55º Festival de Música e Poesia de Paranavaí está com as inscrições prorrogadas até 03 de agosto de 2020
Poesias, Contos, Declamações, Leituras Dramáticas e categorias Musicais
55º FESTIVAL DE MÚSICA E POESIA DE PARANAVAÍ
Informações:
a) Aberto a brasileiros em qualquer parte do mundo e a estrangeiros residentes no Brasil
b) Poesias, Contos, Declamações, Leituras Dramáticas e categorias Musicais
c) Inscrição pela internet
Premiação:
I) Prêmio em dinheiro – que deve ser retirado pessoalmente
Prazo: Prorrogado até 03 de agosto de 2020
Organização:
Prefeitura de Paranavaí
Fundação Cultural
Cultura Livre estreia nova temporada na TV Cultura neste sábado (1º/8)
Com formato e quadros inéditos, programa apresentado por Roberta Martinelli recebe Rubel
Neste sábado (1º/8), o Cultura Livre estreia nova temporada em formato diferente. Por conta da pandemia da Covid-19, o programa será gravado à distância, com Roberta Martinelli apresentando a atração no estúdio e conversando com os convidados remotamente. Os músicos mostrarão suas composições de forma intimista. O programa vai ao ar aos sábados, às 18h, na TV Cultura.
“O Cultura Livre sempre mostrou a música brasileira que acontece agora e nesse momento não seria diferente. Vamos mostrar a força da música mesmo em casa. O mundo ficou assim (espero que temporariamente), a arte teve que se adaptar e a gente também. Estamos de volta adaptados, cantando e buscando um mundo melhor”, diz Roberta Martinelli.
O programa apresenta também dois novos quadros. O primeiro é o Canção do Isolamento, em que artistas cantam músicas inspiradas na quarentena – canções que podem ter sido compostas no período ou resgatadas nesse momento. Os vídeos são recheados por letterings com curiosidades do artista e das músicas tocadas.
Já o Clássico da Semana apresenta os discos brasileiros que fazem aniversário em 2020. Os 50 anos do Força Bruta, de Jorge Ben Jor, os 45 anos do Refazenda, de Gilberto Gil, e os 35 anos do primeiro álbum da Legião Urbana são alguns dos clássicos presentes no quadro, que usa o rico material de arquivo da TV Cultura.
Programa de estreia da nova temporada
A atração de estreia do novo Cultura Livre, no dia 1º de agosto, é o cantor e compositor Rubel. Após estudar nos Estados Unidos, ele voltou ao Brasil com seu primeiro disco na mala, o Pearl, de 2013. Disco que estourou em 2015 por causa do hit Quando Bate Aquela Saudade. Três anos depois, em 2018, o cantor lançou o disco Casas, que tem as participações de Emicida e de Rincon Sapiência. E que contou com mais um hit, a música Partilhar, regravada com a dupla AnaVitória.
No programa, o cantor fala sobre como a quarentena mudou sua vida, como a descoberta do hip hop e do rap foram fundamentais para a criação do seu segundo disco, o Casas, e como surgiu a parceria com Adriana Calcanhotto, entre outros assuntos. No setlist, músicas como Pinguim, Colégio e Sapato.
Já o quadro Clássicos da Semana apresenta o disco Força Bruta (1970), de Jorge Ben. No Canções do Isolamento é a vez do baiano Lucas Santanna apresentar uma canção inédita.
Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal – Lei de Incentivo à Cultura
A FEBACLA e a Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente realizarão uma vídeoconferência on-line no dia 29 de agosto de 2020, às 16h.
Na cerimônia será comemorado o aniversário de S.M.R.I, Príncipe Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, Príncipe da Gothia e de Leão.
A sessão virtual será realizada através do aplicativo Meet.
Na presente cerimônia serão outorgados as seguintes condecorações:
COMENDA SETE MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO – COMENDA RAFAEL SANZIO – COMENDA VITÓRIA RÉGIA – TÍTULOS DOUTOR HONORIS CAUSA – COMENDA LÁUREA ACADÊMICA QUALIDADE OURO – TÍTULOS DE CAVALEIRO OU DAMA COMENDADORA DA ORDEM DE GOTLAND – TÍTULOS DE NOBREZA DA AUGUSTÍSSIMA E SOBERANA CASA REAL E IMPERIAL DOS GODOS DE ORIENTE
OMDDH promove evento cívico em comemoração ao Dia Internacional da Paz e 171 anos de nascimento do diplomata Joaquim Nabuco
O Conselho Histórico, Cultural e Acadêmico, Órgão da OMDDH, visa preservar e difundir através da vida, obras e história das Autoridades e Personalidades que muito contribuíram para o desenvolvimento Social e Cultural e para história do Brasil
O Conselho Histórico, Cultural e Acadêmico, Órgão da OMDDH, visa preservar e difundir através da vida, obras e história das Autoridades e Personalidades que muito contribuíram para o desenvolvimento Social e Cultural e para história do Brasil, e a OMDDH procura através dos eventos cívicos de cunho Cultural, destacar as diversas Autoridades e Personalidades Acadêmicas, Diplomáticas, Políticas, Militares, Religiosas, Funcionários do Poder Público Federal, Estadual, Municipal e Autoridades das diversas áreas do 3º. Setor da Sociedade Civil, que são Presidentes e Filiados de Instituições que realizam trabalhos Sociais, Culturais e Humanitários no contexto do Brasil e Exterior, visando à valorização e o crescimento da dignidade da vida Humana.
Nós, o Presidente da OMDDH e a Diretoria e os Filiados, estaremos realizando um evento Cívico da OMDDH no dia 26 de Setembro de 2020, sábado, na cidade do Rio de Janeiro – Brasil, no horário de início às 17:00. ( O evento será realizado on-line pelo O APLICATIVO MEET).
INFORMAÇÕES SOBRE AS HONRARIAS QUE SERÃO OUTORGADAS NO EVENTO CÍVICO OMDDH. O EVENTO CÍVICO SERÁ REALIZADO DIA 26 DE SETEMBRO DE 2020 – SÁBADO, ÀS 17:00 – (ON-LINE PELO APLICATIVO MEET)
“A Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, através do Conselho Histórico, Cultural e Acadêmico, Órgão da OMDDH, estará dando posse no dia do evento cívico, aos novos Embaixadores Imortais da Paz, com Cadeira numerada e tendo o nome do Embaixador Imortal da Paz Imortalizado como Patrono Perpétuo da Cadeira.”
01 – POSSE DE EMBAIXADORES IMORTAIS DA PAZ COM CADEIRA PATRONÍMICA, COM CADEIRA NUMERADA E NOME IMORTALIZADO NA CADEIRA,
02 – COMENDA INTERNACIONAL DIPLOMATA RUY BARBOSA “O ÁGUIA DE HAIA”,
03 – COMENDA DIPLOMATA BARÃO DO RIO BRANCO;
04 – COMENDA DIPLOMATA JOAQUIM NABUCO;
05 – COMENDA LUIS GONZAGA PINTO DA GAMA,
06 – COMENDA COMENDA IMPERADOR DOM PEDRO I “O IMPERADOR DO BRASIL”;
07 – COMENDA PRINCESA ISABEL “A LIBERTADORA DOS ESCRAVOS”;
08 – COMENDA JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA;
09 – MEDALHA AMIGOS DA OMDDH;
10 – MEDALHA DO MÉRITO NACIONAL PACIFICADOR;
11 – MEDALHA DO MÉRITO INTERNACIONAL PACIFICADOR,
12 – MEDALHA PALADINO DA CULTURA NACIONAL;
13 – DOUTOR HONORIS CAUSA EM DIREITOS HUMANOS COM MEDALHA;
14 – TÍTULO HONORÍFICO DE EMBAIXADOR DA PAZ DA OMDDH;
15 – TÍTULO HONORÍFICO DE DESTAQUE SOCIAL 2019;
16 – TÍTULO HONORÍFICO DE DESTAQUE EMPRESARIAL 2019;
17 – TÍTULO HONORÍFICO DE DESTAQUE CULTURAL 2019;
18 – MOÇÃO DE APLAUSOS E LOUVOR PELOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS A FAMÍLIA, SOCIEDADE;
19 – PALADINO DA JUSTIÇA DE PAZ,
20 – PALADINO DOS DIREITOS HUMANOS,
ENTRE OUTRAS HONRARIAS E TÍTULOS HONORÍFICOS DA OMDDH.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O EVENTO DA OMDDH.
