{"id":78979,"date":"2026-03-09T10:23:13","date_gmt":"2026-03-09T13:23:13","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78979"},"modified":"2026-03-09T10:23:51","modified_gmt":"2026-03-09T13:23:51","slug":"sombras-concreto-e-fumaca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=78979","title":{"rendered":"Sombras, concreto e fuma\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F78979&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F78979&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">CINEMA EM TELA <br><br>Marcus Hemerly <br><br>&#8216;Sombras, concreto e fuma\u00e7a: o crep\u00fasculo noir de Remo Bellini&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" data-attachment-id=\"78993\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=78993\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2.jpg\" data-orig-size=\"800,600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Jornal cultural o rol\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2.jpg\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2.jpg\" alt=\"Card da coluna Cinema em Tela - Sombras, concreto e fuma\u00e7a: o crep\u00fasculo noir de Remo Bellini\" class=\"wp-image-78993\" style=\"width:590px;height:auto\" srcset=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2.jpg 800w, http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Card da coluna Cinema em Tela &#8211; Sombras, concreto e fuma\u00e7a: o crep\u00fasculo noir de Remo Bellini<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-drop-cap has-text-align-left\">Analisando de forma linear as metamorfoses da nossa cinematografia, de forma manente, revela-se fascinante a tentativa brasileira de domar o <em>film noir, <\/em>em seus acertos e desacertos. \u00c9 um g\u00eanero que, por excel\u00eancia, nasceu nas sombras da ansiedade p\u00f3s-guerra americana, mas que encontrou no caos urbano latino-americano um terreno surpreendentemente f\u00e9rtil, adequando-se, quando aplicado de forma original, \u00e0s nossas peculiaridades antropol\u00f3gicas. No centro desse debate, ergue-se a figura de Remo Bellini, o detetive particular criado por Tony Bellotto e transposto para as telas em \u2018Bellini e a Esfinge\u2019, (2001) e \u2018Bellini e o Dem\u00f4nio\u2019, de (2008).<\/p>\n\n\n\n<p>A trajet\u00f3ria liter\u00e1ria e cinematogr\u00e1fica de Bellini oferece um estudo de caso irretoc\u00e1vel sobre como traduzimos a est\u00e9tica do <em>hardboiled<\/em> para a selva de pedra paulistana, subg\u00eanero que caminha de m\u00e3os dados com a versatilidade <em>noir<\/em> e suas deriva\u00e7\u00f5es nas d\u00e9cadas vindouras e que obedece a um conjunto n\u00e3o escrito de regras. Observa-se comumente um protagonista c\u00ednico de moralidade d\u00fabia, a <em>femme fatale<\/em> que o conduz \u00e0 ru\u00edna, um submundo labir\u00edntico e a corrup\u00e7\u00e3o institucionalizada que, n\u00e3o raro, tamb\u00e9m atua como fonte reden\u00e7\u00e3o. No entanto, quando aplicamos essas regras ao cotidiano de S\u00e3o Paulo atrav\u00e9s de Remo Bellini, elas perdem o glamour dos anos 40 e ganham o peso da desigualdade brasileira, nua e crua, de forma mais intensa \u2013 at\u00e9 for\u00e7adamente \u2013 na segunda adapta\u00e7\u00e3o, de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>A moralidade em tons gris dos detetives cl\u00e1ssicos, citemos Sam Spade de Hammett e Marlowe de Raymond Chandler, cobravam seus honor\u00e1rios para investigar maridos infi\u00e9is, mas mantinham um c\u00f3digo de honra cavalheiresco. O Bellini de F\u00e1bio Assun\u00e7\u00e3o, imerso no cotidiano paulistano, lida com uma realidade muito mais el\u00e1stica. O &#8220;car\u00e1ter d\u00fabio&#8221; no Brasil n\u00e3o \u00e9 apenas uma escolha