Élcio Mário Pinto lançou seu 18º livro em Sorocaba

No dia 07/09/2016, no Estúdio Cultural Lexmediare, em Sorocaba/SP, aconteceu o lançamento do 18º livro do escritor angatubense Élcio Mário Pinto ‘As Luzes de Laura’

 

001-4-copyO evento contou com a presença de amigos, leitores, escritores e artistas das  cidades de Boituva, Itapetininga, Porto feliz, Sorocaba e Votorantim.

As crianças participaram ativamente, transformando o lançamento numa festa literária. O livro foi inspirado em Ana Luísa Grande e Siqueira, que também fez o prefácio, uma menina de 10 anos de idade, que mora em Itapetininga. Seu pai chama-se Júnior e sua mãe, Dayse. Nas fotos, ela está vestindo rosa e azul e usa óculos. Ela também deu autógrafos, juntamente com o escritor e com o ilustrador Caique Ferraz, de 13 anos.

O livro, publicado pela Crearte Editora, teve como apoiadores culturais a Academia Votorantinense de Letras, Artes e História, Foto JJ, Primeira Câmara de Mediação e Arbitragem de Itapetininga e Região – Lexmediare Ltda, através de seu Projeto “Lexpublica” e a Radio Super.

 

Laura tem aura de luz

Seu brilho não ofusca

Ensina

Aprende ouvindo

Quer saber, sorrindo

Laura pergunta

Gosta mais do que quer saber do que das respostas

Quando encontradas

Pula de alegria porque compartilha

É assim a menina que só
vive porque aprende

 

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Porto Feliz e a Revolução Constitucionalista de 1932 – Parte 2

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Parte 2

 

A população de Porto Feliz colaborou ainda com o envio de grande número de donativos, campanha essa organizada pelo próprio prefeito municipal, e que contava com “muitas saccas de cereaes já remettidas a S. Paulo, e mais 40 bois que serão embarcados dentro de alguns dias”, conforme noticiou o jornal “O Estado de São Paulo”.

O jornal paulistano mantinha um serviço de correspondentes para a região, pois constam, na mesma edição, informações sobre Boituva, Sorocaba e outras localidades. No final das notas, o periódico solicitou aos seus correspondentes para que procurassem resumir as suas correspondências, pois não havia espaço suficiente no jornal para a publicação de tudo o que era remetido para a redação. Isso demonstra o entusiasmo que contagiava até mesmo os repórteres, dispostos a encaminhar os mais minuciosos detalhes dos ocorridos nas cidades.

Para a história, esses relatórios detalhados se tornam hoje verdadeiros achados, pois por muito tempo, de uma forma geral, negligenciou-se nas cidades a preservação de sua memória por meio de documentos e outras fontes. Em Porto Feliz, por exemplo, a despeito do fato de se ter um Arquivo Público – o que já é um avanço –, ainda continua fechado o Museu Histórico.

Com isso, significativa parte de nossa história se esvai pelo ralo do desinteresse. Só que com isso, a identidade do povo também se esfacela. E sem identidade, como se pode falar em cidadania? Talvez seja essa a reflexão que se deva fazer com o intuito de despertar o devido interesse pelos lugares de memória da cidade.

A imprensa local também colaborou com o movimento revolucionário paulista. A redação do jornal “Porto Feliz” enviou 300 (trezentos) cartuchos de fuzil para os revolucionários, com a promessa do prefeito municipal do envio de mais 260, pela municipalidade.

Os industriais e comerciantes deram a sua contribuição criando a Caixa Pró-Voluntário, cujo objetivo era auxiliar as famílias dos combatentes que se achavam nas linhas das trincheiras constitucionalistas.

Outro fato curioso sobre a participação de Porto Feliz na Revolução de 1932 diz respeito ao assassinato do delegado de polícia Arcílio Borges, assunto já abordado aqui nesta coluna. Um escrito pertencente ao acervo do Museu Histórico, provavelmente escrito por Romeu Castelucci, esclarece que “como os policiais do destacamento estavam lutando na Revolução Constitucionalista, o delegado contou com a ajuda do comerciante Benedito Sttetner e do carpinteiro Ignácio Chagas, enquanto uma pequena multidão guardava distância da construção”.

