Autor de geyams, poemas prosódicos (métricos), poesia e prosa experimental, ensaios sobre linguagem, ensaios críticos, dentre outros textos, Surendra Nagaraju traz ao ROL o universo da Índia!

Surendra Nagaraju, 73, natural de Elegandal, distrito de Karimnagar, no Estado de Telengana, Índia, pediatra aposentado, deixou a prática médica para se dedicar totalmente à literatura. Agora conhecido pelo pseudônimo Elanaaga, é poeta, escritor, tradutor e crítico renomado nas áreas de literatura telugu e inglesa.
Autor de 41 livros, dos quais 19 são obras originais e 22 são traduções. Seus trabalhos incluem livros de verso livre, geyams [1] ou canções, poemas prosódicos (métricos), poesia e prosa experimental, ensaios sobre linguagem, ensaios críticos, contos, palavras cruzadas, traduções bidirecionais etc.
Traduziu histórias latino-americanas, histórias africanas, histórias de Somerset Maugham, histórias do mundo, Crônicas de um Coveiro de Cadáveres de Cyrus Mistry, Ghalib: O Homem, Os Tempos de Pavan K Varma e Não Apenas os Oceanos de K Sacchidanandan para o telugu, para citar alguns exemplos. Traduziu também para o inglês obras de escritores veteranos de língua telugu, como Vattikoata Alwaru Swamy, Dasarathi Krishnamacharya, Kaloji Narayana Rao e outros.
Em 2023, recebeu um prêmio internacional de ‘Melhor Poeta’, concedido pela organização Ukiato, por sua coleção de poemas em inglês, ‘Dazzlers’, traduzida para 25 idiomas. Seus artigos continuam a aparecer regularmente em periódicos em telugu e inglês. Alguns foram publicados em Indian Literature, Muse India, Rock Pebbles, Literary Vibes, Episteme etc.
No mesmo ano, foi vencedor do prestigiado Kendra Sahitya Akademi Award (Prêmio de Tradução da Sahitya Akademi) pela sua tradução da biografia “Ghalib Naati Kaalam” (do original em inglês Galib: The Man, The Times de Pavan K. Varma) para o Telugu.
Surendra é um grande fã de música clássica indiana, especialmente a música hindustani. Compôs muitos poemas sobre música clássica e músicos e escreveu inúmeros artigos sobre músicos e música clássica indiana.
Surendra se apresenta aos leitores do ROL com An absurd portreit, um poema questionador sobre as contradições da alma humana.
An absurd portreit

O the one who fitted soul lamps in our ribcages
and wrapped us in flesh, skin!
You forgot to put homogeneity in our hearts;
made us break up into groups, dance in rage. Why?
We are the ones who planted
the seedlings of rancor though.
You hadn’t fixed in us the genes
of monotheism at birth itself. Why?
You drew an absurd portrait
full of animosities, enmities.
Its name is the world; money is fuel for it,
and deception its cardinal feature.
We dream to mitigate misery in the world,
but fail to realize that dream.
Destruction is the aim everywhere;
devastation is the ideal.
We were born as seeds untainted,
yet polluted we are, now!
Overt resistance is better than
a covert conversation I feel,
hence this poser to you.
Won’t you sow seeds
of change in us, Ó God!
Surendra Nagaraju
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