Livro 'Desenvolvimento Generalizável', de Celso Waack Bueno será lançado dia 9 de dezembro, em São Paulo

Comentário de Inês Rosa Bueno

O livro ‘Desenvolvimento Generalizável’ do economista da ONU e professor da Fundação Getúlio Vargas, Celso Waack Bueno, será lançado na Livraria Martins Fontes, no endereço em anexo na Avenida Paulista, em São Paulo, no dia 9 de dezembro, às 18:30 horas.
Quem não puder comparecer, pode se informar mais sobre as ideias do autor no blog com o mesmo nome (Desenvolvimento Generalizável) que está online. E querendo encomendar uma cópia do livro a ser entregue por correio, pode escrever para cwbueno@yahoo.com.br.
Eu considero que as ideias do autor são NECESSÁRIAS para o entendimento do processo econômico global atual. É um entendimento profundo, de quem fez os mais altos estudos acadêmicos do mundo, foi um professor reconhecido incondicionalmente por gerações e gerações de alunos que o escolheram como paraninfo ou professor homenageado.
Por outro lado – e principalmente – suas conclusões se baseiam também numa vida de lutas nas esferas superiores das instituições de assessorias a governos, por um desenvolvimento justo, sustentável e acessível a todos. Como assessor da ONU para o desenvolvimento, percorreu, orientando equipes dessa entidade em mais de quarenta países. Dessa experiência, tirou conclusões ímpares, às quais raras pessoas têm acesso.
Recomendo a leitura.
Vamos avançar nos paradigmas de entendimento dos problemas ambientais e sociais e de desenvolvimento, através dessa leitura.
Vamos nos aprofundar, sistematizar e sintetizar  a compreensão das determinações históricas do momento político global que estamos atravessando – que é crucial para nosso futuro enquanto espécie que se propõe objetivos humanistas – sejam quais forem.



Élcio Mário Pinto: 'CASCATA BRANCA – Cachos de Água Doce'

Élcio Mário Pinto
Élcio Mário Pinto

Élcio Mário Pinto: “CASCATA BRANCA – Cachos de Água Doce

 

Então, sobre estas importantes datas: 11 de novembro de 1886 – 11 de novembro de 2016 = 130 anos (4ª visita de Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina, a Imperatriz, e toda a comitiva imperial à Cachoeira da Chave, Votorantim/SP, apresento este texto, inédito, que estará na futura publicação em homenagem à cidade.

Eis o título e o subtítulo do livro em homenagem à cidade escolhida pelo Imperador: “CASCATA BRANCA – Cachos de Água Doce“.

E o texto, aqui:

“E se pudéssemos voltar no tempo, exatamente para aquele momento, naquele lugar e com aquela pessoa?

É o que propõe o autor, numa combinação de fatos históricos e imaginação, acrescendo novidades a este conto-fábula com uma conversa entre Dom Pedro II e um jovem de 13 anos aos “pés” da Cachoeira da Chave, a “Cascata Branca”, de Votorantim/SP, na penúltima década do século XIX.

Assim aconteceu…

Em 11 de novembro de 1886, Dom Pedro II estava com 60 anos completos. Em 02 de dezembro, faria 61.  Era uma quinta-feira(*), pela manhã. Já passava das 10h00, porque às 9h45min, o Imperador, sua esposa e Imperatriz Dona Teresa Cristina, e toda a comitiva, deixavam o centro de Sorocaba para visitar, pela quarta vez, a famosa cachoeira que tinha aspecto de um nariz.

A vila, que era parte do município de Sorocaba, encantava D. Pedro pelas águas claras que, em queda, criavam espuma e névoa.

Por felicidade, muito mais minha que do 2º Imperador do Brasil, lá estava eu, transportado no Tempo, por algum presente da Natureza, para conversar com Sua Majestade Imperial:

– Gostas muito destas terras, não?

O homem virou-se e com olhar compenetrado, bem ao seu costume de ser, e postura de amorosidade, respondeu-me:

– Verdadeiramente, mais das águas!

