Carlos Cavalheiro: 'Artigo sobre a Revolução de 1932 em Sorocaba'

Carlos Cavalheiro: ‘Artigo sobre a Revolução de 1932 em Sorocaba’ 

Prezados amigos:

Saúde e Paz!
Em anexo, segue o artigo que fiz sobre a participação de Sorocaba na Revolução Constitucionalista de 1932.
Carlos Carvalho Cavalheiro.
Historiador
Colunista dos jornais ROL e Tribuna das Monções
Colaborador Emérito do Núcleo MMDC de Itapetininga

A Revolução Constitucionalista de 1932 em Sorocaba

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                Sorocaba era uma importante cidade do interior paulista na década de 1930, contando com um aglomerado de fábricas de tecido de grande porte, além de outros empreendimentos que fizeram a fama da localidade como a “Manchester Paulista”.

Entre 1929 e 1930 havia 7574 operários em Sorocaba, na contabilidade feita pelo registro obrigatório na Polícia local, eis que para o “controle social”, os trabalhadores eram fichados (CRUZEIRO DO SUL, 21 fev 1929 e 05 fev 1930). Em 1932 o número de trabalhadores cresce para 8338, distribuídos da seguinte forma: a Fábrica têxtil de Votorantim possuía 2818 operários, a Fábrica Santa Rosália, 878, a Fábrica Santa Maria, 805, a Fábrica Santo Antônio, 1074, a Fábrica São Paulo, 229, a Fábrica Nossa Senhora da Ponte, 941, a Fábrica de Enxadas, 103, a Fábrica de Arreios, 46, a Fábrica de facas e facões, 14 e as Oficinas da Sorocabana, 1430 operários (CAVALHEIRO, 2001).

A população local era de 78937 habitantes. A cidade, 38775. Na zona rural, 20679 habitantes.  Os outros 19483 habitantes estavam distribuídos nos distritos de Votorantim (5217), Salto de Pirapora (888), Campo Largo (12019) e Brigadeiro Tobias (1359).

As organizações operárias giravam em torno dos ideais anarquistas e anarcossindicalistas, principalmente, sendo que o comunismo começava a adentrar no meio trabalhador sorocabano.

De outro lado, organizações de caráter fascista como a Legião Revolucionária e o Partido Nacional Fascista Italiano e o Dopolavoro também se faziam presentes. Em 1931 fundou-se em Sorocaba uma seção da Frente Negra Brasileira, organização que militava pela valorização social dos negros, especialmente em São Paulo. Do ponto de vista político partidário, permanecia o ideal liberal e os partidos tradicionais, como o Partido Democrático e o Partido Republicano Paulista, também disputavam o poder local.

A eclosão do movimento Constitucionalista de 1932 encontrará esse cenário em Sorocaba. Como bem salientou o historiador Boris Fausto, “O movimento de 1932 uniu diferentes setores sociais, da cafeicultura à classe média, passando pelos industriais. Só a classe operária organizada, que se lançara em algumas greves importantes no primeiro semestre de 1932, ficou à margem dos acontecimentos” (FAUSTO, 1999, p. 346). Em Sorocaba, os operários ligados os movimentos de trabalhadores também mostravam resistência aos apelos para a participação na Revolução que estourava no dia 9 de julho (CAVALHEIRO, 2001).

Porém outros setores da sociedade estiveram engajados no movimento revoltoso. Já nos primeiros dias após a eclosão da Revolução, o jornal Cruzeiro do Sul noticiou:

 

Movimento Constitucionalista de S. Paulo

[…]

Em Sorocaba a attitude de S. Paulo foi recebida com justificado jubilo popular, mantendo se o povo na praça cathedral em commentarios favoráveis. Á hora do concerto musical a banda executou o hymno nacional, ouvindo-se ao final vibrantes applausos e vivas. A população se mantem em calma e na mais perfeita ordem. E é preciso que isso continúe não só para o socego da família sorocabana como também porque é essa uma das melhores maneiras de se concorrer para a causa que nesta hora empolga todos os corações.

[…]

(CRUZEIRO DO SUL, 11 jul 1932, p. 1).

