Jair Franci Neto: ‘Eu servi no Tiro de Guerra de Itapetininga/3’

Jair Franci Neto: ‘Eu servi no Tiro de Guerra de Itapetininga/3’

Hoje eu gostaria de convidar a toda população de Itapetininga e região apara fazer uma visita ao Tiro de Guerra,  onde atualmente contamos com o Museu do Tiro de Guerra de Itapetininga Pracinha Victório Nalesso, que fica dentro da sala de instrução Pracinha Argemiro de Toledo Filho, homenagens a essaspessoas que, com a graça de Deus, pudemos fazer em vida aos nossos grandes heróis da FEB que participaram da 2ª guerra mundial lá Itália.

O museu conta com peças doadas pelos homenageados, sendo peças raríssimas de muito estimo.

Temos também uma galeria com todos os Ex- Combatentes da FEB,  cidadãos itapetininganos além de outras peças.

Fica aqui o convite.

O museu funciona de segunda a sexta das 08h00min às 16h00min aos sábados sugiro que agende a visita.

Quer saber mais sobre o Tiro de Guerra?

Procure-nos Facebook:  Associação dos Ex-Atiradores e Amigos do Tiro de Guerra de Itapetininga ou no Site www.aeatgi.com.br.

Matéria escrita e produzida por Jair Franci Neto, presidente fundador da AEATGI.




Nesta quarta-feira, 10 de maio, o Teatro Municipal 'Teotônio Vilela' apresenta dois espetáculos: 'O cortiço' e 'As aventuras de Peter Pan e Sininho'

Quarta-feira de teatro infantil e adulto em Sorocaba:

Nesta quarta-feira, 10 de maio, o Teatro Municipal ‘Teotônio Vilela’ apresenta dois espetáculos: ‘O cortiço’ e ‘As aventuras de Peter Pan e Sininho’

 

Nesta quarta (10), às 10h e às 20h, o espetáculo “O Cortiço” será apresentado no Teatro Municipal Teotônio Vilela.

A peça se passa no século XIX, num cortiço localizado no Rio de Janeiro, onde seus personagens são resultado da raça,  do meio e do momento histórico. Um dos personagens é João Romão, que luta para acumular capital, explorando seus empregados, mentindo e até mesmo furtando para conseguir atingir seus objetivos.

Livre para todas as idades

Ingressos:

R$ 50,00 (inteira)
R$ 25,00 (meia)

 

Nesta quarta (10), às 14h30, o espetáculo “As Aventuras de Peter Pan e Sininho” será apresentado no Teatro Municipal Teotônio Vilela.

“As Aventuras de Peter Pan e Sininho” é um espetáculo infantil, que utiliza do jogo lúdico proporcionado pelo teatro infantil e do teatro de bonecos para contar a estória do já conhecido menino que não queria crescer.

O espetáculo se passa na Terra do Nunca, depois da estória já conhecidas por todos. Dessa vez, Peter Pan busca novas aventuras, e parece que as aventuras sempre vêm acompanhadas de perigos e os perigos de ensinamentos.

Livre para todas as idades

Ingressos:

R$ 40,00 (inteira)
R$ 20,00 (meia)

Endereço do teatro:

Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, s/n – Alto da Boa Vista – Sorocaba

Contato:

(15) 3238 2222

Site:

(www.sorocaba.sp.gov.br/tmtv)




Na programação de maio da Sectur de Votorantim, hoje, 09 de maio, duas atrações imperdíveis: 'O 14.ª Encontro de Carros Antigos' e a 'Terça da Viola'

Na programação de maio da Sectur de Votorantim, hoje, 09 de maio, duas atrações imperdíveis: ‘O 14.ª Encontro de Carros Antigos’ e a ‘Terça da Viola’

Hoje, 09 de maio, a Secretaria de  Cultura, Turismo e Lazer de Votorantim promoverá dois eventos para os amantes de carros antigos e da música sertaneja.

O primeiro é o ‘14º Encontro de Carros Antigos‘, que correrá às 19h, na Praça Zeca Padeiro. Será o evento onde você terá a oportunidade de conhecer os mais belos carros da antiguidade.

Vale lembrar que a entrada é 1 litro de leite, por expositor.

Não perca esse grande encontro!

 

Em seguida, às 20h, será a ‘Terça da Viola‘.

