5a. Noite Litero-Musical será realizada dia 19 em parceria com o Lions Clube

Após quatro edições bem-sucedidas, o IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga uniu-se ao Lions Clube de Itapetininga para realizar a 5ª Edição desse encontro cultural que já está se tornando uma tradição não só de Itapetininga mas de toda a Região.

 

A 5ª Edição da Noite Litero-Musical foi programada para o dia 19 de março, um sábado, às 20 horas e pela

primeira vez será realizada no amplo salão do Lions Clube, na rua Pedro Voss, Vila Monteiro. Cerca de cem

pessoas são esperadas, segundo os organizadores “com pessoas vindas de várias cidades da região,

principalmente de Sorocaba ”, com participantes que já compareceram às edições anteriores, conta o

presidente do IHGGI, Helio Rubens de Arruda e Miranda. “Mas esperamos também que compareçam

amigos interessados em eventos culturais e que moram em Tatuí, Boituva, Capão Bonito e outras cidades

próximas”, completa o presidente do Lions Clube, Lucas Ravacci.

A noite cultural tem dois momentos especiais: a primeira parte é dedicada a apresentações culturais, com

‘não-artistas’ das duas entidades e convidados se apresentando com canto, música instrumental, poesias,

textos, exposição de quadros, artesanato, etc. “Trata-se de um mix artístico que acaba revelando grandes

artistas desconhecidos do público”, diz Helio Rubens.

 

A segunda parte é um gostoso jantar entregue aos cuidados do Cássio, restauranteur do Ristorante &

Rotisserie Vila Rosa, especializado em massas. “Serão servidas quatro tipos de massas e os frequentadores

terão várias bebidas à disposição”, esclarece Lucas Ravacci.

 

Os convites estão sendo vendidos a R$ 30,00 cada, “apenas para cobrir os custos”, segundo os

organizadores, e podem ser adquiridos no IHGGI, no Lions e no restaurante Vila Rosa.

Quem curte uma noitada marcada pela confraternização e pelo ambiente cultural não deve perder a 5ª

Noite Lítero-Musical, promoção do IHGGI e do Lions Clube, dia 19 de março, às 20 horas, no salão de festas

do Lions Clube.




CAIXA CULTURAL SÃO PAULO EXIBE A ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA

Obras exaltam a força da natureza e celebram uma linguagem visual singular, que inova e perpetua a tradição e a cultura dos aborígenes australianos

Obra de Rover Thomas – Crédito: Coo-ee Aboriginal Art Gallery – Australia

CAIXA Cultural São Paulo traz pela primeira vez ao Brasil e à América Latina a exposição “O Tempo Dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália”, uma seleção vigorosa, significativa e diversificada de obras dos artistas aborígenes contemporâneos daquele país-continente.  A mostra, que será inaugurada no sábado, dia 19 de março, faz parte do “Australia Now” (Austrália Agora), o festival organizado pelo governo Australiano celebrando o ano da Austrália no Brasil.

 

Os visitantes poderão conhecer mais de setenta obras de arte de artistas aborígenes de regiões variadas da Austrália, entre pinturas, esculturas e impressões, que englobam um período de 45 anos, desde o despertar da comercialização da arte aborígene contemporânea na década de 70 até o presente.

 

Os trabalhos expostos na Caixa Cultural de São Paulo foram selecionados pelos curadores Adrian Newstead, Clay D´Paula e Djon Mundine dentre uma extensa coleção de mais de duas mil obras da mais antiga galeria de arte aborígene da Austrália, a Galeria de Arte Coo-ee. Peças de coleções privadas também atravessaram o oceano exclusivamente para esta exposição.

No sábado, 19/3, e domingo, 20/3, o curador Clay D´Paula e a professora e doutora em Antropologia Ilana Seltzer farão visitas-guiadas.

 

Segundo o curador Clay D´Paula, “os brasileiros tiveram, até hoje, poucas oportunidades de conhecer todo esse universo –  o que pode, inclusive, levá-los a refletir sobre os povos indígenas que vivem em seu próprio país.  Brasil e Austrália possuem muitas coisas em comum. Contribuir para aproximá-los e convidar ao diálogo é um dos objetivos dessa exposição”, afirmou.

 

Obra de Lorna Fencer – Crédito: Coo-ee Aboriginal Art Gallery – Australia

Artistas participantes

 

A mostra reúne os artistas aborígenes de maior projeção internacional e com uma paleta refinada e repleta de cores, como a do celebrado artista Rover Thomas (1926-1998) com suas paisagens de cor ocre que mudaram, com sua visão, a percepção paisagística australiana. Suas pinturas podem ser apreciadas da mesma forma que as criadas pelos impressionistas no século XIX, mas, na sua maioria, sem horizontes.

 

Outra artista de destaque, considerada pela crítica como uma das maiores pintoras da abstração do século XX, é Emily Kame Kngwarray (1910-1996), que estará representada na mostra pela pintura “Sem título (Alargura I)”. Nela, a aplicação de cores vermelhas e amarelas destaca os tons variados e de mudança no ciclo de vida do Anooralya Yam, uma planta utilizada como forma de alimento pelos povos aborígenes do deserto australiano.

 

 

 

SERVIÇO

Exposição“O TEMPO DOS SONHOS: ARTE ABORÍGENE CONTEMPORÂNEA DA AUSTRÁLIA”

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro – Metrô Sé)

Abertura: 19 de março de 2016 (sábado), às 11h

Visitação: 19 de março a 15 de maio de 2016 (terça-feira a domingo)

Horário: 9h às 19h

Informações(11) 3321-4400

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

 

Visitas guiadas com o curador Clay de Paula e a professora e doutora em Antropologia Ilana Seltzer

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro – Metrô Sé)

Galerias Dom Pedro II e Florisbela

Visitação. 19 e 20 de março

Horários: 11h no dia 19/3 e às 15h no dia 20/3.

Duração: de 30 minutos a 1 hora

Público alvo: todas as idades

Quantidade de pessoas: 60 pessoas

Forma de inscrição: por ordem de chegada, no local da exposição




Legião Urbana Cover Brasil neste sábado no Clube Recreativo de Itapetininga

A tão aguardada apresentação da banda deve atrair grande público, entre antigos e novos fãs. Ingressos estão sendo vendidos com antecedência, mas ainda podem ser adquiridos

 

O show com a banda Legião Urbana Cover Brasil acontece neste sábado, 12, a partir das 23h00 no Clube Recreativo de Itapetininga.

O presidente do Clube Recreativo, Alexandre Zanani, está otimista com o sucesso do evento e lembra-se da dificuldade para agendar uma data com a banda: “foram três anos de tentativas, mas felizmente deu certo e Itapetininga ganha este presente especial”, enfatiza.

Zanani ressalta que para este evento e outros já programados, o clube está investindo muito em divulgação, como em jornais, rádios, TV, cartazes, banners, panfletos e Internet, além de promoções, como o sorteio de um tablet, que acontece durante a noite do show.

 

Legião Urbana

Iniciou suas atividades em 1982, só terminando em1996, com a morte do vocalista, Renato Russo, com 16 álbuns lançados, somando mais de 25 milhões de discos vendidos, conquistando premiações importantes e sucesso em todo o mundo.

Mesmo após 20 anos, mantém público fiel, reunindo antigos e novos fãs, que acompanham e cantam os sucessos da banda, como Pais e Filhos, Faroeste Caboclo, Será, Eduardo e Mônica, Índios, Que Pais é Esse?, entre outros hits que marcaram a trajetória dos roqueiros.

 

Para o show no clube

Quem é sócio, tem entrada livre. Ingressos adquiridos com antecedência estão a venda por R$ 10,00 e na hora do evento R$ 20,00.

Mais informações na secretaria do clube, à rua Monsenhor Soares, 438, centro, ou ainda pelo telefone 3271-0241.




Artigo de Hamilton Octavio de Souza: ' Por que Lula não foi preso?'

Hamilton Octavio de Souza: ‘Por que Lula não foi preso?’

Foto Hamilton (2) (1) (Copy)O debate suscitado na 24ª fase da Operação Lava Jato, se houve ou não abuso das autoridades – Polícia Federal, Ministério Público Federal, Judiciário Federal e Receita Federal – na condução coercitiva do ex-presidente da República para prestar depoimento, dia 4 de março, é evidentemente uma dúvida jurídica da maior relevância, não apenas no trato do caso específico do cidadão Lula, mas para esclarecer se o procedimento praticado anteriormente com outros cidadãos e cidadãs suspeitos, investigados e testemunhas seguiu ou não as normas legais vigentes no País.

 

A própria Lava Jato revelou que pelo menos 117 pessoas, inclusive grandes empresários, ricos e poderosos, foram conduzidas de forma coercitiva nas fases anteriores da operação sem que tenha havido o clamor social. Apenas os advogados de boa parte dos investigados protestaram contra o tal procedimento coercitivo, seguido ou não de prisão provisória e preventiva. Se agora se conclui que houve abuso em 4 de março, é preciso que a denúncia do abuso seja estendida para todos os casos anteriores com empreiteiros, doleiros e operadores do esquema Petrobras.

 

Mais do que isso, é preciso denunciar o abuso das demais forças policiais do País que cotidianamente obrigam os brasileiros considerados suspeitos nas periferias e nas comunidades (trabalhadores, estudantes, jovens negros, etc) a prestarem depoimentos coercitivamente nas delegacias de polícia, muitas vezes com consequência trágica como a do pedreiro Amarildo, no Rio de Janeiro. É preciso denunciar o abuso policial contra milhares de cidadãos detidos nos protestos de 2013, nas manifestações contra a Copa em 2014 e nas lutas diárias dos movimentos sociais e populares mais combativos ao longo de 2015.

 

Pode ser que finalmente muita gente se deu conta de que isso é um abuso grave das autoridades, que excede a legislação em vigor, que ameaça a democracia e os direitos individuais e sociais, e que, portanto, não pode mais ser aceito nas investigações criminais. Se ficar comprovado o abuso, evidentemente a força-tarefa deve ser advertida pelas autoridades e ser impedida da prática da condução coercitiva para qualquer cidadão brasileiro, sem exceção. Será que o STF vai mesmo apresentar uma palavra definitiva a essa polêmica? Interessa ao governo que produziu uma “lei antiterrorismo” conter a sanha repressiva do Estado? Quem, entre as diferentes correntes de opinião na sociedade, alimenta a ilusão de que o aparelho de Estado que aí está seja capaz de promover a justiça, a igualdade e construir uma Nação sem explorados nem exploradores?