filos\u00f3fica; \u00e9 uma t\u00e1tica de sobreviv\u00eancia. Bellini navega por um sistema onde o &#8220;jeitinho&#8221; dita as regras, fazendo acordos velados com policiais corruptos e informantes marginais porque, em S\u00e3o Paulo, a lei raramente alcan\u00e7a a justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, se no cinema cl\u00e1ssico a sedu\u00e7\u00e3o do abismo representada pela <em>femme fatale<\/em> era uma herdeira misteriosa em uma mans\u00e3o esfuma\u00e7ada, na S\u00e3o Paulo de Bellini ela se fragmenta nas contradi\u00e7\u00f5es da cidade. Ela pode ser a prostituta de luxo que transita pelos hot\u00e9is da Rua Augusta, a dan\u00e7arina de um inferninho da Boca do Lixo, ou a esposa entediada dos casar\u00f5es de bairros nobres, escondendo esquemas de lavagem de dinheiro. F\u00e1tima (em A Esfinge) personifica essa mulher letal que usa o pr\u00f3prio corpo e os segredos da alta burguesia como moedas de troca em uma metr\u00f3pole predat\u00f3ria, intensamente interpretada por Malu Mader.<\/p>\n\n\n\n<p>O submundo, sempre atrativo nas fontes liter\u00e1rias e cinematogr\u00e1ficas, eleva-se no g\u00eanero como uma personagem individual; na fonte estadunidense, esse vetor contrastava a vida pacata com o submundo do crime, criando extremos d\u00edspares. Em Bellini, essa fronteira \u00e9 dissolvida pelo tr\u00e2nsito ca\u00f3tico e pelos muros altos, o submundo n\u00e3o est\u00e1 escondido em becos; ele divide a mesma cal\u00e7ada com a Faria Lima, a Avenida Paulista e Rua da Consola\u00e7\u00e3o. O crime de colarinho branco financia o tr\u00e1fico nas periferias, e o detetive atua exatamente como o tradutor entre essas duas &#8220;realidades&#8221; que coexistem na mesma metr\u00f3pole.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos romances, Bellotto criou um anti-her\u00f3i que bebe da fonte de Raymond Chandler e Dashiell Hammett, conforme adiantada, mas transpira u\u00edsque barato, rock nacional e a poeira moral das delegacias do centro. Caminha pela cidade como que por ela amparado, e, de certa forma, inspirado. A literatura de Bellotto \u00e9 seca, r\u00edtmica e direta, caracter\u00edsticas que desafiam o cineasta a traduzir palavras em imagens sem perder a o fio da trama, afinal, tratam-se de formas distintas de <em>story telling, <\/em>e que demandam suas especificidades de ritmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Roberto Santucci assume a dire\u00e7\u00e3o de \u2018Bellini e a Esfinge\u2019, (2001), vemos a tentativa de estabelecer o mito em celuloide. A adapta\u00e7\u00e3o acerta ao mapear o contraste social de S\u00e3o Paulo, embora a pel\u00edcula por vezes flerte mais com o thriller policial estilizado dos anos 90 do que com a desola\u00e7\u00e3o absoluta do <em>noir<\/em>. Sete anos depois, \u2018Bellini e o Dem\u00f4nio\u2019, dirigido por Marcelo Galv\u00e3o, prop\u00f5e uma descida ao inferno. <\/p>\n\n\n\n<p>Se o primeiro filme era um labirinto l\u00f3gico, o segundo rompe com essa estrutura. A fotografia torna-se mais crua, o contraste salta aos olhos e a trama mergulha no ocultismo e em assassinatos ritual\u00edsticos. Galv\u00e3o aproxima a adapta\u00e7\u00e3o do <em>neo-noir<\/em> mais sujo e visceral, mostrando um Bellini mais cansado e amargo \u2014 a verdadeira face do detetive mastigado pelo submundo paulistano que ele mesmo tentou decifrar. Nesses membros, n\u00e3o se omite em lan\u00e7ar m\u00e3o de um, ainda que fragmentado voice over, caracter\u00edstica cl\u00e1ssica do g\u00eanero, que o enriquece, (quando bem feito, \u00e0 obviedade).