Sônyah Moreira: 'Nosso lar'

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – ‘Nosso lar’

 

Sonia Moreira
Sonia Moreira

Ao ler relatos de experiências espaciais, me pergunto qual o real objetivo de gastar bilhões de dólares em máquinas que possam nos levar a outros planetas.

A curiosidade em descobrir vidas em outros lugares é de longa data, o mais engraçado disso tudo é que procuram, e quando descobrem o menor indício de que somos visitados por outros seres, os governos mundiais correm e desmentem veementemente qualquer pressuposto de tal acontecimento. Isso é no mínimo ilógico, a não ser que já tenham de fato descoberto algo e guardam em segredo a sete chaves.

Se pensarmos pela lógica, de que nenhuma matéria é inútil, fica realmente difícil acreditar que somente nós existimos nessa imensidão do universo.

Tempos atrás disseram ter encontrado um planetóide escuro, denso, com características próximas as da Terra, porém, sem condições de desenvolvimentos tecnológicos em função de não haver satélites naturais, não sei bem se isso influencia ou não os nossos avanços, sempre que veiculam essas notícias são mais uma charada, nada de profundo ou esclarecedor, o apelidaram de 666, será coincidência?

Se avançarmos em nossas divagações, sabemos que nosso lar, está agonizando, prestes a passar por uma transformação, que fará as devidas mudanças, alocando os seres de acordo com sua evolução espiritual, a meu ver esse planeta está sendo preparado para receber os degredados.

A Terra precisa alinhar-se novamente no universo, com isso será uma reestruturação ou adequação, poderemos ter tempos difíceis, haja vista que o aeroporto de Tampa na Florida, EUA, repintou suas pistas, pois o eixo da Terra mudou o pólo magnético norte, outros aeroportos já fizeram mudanças, dizem os cientistas não haver nada de apocalíptico nisso.

Sempre ao escrever minhas idéias peço que não liguem com nenhuma religião, profecias apocalípticas, apenas estamos filosofando em fatos que lemos em noticiários ou texto voltados a astronomia, porém, não sou nenhuma especialista, nem tenho a pretensão de ser.

Voltando as mudanças que estão ocorrendo em nosso lar, podemos ver diariamente a agonia que o planeta está passando, primeiro pelo aumento expressivo da população, estamos com um déficit de 30%, em relação ao que produzimos e o que consumimos, o descarte inadequado de nosso lixo compromete muito a qualidade de nosso lar.

Talvez tudo isso tenha um motivo, as transformações e o preparo de outro lugar, quem sabe aqui fique sendo uma incubadora de novos genes, ou para o aprimoramento de nosso comportamento, para que possamos habitar planetas mais evoluídos, talvez sem a necessidade de corpos, apenas energia, sem usar matéria, apenas luz, quem sabe?

Será que não encontramos ou enxergamos nada de pseudo-anormal ou alienígena, pois suas formas corpóreas sejam invisíveis aos nossos olhos? Quem sabe se eles não nos monitoram, ou somos experiências de laboratório para ver como nos saímos nos conflitos, nas guerras, quem sabe? Como tudo tem sua hora exata, talvez para nós ainda não tenha chegado.

Sem precisar ler nem uma vírgula de livros apocalípticos, apenas observando a nossa volta, podemos parar e pensar se essas idéias fazem ou não sentido? Ou se são apenas frutos de uma mente criativa e imaginativa.

Nosso lar carece de atenção, por outro lado precisamos sanar esse déficit de consumo de água e alimentos, independente de haver ou não essas mudanças, a responsabilidade de tentar amenizar um pouco que seja o impacto do sofrimento de alguns é inteiramente nossa de cada um, afinal somos passageiros de uma mesma viagem.

Se cada um fizer uma pequena parte, quem sabe a Nau para a viagem de regresso vá com lotação completa para o verdadeiro nosso lar.

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com

 