 

De qualquer maneira, parece razoável entender que a razão do sistema de poder sobre essa questão segue os padrões do chamado “Estado Democrático de Direito”, conforme os interesses das classes dominantes. Isso implica refletir sobre alguns questionamentos: A comprovação do abuso vai invalidar o trabalho realizado pela Operação Lava Jato até agora? Vai reverter a situação a ponto de impedir a sua continuidade? Vai desmoralizar a força-tarefa de tal maneira que ela não tenha mais respaldo legal e social para concluir o que apurou? A Lava Jato terá o mesmo destino de outras tantas operações como a Satiagraha, Castelo de Areia, Opportunity, Banestado? Ou, ao contrário, o fato de a Lava Jato ter sido censurada pela condução coercitiva de Lula não altera em nada o processo em curso e o objeto das investigações?

 

FATO NOVO – Outra coisa que chama a atenção na 24ª fase da Lava Jato é saber exatamente por que o Lula não foi preso nem provisória nem preventivamente como tem acontecido, desde o início da operação, em 2014, com pessoas suspeitas de algum envolvimento no caso de desvio de recursos da Petrobras, que tem sido “oficialmente” declarado o fio condutor de todo esse processo.

 

Basta verificar que nas fases anteriores da Lava Jato inúmeros empresários, advogados, executivos, doleiros, operadores e beneficiados pelos desvios na Petrobras foram detidos com muita convicção pela força-tarefa, foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento e muitos tiveram suas prisões temporárias transformadas em preventivas, por tempo indeterminado – mesmo com todo o aparato jurídico utilizado pelos mais renomados escritórios de advocacia para livrar os seus preciosos clientes.

 

A operação seguiu firme e confiante para os indiciamentos e julgamentos, com dezenas de condenações nos diferentes regimes prisionais, atrás das grades ou domiciliar. Todas as condenações em 2ª instância agora, após decisão do STF, deverão ser imediatamente cumpridas na cadeia, pelo menos inicialmente. Quem está protestando contra esse processo pelo Brasil afora? Aparentemente só os advogados dos réus e os setores diretamente afetados pelas ações da força-tarefa, além de áreas do governo que falam da importância das empresas envolvidas no assalto à Petrobras para o desenvolvimento econômico do País.

 

Entre os partidos políticos o PT é o que mais protesta, reclama de perseguição institucional e pessoal da força-tarefa, embora tenha menor número de filiados indiciados do que o PP de Paulo Maluf e o PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros, Edson Lobão etc. Até agora o STF aceitou uma única denúncia com base nas investigações da Operação Lava Jato: a do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB. Acontece que os partidos tradicionais tratam as denúncias como fatos de envolvimento individual de seus membros, que cada um deve pagar por conta própria, de maneira que a estrutura partidária não chega a ser tão abalada.

 

Evidentemente a forte reação do PT tem a ver com o enorme desgaste que a Operação Lava Jato tem causado ao governo Dilma Rousseff, já enfraquecido pela prolongada e profunda crise econômica; com o desmonte de um suposto esquema de financiamento do partido em conluio com as empreiteiras que desviaram recursos da Petrobras, via marqueteiros eleitorais; e, principalmente, porque as ações da força-tarefa direcionaram seu foco em cima da maior liderança do partido, acusado de ter sido beneficiado pessoalmente pelos desvios de recursos das empreiteiras na Petrobras. O foco das investigações no PT atinge também o conjunto das forças de esquerda, na medida inclusive que são colocadas na defensiva e ficam impactadas diante do peso das denúncias na sociedade.

 

Então, por que Lula não foi preso no dia 4 de março?

 

Numa primeira hipótese, pode-se considerar que a Operação Lava Jato ainda não tem provas e nem mesmo a convicção de que as suspeitas contra o ex-presidente, tanto nas delações feitas até agora como em toda a documentação analisada pela força-tarefa, tenham fundamento criminal. Neste caso, a verificação dos recursos doados ao Instituto Lula e as obras no sítio de Atibaia e no apartamento do Guarujá, por empresas comprovadamente envolvidas nos desvios da Petrobras, ainda dependem de melhor apuração e de comprovação. Mesmo que se conteste o abuso da condução coercitiva no depoimento de Lula, os demais depoimentos e as ações de busca e apreensão realizadas no dia 4 podem chegar a algum resultado de comprovação da prática de crime. Em caso positivo ele deverá ser preso. Em caso negativo, o ex-presidente e sua família serão excluídos da investigação e deverão receber atestado de idoneidade perante a sociedade.

 

Numa segunda hipótese, pode-se considerar que a Operação Lava Jato já tem provas testemunhais e documentais suficientes para prender, indiciar e levar Lula a julgamento, mas que, por motivos táticos, decidiu primeiro fazer uma espécie de ensaio geral – seja para poder afirmar que colheu previamente o depoimento de Lula, inclusive para confrontar com o material apurado, ou seja para avaliar a amplitude e a intensidade de reação da sociedade que a eventual prisão de Lula poderia acarretar. Quem, onde e como pode protestar contra a prisão de Lula, qual a repercussão nacional e internacional, qual a capacidade real de mobilização do PT e de seus movimentos sociais? Neste caso, a Lava Jato agora já dispõe de informações suficientes para planejar sobre a forma e o momento mais adequado para a prisão provisória ou preventiva de Lula.

 

Numa terceira hipótese, pode-se considerar que a Operação Lava Jato, independentemente de ter ou não provas suficientes para a prisão, o indiciamento e o julgamento de Lula, preferiu conduzir essa parte do processo em sintonia com outras ações relevantes na atual conjuntura, entre as quais o próprio encerramento das fases anteriores da Lava Jato; o desenrolar da cassação de Eduardo Cunha; a atuação do STF nos processos dos políticos da Lava Jato com foro especial; o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional; a crise econômica e o agravamento do desemprego. Neste caso, fica evidenciado que além de visar os envolvidos mais direta e recentemente no escândalo da Petrobras, a Operação Lava Jato procura cumprir uma agenda política para atingir duramente os setores da esquerda, não apenas o PT, nas eleições de 2018.

 

O rompimento do pacto de setores da burguesia com o PT parece irreversível. O partido está atordoado, sofre com a debandada dos aliados fisiológicos. A correlação de forças do lado da direita, no Congresso Nacional, no STF e no aparelho de Estado, ganha peso diante da crise política e econômica e articula saídas cada vez mais conservadoras e regressivas. As esquerdas precisam urgentemente construir uma alternativa fundamentada na defesa dos trabalhadores e das conquistas sociais e políticas do povo brasileiro. Esse é o grande desafio do momento.

 

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.

 




Artigo de Marcelo Paiva Pereira: 'Bauhaus: a unificação das artes'

Marcelo Augusto Paiva Pereira: ‘BAUHAUS: A UNIFICAÇÃO DAS ARTES’

A BAUHAUS surgiu do desenvolvimento tecnológico, científico, artístico, político e cultural experimentado na Alemanha desde o final do século XIX até meados da década de 20 do século XX. O presente texto abordará, mesmo superficialmente, as transformações da Alemanha nesse período até a constituição da mencionada escola germânica.

Dos Antecedentes Históricos

Historicamente, a Guerra dos Trinta Anos ocorrida no século XVII (1618 a 1648), vencida pela França contra a Santa Liga, Áustria, Espanha e os Estados Germânicos, causou sérios gravames a estes últimos, dentre os quais reduziu a população de 16 milhões para 6 milhões de habitantes.

O empobrecimento retardou o desenvolvimento tecnológico e industrial dos Estados Germânicos, que tinham a produção baseada na manufatura, e assim foi até o período da Unificação Alemã (1864 a 1871), promovida pelo chanceler Otto von Bismarck.

O interesse pela unificação motivou os germânicos protestantes a se unir e combater a Áustria (país germânico e católico) e a França (país também católico). Era preciso, contudo, incentivar a produção industrial e assim fizeram durante essas guerras e nos trinta anos após, para assegurar ao país um parque industrial que fosse mais do que competitivo aos da Inglaterra e França.

Após o consolidaram e a produção dele decorrente, passaram a se preocupar com o desenvolvimento das artes. Isto ocorreu no início dos anos de 1900, quando surgia o século XX.

A rapidez com que a sociedade industrial se transformou não foi acompanhada pela arquitetura nas técnicas de construção, cuja distância entre ambas se expôs na razão das transformações sociais e urbanas experimentadas, que reclamavam novas soluções para incorporar as tecnologias que surgiam e beneficiar o indivíduo e a sociedade.

A cultura da vanguarda arquitetônica carecia de conhecimento suficiente para solucionar os gravames urbanos, inoperante à esta finalidade. Os arquitetos de vanguarda somente acolheram a importância da máquina e sua utilidade nas artes e na arquitetura ao fim da última década do século XIX.

No início do século XX os alemães se uniram para desenvolver as artes como nunca fizeram antes: abriram as portas aos melhores arquitetos e artistas do mundo da época e com eles aprenderam as técnicas artísticas que desconheciam.

Em 1907 criaram, na cidade de Munique, uma instituição de direito privado chamada Deutscher Werkbund – associação alemã para o trabalho – que pretendia renovar a arquitetura e o mobiliário, cujas primeiras realizações surpreenderam no Salão de Outono de 1910, em Paris. Visava desenvolver as artes com fulcro nos ensinamentos dos estrangeiros, mas não havia uma escola arquitetônica ou artística definida, pois o amálgama artístico era vigente nesse período.

À Deutscher Werkbund artistas, artesãos e industriais deveriam colaborar na confecção de produtos de verdadeiro valor artístico. Seu objetivo era enaltecer o trabalho artesanal à arte e à indústria, escolhendo o melhor do artesanato, arte, indústria e das forças criativas. Aludida instituição, porém, não possuía método único para planejar as obras, criando divergências internas sobre a padronização ou a liberdade de projetos.

Peter Behrens (1868 a 1940) teve o mais importante ateliê dessa época, no qual trabalharam, em 1908, Walter Gropius, Ludwig Mies van der Rohe e Le Corbusier (este por cinco meses). Projetou o edifício da Fábrica de Turbinas da AEG em Berlim, no ano de 1909. O edifício tinha paredes colossais, muito volumosas, mas utilizou aço e vidro como componentes arquitetônicos fundamentais para dar ao espaço industrial sua finalidade. Ele tratou a indústria como um espaço digno para o trabalho.

