Arte132 Galeria apresenta 'Arte em Pernambuco', um panorama da produção pernambucana nos séculos XIX e XX

A exposição reúne um conjunto de mais de 100 obras pertencentes ao acervo do colecionador Enilton Tabosa do Egito, que refletem a riqueza artística local

Apresentando um Pernambuco com formas e cores de Cíceros e Vicentes, Lulas e Virgolinos, Câmaras e Samicos, a mostra Arte em Pernambuco – Coleção Enilton Tabosa do Egito tem início em 08 de outubro na Arte132 Galeria, em São Paulo, com um conjunto de mais de 100 obras – entre pinturas, três esculturas em cerâmica e uma escultura em bronze – que ocuparão os dois pisos da galeria.

A exposição abrange produções realizadas a partir da metade do século XIX até o fim do século XX, e ganha corpo com o acervo particular do médico cardiologista Dr. Enilton Tabosa do Egito, grande amante e colecionador das artes visuais pernambucanas. O texto crítico é assinado por Benjamim Gomes.

Dentre os 71 artistas pernambucanos autores do conjunto das obras expostas, recebem destaque nomes como: Cícero Dias (1907-2003), Reynaldo Fonseca (1925-2019), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), Lula Cardoso Ayres (1910-1987), Wellington Virgolino (1929-1987), Balthazar da Câmara (1890-1982), Gilvan Samico (1928-2013) e o famoso ceramista Francisco Brennand (1927-2019). Sumidades no universo das artes visuais, estes são alguns dos nomes que representam o acervo de pinturas pernambucanas de arte não-sacra, iniciada na metade do século XIX. Poderão ser vistas obras de artistas homens e mulheres, sendo que, de todos que integram a coleção, 21 deles permanecem vivos.

A seleção de obras feita para essa exposição representa uma síntese do que foi e continua sendo a pintura pernambucana no panorama nacional. “No que se refere aos séculos anteriores, tivemos o cuidado de desenvolver mais detalhadamente os acontecimentos e fatos que fizeram a nossa história no passado, até porque nossos livros didáticos descrevem de forma acrítica e muito superficial informações necessárias à formação crítica de seus educandos.”, explica Benjamim.

Ainda que a mostra tenha como marcadores temporais os séculos XIX e XX, o início das pinturas, de fato, começa no século XVII, com a instalação dos holandeses em Pernambuco, à exemplo dos pintores Frans Post (1612-1680) e Albert Eckhout (1610-1665), que chegaram juntamente com Maurício de Nassau. A pintura não-sacra tornou-se registro de importância histórica e pano de fundo para tudo o que se seguiu posteriormente na história do Brasil.

O espaço criado compõe a cena histórica da arte pernambucana, buscando resgatar as origens em função de ampliar a difusão do conhecimento cultural e artístico no contexto da época em que as obras foram criadas. É também importante ressaltar que a mostra permitirá expor o paralelismo temporal entre o Modernismo Pernambucano e outros Modernismos. A publicação impressa que abarca todas as obras pertencentes à coleção do Dr. Enilton Tabosa (em torno de 270 itens) foi idealizada por Benjamim Gomes e estará disponível na Galeria para aqueles que visitarem a exposição.

 

Sobre a Arte132 Galeria: 

A Arte132 acredita que a arte de um país, e de um período, não é constituída apenas por alguns nomes definidos pelo mercado, mas por todos os artistas que desenvolveram um entendimento do mundo e do homem em determinado momento, artistas estes que abriram e alargaram os caminhos da arte brasileira. Dessa forma, expõe e dá suporte a mostras com o compromisso de apresentar arte relevante e de qualidade ao maior número de pessoas possível, colecionadores ou não. A casa (concebida pelo arquiteto Fernando Malheiros de Miranda, em 1972), para além de uma galeria de arte, é um lugar de encontros, diálogos e descobertas. A galeria Arte132 completou um ano de atividades em agosto de 2022 e, ao longo deste período, apresentou oito importantes mostras de arte.

  • Alex Flemming: Série Alturas | 16 de agosto a 16 de outubro de 2021
  • Helena e Riokai: entre Brasil e Japão, Paris | 08 de novembro de 2021 a 08 de janeiro de 2022
  • José De Quadros: São Paulo, sua, nossa pauliceia desvairada | 25 de janeiro a 05 de março de 2022
  • Vários 22 | 19 de março a 21 de maio de 2022
  • Jewels by Brazil’s Burle Marx Brothers | 04 de junho a 30 de julho de 2022
  • Mulheres Artistas: nos salões e em toda parte | 04 de junho a 30 de julho de 2022
  • O sequestro da Independência | 13 de agosto a 24 de setembro de 2022
  • Abelardo Zaluar: Rigor e Emoção | 13 de agosto a 24 de setembro de 2022

 

Serviço 

Arte em Pernambuco – Coleção Enilton Tabosa do Egito

Texto crítico: Benjamim Gomes

Local: Arte132 Galeria – Av. Juriti, 132, Moema, São Paulo – SP

Evento de abertura: 08 de outubro, das 11h às 17h

Período expositivo: 08 de outubro a 12 de novembro de 2022

Horários de visitação: segunda a sexta, das 14h às 19h. Sábados, das 11h às 17h

Entrada gratuita

https://arte132.com.br

 




Na próxima semana, começa o FliMUJ – Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo

http://Foto: Fernando Siqueira

O festival busca fomentar a pluralidade de visões acerca de temas contemporâneos a partir de perguntas que atravessam os campos da literatura e de expressões de não ficção

A primeira edição do FliMUJ – Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo foi idealizada a partir do apreço pela pergunta, um traço tipicamente judaico, em uma tentativa de explorar as complexidades das questões contemporâneas brasileiras a partir da diversidade de pontos de vista. O festival de entrada gratuita, que acontece entre 6 e 9 de outubro, conta com a curadoria da dupla Fernanda Diamant, jornalista e editora, e Bianca Santana, jornalista, cientista social e pesquisadora, e tem confirmados os nomes de Sueli Carneiro, Noemi Jaffe, Allan da Rosa, Betty Fuks, Lira Neto, Natalia Timerman, Jerá Guarani, Nilton Bonder, a israelense Ayelet GundarGoshen, entre outros.

“Nosso primeiro festival literário se orienta pela metáfora do Museu Judaico de São Paulo: a trança entre povos, culturas e temporalidades. Assim, imaginamos o FliMUJ, junto às curadoras convidadas, como um festival que trança autoras e autores judeus e não judeus, perspectivas judaicas e não judaicas, brancas, negras e indígenas, normativas e não normativas, brasileiras e internacionais, que entrelaça passados, presentes e futuros como fenômenos vivos e, sobretudo, realça as luzes e as sombras do nosso tempo”, afirma o diretor executivo do Museu Judaico, Felipe Arruda. 

Localizado no segundo subsolo do Museu, em um espaço com cenografia assinada por Stella Tennenbaum, o festival oferece ao público três mesas de debates por dia com temas que variam entre judeidade literáriaculturas indígena e judaica, judeidade e negritude, religião e arte e democracia no Brasil. Os livros dos autores estão disponíveis para venda na tenda da Megafauna, dentro do Museu.

Na visão de Bianca Santana, “estamos precisando de mais possibilidades de interpretar o que está acontecendo no Brasil, ouvindo perspectivas aparentemente distantes em diálogo e nos fazendo novas perguntas, porque as usuais não têm dado conta. Esperamos que o primeiro Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo permita bons encontros e nos provoque a imaginar, a partir da literatura, a democracia plena que ainda não experimentamos.”

O festival é antecedido pelo dia do perdão, – Yom Kipur – , data mais importante do calendário judaico. Logo após um período de reflexão profunda, e reconciliação com o sagrado e com as pessoas, o Museu inicia um evento literário em que escritoras e escritores farão perguntas entre si e para artistas e intelectuais de diferentes origens, crenças e campos do conhecimento. É também simbólico que, ao final do quarto dia de festival, comece Sucot, a Festa das Cabanas, que rememora tempos de nomadismo no deserto, da travessia da escravidão para a liberdade. Estamos disponíveis para um novo ciclo?

Para Fernanda Diamant, “É uma dupla felicidade fazer a curadoria do primeiro festival literário desse jovem Museu totalmente sintonizado com o presente, e em parceria com a Bianca Santana, que eu considero uma das mais instigantes intelectuais do Brasil”. Num momento crucial para a democracia no país, a primeira edição do FliMUJ coloca a pluralidade da cultura judaica em fricção com ela mesma e com o diferente para pensar temas caros à sociedade contemporânea, como a democracia, as identidades e o luto, entre outros.

Programação Completa

06 de outubro, quinta-feira, às 17h30
Cerimônia de abertura

06 de outubro, quinta-feira, às 18h
Existe uma judeidade literária?
A construção de identidade judaica na diáspora, as tradições religiosas e sociais, e a violência psíquica causada pelo trauma e pelo preconceito são insumos para a literatura e para a produção intelectual nos diferentes campos do conhecimento. Os reflexos das origens judaicas na obra de Clarice Lispector e na gênese da psicanálise — que tanto reverbera na produção literária contemporânea — são os pontos de partida desse encontro que inaugura o festival.
Betty Fuks e Yudith Rosenbaum, com mediação de Daniel Douek

06 outubro, quinta-feira, às 20h
Eretz tropical?
Pouca gente sabe que os judeus sefarditas são parte fundamental da história das Américas desde o século 17. A fuga das perseguições da Inquisição na Península Ibérica, a ocupação da ilha de Manhattan, a presença holandesa no Recife, os judeus marroquinos que imigraram para o Pará no século 19, os judeus-caboclos do ciclo da borracha serão algumas das histórias tratadas nessa conversa entre dois grandes escritores brasileiros.
Lira Neto e  Márcio Souza, com mediação de Rita Palmeira

A mesa “Eretz tropical?” conta com a colaboração da livraria Megafauna

 07 de outubro, sexta-feira, às 16h
A tchotchke virou tchutchuca?
A história singular das judias polonesas, conhecidas como polacas, forçadas à prostituição na primeira metade do século 20, mostra como essas mulheres criaram modos de sobreviver ao serem excluídas de sua comunidade. Elas, que não puderam ser enterradas dentro dos cemitérios judaicos, têm agora suas imagens projetadas na cúpula da antiga sinagoga que abriga este Museu, e abrem os caminhos para uma conversa sobre outras mulheres que ainda hoje têm suas existências ameaçadas e que ao mesmo tempo são agentes poderosas de seus destinos.
Amara Moira e Paula Janovitch, com mediação de Assucena

07 de outubro, sexta-feira, às 18h
Onde estão os guarani?
Por mais distantes que possam parecer à primeira vista, as culturas indígena e judaica, nas suas mais variadas manifestações, podem ser entrelaçadas em temas essenciais, tanto históricos quanto relativos a suas tradições. A relação com a terra é um deles, as perseguições e os projetos de extermínio são outros. Mas também a delicada relação com a música e as histórias transmitidas entre gerações. Nesta conversa, Timóteo Verá Tupã Popyguá, liderança guarani, autor do livro “A Terra uma só”  — que conta seu aprendizado nos caminhos que percorreu junto ao seu povo Guarani Mbya — conversa com Renato Sztutman, antropólogo e professor da Universidade de São Paulo.
Timóteo Verá Tupã Popyguá conversa com Renato Sztutman, com mediação de Valéria Macedo

07 de outubro, sexta-feira, às 20H
Racismo e antissemitismo estão suficientemente narrados?