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender o peso de Bellini, \u00e9 vital analisar a pavimenta\u00e7\u00e3o dessa est\u00e9tica no Brasil e observar pelo retrovisor as nossas pr\u00f3prias produ\u00e7\u00f5es. Em \u2018A Dama do Cine Shanghai\u2019, de Guilherme de Almeida Prado, lan\u00e7ado em 1987, o espectador depara-se com uma homenagem consciente e luxuosa das produ\u00e7\u00f5es dos anos 40, onde o protagonista e a mulher fatal movem-se como pe\u00e7as de um xadrez cl\u00e1ssico em um ambiente on\u00edrico e artificialmente belo. <\/p>\n\n\n\n<p>Se nesse formato, o <em>noir<\/em> se descortina como fetiche e fantasia, no filme \u2018Cidade Oculta\u2019, (1986), de Chico Botelho, por outro lado, respira a noite real e marginal de S\u00e3o Paulo.&nbsp; A fotografia \u00e9 azulada, pouco n\u00edtida, como a pr\u00f3pria garoa que apelida a cidade, trazendo o tom underground como vetor mais expl\u00edcito e n\u00e3o deglut\u00edvel. Essa crueza das ruas, delineia o <em>noir<\/em> \u2013 afinal, filme da noite ou <em>black movie<\/em> &#8211; como realidade e sobreviv\u00eancia, sem sofistica\u00e7\u00f5es estil\u00edsticas, mas induzindo met\u00e1foras imag\u00e9ticas,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Remo Bellini, nos cinemas, atua como a s\u00edntese imperfeita entre essas duas vertentes. O personagem carrega a aura rom\u00e2ntica de \u201cCine Shanghai\u201d, mas caminha pelas ruas sujas e lida com o apodrecimento institucional t\u00e3o bem retratado por \u201cCidade Oculta\u201d, indicando que ambas as roupagens acabam sendo, de certa forma, indissoci\u00e1veis. Novamente, a cidade como elemento caracter\u00edstica \u00e9 t\u00e3o poderosa como um personagem aut\u00f4nomo e igualmente pertinente, como que erigindo-se como uma pr\u00f3pria Femme Fatale, que ao mesmo tempo apraz e seduz. E, fatalmente, destr\u00f3i. Em seu brilhando livro anal\u00edtico sobre o tema, \u2018S\u00e3o Paulo: Cidade Azul\u2019, Andrea Barbosa, (Ed. Alameda, 2012, pg. 106\/107), aponta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) O indiv\u00edduo passa a ter um espa\u00e7o n\u00e3o avistado nos contos de Edgar Alan Poe e nas an\u00e1lises da personalidade metropolitana de Simmel. Eles t\u00eam for\u00e7a sozinhos e n\u00e3o precisam da multid\u00e3o para existir. Contudo, n\u00e3o s\u00e3o outsiders como os personagens de Cidade Oculta. Neste filme de Chico Botelho os protagonistas s\u00e3o personagens noturnos como ratos sa\u00eddos das tocas ocultas da cidade diurna. Anjo, um ex-presidi\u00e1rio, mora numa draga que revira o lixo do fundo dos rios, Shirley \u00e9 dan\u00e7arina de cabar\u00e9 e vive tamb\u00e9m de repasse de mercadoria roubada; Rat\u00e3o, policial corrupto e viciado em drogas e Japa, um ing\u00eanuo ladr\u00e3o que acha que vive num filme policial em que os bandidos s\u00e3o leais uns aos outros. (&#8230;) A Dama do Cine Shangai de Guilherme de Almeida Prado, tamb\u00e9m constr\u00f3i uma cidade noturna e quase on\u00edrica, com personagens extra\u00eddos de um imagin\u00e1rio <em>noir<\/em> norte-americano. Um corretor de im\u00f3veis, numa quente noite de ver\u00e3o, vai ao cinema que est\u00e1 com ar refrigerado quebrado para assistir um filme policial. No cinema ele localiza uma bela mulher que parece ter saltado da tela e assim se inicia uma tortuosa hist\u00f3ria de amor e crimes. O interessante \u00e9 que esses personagens do mundo cinematogr\u00e1fico (como Suzana, a dama do Cine Shangai) se misturam a personagens &#8220;comuns&#8221; como o corretor de im\u00f3veis. Os dois mundos se imbricam e se refazem. O cinema \u00e9 o lugar do sonho e do inveross\u00edmil tornar-se real. O irreal torna-se veross\u00edmil. Neste processo, a cidade noturna, estetizada e on\u00edrica, pode revelar sentimentos e viv\u00eancias da cidade da luz do dia e das situa\u00e7\u00f5es cotidianas. (&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas as obras \u2014 e na literatura de Bellotto \u2014, a cidade de S\u00e3o Paulo n\u00e3o \u00e9 um mero pano de fundo; ela \u00e9 a for\u00e7a antag\u00f4nica principal. A arquitetura brutalista, os viadutos manchados de polui\u00e7\u00e3o e os letreiros em neon refletidos no asfalto molhado formam uma mise-en-sc\u00e8ne* implac\u00e1vel onde a metr\u00f3pole devora a inoc\u00eancia, e, de certa forma, desperta instintos. A c\u00e2mera captura a melancolia de uma megal\u00f3pole onde a luz do sol parece nunca penetrar a crosta de concreto, observada do alto no escrit\u00f3rio da ag\u00eancia de detectives, que nos livros, situa-se no ic\u00f4nico Edif\u00edcio It\u00e1lia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, a transposi\u00e7\u00e3o de Remo Bellini das p\u00e1ginas de Tony Bellotto para as telas atesta a for\u00e7a do nosso cinema em absorver arqu\u00e9tipos estrangeiros e regurgit\u00e1-los com ineg\u00e1vel sabor local. Como disse certa vez Ariano Suassuna, o \u201cbeber\u201d de outras culturas a fim de que nos enrique\u00e7a e n\u00e3o nos paralise, num processo de neocoloniza\u00e7\u00e3o. Longe de ser um mero pastiche dos cl\u00e1ssicos americanos, o detetive paulistano consolida a identidade de um detetive genuinamente brasileiro. Um universo onde a corrup\u00e7\u00e3o institucional n\u00e3o \u00e9 apenas o desvio de uma ma\u00e7\u00e3 podre, mas a pr\u00f3pria raiz do sistema, e onde o cinismo do protagonista se torna a \u00fanica armadura poss\u00edvel contra o caos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u201cEsfinge\u201d, identifica-se um escaleta mais cl\u00e1ssica e ortodoxa, seguindo o check-list do noir ortodoxo transposto \u00e0s mazelas brasileiras. No segundo filme, a despeito de algumas falhas que levam a trama a perder-se em alguns momentos, com cenas desnecess\u00e1rias e n\u00e3o aproveitamento mais contundente do material original, cotejado pelo final que recai no clich\u00ea americano, ambas as obras devem ser alisadas conjuntamente. \u00c9 nesse asfalto rachado e encharcado de melancolia que o nosso cinema criminal encontra sua voz mais visceral, e, por que n\u00e3o dizer, real.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\"><br>Marcus Hemerly<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/marcus.hemerly?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcus_hemerly\/\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Analisando de forma linear as metamorfoses da nossa cinematografia, de forma manente, revela-se fascinante a tentativa brasileira de domar o film noir&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":78993,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[9398,9285],"tags":[1983,16351,16353,16350,10257,16354],"class_list":["post-78979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-literatura","tag-cinema-em-tela","tag-cinema-noir","tag-fumaca","tag-remo-bellini","tag-sombras","tag-tony-bellotto"],"aioseo_notices":[],"views":220,"jetpack_featured_media_url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Jornal-cultural-o-rol-2.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":45226,"url":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=45226","url_meta":{"origin":78979,"position":0},"title":"Marcus Hemerly: &#039;Cinema em tela:  O Cinema Noir&#039;","author":"Marcus Hemerly","date":"1 de outubro de 2021","format":false,"excerpt":"Cinema em tela: O Cinema Noir \u201cAquilo de que os sonhos s\u00e3o feitos\u201d Sam Spade (Humpfrey Bogart, em O falc\u00e3o malt\u00eas, 1941). \u00a0 Um homem carrancudo recebe em seu escrit\u00f3rio de investiga\u00e7\u00e3o particular uma cliente em potencial, sem saber da aventura mortal que o aguarda. 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