 

O evento contará com as presenças confirmadas dos cantores: D” Cezar e Companhia; Diego Silva & Praia Souza; Priscila Andrade; Mahh Brito; João Vitor & Fernando; Xinelinho & Pé Descalço; Felipe Lima, e o locutor Cláudio Porto.

Local: Aquário Cultura de Votorantim, Av. Moacir Oséias Guitte, 41 (ao lado da praça de eventos).

Entrada Franca. Não fique de fora!

 




Coluna Sergio Diniz da Costa no jornal da APEVO

Coluna Sergio Diniz da Costa no jornal da APEVO – Maio/2017

LITERATURA, ARTES & CURIOSIDADES

Artes –  A dança moderna

A Dança Moderna, emergida nos últimos anos do século XIX e firmada nos primeiros anos do século XX, tem raízes e intenções bem distintas. Os bailarinos dançam descalços, trabalham com contrações, torções, desencaixes, lesões etc. Seus movimentos são mais livres, embora ainda respeitem uma técnica organizada. Recusa o apoio nas pontas dos pés como um catalisador dos movimentos e coloca o eixo de seu trabalho no tronco, no contato, na queda, na improvisação, na respiração, no movimento da coluna e das articulações, em diferentes graus de tensão/relaxamento muscular, e também o trabalho no chão. Entre os principais artistas que começaram este movimento estão as americanas: Loie Fuller (1862–1928), Isadora Duncan (1877–1927), Ruth St Dennis (1879–1968) E Martha Graham (1894–1991); o suíço Emile Jacques Dalcroze (1865–1950); a alemã Mary Wigman (1886–1973) e o húngaro Rudolf von Laban (1879–1958). Com técnicas e estilos muito diferentes, o que tinham em comum era a insatisfação com as opções disponíveis para bailarinos em sua época e seu objetivo último era transmitir ao seu público um senso de realidade interior e exterior.

 América do Norte

Na América do Norte, a dança moderna recebeu grande influência dos estudos do ator e pesquisador francês François Delsarte (1811-1871). Suas investigações podem ser condensadas em seus dois grandes princípios: A Lei da Correspondência e a Lei da Trindade. A grande iniciadora da dança moderna americana foi Isadora Duncan, mas a primeira técnica estruturada foi a de Martha Graham, criada nos anos 20 e 30 do século XX. Este estilo procura dar mais ênfase aos sentimentos, aos sonhos, tentando teatralizá-los ao máximo através de movimentos corporais. Depois de Martha Graham, vieram outros nomes que enriqueceram ainda mais o cenário da época: Doris Humphrey, Lester Horton, José Limon entre outros. Suas técnicas encontram-se em alguns pontos, mas divergem muito. E suas escolas continuam a existir muito fortemente nos Estados Unidos, um dos berços da Dança Moderna. Principais nomes da Dança Moderna nos EUA: Isadora Duncan, Martha Graham, Ruth Saint-Dennis, Ted Shawn, Charles Weidman, Doris Humphrey, Loïe Fuller. (Foto em destaque: Isadora Duncan – extraída da internet)

 

A escola germânica

Na Alemanha, o grande influenciador da dança moderna foi o músico e pedagogo suiço Émile Jacques-Dalcroze (1865-1950). Seu método, conhecido como A Ritmica, fez grande sucesso na Europa, especialmente na Alemanha, através de Mary Wigman (1886-1973), que é considerada a fundadora da Escola Germânica. Mary Wigman foi aluna de Dalcroze, recebeu influência do sexo na pintura de Emil Nolde, pintor expressionista alemão, o que a levou a introduzir máscaras nas suas danças. Essa inserção tinha o intuito de conferir ao bailarino uma impessoalidade. A dança de Wigman espelha o destino trágico do ser humano, da humanidade em geral. Ela busca um sentido divinatório. Mas não há leveza nem brilho, mas sim concentração e poder de expressão e todos os movimentos têm como ponto de partida o tronco. Ela considerava a música um meio indispensável entre ritmo corporal e mental, contudo acreditava que o ritmo sonoro não deve comandar o ritmo mental. Chegou mesmo a coreografar sem música, em sua primeira grande coreografia – Hexentanz (a dança das feiticeiras), usando apenas o som das batidas dos pés no chão. Também introduziu elementos de percussão. Principais nomes da Escola Germânica: Mary Wigman, Rudolf Von Laban, Kurt Jooss e sua importante coreografia A Mesa Verde, Alwin Nikolais, Susan Burg Carlson. (Foto em destaque: Mary Wigman – extraída da internet)