Contar os traumas – no divã, na literatura, no cinema, nas artes do corpo – é um caminho efetivo para processá-los, tanto individual quanto coletivamente. Na clínica psicanalítica e na literatura brasileira, como têm sido elaborados o racismo antinegro e o antissemitismo?
Maria Lúcia Silva e Noemi Moritz Kon, com mediação de Lilia Moritz Schwarcz

08 de outubro, sábado, às 11H
O Brasil foi algum dia a favor da democracia?
Em regimes autoritários, como as ditaduras vividas no Brasil, na Argentina e no Chile, o Estado viola direitos sob pretextos como garantir a segurança nacional. Regimes autoritários deixam sequelas, assim como a escravidão deixou. Mesmo em períodos democráticos, o Estado brasileiro impõe terror a parte expressiva de sua população, principalmente negra e indígena, uma das manifestações macabras herdada desse passado. Débora Maria da Silva, uma “mãe de maio”, que teve o filho assassinado em São Paulo no ano de 2006, e Roberto Simon, que contou em seu livro como a ditadura brasileira ajudou na derrubada da democracia chilena conversam sobre violência de Estado: presente, passado, futuro.
Débora Maria da Silva e Roberto Simon, com mediação da Thais Bilenky 

08 de outubro, sábado, às 14h
O que vem depois da morte?
O mais recente livro da escritora Noemi Jaffe trata da morte de sua mãe, Lili, em fevereiro de 2020, aos 93 anos.  Sobrevivente do Holocausto, Lili Jaffe era iugoslava e escreveu um diário relatando o que viveu em Auschwitz – publicado em 2012 com o título O que os cegos estão sonhando? Sua filha transcende seu relato brutalmente honesto sobre o luto e cria um grande elogio à memória. No judaísmo, assim como em tradições bacongo, a memória tem papel central. Tiganá Santana traduziu, em sua tese de doutorado, A cosmologia africana dos Bantu-Kongo, de Bunseki Fu-Kiau, além de ter produzido reflexões e diálogos com essa obra fundamental.  Uma conversa entre Noemi Jaffe e Tiganá Santana, mediada pela professora Jerá Guarani, é uma oportunidade de entrelaçar acepções milenares do luto.
Tiganá Santana e Noemi Jaffe, com mediação de Jerá Guarani

08 de outubro, sábado, às 16h
E agora, para onde vamos?
Mulheres fundamentais para a redemocratização do país construíram alianças sem deixar de tratar das diferenças – e de aprender com elas. Desde o Conselho Estadual da Condição Feminina, criada em São Paulo na gestão Montoro, ao feminismo enegrecido dos dias atuais, mulheres como Eva Blay e Sueli Carneiro têm apontado caminhos percorridos coletivamente. Em um momento de tantas dúvidas e angústias, resta a certeza de que o futuro é feminino.
Sueli Carneiro e Eva Blay, com mediação de Bianca Santana

08 de outubro, sábado, 18h
Quer voltar para casa?
Thriller psicológico, romance histórico, autoficção. Duas escritoras da mesma geração, uma israelense e outra brasileira, ambas com formação também em psicologia conversam sobre o tratamento literário de temas como violência, machismo, alteridade, diáspora, imigração e integração. Como tratar de assuntos tão contemporâneos através da arte em tempos de cancelamento, afirmação política e sensibilidades à flor da pele?
Ayelet Gundar-Goshen e Natalia Timerman, com mediação de Fernanda Diamant

A mesa “Quer voltar para casa?” conta com a colaboração da Editora Todavia, Organização Sionista Mundial, Instituto Brasil-Israel, Consulado Geral de Israel no Brasil e Embaixada de Israel no Brasil.

09 de outubro, domingo, 11h
A sinagoga ficava na Abolição?
Os rios do centro de São Paulo correm fora do alcance dos nossos olhos. Quando chove demais, notamos sua presença fantasmagórica. Camadas de demolições e novos edifícios compõem o caótico palimpsesto de concreto. Dois especialistas na configuração desigual do nosso tecido urbano nos levam pela mão para um passeio pelo multifacetado entorno do MUJ no passado, no presente e nas possibilidades de futuro.
Raquel Rolnik e Allan da Rosa, com mediação de Fernanda Diamant 

09 de outubro, domingo, às 14h
Onde se tocam religião e arte?
Tempo, memória, as relações entre o corpo físico e a espiritualidade, as expressões do sagrado são temas da produção artística e intelectual da poeta, ensaísta, professora e rainha de Nossa Senhora das Mercês, Leda Maria Martins, e do escritor, dramaturgo e rabino da Congregação Judaica do Brasil Nilton Bonder. A cultura brasileira, as tradições e filosofias judaicas e africanas se cruzam em uma conversa entre pensadores e artistas que ao mesmo tempo exercem papéis protagonistas na prática da religião.
Nilton Bonder e Leda Maria Martins, com mediação de Ilana Feldman

09 de outubro, domingo, às 16h
Rir pra não chorar?
Freud escreveu que o humor judaico seria uma forma de agressão sublimada das vítimas de perseguição. Outros dizem que a origem desse humor remonta a Abraão, informado por Deus de que Sarah teria um filho aos 91 anos. De todo modo, o humor pode funcionar como mecanismo de defesa contra injustiças ou possibilidade amigável de autocrítica. Levado a sério no judaísmo, ele se mistura com todos os gêneros artísticos e literários. Nem só de comédia vive o humor.
Luis Miranda e Michel Melamed, com mediação de Stephanie Borges.