Walter Gropius (1883-1969) era filho de um abastado arquiteto e funcionário berlinense, trabalhou no ateliê de Peter Behrens. Em 1906 projetou um grupo de casas agrícolas em Janikov. Em 1911 desenvolveu uma arquitetura mais leve, com mais ênfase ao aço e ao vidro no projeto da fábrica para sapatos Fagus ad Alfeld an der Leine: sua arquitetura transmitiu segurança e simplicidade sem destacar os elementos volumétricos (salvo a chaminé); ele desenvolveu um discurso arquitetônico harmonioso que traduziu todas as funções nos diversos corpos.

Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969) era filho de um mestre-canteiro, trabalhou como desenhista para B. Paul de 1901 a 1907, em 1908 esteve ao lado de Peter Behrens e em 1911 junto a Berlage, na Holanda. No ano de 1913 abriu em Berlim um ateliê de arquitetura, mas a Primeira Guerra Mundial interrompeu seus trabalhos. Ele, porém, não definiu sua linha arquitetônica no início da carreira e projetou obras de estilos variados. Neste período ele não se interessava por novidades, mas pelo estudo dos materiais e pela funcionalidade dos espaços internos dos edifícios.

Essa euforia artística assim transcorreu até o período da Primeira Guerra Mundial – 1914 a 1918 – a qual obscureceu os campos de trabalho na Europa em geral e na Alemanha em especial, bem como as iniciativas da então bem sucedida Deutscher Werkbund.

Após a Primeira Guerra Mundial e durante a hiperinflação que assolou a Alemanha durante toda a década de 20 do século XX, as atividades civis foram paulatinamente retomadas, dentre as quais as atividades da Deutscher Werkbund e as atividades artísticas e arquitetônicas, mas com novos entendimentos:

  1. Em relação ao aspecto psicológico, a sociedade europeia questionou a tecnologia, a qual inicialmente desenvolvida para o bem-estar individual e social, tornou-se belicosa e desenvolvida para a destruição e morte;
  2. Em relação ao aspecto político, o posicionamento dos Estados beligerantes pelos mesmos ideais, mas por fins opostos, revelou que muitas fórmulas ideológicas aceitas como universais eram meras convenções entre Estados;
  3. Em relação ao efeito social e político, entre os fins (ideais) e meios (tecnologia) surgiu um vazio porque as atrocidades cometidas na guerra mostraram o quão tênue é a linha entre civilização e barbárie e, ainda, que o progresso (meios) não é suficiente para a paz social (fins) ser garantida.

Das Correntes Artísticas

No período entre 1905 a 1914 os pintores de vanguarda concluíram que deviam propor uma reforma radical nos princípios que orientavam os hábitos visuais comuns. Estes tinham origem no naturalismo renascentista e perduraram enquanto se admitiu formas apriorísticas (a priori) para conduzir o conhecimento humano.

Rompendo esses paradigmas surgiram várias correntes artísticas, das quais se destacaram:

  1. 1905: os fauvistas se apresentaram no Salon d’Automne, dos quais Matisse era um deles; examinavam a forma, a cor e a influência desta sobre aquela;
  2. 1906: Die Brücke, grupo fundado em Dresden com a mesma orientação dos fauvistas, ao qual aderiram Nolde e outros artistas;
  3. 1907 e 1908: apresentação das primeiras obras cubistas de Picasso e de Braque; o cubismo resultou da dispersão do fauvismo e é o momento máximo do exame da forma e da cor;
  4. 1909: Neue Münchner Künstlervereiningung, grupo fundado por Kandinsky e outros artistas alemães; pintou em 1910 a primeira aquarela abstrata;
  5. 1910: futurismo, grupo criado por Boccioni e outros, na esteira do manifesto futurista de Marinetti, escrito em 1909; era a única corrente artística que se relacionava com a arquitetura, mas conservava paradigmas que as outras afastaram;
  6. 1911: Der Blaue Reiter; grupo abstracionista místico (separava a arte da vida), criado por Kandinsky junto com Kubin e ao qual se uniu Paul Klee em 1912.

Essas correntes artísticas se preocuparam com a representação dos objetos e tinham como elementar a negação das bases da perspectiva, com o fim de eliminar os referenciais. Esta discussão desenvolveu-se no campo teórico das artes entre 1904 a 1912 (influíram os conceitos de espaço e tempo apresentados por Albert Einstein em 1905).

Em relação às correntes artísticas em geral, todas liberaram o objeto das ligações habituais e o ligaram a outras, porque a pintura renunciou à imitação das coisas e permitiu inventar e construir coisas novas. Todas tinham o escopo de modificar o conceito tradicional de arte enquanto atividade representativa, contraposta ao mundo dos processos técnicos. Neste novo panorama artístico a arte é um dos componentes da arquitetura.

