{"id":80256,"date":"2026-04-23T08:16:00","date_gmt":"2026-04-23T11:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80256"},"modified":"2026-04-23T08:41:22","modified_gmt":"2026-04-23T11:41:22","slug":"o-velho-e-os-vermes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/jornalrol.com.br\/?p=80256","title":{"rendered":"O velho e os vermes"},"content":{"rendered":"<div class=\"pdfprnt-buttons pdfprnt-buttons-post pdfprnt-top-right\"><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80256&print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" ><\/a><a href=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fposts%2F80256&print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" ><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/plugins\/pdf-print\/images\/print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\" \/><\/a><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Eduardo Cesario-Mart\u00ednez: &#8216;O velho e os vermes&#8217;<br><br><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1441\" height=\"2560\" data-attachment-id=\"77180\" data-permalink=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/?attachment_id=77180\" data-orig-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/7EB822FD-90B1-44D4-A567-7E7490FD3E6E-1-2-scaled-1.jpg\" data-orig-size=\"1441,2560\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"7EB822FD-90B1-44D4-A567-7E7490FD3E6E-1-2-scaled\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Eduardo Mart\u00ednez &amp;#8211; Foto por Irene Oliveira&lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Eduardo Mart\u00ednez &amp;#8211; Foto por Irene Oliveira&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/7EB822FD-90B1-44D4-A567-7E7490FD3E6E-1-2-scaled-1.jpg\" src=\"http:\/\/jornalrol.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/7EB822FD-90B1-44D4-A567-7E7490FD3E6E-1-2-scaled-1.jpg\" alt=\"Eduardo Cesario-Mart\u00ednez. 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O costumeiro mau-humor, certamente heran\u00e7a de um antepassado calabr\u00eas, continua firme nos meus olhos profundos e na minha boca retorcida. Lavei o rosto na \u00e1gua gelada, que levou o \u00faltimo resqu\u00edcio de esperan\u00e7a de retornar para cama e esperar pela Senhora da Foice.<br><br>Minha esposa, que casou por imposi\u00e7\u00e3o dos pais, miser\u00e1veis que eram, n\u00e3o suportaria tamanho mart\u00edrio de se deitar ao meu lado, nem sequer uma vez mais. Por sorte, foi acometida por um c\u00e2ncer, que a tomou por completo. Recebi a not\u00edcia por uma enfermeira, que se deu ao trabalho de me ligar \u00e0quela hora da madrugada. <br><br>Foi sepultada num dia de sol, como se libertada da minha insuport\u00e1vel companhia. Lembro-me exatamente da fei\u00e7\u00e3o de alento em seu rosto no dia de sua partida, dentro daquele caix\u00e3o, que me custou os olhos da cara. P\u00e1lida, \u00e9 verdade, mas serena. Quanto \u00e0s ma\u00e7\u00e3s, nada que um pouco de maquiagem n\u00e3o a fizesse mais corada na hora da despedida. <br><br>Eis que aqui estou, ainda cumprindo a minha sina, sem coragem de cortar os pulsos ou me atirar da janela. Segundo andar. Na certa, daria com a fu\u00e7a naquele jardim repleto de rosas. Se pararia de respirar ou n\u00e3o, \u00e9 mais uma d\u00favida que me corr\u00f3i. <br><br>Ou\u00e7o o barulho de crian\u00e7as gritando l\u00e1 embaixo naquele maldito parquinho. Aquele lugar deveria ser demolido. Que construam algo mais \u00fatil ali. Que seja uma reparti\u00e7\u00e3o p\u00fablica, mas que acabem logo com esse mart\u00edrio. N\u00e3o suporto gente mi\u00fada se esgoelando, como se vivesse uma felicidade que n\u00e3o existe. <br><br>Sinto o aroma do lixo apodrecido vindo da cozinha. Isso mesmo! N\u00e3o o jogo fora h\u00e1 quase duas semanas. Por que fa\u00e7o isso? Hum! Bem, vou matar a sua curiosidade, antes que voc\u00ea me mate de t\u00e9dio.