Disseminando conhecimentos: mais um capitulo da série 'Notícias que antecederam a criação de Itapetininga'

Vamos continuar com as noticias que antecederam a criação da VILLA DE NOSSA SENHORA DOS PRAZERES DE ITAPETININGA

 

Genealogista José Luiz Nogueira
Genealogista José Luiz Nogueira

Boa tarde.

Saúde e alegria para todos.

Em 1767, o município de Sorocaba possuía muitos bairros grandes em seu vasto território.

Do bairro do Alambari (Pederneiras) até Sarapuí, havia de 850 a 883 fogos ou casas.

Na freguesia das Minas de Paranapanema, havia de 959 a 1066 fogos.

No bairro do Pirapora, o número de fogos estava entre 674 e 765.

Em Iperó, havia de 436 a 673.

Em Itapetininga, havia de 884 a 958. Diniz (2002: 74-77).

Um pouco antes de 30 de abril de 1767, o capitão-mór de Sorocaba José de Almeida Leme envia carta a Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo. Nesta, o capitão-mór afirma que Manuel José Braga do bairro de Itapetininga lhe fez uma reclamação, dizendo que estava estudando no dito bairro o local da nova igreja e das ruas quando teve desentendimentos com Simão Barbosa Franco, diretor da fundação de Botucatu (isto indica que Simão não havia sido ainda nomeado diretor da fundação de Itapetininga).

Manuel José Braga deseja que seja nomeada pessoa idônea para a fundação de Itapetininga. Ele teme vingança por parte de Simão que não é capaz de usar bem um cargo. BN.

Em 30.4.1767, Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo, envia carta de São Paulo a José Leme, capitão-mór de Sorocaba, para que providencie o local para o erguimento da Vila de Itapetininga. Documentos Interessantes, 67: 131, AESP.

Em 4.1.1768, Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo, manda carta de São Paulo ao capitão-mor de Sorocaba, solicitando informações de como está a povoação de Botucatu cujo diretor é Simão Barbosa Franco. Informar a quantia de casais que lá estão e de casais que estão por chegar. Documentos Interessantes, 68: 47, AESP.

Em 1768, Simão Barbosa Franco recebeu de Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo, a incumbência de instalar oficialmente o município de Itapetininga.

Em 25.5.1768, Simão Barbosa Franco envia carta a Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo. Nesta, Simão informa-lhe que, por motivo de estar o vigário muito ocupado, ainda não pôde cumprir a sua ordem de escolher o local da igreja em redor da qual desenvolverá povoação. Informa-lhe também que dois ou três moradores próximos de uma margem do Rio Itapetininga querem, por conveniência própria, que a igreja seja construída no local onde eles já moram. Este local, porém, é inconveniente, pois não tem matas e aguadas além de ficar a futura igreja muito longe do lugar onde está a maioria das pessoas. BN.

Em 23.6.1768, Simão Barbosa Franco envia carta a Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo, informando-lhe que, no último dia 06, ele, o vigário e o capitão-mor escolheram o local da nova igreja em redor da qual desenvolverá povoação. No mesmo dia, foi dado início à obra. Simão Barbosa Franco afirma também que, na carta anterior, mencionou o fato de algumas pessoas desejarem a igreja no Porto, local inconveniente. BN.

O local onde foi formada a Vila de Itapetininga estava aquém do lugar onde morava Domingos José Vieira. Esta informação está de acordo com Manuel Afonso Pereira Chaves, Documentos Interessantes, 16: 213-218, AESP.

Posteriormente, Simão Barbosa Franco, pediu para Salvador de Oliveira Leme auxiliá-lo na construção de uma igreja.

Em 5.8.1769, Simão Barbosa Franco envia carta a Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão, capitão-general da Capitania de São Paulo, informando-lhe que determinou os povoadores a construção de casas e estes já começaram a cortar madeiras. Simão solicita ao capitão-general licença para ir às fazendas das Lages para fazer averiguações. Simão informa o capitão-general que deu ordens para os serviços continuarem em sua ausência. BN.

Por ora ficamos até com as informações contidas nos livros do Dr. Silvio.

Voltaremos com mais informações, a continuidade dos livros dos Silvio e mais a transcrição dos documentos que fotografamos na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Obrigado

José Luiz Nogueira




Sarau hoje em Sorocaba na Du-artes

Recomendação do jornalista, poeta e músico Oswaldo Biancardi

Hoje, sábado, teremos mais um sarau do POETART.

