei e daria tudo. Meus g\u00eameos Guillermo e Paula ainda s\u00e3o e sempre ser\u00e3o minha prioridade, mas aquele pequeno detalhe marcou minha vida. Senti falta de dizer a ele o quanto o amava e de lhe dar um abra\u00e7o apertado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea se considera mais uma pessoa solit\u00e1ria ou voltada para a fam\u00edlia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se j\u00e1 expressei isso em meus escritos, mas, apesar de ter uma alma solit\u00e1ria, sou extremamente voltada para a fam\u00edlia. Eles sempre foram o pilar sobre o qual me sustentei e que me apoiaram, n\u00e3o importa o que eu fa\u00e7a. \u00c0s vezes, penso que minha alma est\u00e1 presa neste mundo e nesta vida por causa de todas aquelas pessoas que dizem &#8216;eu te amo&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra &#8216;eu te amo&#8217; \u00e9 a palavra mais poderosa do mundo e a que mais nos prende \u00e0 terra.<br>Quando dei \u00e0 luz meus g\u00eameos, sofri de depress\u00e3o p\u00f3s-parto grave. Eu n\u00e3o queria continuar vivendo e, naquele momento, meus filhos foram os que me salvaram. \u00c9 por eles que continuei vivendo e \u00e9 por eles que me levanto repetidamente e continuo caminhando, apesar das minhas feridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando sinto que o mundo n\u00e3o me entende, ou que sou eu quem n\u00e3o entende o mundo, eu amo a solid\u00e3o. Eu gostaria de me trancar na torre mais alta e que ningu\u00e9m me incomodasse. Eu gostaria de desaparecer, de ser invis\u00edvel e que o mundo me esquecesse. Ent\u00e3o, para responder \u00e0 sua pergunta: eu sou as duas pessoas: a solit\u00e1ria e a voltada para a fam\u00edlia. Sou sempre dois lados da mesma moeda, mas sempre mostro um lado para n\u00e3o preocupar os outros nem dar explica\u00e7\u00f5es. Eu sempre escalo a montanha com minha mochila cheia de pedras e, em algum momento do caminho, consigo deixar algumas cair e recuperar o f\u00f4lego para continuar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como seu marido influenciou sua vida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Meu marido tamb\u00e9m teve uma grande influ\u00eancia na minha vida. Ele sempre foi quem me deu aquele empurr\u00e3ozinho de que eu precisava quando minha inseguran\u00e7a me impedia. N\u00f3s nos conhecemos em 15 de agosto em um casamento. Eu estava sentada, meio for\u00e7ada, em uma mesa onde estava o p\u00fablico mais jovem. Eu odeio quando as pessoas fazem coisas assim, mas gra\u00e7as a isso, conheci a pessoa com quem compartilho minha vida hoje. De um canto da mesa, ele me observou soprar o gaspacho frio que eu pensava ser consom\u00ea. Olhei ao redor e pensei que ningu\u00e9m tinha me visto. Respirei aliviada, mas houve algu\u00e9m que n\u00e3o deixou de notar aquele gesto. Meu marido se apaixonou por mim naquele momento constrangedor, como se fosse eu, e estamos juntos desde ent\u00e3o. Quem nos conhece sabe que somos opostos, mas isso nos complementa e nos mant\u00e9m caminhando juntos neste caminho, que \u00e0s vezes foi repleto de dificuldades que superamos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00ea se descreveria e qu\u00e3o seletiva voc\u00ea \u00e9 com seus amigos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sempre fui uma garota alegre e extrovertida, mas, acima de tudo, sempre fui seletiva. Se n\u00e3o gosto de algu\u00e9m, me afasto. Nesse aspecto, continuo a mesma: n\u00e3o gosto de confrontos e, com o tempo, percebi que preciso me manter longe de qualquer coisa que afete minha paz de esp\u00edrito. Por isso, atualmente me cerco de pessoas que realmente contribuem para mim. N\u00e3o gosto de grupos grandes de amigos; Prefiro um grupo pequeno com quem eu possa ter uma conversa interessante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em dado momento, voc\u00ea menciona um primo que foi como um irm\u00e3o