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Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho

‘A Origem, Fundamentação Histórica e Finalidades do Centro
Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos –
CSAEFH’

Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho

Logomarca do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e HIstóricos

Capítulo 1

Origem e Fundamentação Histórica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) é uma associação civil de caráter científico, cultural e histórico, sem fins econômicos, fundada em 11 de dezembro de 2011, com a finalidade de promover a investigação acadêmica, a produção intelectual e a preservação da memória histórica e filosófica das civilizações humanas.

Constitui-se como instituição oficial de pesquisas da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, atuando como órgão de estudos históricos, filosóficos e culturais voltado à investigação das tradições civilizacionais europeias e euroasiáticas, especialmente aquelas relacionadas à formação histórica da Europa medieval.

O Centro é mantido pela Associação Cultural Internacional de Ciências, Letras e Artes e pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA), entidades que lhe conferem sustentação institucional, científica e cultural, consolidando sua natureza acadêmica e interdisciplinar.

Sua finalidade principal consiste no estudo, na pesquisa, na preservação, na promoção e na difusão das Ciências Históricas, Ciências Jurídicas, Letras, Artes, Educação e Filosofia, com especial atenção às tradições intelectuais e históricas dos povos antigos e medievais, compreendidos como elementos formadores da civilização ocidental.

Nesse contexto, o Centro Sarmathiano assume não apenas função acadêmica, mas também missão cultural e historiográfica, buscando estabelecer pontes entre o patrimônio histórico da Antiguidade tardia, o mundo medieval e a reflexão contemporânea sobre identidade, memória e tradição.

A Denominação “Sarmathianos” e Seu Significado Histórico

A denominação Sarmathianos inspira-se nos sármatas, antiga confederação de povos nômades de origem iraniana que dominaram as estepes pónticas — região situada ao norte do Mar Negro — estendendo sua influência por vastas áreas da Europa Oriental e Central entre os séculos V a.C. e IV d.C.

A escolha desse nome possui caráter simbólico e historiográfico, representando a convergência entre mobilidade cultural, intercâmbio civilizacional e formação histórica dos povos europeus. Os sármatas ocuparam posição singular na história antiga ao atuarem como mediadores entre o Oriente e o Ocidente, conectando mundos culturais distintos por meio do comércio, da guerra e da transmissão de tradições.

Autores clássicos como Heródoto, Estrabão e Tácito mencionam esses povos sob as denominações Sauromatae e Sarmatae, descrevendo-os como cavaleiros das estepes cuja organização social e militar exerceu profunda influência sobre povos vizinhos.

Origem e Estilo de Vida dos Sármatas

Os sármatas pertenciam ao grupo iraniano oriental das línguas indo-europeias, aparentados aos citas e aos alanos. Desenvolveram uma civilização essencialmente nômade e pastoril, adaptada às vastas planícies eurasiáticas.

Sua economia baseava-se principalmente na criação de cavalos, elemento central de sua cultura material e simbólica. O cavalo representava simultaneamente meio de subsistência, instrumento militar e símbolo de prestígio social. A sociedade organizava-se em clãs tribais liderados por aristocracias guerreiras, cuja autoridade derivava do valor militar e da linhagem.

Escavações arqueológicas em túmulos tumulares (kurgans) revelam complexa cultura funerária, com ricos artefatos metálicos, armas e ornamentos que demonstram elevado grau de especialização artesanal e diferenciação social (Sulimirski, 1970; Rolle, 1989).

O Poder Militar e a Cultura da Cavalaria

A notoriedade histórica dos sármatas decorreu principalmente de sua excelência militar. Reconhecidos como cavaleiros excepcionais, desenvolveram formas avançadas de guerra montada que influenciaram profundamente a evolução da cavalaria europeia.

Destacavam-se pelo uso da cavalaria pesada blindada, equipada com longas lanças (contus) e armaduras de escamas metálicas. Fontes romanas relatam a incorporação de guerreiros sármatas como tropas auxiliares do Império Romano, especialmente nas fronteiras danubianas e na Britânia.

