A inutilidade do ronco

Adriana Rocha:
Uma crônica bem-humorada sobre o concerto involuntário que ninguém pediu para ouvir

Adriana Rocha
Adriana Rocha
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Há sons que embalam: barulho da chuva, o mar quebrando na areia, o vento nas árvores, uma música que traz boas lembranças, o som de uma voz que acalma o coração… E há o ronco. O ronco não anuncia perigo, não comunica uma ideia, não produz beleza, não inspira poesia. Sua única função aparente é impedir que outra pessoa durma.

E o mais curioso e intrigante é que existe uma injustiça profundamente enraizada na natureza: quem ronca jamais presencia a própria obra. Dorme serenamente enquanto distribui efeitos sonoros, enquanto todos ao redor fazem plantão. Há uma espécie de imunidade acústica que desafia qualquer explicação racional.

O ronco é o único espetáculo em que o artista nunca assiste à própria apresentação e a plateia nunca comprou ingresso.

Se existisse justiça sonora, bastaria um espelho acústico. O cidadão soltaria o primeiro ronco e acordaria imediatamente com a própria apresentação. Tenho convicção de que, em poucos meses, a medicina anunciaria a cura definitiva. Com direito a coletiva de imprensa e Nobel.

Insisto: se quem ronca acordasse com o próprio ronco, tenho certeza de que a humanidade já teria descoberto a cura. Em tempo recorde. Haveria investimentos internacionais, prêmios científicos e campanhas públicas. Mas não. O sujeito ativo da sinfonia permanece inconsciente. E quando o assunto vem à tona, a resposta costuma ser previsível.

— Eu? Não ronco.

Quando a negativa não convence, vem a minimização: — É só um pouquinho.

“Um pouquinho” para quem está dormindo. Para quem está ao lado, é uma experiência imersiva. Quem ronca dorme. Quem não ronca desenvolve paciência, filosofia e olheiras.

— Você também ronca.

Infelizmente, um ronco não anula o outro! Não há compensações. Talvez e exatamente por não ter “culpados ou inocentes” é que a situação não se resolve e fica o dito pelo não dito.

Mas há soluções sugeridas que são curiosas: cutucar delicadamente, fazer um barulhinho para ver se muda de posição, usar protetor auricular, colocar um ruído branco, respirar fundo, contar carneirinhos. Fazer uma oração…  Como se o problema fosse a sensibilidade auditiva da vítima, e não o concerto involuntário acontecendo ao lado.

Curioso como todas as soluções recaem sobre quem não ronca.  O emissor permanece em repouso absoluto; o receptor é que precisa desenvolver estratégias de resistência.

Mas que fique claro: não é pessoal. É pontual. Não tenho absolutamente nada contra quem ronca. Tenho apenas uma pequena objeção ao ronco em si.

Insisto: não é pessoal! É apenas uma constatação científica feita por quem já perdeu algumas horas de sono sem nunca ter sido consultado. Não tenho nenhuma campanha contra quem ronca. Apenas acredito que o silêncio merece mais reconhecimento. É um dos poucos luxos gratuitos que ainda restam.

O ronco é, talvez, a manifestação mais democrática da natureza. Não escolhe idade, profissão, classe social nem grau de simpatia. A pessoa pode ser elegante, gentil, culta, solidária e até falar baixo durante o dia. Basta adormecer para revelar um talento oculto na produção de efeitos sonoros.

Enquanto a ciência não resolve essa pequena questão da humanidade, sigo cultivando objetivos modestos. Aliás, minha maior ambição neste momento nem envolve pesquisas científicas, travesseiros tecnológicos, colchões inteligentes  ou aparelhos revolucionários e futuristas. Não peço noites perfeitas, nem punições individuais (ou coletivas, sei lá!). Eu só preciso continuar cochilando no ônibus… Em silêncio.