 

Serviço

FliMUJ
Museu Judaico de São Paulo (MUJ)

Curadoria: Fernanda Diamant e Bianca Santana

Datas: de 06 a 9 de outubro

Local: Rua Martinho Prado, 128 – São Paulo, SP

Funcionamento: Terça a domingo, das 10 horas às 18 horas
Ingresso: Gratuito. Disponíveis pela Sympla.
Classificação indicativa: Livre

Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

Acessível em libras

Tradução simultânea no dia 08 de outubro para a mesa com Ayelet Gundar-Goshen

 

 

Sobre o Museu Judaico de São Paulo (MUJ)

Inaugurado em dezembro de 2021, é o maior museu judaico da América Latina, fruto de uma ampla mobilização da sociedade civil. O MUJ apresenta exposições permanentes sobre a cultura, os ritos, a memória e a história judaica no Brasil, bem como exposições temporárias de arte contemporânea de artistas judeus e não judeus. Os visitantes também têm acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um café que serve comidas judaicas. Para os projetos de 2022, o MUJ conta com doação do Instituto Cultural Vale, Instituto CCR, Bemol, Sotreq, Fundação Arymax, Dexco e Alfa Seguros.

 

O Festival conta com o apoio da Livraria Megafauna.

 




Confira os destaques da programação do Sesc Sorocaba em outubro

 A programação conta com apresentações circenses, shows musicais, espetáculos teatrais, oficinas sobre alimentação e muito mais

O Sesc Sorocaba promove ao longo do mês de outubro uma seleção de atividades que abrangem as mais diversas linguagens e faixas etárias.

A programação conta com apresentações circenses, shows musicais, espetáculos teatrais, oficinas sobre alimentação e muito mais 

Teatro 

A Cia. Imediata de Teatro apresenta no dia 1/10sábadoàs 20h, o espetáculo O Abrigo da Besta. Com direção de Ângela Bastos, a peça revisita o mito de Medeia, na procura de atualizar discussões e temas relacionados à famosa personagem da tragédia grega clássica. A apresentação mergulha no universo íntimo da personagem, expondo as razões que conduziram suas tão controversas ações.

Os ingressos custam R$ 30,00 / R$ 15,00 / R$ 9,00. As vendas on-line acontecem em sescsp.org.br/sorocaba e as vendas presenciais na Central de Atendimento. Classificação 16 anos.

Crianças 

No dia 2/10domingoàs 16h, o Teatro da unidade recebe o espetáculo Versão Brasileira, da Cia. Los Circos Los. Como num cabaré de variedades, a apresentação reúne técnicas de malabarismo, acrobacias em dupla, números de ilusionismo, além do ícone mais marcante do circo: o palhaço. Versão Brasileira traz cenas clássicas do circo com adaptações tupiniquins que são diversão garantida para toda a família. 

Os ingressos custam R$ 25,00 / R$ 12,50 / R$ 7,50. Grátis para crianças até 12 anos (necessário apresentar ingresso). As vendas on-line acontecem em sescsp.org.br/sorocaba e as vendas presenciais na Central de Atendimento. A classificação é livre para todas as idades. 

  O clima circense continua no dia 23/10domingoàs 16h, com a peça O céu é a lona, de Alexandre Malhone. Em cena, um palhaço chega de surpresa com sua mala e seus objetos para um grande espetáculo. Um palhaço sem circo, que faz do céu sua lona e da rua seu picadeiro. Ele realiza vários números, como malabares, equilíbrio e show de mágica, porém, sua principal habilidade é o fracasso.

A apresentação é gratuita e acontece no Anfiteatro da unidade. A classificação é livre para todas as idades.

 

Música 

Neste mês, o palco do Sesc Sorocaba recebe o show “Jazz Mania”, de Sergio Dias, lendário guitarrista da banda Os Mutantes. Na apresentação, o artista revisita músicas presentes em seu álbum instrumental “Jazz Mania”, gravado ao vivo em 1986. O grupo que acompanha as apresentações do guitarrista desde 2021 é formado por Camilo Macedo (baixo), Elvis Toledo (bateria), Richard Ferrarini (saxofone) e Tiago Giovani (teclados).

 

O show acontece no Teatro da unidade dia 13/10quintaàs 20h, e os ingressos custam R$ 30,00 / R$ 15,00 / R$ 9,00. As vendas on-line acontecem a partir das 12h do dia 4/10, terça, em sescsp.org.br/sorocaba. Já as vendas presenciais acontecem a partir das 17h do dia 5/10, quarta, na Central de Atendimento. A classificação é livre para todas as idades.

Outro destaque da programação musical é o show Edu Lobo convida Vanessa Moreno e Ayrton Montarroyos. Tendo a obra do reverenciado cantor, compositor, arranjador e multi-instrumentista como fio condutor, na apresentação, os artistas se revezam e se unem em canções que pertencem à memória afetiva, musical e cultural brasileira. O trio vem acompanhado de alguns dos maiores instrumentistas brasileiros: Cristóvão Bastos (piano), Jurim Moreira (bateria), Jorge Helder (baixo acústico), Mauro Senise (sopros) e Paulo Aragão (violão).

O show acontece nos dias 26 e 27/10 às 20h e os ingressos custam R$ 30,00 / R$ 15,00 / R$ 9,00. As vendas on-line acontecem a partir das 12h do dia 18/10, terça, em sescsp.org.br/sorocaba. Já as vendas presenciais acontecem a partir das 17h do dia 19/10, quarta, na Central de Atendimento. A classificação é livre para todas as idades.

Alimentação 

Neste mês acontece mais uma edição do Experimenta! Comida, saúde e cultura, evento que convida o público a refletir sobre o universo da alimentação por meio de oficinas, bate-papos, vivências, entre outras atividades. A programação do Sesc Sorocaba conta com as oficinas Explorando o reino fungi (dia 15/10, sábado, das 10h30 às 12h30) e Cogumelos na alimentação do dia a dia (dia 20/10, quinta, das 19h às 21h), que abordam o universo dos cogumelos comestíveis. As oficinas são gratuitas e demandam retirada de ingressos com antecedência na Central de Atendimento.

Além dessas atividades, no dia 21/10sextadas 17h às 21h, na Área de Convivência, acontece a Mostra de alimentos agroecológicos, encontro entre produtores de alimentos agroecológicos locais e público consumidor, que tem como objetivo ampliar o acesso a produtos de qualidade, sazonais, a preço justo e acessível.

A programação de outubro conta ainda com a 8ª edição da Feira de troca de brinquedos, o especial Literatura de Terror, o Encontro de Práticas Corporais, além de oficinas, cursos, sarau, cinema e muito mais. Confira a programação completa em sescsp.org.br/sorocaba.

O Sesc Sorocaba fica localizado na Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade. Recomendamos o uso de máscara nas dependências da unidade.     

 

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Divulgada a lista dos indicados ao 34º Troféu HQMIX

Jurados especializados em quadrinhos analisaram por cinco meses as publicações inscritas

A aguardada lista dos indicados como os melhores lançamentos de 2021 pelo 34º Troféu HQMIX tem 27 categorias e aumentou a dificuldade para os jurados especializados em quadrinhos que, por cinco meses, leram e analisaram todos os trabalhos inscritos.

A grande produção de 2021, pela boa qualidade dos inscritos, levou o júri a prorrogar a análise por mais tempo do que os quatro meses de anos anteriores.

Segundo a presidente do júri de seleção, Daniela Baptista, houve grande dificuldade para selecionar as publicações, principalmente nas categorias de produção independente, pois aumentou consideravelmente a quantidade de novos autores nos últimos anos.

Os indicados já estão na cédula de votação, que será julgada por mais de dois mil votantes da área de quadrinhos nas próximas semanas.

Além das 27 categorias em votação nacional comtempladas na cédula, outras categorias serão premiadas por um júri especializado (TCC, Mestrado e Doutorado) e por membros da comissão organizadora (Mestre do Quadrinho Nacional, Grande Contribuição do Ano, Homenagem Especial, Projeto Gráfico, Projeto Editorial, Relevância Internacional e Projeto Especial na Pandemia).

No final do mês de novembro serão anunciados os vencedores, e a cerimônia de entrega dos troféus será virtual, como nos dois últimos anos, no canal do YouTube do Sesc CPF – Centro de Pesquisa e Formação, no dia 10 de dezembro, às 19h.

A ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil e o IMAG – Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil são responsáveis pela coordenação e realização do Troféu HQMIX em parceria com o Sesc CPF – Centro de Pesquisa e Formação.

 

LISTA DOS INDICADOS

 

WEB TIRA
As Tirinhas de Helô D’Angelo
Batatinha Fantasma
Cantinho Do Caiô
Cartumante
Defeito de Fábrica
Depósito do Wes
Insonez
O Caipirotinho
Pietro Soldi – Tiras
Província Negra
Sem Palavras – reflexões em tirinhas
 
WEB QUADRINHOS
A Odisseia dos Reinos da Morte
André Valente’s O Lar da Lesma Branca de Bram Stoker
Arlindo
Caóticas Neutras
Como Fazer Amigos e Enfrentar Alienígenas
Dying Light
Found Footage Stories
Homem-Grilo
Laços
Travessia
PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE SERIADA
10 Dias Perdidos #6
Alice Através do Muro #1
Arquivos Secretos do Monstruário #2 – Saruê
Como Fazer Amigos e Enfrentar Alienígenas
Demetrius Dante – Álbum de Família
Eventos Semiapocalípticos – Rafael
Ménage 2
Monstrum #3
Necromorfus #1
O Mundo de Yang – Dois Cortes
Orixás – A Revolta dos Eguns
PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE ED. ÚNICA
A Casa Baís
A Cidade Submersa
Antologia Opera Sopa
Aymará
Cansei de Ser Monstro
Casa-Grande
Contos da Calango
Dois Mil e Um Chopes
Monstrans – Experimentando Horrormônios
Rita de Cássia – Retalhos em Quadrinhos
Uma Nuvem no Seu Oliveira
Volcanya Blues
PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE DE GRUPO
11:11
A Samurai: Sujimichi
Café Espacial #19
Carcará
De Onde Viemos?
Ménage 2
Não ligue, isso é coisa de mulher
Opart – Out of place artifacts
Orixás – Revolta dos Eguns
Pandemonium
Vozes
 
PUBLICAÇÃO MIX
Almanaque Guará
Astrum Argentum de Aleister Crowley
Babalon – As Mulheres Escarlate
Batman: Mundo
Café Espacial #19
Giby #1
Ménage 2
Quadrinhos Queer
Ragu #8
Revista Plaf
EDIÇÃO ESPECIAL ESTRANGEIRA
A Casa
A Rosa Mais Vermelha Desabrocha
Incal
Moby Dick
Pele de Homem
Preferência do Sistema
Rusty Brown
Stuck Rubber Baby
Tangências
Traço de Giz
EDIÇÃO ESPECIAL NACIONAL
Arlindo
Bendita Cura #3
Brega Story
Cidade Pequenina
Confinada
Escuta, Formosa Márcia
Gioconda
Kit Gay
Livro dos Barcos
Mulheres Caídas
 
PUBLICAÇÃO DE AVENTURA/TERROR/FANTASIA
A Sala de Aula que derreteu
Alice através do Muro
Astrum argentum de Aleister Crowley
Cinema Panopticum
Depois que os Sinos Dobram
El Sueñero: o Sentinela dos Sonhos
Intempol – Agora
Naturezas Mortas
O Colecionador
Piteco Presas
Something is Killing the Children – Alguma coisa está matando as crianças
Terror no Inferno Verde
 
ADAPTAÇÃO PARA OS QUADRINHOS
Anne de Green Gables
Corcunda de Notre Dame em quadrinhos
Filho de Ladrão
Frankenstein e outras histórias de horror
Maravilhoso Mágico de Oz
O Esqueleto: Chronica Phantastica de Olinda
O Médico e o Monstro
Popeye – Um Homem ao Mar
Silentium
Yellow Cab
 
PUBLICAÇÃO DE CLÁSSICO
A Princesa e o Cavaleiro #1
Edição de Artista #1: Aventuras do Anjo
Estórias Gerais
Estranhos no Paraíso
Horácio Completo #1
Incal
Palestina
Silly Symphonies – Zé Carioca e Panchito
Stuck Rubber Baby – Quando Viemos ao Mundo
Toppi – Fábulas do Velho Mundo
Traço de Giz
Vida à Deriva
 
PUBLICAÇÃO INFANTIL
A Chuva é Importante! Em Libras
Biribinhas #1 A Rua dos Paralelepípedos Dourados
Cansei de Ser Monstro
Clássicos do Cinema: O Coiso
Como Fazer Amigos e Enfrentar Alienígenas
Na Luz
Olivia foi pra Lua
Queridos Supervilões
Rumi
Uma Nuvem no Seu Oliveira
 
PUBLICAÇÃO JUVENIL
Alice através do Muro #1
Almanaque Guará
Arlindo
Chico Bento Verdade
Este Era o Nosso Pacto
Juquinha – O Solitário Acidente da Matéria
O Mundo de Yang – Dois Cortes
Orixás – A Revolta dos Eguns
Sankofa: A História dos Afro-Curitibanos
Saros 136
 
PUBLICAÇÃO DE HUMOR
Cantinho do Caiô
Cidade Pequenina
Como Sobrevivi à Covid-19 e Seus Amigos
Eu Odeio Contos de Fadas #1: Insanos para Sempre
Juquinha: O Solitário Acidente da Matéria
Ménage 2
Não Ligue, Isso é Coisa de Mulher
Noite de Spoiler
O Livro da Selva
O Que Conto Quando Conto Uma Piada
LIVRO TEÓRICO
Coleção MeMo – Rubens Cordeiro, Diamantino da Silva, Claudio Seto
Entre Patos e Ratos – A Epopeia dos Quadrinhos Disney
Entre Poderes e Responsabilidades: O Fascínio das Histórias em Quadrinhos de Super-heróis
História dos quadrinhos: EUA
Marvel Comics – A trajetória da Casa das Ideias no Brasil
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Diana Salu (Então Você quer Escrever Personagens Trans?)
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Kash Fyre (Espetaculare Meneghetti)
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Lino Arruda (Monstrans – Experimentando Horrormônios)
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Luiza de Souza  (ILUSTRALU) (Arlindo)
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Marcello Quintanilha (Escuta, Formosa Márcia)
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Orlandeli (Chico Bento – Verdade)
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Lelis (Popeye – Um Homem ao Mar)
Marcello Quintanilha (Escuta, Formosa Márcia)
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Sobre o Troféu HQMIX

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio logo foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da ACB – Associação dos Cartunistas do Brasil e do IMAG – Instituto do Memorial de Artes Gráficas do Brasil.

 

Informações para a imprensa:

Way Comunicações

Bete Faria Nicastro

Tel.: 11 3862-1586 | 11 3862-0483 | 11 99659-2111

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Grupo Teatral Saga discute o desmonte da educação pública e o poder da juventude em Entre-CY

http://Fotos de Noélia Najera

Com texto de Felipe Dias Batista e direção de Mônica Augusto, espetáculo estreia em outubro no Teatro Alfredo Mesquita

O movimento secundarista de 2015 e 2016, quando estudantes ocuparam as escolas públicas de São Paulo para protestar contra o desmonte da educação, serviu como inspiração para a criação do espetáculo jovem Entre-Cy, do Grupo Teatral Saga. A peça, que tem texto de Felipe Dias Batista e direção de Mônica Augusto, faz curta temporada de 1º a 9 de outubro no Teatro Alfredo Mesquita.

O trabalho nasceu de um estudo sobre a peça “Cyrano de Bergerac”, do poeta e dramaturgo francês Edmond Rostand (1868-1918), iniciado em 2009, quando a companhia teve contato com o texto e apresentou experiências a partir da obra em eventos como o festival Satyrianas e a Bienal de Arte de São Paulo.