São momentos de pura descontração e emoção onde apreciamos poesias, músicas, dança e performances com a participação de membros do grupo e de convidados.

Você vai curtir mensagens românticas, alegres e apreciar grandes interpretações musicais.

Venha, esperamos você.

Serviço:
Dia: 31 de outubro de 2015
Local: ESPAÇO CULTURAL DU-ARTS – RUA ANTÔNIO SÃO LEANDRO, 76 JD. MARIA EUGÊNIA (ATRÁS DO SHOPPING CIDADE)
Horário: a partir das 19h30
Entrada Gratuita



Artigo de Celso Lungaretti: 'Os cofres estaduais estão vazios? Fechemos as escolas!'

GERALDO ALCKMIN, O EXTERMINADOR DO PRESENTE E DO FUTURO

EM 2012 ELE BARBARIZOU O PINHEIRO. EM 2015 ESTÁ BARBARIZANDO A EDUCAÇÃO.

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

Desocupação do Pinheirinho: bestialidade sem limite.

Detestei cada minuto dos quase quatro anos em que trabalhei no serviço de imprensa de um governador, na década retrasada. Ficara desempregado num momento de crise no mercado jornalístico e o meu antigo diretor de redação, que também estava na olho da rua, investiu na conquista de um cargo público, fazendo campanha de graça para o candidato.

Ganhou a aposta e recebeu a contrapartida: passou a coordenar a redação que trombeteava os feitos e justificava os malfeitos de Sua Excelência.

Alguns meses depois me fez uma oferta irrecusável, para ser seu redator de confiança na equipe que herdara.

Aluguei minha competência profissional, mas não as minhas convicções. Não me filiei ao partido do governador nem procurei aproximar-me do seu esquema político, o que teria sido muito fácil nas circunstâncias. Encarava aquilo tão somente como ganha-pão.

O que não me impediu de simpatizar com uma política daquele governo: a colocação do ensino como prioridade primeira.

Logo no início, foram convidados cem luminares para fazerem um diagnóstico em profundidade da educação, formulando um programa para sanar as grandes deficiências existentes.

O resultado foi o projeto das escolas-padrão, que procurava fazer com que algumas escolas estaduais se tornassem ilhas de excelência, com equipamento adequado, autonomia para gerir seus gastos e incentivos aos professores.

As primeiras a serem transformadas serviriam como cartões de visita e teste na prática. Todas as outras, com o passar do tempo, as seguiriam.

Deu tudo errado.

Os professores não mostraram o mínimo interesse em participar da gestão dos recursos no que seriam, digamos, associações de pais e mestres com poderes ampliados e recursos para investir. Isto foi encarado por eles, apenas, como mais trabalho.

Também recusaram, indignados, a proposta de terem aumentos salariais desde que fizessem cursos de aprimoramento didático. Queriam receber aumentos salariais sem se obrigarem a nada.

E fizeram uma interminável greve que, no desempenho das minhas funções, acabei acompanhando passo a passo.

 
Reestruturação do ensino: iniquidade sem limite.

Mesmo assim, era impossível não notarmos que a greve, a partir de certo ponto, foi prolongada unicamente para criar constrangimentos políticos ao governo.

Chegou o momento em que foi colocada a proposta definitiva e última do governador. Mesmo assim, os líderes do magistério mantiveram a paralisação por mais duas ou três semanas, o que não fazia nenhum sentido em termos reivindicatórios. Os motivos eram outros.

Depois recuaram, aceitando integralmente a proposta que haviam rechaçado de pronto.

O governador amaldiçoou o dia em que pensou em fazer do ensino a vitrine do seu governo. Adotou outras prioridades e para elas canalizou os recursos adicionais que iria utilizar em educação.

Os professores perderam o poder de barganha e, portanto, a chance de obter melhor remuneração. Não se deram conta de que, jogando o jogo com mais sutileza, teriam alcançado patamares salariais bem mais condizentes com sua nobre função.

Os estudantes foram sensivelmente prejudicados, pela não concretização das melhoras e também pela perda de dias letivos.

Eu mesmo, acreditando nas belas promessas das escolas-padrão, transferi minha filha para uma delas. No final de um ano praticamente perdido, tive de levá-la de volta para o colégio de freiras, com o rabo entre as pernas.

Fiquei decepcionadíssimo por constatar que raríssimos professores levavam em conta seu papel na formação dos cidadãos, seu acesso privilegiado aos corações e mentes dos jovens brasileiros e, por extensão, de suas famílias.

Queriam mesmo é números diferentes nos holerites. Que acabaram não conseguindo.