Adriana Rocha

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Setembro Amarelo

Adriana Rocha: ‘Setembro Amarelo: quando a escuta também pode salvar’ | Uma reflexão profunda sobre como a mediação e a escuta ativa são ferramentas capazes de romper o silêncio e acolher a dor alheia

Adriana Rocha
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Laço dourado simbolizando união e esperança, cercado por pessoas de diferentes origens e mãos que protegem uma pequena planta, em aquarela.
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Há silêncios que não significam ausência de palavras. Às vezes, significam excesso delas — pensamentos que se acumulam, sentimentos que não encontram espaço, dores que não sabem como ser ditas.

É nesse território delicado que o Setembro Amarelo nos convida a permanecer atentos: ninguém deveria precisar gritar para ser ouvido.

Falar sobre prevenção ao suicídio é, antes de tudo, falar sobre humanidade. É compreender que acolher não significa ter respostas prontas, oferecer soluções imediatas ou tentar convencer alguém de que “vai ficar tudo bem”. Acolher pode começar simplesmente pela disposição genuína de estar presente.

E talvez seja justamente aqui que os princípios da mediação nos ofereçam uma importante inspiração, pois na mediação, aprendemos que escutar é muito mais do que ouvir. A escuta ativa pressupõe presença, atenção, respeito e disponibilidade para compreender o que está sendo comunicado — inclusive aquilo que não é dito explicitamente.

O mediador não escuta para julgar ou para disputar razão.
Não escuta para preparar uma resposta.Escuta para compreender!

Essa postura, tão essencial à construção de diálogos qualificados, também pode transformar relações cotidianas. Uma pergunta feita com genuíno interesse, um olhar atento, um espaço sem julgamentos ou simplesmente a disponibilidade para permanecer ao lado de alguém podem representar uma diferença significativa para quem atravessa um momento de sofrimento.

O diálogo qualificado não elimina a dor, mas pode impedir que a dor seja vivida em absoluta solidão.

Na perspectiva da mediação, o conflito não precisa ser compreendido apenas como ruptura. Ele pode também revelar necessidades, sentimentos, interesses e histórias que precisam ser reconhecidos.

Com a vida acontece algo semelhante. Por trás de um comportamento que nos incomoda, de um afastamento repentino, de uma mudança de rotina ou de um silêncio persistente, pode existir uma história que ainda não encontrou espaço para ser contada.

Por isso, prevenir também é perguntar. É perguntar e realmente permanecer para ouvir. “Como você está?” não deveria ser apenas uma pergunta automática, mas ser uma porta. “Quer conversar?” pode ser um convite. “Estou aqui para ouvir você.” pode ser uma forma de dizer: sua existência importa para mim.

A mediação nos ensina o valor de construir espaços nos quais as pessoas possam falar sem serem imediatamente interrompidas, rotuladas ou desqualificadas. Espaços em que diferentes perspectivas possam coexistir e em que a dignidade de cada pessoa seja preservada.

No Setembro Amarelo, essa aprendizagem ganha uma dimensão ainda mais profunda.

Precisamos construir, em nossas famílias, escolas, organizações, instituições e comunidades, uma verdadeira cultura da conversa.

Uma cultura em que pedir ajuda não seja interpretado como fraqueza.Em que demonstrar vulnerabilidade não seja motivo de vergonha. Em que cuidar da saúde emocional seja compreendido como parte do cuidado com a própria vida.

E, sobretudo, uma cultura em que saibamos reconhecer os limites da nossa escuta: acolher não significa substituir o cuidado profissional. Quando há sofrimento intenso ou risco de suicídio, é fundamental buscar ajuda especializada e acionar os serviços de saúde e emergência adequados.

A mediação nos lembra que algumas situações precisam de um espaço protegido para o diálogo.

O Setembro Amarelo nos lembra que algumas dores também precisam de um espaço protegido para existir — e para serem cuidadas.

Talvez o grande convite deste mês seja justamente este: antes de procurar a palavra certa, ofereça presença. Antes de oferecer conselhos, ofereça escuta.
Antes de julgar, procure compreender. Antes de concluir que alguém está bem, pergunte novamente.

Porque existem conversas que não resolvem tudo, mas existem conversas que podem fazer alguém perceber que não está sozinho.

E, às vezes, é nesse pequeno espaço entre uma pergunta e uma escuta verdadeira que nasce uma possibilidade: a possibilidade de pedir ajuda, de ser acolhido, de encontrar cuidado e de continuar.