A historiografia moderna identifica nesses modelos militares um dos antecedentes do ideal cavaleiresco medieval europeu, evidenciando a continuidade cultural entre as tradições das estepes e a formação das elites guerreiras medievais (Littleton & Malcor, 1994).

As Mulheres Guerreiras e o Legado das Amazonas

Um dos aspectos mais singulares da sociedade sármata foi a participação ativa das mulheres na guerra e na vida social. Descobertas arqueológicas demonstram a existência de sepultamentos femininos com armamentos completos, indicando que mulheres combatiam ao lado dos homens.

Heródoto associou os sauromatas às lendárias amazonas, sugerindo que tais narrativas míticas possuíam base histórica real. Estudos contemporâneos reforçam essa hipótese, reconhecendo nos povos das estepes uma estrutura social mais flexível quanto aos papéis de gênero (Davis-Kimball, 2002).

Impacto Histórico e Transformações na Antiguidade Tardia

Entre os séculos I a.C. e III d.C., os sármatas tornaram-se potência dominante nas estepes europeias, substituindo progressivamente os citas e estabelecendo redes de contato entre o mundo romano, povos germânicos e regiões asiáticas.

Sua influência manifestou-se por meio:

A chegada dos hunos no século IV desencadeou processos migratórios que levaram à assimilação de diversos grupos sármatas por populações germânicas e alanas.

A Ligação Histórica com os Godos

O encontro entre sármatas e godos ocorreu nas regiões do Mar Negro durante os séculos II a IV d.C., período documentado por autores como Jordanes e Ammianus Marcellinus.

Os godos, ao estabelecerem-se nas áreas pónticas, absorveram elementos culturais e militares das populações iranianas das estepes. Esse contato resultou em intercâmbio tecnológico, integração de guerreiros e transformação das estruturas militares germânicas.

Grupos alanos — herdeiros diretos da tradição sármata — participaram das migrações germânicas rumo ao Ocidente, contribuindo para as mudanças políticas que marcaram o fim do mundo antigo e o surgimento da Europa medieval.

Assim, a tradição sármata constitui elo histórico entre o universo das estepes eurasiáticas e a formação das identidades góticas, justificando simbolicamente a adoção do nome Sarmathiano pelo Centro de Altos Estudos, como expressão de continuidade histórica, investigação científica e preservação da memória civilizacional.

Capítulo II

Tradição Sarmathiana e Identidade Acadêmica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

A identidade acadêmica do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) fundamenta-se na concepção de tradição como elemento dinâmico da construção histórica do conhecimento, compreendida não como mera preservação do passado, mas como continuidade intelectual entre civilizações, culturas e sistemas de pensamento ao longo do tempo.

Nesse sentido, a tradição sarmathiana constitui referência simbólica e epistemológica que orienta a missão institucional do Centro. Os sármatas, enquanto povos mediadores entre o Oriente e o Ocidente, representam historicamente a circulação de saberes, práticas culturais e estruturas sociais que contribuíram para a formação do mundo europeu tardo-antigo e medieval. Tal herança histórica inspira o CSAEFH a atuar como espaço de convergência interdisciplinar entre história, filosofia, direito, artes e humanidades

I – A Tradição como Continuidade Civilizacional

A tradição Sarmathiana é compreendida, no âmbito do Centro, como expressão da continuidade civilizacional euroasiática. As estepes pónticas constituíram, durante a Antiguidade, um vasto corredor cultural por meio do qual circularam povos, ideias, tecnologias e formas de organização social.

A historiografia contemporânea reconhece que essas regiões não devem ser interpretadas como periferias da história europeia, mas como zonas de interação decisivas para a formação das identidades políticas e culturais do continente (Harmatta, 1999). Nesse contexto, os sármatas desempenharam papel fundamental na transmissão de modelos militares, valores aristocráticos e concepções simbólicas que influenciaram povos germânicos, alanos e posteriormente as sociedades medievais.

O CSAEFH adota essa perspectiva historiográfica ao compreender a história como resultado de encontros culturais e processos de longa duração, valorizando o estudo comparado das civilizações.

II – Humanismo Histórico e Interdisciplinaridade

A identidade acadêmica do Centro baseia-se em um humanismo histórico interdisciplinar, no qual as Ciências Históricas dialogam com:

Essa abordagem reflete a própria natureza das sociedades antigas e medievais, nas quais conhecimento, tradição e prática social não estavam rigidamente separados. Assim como os povos das estepes integravam guerra, espiritualidade e organização social em uma visão unitária do mundo, o CSAEFH promove a integração dos saberes como princípio metodológico.

A interdisciplinaridade constitui, portanto, elemento estruturante da identidade acadêmica sarmathiana, permitindo análises amplas dos fenômenos históricos e culturais.

III – A Herança Sarmathiana e a Formação do Ideal Cavaleiresco

Entre os elementos simbólicos associados à tradição sarmathiana destaca-se o ideal da cavalaria, entendido não apenas como prática militar, mas como expressão ética e cultural.

Estudos historiográficos indicam que a cavalaria pesada desenvolvida pelos povos sármatas e alanos influenciou modelos militares adotados por Roma e posteriormente assimilados por povos germânicos (Sulimirski, 1970; Littleton & Malcor, 1994). Esses elementos contribuíram para a formação do ethos cavaleiresco medieval, caracterizado por valores como honra, lealdade, coragem e serviço.

O CSAEFH incorpora simbolicamente tais valores como princípios acadêmicos, traduzindo-os em:

IV – Relação com a Tradição Gótica e a Antiguidade Tardia

A conexão entre tradição sarmathiana e herança gótica constitui eixo interpretativo central para a identidade institucional do Centro.

Durante os séculos II a IV d.C., as regiões do Mar Negro tornaram-se espaço de interação entre povos iranianos das estepes e grupos germânicos orientais, especialmente os godos. A historiografia registra processos de intercâmbio militar, político e cultural que contribuíram para a transformação das sociedades germânicas na Antiguidade tardia (Jordanes; Ammianus Marcellinus).

A integração de elementos sármatas e alanos nas confederações góticas demonstra que a formação da Europa medieval resultou de sínteses culturais complexas. Assim, o CSAEFH reconhece a tradição gótica não como fenômeno isolado, mas como parte de um continuum histórico mais amplo que inclui as civilizações das estepes euroasiáticas.

Essa perspectiva legitima a vinculação acadêmica do Centro à Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, entendida como referência histórica e cultural inserida em longa tradição civilizacional.

V – Missão Acadêmica e Projeção Contemporânea

Inspirado pela tradição sarmathiana, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos assume como missão:

A identidade acadêmica do CSAEFH fundamenta-se, portanto, na compreensão da história como patrimônio vivo da humanidade, cuja investigação científica possibilita a construção consciente do presente e a preservação da memória coletiva.

Nesse sentido, o termo Sarmathiano transcende sua origem etno-histórica para tornar-se conceito intelectual que simboliza intercâmbio cultural, mobilidade do conhecimento e continuidade civilizacional.

Capítulo III

Das Atividades Institucionais e da Outorga de Títulos Honoríficos do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH), no cumprimento de sua missão científica, cultural e educacional, desenvolve atividades destinadas à promoção do conhecimento, à preservação da memória histórica e ao incentivo à produção intelectual nas diversas áreas das humanidades e das ciências correlatas.

Inspirado pelos princípios do humanismo histórico e pela tradição acadêmica que orienta sua identidade institucional, o Centro atua como espaço de reflexão, intercâmbio cultural e reconhecimento do mérito intelectual e social, contribuindo para o fortalecimento da cultura, da educação e da pesquisa histórica.

