Celio Pezza: 'Dia do professor'

Colunista do ROL
Celio Pezza

Célio Pezza – Crônica # 333 – ‘Dia do professor’

 O Dia do Professor foi criado em uma pequena escola de São Paulo, em 1947. Mais adiante, passou a ser comemorado em todo o Brasil, em 15 de outubro.

Homenagem mais do que merecida a esses heróis que muitas vezes são desrespeitados e humilhados por alunos e pais que não querem nada da vida.

Deveria ser do conhecimento de todos que a Educação e a Cultura são os únicos caminhos para transformar uma nação e que, enquanto não tivermos uma boa educação e cultura, não sairemos desse limbo em que nos encontramos.

Infelizmente, vemos que o Brasil passou a ser o líder mundial em agressões e desrespeitos a professores. É triste, mas verdadeiro.

Em uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), feita entre 100 mil professores de 34 países, o Brasil ficou com um vergonhoso primeiro lugar em agressões a professores.

12,5% dos professores brasileiros alegaram ser vitimas de agressões verbais ou intimidações em salas de aula, pelo menos uma vez por semana.

Nessa pesquisa, a média mundial de agressões é de 3,4% e na Coréia do Sul, Malásia e Romênia, o índice é zero.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) confirmou essa triste realidade e divulgou um levantamento feito entre professores somente da rede estadual de ensino, onde 44% dos professores já sofreram algum tipo de violência dentro das escolas.

A presidente do APEOESP Maria Izabel Noronha, diz que esse problema é crescente e acaba com os professores ao longo do tempo.

De acordo com esse estudo, 42% dos professores afirmam já ter presenciado alunos sob o efeito de drogas e 30% observam tráfico de drogas nas dependências da própria escola.

Essa violência dentro da escola se reflete no grande numero de professores doentes e desmotivados por todo o Brasil.

Como disse o jornalista Alexandre Garcia, uma escola não é um depósito de crianças porque os pais estão trabalhando. Uma escola é o lugar mais importante de um país sério.

Um professor no Japão é chamado de “sensei” que se traduz como “mestre” e seguir a carreira de professor é um sinal de status na cultura japonesa.

No Japão, assim como em outros países, não existe uma data específica para homenagear os professores, pois eles são homenageados diariamente.

No Brasil, perto de 10% dos professores acreditam ser valorizados. Já em países como Cingapura, China e Coréia do Sul, esse reconhecimento e respeito atingem índices acima de 70%.

Como pretendemos nos tornar um país sério e de futuro, se tratamos com desleixo nossos professores?

Espero que os futuros governantes não só façam discursos, mas que realmente tracem uma politica para acabar com esse problema que está destruindo o nosso país.

Educação é tudo!

O professor tem que ser valorizado e respeitado de imediato.

Sem essa urgente mudança politica de base, o Brasil continuará sendo líder em calamidades.

Devemos nos lembrar das palavras de Arthur Lewis: Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.

Também D. Pedro II, Imperador do Brasil, disse certa vez: Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.

 

Célio Pezza   /   Outubro, 2016




Sergio Diniz da Costa: 'Uva, Vinho e Amizade'

Sergio Diniz da Costa

‘Uva, vinho e amizade’

Rua Dr. Arthur Martins. Aproximadamente 13h00.

Um policial militar de baixa estatura, magro, aparência sisuda e rosto marcado pelo tempo, acena para que eu pare o carro. Rápida e instintivamente, confiro mentalmente documentos, equipamentos e as condições gerais do veículo.

Tudo em ordem. Graças a Deus! Apesar do adiantado da hora para o almoço, acredito que seja apenas uma vistoria de rotina e, por essa razão, não perderei muito tempo. Todavia, por cautela, questiono o policial se cometi alguma infração de trânsito.

Não, até então, não cometera nenhuma. Era de fato uma vistoria de rotina. Respirei aliviado. Até o momento em que o PM, ao examinar os documentos do carro, constatou que o licenciamento vencera há pouco tempo.