Portanto, fica esclarecida a participação de civis numa ação policial, que infelizmente terminou com a morte de Arcílio Borges e de Benedito Sttetner, ambos golpeados à faca pelo agressor Tobias Ferraz de Campos.

De fato essa era uma dúvida que permanecia, pois era difícil entender porque o delegado não utilizou de força policial – guarda civil ou força pública – para realizar a prisão de Tobias. O fato se deu em 25 de julho de 1932, poucos dias depois de eclodida a Revolução.

Dentre os voluntários portofelicenses, o mais afamado foi o negro Madalena, cujo verdadeiro nome era Benedito Galvão do Amaral. Diz a tradição popular que além dessa revolução, Madalena participou do movimento tenentista de 1924 (engajando-se posteriormente na Coluna Prestes) e na Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Desconhecem-se documentos que corroborem tais afirmativas.

Entretanto, em fevereiro de 1967 quando do seu falecimento, o jornal sorocabano Cruzeiro do Sul noticiou que ele era “ex-combatente nas revoluções de 1924, 1930 e 1932”.

Vox Populi, Vox Dei.

 

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

19.09.2016.




Porto Feliz e a Revolução Constitucionalista de 1932 – Parte 1

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A história da Revolução Constitucionalista de 1932 ainda suscita estudos mais aprofundados posto que o movimento paulista carrega consigo uma complexidade de informações e fatos que analisados em conjunto trazem à tona novas perspectivas. Isso quando se trata do movimento de forma genérica, como um todo. Porém, a contribuir com a complexidade do tema, há ainda que se ressaltar que os estudos locais e regionais, considerando como palco das atuações as cidades, ainda estão engatinhando. A participação da cidade de Porto Feliz na Revolução de 1932, por exemplo, é um tema muito pouco dissertado. Recordo-me de ter chamado a atenção para esse fato quando o governo municipal deu vistas à intenção de adquirir mais uma edição do livro “Canto, Conto e encanto com a minha história”, obra essa publicada pela Editora Noovha América e organizada por Oscar D’Ambrosio. Infelizmente, na referida obra, não constou informações sobre a participação da cidade nesse relevante episódio da história paulista.

O incentivo à pesquisa, especialmente de cunho histórico, ainda não é uma realidade entre nós. O Brasil ainda investe muito pouco em seus pesquisadores e, com isso, nossa identidade é sempre construída a partir de uma memória fragilizada. Enquanto isso, vamos insistindo na tentativa de deixar alguns “cacos” dessa memória para as gerações vindouras.

O jornal “O Estado de São Paulo”, no dia 30 de agosto de 1932, publicou uma extensa nota sobre o movimento revolucionário paulista, informando sobre o desenrolar do fatos em diversas cidades. Nessa matéria encontra-se o seguinte:

 

Em Porto Feliz – Movimento Constitucionalista

Reina nesta cidade grande enthusiasmo pela causa constitucionalista. Daqui já seguiram muitos voluntários.

Á commissão de abastecimento, nessa capital, foram remettidos, há dias, innumeros donativos, contribuição desta cidade e do município.

A lista aberta para auxiliar a compra de capacetes de aço recebeu assignaturas correspondentes a mais de 100 capacetes.

Os operários do Engenho Central contribuíram com um dia de seus ordenados em beneficio da causa constitucionalista.

 

Capacetes de aço eram utilizados pelos combatentes paulistas, o que lhes valeu o apelido posteriormente. Apesar de ser um movimento que procurava restabelecer a participação de São Paulo no cenário político nacional – participação essa abalada com a Revolução de 1930 que pôs Getúlio Vargas no poder – o apelo para uma nova Constituição que garantiria regras democráticas acabou por contagiar amplos setores da sociedade. Como se vê, no caso de Porto Feliz, houve desde financiadores da compra de capacetes de aço (provavelmente, membros das classes mais abastadas), até a doação da remuneração de um dia de trabalho pelos operários do Engenho Central.