 

Nesse mesmo dia noticiou-se a espera de 800 praças provindas de Mato Grosso, que seriam alojadas no Teatro São Raphael, em Sorocaba. No dia seguinte, dia 12 de julho de 1932, foi aberto o voluntariado sorocabano com a partida, no mesmo dia, dos primeiros combatentes.

1932-boato-1A história registrou os seus nomes: Jorge Martins Passos, Francisco Amaral Rogich, Leão Amaral Rogich, Rubens Scherepel, Rubens Gonçalves, Álvaro Martins Filho, Brasil Melchior, Carmo Scarpa, Hylário Corrêa[1], José Vieira Rodrigues, José Ibrahim Saker, Líbero Mudini, Ovídio Cattuzzo, Floriano Pacheco e Ary Seabra. Concomitantemente fundou-se a sede do MMDC em Sorocaba, numa sessão em que estiveram presentes o prefeito Octacílio Malheiro, Porphyrio Loureiro, Capitão Augusto do Nascimento Filho, Affonso Vergueiro, José Carlos Salles Gomes, Hernani Ferreira Braga e João Pereira Ignácio, este último representando o distrito de Votorantim.

Os primeiros voluntários escreveram uma eloqüente mensagem aos jovens sorocabanos, incitando-os a também partirem para a batalha:

 

Mensagem de moços

É da primeira leva de voluntários moços de Sorocaba a seguinte mensagem a nós entregue:

CONTERRÂNEOS: A época é de acções e não de palavras. Mentiríamos ao nosso honroso título de Paulistas, se nos deixássemos quedar indifferentes ante os acontecimentos históricos do momento. Eis porque partimos para a Capital do Estado, dispostos se mister for, a sacrificar a nossa vida em holocausto á causa Bandeirante. Ao partirmos, levamos a convicção de que somos acompanhados pelo vosso beneplácito, porque vós também sois Paulistas. Si, como tudo faz suppor, a causa Paulista for victoriosa, voltaremos satisfeitos de haver cumprido o nosso dever. Si tombarmos no campo da luta e da honra, vós conterrâneos queridos, irei nos substituir!

Gentes conterrâneas! Juntae as vossas orações ás de nossas mães, para que possamos brevemente regressar incólumes, trazendo a nova palpitante do triumpho da causa de nossa terra!

(aa) Hilario Correa – Ary Seabra – Jorge M. Passos – Francisco M. Rogich – Rubens Gonçalves – Rubens Schrepel – Alvaro Martins Filho.

(CRUZEIRO DO SUL, 13 jul 1932, p. 1).

 

A organização “MMDC” de Sorocaba tinha por fim o alistamento de voluntários e era filiada ao Comando Geral da Capital. O Dr. Adhemar de Sousa Queiróz, nomeado pelo Comando Geral do MMDC de São Paulo, presidiu a sessão de fundação da MMDC de Sorocaba, em 11 de julho de 1932, e da qual participaram ainda o prefeito Octacilio Malheiro, Porphyrio Loureiro, capitão Augusto do Nascimento Filho, Dr. Affonso Vergueiro, Dr. José Carlos de Salles Gomes, Dr. Hernani Ferreira Braga e o Sr. João Pereira Ignácio, representante do distrito de Votorantim (então pertencente a Sorocaba). Durante a Revolução, a organização “MMDC” ficou instalada em salas da prefeitura municipal.

A velha oligarquia paulista ressentiu-se da falta de exercício na política nacional. Os mandatários de antes agora estavam no ostracismo. E não eram somente os inimigos políticos da Revolução. Tanto o PRP quanto o PD paulista estavam relegados a um plano inferior na política nacional. Em Sorocaba essas duas forças, antes opostas, se uniram em prol da Revolução[2]. Igualmente fizeram os partidos regionais do Rio Grande do Sul, rompendo com Getúlio, e formando a Frente Única Gaúcha. Com isso, e com a promessa da entrada dos mineiros na revolta, os paulistas animaram-se para a luta.

No dia 13, fundou-se a Caixa Popular, com intenção de prestar auxílios aos voluntários pobres. Os estudantes do Ginásio Municipal e da Escola Normal (ambos no mesmo prédio) telegrafaram ao governador do Estado:

 

Exmo. Sr. Embaixador Pedro de Toledo, muito digno governador de S. Paulo. Normalistas e gymnasianos de Sorocaba, solidários na cruzada patriótica de constitucionalização do paiz, hypothecam seu apoio a V.Exa. Sorocaba, 13-7-932.”