Setembro Amarelo nos convida a iluminar a vida.
A mediação nos ensina que, para isso, precisamos aprender a escutar.

Que sejamos, portanto, presença onde houver silêncio, diálogo onde houver distância e acolhimento onde alguém estiver precisando encontrar um lugar seguro para dizer:
“Eu preciso conversar.” E ouvir como resposta: “Vamos Conversar!”

Adriana Rocha

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Quando o silêncio deixa de ser casa

Quando as paredes da mente ecoam o indizível: a escrita reflexiva e visceral de Adriana Rocha

Adriana Rocha
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Ilustração simbólica sobre o enfrentamento à violência doméstica, com uma mulher deixando um ambiente de medo e opressão por uma porta aberta para um caminho iluminado. Elementos em tons lilás representam proteção, escuta, diálogo, respeito, autonomia e dignidade. Em primeiro plano, flores, uma balança da justiça, uma fita lilás e materiais sobre mediação reforçam a mensagem de segurança e liberdade.
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Agosto Lilás nos convida a olhar para uma realidade que, muitas vezes, permanece escondida atrás das portas de uma casa, dos silêncios de uma família e das justificativas que tentam normalizar aquilo que jamais deveria ser normalizado: a violência doméstica.

Falar sobre enfrentamento à violência contra a mulher é falar sobre proteção, dignidade, autonomia e, sobretudo, sobre o direito de viver sem medo.

Nesse contexto, a mediação privada precisa ser compreendida com responsabilidade. Mediação não é sinônimo de reconciliação a qualquer custo, tampouco pode transformar uma situação de violência em uma simples divergência entre partes colocadas em condições aparentemente equivalentes.

A essência da mediação está no diálogo qualificado, na autonomia e na construção responsável de soluções. Mas esses princípios somente podem ser exercidos quando existem condições mínimas de segurança, liberdade e equilíbrio para que a pessoa possa se expressar e decidir.

Em situações que envolvem violência doméstica, o primeiro compromisso deve ser com a proteção da pessoa em situação de violência. Antes de perguntar “como podemos construir um acordo?”, é necessário perguntar: “há segurança para que essa pessoa possa escolher?” Essa mudança de perspectiva é fundamental.

A violência pode assumir diferentes formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Nem sempre deixa marcas visíveis. Algumas das feridas mais profundas são produzidas por ameaças, humilhações, controle, isolamento, medo e dependência econômica.

Por isso, o mediador e a mediadora precisam estar preparados para reconhecer sinais de vulnerabilidade, compreender os limites éticos e jurídicos de sua atuação e saber quando a mediação não é o caminho adequado.

A mediação privada não deve ser utilizada para silenciar conflitos, produzir acordos a qualquer preço ou conferir aparência de normalidade a relações marcadas pela violência.

Ao contrário: quando adequadamente compreendida, ela reafirma que autonomia não existe onde há coerção; consenso não existe onde há medo; e diálogo não pode ser confundido com submissão. Isso também nos leva a uma reflexão sobre a cultura da pacificação.

Pacificar não significa simplesmente fazer com que as pessoas parem de discutir. Pacificação verdadeira pressupõe respeito, segurança, reconhecimento de direitos e possibilidade real de escolha.

Em determinados contextos, a melhor intervenção do profissional da mediação pode ser justamente não mediar.

Reconhecer esse limite não representa fracasso. Representa competência, ética e compromisso com uma cultura de paz que não seja construída sobre o silêncio de quem sofreu violência.

O Agosto Lilás, portanto, não deve ser apenas um período de campanhas e manifestações simbólicas. Deve ser uma oportunidade para aprimorarmos práticas profissionais, ampliarmos a informação, fortalecermos redes de proteção e qualificarmos cada vez mais os espaços de acesso à justiça.

Na mediação privada, especialmente, precisamos compreender que acolher não significa substituir a vontade da pessoa; proteger não significa decidir por ela; e promover o diálogo não significa obrigá-la a dialogar.

Há momentos em que a escuta é o primeiro passo para a autonomia. Há momentos em que o silêncio é um pedido de proteção. E há momentos em que dizer “não” à mediação é, justamente, uma forma de dizer “sim” à dignidade.