FONTE DE PESQUISA NA INTERNET:
HISTÓRICO BIOGRÁFICO RESUMIDO DA VIDA E OBRA DO DIPLOMATA RUY BARBOSA:
AS COMENDAS E DEMAIS HONRARIAS DA OMDDH SERÃO OUTORGADAS ÀS DIVERSAS AUTORIDADES ACADÊMICAS, ARTISTAS PLÁSTICOS, MÚSICOS, ESCRITORES, JORNALISTAS, ADVOGADOS, JUÍZES, AUTORIDADES MILITARES, RELIGIOSOS, PRESIDENTES DE INSTITUIÇÕES QUE REALIZAM OBRAS SOCIAIS E HUMANITÁRIAS NO CONTEXTO DO BRASIL E NO EXTERIOR…
TODOS OS CANDIDATOS DEVERÃO NOS ENVIAR O SEU CURRÍCULO BIOGRÁFICO ATUALIZADO PARA O E- MAIL DA OMDDH E AGUARDAR A APROVAÇÃO E SERÃO INFORMADOS SOBRE A TAXA CHANCELARIA, (TAXA DE ADESÃO A COMENDA E OUTRAS HONRARIAS DA OMDDH).
Assim vivia ele no mundo trocando trovas por cafunés, trocavam carícias a toda hora, ele cego de amor, loucamente apaixonado e ela o correspondia com afeto profundo.
Ele, aedo e trovador. Ela, exímia sambista que havia sido rainha da bateria da escola de samba do seu bairro. Mas não levava mais às passarelas a sua exuberante formosura, nem mais frequentava as rodas de bamba. Dizia que era por própria vontade, mas, Petronio, este dileto companheiro a havia imposto: “Ou eu, ou o carnaval!” E ela afeita à sua consideração, não ia aos barracões nem participava do tríduo carnavalesco. Submetera-se bem à compleição do seu cônjuge que, apesar da boemia, não era mais chegado às festas momescas desde o dia em que teve no meio de um bloco afanada a sua carteira.
Era o mês de fevereiro. Não se chegava a imaginar qual a razão, mas ela se mostrava meio triste e enfadonha naqueles dias.
Logo ela que sempre o acompanhava tão faceira aos festivais lá, da agremiação e especialmente às sextas-feiras, quando da apresentação de repentistas, trovadores, cantores e cantadores.
Era uma academia de artes da qual ele era membro e onde declamava os seus poemas de amor, cantava loas à sua musa predileta.
Havia chegado a sexta-feira gorda e nesta noite ela não ia acompanhá-lo ao costumeiro festival que ela tanto alegrava. Desculpara-se por uma enxaqueca.
“Não há problema, minha “Pitchula”, vou só, mas voltarei logo”, confortou-a e para descontrair ainda contou algumas piadinhas.
Foi… E terminadas as apresentações, retornou para a sua cabana. Qual foi a sua surpresa ao encontrá-la vazia. Abandonada qual” uma lata de cerveja num piquenique de escoteiros.
Percorreu todos os cômodos e não encontrou a sua cara metade.
Pensativo lançou a vista ao vaso sobre o bufê e viu que de uma flor branca pendia-se um bilhete que dizia:
“Querido,
Estou partindo, amor, e sei que te parto e não perguntes porque parto, mas te digo que parto de coração partido. Adeus amor.
Lindaiá.”
“Não acredito!”… Resmungou. (Devia estar com saudade das patuscadas e dos préstitos carnavalescos) — Cismou.
Lançou-se à sua procura. Por quatro dias e cinco noites, indagou pelos quatro cantos de seu bairro, vasculhou blocos e escolas de samba, mas não encontrou sequer um rastro dela.
Volta para casa, e à noite, debruçando-se sobre o desolado leito, levanta o travesseiro, ao lado e viu um papel amassado. Abriu, era uma carta que o deixou estupefato nestas linhas amarrotadas:
“Lembras-te, Lindaiá, daquele dia?…
Dos carnavais desta vida, só um que me deixou tão triste: Foi quando no asfalto, tu escorregaste e caíste. Tu deixaste a pista, e eu mesmo em pé fiquei caído.
Deixaste o carnaval, e mais duro ainda para mim depois, foi a tua partida.
Quando eu mais te quis, tu também me abandonaste.
Era o dia da caça, foste para o final da lista naquele certame.
Não faz mal, hoje te convido, meu ex-amor, para lavar a tua alma, imprimindo na Avenida o nosso maior carnaval. Será o dia do caçador, ficas comigo e desta vez ganharemos na raça.
Espero-te no Barracão.
