Eu e eles
Marli de Freitas: Crônica ‘Eu e eles’


Já estive entre isto ou aquilo, apanhei pedras no meio do caminho e coloquei tudo quanto sou no mínimo que fiz.
Machadianamente, vivi tirando o maior bem do pior mal. Faço da vida um pouso breve, que colhe o instante, leve como passarinho que encanta a Terra, mas prefere o Céu. De manhã sou primavera, que desabrocha colorida e se deita na janela para abraçar a vida. Ao meio-dia sou alegria, enquanto vou colhendo o dia. Ao entardecer saio do ninho à procura do caminho e, quando o sol se deita, sou a certeza de quem fez a diferença. Quintaneando eu morro de amor e …
… continuo vivendo. Entendo que ganhar e perder faz parte da travessia, mas prefiro perder o medo e ganhar o horizonte.
Já fui além da Terra e além do Céu, me apaixonei por uma Estrela Gêmea, subi a Pedra Itaúna para ver a passagem de um cometa, imaginei outras realidades e quis conhecer a verdade.
Passei muito tempo tentando entender o porquê disto ou daquilo, mas foi na beleza das flores que encontrei a cura para o meu coração.
Escrever uma história de amor é fácil, difícil é saber que o seu amado está do outro lado do caminho. A felicidade parece mesmo individual, mas uma coisa é certa – quanto mais amamos, mais fortes somos e, na dúvida, o melhor mesmo é amar sem nenhuma medida.