Emudeci. Engasguei. Suei. Contabilizei a futura perda financeira, eventual apreensão do veículo etc. etc. etc. E agora, José? (lembrei-me do belíssimo poema de Carlos Drummond de Andrade). E agora? As penas da lei, completou o meu juiz interior. Esperei, assim, a minha sentença. Mas, ela não veio. Não da forma como a letra fria do papel haveria de impor. Veio, ao contrário, por meio de uma admoestação, semelhante àquela dos pais para com os filhos, ou do mestre para com o aluno.

E a multa? Surpreso, questionei sobre ela, pois, afinal, não é a sanção da lei que coíbe os homens para a prática das infrações? Esse não era, contudo, o pensamento daquele policial. Segundo sua filosofia de vida e de trabalho, há outras formas de educar e punir os homens. O guarda de trânsito, o policial militar ─ segundo ele ─, não tem uma rígida formação profissional, para sair às ruas como aquele que detém um poder ilimitado, punindo qualquer um, por qualquer infração; não, o rígido tempo de Academia é um tempo de aprendizagem, formação, educação; educação de si mesmo, para um difícil trabalho diante da comunidade.

Ouvi, surpreso e gratificado, as palavras daquele homem simples, que vestia um uniforme descolorido pela exposição diária a um sol inclemente e, somente naquele momento, e mais surpreso ainda, notei o seu sobrenome: VIDEIRA. Fiz-lhe, então, uma observação: videira é uma trepadeira e produz uva. E ele, certamente sabendo disso, arrematou: ─  uva passa, olhe as rugas do meu rosto…

Não pude deixar de rir, diante de seu senso de humor. E entre alguns comentários sobre a vida, incluindo a importância da amizade, passamos alguns minutos conversando. Num determinado momento, ele, que não descurara o trânsito, interrompeu a conversa, e para exemplificar o papel orientador do policial, postou-se no meio da rua, com aquele semblante “severo” que eu conhecera minutos antes, e determinou que outro veículo parasse; uma senhora dirigia sem o cinto de segurança. Com um simples (mas significativo) olhar, fez-lhe ver que ela se esquecera de algo importante; a motorista, com um sorriso constrangido, rapidamente colocou o equipamento de segurança. A seguir, foi-lhe liberada a passagem. E a senhora, com seu acompanhante, continuou seu trajeto; não antes de proferir (e também seu acompanhante) um sonoro e feliz “muito obrigado”.

Videira me confidenciou, em seguida, que fizera muitos amigos, agindo dessa forma. Concordei com ele e, para confirmar suas palavras, disse-lhe que gostaria de lhe dar um presente. Imediatamente, ele recusou. Sosseguei-lhe o espírito: era apenas um livro de Direito, de minha autoria que, de certa forma, por meio de uma argumentação mais altaneira, também falava de relacionamentos pautados no bom senso e na ética. Diante da explicação, ele aceitou o presente, comentando que, sempre que possível, no quartel, acessava sites jurídicos.

Com a ideia do almoço já esquecida (e sem sentir falta dele), me despedi daquele policial, a princípio um estranho, de ar sisudo, mas, de repente, um novo amigo; um amigo que estaria diariamente naquele posto, orientando outros motoristas desatentos; um amigo de farda desbotada pelo sol, mas com ele resplandecendo em seu coração.

Ao continuar meu trajeto, refletindo sobre a conversa que tivera com Videira, lembrei-me de um pensamento do escritor escocês James Boswell: “Não podemos determinar o exato momento em que se forma uma amizade. Quando enchemos um recipiente gota a gota, chega um instante em que mais uma gota fá-lo transbordar. Assim nas relações humanas: as gentilezas se sucedem até que mais uma gentileza faz o coração transbordar de ternura”. Era um pensamento verdadeiro; de fato, naquele momento, meu coração transbordava de ternura e outro pensamento concluiu minhas reflexões: videira é uma planta que dá uvas, dá o vinho… e faz amigos.

Olhei pela última vez pelo retrovisor, para acenar para aquele novo amigo. E, por um instante, tive a impressão de que não o vi com uma farda, quepe, e um coldre com um revólver, mas sim, com um avental branco e um giz na mão, preenchendo na grande lousa daquela rua mensagens de amizade… para todos aqueles que as quisessem ler.