 

Criou-se um Batalhão Infantil com mais de duzentas crianças. Também um Batalhão Feminino. A colônia espanhola realizou um espetáculo, através do G.D. Dicenta[3], apresentado no dia 15 de agosto no Teatro São José, cuja bilheteria foi destinada a causa paulista. Também a mesma colônia, através da empresa André Asensio & Irmãos, arrecadou alimentos, roupas e dinheiro para o triunfo da Revolução. Os clubes de futebol também fizeram a sua parte: o Esporte Clube Savóia, de Votorantim, o extinto Guarany Futebol Clube, o São Paulo Junior, o Sport Club Sorocabano, o Sorocaba-Paulista (reunidos) e o São Bento doaram suas gloriosas taças angariadas em diversos campeonatos. Esse material foi doado para o Material Bélico das Forças Constitucionalistas: virou munição. João Genésio de Luca esteve em Sorocaba arrecadando “utensílios imprestáveis de metal”, preferencialmente de cobre, zinco, chumbo e latão.

No dia 16 de julho o prefeito Octacílio Malheiro renunciou. Em seu lugar, provisoriamente, subiu o capitão Augusto César do Nascimento Filho. Posteriormente assumiu esse cargo o senhor Ernesto de Campos.

A Companhia Nacional de Estamparia, a maior organização industrial sorocabana, ofereceu ajuda financeira aos trabalhadores que se dispusessem partir para o front. A mesma Companhia forneceu material para a confecção de distintivos aos combatentes da MMDC. O jornal Cruzeiro do Sul noticiou que chegou a cifra de 105 os voluntários sorocabanos que pertenciam aos quadros de funcionários das fábricas do Comendador Pereira Ignácio, o qual garantiu o salário dos mesmos durante todo o tempo de incorporação ao exército rebelde (CRUZEIRO DO SUL, 3 set 1932, p. 4).

Muitos dos sorocabanos partiram para Lorena, engajados no Batalhão Santos Dumont.

Oficialmente, a Frente Negra não quis participar desse Movimento. Com isso, ocorreu uma divisão nessa organização e fundou-se a Legião Negra, responsável pelo alistamento de homens negros que quisessem lutar pela constitucionalização do país. Com isso, em Sorocaba publicou-se a nota em que deixa claro que “O MMDC acceita inscripções dos valorosos homens de cor, para formarem batalhões da Legião Negra” (CRUZEIRO DO SUL, 13 ago 1932, p. 1). Sabe-se que dentre os sorocabanos que partiram pela Legião Negra estava o major João de Almeida Melces (CAVALHEIRO, 2013).

O Tiro de Guerra de Sorocaba enviou mais 100 homens, segundo os dados informados pelo historiador Aluísio de Almeida. Sobre o total de sorocabanos que partiram para os campos de batalha nessa Revolução, as informações são divergentes. Segundo o mesmo historiador Aluísio de Almeida, os números são bastante discrepantes. Diz o historiador:

Os primeiros voluntários são nitidamente nomes das classes não operárias. Em seguida, todos aderem. O jornal, refletindo a zoada popular, calcula em 2000 o número de sorocabanos nas fileiras. O M.M.D.C. ajuda-o nessa exaltação. Ora, ou as listas quase diárias das pessoas que seguiram foram injustamente incompletas ou o total não atingiu a 1000. Mas, 900 ou 950 é um número imponente (ALMEIDA, 2002, p. 401).

 

A segunda lista de voluntários sorocabanos contou com os seguintes nomes: Antonio Almeida Filho, José d’Ambrosio, José Soares, Abilio Soares Filho, Manoel Soares, Jorge Pilar, João Lisboa, Oswaldo Fasano, Sylvio Rocha, Germinal Signorelli, Pedro Oliveira e Antonio Antunes Almeida.

Em agosto, o hospital da Santa Casa de Sorocaba serviu quase que exclusivamente aos feridos nos combates. Também levantou-se um Hospital provisório no distrito de  Votorantim (ALMEIDA, 2002, p. 400).