___________________________________

(*) Disponível em: <http://www.profcardy.com/calculadoras/aplicativos.php?calc=4>.  Acesso em: 11 março 2016.”




Guaçu Piteri: 'Como era o nome dela?'

Novo post em Blog do Guaçu Piteri

Guaçu Piteri
Guaçu Piteri

Como era o nome dela?*

by Guaçu Piteri

Desligado do Quinze de Novembro, por insistência de um colega de classe e da república Maloca, José Carlos Maschietto, aceitei o convite para atuar por algum tempo no Capivariano, equipe profissional que disputava uma das séries inferiores do campeonato paulista.
Aos domingos, pela manhã, embarcava no trem do ramal da Sorocabana em Piracicaba. Almoçava na casa do seu Vitório, pai do meu colega, defendia a equipe de Capivari, regressava com o dinheiro que me pagavam. Não sei se pelo serviço prestado era pouco ou muito. Sei apenas que me bastava para as despesas da semana.
Nessa época, quando o amigo Vicente, motorista de caminhão que fazia a rota Osasco – Piracicaba chegava para me entregar o dinheiro da mesada amealhado com sacrifício pelo Elzo, o irmão que gerenciava o Bar do Povo, eu agradecia e mandava dizer que não precisava. Podia devolvê-lo à família, cujas dificuldades financeiras eram atrozes.
Numa das viagens de regresso de Capivari, à noite, entre os poucos passageiros que dormitavam no vagão escuro, aproximou-se uma moça que me deu o prazer da companhia. Falou-me que todo domingo viajava naquele horário. Retornava de visita à família, para o reencontro do marido com quem vivia em Piracicaba. Casada havia pouco tempo, não se acostumava longe da família. Viajava todos os fins de semana. Tinha saudade dos seus.
No domingo seguinte, encontrei-a de novo. Percebi que estava ansiosa pela minha companhia. Sentamo-nos, no mesmo lugar, conversamos com animação e sem cerimônia. Era como se já nos conhecêssemos de longa data. A atração recíproca e impetuosa levou-nos à troca de carícias e de beijos apaixonados, ali mesmo, no vagão vazio, mergulhado na penumbra.
Ao desembarcamos, subimos a Rua Quinze de Novembro, nosso caminho. Lembro-me de tê-la ouvido dizer que morava pelos lados do Bairro Alto, nas imediações da república Esplanada, alguns quarteirões acima da Maloca. Não me deu, entretanto, seu endereço nem disse se morava na Rua Quinze.
Quando me despedi e entrei, tive a sensação de que o portão, que eu havia tido o cuidado de fechar, abriu-se atrás de mim. Voltei-me e percebi que a companheira de viagem me estendia a mão para subir a escada e me seguir os passos. Naquela noite, ela me confidenciou que, apesar de pouco tempo de casada, não vivia bem com o marido. Por causa dessa confissão achei que me propunha uma relação duradoura.
No domingo seguinte, depois do jogo, despedi-me mais cedo dos anfitriões, e corri para a estação. Ao chegar não a vi. Entrei ansioso no mesmo vagão em que a conhecera: ela não estava. Percorri os vagões que, se bem me lembro, eram apenas três ou quatro e não a encontrei. Sentei-me no mesmo lugar do domingo anterior, na esperança de vê-la entrar, braços estendidos, correndo ao meu encontro. Ela não apareceu.
O trem moveu-se lentamente, enquanto eu esticava o pescoço para fora da janela. Fixei o olhar na estação que se afastava, mergulhando na penumbra. Ninguém na plataforma escura. A princípio, me senti inconformado. Mas, pensando bem, não havia motivo para frustração. Algum imprevisto deveria tê-la impedido de viajar. Algum motivo relevante, pensei, enquanto me recostava para cochilar. Era isso. Não podia haver outra explicação. No domingo seguinte, iríamos nos encontrar de novo e teríamos muito assunto para conversar.
Os domingos foram se sucedendo e nunca mais a encontrei naquelas viagens, cada vez mais longas e cansativas. Desistira de viajar? Mudara de horário com o intuito de me evitar? Mas por quê? Tudo acontecera espontaneamente. Não houve malícia, nem premeditação. Nada que justificasse sua ausência.
Nessa época, cheguei a faltar a algumas aulas e interromper horas de estudo para ficar na varanda da Maloca a espreitar a rua. Olhava atentamente quem vinha e quem ia, na esperança de vê-la passar. Às vezes, tinha a impressão de que a via, ao longe. De perto, percebia que era engano. Quando se deixam levar pelos impulsos do coração os sentidos se iludem.
Da varanda da Maloca meus olhos continuavam a se mover: primeiro à direita, para baixo, no rumo da estação da Sorocabana; em seguida, à esquerda, para cima, na direção da escola normal Sud Menuci. Por mais que procurasse, nunca a vi subindo ou descendo a Rua Quinze. Jamais voltei a encontrá-la. Assim, nunca hei de ter certeza a respeito de seus verdadeiros sentimentos, do seu destino e dos motivos que a levaram a se afastar de maneira tão estranha e inesperada.
Da relação fugaz, restou-me alguma recordação. Lembro-lhe o talhe: era esbelta; do semblante não me recordo, mas tenho a impressão que era loira; não sei dizer se era bonita, porém, delicadas e quase imperceptíveis estrias brancas davam-lhe, aos olhos, de tonalidade azul, brilho especial e vivacidade única. Parece-me que não era de muito falar, mas se expressava com os encantos do olhar e a malícia do sorriso. Não era triste embora demonstrasse certo sentimento de angústia.
Ah! Faltou-me revelar-lhe o nome: será que perguntei?… Será que me foi dito?