As notícias publicadas pelo mesmo jornal em 11 de setembro de 1932 dão uma melhor dimensão sobre esse fato. Segundo o jornal, até aquele dia 92 (noventa e dois) voluntários porto-felicenses partiram para o front, “prestando serviços nas trincheiras constitucionalistas”. Em 21 de agosto daquele ano, promoveu-se uma corrida de touros, cuja arrecadação da bilheteria, no montante de 389$700, foi remetida para a causa constitucionalista. O espetáculo de corrida de touros foi oferecido por Victorio Pelegrini. O Grêmio Dramático “Leopoldo Fróes” também colaborou, doando a renda de um espetáculo para a Revolução. A corporação Musical “União” realizou no dia 28 de setembro uma quermesse, cuja arrecadação foi entregue para a municipalidade com o fim de se construir a Casa do Soldado.

Essa “Casa do Soldado” deveria ser instalada na Estação de Santo Antonio e tinha por finalidade “attender aos militares que por alli passam”. A instalação dessa casa foi requerida pelo prefeito municipal Gabriel Antonio de Carvalho. Possivelmente esse empreendimento não tenha sido levado à efeito, já que o movimento armado terminou no início de outubro daquele ano.

 

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

12.09.2016




Escritores de Sorocaba recebem Menção Honrosa em concurso literário

Carlos Cavalheiro Foto André Pinto 26.03.2016
Carlos Cavalheiro
Foto André Pinto 26.03.2016

O colunista do ROL Carlos Cavalheiro foi um dos premiados

 
Os escritores Carlos Carvalho Cavalheiro e Rodrigo Petit estão entre os escritores selecionados para compor a Antologia do I Concurso ALAP “Paranavaí Literária”, promovido pela Academia de Letras e Artes de Paranavaí, no Paraná.
Com o tema “Doe versos, transplante poesias”, o concurso foi dividido em várias modalidades: crônicas e poemas temáticos, haicais, tercetos, microcontos, todos em categorias nacional e regional.
Os escritores sorocabanos receberam votos de dois dos três julgadores de cada modalidade e, apesar de não conseguirem os primeiros prêmios, receberam Menção Honrosa, o que lhes garante a participação de seus trabalhos em coletânea.
Na terça-feira, 27 de setembro de 2016, em sessão solene da Academia de Letras e Artes de Paranavaí, a apresentação dos trabalhos selecionados no I Concurso ALAP “Paranavaí Literária”. O resultado foi divulgado no dia 28, eplo link: https://www.facebook.com/notes/concurso-alap/resultado-do-i-concurso-alap-paranava%C3%AD-liter%C3%A1ria/1818060921756401?__mref=message_bubble
Os autores
Carlos Carvalho Cavalheiro e Rodrigo Petit são professores da rede pública, poetas e escritores. Em 2015 ambos foram contemplados com o Troféu Barriguda, do 50º FEMUP (Festival de Música e Poesia de Paranavaí).
Este ano de 2016 ambos têm participado de diversos eventos e concursos literários, como o “Pé de Poesia” em Salvador (BA) e “Novos Poetas”, da Editora Vivara.
Rodrigo Petit é formado em Pedagogia e Filosofia e atualmente cursa História em Universidade Federal de Pernambuco.
Carlos Carvalho Cavalheiro é formado em História, Pedagogia e Teologia. Atualmente cursa Mestrado na UFSCar – Campus Sorocaba. Recebeu neste mês o Prêmio Sorocaba de Literatura pelo livro “O Negro em Porto Feliz – Memória afro-brasileira numa cidade do Médio Tietê”. Também lançou recentemente o livro “A História de Julieta Chaves – A “santinha” de Sorocaba”, escrito em parceria com Flávia Aguilera. É, ainda, colaborador da Tribuna das Monções (Porto Feliz) e do Jornal ROL (Itapetininga e região).