 

A geração moderna

As convulsões sociais e artísticas do final dos anos 1960 e 1970 sinalizaram ainda mais radicais da dança moderna. Dança moderna é hoje muito mais sofisticada, tanto em técnica como em tecnologia, a tal ponto que começou a ser dançada pelos bailarinos clássicos. Os bailarinos nessas danças são inteiramente compostos de espírito, alma, coração e mente. A preocupação com os problemas sociais e da condição do espírito humano ainda está lá, mas questões são apresentadas com uma teatralidade que teria chocado muitos dos primeiros bailarinos modernos, tão preocupados em se estabelecerem como sérios artistas. A essência da dança moderna é a de olhar para a frente, não para trás.

 Dança moderna no Brasil

Com a Segunda Guerra Mundial chegaram ao Brasil diversos artistas renomados que procuraram escapar deste conflito, trazendo consigo novas ideias no campo estético que contribuíram para a divulgação das propostas modernas de dança no país. Luiz Arrieta, Maria Duschenes, Marika Gidali, Maryla Gemo, Nina Verchinina, Oscar Araiz, Renée Gumiel e Ruth Rachou. A maioria se instalou no eixo Rio – São Paulo, colaborando através de seus ensinamentos para a formação de uma nova geração de dançarinos conectados às propostas da dança moderna.

Imagem extraída da internet

Um mega abraço e até a próxima edição!

Sergio Diniz da Costa

 




Novo post em Blog do Guaçu Piteri: 'Fla-Flu no STF'

Guaçu Piteri: ‘Fla-Flu no STF’

 

Vamos combinar: Nem tudo anda bem no Supremo Tribunal Federal.

Você, leitor amigo, já pensou num campeonato de jogos de futebol cujo resultado é sempre 3 x 2 em favor da mesma equipe?

Pois é, foi para quebrar essa sequência de escores de cartas marcadas que o ministro Edson Fachin empurrou o pedido de habeas corpus de Antonio Palocci para o plenário do STF.

A intenção foi dar uma resposta aos ministros Dias Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes que, na Segunda Turma do Supremo, à revelia, ou melhor, na contra mão do seu voto, vem autorizando, sistematicamente, a soltura dos presos da Lava Jato.

Como era de se esperar, a defesa do ex-ministro da Fazenda de Lula, que quer sair da cadeia, ingressou com recurso na Segunda Turma – colegiado que favorece seu cliente – pleiteando a revogação da decisão do ministro Edson Fachin.

Mas, voltando ao ambiente conflagrado, do STF,  tudo pode acontecer, inclusive o risco de ver o STF transformado numa pantomina.

Não é à toa que o ministro Celso de Mello apressou-se em vestir a toga de Decano do Tribunal para deitar panos quentes na pendenga. No entanto, sua missão não é fácil. O STF mudou por fora e por dentro. A aura maçônica da tradicional liturgia jurídica – impenetrável para os não-iniciados – já não é a mesma. O advento das transmissões televisivas e da rede social escancararam as  entranhas  da venerável Corte e de seus doutos ministros. Os holofotes revelam, agora,  as vaidades mal disfarçadas e as posições sectárias.

Pior do que isso, aflora a influência partidária na indicação dos ministros. Aí se concentra, a meu ver, a origem das distorções do sistema.

E, se querem  saber, a narrativa segue no caminho do desfecho que, segundo ensina Machado de Assis, é segredo que nem o narrador e nem o destino revelam.

 




Celso Lungaretti: 'Marighella merece uma cinebiografia épica. O confronto entre Moro e Lula caberia num western

CELSO LUNGARETTI: MARIGHELLA:
O GUERRILHEIRO QUE INCENDIOU O MUNDO NÃO INCENDIARÁ TÃO CEDO AS TELAS BRASILEIRAS…

 
Mostrando marcas de torturas

O ator Wagner Moura tem se queixado de boicote dos possíveis financiadores privados e estatais ao seu projeto de estrear como diretor transpondo para as telas a biografia escrita por Mário Magalhães, Marighella – o guerrilheiro que incendiou o mundo.
Há alguns meses ele ainda acalentava a esperança de que a estréia viesse a ocorrer em abril ou maio do corrente ano. Negativo. Um site especializado em cinema aponta agora a data de 20 de setembro de 2018!