I – Das Atividades Acadêmicas e Culturais

Para atingir seus objetivos institucionais, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos promove e realiza:

a) sessões acadêmicas, palestras, seminários, conferências, congressos, simpósios e demais atividades científicas, públicas ou privadas;

b) atividades associativas, culturais e educativas destinadas à difusão do conhecimento e à valorização das artes, das letras e das tradições históricas;

c) a coleta, classificação, conservação, digitalização e arquivamento de documentos, registros e acervos de interesse histórico, filosófico e cultural;

d) a manutenção de intercâmbio científico e cultural com instituições congêneres nacionais e estrangeiras, visando ao fortalecimento da cooperação acadêmica internacional;

e) a formalização de convênios, termos de cooperação e acordos institucionais com entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, conforme deliberação da Diretoria.

Tais atividades refletem o compromisso do Centro com a produção e a difusão do saber, bem como com a preservação do patrimônio intelectual e histórico das civilizações humanas.

II – Das Distinções Honoríficas e Títulos Honoris Causa

No âmbito de suas atribuições estatutárias e culturais, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos poderá outorgar títulos e distinções honoríficas Honoris Causa, abrangendo os diversos campos do saber humano, especialmente aqueles relacionados às Ciências Históricas, Ciências Jurídicas, Letras, Artes, Educação, Filosofia, Cultura Popular e áreas afins.

A expressão latina Honoris Causa significa literalmente “por causa de honra”, sendo tradicionalmente utilizada para designar distinções concedidas como reconhecimento público a méritos excepcionais e contribuições relevantes à sociedade.

A concessão dessas honrarias constitui ato institucional de natureza cultural e honorífica, destinado a reconhecer trajetórias que contribuam para o desenvolvimento intelectual, social, humanitário e cultural da humanidade.

III – Do Título de Doutor Honoris Causa

O Título de Doutor Honoris Causa representa uma das mais elevadas distinções honoríficas conferidas pelo Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.

Trata-se de honraria concedida a pessoas físicas, nacionais ou estrangeiras, que, independentemente da posse de formação universitária formal, tenham contribuído de maneira significativa para o avanço:

Historicamente, as distinções honoris causa tiveram sua origem no âmbito das universidades europeias, constituindo instrumentos simbólicos de reconhecimento público conferidos a personalidades cujas trajetórias evidenciavam relevantes serviços prestados à sociedade, ao Estado e ao desenvolvimento do saber. Inseridas na tradição acadêmica medieval e moderna, tais honrarias representavam não apenas um tributo individual, mas também a afirmação do papel social das universidades como guardiãs e legitimadoras do conhecimento.

Ao longo dos séculos XIX e XX, observa-se um processo de ampliação institucional dessa prática, que passou a ser gradualmente incorporada por entidades culturais e científicas não universitárias, como academias de letras, institutos históricos e geográficos, associações culturais e centros independentes de estudos e pesquisa. Esse movimento refletiu a expansão do próprio conceito de produção intelectual e de reconhecimento público, acompanhando a diversificação dos espaços de circulação do saber e das formas de contribuição à vida cultural e social.

Nesse contexto, as distinções honoris causa passaram a assumir caráter mais abrangente, destinando-se ao reconhecimento de contribuições intelectuais, científicas, artísticas, sociais e humanitárias, consolidando-se como mecanismos simbólicos de valorização da excelência e do mérito nas múltiplas áreas do conhecimento humano.

Assim, personalidades oriundas de múltiplos campos de atuação — incluindo educação, ciência, artes, literatura, filantropia, empreendedorismo, esportes e serviço público — podem ser legitimamente agraciadas com essa honraria, desde que comprovado impacto social relevante e mérito reconhecido.

IV – Natureza Honorífica do Título

O Título de Doutor Honoris Causa distingue-se dos graus acadêmicos regulares conferidos por instituições de ensino superior.

Diferentemente do doutorado acadêmico obtido mediante programas de pós-graduação, o título honorífico:

Sua concessão materializa-se exclusivamente por meio de diploma, certificado, insígnia ou medalha honorífica, simbolizando o reconhecimento institucional por realizações excepcionais e serviços prestados à sociedade.