Jacinto”
Veio saber depois que aquela, que fora sua alma gêmea havia desfilado na Avenida escondida numa fantasia, que aquela Escola havia conquistado o troféu. E mais nada soubera.
Andava triste e desiludido, a cabeça lhe doía e os braços lhe pendiam.
Por vezes a melancolia em lágrimas amargas lhe escorria pelo rosto. Dos sonhos e das fantasias que criara, de tudo só lhe restara um amargo despertar e o peito triste a soluçar.
Agora, uma elegia forjava de cada história e levava para a Academia.
Por fim passou a imaginar que havia bebido veneno em vez do elixir do amor, que a maldade se vestira de amor só para lhe machucar.
O tempo avançou… e a chaga do seu coração sarou. Resignado, naquele silogeu, passou a compor e recitar só poemas humorísticos, contar causos e anedotas. No seu palco, era feito um saltimbanco. Ninguém conseguia entender como aquele cantador fazia tanta gente sorrir a até mesmo gargalhar.
Porém, um dia, durante uma de suas apresentações aberta ao público, citava um poema de humor e fazia uma de suas estripulias; de repente, na plateia, dois olhos insistentes lhe fitavam… Era aquela ilusão do passado. Ao vê-la, não pode conter, uma gargalhada rouca soprou no ar, e enquanto gargalhava dos seus olhos as lágrimas rolavam.
Antônio Fernandes do Rêgo
aferego@yahoo.com.br
Celso Lungaretti: 'PARA AS NOVAS GERAÇÕES SABEREM COMO ERA VIVERMOS ESMAGADOS POR COTURNOS'
Celso Lungaretti
DOCUMENTÁRIO SOBRE A PRISÃO DE CAETANO VELOSO LEMBRA UM INFERNO PELO QUAL EU PASSEI 3 MESES DEPOIS
Marcado para 2 a 12 de setembro próximos, o 77º Festival de Veneza apresentará em sua mostra não-competitiva (ou seja, sem concorrer ao Leão de Ouro e demais prêmios da seleção oficial) o documentário brasileiro Narciso em Férias, sobre a prisão de Caetano Veloso e Gilberto Gil duas semanas após a assinatura do Ato Institucional nº 5 e os 54 dias em que permaneceram encarcerados na PE da Vila Militar (RJ).
Escrito e dirigido por Renato Terra e Ricardo Kalil, o filme é focado em Caetano, hoje com 77 anos. Mostra como ele e Gil foram mantidos em solitárias durante duas semanas e depois transferidos para celas.
Sobre a inferno da solitária, ele conta:
“Eu tinha de comer ali no chão mesmo. Isso durou uma semana, mas pareceu uma eternidade. Eu comecei a achar que a vida era aquilo ali. Só aquilo. E que a lembrança do apartamento, dos shows, da vida lá fora era uma espécie de sonho que eu tinha tido“.
Foi durante o cativeiro que ele viu as fotos inéditas do nosso planeta, tiradas do espaço e publicadas pela revista Manchete, que o inspiraram para compor Terra dez anos mais tarde.
E a lembrança das risadas da irmã mais nova lhe serviam de consolo, daí ter composto lá mesmo a pungente Irene.
Três meses depois foi a minha vez de passar por aquele quartel, talvez até na mesma solitária (eram três).
Afora comer no chão mesmo e sem talheres, havia também o buraco no chão como latrina, a falta de torneira ou chuveiro, o espaço ínfimo, o frio que fazia à noite (deixaram-me só com a cueca e sem coberta nenhuma), de forma que, mesmo sentando no chão e abraçando as pernas na tentativa de me esquentar, mal conseguia pregar o olho.
Irritava-me muito a jactância de um sargento, que fazia questão de repetir a toda hora que Caetano e Gil haviam chorado quando tiveram suas jubas raspadas a zero, ao passo que os militantes pelo menos mantinham uma compostura básica, na avaliação machista dele.
Não era esse o tipo de reconhecimento que eu queria do inimigo. E percebia muito bem que aquilo era demais para um civil, mesmo não tendo ele de passar pelas sessões de tortura a que nós éramos submetidos.
Foi lá que o cabo Marco Antônio Povoreli, um brutamontes que pesava 140 quilos, por pura maldade, estourou meu tímpano com um tapa no ouvido direito dado com a mão espalmada, quando me reconduzia à solitária após haver sido torturado com choques elétricos. (por Celso Lungaretti)