Passeio cultural público no próximo dia 5 de novembro em Sorocaba

Atividade pela área central de Sorocaba está com inscrição aberta

Estão abertas as inscrições ao passeio público que acontece no próximo dia 5 de novembro, por ruas e espaços que preservam a memória afro-brasileira em Sorocaba: Mercado Municipal, Praça Cel. Fernando Prestes, rua São Bento, rua Dr. Nogueira Martins, rua Machado de Assis e Rodoviária.

A atividade será desenvolvida pelo escritor Carlos Carvalho Cavalheiro, um dos cinco vencedores do Prêmio Anual Sorocaba de Literatura, edição 2016, e cuja contrapartida deve promover acesso da comunidade à história e às artes.

Autor do livro “O Negro em Porto Feliz: Memória afro-brasileira numa cidade do Médio Tietê” (Gênero: Biografia), Carlos Cavalheiro ainda vai promover uma oficina de produção de textos que podem vir a ser divulgados num blog.

O objetivo da proposta é evidenciar aqueles lugares públicos que tenham sido construídos a partir das referências da participação dos negros na história de Sorocaba e, com isso, estimular a produção dos textos que tragam essas e outras informações.

Podem participar pessoas de todas as idades interessadas em memória e história. São disponibilizadas 30 vagas com preenchimento por ordem de inscrição.

As inscrições podem ser feitas das 9h às 16h, na Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”, que fica na rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista, ou pelo telefone 3228.1955, de segunda a sexta-feira.




Universidade Aberta de Itapetininga abre inscrições para cuirso de Gestao Pública Municipal

O polo EaD/UAB  de Itapetininga Chopin Tavares de Lima, em parceria com a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) abriu inscrições para o curso de Pós-Graduação em GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL.

Serão ofertadas um total de 50 (cinquenta) vagas, assim distribuídas:

  • 45 (quarenta e cinco) vagas destinadas à comunidade geral;
  • 05 (cinco) vagas adicionais, que são destinadas aos servidores da UTFPR (conforme Art. 16 do Regulamento da Organização Didático-Pedagógica dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu da UTFPR);
  •  Para esta seleção, o curso oferecerá 05(cinco) vagas adicionais para candidatos que estão habilitados para realizar somente a monografia;

O curso é gratuito e realizado na modalidade EaD, sendo que as inscrições tem uma taxa no valor de R$90,00 (noventa reais) e deverão ser realizadas entre o período de 11/10/2016 a 10/11/2016, através dos seguintes endereços eletrônicos:




Sônyah Moreira: 'Os segredos do coelho branco'

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – ‘Os segredos do coelho branco’

Sonia Moreira
Sonia Moreira

Por mais que eu me esforçasse para não escrever essa crônica, definitivamente não consegui  resistir.

Ao ler sobre a prisão de nosso nobre ex-presidente da ilustre casa dos deputados federais e deverás cassado com quorum altíssimo, me lembrei sobre a analogia que fiz de sua figura com a do coelho branco da fábula de “Alice no país das maravilhas”.

Na época escrevi uma crônica com esse título, e agora vendo as imagens de sua figura sendo conduzido pelos agentes federais, me lembrei da semelhança de nosso “nobre” cidadão.

Vamos juntos analisar a cena! Ele andando correndo com o paletó sempre abotoado, usa seus óculos sempre na ponta do nariz, olhando todos por cima deles, se diz cheio de segredos e artimanhas.

Nosso excelentíssimo distinto possui o poder de amedrontar os seres a sua volta, ou por ocultar suas estratégicas de convencimento ou por desfrutar de uma autoconfiança e um gélido coração.

Mudemos suas falas para tal semelhança, “de estou atrasado” para estou reunindo munições para detonar meus desafetos e traidores, ora vejam! Escreverá uma biografia descrevendo os bastidores do poder de nosso País da maravilhas.

Nunca na história de nosso país se viu tantas prisões de colarinhos brancos, nunca na história de nosso país a polícia teve tal autonomia, opa!  Essas frases são plágio! Não se preocupem, não são de minha autoria admito.O fato é que se a tal biografia realmente sair, não sobrará pedra sobre pedra, pelo pouco que nos é mostrado nos noticiários, todos  os nossos representantes de nossa frágil democracia, estão com seus relógios bem presos ao do coelho branco.