* Do livro Sonhar é Preciso – Comunidade e Política nos Tempos da Ditadura.
Guaçu Piteri – Edifieo (p. 87)




Celso Lungaretti: 'O QUE A VITÓRIA DE TRUMP SINALIZA: ANÁLISE DE VLADIMIR SAFATLE, COM COMENTÁRIO DE CELSO LUNGARETTI"

Celso Lungaretti: HÁ UMA PROFUNDA DESCRENÇA POPULAR COM OS GESTORES DA DEMOCRACIA LIBERAL E A ESQUERDA NÃO A CAPITALIZA

 

Escreveu Vladimir Safatle

FENÔMENOS COMO DONALD TRUMP NÃO SÃO PASSAGEIROS, SÃO REGRA..

Há uma passagem na Dialética do Esclarecimento na qual os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer afirmam que, muitas vezes, não há nada mais estúpido do que ser inteligente.

Nessa passagem, eles descrevem como seus amigos intelectuais tinham análises detalhadas e bastante astutas para provar de forma cabal como a ascensão do nazismo nunca seria possível. Nenhuma delas serviu para impedir o que era, no final das contas, claro como o sol ao meio-dia.

Bem, a eleição de Donald Trump é, mais uma vez, a prova de como muitas vezes não há nada mais estúpido do que ser inteligente.

Até o último dia da eleição, as chances de vitória de Hillary Clinton eram creditadas em até 90%. A inconsistência de Trump, seu caráter errático, suas falas absurdas e caricatas eram salientados a todo momento para confirmar aquilo que as pesquisas pareciam indicar: que ele nunca seria o próximo presidente dos EUA.

No entanto, Trump viu algo que ninguém queria ver, a saber, que a democracia liberal acabou, que a política não passa mais pela conquista do centro e pela boa gestão da institucionalidade atual. Ela passa pelo deslocamento em direção aos extremos e pelo decisionismo soberano.

Tudo estava claro para quem quisesse ver. O brexit e a ascensão da xenofobia na Europa foram expressões de uma profunda descrença popular com os gestores da democracia liberal. Lembremos como os últimos anos demonstraram como as recuperações econômicas aplicadas através de planos de austeridade significaram aumento brutal da precariedade, da insegurança social e da desigualdade.