José Coutinho de Oliveira: Nobilistica

José Coutinho de Oliveira: Johan Kaspar Bluntshili,

foto-jose-coutinhoJohan Kaspar Bluntshili, jurista e político suíço, nasceu em 7/3/1808 e faleceu em 21/10/1881. Incluiu em seu livro: “Théorie générale de l’État”, pg. 287 a teocracia nas três famosas formas de governo de Aristóteles. Para Aristóteles a monarquia poderia se corromper em tirania; a aristocracia em oligarquia; a politeía, politeia em português, governo, parece, da maioria que poderia se corromper em democracia, que, para ele, era o mesmo que demagogia ou, parece, oclocracia. Para Bluntshili a teocracia pode se corromper em clerocracia. Defendemos a teocracia presidencialista neoparlamentarista dualista, facultativa absolutamente absoluta. Presidencialista pois a sanção das leis e das constituições seria vedada ao 1º Ministro; dualista pois tanto Chefe de Estado quanto Chefe da Administração participam da governabilidade; facultativa pois num primeiro momento os políticos poderiam preferir o antigo sistema; absolutamente absoluta pois o Chefe de Estado pode escolher para 1º Ministro, o chefe da administração, quem ele quiser, afastando-se nesse campo, da dependência do Poder Legislativo. O Chefe ou a Chefe da Administração ou 1º Ministro, além de formar o ministério, exerceria funções análogas a de um gerente, um administrador. Defendemos também que essa teocracia poderia se expandir e se tornar uma confederação, uma confederação que seria internacional e dos países cristãos. Informações extraídas do livro: Introdução à ciência política, de Darcy Azambuja, Editora Ouro, 1ª reimpressão, 2011.

José Coutinho de Oliveira

jocodeol@gmail.com




Poetas da região participam do Projeto Pão e Poesia 2017

Participam poetas de várias cidades da região

Os poetas Carlos Carvalho Cavalheiro e Adriana Eli Negrini, ambos de Sorocaba; André Telucazu Kondo, de Jundiaí; Fior Constante Ferrari, de Itapetininga; Geraldo Trombim, de Americana; estão entre os 73 poetas selecionados para o projeto “Pão e Poesia” 2017, da cidade de Blumenau / SC.
O resultado do concurso foi divulgado na madrugada do dia 15 de outubro. A Fundação Cultural de Blumenau (FCBlu) e a Editora Cultura em Movimento divulgaram a lista dos poemas classificados na edição do concurso Pão e Poesia 2017 em sites da internet. Devido a grande quantidade de poemas recebidos, o conselho da editora decidiu aumentar o número de selecionados de 30 para 73. Os trabalhos serão publicados entre novembro de 2016 e 2017, em pacotes de pão que serão distribuídos nas padarias catarinenses. Os autores receberão exemplares de seus poemas logo que os cartuchos forem impressos.

A edição deste ano foi considerada um sucesso e ficou acima da expectativa. “Os textos provam que a produção literária está mais viva do que nunca, e mostra a importância do Projeto Pão e Poesia no país”, comenta o presidente da Fundação Cultural, Rodrigo Ramos. “O conselho da editora e a FCB pretendem digitalizar os poemas classificados nesta e nas edições anteriores, que já estão publicados em livros.”

Além disso, os poemas serão veiculados em bolsões poéticos no Horto Botânico Edith Gaertner, um espaço arborizado que fica atrás da Fundação Cultural, no Centro Histórico. Esta iniciativa será aberta aos turistas, escolares e demais visitantes. “Parabenizamos os selecionados e agradecemos a participação dos mais de 400 poetas”, comemora a gerente da Editora Cultura em Movimento, Marlene Anuseck. “Todos os participantes receberão via e-mail o resultado da seleção”, conclui.

Confira quem foi selecionado, suas cidades e os títulos das poesias:

– Adriana Cristina Razia – Quatro Barras (PR) – Desjejum com poesia

– Adriana Eli Negrini – Sorocaba (SP) – Vitória, O perdão e a punição

– Adriana Gusmão Antunes – São Mateus (ES) – Pãoesia

– Alana Regina Sousa de Menezes – Três Lagoas (MS) – Sintonia

– Alberto Arecchi – Pavia (Itália) – Noite de primavera

– Alcione Alvim da Silva – Blumenau (SC) – A vida boa

– André Luiz Soares – Vila Velha (ES) – Ávido, primavera

– André Telucazu Kondo – Jundiaí (SP) – Quando as manhãs trasnbordam

– Andressa Barrichello – Curitiba (PR) – Vida e morte no Castro

– Andressa Wille – Curitiba (PR) – Nevoeiro

– Ângelo N. G. de Campos – Blumenau (SC) – A margarina do pão, de má sorte

– Anna Luisa de Mello Sampaio Braga – Teresópolis (RJ) – De um cara sincero

– Aparecida Gianello dos Santos – Martinopolis (SP) – (Des)considerações sobre o tempo, caso complicado