Como a personagem de Lewis Carroll (1832-1898), nossos representantes do povo, cai na toca do coelho, ou por vaidade ou por curiosidade, ou ambição, deixo a vocês a escolha de tamanha estupidez.  Nossos ilustres olham para um estranhíssimo coelho possuidor de um relógio detonador, e dizendo devo estar atrasado…

Gostaria imensamente de participar do chá do Chapeleiro louco que deve estar acontecendo nesse momento nas soberbas instalações de nosso País das maravilhas! É saiu à rainha louca de copas, e sentou-se à cabeceira da mesa para nos servir o chá o ex- amigo do coelho branco.

Aguardem, aguardem, logo sairá nas livrarias um livro de fábulas, Ah! Quase esqueci, estou atrasado, estou atrasado… Que horas são?

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




José Coutinho de Oliveira: Nobilistica

José Coutinho de Oliveira – Dicotomias Saussureanas

foto-jose-coutinhoadjetivo derivado de Saussure, Ferdinand de Saussure (socir), pai da linguística moderna. Nasceu em Genebra em 26/11/1857 e faleceu em Morges e 22/2/1913. O título deveria ser melhor traduzido para “dualidades”. Em Leipizig, Alemanha, seguiu durante quatro anos cursos de linguística indo-europeia (persa antigo, irlandês antigo, história da língua alemã, eslavo, lituano e grego. Mas vamos então às tais dualidades: sincronia x diacronia. A verdadeira sincronia vemos hoje que está na fala, onde surgem a todo momento neologismos. A diacronia estuda a origem da palavra e sua evolução no tempo, exemplo: os dicionários contemporâneos e os históricos, como por exemplo, o dicionário etimológico de Silveira Bueno de 9 volumes. Na mesma (nova) diacronia estão as gramáticas contemporâneas e as históricas como por exemplo, o de Ismael de Lima Coutinho. Um exemplo de evolução é a palavra bispo que sofreu um metaplasmo por subtração chamado de aférese, ou seja, queda de fonema no início da palavra. A palavra bispo provém portanto de epíscopo, ou seja, aquele que vê do alto. Próxima dualidade: língua x fala= langue x parole. Para ele a língua é uma construção coletiva, um sistema de valores que se opõem uns aos outros e que está depositado, como produto social, na mente de cada falante de uma comunidade. Já a fala (parole) é um ato individual e está sujeito a fatores externos, muitos desses não linguísticos e, portanto, não passíveis de análise científica. A fala é a atividade de falar, em geral, mas também cada ato particular de falar; significante x significado. O signo linguístico então se compõem de significante e significado. O primeiro é uma “imagem acústica” (cadeia de sons), o significado é o conceito, o conventual. Foi estudado por primeiro por Platão, em Crátilo. E por fim, sintagma x paradigma. Sintagma é o mesmo que ordenamento, combinação de palavras, uma frase, por exemplo de sentido completo. Paradigma pode ser o mesmo sintagma servindo de modelo para outros sintagmas, por exemplo, a partir da frase: o cachorro morreu de fome eu posso fazer: o gato morreu de sede; de João ama Teresa eu posso fazer, Raimundo odeia Maria; Joaquim ama Lili, o que nos parece enfim, que é um método para se ensinar língua estrangeira.

José Coutinho de Oliveira



Peça ´Obra-Prisma – O Espetáculo` será exibida em Itapetininga

‘OBRA PRISMA – O ESPETÁCULO´ é  1ª peça autoral e documental criada pela Cia. do Ator

 

Trata-se de um documentário musical, que, segundo o diretor e produtos Marclo Mendes de Souza, “através da linguagem cënica, vai relatar ao publico presente tres mitos que marcaram a história da música e do rock mundial no século XX: ‘The Beatles’ na Inglaterra, ‘The Door’s, nos EUA, e ‘Pink Floyd’, na Alemanha.

A peça ainda segundo o diretor,” é baseada em pesquisas antropológicas do povo indígena americano, com adaptação de textos de Mario Quintana, em estudos do dramaturgo Pós-Moderno Anton Tchekov e com base do inicio do Teatro Musical de Tenesse Willians”.

 

DIRETOR E PRODUTOR – MARCELO MENDES DE SOUZA –  DRT 040490/SP

INTÉRPRETE TEATRAL – MARCELLA MENK

PROTAGONISTA – MAÍRA MORAES E DIREÇAO TÉCNICA – MARCELO  MENDES

ASSISTENTE DE DIREÇÃO E COREOGRAFIA – EDSON MARINHO

 

 

 

 

 

Marcelo Mendes de Souza – DRT 040490/SP

Produtor e diretor – cia. do ATOR – amsoft produçoes

E secretario assuntos culturais apeoesp subsede regiao itapetininga

Representante coletivo Cultura – Cut – SP – Regiao  Sorocaba.