(Crônica publicada no jornal “Cruzeiro do Sul”, edição de 22/7/2003, p. A-2)

 

Sergio Diniz da Costa – sergiodiniz.costa2014@gmail.com




Comédia 'A Falecida' encerra temporada 2016 com apresentação neste final de semana em Itu

Após um ano de apresentações diversas, Teatro Nósmesmos encerra suas atividades com comédia de Nelson Rodrigues

 

26-e-27-a-falecidaNeste final de semana, 26 e 27 de novembro, o Teatro Nósmesmos encerra seu ciclo anual de apresentações com a peça A Falecida, de Nelson Rodrigues, que faz parte da programação “Nósmesmos Mostra Quase Tudo”. Desde o início do mês de novembro o espaço teatral, carinhosamente chamado de “celeiro de criação”, tem recebido diversos espetáculos da companhia e conquistado o público em cada apresentação.

Classificada como uma tragédia de humor negro, a peça conta a história de Zulmira, dona de casa suburbana, e Tuninho, típico carioca que possui a mais improvável das profissões: desempregado. O casal não tem filhos. O marido, Tuninho, possui uma paixão: o Vasco da Gama. Ele é torcedor fanático. A história se passa durante a semana da decisão do campeonato – quando o Vasco disputa a final contra o Fluminense. A peça narra a trajetória do casal. Zulmira fica obcecada com a ideia de que uma mulher loira irá destruir sua vida, como afirmou a cartomante. A partir disso, procura uma funerária e encomenda para si própria o caixão mais caro. Tudo isso exaspera o marido, que sequer desconfia do caixão. Zulmira faz seu último pedido: que o marido vá à funerária encomendar o seu enterro.

A obra teatral de Nelson Rodrigues exibe um olhar irônico deste genial dramaturgo sobre um país e uma sociedade. Atraídos pela linguagem do Grupo TAPA, o grupo Nósmesmos tinha a princípio o objetivo de estudar um pouco mais sobre as obras de Nelson Rodrigues, que é um dos maiores dramaturgos brasileiros. À medida em que o trabalho se desenvolveu, o desejo aumentou e surgiu então a vontade de realizar uma montagem. A paixão desse grupo pelo ofício foi fundamental. Como diria Nelson: “Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé”. A peça conta com direção de Adriano Bedin e os atores Juliano Mazurchi, Christian Hilário, Débora Nunes, Chicó Ferreira, Alessandro Franco, Regina Rebello, Yara de Napoli e Fernando Henrique.

 

Os ingressos do espetáculo A Falecida, custam R$30 (R$15 a meia entrada), e podem ser comprados na bilheteria do teatro.

 

Serviço:

A Falecida
Datas: 26 e 27 de novembro
Horário: 20h00
Ingresso: R$30,00 (meia entrada: R$15)

 

Pontos de Vendas de Ingressos:
– Teatro Nósmesmos (Unicenter)

Teatro Nósmesmos
Endereço: Avenida Prudente de Moraes, nº 210 – Sala 304 – Vila Nova – Itu-SP
Contato: (11) 4024-0852




Pedro Novaes: 'Vocações'

colunista do ROL
Pedro Novaes

Pedro Israel Novaes de Almeida – VOCAÇÕES

 

Quem faz o que gosta faz bem feito.

Existem ocupações onde a arte e técnica se encontram em harmonia. O jardineiro vocacionado cuida das plantas como quem pinta um quadro ou escreve um livro.

Cuidadores de idosos, alguns, não apenas repetem os procedimentos do ofício, mas acrescentam solidariedade e transmitem confiança. Cuidadores de animais, quando bons, alegram e são saudados, quando chegam.

Cozinheiras, as melhores, são capazes de imprimir sabores além dos esperados pela análise fria dos ingredientes. Costumam ser exímias no preparo de alimentos que agradam, a partir de qualquer conjunto de materiais disponíveis.

Os bons ordenhadores tranquilizam as vacas, pela simples chegada, fazendo-as verter leite. Existem pessoas de dedo verde, que produzem viço já no primeiro trato.

Mecânicos de outrora, sem a sofisticação dos recursos de hoje, montavam peças e recompunham dispositivos a partir de restos de metal jogados em um canto qualquer. Chargistas conseguem, mesmo olhando de relance, identificar o traço característico de qualquer pessoa.