Triste Brasil, oh tão dessemelhante! Já se passaram 47 anos desde que o mataram a traição e Marighella ainda é tabu nestes tristes trópicos, a ponto de até presidente da República presumivelmente esquerdista recear inscrever seu nome no Livro dos Heróis da Pátria!
[Pelo menos, tal pusilanimidade poupou-o de ficar ao lado do Duque de Caxias e de Getúlio Vargas, personagens históricos que, evidentemente, não lhe seriam simpáticos…]
Foi, aliás, barbaramente torturado durante a ditadura do segundo (afora o pau-de-arara, espancamentos e choques elétricos de praxe, queimaram seus pés com maçarico, enfiaram-lhe estiletes sob as unhas e arrancaram seus dentes), algo que uma esquerda oportunista preferiu esquecer depois que Vargas morreu como mártir nacionalista; e assassinado pelos tocaieiros da ditadura dos generais no final de 1969.
Sem demérito para o igualmente imprescindível comandante Carlos Lamarca, mas levando em conta haver tido uma trajetória bem mais longa, travando incansavelmente o bom combate, Carlos Marighella deve ser reconhecido como o maior revolucionário brasileiro do século passado.

Ingressou no PCB em 1934 e, até 1945, foi alternando períodos de clandestinidade, de prisão e de torturas.
Eleito deputado federal constituinte quando da redemocratização,  teve o mandato cassado e se tornou novamente clandestino em 1948, já então como dirigente do partido. Depois, nos ’60, liderou a guinada da esquerda mais combativa para a luta armada, estruturando uma das principais organizações guerrilheiras do período, a ALN – Ação Libertadora Nacional.
Enquanto o filme do Wagner Moura não chega, os leitores do blogue podem assistir, clicando aqui, à íntegra do documentário Marighella (2012), com 96 minutos, de autoria da sobrinha do grande revolucionário baiano (o qual está também disponível para download nestes torrents).
Segundo o crítico Francisco Russo, o aspecto familiar é muito destacado na obra:

Este é o documentário que a sobrinha fez

Dirigido pela socióloga Isa Grinspum Ferraz, o documentário é ao mesmo tempo uma pesquisa sobre a vida de Carlos Marighella e também um filme pessoal. Afinal de contas, Isa é sobrinha do personagem principal da história, muitas vezes chamado de ‘tio Carlos’ no próprio filme. Esta dualidade entre o aspecto familiar e o histórico pontua todo o documentário…

O forte do documentário é o material de pesquisa obtido. Seja através dos discursos de Marighella, que refletem a força de suas palavras mesclada ao engajamento por ele proposto, até a bela e surpreendente apresentação da prosa em versos.

As imagens históricas e os depoimentos registrados também ajudam a contar a história de como Marighella se interessou por política e acabou se tornando o inimigo número um da ditadura militar…

Há dois outros documentários sobre o saudoso companheiro Menezes, com duração menor: Marighella: o retrato falado do guerrilheiro (2010, 56 min.), de Sílvio Tendler, que pode ser visto aqui; e, mais difícil de encontrarmos, É preciso não ter medo – relatos de Carlo Marighella (32 min.), dirigido por Silvia Melo e Tayra Vasconcelos.

Finalmente, o livro Marighella – o guerrilheiro que incendiou o mundo pode ser baixado gratuitamente aqui.

CELSO LUNGARETTI

O DUELO MARCADO ENTRE MORO E LULA TEM TUDO A VER COM OS FAROESTES, MAS ME FEZ LEMBRAR OUTRO TIPO DE FILME.

O depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, marcado para a próxima 4ª feira (10) em Curitiba, desperta nos aficionados de ambos expectativa semelhante à da molecada de outrora quando, nas matinês de domingo, estava prestes a começar o duelo ao amanhecer na rua principal, momento culminante de muitos bangue-bangues de então.
A coisa chegou a tal ponto que Moro divulgou uma mensagem em vídeo pedindo à sua torcida organizada para se desmobilizar. Eis um trecho:

Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio…

Eu diria o seguinte, esse apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário. Tudo que se quer evitar, nessa data, é alguma espécie de confusão e conflito. Acima de tudo, não quero que ninguém se machuque em eventual discussão ou conflito nessa data. Por isso, a minha sugestão é a de que não venham. Não precisa. Deixem a Justiça fazer o seu trabalho.

