Abóboda celeste
Marli Freitas: Poema ‘Abóboda celeste’


Dócil colóquio – ágora notório.
Guardo inviolado o momento
Do espanto de possuir o mistério
De todas as estrelas do firmamento.
Minha abstração não tem limites,
Tem a graça de milhões de anos.
Na abóboda celeste – o deleite;
Querência e afeto – soberanos.
Tudo que fazemos se mistura
À beleza do mundo e costura
Versos que consagram a ventura.
Se somos poeira, também a euforia
Do destino; se somos epifania,
Para o milagre da Terra – alegria.