Profissionais de teatro incorporam personagens e ambientes como se saíssem de si mesmos, chorando lágrimas reais ou gargalhando de maneira contagiosa. Dominam as emoções a ponto de serem por elas dominados.

A vocação predispõe o brilho e a eficiência, e quando descoberta conduz, quase sempre, à valorização profissional. Quem faz o que gosta não aplaude feriados, e consegue sensações de felicidade, ganhando centavos ou milhão.

Existem, contudo, vocações pouco elogiadas. Conheço pessoas especializadas na geração subliminar de intrigas e indisposições, no ambiente que frequentam.

A desonestidade parece ser uma vocação, e até milionários seguem corrompendo e sendo corrompidos, ainda que para obter alguma vantagem de que não necessitam ou de que jamais usufruirão.

A descoberta da vocação é crucial no encaminhamento profissional dos jovens, quase sempre dificultada pela rotina do dia-a-dia, que nem sempre gera oportunidades de saberem a atividade predileta.

Muitas vezes, a vocação é descoberta já na terceira idade, quando o bancário aposentado monta sua oficina na garagem, pinta seu primeiro quadro, canta mesmo quando não está tomando banho, escreve seu primeiro verso ou vai militar, como voluntário na ONG do bairro.

O caminho certo à infelicidade é dedicar-se a atividade que não gera satisfação pessoal, pelas ilusórias valorizações sociais ou enganadores acréscimos de tostões.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Sonia Moreira: 'Ditadura e liberdade!'

Sonia Moreira
Sonia Moreira

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – Ditadura e liberdade!

A primeira lembrança que nos vem à cabeça com essa palavra é ditadura governamental, não é mesmo? Pelo menos para os nascidos na década de 60. Em 1964 enfrentamos um golpe militar que arrastou o país por décadas em uma cortina de ferro.  Sem esquecer é claro de outro episódio de ditadura, com o Estado Novo de 1937 – 1945. A ditadura de Vargas, eu particularmente adoro história, sempre pesquiso, acredito que temos que conhecer nossa história para evitar cometer os mesmos erros, porém, não se trata somente desse tipo de ditadura que vamos discorrer nessa crônica, existem diversos tipos e que tiram nossa liberdade.

Hoje enfrentamos certa liberdade, digo certa, pois tenho algumas ressalvas é que existem inúmeras formas de conduta ditatorial.

Vejam um exemplo claro de ditadura, nos condenam se dizemos não ter perfis em rede social, por exemplo, nossa como você é antiquada, dizem os antenados, precisamos estar todos conectados, e assim facilitar o controle que as forças ocultas possuem sobre nós, isso mesmo é vigiado 24 horas por dia, por meio de vários aplicativos inocentes.

Outra forma de ditadura é a da juventude eterna, aliás, tenho uma crônica com esse título, não podemos mais envelhecer, sim, somente se for pra levar vantagem, não enfrentar filas, não precisar procurar vagas em estacionamento, aí pode ser chamado velho, botou o pé fora do estabelecimento, pode parar! Velho é seu passado!

E o que dizer da ditadura do padrão físico, meu, você tem que ser definitivamente magro, esquelético, um cabide de arame, não sei não se do jeito que vai indo a carruagem, daqui a pouco as companhias aéreas não começam a cobrar excesso de peso dos passageiros, tudo bem que salvo os excessos, o estereótipo está em nosso DNA.

Outro absurdo é que todos têm que ser considerados bonitos, como se isso fosse possível, afinal a beleza está nos olhos de quem vê. Como assim? Beleza é uma coisa abstrata, com essa ditadura da beleza as pessoas perdem as características de linhagem, todos têm que ter nariz fino, narizes aduncos nem pensar, seios grandes, bundas redondinhas, quadril estreito e detalhe cabelos lisos, cachos, é agora parece que vão aceitá-los, e por ai vai à loucura da procura da beleza. Nesse item eu resolveria rapidamente, construiria uma fábrica de robôs em séries todos idênticos, fácil de resolver, se isso de fato pudesse acontecer, bom pelo menos não que saibamos, tem tantos segredos governamentais pelo mundo, de repente já existe.