Durante a pandemia de Covid-19, os artistas voltaram a visitar o autor e começaram a investigar formas de diálogo da história com os dias atuais. Assim, em 2020, surgiu o projeto “A História de Cy”, construído com narrativas das questões que rodeiam o imaginário infanto-juvenil, mesclado com a teatralidade audiovisual e as memórias dos atores.

E, agora, “Entre-Cy” é criado como uma segunda proposta de diálogo com a juventude, trazendo como plano de fundo as circunstâncias precárias nas quais a educação pública se encontra e os protestos da juventude já mencionados.

A trama acompanha três amigos que estão no último ano do Ensino Médio e decidem se juntar para ocupar sua escola, que está abandonada pelo poder público. Três adolescentes enclausurados numa sala de aula, na luta legitimada por suas convicções, terão que enfrentar medo, ciúmes e segredos. Eles tentam permanecer unidos motivados pelo amor e pela amizade que construíram ao longo dos anos.

“Dentro da nossa ficção, essa é a última escola pública do país. Essa atitude deles é uma reação contra um projeto perverso de sucateamento do ensino público. Num primeiro momento, sozinhos, resolvem confrontar um ‘CYstema’ que quer privatizar e mercantilizar as relações entre professores, estudantes e a própria rede de educação. Ao longo dos dias na ocupação, eles percebem que não estão tão sozinhos assim”, antecipa o autor Felipe Dias Batista.

A ideia da peça, ainda segundo Batista, é discutir temas como a precarização do sistema de educação, as transformações difíceis da adolescência e a força do levante da juventude. “Em meio a todos esses confrontos externos e internos, as três amigues resgatam daquele espaço/memória que é o prédio da escola, seus anseios, angústias e segredos. São três jovens, tentando encontrar seu lugar no mundo e descobrindo juntes sobre o processo de amadurecer”, explica.

Em cena, os personagens constroem e desconstroem memórias daquilo que já viveram ali na escola, e do que não querem mais viver, antecipa o autor. “A encenação convida o espectador a olhar para uma sala de aula e recriar seu imaginário sobre aquele espaço. É um convite para que o público construa, junto com aqueles três adolescentes, uma nova forma de ver além dos muros da Escola”, acrescenta.

Sobre o Grupo Teatral Saga

A história do grupo teatral Saga se inicia com uma ação voluntária no instituto GAPA (Grupo de Apoio a portadores de AIDS) com o espetáculo Pluft, o fantasminha, de Maria Clara Machado, em 2004. Desde então, os integrantes passaram a investigar a arte teatral juntos através de workshops com fragmentos de peças e títulos de interesse comum ao grupo.

Alguns textos como Boca de Ouro, Otelo, O Auto da Compadecida, Hamlet, A gota d’água e a Mãe Coragem, permearam os primeiros anos de pesquisa do grupo e despretensiosamente os levaram de encontro com importantes programas de políticas afirmativas como o Programa para Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) e o projeto Vocacional que evidenciou o amadurecimento do grupo e ampliou muitos horizontes que levaram à circulação de espetáculos ao longo desses 18 anos, completados recentemente.

Esta longa caminhada se deu também por grande parcerias com artistas orientadores, sendo elas, Alejandra Sampaio, Bárbara Campos, Elisa Band, dentre outros nomes.

Em 2009 o grupo mergulhou na história de Cyrano de Bergerac, de Edmond Rostand e este trabalho, por sua vez, fomentou experiências que os levou a compartilhar o resultado desse processo nas Satyrianas, Bienal de Arte de São Paulo, Projeto Encontros no Metrô de São Paulo e Festival Humbalada. Este título nos contemplou no programa VAI em 2010.

Os anos do grupo se seguiram com outros projetos e após um hiato, os integrantes retomam no cenário pandêmico o encontro com o texto de Edmond Rostand como mote criativo para ressignificar a história, dialogando com os dias atuais. Em 2020 o novo projeto intitulado “A História de Cy”, foi contemplado pelo Proac Lab, e foi construído com narrativas das questões que rodeiam o imaginário infanto-juvenil, mesclado com a teatralidade audiovisual e as memórias dos atores. Entre-Cy nasce em 2021 como uma segunda proposta de diálogo com a juventude.

Sinopse

Três estudantes ocupam a última escola pública do país contra o desmonte da educação no país. Três adolescentes enclausurados numa sala de aula, na luta legitimada por suas convicções, eles ainda terão que enfrentar o medo, ciúmes, segredos e permanecerem unidos motivados pelo amor e pela amizade de anos.

Ficha Técnica

Texto e Argumento: Felipe Dias Batista
Dramaturgia e adaptação coletiva do texto: Grupo Teatral Saga
Direção Cênica: Mônica Augusto
Elenco: Catarina Milani, Cícero de Andrade, Karla Mariana e Manu Figueiredo
Produção Executiva: Catarina Milani, Felipe Costa e Manu Figueiredo
Direção de Arte e Assistente de Produção: Adolfo Bortolozzo
Execução de Cenário: Urso Cenografia
Direção Musical: Laruama Alves
Trilha Sonora: Léo Nascimento
Operação de Som: Leandro Wanderley
Criação e Operação de Luz: Jean Marcel
Fotografia e Captação de espetáculo: Noélia Najera
Produção de vídeos: Diego Aristizábal
Edição de vídeos: Flávio Barollo
Operação de Vídeos: André Papi
Designer Gráfico: Vinícius Foscaches
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Mídias Sociais: Laysa Padilha
Agente de Formação de Plateia: Renata Garducci

Serviço

Entre-CY, do Grupo Teatral Saga

Temporada: De 1º a 9 de outubro, aos sábados e domingos, às 16h

Teatro Alfredo Mesquita – Avenida Santos Dumont, 1770, Santana

Ingressos: grátis, distribuídos uma hora antes da sessão

Classificação: 10 anos

Duração: 55 minutos

Acessibilidade: 02 lugares para obesos e 02 lugares para cadeirantes




Ivete Rosa de Souza: 'Quando a vida nos surpreende'

Ivete Rosa de Souza

Quando a vida nos surpreende

Eu nos meus sessenta e sete anos de vida, recebi uma notícia desagradável ontem. Não que eu já não soubesse, afinal é o meu corpo, e eu o conheço muito bem.