Em Porto Feliz, estudantes julgam Getúlio Vargas e Charles Chaplin

Estudantes dos 8ºs e 9ºs anos da EMEF. Coronel Esmédio, de Porto Feliz, participaram de uma atividade diferente na aula de História

Eles foram desafiados a formar um júri para realizar o julgamento de duas personalidades históricas: Getúlio Vargas e Charles Chaplin.
A proposta do trabalho foi feita pelo professor de História da escola, Carlos Carvalho Cavalheiro. Para os alunos dos 8ºs anos, o professor Carlos orientou que se fizesse o julgamento do personagem “Carlitos” no filme “Tempos Modernos”. Nesse filme, o protagonista é preso diversas vezes por motivos questionáveis.
“Fica nítida a crítica de Charles Chaplin aos valores da sociedade burguesa nesse filme, especialmente quando a justiça e o poder de polícia são utilizados como instrumentos para opressão dos mais desvalidos”, defende o professor.
A partir da assistência desse filme, os alunos foram instigados a produzir um julgamento, acusando formalmente o personagem de um dos “delitos” apresentados no filme.
Os alunos, então, se dividiram em promotoria, juiz, testemunhas, advogado de defesa, escrevente e jurados. Com isso, a partir de pesquisa sobre a sociedade na época do filme, além da própria história de Chaplin, os estudantes realizaram o julgamento.
Já os alunos dos 9ºs anos fizeram o julgamento a partir de um fato explicitado no filme e no livro “Olga”, que trata da história da companheira de Luís Carlos Prestes, a militante Olga Benário, que foi entregue ao governo nazista de Hitler, pelo governo getulista, apesar de estar grávida.
Olga e Prestes foram presos em 1936 pela participação no episódio que ficou conhecido como “Intentona Comunista de 1935”.
O governo de Getúlio Vargas autorizou a deportação de Olga, que era alemã, judia e comunista, para a Alemanha de Hitler. Com isso, o destino de Olga foi selado: acabou morrendo nos campos de concentração nazista em 1942. A sua filha, Anita Prestes, foi resgatada depois pela mãe de Prestes e hoje é historiadora.
“Além do aprendizado de conteúdos de História, os estudantes desenvolvem outras habilidades do chamado currículo oculto”, defende o professor Carlos Carvalho Cavalheiro. “Afinal,  – continua o professor – eles aprendem a produzir textos diferenciados, a selecionar materiais de pesquisa, a organizar e a trabalhar em grupo, a obter argumentos para o debate… Isso é riquíssimo”.
Os estudantes realizaram a atividade do julgamento com debates entre a defesa e a acusação, sendo que todo o debate, assim como os depoimentos, foram registrados por escrito, formando um “processo”. Após os debates, os jurados se reuniram e decidiram se os acusados eram culpados ou inocentes.

“O curioso é que cada sala decidiu de uma forma, mostrando que toda história tem mais de uma versão e que prevalece sempre aquela que convence mais”, salienta o professor.

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Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre a familia PEREIRA E MORAES

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 810 e 811

 

Prezada Lígia, boa tarde.

Primeiramente preciso saber onde está residindo.

Favor fornecer a data de nascimento e onde nasceu.

A Família Pereira de Moraes não é italiana e sim portuguesa.

Todos os Pereira de Moraes de Angatuba e região descendem do Major Pereira de Moraes.

A Professora Maria Aparecida Moraes Lisboa, em sua tese de Doutorado, na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp,

Faculdade de Educação,ano de 2008, editou um livro contendo sua tese que denominou-se “ A Política dos Coronéis e a Difusão do Ensino

Primário em Angatuba/SP – durante os anos de 1870/1930.

Nesse livro de 531 páginas ela mostra os feitos e os descendentes do Major Manoel Pereira de Moraes.

A Prof.Maria Aparecida cedeu-me .gentilmente, a Árvore Genealógica do Major Pereira de Moraes.

Eu tenho os telefones dela ( passo se ela autorizar ).

O meu celular :  15  – 99771-0707

 

Encontrei o registro abaixo na página 19 :

 

3º      Eulália de Moraes Rosa                  x                            João Pereira de Moraes

             * Tio por parte da mãe                                                   * Pai : Major Pereira

                     ( Etelvina )                                                                   * Mãe : Maria de M.Rosa

 

* Filhos : Lucinda

                  Cornélio

                  Ivone

                Sérgio

                 Geraldo Pereira de Moraes.

 

Na página 42 encontrei uma foto de Lucinda,Eulária e João Pereira de Moraes.

Na página 37 tem uma foto de Lucinda Pereira de Moraes –Farmacêutica.

 

Veja só : todos os seus ascendentes.

 

O Major Manoel Pereira de Moraes era seu Tataravô.

João Pereira de Moraes seu bisavô

Sérgio Pereira de Moraes seu avô

Seus pais você tem : mãe Maria Inez Moraes Silva e seu pai……………não forneceu.

 

Lígia, as informações estão fáceis. Você pode visitar a Maria Aparecida em Angatuba e, também,

passar em minha casa em Itapetininga, pois minha espôsa também é tataraneta do Major Manoel

Pereira de Moraes e eu posso tirar uma cópia da Árvore Genealógica que recebi da Maria Aparecida.

 

Sua Genealogia está próxima de você.

 

Me comprometi com ela em repassar aos descendentes do Major, que solicitarem.

 

Encaminho para você os arquivos de sua familia e, abaixo, um resumo.

 

PEREIRA…………………   25 páginas e 1 brasão e

MORAES/MORAIS…..    14 páginas e 17 brasões.

 

 

image  Pereira

sobrenome de origem luso-espanhola. Linhagem das mais nobres de Portugal, embora o apelido esteja muito vulgarizado. Pretendem os genealogistas que ela provém de Dom Mendo, irmão de Desidério, último rei dos Longobardos, o qual veio da Itália com poderosa armada para conquistar o reino da Galiza e ser seu soberano, intento que se frustou por causa de uma grande tempestade no cabo de Piorno, salvando-se só cinco cavaleiros, com os quais, no ano de 740, aportou à Galiza. Reinava então Dom Afonso I em Leão, a quem ficou a servir, e na Espanha, casou com a condessa Dona Joana Romais, que alguns dizem não chegou a receber, filha do Infante Dom Romão Bermudes, irmão legítimo do Rei de Leão, dom Fruela I, como escrevem.

Deste Dom Mendo foi filho Dom Froia Mendes, bom cavaleiro, que se casou com Dona Grixivera Álvares das Astúrias, de quem teve Dom Bermudo Frojaz, que sucedeu nas terras de Trastamara a seu pai, foi conde e casado com Dona Aldonça Rodrigues, sua prima, filha de Dom Rodrigo Romais, conde de Monterroso, irmão de sua avó Dona Joana Romais. Deles nasceu, entre outros, Dom Rodrigo Forjaz de Trastâmara, que não foi Conde, guerreiro valoroso que combateu os Mouros no tempo de Dom Fernando, Rei de Leão, e que, na ocasião em que este monarca repartiu os reinos pelos filhos, seguiu o partido de Dom Garcia, Rei da Galiza e de Portugal, com quem esteve na batalha de Águas de Maias, onde ficou muito ferido. Prendeu, assim mesmo, na batalha de Santarém, o rei Dom Sancho, que entregou a seu irmão Dom Garcia, e, depois da entrega, morreu. De sua mulher, Dona Moninha Gonçalves, filha de Dom Gonçalo Mendes da Maia e de sua mulher, houveDona Froia Bermudes, que sucedeu ao pai na sua casa e se recebeu com Dona Elvira Gonçalves, filha de Gonçalo Munhoz de Vila Lobos, o Despinhado, de quem teve Dom Rodrigo Frojaz de Trastamara. Este sucedeu em todas as terras paternas, achou-se na batalha das Navas de Tolosa com o rei Dom Afonso VII, prestou grandes serviços ao rei D. Fernando, tomou Sevilha e, por seu conselho, este príncipe se apossou de muitos lugares dos Mouros. Por se malquistar com Diogo Lopes de Biscaia, passou a França, onde o Rei o fez do seu conselho e lhe deu vários empregos.

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clip_image002  clip_image003Morais, Moraes

ignora-se se os deste nome o tiraram do lugar de Morais, em Trás-os-Montes, ou se provêm dos Morales da Espanha. Os genealogistas atribuem-lhes remotas mas incomprovadas origens, se bem que seja indiscutível que a família já existia em Portugal usando este sobrenome durante a primeira Dinastia.

Moraes, sobrenome de origem geográfica. Topônimo de Portugal. Plural de um substantivomoral que devia ter significado «amoreiral». O espanhol tem moral, amoreira, e o sobrenomeMorales. O substantivo desapareceu, ficando só o topônimo e o sobrenome. Guérios derivou deMurales, muros (Antenor Nascentes, II, 207). Do espanhol Morales, lugar onde há amoreiras (Anuário Genealógico Latino, IV, 25). O solar desta família é no lugar de Morais, têrmo de Bragança, província de Trás-os-Montes, Portugal. Gonçalo Rodrigues de Morais, senhor de muitos lugares, era descendente dos senhores da cidade de Bragança; em 1217 deu sua ermida de Santa Catarina aos franciscanos, quando foi a Bragança fundar o convento (Anuário Genealógico Latino, I, 67). Ilha da Madeira: o genealogista Henrique Henriques de Noronha, em sua importante obra NobiliárioGenealógico das Famílias da Ilha da Madeira, composta em 1700, dedicou-se ao estudo desta família [Henriques de Noronha – Nobiliário da Ilha da Madeira, Tomo II, 365]. Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Diogo de Morais, n. no Rio, e fal. antes de 1721. Cas. no Rio, em 1695, com Felícia de Abreu Pereira, n. em Lisboa, e fal. no Rio, em 1721 (Rheingantz, II, 619). Antiga e importante família estabelecida em São Paulo, procedente, na metrópole portuguesa, de Rui Martins de Morais, alcaide-mor de Bragança [1321], Senhor de Morais, 3.º Padroeiro do Convento de S. Francisco, que deixou numerosa descendência do seu cas. com Alda Gonçalves Moreira. Foram pais de Ignez Rodrigues de Morais, que do seu cas. com D. Mendo Esteves de Antas, da Casa de Vimioso, descendem os Moraes de Antas, de São Paulo. Deste último casal – Mendo e Ignêz, foi descendente, seu quarto neto, Baltazar de Morais de Antas [Mogadouro – a.1600], que passou para o Brasil, tornando-se tronco de uma das principais famílias de São Paulo. Trouxe carta de Nobreza, passada perante o Juiz de Mogadouro [Carta 11.09.1579], que foi reconhecida perante o Ouvidor Geral da Bahia Cisme Rangel de Macedo. Em 1556 já residia em São Paulo. Juiz Ordinário de São Paulo [1579]. Deixou numerosa descendência de seu cas., em São Paulo, com Brites Rodrigues Anes, filha de Joannes Annnes Sobrinho, português, Juiz Ordinário de Santo André da Borda do Campo [1566], Procurador do Concelho [1558 e 1562) (Leite Ribeiro, 22; AM, Piratininga, 118; SL, VIII, 3; PT, I, 251). Seus descendentes, ainda hoje, usam o sobrenome Morais, entre eles, cabe registrar: I – o neto, Capitão Francisco Velho de Morais [1599 – 1674], um dos proclamadores da Restauração Portuguesa em São Paulo [03.04.1641], Juiz Ordinário de S. Paulo [1658]; II – a quarta neta, Escolástica Maria de Jesus Morais [22.12.1745, Nazaré, distrito de S. João d’El Rey, MG – 25.06.1823, idem], que, por seu casamento, tornou-se a matriarca da ilustre família Leite Ribeiro (v.s.), de Minas Gerais; e III – o nono neto, Dr. Prudente José de Morais Barros [04.10.1841, Itú, SP – 03.12.1902, Piracicaba, SP], Presidente da República do Brasil, conforme vai descrito no título Moraes Barros (v.s.), de São Paulo. Sobrenome de uma família de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro, para onde passou Antonio Fernandes de Moraes [c.1860, Braga, Portugal- 13.06.1892], filho de João Fernandes de Moraes e de Rosa Maria de Barros.

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Grande abraço

 

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

 

 

 

From: ligia moraes

Sent: Saturday, September 24, 2016 6:55 PM

To: afraniomello@itapetininga.com.br

Subject: informações genealógicas

 

Boa Noite Afrânio!!