Apesar da vontade e do empenho dos paulistas, as forças federais eram numericamente superiores. Diz o historiador Boris Fausto:

 

Mas a superioridade militar dos governistas era evidente. No setor sul, as forças do Exército contavam com 18 mil homens, além da Brigada Gaúcha e outros contingentes menores. Os paulistas não passavam de 8500 homens. As forças federais contavam também com munição suficiente e artilharia pesada, contrastando com a precariedade dos meios à disposição dos revolucionários. No ar, os paulistas perdiam nitidamente para a aviação do governo federal. A Revolução de 1932 marcou aliás o ingresso da aviação no Brasil como arma de combate, em proporções consideráveis.

Apesar do desequilíbrio de forças, a luta durou quase três meses. O ataque sobre o território paulista foi lançado a partir do sul do estado, da fronteira com Minas Gerais e do Vale do Paraíba (FAUSTO, 1999, p. 350).

 

Nos primeiros dias de outubro os jornais sorocabanos anunciam o armistício. Era o fim da Revolução Constitucionalista. Aos paulistas, a derrota com sabor de vitória: o Brasil teve a sua Constituição promulgada em 1934. Talvez por esse motivo essa seja a única Revolução não triunfante a receber, em sua homenagem, um feriado estadual.

 

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

09.10.2016

Historiador

Colunista dos jornais ROL e Tribuna das Monções

Colaborador Emérito do Núcleo MMDC de Itapetininga

 

Bibliografia

 

ALMEIDA, Aluísio de. Sorocaba, 3 séculos de História. Itu: Ottoni, 2002.

CAVALHEIRO, Carlos Carvalho. Salvadora! Sorocaba: Crearte, 2001.

______________________. Nossa gente negra. Sorocaba: Crearte, 2013.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1999.

 

Jornal Cruzeiro do Sul (Acervo do Gabinete de Leitura Sorocabano).

[1] Em um artigo intitulado “Nove de Julho”, o escritor Hilário Correia diz que “o primeiro voluntário sorocabano a partir para o front, arrastando atraz de si mais uma dúzia de êmulos (…) foi este seu amigo e criado”. Hilário Correia foi, portanto, o primeiro a se inscrever como voluntário na Revolução de 1932. O artigo citado foi publicado no jornal “O 3 de Março”, 14 de julho de 1957, 3ª página.

[2] “Aqueles ótimos novos governantes caíram ao sopro da Revolução de 1930, com os mesmos que combateram. Juntos se reergueram para a epopéia de 1932”. ALMEIDA, Aluísio de. Memória Histórica de Sorocaba (IX) – vol.XXXIX, nº 79. São Paulo: USP, 1969, p. 180.

[3] Grêmio Dramático Dicenta




Celso Lungaretti: 'OS CAMINHOS QUE RESTAM PARA LULA'

OPÇÕES SUGERIDAS A LULA: BUSCAR ASILO POLÍTICO OU ACEITAR A PRISÃO E VOLTÁ-LA CONTRA OS INIMIGOS, COMO MANDELA FEZ

Nassif: prisão de Lula é favas contadas.

Escreveu o veterano comentarista político e econômico Luís Nassif:

A questão não é se ele [Lula] será preso na Operação Lava Jato, mas quando. Afinal, sua culpa foi determinada desde sempre. É uma operação que não nasce para investigar se há culpa, mas para encontrar algo que justifique uma culpa definida de antemão…

Haverá dois caminhos para Lula. 

Um deles será buscar o asilo político em alguma embaixada e, fora do país, ter liberdade de ação para denunciar o regime de exceção instaurado. 

O segundo caminho seria aceitar a prisão e transformar-se na reedição de Mandela. Pesa contra essa possibilidade a própria idade de Lula. Até que a democracia seja restabelecida, provavelmente não voltaria a ver a luz do dia.

Pragmaticamente, pergunto: qual país importante hoje acolheria o Lula?

Pois, se ele conseguisse asilo nos EUA, na França, na Inglaterra, na Espanha, na Itália, na Alemanha, até mesmo na Argentina, suas declarações correriam mundo.