Após o fim da Primeira Guerra Mundial o novo panorama resultante influiu em cada movimento artístico, como abaixo segue:

  1. Futurismo: na pessoa de Marinetti, convergiu para o comunismo;
  2. Dadaísmo: surgiu em 1916 na Suíça e absorveu todas as experiências artísticas mais destruidoras, surgidas em reação à guerra; desse movimento participaram Duchamp, Picabia, Ernst e Ray, além de outros;
  3. Surrealismo: Ernst, Ray e outros migraram em 1924 para este movimento – suscitado por Breton – o qual se exauriu durante os anos 30 do século XX após uma tentativa frustrada de ingressar no comunismo;
  4. Purismo: de 1915 a 1917 o pintor A. Ozenfant elaborou os princípios desse movimento na revista Élan; posteriormente, encontrou-se com Le Corbusier e ambos publicaram, em 1918, o manifesto do novo movimento, intitulado Aprés lê cubisme; a ambos o cubismo recuperou a capacidade de aprender as formas simples e “puras”, as quais são a fonte primária das sensações estéticas. O purismo prestigiou o cubismo;
  5. Suprematismo: em 1915 o manifesto desse movimento artístico foi publicado por Maliévitch junto com Maiakovski, Larionov e outros escritores revolucionários; queriam abandonar toda a referência imitativa e partir do zero para construir uma nova realidade autônoma; em 1926 ele vai à BAUHAUS para tratar da publicação do seu livro Die gegestandlose;
  6. Neoplasticismo: foi fundado em 1917 pelos pintores Theo Van Doesburg, P. Mondrian e outros; entre 1913 e 1917 Mondrian elaborou os conceitos fundamentais desse movimento, os quais percorriam o itinerário do cubismo e seguiam à abstração completa, propondo um método para tornar sistemática essa operação e construir um mundo de formas coerentes e organizadas. Após a Primeira Guerra Mundial redundou no cubismo ao afirmar que a decomposição das formas é absorvida pela integridade dos blocos de edificação.

Dessas correntes a que mais se destacou para compor a BAUHAUS foi o cubismo.

Da BAUHAUS

Em 1919 surgiu a BAUHAUS na cidade de Weimar, escola de artes e ofícios baseada na Deutscher Werkbund, mas com o compromisso de firmar uma identidade estética às suas obras e preencher o vazio então existente na seara artística alemã do início do século XX.

Criada por Walter Gropius, resultou da unificação da Escola Superior de Belas Artes (Sächsische Hochschule für Bildende Kunst) e da Escola de Arte e Artesanato (Sächsische Kunstgewerbeschule), esta última de van de Velde.

A BAUHAUS teve o propósito de unir arte e indústria fazendo uso da arquitetura para essa finalidade. A arquitetura foi o instrumento operacional dessa escola germânica para dar azo à sua identidade técnica e artística.

Na arquitetura a linha de pensamento teve origem nas obras de Peter Behrens, com quem Walter Gropius trabalhou. Mas, diferente daquele mestre, Gropius desenvolveu uma arquitetura mais leve, com mais ênfase ao aço e ao vidro desde seu primeiro projeto (a Fábrica Fagus, de 1911). Esta foi a linha estética e arquitetônica abraçada pela BAUHAUS desde seu surgimento.

Em seu primeiro programa Gropius apresentou as diretrizes da sua didática, com a qual pretendia orientar a mencionada escola:

  1. Leis naturais e da natureza humana;
  2. Pensamento e ação;
  3. Exigências espirituais e materiais.

Referidas diretrizes deviam ir além dos debates teóricos e pretendiam o trabalho em grupo, no qual cada trabalhador devia ter pleno conhecimento do todo. O trabalho artístico, inclusive as pesquisas, deviam ter finalidade social e econômica, deixando de ser arte pela arte e sê-la para a sociedade.

Em 1923 Gropius reescreveu sua didática à BAUHAUS, entendendo a máquina como meio para o espírito humano realizar-se na execução da obra. A coisa (obra) e sua aparência deveriam coexistir em equilíbrio, obtido pela harmonia entre homem, natureza e meio ambiente.

A ele a arte (arquitetura e desenho industrial) devia abastecer a indústria e o comércio na qualidade e quantidade adequadas à demanda e devia modificar a vida quotidiana através da coisa criada e sua aparência. Este era o racionalismo de Walter Gropius desde a criação da BAUHAUS e que a orientou por todo o período em que existiu.

O racionalismo dele compunha-se das relações entre homem e máquina, cérebro e mão, espírito e matéria, pensamento e ação, concentrava-se na arquitetura, no desenho e na indústria e era um meio para modificar a vida quotidiana das pessoas.

Em sua formação a BAUHAUS recebeu influência dos movimentos artísticos:

  1. Expressionismo: o desenho apresentava formas acentuadas e com efeito ameaçador;
  2. Abstracionismo: neste movimento se incluiu o Der Blaue Reiter e foi o que mais a desenvolveu em sua primeira fase, quando instalada em Weimar;
  3. Cubismo: foi o movimento de maior influência, fixou a identidade arquitetônica não encontrada nos anteriores movimentos artísticos e permitiu a industrialização dos materiais utilizados para as obras arquitetônicas. A este movimento artístico também aderiram o purismo e o suprematismo, que o endossaram.

Durante sua existência a BAUHAUS teve três fases de formação estética:

  1. Expressionista: quando essa escola surgiu, o expressionismo estava no auge nas artes, mas revelou-se improdutivo à arquitetura;
  2. Abstracionista: apesar de ter influído muito na formação acadêmica, teórica, não foi suficiente para atribuir à mencionada escola a identidade vanguardista que reclamava;
  3. Industrial: esta fase surgiu quando da mudança da escola para Dessau em 1925, onde foi erguido um grande complexo arquitetônico. Influenciada pelo cubismo, a BAUHAUS adquiriu a identidade almejada, atribuindo linha própria de discurso artístico e arquitetônico potencialmente viável à indústria e às artes.