– Augusto Barros Mendes – Niterói (RJ) – Amorragia

– Camila Benedita de Matos Ferreira – Arandu (SP) – Culpa ou gratidão

– Carlos Carvalho Cavalheiro – Sorocaba (SP) – Tempo, olhos

– Cássio Jose Rodrigues Pereira – Campo Grande (MS) – Antologia, a régua

– Cristiane Dias – Criciúma (SC) – Engraçadinho, o Rio

– Daniela Augusta Silva – Limeira (SP) – Afetos

– Dora Oliveira – Ipatinga (MG) – Alicia

– Edison Amaro de Souza – São Gonçalo (RJ) – Irmã Dulce, a Cristiano Dez da Dinamarca

– Erica Azevedo Santos – Santo Estevão (BA) – Enigma

– Felipe Thiago Cordeiro da Rocha – Boa Vista (RO) – Fazer poético

– Fior constante Ferrari – Itapetininga (SP) – Mão

– Francisco Genilson dos Santos Silva – Juazeiro do Norte (CE) – Ser… Humano

– Gabriela Vasco da Silva – Florianópolis (SC) – Solitude

– Geraldo Trombim – Americana (SP) – Pedra sobre pedra

– Iogo Silva Chirola – Brasília (DF) – Respostas

– Irede Inês Masieiro Farenzena – Veranopolis (RS ) – Em pedaços

– Isabel Florinda Furini – Curitiba (PR) – Um desjejum diferente

– Ismar Babosa – Rio de Janeiro (RJ) – A velha

– Itamar Rabelo de Souza – Ourinhos (SP) – Entre silêncios

– Jefersom Luiz Cadamuro Nunes – Maringá (PR) – Comi tudo…

– João Carlos Rey – Curitiba (PR) – Romeu e Julieta

– João Renato Marino – São Paulo (SP) – Viagens

– Joaquim Alfreto Guimarães Garcia (Alfredo Garcia-Bragança) – Ananindeua (PA) – Ruínas

– Jorge Alberto Silva Miranda Junior (Alberto da Costa) – Salvador (BA) – O inteligente vagabundo

– Josué Cruz – Blumenau (SC) – Escrita

– Juliana Galvão Borel – Rio de Janeiro (RJ) – Desnudos

– Nadia Virginia Barbosa Carneiro – Salvador (BA) – Poema para comer

– Neida da Costa Rocha – Pomerode (SC) – Biblioteca

– Newton de Souza Nazareth – Rio de Janeiro (RJ) – Página virada

– Nilton Silveira – Porto Alegre (RS) – Travessia

– Paulo Cezar Tórtora – Rio de Janeiro (RJ) – Viagem

– Paulo Roberto Wovst Leite – Blumenau (SC) – Paladar

– Ricardo Mainieri – Porto Alegre (RS) – Labirinto-me

– Ricardo Monocovo Tonet – Amparo (SP) – Enquanto você quiser

– Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz – Salvador (BA) – Alimento da vida

– Rodolfo Elias Minari – Rio Branco (AC) – Sonho

– Sara Regina Albuquerque França – Maceió (AL) – Ponto de vista

– Sarah Matos Magalhães – Brasília (DF) – Sorriso bom

– Siberita Pinheiro – Maringá (PR) – Poesia pro seu dia de lida

– Simone Estael Francesconi Martinelli – São Paulo (SP) – Encante os pássaros, de essência perolada

– Tainá Canônico Atibaia – Londrina (PR) – Hoje acordei mudado

– Tarsila de Carvalho Fonseca – Rio de Janeiro (RJ) – Alimento antigo

– Tatiana Alvez – Rio de Janeiro (RJ) – Temperança

– Thiago Franklin de Souza Costa – Jacarepaguá (RJ) – A formiga

– Tiago D. Oliveira – Salvador (BA) – Segundo passeio de bicicleta

– Valeria Sales Miguel da Silva – Garanhuns (PE) – Soneto do existir

– Victor Hugo V. Alcântara (Flay Wolf) – Guarulhos (SP) – Por todos

– Vinicius Paulo Valência – Getulio Vargas (RS) – Só… O pão, a faca…

– Wagner – Água Doce (SC) – Enquanto existirem versos

– Wesley Moreira de Almeida – Feira de Santana (BA) – Das bem-aventuranças

– Yana Priscila Pimentel de Lima – Maceió (AL) – O meu amor

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello




UAB oferece curso de Pós-Graduação em Gestão Pública Municipal

Curso de Itapetininga é gratuito e realizado a distância. Ao todo, 50 vagas serão oferecidas para a comunidade

 

O polo EaD/UAB  de Itapetininga Chopin Tavares de Lima, em parceria com a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), informa que estão abertas  as inscrições para o curso de Pós-Graduação em GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL.