Sergio Diniz da Costa: 'Etéreas: meus devaneios poéticos'

Sergio Diniz da Costa Sergio Diniz da Costa – ETÉREAS: MEUS DEVANEIOS POÉTICOS

 

Sergio Diniz da Costa

 

ESPERANÇA

 

Se mil vezes

Meus pés

No lodo afundassem,

Mil vezes

Meus braços emergiriam

E mil vezes

Meu clamor se ouviria.

 

Se mil vezes

A derrota me derrubasse,

Mil vezes

Meu corpo se levantaria

Meus punhos se cerrariam

E meu desafio se ouviria.

 

Se mil vezes

Minha garganta secasse,

E meus olhos inchassem

Minha pele rachasse

E as chagas aumentassem,

Mil vezes

Meus lábios sorririam,

Minhas mãos se uniriam

Minhas preces voltariam

E minh’alma,

Mil vezes,

Se iluminaria.

 

(Poesia classificada em 1.º lugar no Concurso de Contos e Poesias, realizado pela Organização Sorocabana de Ensino – OSE – em 1977)

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FUGA

 

Quisera, ao sol do dia,

Esconder minha presença

Em profundo poço.

Dormir o sono longo

Dos justos, dos cansados.

 

Quisera, ao sol do dia,

Ser apenas uma pedra

Numa gruta distante.

 

Quisera, ao sol do dia,

Ser apenas uma folha

Num livro com folhas

Sem fim.

 

Quisera viver somente à noite:

Hora mágica do dia!

Que ventura ao espírito!

Quão liberta e suave

A vida noturna,

Em que a alma se despoja

Dos grilhões da rotina diária

Em que nossos sentimentos se abrandam

Ao contato de outros seres.

 

Hora mágica,

Dos cantores de poesia

Dos suspiros românticos

Dos aromas de mel

Da lua irradiando saudades!

 

Triste dia que chega

Ao canto do arauto emplumado!

Triste vida luminosa

E, também, escura

Que clareia o inimigo

Que, à noite, era irmão!

 

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DIVAGAÇÕES

 

De janela aberta

Em plena madrugada,

Ouço a chuva amena

Que me traz recordações:

Recordações de hoje

De ontem

Da infância

Do ventre materno

De outras vidas.

 

São tantas e tão confusas

Que já não sei

Se são minhas só;

Ora sou um menino,

A correr descalço

Pelas ruas da infância;

Ora sou um romano

Das conquistas galenas;

Ora sou um velho

Curvado sobre o cajado,

Contando aventuras

Que já viveu;

Ora sou um animal selvagem

A dominar seu reino;

Ora sou um penhasco

Avançado sobre o mar;

Ora sou o próprio mar,

A multiplicar mil vidas.

Pelos três reinos me vejo passar:

Como uma semente,

Uma flor,

Um cetáceo;

Como um menino,

Um homem,

Um deus.

Como uma chama a iluminar

A noite que se acabou!

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MINHA  SINGELA  POESIA

Escrevo frases soltas

Sem sentido oculto;

Versos livres

Sem atavismos literários;

Impressões fugazes

Sem intento definido.

 

Minha poesia não deve ser interpretada;

Deve ser sentida!

Meus versos simples

Não propõem discussões:

Falam de sentimentos simples

Que um pequenino raio de sol

Reflete na multidão!

 

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INSPIRAÇÃO SINTÉTICA

 

Noite,

Sentimentos,

Labaredas!

 

Mãos ágeis,

Febre poética!

 

Noite,

Sentimentos,

Criação!

 

(Poema classificado para a antologia publicada pela Universidade São Francisco (Bragança Paulista/SP), em 1990)

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O  CERNE  E  O  ROSTO

 

Velho rosto

Vetusto cerne;

Há em ambos

Linhas do tempo.

 

Na vida vegetativa

O tempo sulca a inconsciência;

Na vida humana

Sulca o tempo a consciência.

 

Em cada face

As linhas contam anos:

No cerne resplandece a Terra;

No rosto resplandece Deus!