Senti-me muito velho ao compará-los com meus veneráveis mestres de outrora, que se viam sobretudo como formadores das novas gerações, difusores do saber e responsáveis pelo aperfeiçoamento das instituições.

Meus pais e avós diziam a mesmíssima coisa, que os professores haviam piorado desde seus tempos de escola. Ou todos estávamos com a sensação errada, ou nosso ensino vem há muito descendo a ladeira.

Quem parece ter entendido bem tal lição é o governador atual, Geraldo Alckmin, que escolheu o ensino como alvo prioritário do corte de despesas nestes tempos bicudos de recessão. Decerto prefere poupar programas que lhe rendem mais dividendos eleitorais. E que se dane o futuro do Estado e do País, condenados a terem, adiante, cidadãos e profissionais de poucas luzes!

Mas, como todos sabemos, o horizonte dos políticos vai apenas até o último mandato que poderão exercer antes de descerem ao inferno; se depois vier o dilúvio, que lhes importa?

Assim, Alckmin está fechando 25 escolas estaduais na capital paulista –nove nas regiões centrais onde as famílias geralmente podem bancar ensino pago e 16 nos bairros mais pobres, em que talvez isso fulmine a chance de jovens promissores virem a ser alguém na vida.

Em todo o Estado, serão 94 escolas assassinadas e 754 que passarão a ter apenas uma etapa de ensino (ou Fundamental 1, ou Fundamental 2, ou médio).

O governador alega que há espaços ociosos na rede. Eu diria que há espaços vazios nos cofres estaduais e que para preenchê-los vale tudo, até dificultar o acesso dos carentes, que não têm carro próprio nem podem pagar kombis escolares, sendo obrigados a juntar-se às outras sardinhas que se espremem nas latas do dantesco transporte coletivo de São Paulo.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico divulgou há alguns meses um novo ranking mundial de qualidade da educação. Entre os 76 países avaliados, o Brasil ficou num melancólico 60º lugar.

Se depender dos Alckmins da vida, dias piores virão.

 

APOLLO NATALI: “PROPOSTAS SENSATAS E INSENSATAS PARA A EDUCAÇÃO”.

 
Por Apollo Natali

“Se os Estados Unidos realmente se empenharem na criação de um novo sistema educacional para o século 21, a primeira medida a ser tomada é levar a profissão de professor a sério” (Barack Obama). “Viverás melhor quando fizeres os professores dos teus filhos serem mais bem pagos do que os políticos” (Wilhelm Reich). “Tratar com o mesmo rigor a responsabilidade fiscal e a responsabilidade educacional do País” (senador Cristovam Buarque).

Sugestões sensatas essas, de cabeças privilegiadas, na defesa da educação. Igualmente sensatas propostas de Cristovam Buarque serão listadas no final destas linhas. Foram consideradas insensatas pela classe política.

A reestruturação da educação no estado de São Paulo anunciada pelo governador Geraldo Alckmin, aparentemente nem sensata nem insensata, pode ser uma mexida na contabilidade para diminuir gastos com a educação dos pobres. Em 1998 a rede estadual de ensino tinha 6 milhões de alunos. Atualmente são 3,8 milhões.  Motivos alegados: municipalização do ensino básico, menor taxa de natalidade, transferência de alunos para a rede privada.

O estado de São Paulo tem 645 municípios, 162 são alcançados pelas inovações. Sem alteração em 519 municípios. Ao todo, 311 mil alunos da rede serão transferidos de suas escolas em todo o Estado: 94 escolas serão fechadas, 66 delas funcionarão como creches; 28 que vão parar de funcionar não têm destinação.

O secretário da Educação, Herman Voorwald, justifica que a intenção é transformar as escolas em locais com apenas alunos de um ciclo –1 a 5 anos, 6 a 9 anos– e ensino médio. Ele defende que o objetivo é melhorar a qualidade do ensino. As transformações começam no início do ano letivo de 2016, para serem concluídas dentro de dois anos. Pais de alunos esperam o dia 14 de novembro, batizado de Dia E (de “ensino”) para saberem que escolas vão fechar.

Num lance de insensatez democrática, Geraldo Alckmin decidiu unilateralmente pelas modificações. Não consultou nem avisou pais e alunos. O sindicato dos professores da rede estadual de ensino, Apeoesp, que representa a categoria, nem sequer foi comunicado.