V – Autonomia Institucional e Ausência de Vinculação ao MEC

O Título de Doutor Honoris Causa possui natureza estritamente honorífica e cultural, não se enquadrando como título acadêmico regulamentado pelo sistema educacional brasileiro.

Por essa razão, sua concessão não está sujeita à fiscalização ou regulamentação do Ministério da Educação (MEC), uma vez que não confere habilitação profissional nem equivalência a graus acadêmicos reconhecidos oficialmente.

Enquanto os títulos acadêmicos formais são regulados pela legislação educacional vigente, as distinções Honoris Causa decorrem da autonomia cultural e institucional das entidades outorgantes, fundamentadas em seus estatutos, tradições e critérios próprios de reconhecimento do mérito.

Consequentemente, a honraria não concede prerrogativas profissionais, direitos acadêmicos formais ou equivalência a doutorado universitário reconhecido pelo MEC.

VI – Da Responsabilidade Institucional na Concessão

A outorga do Título de Doutor Honoris Causa constitui ato de elevada responsabilidade institucional e simbólica.

Sua concessão deve fundamentar-se em critérios:

Compete à instituição outorgante assegurar que o reconhecimento honorífico preserve sua credibilidade, seriedade e valor cultural, considerando sempre o mérito pessoal, o impacto social das ações do homenageado e sua contribuição efetiva para o desenvolvimento humano e intelectual.

Dessa forma, o Centro Sarmathiano reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica, a valorização do conhecimento e o reconhecimento daqueles que, por suas obras e ações, contribuem significativamente para o progresso da sociedade.

Considerações Finais

O Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos (CSAEFH) afirma-se, por meio de sua constituição institucional, de sua fundamentação histórica e de suas atividades acadêmicas, como espaço dedicado à preservação da memória civilizacional, à produção do conhecimento humanístico e à valorização das tradições intelectuais que contribuíram para a formação da cultura ocidental.

Inspirado simbolicamente na herança histórica dos povos sármatas — mediadores culturais entre diferentes mundos e épocas — o Centro adota como princípio orientador a compreensão da história enquanto continuidade dinâmica das experiências humanas. Nesse sentido, a tradição sarmathiana representa não apenas referência histórica, mas paradigma intelectual voltado ao diálogo entre passado e presente, tradição e reflexão crítica, memória e construção do conhecimento.

Ao estabelecer vínculos acadêmicos com a tradição histórica associada aos povos das estepes eurasiáticas e à herança gótica da Antiguidade Tardia, o CSAEFH reafirma seu compromisso com uma abordagem historiográfica ampla, interdisciplinar e humanista, reconhecendo que as civilizações se formam por processos de intercâmbio cultural e síntese histórica.

As atividades promovidas pelo Centro — incluindo pesquisas, conferências, intercâmbios culturais, preservação documental e iniciativas educacionais — constituem instrumentos fundamentais para a difusão do saber e para o fortalecimento da consciência histórica. Nesse contexto, a outorga de distinções honoríficas, especialmente o Título de Doutor Honoris Causa, insere-se como expressão institucional do reconhecimento público ao mérito intelectual, cultural e social de personalidades cujas ações contribuam significativamente para o progresso humano.

Tal prática não se limita ao ato simbólico da homenagem, mas representa a valorização da excelência, da ética e do compromisso com o desenvolvimento da sociedade, reafirmando o papel das instituições culturais como guardiãs da memória e promotoras do conhecimento.

Dessa forma, o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos consolida-se como instituição voltada à investigação científica, à promoção cultural e ao reconhecimento do mérito humano, preservando tradições históricas enquanto projeta sua atuação para os desafios contemporâneos e futuros.

Conclui-se, portanto, que a missão do CSAEFH transcende o âmbito institucional, constituindo-se em esforço contínuo de preservação da herança intelectual da humanidade, de estímulo à reflexão filosófica e histórica e de promoção dos valores universais do conhecimento, da cultura e da dignidade humana.

Referências

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