 

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REVELAÇÃO

 

Quis um dia palpar nuvens

Represar lágrimas do céu

Prender raios de sol;

As nuvens se desfizeram

As lágrimas o chão secou

Os raios a noite levou.

 

Quis um dia cantar a liberdade

Ensaiar o bailado dos pássaros

Voar o voo do condor;

A liberdade bailou com os pássaros

O condor voou com as nuvens.

 

Quis um dia sonhar com Deus;

Acordei e vi somente o homem,

Mas, vendo apenas o homem,

Vi também a mão de Deus!

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ESTRADAS

 

Sou viajante peregrino

Em terra de todos

E de ninguém;

Viandante do pó

Andarilho da esperança

Caminheiro das estradas

Buscando…

 

Ao acalento do sol

Ao frescor das chuvas

Ao canto da natureza

Caminho entre hinos da vida.

 

Romeiro dos templos humanos

Contemplo maravilhas

E misérias,

Na confusa amálgama

Dos pensamentos.

 

As estradas as conquisto

Com minhas pegadas ocres.

Deixo em cada curva

Pedaços de histórias:

Planto cruzes

Colho dúvidas

Recolho restos

Junto fragmentos.

 

Sou viajante peregrino

Apoiado no bastão

De minha vivência.

Andante solitário,

Buscando…

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O  CHAMADO

 

Quando a Morte me encarar

Face a face

E sorrindo

Invocar meu nome

E o Destino me disser:

– Eis seu último minuto!

Abrirei meus olhos

Levantarei meu corpo

E, encarando a Morte

E o Destino,

Direi:

Meu último minuto

Pertence ao Senhor;

Quem vem me buscar

Não é a Morte…

Mas a Vida!

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Pedro Novaes: 'Tempo das cavernas'

  Pedro Israel Novaes de Almeida – TEMPO DAS CAVERNAS

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

A humanidade caminha por entre avanços e recuos.

Alguns avanços, como o respeito aos animais e novos comportamentos no trânsito, não admitem recuos, e os infratores acabam punidos na forma da lei, sempre severa.  Tais avanços acabam incorporados aos hábitos e valores de todos.

Pouco ou nada avançamos justamente no quesito respeito humano, recordista em omissões e erros de autoridades as mais diversas, de todos os âmbitos.

Qualquer cidadão pode equipar seu veículo com o mais potente dos equipamentos sonoros, e sair demonstrando sua idiotia fazendo tremer calçadas, de locais de comércio ou residências.  Pode conduzir seu inferno volante a loteamentos às margens de represas ou regiões de chácaras, onde a calmaria é sempre esperada.

Tal cidadão dificilmente será obstado em seu percurso, ainda que passe por legiões de autoridades. É tamanha a sensação de impunidade que a caçamba de grandes caminhonetes mal consegue conter o enorme equipamento sonoro.

Se algum vizinho pouco civilizado locar seu imóvel a festeiros de fim de semana, ou juntar os próprios amigos, terá adquirido o direito de produzir som alto a qualquer hora, inclusive madrugada adentro, impedindo o sono e perturbando o sossego de toda a vizinhança. Ao prejudicado, que ingenuamente julga habitar um país civilizado, com o aparato estatal sempre defensor de direitos básicos, resta o apelo à Polícia Militar, que nem sempre comparece ao local dos fatos.

Quando comparece, a Polícia Militar solicita ao incomodante que diminua o som, e nem sempre é atendida. O incomodante, via de regra, não é conduzido ao plantão policial, e nada acontece  com o equipamento sonoro causador do crime ou contravenção.

O cidadão, que ainda crê e respeita a PM, aprende que a repressão, no sentido de obrigar a cessação da violência sonora, que os próprios policiais testemunharam, não mais existe. Resta procurar uma delegacia de polícia, registrar um boletim de ocorrência, e aguardar, aguardar e aguardar alguma consequência punitiva ou inibidora da falta de educação e pouca civilidade de alguns.

Botecos escandalosos seguem importunando vizinhanças, e prédios inteiros são atormentados por um ou vários animais, com som alto. Em Itapetininga, dezenas e dezenas de veículos adentram a área da Lagoa da Chapadinha, aos fins de semana, para a produção do inferno sonoro. Sequer a Guarda Municipal comparece, fazendo valer a norma que proíbe o acesso de veículos, naquele local.

Vivemos em plena idade da pedra, apesar do fato de constituir, o incômodo sonoro, uma questão de saúde pública.   Até quando ???

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.