para voc\u00ea. Qual foi o momento mais especial que voc\u00ea e seu primo compartilharam durante a inf\u00e2ncia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sou filho \u00fanico, mas, como mencionei antes, perten\u00e7o a uma fam\u00edlia muito unida, ent\u00e3o, para mim, meu primo Jes\u00fas, filho da minha tia materna, foi como um irm\u00e3o. Pass\u00e1vamos o dia juntos e, mesmo em certas ocasi\u00f5es, quando nossos pais nos deixavam com os av\u00f3s, mor\u00e1vamos juntos. Meu primo e eu discutimos como irm\u00e3os, compartilhamos risadas, segredos e uma vida inteira juntos. Para os filhos dele, sou tia Mar\u00eda, e para os meus, ele \u00e9 tio Fandi.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se se pode dizer que foi o momento mais especial, mas \u00e9 o que me lembro com carinho. Ent\u00e3o, se eu tivesse que escolher um momento, seria o dia do meu casamento. Ele estava sempre ao meu lado e fazia parte da cerim\u00f4nia, carregando as alian\u00e7as. Mas me lembro especialmente de quando sa\u00edmos da igreja e ele me abra\u00e7ou. Aquele abra\u00e7o marcou um antes e um depois. Foi como dizer adeus \u00e0 vida que t\u00ednhamos conhecido at\u00e9 ent\u00e3o. E embora minha vida permanecesse quase a mesma, tudo mudou. Foi um adeus \u00e0quela inf\u00e2ncia compartilhada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que voc\u00ea se chama Mar\u00eda para sua fam\u00edlia e Bea para todos os outros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, eu me referia a mim mesma como Mar\u00eda, mas, na realidade, apenas minha fam\u00edlia me chama de Mar\u00eda. Para todos os outros, eu sou Bea. E tudo isso gra\u00e7as \u00e0 ideia da minha m\u00e3e de colocar M. Beatriz no meu babador da escola. Imagine a cara da minha m\u00e3e quando lhe disseram que, se a filha dela fosse surda, ela n\u00e3o responderia pelo nome quando a chamassem. Ent\u00e3o, desde pequena, descobri que para minha fam\u00edlia eu sempre seria Mar\u00eda, e para todos os outros, Beatriz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apesar do seu grande interesse pela mente humana e pela \u00e1rea da sa\u00fade, o que a levou a descobrir que medicina n\u00e3o era a carreira certa para voc\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Escrever nem sempre foi meu sonho. Quando eu estava decidindo sobre um curso universit\u00e1rio, eu queria cursar medicina forense. Gra\u00e7as a Deus n\u00e3o consegui a nota necess\u00e1ria, porque acho que n\u00e3o teria gostado. A verdade \u00e9 que sempre amei Medicina, ent\u00e3o queria superar esse problema me formando em Auxiliar de Enfermagem e Auxiliar Psiqui\u00e1trico. Devo dizer que sou apaixonada pela mente humana. Parece um mundo incr\u00edvel e imprevis\u00edvel para mim. Mas recentemente descobri que n\u00e3o seria capaz, pois tenho muita empatia pelas pessoas e tenho dificuldade em ver algu\u00e9m sofrer. Ent\u00e3o, depois de estudar v\u00e1rias coisas na \u00e1rea da sa\u00fade, descobri que simplesmente adoro aprender, mas n\u00e3o tenho voca\u00e7\u00e3o para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>No meu trabalho atual, certa manh\u00e3, uma idosa caiu na escada rolante, acho que devido a um derrame. Corri do outro lado, e uma cliente, que era enfermeira, e tentei mant\u00ea-la viva at\u00e9 a ambul\u00e2ncia chegar. Talvez minhas palavras de conforto tenham sido as \u00faltimas que ela ouviu, pois soube que ela havia morrido no hospital. N\u00e3o \u00e9 que eu seja inapta para o trabalho; \u00c9 que, no fim das contas, a tristeza dos doentes n\u00e3o me deixava ser feliz. N\u00e3o suporto perder pessoas e sei que tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiria fugir daquele momento. Eu seria do tipo que seguraria a m\u00e3o delas e n\u00e3o soltaria, mas isso acabaria comigo.