A mim, contudo, o espetáculo da próxima 4ª feira fez lembrar um filme bem diferente dos westerns: um clássico do cinema político italiano!
Se o leitor estranhar, dou-lhe toda razão. É que, como o Raul Seixas, devo ser mesmo um chato. Pelo menos no sentido desta estrofe de Ouro de Tolo, o primeiro grande sucesso do Raulzito: “Mas que sujeito chato sou eu/ Que não acha nada engraçado/ Macaco, praia, carro/ Jornal, tobogã/ Eu acho tudo isso um saco”.
Tenho certeza de que, vivo, ele estaria achando também a torcida contra e a favor da Lava-Jato um saco…

 
Estes atores até que são esforçados…

E a que filme italiano, afinal, me refiro? A Esse Crime Chamado Justiça (1971), o título brasileiro de In Nome Del Popolo Italiano, do grande Dino Risi (*).
Diretor de obras-primas como Perfume de Mulher (a distância entre o original italiano e o remakeestadunidense é a mesma que existe entre o genial Vittorio Gassman e o correto Al Pacino), Risi foi mestre das comédias impregnadas de críticas sociais e uma visão compassiva da realidade.
Aliás, o Perfume de Mulher de 1974 contém um dos maiores momentos de um ator que vi em toda a vida: é simplesmente de arrepiar a metamorfose do militar cego quando, abalado por haver vacilado e descumprido o pacto de suicídio com outro veterano, não consegue mais manter a postura agressiva que utilizava como defesa desde que uma bomba lhe explodira na cara, tirando sua visão (por não suportar que sentissem pena dele, a todos afastava com cafajestadas e grosserias).
Não dá sequer para imaginarmos um ator que expressasse, com a mesma dignidade de Gassman, a desorientação e fragilidade do personagem quando finalmente cai sua máscara.

 
…mas não chegam nem perto destes!

Assim como não nos vem à cabeça ninguém melhor do que Marlon Brando para transmitir a profunda repulsa pela desumanidade que inspira a frase “o horror, o horror!”, em Apocalypse Now; ou outro que não Gregory Peck fazendo as alegações finais da defesa do negro injustiçado em O Sol É Para Todos.
Foi também Gassman quem interpretou o repulsivo empresário de Esse Crime Chamado Justiça. É investigado por um procurador honesto (Ugo Tognazzi), por suspeita de haver assassinado a amante.
No curso do inquérito, vêm à tona sucessivos casos de pessoas destruídas pela ganância e insensibilidade predatórias do empresário.
Finalmente, quando tudo aponta para sua culpa, cai nas mãos do procurador uma carta que comprova não ter havido crime, mas sim suicídio.

 
Não haveria lugar melhor que um tribunal para tal espetáculo?

Então, depois de haver seguido fielmente as regras durante toda a sua carreira, o funcionário decide fazer aquela que crê ser a verdadeira justiça: suprime a prova, para que, por linhas tortas, seja punido um cidadão muito nocivo a seus semelhantes.

Tenho a impressão de que Moro se vê exatamente como o procurador honesto. E que ele tenha do Lula uma imagem tão negativa (embora por outros motivos) quanto a que o personagem do Ugo Tognazzi tinha do personagem do Vittorio Gassman.
Sou totalmente contrário ao maniqueísmo, como deve ser qualquer revolucionário que conheça o bê-a-bá do marxismo e do anarquismo. Então, desprezo as emoções primárias do big gundown e a banalidade das teorias da conspiração que pululam de lado a lado.
Vejo no episódio da próxima 4ª feira apenas o encontro de dois personagens que geralmente agiram de acordo com seus valores, mas que, em determinadas circunstâncias, sentiram-se no direito de serem infiéis a eles, ultrapassando limites que jamais deveriam ter ultrapassado.

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Obs. – Para não ficar falando de filmes inacessíveis aos leitores, informo que o raro Perfume de Mulher de 1974 pode ser baixado aqui, com legenda em português; e o raríssimo Esse Crime Chamado Justiça, com legenda espanhola, aqui ou aqui.