Mas, enfurnando-se na Bolívia, na Venezuela ou no Equador, ficaria isolado e ignorado, logo sendo esquecido. Edward Snowden, aliás, está doidinho para ir embora da Rússia, até exortou Obama a perdoá-lo antes de deixar a Casa Branca.

Snowden em Moscou: quase esquecido.

Aceitar a prisão seria levantar a bola para os inimigos marcarem o ponto, libertando Lula por decisão humanitária, talvez mediante a inclusão do seu nome em algum indulto natalino. Passaria a imagem de alguém que delinquiu mas, por ser velhinho, soltaram para morrer fora das grades.

Equiparar-se a Mandela? Ele foi preso porque resistia heroicamente ao colonialismo, enquanto o Lula está sendo acusado de não haver resistido à$ tentaçõe$ do capitalismo. A diferença é grande.

E o Mandela tinha outra têmpera: comeu o pão que o diabo amassou durante 27 anos de prisão.

Em 1980, Lula passou 31 dias em cana, mas admite que que mais parecia uma “prisão vip”, com direito a jogar bola e assistir às partidas do Corinthians pela TV. Fez greve de fome por seis dias e encerrou-a aliviado: 

Sempre fui contra, judiar do meu próprio corpo não é comigo, mas o pessoal decidiu.

Enfim, insisto em recolocar a opção que nem Nassif nem nenhum grão petista está levando em consideração, mas é a única que pode poupar Lula dos desgostos e dos rigores da prisão: negociar com o outro lado algum acordo na linha do que Getúlio Vargas firmou quando foi derrubado do poder em 1945.

Lula suportaria o que Mandela suportou?

Em troca de não ser preso nem obrigado a  deixar o Brasil, ele aceitou hibernar da política no longínquo município gaúcho de São Borja (a 585 quilômetros de Porto Alegre), onde tinha uma fazenda. Ficou de bico calado durante quase todo o Governo Dutra, aí saiu da toca, candidatou-se à Presidência e venceu.

Se Lula oferecesse sua aposentadoria definitiva da política em troca da liberdade, será que aqueles que estão com a faca e o queijo na mão aceitariam? Francamente, não sei. Decerto evitariam muitos problemas e desgastes desnecessários selando o pacto. Mas, talvez preferissem exibir a cabeça do Lula como troféu. 

E o Judiciário, concordaria? Bem, para quem já engoliu o sapo da manutenção dos direitos políticos de Dilma Rousseff, não passaria de um batráquio a mais. Barbudo.

Há quem acredite que os supremos e superiores sejam mesmo soberanos em suas decisões. Eu mantenho o que sempre afirmei: apesar de toda aquela pompa brega de togas vampirescas e balanças quebradas, o poder que realmente manda e desmanda no Brasil é o econômico. Os três daquela pracinha de Brasília não passam de eternos serviçais posando de patrões.

Lula deveria tentar. Antes pendurar as chuteiras do que passar o resto da vida em cana ou na Venezuela…




Osvaldo de Souza Filho: novas fotos de Itapetininga antiga

Fotos antigas enviadas pelo maior colecionador de fotos de Itapetininga: Osvaldo Souza Filho

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José Coutinho de Oliveira: 'Capelania'

foto-jose-coutinhoJosé Coutinho de Oliveira – Nobilistica

Capelania é sinônimo de assistência social, solidariedade, provém do latim cappella, diminutivo de cappa- capa. Surgiu de um milagre que aconteceu com São Martinho de Tours, 316-8/11/397, França, quando este santo repartiu sua capa com uma pessoa que padecia de muito frio, tendo isso possivelmente ocorrido em 337. Depois deste gesto o santo em sonho percebeu que aquele pobre homem era o próprio Jesus. Acreditamos que uma das partes da capa Jesus guardou pra Si a outra parte é conservada num recipiente chamado de capela e o religioso que toma conta desta é o capelão. Posteriormente a capela se tornou a designação de toda igreja dependente da principal. O gesto de ser solidário tomou o nome de capelania. Temos a capelania geral, hospitalar, escolar, carcerária, militar e a gerontocomial (casa de repouso). O capelão pode ser também o padre ou pastor que atende em qualquer dos citados segmentos. Temos cursos de capelania on line em algumas escolas, a learncafe.com é uma delas. Para encontrar o curso o interessado tem que por primeiro encontrar os cursos oferecidos na seção “religião”. A festa de São Martinho de Tours é no dia 11 de novembro e nesse ano cairá numa sexta-feira. Na França quatro mil igrejas são dedicadas a ele que é, dentre outras profissões, padroeiro dos cavaleiros.