Que o lilás de agosto não seja apenas uma cor. Que seja um compromisso!

Um compromisso com relações sem violência, com profissionais preparados, com instituições responsáveis e com uma sociedade capaz de compreender que a paz verdadeira jamais pode ser construída à custa da segurança, da liberdade ou da dignidade de alguém.

Porque, diante da violência doméstica, o primeiro consenso que precisamos construir é aquele que nenhuma mulher deveria precisar negociar: o direito de viver em segurança.

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11 de Agosto

Adriana Rocha

’11 de Agosto: a advocacia, a palavra e a gratidão’

Adriana Rocha
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Há datas que não apenas marcam o tempo; elas iluminam trajetórias.  O 11 de agosto, Dia da Advogada e do Advogado, é uma dessas celebrações que nos convidam a olhar para além da profissão e a reconhecer a missão que ela encerra.

Advogar é muito mais do que interpretar leis ou defender direitos. É acolher histórias, enfrentar desafios humanos, sustentar a esperança quando ela parece vacilar e acreditar que a Justiça se fortalece sempre que a ética, o conhecimento e a sensibilidade caminham juntos. É compreender que cada causa possui um rosto,  um nome e uma vida que merece respeito.

Ao longo da minha caminhada, descobri que a advocacia e a mediação compartilham a mesma essência: ambas encontram na palavra a possibilidade de construir pontes. Uma palavra que argumenta, orienta, acolhe, pacifica e transforma. Talvez seja por isso que escrever também tenha se tornado uma extensão natural da minha forma de exercer o Direito e como gosto da escolha que fiz!.

Neste mês tão significativo, renovo minha profunda gratidão pelo espaço que me é concedido como colunista do Jornal ROL. Cada texto publicado representa uma oportunidade de semear reflexões, compartilhar experiências e reafirmar a convicção de que o conhecimento ganha verdadeiro sentido quando alcança outras pessoas.

Registro, de maneira muito especial, minha gratidão ao editor-mor, Sergio Diniz da Costa, cuja trajetória também passou pela advocacia. Talvez por conhecer, na prática, os desafios, as responsabilidades e as grandezas dessa profissão, tenha sabido construir um jornal que valoriza o pensamento, a cultura,  o diálogo e a liberdade responsável da escrita. Sua confiança ao abrir este espaço aos articulistas é, antes de tudo, um gesto de compromisso com a pluralidade de ideias e com o fortalecimento da cidadania.

Escrever no Jornal ROL é uma honra que acolho com respeito e responsabilidade. Cada coluna renova em mim a certeza de que as palavras podem aproximar pessoas, inspirar mudanças e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, mais dialogal e mais humana.

Neste 11 de agosto, minha homenagem estende-se a todas as advogadas e a todos os advogados que, diariamente, fazem da técnica um instrumento de justiça e da ética um compromisso inegociável. E que jamais nos falte a coragem de defender direitos, a humildade para continuar aprendendo e a sensibilidade para reconhecer que, muitas vezes, a maior vitória da advocacia é devolver esperança àqueles que confiaram em nossas mãos e em nossa voz. Vamos conversar.

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Entre ausências e retornos

Adriana Rocha: ‘Entre ausências e retornos’

Adriana Rocha
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Há ausências que não fazem barulho, mas ecoam… A cada nova edição do Jornal ROL, reencontro a alegria de ler textos que inspiram e de ver novos colegas enriquecendo esse espaço de reflexão e diálogo. Sinto satisfação a cada voz que chega, a cada olhar que amplia horizontes.  Leio os textos, celebro a qualidade das reflexões, alegro-me com a chegada de novos colaboradores e percebo, com sincera admiração, um jornal cada vez mais plural e vivo. Mas, entre uma página e outra, também me visita um discreto incômodo: o da minha própria sazonalidade. Discretamente, entre uma leitura e outra, uma pergunta me acompanha: em que estação ficaram as minhas palavras?

