Marli Freitas: Poema ‘Dócil Murucututu’


18 de fevereiro de 2026, às 09h43
Por não poder discorrer
A graciosidade da tua fidelidade,
Emoldurei-te na parede de
Minh’alma – dócil Murucututu.
Nunca me esquecerei da tua
Elegância ao festejar a minha
Chegança – em uma conversa
Íntima sobre o teu amor e o meu.
Em um vai e vem, em contraste
Com a imensidão do céu, pairam
Suas asas derramando afeto no
Ínterim em que reverencio o milagre.
Bem-me-quer como te quero,
De natureza selvagem e plena,
Mas que sabe expressar o belo
Que passeia dentro do mistério.
Retenho-te na memória ‘mãe do sono’
Benfazeja; onde tudo é perene,
Natural e belo, tal qual o sonho
Acalentado deidade da Criação.
Marli Freitas
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