Mas deixemos o lado cômico da coisa, e vamos falar sério, a pior ditadura é aquela que segrega seres iguais no conceito da palavra humano, é a ditadura do poder, a ditadura da fome, da dor, das guerras, do preconceito á sua maneira de pensar, quantos mártires perderam suas vidas pela liberdade de um povo, por acreditar na liberdade.

A ditadura pode ter diversas faces, ela se fantasia de governantes paternalistas para escravizar e alienar existe um provérbio alemão que diz “Aceitou dinheiro perdeu a liberdade” Ditador é todo aquele que quer de alguma forma impor suas idéias, sua forma de viver, agir para se perpetuar no poder. Os supostos salvadores da pátria são na verdade, os anticristos descritos nos textos proféticos que encontramos aos borbotões, alguns que já tentaram se insurgir para dominar o mundo todo, lembra de alguém? Bom, melhor deixar pra lá, visto que ainda existem discípulos espalhados por aí.

Liberdade é uma palavra que jamais pode ser esquecida, seja na escola, na família, no trabalho, liberdade de pensamentos, de beleza, de escolhas em relacionamentos, liberdade de professar sua fé, liberdade com responsabilidade é claro.

“Liberdade ainda que tardia” Como disse nossos inconfidentes, respeite as escolhas das pessoas, respeite a liberdade de um país.

No século XXI, não cabe mais ficarmos presos a conceitos ultrapassados, a separar seres humanos nascidos iguais e que morrem também de uma mesma maneira, o poder pode corromper levando ao desastre humano toda uma nação, ou um planeta inteiro.

Li- ber – da – de – Quatro sílabas apenas, que reproduz grandes lutas em muitas histórias e em diversas línguas.

Francês = Liberté

Inglês = Fredom

Espanhol = Libertad

Todas pronunciadas por uma espécie exatamente igual, o ser humano, independente da cor, raça, beleza, sexo, magros, gordos, velhos ou jovens.

Creio que a morte é muita bem vinda, se for pra viver sem liberdade, que sejamos livres das amarras da hipocrisia e da alienação que somos submetidos diariamente.

Não nos deixemos aprisionar em nenhuma forma de ditadura, para isso precisamos alcançar um nível intelectual melhor para perceber o abismo que o ser humano se afunda diariamente.

Seja livre! Liberdade! Liberdade! Com clamor de igualdade.

 

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




Centro Cultural de Itapetininga terá nova exposição

Entrelaços trará uma proposta de interação com o planeta

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O Centro Cultural e Histórico ‘Brasílio Ayres de Aguirre’ será palco de mais uma exposição de artes plásticas.

A artista Elze Arruda trará a exposição ‘Entrelaços’, paralelamente ao lançamento de seu novo livro, um álbum de poesias e pinturas.

As obras estarão abertas para visitação a partir deste sábado, dia 26, até dia 23 de dezembro, sexta-feira.

“A exposição traz uma proposta de vínculo com o ambiente natural, chamando para o entrelace de todos com o planeta, como num abraço”, explica a artista Elze.entrelaces

São cerca de dez pinturas e uma escultura, que foram criadas com reaproveitamento de materiais, transmitindo a percepção da reutilização. O objetivo é que o visitante tenha uma experiência com todos os sentidos.
xElze Arruda, que trabalha na concepção deste projeto há cinco anos, é envolvida com artes desde a infância, tendo a pintura e a escultura como carros chefe de sua produção. Aos dezoito anos realizou sua primeira exposição e em 2015, esteve com suas obras em um museu francês. Quem comprar seu livro também ganhará um CD com poesias.

O Centro Cultural está aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 18h. Informações pelo telefone 3272-3401.




Camilo Alcântara apresenta-se em recital de tuba, dia 26, em Tatui

Recital será no Conservatório de Tatuí, com participação especial do Quinteto Tubass

 

O tubista Camilo Alcântara, aluno do Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – apresenta-se em recital de conclusão de curso de aperfeiçoamento em tuba. O recital será no próximo dia 26 de novembro (sábado), a partir das 19h, com entrada franca, no Salão Villa-Lobos (rua São Bento, 415).