Esses planos de recuperação foram geridos de forma praticamente semelhante, tanto por liberais como pela esquerda (ou por algo que gostaria de, em certos momentos, se fazer passar por ela). A ira popular contra tal classe de gestores sociais era evidente e levaria a um forte sentimento anti-institucional.

Foi para vampirizar tal sentimento que entrou em cena Donald Trump. Denunciando a elite política e a elite midiática por esquecimento das pessoas comuns, ele, o representante maior da elite financista e rentista que mais se beneficiou das políticas econômicas dos últimos anos, fez o inacreditável papel do homem simples indignado com a impotência dos burocratas e com a inércia dos partidos.

Sua imagem de bem-sucedido, junto à sua capacidade de mudar de opinião, de se contradizer a todo momento, podia muito bem aparecer como a prova de que estávamos diante de alguém que não respeitaria limites para fazer o que deve ser feito. Foi o que aconteceu.

Fenômenos como Trump não são passageiros. Eles serão a regra daqui para frente. Clinton, com seu militarismo extremo e sua aliança orgânica com os interesses de Wall Street, era apenas uma direita mais tradicional que terá cada vez menos lugar.

Já fenômenos como Trump se aproveitam da inexistência de esquerda no cenário político-partidário mundial e capitalizam todo o sentimento anti-institucional, dando à insegurança social o lastro do medo paranoico contra inimigos externos ou da raiva protofascista contra minorias internas. A história já demonstrou quão explosiva pode ser tal combinação.

No entanto, essa eleição mostrou também a limitação política de certas escolhas feitas ultimamente. Por coincidência, no dia da eleição norte-americana, eu estava na Universidade da Carolina do Norte, onde os estudantes fizeram várias pichações contra Trump. Na maior delas podia-se ler: “Trump: sexista, machista, racista, islamofóbico, homofóbico”.

Tudo isso é verdade, mas era sintomático não haver nada sobre seu desejo em acabar com o sistema de saúde gratuito para os mais pobres ou sobre sua política econômica que implicará em concentração de renda e em aumento da precarização. De fato, a tentativa de desconstruir Trump passou, de forma majoritária, por tais pautas ligadas a políticas de reconhecimento.

Nada mais previsível, já que a luta por reconhecimento funciona atualmente como uma certa compensação à inexistência de um discurso econômico de esquerda com clara força de transformação das relações econômicas e com capacidade de implicar as classes empobrecidas.

Conseguimos transformar tais pautas, profundamente justas em si, na única modificação concreta que a esquerda consegue atualmente oferecer, já que estamos todos comprometidos com a gestão do mesmo modelo econômico, divergindo apenas sobre a intensidade da aplicação das mesmas políticas

Mas se o modelo econômico é o mesmo, se o problema é só de intensidade, então melhor entregar as chaves do cofre para alguém que sabe como as entranhas do capital realmente operam. Ao que parece, foi assim que metade mais um da população norte-americana pensou.

Pitaco do editor

A DEMOCRACIA LIBERAL ENTROU EM PARAFUSO. 

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS PARA A ESQUERDA?.

Em seu excelente artigo desta 6ª feira (11) na Folha de S. Paulo, cujos trechos principais grifei, o filósofo Vladimir Safatle veio ao encontro do que tanto o Dalton Rosado quanto eu vimos há tempos alertando: as contradições insolúveis do capitalismo atingiram tal estágio que ele cada vez desagrada mais pessoas para satisfazer menos pessoas. O preço da relativa prosperidade de poucos são agruras e sofrimentos para muitos. Com isto, a chamada democracia liberal entrou em parafuso, como cansamos de dizer e agora ele diz também.

A nós interessa, sobretudo, a principal consequência disto para a esquerda: a de que não adianta mais disputarmos eleições e tentarmos combater o stablishment com as armas do stablishment, situados dentro do stablishment. Temos de, como em 1968, abandonar os parlamentos e palácios do governo, voltando às ruas e às praças para nelas irmos forjando pouco a pouco, em sintonia com o povo e estimulando seu protagonismo, uma proposta alternativa de sociedade.