Serão ofertadas um total de 50 (cinquenta) vagas, assim distribuídas:

  • 45 (quarenta e cinco) vagas destinadas à comunidade geral;
  • 05 (cinco) vagas adicionais, que são destinadas aos servidores da UTFPR (conforme Art. 16 do Regulamento da Organização Didático-Pedagógica dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu da UTFPR);
  •  Para esta seleção, o curso oferecerá 05(cinco) vagas adicionais para candidatos que estão habilitados para realizar somente a monografia;

O curso é gratuito e realizado na modalidade EaD, sendo que as inscrições tem uma taxa no valor de R$90,00 (noventa reais) e deverão ser realizadas entre o período de 11/10/2016 a 10/11/2016, através dos seguintes endereços eletrônicos:

Para maisinformações favor consultar o Edital completo com todas as informações desse processo seletivo através do link:http://ead.utfpr.edu.br/editais/edital_aluno




IHGGI realiza Assembleia Geral e reafirma suas bandeiras de luta

IHGGI realiza Assembleia Geral e reafirma suas bandeiras de luta

 

Em Assembleia Geral Ordinária, realizada dia 5 de outubro, no Salão do Museu Carlos Ayres, na Casa Kennedy, o IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga debateu sobre os projetos em andamento e reafirmou suas bandeiras de luta.

Contando com quórum qualificado e diversos convidados, o IHGGI, mais uma vez, reforçou seu papel de principal entidade promotora de eventos culturais e guardiã da memória histórica de Itapetininga e Região, apresentando profícua e diversificada lista de atividades.

Entre os diversos projetos conduzidos pelos confrades, foram alinhados os detalhes para a realização de mais um Passeio Histórico, a ser realizado em ainda neste ano.

Uma das bandeiras de luta do IHGGI foi executada já dentro da programação da Assembleia Geral: a obrigatoriedade de entoar os hinos pátrios na abertura e encerramento das solenidades oficiais.

Acrescentam-se a esta proposta, as outras bandeiras de luta do Instituto:

– Obrigatoriedade de ensino dos hinos pátrios nas escolas públicas municipais de Itapetininga;

– Colocação de placas com os nomes antigos de ruas e praças de nossa cidade;

– Restauro da estátua do compositor itapetiningano Teddy Vieira e sua recolocação, com pedestal, em frente ao Centro Cultural do Largo dos Amores;

– Limpeza e restauro do monumento aos Prestes colocado em frente ao fórum velho, que se encontra sujo e deteriorado;

– Estátua de Venâncio Ayres;

– Foto de Julio Prestes na galeria dos ex-presidentes da República no Palácio do Planalto, em Brasília.

O presidente do IHGGI, jornalista Helio Rubens de Arruda e Miranda, convidou a comunidade a participar das atividades do Instituto e a acompanhá-las através do site ihggi.itapetininga.com.br e pelo Facebook IHGGItapetininga.




Itapetininga recebe mais uma apresentação de teatro

Peça de mamulengos será encenada gratuitamente no Largo dos Amores

simao-_marieta_-_aida_webO Circuito Cultural Paulista trará mais um grande espetáculo para Itapetininga, através da Secretaria de Cultura e Turismo. A peça teatral Simão e o Boi Pintadinho, do Grupo de Teatro de Mamulengos do Mestre Valdeck de Garanhuns, será encenada na Praça dos Amores, dia 21 de outubro, sexta-feira, a partir das 15h.

Sobre o espetáculo

Simão e Boi Pintadinho conta a história de Cel. Vicente, que vai realizar uma grande festa para celebrar o noivado de sua filha. Para organizar, ele manda chamar Simão, seu braço direito, que fica encarregado de tudo, contando com o auxílio de sua companheira Marieta e de alguns amigos. O coronel diz a Sinão que a festa tem que ser uma grande folia brasileira. Mas o Grindo e o Político, que se dizem amigos do coronel, querem modificar tudo para colocar coisas mais ‘modernas’ e soltam a Cobra-Grande para devorar o Boi Pintadinho.

Sobre Valdeck de Garanhuns

Em 1975, o pernambucano criou seu primeiro grupo de teatro de mamulengos, com o objetivo de divertir e educar pessoas. Dez anos depois veio para São Paulo, onde encenou em diversos locais, para diferentes públicos, como festivais nacionais e internacionaisde teatro de bonecos, ganhando diversos prêmios.

Em seu grupo atual, o mestre (como é chamado o artista que dá vida aos mamulengos)
Valdeck de Garanhuns conta com a participação de três músicos, um ajudante, uma figurinista e uma produtora.