Em nove foram as elementares da BAUHAUS:

  1. Uso do ferro e vidro: ambos são utilizados para compor paredes de vidro sustentadas por caixilhos de ferro (ou aço);
  2. Cantos justapostos: os cantos das paredes de vidro são arrematados pelos próprios caixilhos, dispensando estruturas de alvenaria à essa finalidade;
  3. Paredes não portantes: as paredes de ferro e vidro não sustentam o edifício; servem de anteparo contra as intempéries da natureza;
  4. Relação cheio e vazio: as cortinas – ou paredes – de vidro fazem dessa relação a essência estética e conceitual, limitando os espaços cheios e enfatizar os vazios;
  5. Relação interior e exterior: as cortinas de vidro fazem o contato entre o mundo exterior com o interior do edifício, aproximando-os e ao mesmo tempo os separando sem criar a ideia de barreira intransponível;
  6. Pilares recuados: para dar espaço às paredes de vidro os pilares de sustentação do edifício foram recuados, posicionados atrás delas;
  7. Ambientes conversíveis: os ambientes internos do edifício podem ser convertidos em outros, bastando remover paredes e posicioná-las em outros trechos, na medida do novo espaço;
  8. Formas geométricas simples: os edifícios devem ser concebidos com formas espaciais – geométricas – simples, como o cubo, a pirâmide e o cone, com vistas à multiplicidade de pontos de observação;
  9. A concepção espaço-tempo: esta elementar, muito subjetiva, resulta das anteriores e pretende oferecer ao observador todos os caminhos que o olhar pode ter da obra, em razão do espaço que a obra contém e o tempo que ela representa.

CONCLUSÃO

A BAUHAUS surgiu do resultado da experimentações artísticas que tiveram os alemães desde o final do século XIX até o início da década de 20 do século XX, momento em que Walter Gropius viu a importância da máquina – e da indústria – para solucionar a defasagem tecnológica entre a arquitetura e as transformações sociais e tecnológicas que ocorriam na Alemanha.

A Primeira Guerra Mundial serviu para a sociedade entender que a ciência e a tecnologia não solucionavam todos os gravames, ainda que servissem à realização de muitos benefícios. A BAUHAUS surgiu após o final dessa guerra e visava favorecer a sociedade com bens de consumo inovadores, que pudessem ser úteis e modificar para melhor o “modus vivendi” das pessoas.

À essa finalidade era preciso atribuir uma linha estética e arquitetônica e uma linha ideológica à BAUHAUS:

  1. em relação à linha estética e arquitetônica, o uso do ferro e vidro para criar paredes de vidro não portantes e que integrassem os ambientes internos aos externos do edifício;
  2. em relação à linha ideológica, o cubismo foi a fonte, pugnando pela decomposição das partes e as rearranjando em conformidade com novas ideias. Serviu para justificar o uso da máquina, que transformou cada componente do projeto em objeto de produção em série, permitiu projetos inovadores, a redução dos custos e a construção de edifícios para as classes econômicas mais baixas.

O racionalismo de Walter Gropius sempre pretendeu a arte para a sociedade. Mas, na primeira fase da BAUHAUS (1919), deveria sê-la com técnicas unificadas de produção (diferenciando-se da Deutscher Werkbund), enquanto que na segunda fase (1925) deveria sê-la através da indústria.

Ele acreditava que a arquitetura e a arte modificavam a sociedade na razão da ideia (inovação) e do projeto (estética) da coisa ou bem de consumo: não adiantava fazer um objeto bonito; era preciso que também inovasse no “modus vivendi” das pessoas.

Finalmente, a BAUHAUS é a unificação das artes porque resultou das experimentações anteriores e as unificou. Assemelhou-se à Deutscher Werkbund porque na primeira fase era ainda artesanal, sem cunho industrial. Ao acolher a indústria como instrumento para a finalidade almejada (arte para a sociedade), potencializou a arquitetura e as artes, atribuindo a elas a opção por melhor qualidade de vida e inovação no “modus vivendi” das pessoas. Nada a mais.

Marcelo Augusto Paiva Pereira.

(o autor é aluno de graduação da FAUUSP).

FONTES DE PESQUISA

HISTÓRIA DA ARQUITETURA MODERNA. O Movimento Moderno. Leonardo Benévolo, Editora Perspectiva, São Paulo, 1976, p. 371 a 402;

ESPAÇO, TEMPO E ARQUITETURA, de S. Gideon, Editora Martins Fontes, São Paulo, 2004, p. 505 a 525;

GRANDE ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 1, p. 209;

GRANDE ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 7, p.3232 a 3235;

GRANDE ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE, editora Delta S.A., Rio de Janeiro, 1971, volume 15, p. 7106.

 

 




Artigo de Pedro Novaes: 'Falando sério'

 Pedro Israel Novaes de Almeida: ‘FALANDO SÉRIO’

colunista do ROL
Pedro Novaes

É preocupante a crise brasileira.

Diminuem os empregos, cai a produção, experimentamos de novo o amargo sabor da inflação, sucateiam os serviços públicos e rareiam os investimentos, fábricas de riquezas e empregos futuros. Estamos empobrecendo.

A crise econômica, por si só, acaba sendo contornável, e já o fizemos uma dezena de vezes, desde 1.500. Contudo, a crise econômica, e todas as outras que com ela convivem, é consequência, e não causa de nosso desastre.