A apresentação tem orientação do professor Luciano Vaz e coordenação do professor João José Xavier da Silva, orientador da área de sopros-metais da instituição. O pianista Juliano Kerber acompanha o aluno ao piano e o Quinteto Tubass faz participação especial. O quinteto é integrado por, além do próprio formando, Alessandro Ramos, Daniel Satler, Ricardo Souza e Thaís Nascimento, todos alunos do Conservatório de Tatuí.

No programa, Camilo Alcântara apresentará obras de Sergei Rachmaninnoff (Vocalise Op.14 No. 34), Thomas Stevens (Variations in Olden Style) e Edward Gregson (Tuba Concerto, em três movimentos).

Com a participação do Quinteto Tubass serão duas obras: Adiós Nonino, de Astor Piazzola, e Smoke on the Water, de Ian Gillan, Richard Blackmore, Ian Paice e Roger Glover.

Nascido e crescido na região da grande São Paulo, Camilo teve seu primeiro contato com a música em 2002, na Fanfarra Municipal de Jandira, passando por várias corporações até chegar à Banda Municipal de Sorocaba, sob orientação do maestro Fernando Rabelo.

A partir de então inicia seus estudos no Conservatório de Tatuí, no qual se forma sob orientação do professor Luciano Vaz Vieira em 2011. Posteriormente ingressa também na Faculdade Mozarteum de São Paulo, sob orientação do professor Luís Popó Serralheiro.

Participou como bolsista atuante nos seguintes festivais: V, VI e VII Curso de Férias Coreto Paulista em Tatuí e 12° Festival Música nas Montanhas em Poços de Caldas; Participou também do Curso de Férias FFABESP e Faculdade Cantareira, Curso de Férias da Corporação Lyra de Mauá, Curso de Apoio às Bandas – Pró Bandas, II, III, IV e V Encontro Internacional de Metais, tendo professores renomados como: Luciano Vaz Vieira, Albert Savino Kathar, Marcos dos Anjos, Rubens de Araújo Mattos, James Gourlay, Andrew Hitz, Francisco José Yañes Garrido, Gregory Fritze e Gian Marco de Aquino.

Foi integrante do quadro de músicos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo de janeiro de 2014 a maio de 2015, tendo nesse período participado das gravações do CD Maxixe Urbano, em comemoração ao Jubileu de prata da BSESP. Já atuou profissionalmente também em grandes grupos, tendo destaque a Banda Sinfônica do Conservatório de Tatuí, onde atuou por mais de quatro anos, além de apresentar-se como músico convidado junto à Orquestra Sinfônica de Santo André, à Orquestra Filarmônica Vera Cruz e à Orquestra Sinfônica da UNICAMP. Atuou como convidado também junto à orquestra da Musikschulle de Sttutgart.

Paralelamente ao trabalho em grupos sinfônicos, desenvolve trabalho camerístico com o Quinteto TuBass. Em 2011, foi participante da primeira edição do programa Pré-Estreia da TV Cultura, na modalidade música de câmara, sendo integrante do Sexteto Itapuita.

Como músico, já atuou sob a regência de maestros como José Antônio Pereira, Dario Sotelo Calvo, Marcelo Jardim, Carlos Moreno, Marcos Sadao Shirakawa, Francisco Ferreira (Portugal), Edson Beltrami, Matthew George (EUA), Rafael Sanz-Espert (Espanha), Alberto Roque (Portugal) e Mark Withlock (EUA), Felix Hauswirth (Suíça), Mallory Thompson (EUA), Lazlo Marosi (Hungria), Shawn Smith (EUA) e Franck Batiste (EUA).

SERVIÇO
Recital de Conclusão de Curso Tuba – Aperfeiçoamento
Camilo Alcântara, formando
Juliano Kerber, piano
Luciano Vaz, professor responsável
João José Xavier da Silva, coordenação
Participação especial: Quinteto Tubass (Alessandro Ramos, Daniel Satler, Ricardo Souza, Thaís Nascimento e Camilo Alcântara)
Luciano Vaz Vieira, professor responsável
João José Xavier da Silva, coordenação
Quando: 26 de novembro, sábado, 19h00
Local: Salão Villa-Lobos – Rua São Bento, 415