José Coutinho de Oliveira

José Coutinho de Oliveira

Graduado em Letras e Pedagogia

jocodeol@gmail.com




AIL dará posse a novos integrantes dia 20

SESSÃO SOLENE DA AIL – ACADEMIA ITAPETININGANA DE LETRAS SERÁ DIA 20 DE OUTUBRO

O evento terá inicio às 20 horas do dia 20 de outubro e será realizado no salão do CVA – Clube Venâncio Ayres
 
 
CERIMONIA DE POSSE DE NOVE NOVOS POSTULANTES:
 
– Therezinha Silva , postulante à cadeira nº 1, tendo como patrono Venâncio de Oliveira Ayres
 
– Maria do Rosário Silveira Porto, postulante à cadeira nº 12, tendo como patrono Augusto Gracco da Silveira Santos
 
– Walkiria Paunovic, postulante à cadeira nº 13, tendo como patrono Carlos Ayres
 
– Linda Catarina Gualda, postulante à cadeira nº 15, tendo como patrono Edmundo Prestes Nogueira
 
– Jorge Paunovic, postulante à cadeira nº 21, tendo como patrono João Batista de Macedo Mendes
 
– Ivan Fortunato, postulante à cadeira nº 27, tendo como patrono José Santana de Oliveira
 
– Silvana Lemes de Souza, postulante à cadeira nº 32, tendo como patrono Paulino Ayres de Aguirre
 
– Antonio da Silva Andrade, postulante à cadeira nº 34, tendo como patrono Pedro Voss
 
– Milena França da Silva, postulante à cadeira nº 39, tendo como patrono Theófilo Cavalheiro do Amaral
 
Observações
– todos os acadêmicos estão convocados para comparecer vestidos com o uniforme da AIL: Homens: terno azul marinho, camisa azul claro e gravata marinho; Mulheres: terninho azul marinho e blusa azul clara. Todos com comenda e botton.
– na ocasião será tirada uma foto oficial de todos os acadêmicos reunidos.
 
 
Entrada franqueada ao público.
 
 
Mais informações com o presidente Padre Mario Donato (15/99707-9085) ou a secretária Nivea Guarnieri (15/99708-6433)



Genealogia: Afrânio Mello fornce informações sobre a familia BLÓES/BLOISE

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 812

 

Caro Matheus, boa tarde.

Demorou um pouco, encontrei e estou enviando para você se deliciar.

Diversos brasões,brasões das armas e brasões pessoais.

BLOISE / BLÓES ………………….  5 páginas e 11 brasões.

Veja Estaveão de  Blois, Rei da Inglaterra e a Nobreza do sobrenome Bloise.

Espero que encontre as referências que procura.

Grande abraço

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

clip_image002    image    image Bloise, Bloisi

sobrenomes de origem calabresa. Família calabresa antiga, que, para dizer de alguns genealogistas, flui a partir da casa nobre francesa de Blois (brasão ao lado), um nativo desta família Laonnais de Blois e cuja a nobreza é demonstrada pela sua presença no “Armorial Geral” de J.B.Riestap, onde mostra o brasão de armas. Um outro ramo de Blois, de fato, parece ter chegado no sul da Itália, na sequência da nobre família anglo-francesa de Anjou e ali, por causa dos fenômenos usuais de dialeto e fonética houve erros na transcrição do sobrenome para Bloise ou Bloisi. Houve já um nobre cavaleiro que usava Bloise que teve honrarias por sua bravura em diversas batalhas cujo nome foi  Gustavo Bloise. A etimologia do nome Blois é obscura. Autores do Século XIX derivam Blois do bretão-celta bleiz (o lobo), apoiados pelo fato de que importantes colônias bretãs se tenha instalado ao longo do vale do Loire a partir do estuário no final do Baixo-Império (século V). O sobrenome é de origem toponímica e se refere a cidade francesa de Blois.