Nossa crise é política e moral. Vivemos sob o constante impacto da descoberta de novos e intermináveis antros de corrupção, agora bilionários.

Instituições são maculadas em nome da governabilidade, com nomeações barganhadas por apoios legislativos. O legislativo, já pouco prestigiado no entendimento popular, entrega-se de corpo e alma ao fisiologismo e vazio ideológico.

Altas personalidades da república encontram-se sob suspeição, dividindo cárceres com antigos ícones da iniciativa privada. Grandes empreiteiras aliam-se a políticos pequenos, assaltando bens públicos.

Existe um vazio de lideranças, e um contínuo esforço para ridicularizar a imprensa livre e plural, quando impossível colonizá-la. Legiões de militantes assumem ares de radicais religiosos, negando o óbvio e pregando providências desastrosas.

Andamos, pobres que somos, prestigiando e financiando obras e obras em países cujos governantes apresentam alguma familiaridade ideológica. Tentamos apagar a história, censurando até Monteiro Lobato, com seu Sítio da Pica Pau Amarelo.

Nossas grandes obras, lançadas com forte impacto midiático, como milagreiras, jazem inacabadas ou escandalosas. O paraíso, na visão simplista e eleitoreira de nossos dias, repousa no consumo sem estrutura e sem alicerce no aumento da produção e capacidade de adquirir via ganhos pessoais, não benesses oficiais.

Governantes sem credibilidade e sem qualquer liderança fora dos locais de culto partidário, revelam-se incapazes de remediar a crise por eles criada, e seguem aos soquinhos, buscando preservar o mando conquistado sabe-se lá como. A ordem não é corrigir rumos, mas desacreditar os que ousam apontar as distorções e desonestidades do poder.

O país vem sendo dividido, mas não está sendo fácil incutir o ódio racial, econômico, ideológico e até religioso, entre os brasileiros. Como em toda crise, líderes natos começam a sair das sombras, e culturas e tradições revivem, como que buscando a sobrevivência.

O governo já não governa, e aumenta a cada dia o fosso que separa os palácios da população. A última batalha será impedir o aparelhamento de nossa Justiça e o sufocamento da Polícia Federal e Ministério Público. Aí será o caos !

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

 




Fatecs iniciam período para pedir isenção e redução da taxa do Vestibular

Começa dia 8 de março e termina em 8 de abril o período para pedido de isenção total e redução de 50% na taxa de inscrição do Vestibular das Fatecs

Começa dia 8 de março, e termina em 8 de abril o período para pedido de isenção total e redução de 50% na taxa de inscrição do Vestibular das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo para o segundo semestre de 2016. No último dia, o prazo vai até as 15 horas. São oferecidas seis mil isenções.

Os candidatos podem pleitear os dois benefícios, desde que atendam aos requisitos determinados para cada finalidade. Neste caso, é preciso efetuar duas inscrições.

Os interessados devem preencher o formulário específico, disponível no site www.vestibular.fatec.com.br. Após o preenchimento do formulário, é preciso guardar o número do protocolo, que deve constar do envelope que vai conter os documentos comprobatórios.

Nesse mesmo período – 8 de março a 8 de abril – das 9 às 20 horas (somente nos dias úteis), o candidato deve entregar os documentos comprobatórios, relacionados abaixo, em envelope lacrado, na secretaria da Fatec em que pretende estudar.

No momento da entrega do envelope – em que deve constar o número do protocolo –, o candidato precisa preencher, assinar e entregar o formulário de solicitação do benefício, disponível no site, na seção “isenção/redução”. A resposta à solicitação será divulgada no dia 3 de maio somente pela internet.

Requisitos para isenção

O candidato precisa ter concluído integralmente o Ensino Médio ou a Educação de Jovens e Adultos – EJA (supletivo) em escolas da rede pública (municipal, estadual ou federal) ou em instituição particular com concessão de bolsa de estudo integral, no País. É necessário também ter renda familiar bruta mensal máxima de R$ 1.320, por pessoa. Se for independente, sua renda bruta máxima deverá ser nesse mesmo valor.

Documentos necessários: comprovante de escolaridade e de renda. Candidatos desempregados, autônomos e aposentados devem seguir as instruções descritas na portaria, disponível no site.

Requisitos para redução da taxa

É preciso ser estudante regularmente matriculado em curso pré-vestibular ou em curso superior de graduação ou de pós-graduação. O interessado deve, também, ter uma remuneração mensal inferior a dois salários mínimos (R$ 1.760) ou estar desempregado.

Documentos necessários: comprovante de escolaridade e de renda. Candidatos desempregados, autônomos e aposentados devem seguir as instruções descritas na portaria, disponível na internet.

Vestibular – 2º semestre de 2016

A partir do resultado da solicitação da isenção/redução da taxa do Vestibular, no dia 3 de maio, o candidato que receber um dos benefícios deve fazer sua inscrição, exclusivamente pela internet, em um único curso de graduação na Fatec de sua escolha, até o dia 9 de junho. O Manual do Candidato estará disponível para download gratuito no site. O valor da taxa de inscrição para este processo seletivo é R$ 75.

Outras informações pelos telefones (11) 3471-4103 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-596 9696 (demais localidades) ou pelo site www.vestibularfatec.com.br