Cheguei ao consultório já com a suspeita, na consulta o médico me disse que eu estava equivocada; que minha dor de ouvido era provocada por minha mandíbula estar deslocada, por falta de alguns dentes. Corri ao dentista; lá ele me disse que não havia nenhuma possibilidade de meu maxilar provocar a dor que eu sentia, e que apesar da rejeição dos implantes, por falta de dois dentes, não haveria causa para a dor.

O otorrino me passou um exame de audiometria; fiz e retornei ao otorrino; ele me perguntou se fui ao dentista; com o envelope do resultado nas mãos, eu disse que sim, e que estava  fazendo o tratamento ortodôntico. Ele ouviu, sorriu e abriu o envelope. Ficou sisudo e foi explicando: “Olha, a senhora está com uma perda auditiva no ouvido direito –  isto eu já desconfiava, por isso fui ao otorrino – uma perda significativa de um terço, e o ouvido direito tem uma perda menor.”. Não explicou a causa, mas disse que eu vou ficar surda, e que iria ser necessário usar aparelho corretivo. Perguntei qual a causa, ele deu de ombros e disse: “A idade.”. Para mim não era suficiente esta resposta, e ao tentar saber mais, ele me deu uma receita e um cartão, de uma determinada clínica ali por perto, dizendo: “A senhora vai até lá, eles vão medir, e providenciar o aparelho; e precisa ser logo, viu? A partir daí, se não se cuidar direito, vai ficar completamente surda. Não tem cura, cirurgia e remédio que dê jeito.”.  Agradeci, e disse ‘boa tarde’ ao doutor.

Saí da clínica perplexa e assustada. No quarteirão seguinte, achei a tal clínica. Aí outro pesadelo me esperava: toquei a campainha, uma moça atendeu dizendo que só atendia com horário marcado. Então respondi: ‘Marque um horário para mim então.’. Ela, com muita má vontade, disse que iria consultar a agenda. Após alguns cliques no computador, marcou para o dia 3 as l4h. Consenti;  tirou cópia dos exames, do pedido médico e do meu RG. Agradeci e antes de sair, perguntei: ‘Qual o valor médio dos aparelhos, ouvido direito e esquerdo?’; ela sorriu e respondeu: “Cada um a partir de cinco mil reais, ou seja, 10 mil; mas ainda vamos ver qual a sua necessidade.

Saí desta outra clínica, agora com o coração palpitando. Minha cabeça girando em torno dos 10 mil dos aparelhos, se eu tiver ouvidos para ser só isso, e mais o tratamento dentário em torno de 7 mil.

Não sei como vai ser o pagamento, se vai parcelar, estourar meu cartão de crédito, ou recorrer ao SUS, esperando o milagre de conseguir me enquadrar e ganhar na loteria dos aparelhos de surdez.

Nunca precisei pesquisar por aparelhos de surdez, nem me passou pela cabeça ter de usar algum deles. Mas fiquei completamente apavorada com os valores absurdos. Pesquisei e encontrei outras clínicas, vou passar em outro otorrino e procurar outros valores de aparelhos.

Absurdamente eu não me preocupei em não ouvir. Mas quando entrei em casa e meus cachorros latiram ao me ver, caiu a ficha. Fiquei imaginando, chegar em casa e não poder ouvir os latidos, ou acordar pela manhã e não ouvir os passarinhos, ou o som da chuva no telhado. Meu filho é músico; cada vez que compõe uma nova melodia, toca para mim e canta. Deitei e fiquei olhando o teto, escutando longe o barulho da rua. Os carros, buzinas, a chuva veio e caiu solene e apressada; deitada chorei. Se chegar o momento de não mais ouvir, não vou culpar a ninguém, nem sofrer, guardarei todos os sons no meu coração.

 

Ivete Rosa de Souza

iveterosad@gmail.com

 

 




Eliana Hoenhe Pereira: 'Envio-te todas as estrelas do Universo'

Eliana Hoenhe Pereira

Envio-te todas as estrelas do Universo

Claudio Ronconi

Envio-te todas as estrelas do Universo

Fico a sós alguns momentos

Com saudosos pensamentos

E tu me vens à mente.

Foste meu amigo do coração,

Minha eterna admiração.

Amizade com cumplicidade

Que deixa infinda saudade.

Teu jeito calmo com leveza na alma,

Sempre risonho tecias sonhos.

No olhar, verdade e serenidade.

Sorriso não poupavas

e a todos encantavas.

Uma vida de paixão.

Deus, tua maior gratidão;

Psicologia, tua sabedoria;

Viajavas nas teorias;

Família; tuas alegrias.

Envio-te todas as estrelas do Universo

Com os meus versos ternos.

 

Eliana Hoenhe Pereira

eliana.hoenhe1@hotmail.com