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Blois aparece pela primeira vez em 410, quando foi conquistada pelo chefe bretão Iuomadus, que dali expulsou o “cônsul” Odo, provavelmente de origem germânica. Ele funda ali um Estado autônomo ou semi-autônomo que se manterá até a tomada da cidade por Clóvis em 491 .Em 851, Blois é pilhada pelo chefe viking Hasting. Uma outra fonte indica que a cidade foi pilhada duas vezes em 854, e depois por volta de 856-857. Em 1171, Blois foi uma das primeiras cidades da Europa a acusar os judeus de crimes rituais, em conseqüência do desaparecimento inexplicado de uma criança cristã. Entre 30 e 35 judeus (em uma comunidade de cerca de 130 pessoas) foram queimados vivos em 26 de maio de 1171. Na Idade Média, Blois foi a sede de um condado cuja dinastia possuía igualmente o condado de Champagne antes de ascender ao trono de Navarra. Charles de Blois foi um candidato sem sucesso ao ducado da Bretanha e foi beatificado.

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Em 4 de julho de 1562, como Beaugency, Blois foi tomada e pilhada, mas pelos católicos do marechal de Saint-André, e, da mesma maneira que em Beaugency, as mulheres foram estupradas.

Em 7 de fevereiro de 1568, os protestantes do capitão Boucard pilham e incendeiam a cidade, estuprando e matando os católicos. Os franciscanos são atirados nos poços de seus conventos. As igrejas são arruinadas. Em 1588-1589, a Assembléia dos Estados Gerais se reúne em Blois. Em 23 e 24 de dezembro de 1588, Henrique III manda assassinar o duque de Guise em seu castelo de Blois. Após a mudança dos reis para Paris, Blois perdeu seu estatuto de residência real, junto com o fasto e a atividade econômica que acompanhavam a corte. Henrique IV também transferiu para Fontainebleau a rica biblioteca de Blois.

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Nobreza da Família Blois

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Estevão de Inglaterra

Também conhecido como Stephen de Bois, Rei da Inglaterra. Estevão (Blois, c. 1092/1096 – Dover, 25 de outubro de 1154), também chamado de Estevão de Blois, foi o Rei da Inglaterra de 1135 até sua morte e Conde de Bolonha em direito de sua esposa. Seu reinado foi marcado pela Anarquia, guerra civil que travou contra sua prima Matilde da Inglaterra. Foi sucedido pelo filho dela, Henrique II, o primeiro da dinastia Plantageneta.

Seu pai Estevão II de Blois morreu enquanto Estevão ainda era jovem, com ele sendo levado até sua mãe Adela da Normandia. Colocado na corte de Henrique I, seu tio e rei da Inglaterra, Estevão ganhou proeminência e recebeu várias terras. Casou-se com Matilde de Bolonha, herdando propriedades em Bolonha e Kent que transformaram o casal em um dos mais ricos do país. Estevão escapou de afogar-se junto com Guilherme Adelino, filho e herdeiro de Henrique I, no naufrágio do Barco Branco em 1120; a morte de Guilherme deixou em aberto a sucessão do trono inglês. Quando o rei morreu em 1135, Estevão rapidamente cruzou o Canal da Mancha e, com a ajuda de seu irmão Henrique, um poderoso clérigo, tomou o trono afirmando que a preservação da ordem no reino era mais importante que seus juramentos prestados à imperatriz Matilde, filha de Henrique I.