Caso contrário, acontecerá conosco o mesmo que aconteceu com o Partido Social-Democrata alemão, que tentou deter a escalada nazista dentro dos marcos da legalidade burguesa, enquanto o inimigo, sem os mesmos melindres, atuava em duas frentes: intimidava os conservadores e liberais com a truculência de suas turbas de lumpemproletários, visando inicialmente paralisá-los e depois cooptá-los nas esferas do poder formal.

Lembrem-se: quem não aprende com as lições da História, está condenado a repeti-las. (Celso Lungaretti)

 

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Élcio Mario Pinto: 'Cabelo-ruim'

dsc_3743-copy Élcio Mario Pinto – CABELO-RUIM

– Mãe, o que é cabelo-ruim?

– Quem foi que disse tal coisa a você?

– Ouvi na escola.

– Disseram do seu cabelo?

– Não, só ouvi.

– As pessoas têm muitos tipos de cabelos. Existem cabelos encaracolados, lisos, curtos, compridos, de várias cores e tamanhos, enfim, muitos tipos.

– E o cabelo-ruim é um tipo?

– É o que algumas pessoas dizem desse tipo de cabelo. Você está vendo?

– Estou.

– Dizem que é ruim porque é difícil de pentear.

– Mas, não é verdade.

– Como você sabe?

– Ora, mãe, é só usar um outro tipo de pente.

– Muito bem! Então, pode existir um tipo de pente para cada tipo de cabelo.

– Será que quem diz que o cabelo é ruim não conhece outros tipos de pente?

– É bem possível! Talvez porque a pessoa só goste de um tipo. Mesmo que seja um direito dela gostar daquele pente, não quer dizer que quem usa um outro modelo não tenha um bom cabelo.

– Eu entendo, mãe. Se fosse assim, então, para todas as pessoas que não usam outro modelo, diriam que todos são para cabelos ruins, menos o dela.

– Se for assim, cada um, com seu pente, discriminaria todos os outros que são diferentes.

– Diferença é coisa boa, não é?

– Diferença deve ser respeitada! O que não pode é excluir as pessoas porque são diferentes. Isso não faz o menor sentido.

– Então, não existe cabelo-ruim?

– Não, não existe. O que existe é que tal penteado fica melhor naquele cabelo do que neste, assim como uma cor fica melhor ali e não aqui. Esse julgamento de ruim é discriminatório e por isso, ele é que é ruim.

– Valeu, mãe!

