

Você já se perguntou onde você estava, agora, nestes mesmos segundos, minutos, horas e mês no ano que passou?


Será que estava Feliz?


Vivia sorrindo , pois tinha o direito de ir e vir.


Namorava quando queria


Abraçava…


Beijava…


Era apenas risos que começavam a partir da sexta-feira à noite- o chamado “sextando!”


Sábado? Partiu praia


Dormia onde queria; talvez um lual


Lia um jornal ou um livro…


De repente…


Tudo mudou:


Um inimigo invisível estava presente


E a história agora tornou-se outra!


O mundo se fechou entre aspas.


Que tristeza!


Poucos acreditaram


Pandemia? Presente!


Alastrando-se por todo o Mundo


Protagonizaram os idosos


Tornando-os exclusividade da faixa de risco


O terror da morte surgiu


Oh, o que fazer agora?


Verteu o jogo do empurra-empurra.


As máscaras com álcool Gel, somados ao sabão foram os melhores aliados.


E você… Perdeu alguém na família, na vizinhança ou entre o rol de seus amigos?


Nós somos os verdadeiros culpados!!!


Brincamos com a própria sorte nos expondo sem escudos, capacetes e espadas na guerra!!!


Parecemos marionetes do hoje pode e do não pode
☻☻E com isto, muitos viraram cinzas.


Sentimo-nos perdidos neste leva e trás


Mexem com as nossas ideias


Iludem-nos como ETs


E a morte está tragando a quem tinha tantos sonhos.


Crianças


Jovens


Adultos


Idosos


As horas urgem


É uma corrida contra o tempo.


A próxima lápide pode ser sua!


Uma questão de consciência para valorização de sua própria vida.

Cuidar é preciso.
Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2021.
Autora: Poetisa Sandra Albuquerque
(Direitos Reservados à autora- Lei 9.610/98)
Abaixo, o vídeo da crônica, com declamação de Jorge Monteiro Carvalho: