Délia Maria De Césaris lança novo livro seu em Sorocaba

foto-da-internetÉ o segundo livre dela lançado na UNISO

O evento aconteceu na Universidade de Sorocaba, ocasião em que a autora fez uma palestra abordando seu novo livro.

Psicopedagoga e psicanalista conhecida e reconhecida nos meios culturais brasileiros, a argentina Delia Maria Carmen De Césaris, que mora em Sorocaba, lançou no ultimo dia 25 seu segundo livro: ‘A imagem corporal/especular no sujeito em constituição, de Freud a Lacan’.

capa-livro-delia-copyA obra é produto de sua tese de doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano na USP.

Segundo a autora, ela saiu a campo e visitou duas creches de Sorocaba, uma delas com crianças com deficiência. O objetivo foi o de pesquisar a imagem corporal na constituição psíquica infantil.

Sobre a utilidade prática de seu livro Délia De Césaris disse que “Num caso de autismo, verifiquei que não houve uma intervenção precoce e se isso tivesse ocorrido, talvez tivesse produzido uma mudança nas condições da criança”.

o livro  ‘A imagem corporal/especular no sujeito em constituição, de Freud a Lacan’ é direcionado especialmente aos profissionais que trabalham como pediatras, psiquiatras, psicólogos, mas é muito útil para todos que se dedicam à educação infantil.

 

Outras obras de autoria de Délia Maria de Cesaris:

capa

Iván, El Terrible

capa

Mi Buenos Aires Querido 

capa

Misterio En El Museo 

Misterio e Magia do Amor - 1ª Reimpressão
Misterio e Magia do Amor – 1ª Reimpressão

Neruda @ Hamlet - Nivel 2
Neruda @ Hamlet – Nivel 2

Mi Buenos Aires Querido - Nivel 2 Lecturas Modernas - 2ª Edição
Mi Buenos Aires Querido – Nivel 2 Lecturas Modernas – 2ª Edição

Neruda @ Hamlet Nível 1 - 2ª Edição - Com Cd
Neruda @ Hamlet Nível 1 – 2ª Edição – Com Cd

Ineruda Hamelet
Ineruda Hamelet

Mi Buenos Aires Querido sem Cd
Mi Buenos Aires Querido sem CdDelia Maria de Cesaris
por: R$ 20,001 usado
Ver livro

A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição
A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição

A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição
A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição

A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição
A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição

A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição
A Imagem Corporal / Espetacular no Sujeito Em Constituição



Biblioteca Municipal de Itapetininga vence mais um edital

 

Cidade será contemplada com projeto de leitura para bebês e crianças

A Biblioteca Municipal ‘Júlio Prestes de Albuquerque’ foi contemplada com mais um programa de incentivo à leitura.

Vencendo um edital com 34 cidades, Itapetininga ficou em quinto lugar no Projeto BebêLê.

O critério para avaliação foram os projetos e a infraestrutura das bibliotecas.

O BebêLê visa incentivar o gosto pela leitura, desenvolver a audição e a fala e habilidade em contar histórias em crianças de seis meses a quatro anos.

O objetivo é mostrar aos pais e cuidadores dos pequenos a importância de ler e de ouvir histórias no desenvolvimento intelectual e cognitivo.

Pela contemplação, a Biblioteca receberá uma capacitação para os funcionários, mobiliários, livros-brinquedo, materiais pedagógicos, uma televisão, tabletes, além de um kit de empréstimo para trabalhar com as crianças em casa.




Museu Carlos Ayres será reaberto: finalmente a cidade de Itapetininga voltará a ver seu museu de arte!

Grandes planos de realização animam a nova diretoria da Casa Kennedy

Graças ao dinamismo da nova diretoria que assumiu o CCBEU – Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, mais conhecido como ‘Casa Kennedy’, muitas reformas físicas e culturais já estão sendo providenciadas.

Além das medidas urgentes exigidas para a manutenção do prédio – que estava em péssimas condições – a diretoria atual presidida pelo professor universitário Dr. Antonio da Silva Andrade, já identificou os problemas existentes e elabora planos para a dinamização do local.

A primeira e importantíssima atividade será realizada a partir do dia 8 de setembro, 5ª feira, quando o CCBEU (Casa Kennedy) der início, no Centro Cultural do Largo dos Amores, a uma ‘Mostra de Arte’, com quadros do rico acervo do Museu Carlos Ayres.

A cerimonia de abertura terá inicio no período da tarde, com a apresentação de um show de ‘chorinho’ oferecido pela Secretaria da Cultura de Itapetininga através do secretário Maurício Hermann de Souza.

Na Mostra de Arte serão expostos 46 quadros de pintores renomados, cuidadosamente selecionados pela curadora, a artista plástica  Walquíria Paunovic, que responderá também pela organização geral do evento, juntamente com seu marido Jorge Paunovic, ambos com muita experiência em organização de mostras e arte.