Élcio Mário Pinto

10/11/2016




José Coutinho de Oliveira: Nobilistica

Essência no catolicismo

 foto-jose-coutinhoNesse longos anos de pesquisa e autodidatismo descobrimos quatro características do catolicismo. Descobrimos então que a Igreja católica é a favor da união com o Estado, o chamado Estado confessional como era no império. Leão XIII e São Pio X publicaram encíclicas defendendo aquela união. Hoje vemos que no Estado laico, de leigo, o que existe é a prática do relativismo, a equiparação das opiniões. A Igreja católica é contra esse relativismo pois crê que suas propostas estão baseadas a começar pela lei mosaica. O relativismo quer iludir-se de que a verdade não está ao ao nosso alcance, o que não deixa de ser um agnosticismo, um agnosticismo que leva a considerar a fé como descartável. Outro princípio defendido pela Igreja católica é o da “subsidiariedade do Estado”, eu chamo de “coadjuvância do Estado”, ou seja, o Estado não deve proibir a livre iniciativa; tem, isto sim, que apoiar o cidadão no exercício mercantil, liberal e industrial. Podemos confirmar essa informação na encíclica “Quadragesimo anno” (quadragésimo aniversário) de 15/5/1931) do Papa Pio XI. Essa encíclica comemora os 40 anos da encíclica “Rerum Novarum”, de Leão XIII, carta magna da doutrina social da igreja católica. Vemos então que a Igreja católica é a favor do liberalismo econômico, opção que vemos hoje, levará a diminuir no mundo a distância entre os países mais ricos e os mais pobres. Ela é portanto, por causa dessa preferência, a favor também da igualdade. Esse regime levará ao aumento do número dos chamados “remediados”, da classe média. A terceira característica a é a defesa da necessidade da seleção para a ocupação dos cargos, ou seja, a igreja crê que alguns nascem mais aptos a funções mais complexas. Baseia-se ela então nesse ponto em Sto. Tomás que afirma na Suma Teológica I, q. 47, a.2: ” Nos seres naturais vemos que as espécies são gradativamente ordenadas; assim, os compostos são mais perfeitos do que os elementos, as plantas do que os minerais, os animais do que as plantas e os homens do que os outros animais; e em cada uma dessas classes encontram-se espécies mais perfeitas do que as outras. Sendo, pois a divina sabedoria a causa da distinção das coisas para a perfeição do universo, também será causa da sua desigualdade. Pois não seria perfeito o universo se nas coisas só se encontrasse um grau de bondade.” A quarta e última característica é a de que o crente, por causa do princípio da prevalência da fé, sabe que as perguntas se tornam inúteis quando nos deparamos com o mistério. Tal princípio foi lançado pelo Pe. Clemente de Alexandria, falecido em 225 que defendeu que a filosofia é a “ancilla fidei”, serva da fé. O mistério, como diz 2 Cor 12,4, é inefável, inexprimível.
José Coutinho de Oliveira

jocodeol@gmail.com




Afrânio Mello fornece informações sobre a familia FERREIRA

O genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello publica seu atendimento de número 813

 

Prezado José Ferreira Irmão.

Aqui em Sorocaba, vizinha de Itapetinnga, vivia um maçom de nome José Aleixo Irmão,

já falecido e escritor de vários livros sobre a História da Maçonaria em Sorocaba.

Seria seu parente????

Em atenção ao seu pedido estou anexado :

Ferreira …………………………  19 páginas e 2 dois brasões no arquivo e mais seis brasões em separado.

Abaixo um pequeno resumo tirado do arquivo principal.

Você tem uma enorme quantidade de nomes e de suas origens e tem informações sobre

o estabelecimento dessas pessoas no Nordeste.

Tem nomes famosos de Ferreira. Tem os Judeius sefarditas

Espero que encontre o que está procurando.

 

clip_image001 clip_image002 Ferreira

]sobrenome de origem portuguesa. Sobrenome de raízes caracteristicamente toponímicas, teve a sua origem, segundo alguns autores, na designação da vila de Ferrera, em Castela, hoje Herrera de Rupisverga, havendo outros que a dão numa das várias vilas portuguesas com o mesmo nome, significaria “lugar onde há ferro ou jazida de ferro” Terá sido o fundador desta família em Portugal, Dom Fernando Álvares Ferreira, senhor do paço de Ferreira, na freguesia de Sâo João de Eiris, comarca de Aguiar de Sousa, rico-homem de Dom Sancho I segundo Rei de Portugal, no final do século XII.  Outros genealogistas dão crédito a Rui Pires, um dos fidalgos que vieram a este reino com a rainha Dona Tareja, foi o primeiro que se chamou de Ferreira, tomando o nome da ” Ferreira de Alves “, de quem foi senhor, e é considerado como sendo o solar da família.

