Loide Afonso: Poema ‘Pedido supremo’


Sombras divinas,
espíritos sábios, sons que inalam o fumo da lenha, da panela de barro que cozinha,
vieram nos visitar, sim
Nossos parentes distantes estão aquí,
Nos ouvindo chorar, cantar, gritar,
Eles dançam ao som da kianda [1], em Luanda, também celebram,quando ganhamos,
eu sinto
Eles também ficam pálidos, sem muito a dizer, quando entre nós, seu filhos, lutamos, e nos ferimos,
eles choram, choram, alto, até serem ouvidos pelos ventos, céus e nuvens,
eles nos pedem através do barulho silencioso dos pássaros, paz amor e africanismo, sim,
Somos África!
Loid Portugal
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