<br>Deixo que os vermes, a maioria depositada por moscas, se deliciem com os restos de comida deixada de lado de prop\u00f3sito. Vermes precisam de algu\u00e9m que lhe d\u00ea algo para comer.<br><br>Portanto, n\u00e3o me julgue por isso! Se a minha vizinha possui gatos, que mal tem se eu crio vermes? Certamente, voc\u00ea tamb\u00e9m tem l\u00e1 as suas manias. Ou vai querer me enganar que a sua vida \u00e9 recheada de p\u00f4neis coloridos? <br><br>N\u00e3o pense voc\u00ea que sou um imundo. Pois n\u00e3o sou! Tomo banhos regulares, mas nada de exageros. Isso, por sinal, me faz lembrar de um momento da minha inf\u00e2ncia. Quer sab\u00ea-lo? Vou lhe contar, mas guarde segredo ou, ent\u00e3o, seja mais um a falar mal de mim. N\u00e3o me importo, assim como nunca liguei para todos os outros que me conheceram nesses meus quase 100 anos. Completo-os depois de amanh\u00e3. <br><br>Antes de entrar nos pormenores, devo lembr\u00e1-lo de que sou de uma enorme fam\u00edlia, cheia de irm\u00e3os. Sou o segundo, logo abaixo de Judith, de uma prole de quase 15. Quase porque tr\u00eas n\u00e3o tiveram o desgosto de enxergar as trevas deste mundo. Que sejam 12, tanto faz. Uma longa escada de ano em ano, \u00e0s vezes falhando um ou outro, dependendo do tempo das viagens do meu falecido pai ou, ent\u00e3o, por conta de algum natimorto. <br><br>Tudo come\u00e7ou quando contava com tr\u00eas ou quatro anos. N\u00e3o estou certo, talvez tivesse sido pouco antes, pouco depois. Detalhes sem qualquer relev\u00e2ncia. Minha m\u00e3e, com uma barriga gigantesca, carregava um dos meus irm\u00e3os. As pernas inchadas, os p\u00e9s parecendo patas de elefantes, mam\u00e3e se arrastava pelo quintal pendurando trapos, a maior parte encardida, no longo varal. Judith e eu aos seus p\u00e9s, como dois carrapatos tentando sugar o m\u00e1ximo de sangue daquela for\u00e7a bruta de total ignor\u00e2ncia. <br><br>\u2014 Judith, minha filha, quer ver o seu irm\u00e3ozinho aqui na barriga da mam\u00e3e? <br><br>Minha m\u00e3e levantava um pouco a blusa e falava para Judith encostar um dos olhos no seu umbigo. Minha irm\u00e3 obedecia e abria aquele sorriso, como se descobrisse algo que jamais vislumbrei. Em seguida, mam\u00e3e me puxava pelo bra\u00e7o e me mandava fazer o mesmo. E, por mais que eu abrisse e fechasse meus olhos, nunca consegui enxergar al\u00e9m da sujeira depositada no umbigo da minha m\u00e3e. <br><br>Esse costume foi passado para os filhos subsequentes, que foram jogados neste mundo. Meus irm\u00e3os, talvez c\u00famplices de mam\u00e3e, sempre responderam com aquele sorriso de felicidade em seus rostos. Fui tomado por sentimentos, ora de incapacidade, ora de inveja, ora de profundo \u00f3dio, at\u00e9 que, pouco antes dos 18, deixei-me cair no mundo. Nunca mais os vi. <br><br>Dos 18 aos quase 100, eis que estou aqui. N\u00e3o me arrependo de nada que fiz ou deixei de fazer. No entanto, tamb\u00e9m n\u00e3o sinto orgulho da minha jornada de vida. Bem sei que, n\u00e3o tarda, serei eu o devorado pelos vermes que cultivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Eduardo Cesario-Mart\u00ednez<\/h3>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/eduardo.martinez.100302?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/h3>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-electric-grass-gradient-background has-background\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/escritoreduardomartinez\/\" title=\"Instagram\">Instagram<\/a><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jornalrol.com.br\/\" title=\"Voltar\">Voltar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/JCulturalrol\/\" title=\"Facebook\">Facebook<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje acordei como sempre. 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