O governador garante que professores, merendeiras e funcionários da limpeza não serão demitidos. Não se sabe com que mágica isso vai ser feito.  A presidente da Apeosp, Maria Izabel Azevedo Noronha, lembra que apenas professores concursados não podem ser demitidos. Outras categorias de professores vão ter a carga horária drasticamente reduzidas, podendo chegar ao cúmulo de 12 horas-aula por semana, com a correspondente redução do salário.

“O professor mal vai conseguir se sustentar. Com o tempo,  a secretaria da Educação vai anunciar a necessidade de fechamento de mais escolas. A educação vai piorar, com certeza. A rede já não está organizada. Vai virar uma bagunça geral”, diz Izabel, que como Bebel é conhecida.

O nível educacional do Brasil poderia estar hoje igual ao de países como Costa Rica, Argentina, Chile e Coreia do Sul, tivessem sido levadas a sério propostas de Cristovam Buarque, doutor em economia, senador pelo PT-DF, ex-reitor da UnB de 1985 a 1989, governador do Distrito Federal de 1995 a 1998 e ministro da Educação de 2003 a 2004. Quando governava o Distrito Federal criou o Bolsa Escola, atual Bolsa Família.

Cristovam, no último mês de janeiro, garantia que em 15 anos suas propostas colocariam o Brasil no mesmo estágio educacional daqueles países. Suas idéias foram consideradas insensatas pelo ministro da Educação da época.

 

Só um cego político ou um infeliz omisso quanto às necessidades educacionais do País vê insensatez nas idéias de Cristovam Buarque. Quem enxerga o Brasil com nitidez considera que suas propostas nada têm de insensatas. Vejam:

  • estabelecimento de um piso salarial mínimo para todos os professores, vinculado a exigências mínimas de conhecimento;
  • tratar com o mesmo rigor a responsabilidade fiscal e a responsabilidade educacional do País;
  • aprovação de uma lei de responsabilidade educacional que obrigue a cada prefeito cumprir as metas traçadas para a educação das crianças que vivem em sua cidade;
  • o governo federal, que financia totalmente as universidades e as escolas técnicas federais –e financia também com isenções fiscais federais parte das universidades e escolas privadas– que assuma a responsabilidade pela educação básica dos filhos dos pobres;
  • redução das despesas do governo federal em apenas 1% em favor da educação não abala os pilares da política econômica;
  • definição de três principais destinações de recursos, ou seja, três pisos, obrigatórios, para todas as escolas brasileiras: um piso de salário e formação do professor, um piso de instalações e equipamentos pedagógicos e um piso de conteúdo para cada disciplina em cada série;
  • federalização da educação básica. Considerando a realidade da desigualdade nas rendas das cidades brasileiras e o desinteresse pela educação por parte de grande número de prefeitos, a igualdade de oportunidade educacional só será possível se a educação básica for uma preocupação federal, não apenas municipal ou estadual;
  • combinar a responsabilidade federal com a manutenção da descentralização gerencial das escolas a cargo dos municípios e até mesmo dos pais e da sociedade;
  • dar a cada criança brasileira uma escola com o mesmo padrão de qualidade, independentemente da cidade onde nasceu e vive. Que uma criança do município maranhense de Centro do Guilherme, p. ex., onde a renda per capita é de R$ 28 por mês, tenha o direito a uma escola com o mesmo padrão de uma criança de Águas de São Pedro, no estado de São Paulo, cuja renda média per capita é de R$ 955 mensais. Neste país desigual as crianças devem ser tratadas como brasileiras, com direitos iguais e não como municipais, com direitos diferenciados;
  • toda escola deve ter banheiro e luz elétrica, chão de cimento, paredes de tijolo, teto de telha e um mínimo de equipamentos modernos disponíveis no Brasil;
  • assegurar vaga na escola a partir dos quatro anos de idade. O berço da desigualdade na idade adulta está na desigualdade do berço da criança. A porta da igualdade é a educação que complementa o berço e não a fábrica que complementa a renda; e
  • que toda criança pobre tenha conhecimento básico da língua portuguesa equivalente aos filhos da elite.

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Trabalho cultural do professor Jefferson Biajone, da Fatec de Itapetinga, repercute nacionamente

Projeto conta histórias de heróis em cemitérios de Itapetininga

JOSÉ TOMAZELA

26 Outubro 2015 | 11:39

Um projeto pioneiro está resgatando a memória de cidadãos de Itapetininga que, no passado, participaram de momentos decisivos da história do Brasil. Voluntários da Revolução Constitucionalista de 1932, ex-combatentes das revoluções de 1924 e 1930, integrantes da Força Expedicionária Brasileira que lutaram na Segunda Guerra Mundial e outras pessoas que se destacaram no cenário nacional terão seus túmulos identificados para compor um roteiro histórico nos cemitérios da cidade. A vida e realizações de cada personagem podem ser acessadas com o uso do celular.