Apesar de David I da Escócia, rebeldes galeses e Godofredo V de Anjou, marido de Matilde, terem repetidas vezes atacado suas terras na Inglaterra e na Normandia, os primeiros anos de seu reinado foram bem sucedidos. Robert de Gloucester, o meio-irmão da imperatriz, rebelou-se contra Estêvão em 1138 ameaçando uma guerra civil. Junto com Valerano de Beaumont, seu conselheiro, Estevão firmemente defendeu a Inglaterra, inclusive prendendo uma poderosa família de bispos. Quando a imperatriz e Robert invadiram em 1139, ele não conseguiu esmagar a rebelião rapidamente, que centrou-se no sudoeste da Inglaterra. Estevão foi abandonado por muitos de seus seguidores após ser capturado na Batalha de Lincoln em 1141, também perdendo o controle da Normandia. Ele foi libertado depois de sua esposa e Guilherme de Ypres, um de seus comandantes militares, terem capturado Robert, porém a guerra continuou por anos com nenhum dos lados conseguindo grande vantagem. Estevão ficou cada vez mais preocupado em garantir que seu filho Eustácio fosse seu sucessor. Ele tentou convencer a igreja a coroar o filho para reforçar sua posição: o papa Eugênio III recusou-se e o rei começou a discutir cada vez mais com seus clérigos. O filho da imperatriz invadiu a Inglaterra em 1153 para armar uma aliança com poderosos barões a fim de conquistar o trono. Os dois exércitos confrontaram-se no Castelo de Wallingford, porém nenhum dos lados saiu vitorioso. Estevão começou a considerar e negociar a paz, um processo que foi apressado após a morte repentina de Eustácio. Estevão e Henrique assinaram o Tratado de Wallingford no final do ano, em que o rei reconhecia Henrique como seu herdeiro em troca da paz. Estevão morreu no ano seguinte. Historiadores modernos já debateram como a personalidade de Estevão, eventos externos e a fraqueza do estado normando contribuíram para o longo período de guerra civil. Após a morte de Estevão, Henrique o sucedeu no trono da Inglaterra como Henrique II. Ele firmemente reestabeleceu a autoridade real depois da guerra civil, derrubou castelos e aumentou a renda, apesar de vários desses atos terem se iniciado ainda no reinado de Estevão. A destruição de castelos promovida por Henrique não foi tão grande como já se acreditou, e apesar dele ter restaurado as rendas reais, a economia inglesa pouco mudou sob os dois monarcas. Guilherme, o filho restante de Estevão, foi confirmado como Conde de Surrey por Henrique, prosperando durante o novo reinado, apesar da ocasional tensão com o rei. A filha de Estevão, Maria, também sobreviveu ao pai; ela havia sido colocada em um convento por Estevão, porém saiu depois de sua morte e casou-se. O primeiro filho de Estevão, Balduíno, e sua primeira filha, Matilde, morreram em 1135 e foram enterrados no Priorado da Santíssima Trindade. Estevão também teve provavelmente três filhos bastardos com sua amante Damette: Gervásio, Raul e Américo. Gervásio tornou-se Abade de Westminster em 1138, porém após a morte do pai foi retirado em 1157, morrendo pouco depois




Itapetininga terá mostra de teatro jovem em comemoração à Semana da Criança

Evento acontecerá paralelamente ao VI Festi

festejoEm comemoração à Semana da Criança a Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com o Grupo Teatral Tapanaraca, promoverão o Festival de Teatro Jovem (Festejo). A mostra de teatro trará peças de grupos estudantis da cidade que acontecerão paralelamente aos VI Festival de Teatro de Itapetininga, o Festi. O Festejo será entre os dias 11 e 14 de outubro, no Centro Cultural e Histórico ‘Brasílio Ayres de Aguirre’, com apresentações gratuitas, sempre às 15h.

“As peças serão curtas, de cerca de meia hora cada uma. Será uma oportunidade para que os grupos deem os primeiros passos nas artes e também para a formação de público”, destaca Fabio Jurera, diretor do Tapanaraca e um dos idealizadores do Festejo.

E, para comemorar o Dia das Crianças, o VI Festi terá uma apresentação especial, também às 15h. O Grupo Engenhoca Cultural, de Sorocaba, apresentará a peça Vestido de Chita.

 

Confira a lista dos espetáculos inscritos:

Dia 11 – terça-feira: O Mistério de Feiurinha, do Colégio São Domingo Sávio COC

Dia 13 – quinta-feira: A Rosa e o Rouxinol/ O Raimundão/ Memórias de Emília, da Cia Teatral Atos e Atitudes, da Escola Estadual Cel. Fernando Prestes

Dia 14 – sexta-feira: Era Uma Vez, da Escola Estadual Corina Caçapava Barth

O Centro Cultural e Histórico ‘Brasílio Ayres de Aguirre’ fica no Largo dos Amores, s/n, Centro. Telefone 3273-4523.