Em Portugal sobrenome tomado do lugar de Ferreira, na Freg.ª de S. João de Eyris, Concelho de Aguiar, comarca do Porto, Prov. do Minho, Portugal (Sanches Baena, II, 68). Do latim ferraria, mina de ferro (Antenor Nascentes, II, 111). Portugal: O primeiro que usou este sobrenome foi Rio Pires, que o tomou da localidade de Ferreira de Aves, de que era senhor e onde fundou o solar da família. Era bisneto de Fernão Jeremias, um dos fidalgos que passaram de Castela a Portugal em 1095, acompanhando D. Teresa, mulher do conde D. Henrique de Borgonha (Anuário Genealógico Latino, I, 43). Felgueiras Gayo, no século XIX, informa que no Concelho de Aguiar se achava o Couto de Ferreira, o Vale de Ferreira, o Rio de Ferreira e o Chão de Ferreira, e que tudo foi motivo de originar esta família. Gayo registra o cavaleiro Martim Ferreira de Oliveira Barros, proprietário da Quinta de Vila Verde, cabeça do Morgado por ele instituído, situada junto do Rio de Ferreira de S. João de Eyris. O mesmo Martim Ferreira, dalí passou para o Casal de Cavaleiros, propriedade da família, já naquele tempo. A Vila e Couto de Ferreira, recebeu foral em 1222, o que o leva a crer que dela deve ter se originado a família. Sua genealogia, traçada com maior segurança, é principiada por Gayo, em D. Álvaro Ferreira, Rico-Homem do reino de Leão, que deve ter vivido pelos anos de 1170. Foi Sr. de Meilas, depois Mancilhe de la Serra, em Castela a Velha, e Senhor da Vila de Ferreira, de onde certamente tomou o sobrenome da família. Foram avós de Pedro Ferreira, sucessor na casa de seu pai, que, juntamente com sua esposa, D. Maria Vaz, deu o foral à vila de Ferreira no ano de 1222, que ele fundou, e povoou dando-lhe por nome o do seu sobrenome em memória do seu antigo Solar, nas Astúrias, em Santilhana (Espanha). Edificou, na mesma vila de Ferreira, um Mosteiro dedicado a São Pedro, para os Cavaleiros Templários (Gayo, Ferreira, Título e § 1.). Deste último casal, foi quinto neto Ayres Ferreira, Escudeiro do Infante D. Henrique, patriarca desta família Ferreira, na Ilha da Madeira, para onde passou no tempo do seu descobrimento, em 1419. Do seu casamento, entre outros, foi seu quarto neto, Antônio Teixeira de Mello, que passou ao Maranhão, conforme se vê abaixo. Ilha da Graciosa: sobre a história desta família e sua passagem pela Ilha Graciosa, escreveu, no ano de 1717, o padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro VII – Das Ilhas de S. Jorge, e Graciosa, Capítulo IX – Dos outros Capitães Donatarios da Graciosa, & dos Ferreyras, & Mellos que da Graciosa passaram à Terceyra, & de seus Regios troncos, & Ascendentes [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro VII, Ilha da Graciosa]. Ilha da Madeira: o genealogista Henrique Henriques de Noronha, em sua importante obra Nobiliário Genealógico das Famílias da Ilha da Madeira, composta em 1700, dedicou-se ao estudo desta família [Henriques de Noronha – Nobiliário da Ilha da Madeira, Tomo II, 227, 259; III, 473]. Ilha de S. Miguel: o genealogista português Gaspar Fructuoso, em sua História Genealógica de Sam Miguel [Saudadas da Terra], escrita por volta de 1580, dedicou-se ao estudo desta família, em seu Capítulo XXXIV – Dos Ferreiras, nobres Fidalgos, que vieram da Ilha da Madeira, à esta Ilha de Sam Miguel, em tempo do Capitão Ruy Gonçalves da Camara, segundo donome [Gaspar Frctuoso- Saudades da Terra, 253]. Galiza: o genealogista, frei José S. Crespo Pozo, O. de M., em sua obra Linajes y Blasones de Galicia, dedica-se ao estudo desta família [Pozo – Linajes de Galicia]. Brasil: Sobrenome de muitas famílias