O projeto Morada de Heróis foi idealizado por alunos e professores do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Itapetininga e é realizado em parceria com o Instituto Histórico Geográfico e Genealógico. De acordo com o professor Jefferson Biajone, da disciplina de Matemática Discreta, o passo inicial foi dado com a identificação dessas personalidades e a localização de seus túmulos nos cemitérios Municipal e da Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Com base na teoria dos grafos, ramo da matemática que estuda as relações entre objetos de um determinado conjunto, foi elaborado um percurso para a visitação dos túmulos históricos. Um banner explicativo do passeio já foi instalado nas entradas dos cemitérios. Através de parceria com a empresa InTheApp, fundada por alunos da Fatec, foi desenvolvido um aplicativo para celular com todo o conteúdo do projeto.

Quem visita os cemitérios, pode usar o telefone móvel para, através de dispositivo instalado nos túmulos, ter acesso a textos, imagens, áudio e vídeos sobre a vidas das personalidades e a participação que tiveram nos conflitos. Os primeiros heróis lançados no sistema foram o pracinha José Ribamar de Montello Furtado, que lutou na II Guerra; o capitão Francisco Fabiano Alves, destaque na Revolução de 24, e o soldado Antenor de Oliveira Mello Junior, revolucionário de 1932.

No Dia de Finados, quem não baixou o aplicativo no celular, vai receber um mapa do percurso histórico em formato de folder. De acordo com Biajone, o objetivo é fomentar o turismo histórico nos cemitérios e resgatar histórias de vida que podem ajudar as gerações atuais e futuras a compreender a história do Brasil.

Dispositivo no túmulo permite acessar a história da personalidade.




Palestra no Sesi de Itapetininga alertará sobre a questão do cancer de mama

Sesi de Itapetininga realiza palestra sobre ‘Outubro Rosa’ nesta terça

Evento vai orientar mulheres sobre câncer de mama. Palestra gratuita será na sede do Sesi.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) de Itapetininga (SP), em parceria com a Instituição Américas Amigas, realiza nesta quarta-feira (28) a palestra ‘Outubro Rosa, um compromisso com a saúde da mulher’. O evento tem como objetivo orientar as mulheres sobre os riscos e a necessidade de diagnosticar o quanto antes o câncer de mama.

A palestra, que é gratuita, será realizada às 14h pela Francisca Haliday, presidente da instituição, e tem duração de uma hora. O Sesi de Itapetininga fica na Avenida Padre Antônio Brunetti, 1360, na Vila Rio Branco. Mais informações pelo telefone (15) 3275-7920.




3a. Noite Tropeira será realizada dia 7 de Novembro, às 20 horas, na sede de campo do Clube Venâncio Ayres

Convite 3a. Noite Tropeira reduzidoO evento comemora o aniversário de Itapetininga e é promovido por sete entidades da sociedade civil: AIL – Academia Itapetiningana e Letras, MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga, AERI- Associação dos Engenheiros da Região de Itapetininga, Grupão, Sindicato Rural de Itapetininga, APM – Associação Paulista de Medicina e IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de ItapetiningaA ‘Noite Tropeira’, já em sua terceira edição, é maior festa comemorativa do aniversário de Itapetininga

Além do ‘Jantar Tropeiro’, preparado pelo maitre Donizete, do Clube Venâncio Ayres, a cerimonia contará com a entrega das medalhas do prêmio ‘Mérito Itapetiningano do Ano’ às personalidades escolhidas pela entidades promotoras, mais o tradicional ‘Parabéns a Você’ e o Hino de Itapetininga apresentado pelo músico e cantor itapetiningano José Roberto Branco.