Escrever como colunista nunca foi apenas produzir palavras; foi pertencer, participar e deixar, periodicamente, um fragmento de mim. Ser colunista nunca foi apenas publicar um texto. Era um compromisso silencioso com a escrita, um encontro periódico com leitores e leitoras que talvez eu nunca conhecesse, mas que, por alguns minutos, caminhavam comigo pelas linhas.

Talvez a escrita tenha mesmo esse poder: quando se afasta, não nos abandona. Apenas permanece em silêncio, aguardando o instante certo para voltar a florescer.

Há saudades que não se explicam. Apenas se revelam. A vida, por vezes, impõe seus ritmos, e a escrita também aprende a respeitar os intervalos. Ainda assim, confesso: minha sazonalidade me inquieta. Sinto falta da disciplina do pensamento que busca forma, da emoção que encontra morada nas palavras e da alegria serena de entregar um texto ao mundo.

Talvez escrever seja exatamente isso: um lugar para onde sempre voltamos. E, quando a saudade se transforma em palavra, já não estamos completamente ausentes. Estamos, aos poucos, reencontrando o caminho de casa…

Adriana Rocha

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Élcio Mário Pinto lança 62º livro: ‘Eletro Tupi – Minhas memórias da loja’

Diferentemente de outras publicações, focadas em documentos, entrevistas e pesquisas, em ‘Eletro Tupi – Minhas memórias da loja’, Élcio Mário Pinto opta por resgatar memórias

Natural de Angatuba (SP), e radicado em Sorocaba (SP, Élcio Mário Pinto está lançando o 62º livro: ‘Eletro Tupi – Minhas memórias da loja, editado pela Crearte Editora e com o patrocínio da Lexmediare Câmara de Mediação e Estudos Ltda.

-Diferentemente de outras publicações, focadas em documentos, entrevistas e pesquisas, nesta 62ª obra o Élcio Mário Pinto opta por resgatar memórias.

O trabalho, o ambiente e os amigos. A Loja, entre 1977 e 1985. As mercadorias, os registros e a clientela. As comemorações e o Natal.

Com farol de 50 anos iluminando a história, a memória vai buscar, nos Labirintos do Tempo, as lembranças ainda frescas para trazê-las ao presente e compartilhar a vida. Na alegria de gratidão a todos que participaram daqueles 7 anos e 5 meses, o abraço de comemoração!    

O lançamento será realizado hoje (25 de junho), às 19h, com transmissão pelo Facebook.

O AUTOR

Élcio Mário Pinto, 58 anos, supervisor de ensino na Rede Pública Municipal de Votorantim, completou 30 anos de trabalho na Educação e 61 publicações, desde novembro de 2013, quando lançou seu primeiro livro: “Cronicranças 1 – Crônicas para crianças – perguntanças e resposteiras”.

Recebeu o prêmio Sorocaba de Literatura 2015 na categoria romance com o livro: “A Fonte: o forasteiro, o romeiro, a penitente, o turista e o viajante”. Em 2016 foi contemplado pela LINC – Lei de Incentivo à Cultura – Prefeitura Municipal de Sorocaba, com a publicação de “Pererezadas: jeito sacizeiro de ser”.

Sua formação acadêmica abrange Filosofia, Teologia, Pedagogia, Letras, História e Sociologia, com diversas especializações, além de outras áreas, como mediação escolar de conflitos e outras, do Direito.

Em agosto/2018 esteve na 25ª Bienal Internacional do Livro, pela segunda vez, com o livro: “Bilo: a salvadora de livros!”, pela Scortecci Editora/SP.

CARAVANAS LITERÁRIAS

Realizada a 1ª Caravana Literária em Santa Catarina e Paraná no ano de 2015, em diversas cidades com lançamentos de livros destacando suas aves-símbolos, o trabalho continuou com a 2ª Caravana na Paraíba e no Rio Grande do Norte, com o livro “Catulino Capilé” em Taperoá, cidade da infância de Ariano Suassuna.

Já a 3ª Caravana aconteceu em Angatuba/SP, a partir da publicação “Alma-de-gato: protegendo os vivos!”, em homenagem à cidade que estabeleceu a ave como seu símbolo oficial pela Lei Municipal nº 218 de 28/02/2018.