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'Notas para a história da capoeira em Sorocaba', do historiador e colunista do ROL Carlos Carvalho Cavalheiro será lançado no dia 10 de junho em Sorocaba

Com lançamento no dia 10 de junho, na Biblioteca Infantil de Sorocaba, o livro ‘Notas para a história da capoeira em Sorocaba’, do historiador e colunista do ROL Carlos Carvalho Cavalheiro, foi contemplado pelo edital do PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba (1850 – 1930)”, de autoria do escritor e historiador Carlos Carvalho Cavalheiro será lançado no dia 10 de junho.
Resultado de quase 20 anos de pesquisa, a obra trata do desenvolvimento da luta capoeira numa cidade do interior de São Paulo. O ineditismo da pesquisa serviu de base para outros pesquisadores, como Pedro Cunha que publicou sua dissertação de Mestrado, “Capoeiras e valentões”, no ano de 2015.
Esse mesmo pesquisador escreveu o prefácio para Cavalheiro, evidenciando que seu livro “consolida um trabalho pioneiro”, iniciado em fins da década de 1990, e que seus estudos “vem inspirando diversos outros pesquisadores como eu a romperem o silêncio da historiografia da capoeira”.
Já o apresentador do livro, o escritor e pesquisador André Luiz Lacé Lopes, deixa em evidência que “Mais do que consagrar de vez um espaço para Sorocaba no Mundo da Capoeira, Cavalheiro, talvez até de modo inconsciente, faz com que o seu livro, em princípio concentrado no período de 1850/1930, ajude a entender ainda mais o Brasil de todas as épocas, inclusive o Brasil de hoje”.

Estudo inovador

 Ao iniciar as suas pesquisas sobre a capoeira paulista, em 1998, Carlos Carvalho Cavalheiro inaugurou uma linha de pesquisa inovadora, saindo do eixo tradicional do Rio-Bahia-Pernambuco, e concentrando-se não apenas no território da Província e depois Estado de São Paulo, mas, sobretudo, procurando os vestígios dessa arte/luta da capoeira em Sorocaba, cidade interiorana.
Com isso, Cavalheiro trouxe aspectos do cotidiano da cidade, cujo contexto explica melhor a existência da capoeira na cidade. As fontes consultadas pelo historiador demonstram uma cidade sulcada pelas relações tensas entre grupos sociais, cujo ápice se dá na emissão de leis (Posturas Municipais) que procuravam coibir as práticas populares, acima de tudo afro-brasileiras, das quais a capoeira é uma das expressões máximas.
“Mais importante que provar a sua existência nos séculos passados é entender o porquê da capoeira ter existido em Sorocaba naqueles idos”, comenta o historiador.
  O livro de Carlos Carvalho Cavalheiro, “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba” foi contemplado pelo edital do PROAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O fato de ter sido contemplado por esse importante programa de incentivo à cultura define, de certa forma, a importância da obra para o entendimento da história da capoeira, tanto em Sorocaba como para o Estado de São Paulo. Foram impressos 1000 (mil) exemplares da obra, que deverá ter parte doada para diversas bibliotecas e, ainda, outra parte disponibilizada para venda a interessados no assunto. O projeto foi apresentado ao PROAC pela Editora Crearte, a qual editou o livro. Com 270 páginas, repletas de informações e ilustrações, a obra será comercializada a preço abaixo de mercado, por R$ 20,00. A ideia é tornar o livro mais acessível ao grande público.

O autor

Carlos Carvalho Cavalheiro nasceu em maio de 1972, em São Paulo. Residente em Sorocaba, o autor é professor de História na cidade de Porto Feliz, trabalhando na EMEF. Coronel Esmédio.
Autor de mais de duas dezenas de livros, Cavalheiro tem publicado obras que tratam da História e da Cultura Popular regionais, mas também obras de ficção. Mestre em Educação pela UFSCar, é ainda graduado em História, em Pedagogia e Bacharel em Teologia.
Possui ainda Especialização em Gestão Ambiental e em Metodologia do Ensino de História. É colunista dos jornais “Tribuna das Monções” e “Jornal ROL”.
Serviço
 
O livro “Notas para a História da Capoeira em Sorocaba” será lançado no sábado, dia 10 de junho de 2017, às 15 horas na Biblioteca Infantil de Sorocaba, localizada na rua da Penha, nº 673, Centro, Sorocaba.
A entrada é franca.
Os livros serão comercializados a R$ 20,00 a unidade.