 

conheci seu trabalho através de pesquisas procurando informações sobre

meus ancestrais…. Bom me chamo Ligia Ap. Moraes Silva, e estou a anos por conta própria tentando achar informações que digam mais a respeito de meus familiares que a anos, se foi perdido contato, não sei se você pode me ajudar neste caso, mas de qualquer forma valeu a tentativa. Vou te passar as informações que tenho e são as únicas até o momento. Descendo da Família Pereira de Moraes que é até onde sei é tradicionalissima em Itapetininga, o que ouvi até hoje é de que meus Bisavós eram Italianos são eles Eulália Pereira de Moraes e João Pereira de Moraes vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor pois lá eram muito pobres e que vieram até aqui clandestinamente em um navio, motivo esse de não haver seus documentos ou nomes originais…. Chegando aqui depois de um tempo conseguiram uma fazenda na cidade de Angatuba onde eram cafeicultores e assim mudaramde vida tiveram 3 filhos Lucinda Pereira de Moraes, Sergio Pereira de Moraes(meu avô) e João Pereira de Moraes. Meu avô durante seu casamento com minha avó morou no distrito de Móquem Itapetininga, faleceu em 1964, minha mãe conta que na infância passava férias na fazenda de seu tio o Coronel Toniquinho Pereira de Moraes e de outros parentes o qual não me recordo o nome. Depois do falecimento de seu pai ela perdeu o contato com alguns familiares e sua mãe casou-se novamente, sua tia Lucinda Pereira de Moraes passou a tomar conta dos bens que avô Sergio Pereira de Moraes havia deixado pra ela, minha avó e suas duas irmãs já que minha avó era analfabeta e as três irmãs menores de idade, tinham uma vida muito boa para a época e depois de alguns anos minha tia foi vitima de um golpe até onde sei….e então perderam tudo inclusive minha tia, e que veio a falecer em 1992 e então a partir dai minha mãe perdeu o contato com todos e que ela acredita que já nem se lembram mais dela e de seus pais…. è tudo muito confuso e aqui te passei apenas o superficial que é o que passaram… não sei até onde vai a veracidade dessas informações e espero que você possa me ajudar com alguma informação, se não puder agradeço desde já pela sua atenção.

Obrigada

Ligia

 

Obs: Minha mãe se chama Maria Inez Moraes Silva, suas Irmãs Maria de Lourdes Moraes e Maria Dulce de Moraes Meira, e por fim sua mãe Aparecida Pinheiro de Moraes




Ensino Médio EJA a distância está com inscrições abertas para exame presencial

Avaliação do curso online é aplicada semestralmente para aprovação de série e certificação final. Alunos devem se inscrever até dia 1º de outubro

O Centro Paula Souza abriu as inscrições para o próximo exame presencial do Ensino Médio online na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os alunos do curso a distância devem se inscrever até o dia 1º de outubro. A avaliação é aplicada semestralmente para aprovação de série e certificação final. O exame será no dia 26 de novembro (sábado). Confira comunicado com os procedimentos para inscrição.

Lançado em novembro do ano passado, o supletivo online é gratuito, autoinstrucional, e não há necessidade de realizar processo seletivo para iniciar as aulas. Os interessados em fazer o curso devem ter mais de 18 anos e apresentar certificado de Ensino Fundamental para se matricular na primeira série ou comprovante de conclusão de série já cursada no Ensino Médio para ingresso no módulo seguinte. É possível começar a estudar a qualquer momento do ano. Não há limite de vagas.

O curso completo tem duração mínima de três semestres. O material didático é composto por vídeos e apostilas à disposição do estudante no ambiente virtual de aprendizagem. Apenas os exames finais de cada série são presenciais. As provas são aplicadas em três Escolas Técnicas Estaduais (Etecs): São Paulo (Capital, Bom Retiro), Bento Quirino (Campinas) e Fernando Prestes (Sorocaba).

Além do Ensino Médio EJA, o Centro Paula Souza oferece várias modalidades de educação a distância em diversos níveis. Saiba mais.

Foto: Divulgação

Material didático das aulas é composto por vídeos e apostilas disponíveis gratuitamente na internet