<br>Tamb\u00e9m adquiri bastante forma\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o infantil e psicologia infantil, mas n\u00e3o sei se algum dia terei coragem de descobrir se teria paci\u00eancia para fazer esse trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais aspectos do trabalho como T\u00e9cnico de Consumo voc\u00ea achou mais gratificantes e quais desafios encontrou ao trabalhar como Gerente de Comunidade em gerenciamento de m\u00eddias sociais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que eu gostava de estudar e praticar era T\u00e9cnico de Consumo. Adoro lidar com pessoas, sou bom em atendimento ao cliente e gostei desde o in\u00edcio, mas infelizmente n\u00e3o h\u00e1 muito trabalho nessa \u00e1rea.<br>Fiz meu curso de Gerente de Comunidade em uma institui\u00e7\u00e3o particular e, apesar de gostar e ter forma\u00e7\u00e3o em marketing digital, reconhe\u00e7o que as m\u00eddias sociais s\u00e3o extremamente desgastantes e podem ser um trabalho complicado nesse sentido. Eu adoro marketing digital; \u00e9 um pouco como psicologia, uma forma de dar visibilidade ao seu conte\u00fado e faz\u00ea-lo aparecer nos mecanismos de busca do Google. \u00c9 um desafio constante e uma vit\u00f3ria se alcan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, estou cursando aperfei\u00e7oamento em marketing digital pela Universidade de Vitoria-Gasteiz e aplicando meu conhecimento \u00e0 minha revista cultural, One Stop New, anteriormente chamada One Stop.<br>O One Stop foi o in\u00edcio de um projeto lindo que cresceu, como tudo na minha vida, daquela frase que costumo dizer: &#8220;Se os outros podem, eu tamb\u00e9m posso&#8221;. Foi um projeto que comecei com o apoio das minhas amigas Carmen Mari e Carol, e ao longo do caminho conheci uma das pessoas que mais me ajudaram na minha jornada liter\u00e1ria. \u00c9 voc\u00ea, querido Carlos Javier, que se tornou um \u00edcone cultural e me guiou nesta jornada incans\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Luis Ortiz tamb\u00e9m faz parte desse grupo de amigos que aparecem e oferecem apoio incondicional. Paloma Albarrac\u00edn tamb\u00e9m estava l\u00e1 no in\u00edcio do One Stop, e sempre serei grata por seu apoio.<br>Sempre serei grata a todos que me incentivaram no come\u00e7o e acreditaram em mim. Sinto-me afortunada por sempre ter estado cercada de pessoas boas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais aspectos do trabalho como T\u00e9cnico de Consumo voc\u00ea achou mais gratificantes e quais desafios encontrou ao trabalhar como Gerente de Comunidade em gerenciamento de m\u00eddias sociais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O que eu gostava de estudar e praticar era T\u00e9cnico de Consumo. Adoro lidar com pessoas, sou boa em atendimento ao cliente e gostei desde o in\u00edcio, mas infelizmente n\u00e3o h\u00e1 muito trabalho nessa \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu me formei em Gerente de Comunidade em uma institui\u00e7\u00e3o particular e, apesar de gostar e ter forma\u00e7\u00e3o em marketing digital, reconhe\u00e7o que as m\u00eddias sociais s\u00e3o extremamente desgastantes e podem ser um trabalho complicado nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu adoro marketing digital. \u00c9 um pouco como psicologia: uma forma de dar visibilidade ao seu conte\u00fado e faz\u00ea-lo aparecer nos mecanismos de busca do Google. \u00c9 um desafio constante e uma vit\u00f3ria se conquistada.