estabelecidas no Rio de Janeiro, para onde vieram no decorrer dos quinhentos anos de história do Brasil. Entre elas: I – de origem portuguesa, procedente do Porto, a de Bento Ferreira [c.1632, Paço de Souza, têrmo do Porto, Poertugal – c.1669], filho de Manuel Gonçalves e de Isabel Francisca. Casado a 05.05.1658, Rio de Janeiro, RJ, com Maria Alvares [bat. 21.10.1645, Rio de Janeiro, RJ – 02.07.1700, idem], filha de Francisco Alvares e de Prudência Cubas, citados no verbete da Família Alvares (v.s.), do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, entre as quase 165 famílias com este apelido, nos séculos XVI e XVII, registram-se as seguintes: Antônio Ferreira, 1.º Professor de Latim (c.1574) da Cidade [c.1545-1614]; Diogo Ferreira [c.1573-a.1657]; Garcia Ferreira, Escrivão (1588) da Câmara; João Ferreira, pedreiro [c.1595- ?]; Rodrigo Ferreiro, ourives [c.1587- ?]; João Ferreira Drummond [c.1606- ?]; Manuel Ferreira Soares [c.1586 – ?]; etc. Quase todos deixaram descendência (Rheingantz, II, 73-119). Ainda no Rio de Janeiro, registra-se a numerosa família de Gonçalo Ferreira [c.1618 – 09.10.1663, Rio, RJ], que deixou geração do seu cas., por volta de 1646, com Francisca dos Reis [bat., 08.10.1623, Rio, RJ – 22.11.1708, idem], filha de Manuel Gonçalves e de Barbara Braz. São antepassados das famílias Milne (v.s.), Ferreira Braga (v.s.), Reis Aarão (v.s.), Velho de Lagoar (v.s.), Bertão (v.s.) e Borges da Costa (v.s.), etc. Antiga e importante família, de origem portuguesa, estabelecida em São Paulo, para onde passou, em companhia do donatário Martim Afonso de Souza, o Capitão-Mor Jorge Ferreira, Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, que estabeleceu-se em Itapema. Foi lugar tenente do Donatário da Capitania de São Vicente [1566-1557 e 1567-1569]. Deixou numerosa descendência do seu cas. com Joana Ramalho, filha de João Ramalho – patriarca desta antiquíssima família Ramalho (v.s.), em São Paulo. Entre os seus descendentes registra-se a filha, Joana Ferreira, que deixou geração do seu cas. com Tristão de Oliveira, filho de Antônio de Oliveira, Capitão-Mor de São Vicente [1538] – patriarca desta família Oliveira (v.s.), de São Paulo (AM, Piratininga, 80; Silva Leme, IX, 66; Leite Ribeiro, 23). No Maranhão, por ocasião do seu povoamento, a família de Antônio Teixeira de Mello, filho de Pedro Gonçalves Ferreira e quarto neto de Ayres Ferreira, patriarca desta família Ferreira, na Ilha da Madeira (ver acima). Capitão-Mor e gov. das Armas do Maranhão, por ausência de Antônio Moniz Barreiro, um dos povoadores daquela região [ver família Barreiros]. Casou no Maranhão com Catarina Maciel Parente, irmã do poderoso gov. daquele Estado, Bento Maciel Parente, patriarca da família Maciel Parente (v.s.), do Pará e Maranhão. Sobrenome de algumas famílias estabelecidas no Pará, oriundas da Praça de Mazagão, em África. Entre outras, registra-se a de Luiz Antônio Ferreira, que migrou para o Pará, compondo o grupo 340 famílias que embarcaram para o Brasil em 1770, estabelecendo-se na nova colônia de Mazagão.

 

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From: Jose Ferreira Irmão

Sent: Tuesday, November 08, 2016 12:49 AM

To: afraniomello@itapetininga.com.br

Subject: Informação sobre a família Ferreira

Meu querido pesquisador:

Gostaria de saber de onde vieram os Ferreira que se estabeleceram na Paráiba, especialmente no Vale do Piancó, no Riacho Verde, em São José de Piranhas. De onde e de que genealogia vieram eles, se de Portugal diretamente ou de algum outro lugar do Brasil.

Agradeço enormemente essas informação