Sobre o teatro de mamulengos

Mamulengos são fantoches, de tradição especialmente do Estado de Pernambuco. Eles estão presentes na cultura brasileira nordestina desde o período colonial. A origem do nome mamulengos é controversa, mas popularmente atribui-se a expressão ‘mão molenga’, já que é necessário ter grande habilidade para manipular os bonecos.

Normalmente, na peça de mamulengos há apenas um roteiro e não diálogos escritos e decorados. Sempre há música, dança e grande interação com o público, por isso, o mestre precisa ser um bom improvisador, além de ter uma grande disposição, já que uma apresentação pode durar muitas horas e ser composta por diversos bonecos




Sergio Diniz da Costa: 'Pensamentos soltos na grisa das tardes' – II

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz da Costa

Sergio Diniz da Costa – ‘PENSAMENTOS SOLTOS NA GRISA DAS TARDES II’

 

O ser humano é um fragmento da grande e maravilhosa Literatura Cósmica.

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Quando vejo a fidelidade de um cão em relação ao homem, concluo: alguns anjos não têm asas!

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A vida é uma imensa peça teatral, na qual as luzes somente se acendem quando os atores estão prontos.

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Somos eternos viajantes nas estradas da vida. E por todas elas deixamos nossas pegadas. Quem vem atrás, nos seguindo, poderá, ainda que na escuridão, seguir um facho de luz. Basta, para tanto, que acendamos, dentro de nós, a luz da esperança.

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Aquele que da estrada somente percebeu o pó perdeu, seguramente, todos os passos dados.

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Viver e morrer são apenas uma questão de abrir e fechar os olhos; ou fechar e abrir os olhos.

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Se pudesse recomendar alguma coisa a um advogado iniciante na carreira, recomendaria que ele tivesse dois corações: um somente dele, para bombear o sangue do corpo e manter-lhe a vida; e outro, para suportar, heroicamente, todas as dores da humanidade, pois todo advogado deveria ser, ao mesmo tempo, o soldado que luta e o médico que cura.

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Ética e Moral: eis dois nortes da bússola que todo advogado deve levar consigo, ao navegar pelos mares da advocacia. Nenhum profissional do Direito, ao chegar às portas da Justiça, será anunciado pelos arautos dela se se apartar da ética e da moral, pois, mesmo que venturoso, não terá o lastro da consciência, hábil a manter certa a rota de seus deveres.

 

(COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)

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Muitas pessoas têm preconceito de raça, como se a raça branca, ou a amarela, ou a negra fosse a raça mais pura, a mais perfeita. Isso nos faz lembrar as belíssimas pinturas de um Da Vinci, ou de um Rafael, em que o visitante de uma galeria de arte destacasse o azul, ou o vermelho, ou o amarelo deste ou daquele quadro, se esquecendo, contudo, que foram todas as cores reunidas que imortalizaram essas obras.

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Mais importante do que a cor da pele é a cor do caráter. E esta cor é o transparente.

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Um texto do grande poeta português Fernando Pessoa fala da importância do “desapegar-se”.  E muitas pessoas reputam esse objetivo como de dificílimo alcance. Isso é uma grande verdade. É difícil nos desapegarmos de tudo e de todos porque, para tanto, temos de ser o escultor de nós mesmos. E utilizar o afiadíssimo cinzel da vontade com força sobre-humana, pois, em vez de um finíssimo mármore de Carrara, somos um granito, petrificado pelos milênios de nossos equívocos espirituais.

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A vida é uma grande e maravilhosa Partitura, na qual compete a nós colocarmos as notas que comporão a Maior Sinfonia de Todos os Tempos.

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Daqueles que se apartaram de nós, precisamos de uma breve ausência, a fim de que, no repouso da distância, possam florescer em nós, agora, as sementes que não germinaram no seu devido tempo.

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A Educação é uma bandeira fincada no topo da Colina da Cidadania. Uma bandeira, porém, que tem sido vergastada pelos ventos inclementes da sede do poder. Mas, semelhante à lendária Fênix, um dia ela também renascerá das próprias cinzas. E, nesse dia, o seu drapejar espalhará o aroma imorredouro da esperança.

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Aquele que vive semeando o Bem, um dia, quando as forças lhes faltarem, descansará sob a sombra das árvores que germinaram.

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Quando vejo uma paisagem de beleza transcendente, imagino que a única tela capaz de reproduzi-la é a tela da alma.

 

(COSTA, Sergio Diniz da. Pensamentos soltos na brisa das tardes. Vol. 2. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2013)