CARDÁPIO:

Jantar Tropeiro (a cargo do maitre Donizete)

batidas:
Limão
Maracujá

entradas:
Patê e torradas
Bolinho de Frango
Bolinho de Arroz com bacon e ervas
Mandioca frita

saladas:
Alface
Tomate
Pepino
Rúcula com manga
Ovos temperados

acompanhamentos:
Arroz Carreteiro
Feijão Tropeiro
Couve refogada
Creme Tropeiro (creme de quirera de milho com bacon)
Farofa mineira

pratos principais:
Costela assada
Frango assado com batata doce
Filé de frango à parmegiana

sobremesas:
Arroz doce
Doce de abóbora com côco.

café

 

SOM, EQUIPAMENTOS E CANTO
a cargo do excelente músico itapetiningano José Roberto Branco
que tocará e cantará músicas tipicas, o Hino de Itapetininga e o ‘Parabéns a Você’

 

PRÊMIO ‘MÉRITO ITAPETININGANO DO ANO

Cerimonialistas
Prof. Jefferson Biajone, Genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello e Jornalista Helio Rubens de Arruda e Miranda

 

DECORAÇÃO E ARRANJOS

Profa. Alba Regina Franco Carron Luisi
Arte Ana Elisa Bloes Meirelles de Arruda e Miranda

 

FOTOGRAFIAS E FILMAGENS

Zézinho Trindade

 

PRESENÇAS MARCANTES

Dos dirigentes da entidades promotoras
AIL – Academia Itapetiningana de Letras
MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga)
IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga
ACI – Associação Comercial de Itapetininga
AERI – Associação dos Engenheiros da Região de Itapetininga, – – Grupão
SRI – Sindicato Rural de Itapetininga
APM – Associação dos Médicos de Itapetininga

Dos homenageados
os que vão receber o prêmio MÉRITO ITAPETININGANO DO ANO, com suas familias e amigos

Do público
pessoas da melhor sociedade itapetiningana, que vão participar da comemoração de mais um aniversário de Itapetininga

 

Serviço:
Evento: 3a. Noite Tropeira
Local: Sede de Campo do CVA – Clube Venâncio Ayres
Dia: 7 de novembro (sábado)
Hora: 20 horas
Convites: abertos ao público em geral: R$ 60,00 cada




Artigo de Pedro Novaes: 'Ciclo completo'

  Pedro Israel Novaes de Almeida – CICLO COMPLETO

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Vivemos, todos, em ambiente inseguro.

Pesquisas indicam que a população sente, com maior intensidade, a carência de médicos e policiais, profissionais relacionados a urgências e sobrevidas.

No Brasil, temos, basicamente, dois segmentos policiais. A polícia civil, que investiga, e a militar, que reprime a ocorrências de crimes.

O relacionamento entre ambas nem sempre é amistoso, e a colaboração imperfeita. Em popularidade, ocorre o empate, com ligeira vantagem para a PM.

Pouco punimos e pouco evitamos a ocorrência de crimes e contravenções. A criminalidade aumenta a cada dia, com violências e sofisticações as mais diversas.

Nosso sistema de segurança merece aperfeiçoamentos. É urgente a adoção de medidas que tornem mais eficiente a ação policial.

Está sendo cogitada, em diversos plenários, a unificação das polícias, tendo como exemplo a estrutura da Polícia Federal, que tanto investiga quanto prende. O policial federal pode surgir uniformizado, quando de prisões, conduções coercitivas ou buscas, e pode estar travestido de pedreiro, enquanto investiga.

Ocorre que a Polícia Federal atua em crimes específicos, possuindo agentes com formação superior, operando com razoável estrutura e salários. Nas demais polícias, civil e militar, faltam efetivos e estruturas, e os salários são pouco atraentes.

A unificação tem o efeito colateral de potencializar as mazelas decorrentes da centralização do poder decisório. Se uma entidade gigantesca cair em mãos erradas, comprometido estará o todo. No Brasil, tal hipótese não pode ser descartada.

Para idealizar a polícia que queremos, devemos ter como ponto de partida a polícia que temos.

Policiais Militares são capazes de investigar, e já o fazem, e policiais civis são capazes de reprimir, e também não raro já o fazem. Resta desmilitarizar a PM e capacitar ambas as polícias à dupla função, especializando vocações.

Importante inibir o corporativismo, estatuindo o legalismo extremo e conduzindo a instituição ao estrito cumprimento de sua função, inspirando o respeito dos cidadãos e o temor dos criminosos. Sem milícias, sem violências desnecessárias e sem jeitinhos tão brasileiros.

A profissionalização dos quadros, erigindo uma verdadeira instituição, vai depender da não partidarização dos dirigentes e da plena visibilidade das ações policiais. A atividade policial é, por natureza, técnica, e o contato com a população exige civilidade e sólidas noções de direito.

Precisamos reformar a polícia, cuja unificação pode desafiar a matemática, fazendo com que um mais um sejam três. Como estamos, ineficientes, sem estruturas e satisfações profissionais, quem ganha é a criminalidade.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.