A 4ª Caravana em Votorantim/SP, em fins de maio e a 5ª em Itapetininga/SP, em fins de junho.

Na 6ª Caravana voltamos para Votorantim e na 7ª para Taperoá/PB, todas em 2018.

Para 2019, a 8ª Caravana aconteceu em Itapetininga, no mês de abril, a 9ª, permanente, em Votorantim, destacando sua ave-símbolo “Noivinha” pela Lei Municipal nº 2.715, de 01 de agosto de 2019, a 10ª em Angatuba e a 11ª, VIRTUAL, nível nacional, em 2020.

Para 2021 – a 12ª;  2022 – a 13ª (ambas virtuais) e a 14ª em 2023, presencial: Taperoá e parari/PB, Angatuba/SP e Itapetininga/SP.

O ESCRITOR EM TODOS OS CANTOS

Desde 2014 desenvolve o projeto ‘O Escritor em Todos os Cantos‘ – pelas Caravanas Literárias.

De acordo com a agenda, a conversa com estudantes, pelas escolas, dá-se de modo descontraído na apresentação das publicações e em seguida, espaço para os questionamentos da plateia.

Não há cobrança financeira.

O escritor leva os materiais disponíveis e se tem reserva de livros, oferece um exemplar de cada publicação para a escola. Se há interessados em adquirir materiais autografados, combina-se outro momento com envio pelos Correios.

Conheça mais o escritor:

Instagram: http://@elcioescritor

Bate-papo com o escritor Élcio Mário Pinto:
https://www.facebook.com/oabvaiaescolaitapetininga/videos/live-%C3%A9lcio-m%C3%A1rio-pinto/2503709576599419/?__so__=watchlist&__rv__=related_videos&locale=ms_MY




Adriana Rocha: 'Reagindo ao conflito'

Adriana Rocha

Reagindo ao conflito

A abordagem adequada em relação ao conflito pode ser transformadora de relações, ou seja, a forma como se lida com tais situações deve impulsionar o amadurecimento emocional e, consequentemente, o relacional. Mas como conseguir tal proeza?

O autoconhecimento é o primeiro passo: é preciso perceber que sentimentos aquele conflito gera, para, com tal identificação, buscar mecanismos que possibilitem que sejam trabalhados interna e externamente.

Socialmente, somos ‘bombardeados’ com ideias e máximas equivocadas, que ignoram o conflito ou o potencializa: medidas, atitudes e reações extremas, que não favorecem a solução, gerando desequilíbrios graves para convivência e rupturas desnecessárias.

O exercício do respeito mútuo às diferenças exige aprendizagem. Sim, é preciso aprender a conviver. Não vivemos isolados e, mesmo que se consiga morar em ambientes de maior controle comportamental, como em condomínios, o contato com o outro é inevitável. Estamos expostos e não há como negar tal situação. E, quanto mais pessoas envolvidas, maior o ‘risco’ e a possibilidade de conflito.

Neste contexto, como reagir e perceber o conflito numa perspectiva positiva? A busca da despolarização indica o início da abertura para o diálogo, que exige, sempre, a reciprocidade.

Significa que as ‘partes’ não devem ser vistas como antagônicas, em polos distintos (uma está certa e a outra, errada), mas como pessoas, que mesmo diante das diferenças, descobrem pontos em comum, que favoreçam a convivência, buscando ação e reação colaborativas e cooperativas, evitando a competição e a exclusão/aniquilação daquele que pensa e/ou age diferente.

Sob a perspectiva positiva, os envolvidos se preparam para a solução, focados na questão pontual do conflito e não nas suas espirais negativas, ou seja, a questão é tratada sob a visão das possibilidades e necessidades  de cada um, nos ganhos mútuos e não nos exclusivamente individuais.

A mudança comportamental não é linear, tampouco rápida: exige-se repetição de falas, análises e ação. É preciso ensinar que há opções válidas, seguras e eficientes para se resolver um conflito, sem confronto e sem violência. A escolha parece ser individual, mas tem que ser coletiva e, sobre isso conversaremos na próxima. Vamos em frente!

Adriana Rocha

adriana@lexmediare.com.br