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, estou cursando especializa\u00e7\u00e3o em marketing digital na Universidade de Vitoria-Gasteiz e aplicando meu conhecimento \u00e0 minha revista cultural, <em>One Stop New<\/em>, anteriormente chamada <em>One Stop<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>One Stop foi o in\u00edcio de um projeto lindo que cresceu, como tudo na minha vida, daquela frase que costumo dizer: &#8220;Se os outros podem, eu tamb\u00e9m posso&#8221;. Foi um projeto que comecei com o apoio das minhas amigas Carmen Mari e Carol, e ao longo do caminho encontrei uma das pessoas que mais me ajudaram na minha jornada liter\u00e1ria. \u00c9 voc\u00ea, querido Carlos Javier, que se tornou um \u00edcone cultural e me guiou nesta jornada incans\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Luis Ortiz tamb\u00e9m faz parte desse grupo de amigos que aparecem e oferecem seu apoio incondicional. Paloma Albarrac\u00edn tamb\u00e9m estava presente no in\u00edcio de One Stop, e sempre serei grato por seu apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre serei grato a todos que me incentivaram no in\u00edcio e acreditaram em mim. Sinto-me afortunado por sempre ter estado cercado de pessoas boas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que voc\u00ea acha da amizade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sempre acreditei que as pessoas aparecem na sua vida no momento certo e desaparecem para reaparecer na vida de outras que podem precisar mais delas. \u00c9 por isso que me lembro com carinho daqueles amigos que, por obra do destino, seguiram outros caminhos. Tive muitos bons amigos na vida, e ainda os tenho hoje, mas sempre houve uma amiga que esteve sempre ao meu lado quando precisei. Essa \u00e9 a Soraya. Uma daquelas amizades que, n\u00e3o importa quanto tempo passe, quando nos encontramos, parece que nos vimos no dia anterior. Somos Sininho e Periwinkle, amigas de bebidas, l\u00e1grimas, risos e segredos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conte-nos sobre seus hobbies favoritos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando me perguntam sobre meus hobbies, sempre tive dificuldade em responder brevemente. Sempre quis fazer tudo, mesmo que n\u00e3o fosse bom nisso, mas tamb\u00e9m me canso rapidamente e costumo experimentar outras coisas. Adoro andar de skate, mas desisti quando soube que nunca aprenderia, ent\u00e3o l\u00e1 est\u00e3o meus patins inline no arm\u00e1rio, lindos e brilhantes. Tamb\u00e9m tentei andar de skate, mas tive o mesmo problema, ent\u00e3o troquei para um patinete com guid\u00e3o, e eu era bom nisso, mas a\u00ed surgiram os el\u00e9tricos, e n\u00e3o vou mais andar neles.<\/p>\n\n\n\n<p>Consigo jogar t\u00eanis e sinto vontade de me espremer um pouco de vez em quando, mas n\u00e3o gosto de correr muito, ent\u00e3o, se n\u00e3o for em duplas, me caso depois de vinte minutos. O padel me estressa, e n\u00e3o consigo bater na bola com aquela raquete pequena; prefiro uma raquete de t\u00eanis.<br>Claro, adoro dan\u00e7ar qualquer coisa e sou boa nisso, ent\u00e3o, seja qual for o tipo de m\u00fasica dan\u00e7ante ou n\u00e3o, meu corpo se move e se adapta a qualquer ritmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Adoro desenhar. Ali\u00e1s, n\u00e3o me matriculei em Belas Artes na universidade porque havia pouqu\u00edssimas oportunidades de emprego, mas sempre me arrependerei, pois poderia ter sido muito boa nisso. At\u00e9 pintei alguns quadros no estilo mang\u00e1 para meus amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Adoro plantas e ler sobre suas propriedades curativas e m\u00e1gicas. O curioso \u00e9 que costumo gostar de plantas simples, aquelas sem flores chamativas, aquelas que passam despercebidas por serem simplesmente maravilhosas do jeito que s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu maior hobby, como voc\u00ea pode imaginar, \u00e9 ler. Desde pequena, devoro livros. Certa vez, perdi a no\u00e7\u00e3o do tempo na biblioteca da escola. Trancaram as portas e eu n\u00e3o consegui sair, ent\u00e3o meus pais quase chamaram a pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O que voc\u00ea acha da velocidade com que seu c\u00e9rebro conecta milh\u00f5es de ideias e como essa capacidade afeta sua percep\u00e7\u00e3o do mundo e sua concentra\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se isso pode ser considerado um defeito ou uma virtude, mas meu c\u00e9rebro muitas vezes age de forma diferente dos outros. Em milissegundos, consigo conectar milh\u00f5es de ideias rapidamente, apenas para, de repente, ser absorvido por algo, e o mundo deixa de existir para mim. Acho que \u00e9 por isso que consigo me concentrar em meio ao caos e criar o caos dentro do sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que voc\u00ea acha da velocidade com que seu c\u00e9rebro conecta milh\u00f5es de ideias e como essa capacidade afeta sua percep\u00e7\u00e3o do mundo e sua concentra\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sei se isso pode ser considerado uma falha ou uma virtude, mas meu c\u00e9rebro frequentemente age de forma diferente dos outros. Em milissegundos, consigo conectar milh\u00f5es de ideias rapidamente e, de repente, me absorvo em algo, e o mundo deixa de existir para mim. Acho que \u00e9 por isso que consigo me concentrar em meio ao caos e criar o caos dentro do sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que significou para voc\u00ea fazer parte da antologia CANTO PLANETARIO?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obrigada, querido Carlos Jarqu\u00edn, por me convidar para esta experi\u00eancia incr\u00edvel de fazer parte do Canto Planetario, que \u00e9 uma maravilhosa colet\u00e2nea liter\u00e1ria com autores dos cinco continentes que se unem em um grito de socorro pelo nosso planeta. Foi maravilhoso fazer parte de algo t\u00e3o grandioso e belo, um projeto que exigiu muito trabalho e resultou em uma refer\u00eancia liter\u00e1ria. Dizem que o destino coloca pessoas no seu caminho que te acompanham e te ajudam ao longo do caminho. Uma dessas pessoas \u00e9 ele, pois pude conhecer pessoas maravilhosas e crescer na minha carreira gra\u00e7as \u00e0 sua ajuda.<br>Sobre o nosso planeta, devo dizer que amo os animais. Suas almas s\u00e3o melhores que as dos humanos. Eles n\u00e3o esgotariam os recursos do planeta como n\u00f3s. At\u00e9 os animais mais selvagens ca\u00e7am para sobreviver. No entanto, os humanos s\u00e3o predadores, tanto de si mesmos quanto do planeta, simplesmente por ego.<\/p>\n\n\n\n<p>No link a seguir, Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz apresenta seu livro mais recente, intitulado &#8216;<strong>Mariposa de alas azules<\/strong>&#8216; (Borboleta de asas azuis), dispon\u00edvel na Amazon:  <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz Ruiz presenta su poemario Mariposa de alas azules\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oQy1FBLV27o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Carlos Javier Jarqu\u00edn<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/carlos.jarquin.568?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/el_chicopoeta\/\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMeu sonho nem sempre foi escrever.\u201d Entrevista com a escritora espanhola da cidade de Granada, Espanha, Mar\u00eda Beatriz Mu\u00f1oz Ruiz, dada ao colunista Carlos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":126,"featured_media":74949,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10024,9285],"tags":[14846],"class_list":["post-74940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas-rolianas","category-literatura","tag-maria-beatriz-munoz-ruiz"],"aioseo_notices":[],"views":582,"jetpack_featured_media_url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG-20250806-WA0007.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":80525,"url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80525","url_meta":{"origin":74940,"position":0},"title":"No puedo explicar qu\u00e9 es poes\u00eda","author":"Maria Beatriz Munoz Ruiz","date":"6 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"H\u00e1 coisas que n\u00e3o podem ser explicadas, por mais que voc\u00ea tente. 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