Segundo ainda o presidente Antonio Andrade, “esse  é um trabalho exemplar da Sra. Walquiria Paunovic, que selecionou com todo o cuidado obras importantes que já foram inclusive expostas em exposições e mostras de arte na Capital paulista, na cidade de Piracicaba e em outras cidades do interior do Estado de São Paulo. Estou com muita esperança que será uma belíssima exposição.”, enfatizou o presidente.
A mostra ficará exposta no Centro Cultural e Histórico Brasílio Ayres de Aguirre, localizado no Largo dos Amores, a partir do dia 8 de setembro próximo e ficará à disposição do público até o dia 28 de 2ª à 6ª feira, das 9 às 18 horas e aos sábados das 9 às 15:00 horas.

Novas ações

Entre os planos da nova diretoria para o CCBEU estão o lançamentos de cursos de Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão e Mandarim e cursos outros específicos, como Teatro, Artes Cênicas, Dança do Ventre, Dança de Salão, Pintura em Tela e Tecidos e Artesanato.

É intenção ainda da nova diretoria adaptar o prédio para ser um novo Centro Cultural de Itapetininga, com possibilidades de utilização do local como apoiador de reuniões, congressos e sede de outras entidades culturais, como já acontece atualmente: é lá que está sediado o IHGGI – Instituto Histórico, Ge0gráfico e Genealógico de Itapetininga.

Professores de cursos que estiverem interessados em utilizar o prédio para ministrar suas aulas, assim como outras entidades culturais que precisem de local apropriado para desenvolver suas atividades podem procurar o presidente Antonio Andrade para maiores informações.

Recursos

Diante das dificuldades financeiras para a realização das obras físicas necessárias e para a implantação de novos serviços, a diretoria está planejando um jantar e um chá beneficentes, além de outras alternativas válidas para captação de recursos.
Serviço:
Evento: Mostra de Arte do Museu Carlos Ayres
Dia: 8 de setembro de 2016
Hora: período da tarde
Aberto ao público e gratuito.
Endereço: Largo dos Amores, prédio do Centro Cultural (antiga prefeitura)

Promoção:
CCBEU – Centro Cultural Brasil-Estados Unidos
Rua Prudente de Moraes, 716, Centro, Itapetininga, SP
Informações: 15/3271-0955

Observações:

“A ideia é mostrar para as pessoas o que há no Museu Carlos Ayres, que ficou fechado por anos. Muitos moradores não conhecem a riqueza deste acervo, que conta com mais de 300 obras”, explica a curadora Walkiria Paunovic.

As obras que serão expostas são, dentre as muitas disponíveis, as que passam mais emoção. Serão 46 telas e esculturas, de diversos artistas renomados, como Mario Zanini, Durval Pereira, JB Madureira e os itapetininganos Carlos Ayres e Maria Prestes.

História do Museu Carlos Ayres

O museu foi fundado em 1968. Leva o nome do artista que doou a primeira tela, o itapetiningano Carlos Ayres. Ele e outros artistas plásticos de São Paulo idealizaram o projeto, que chegou a ser um dos museus mais importantes do Estado e que já sediou 18 salas de exposições, com a presença de grandes artistas, como o genial Di Cavalcanti.
Quem foi Carlos Ayres

Carlos Ayres foi um itapetiningano nascido em 16 de maio de 1916 e falecido em 1971. Um talentoso desenhista, estudante da Escola de Belas Artes de São Paulo, aluno de Tulio Mugnaine e Jean Pierre Chabloz. Ilustrou diversos livros e tem muitas obras suas conhecidas internacionalmente, inclusive algumas fazendo parte de coleções particulares no Brasil e nos Estados Unidos. Quadros seus estão expostos na Assembleia Legislativa de São Paulo e um auto retrato no Museu Regional de Campina Grande MT, segundo informações prestadas pelo confrade José Luiz Nogueira, do IHGGI




Artigo de Celio Pezza: 'Madre Teresa de Calcutá'

Colunista do ROL
Celio Pezza

Crônica # 326 – Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa nasceu na Albânia e seu nome verdadeiro era Agnes Bojaxhiu.

Sempre foi uma referência de altruísmo e bondade, mas, após anos de pesquisas sobre sua obra, três pesquisadores da Universidade de Montreal no Canadá, mostraram outra face da religiosa e sustentam que ela era uma fanática e adepta de que os fins justificam os meios.

Também o jornalista inglês, Christopher Hitchens, fez um documentário chamado “Anjo do Inferno”, onde mostrou que ela apoiava os ricos e poderosos e a eles tudo perdoava.

Ela cultuava o sofrimento dos pobres e dizia: “Acho muito bonito que os pobres aceitem o seu destino. É uma dádiva poder participar dos sofrimentos de Cristo”.

Sua organização, as Missionárias da Caridade, recebeu milhões de dólares todos os anos, dinheiro este que era utilizado para expandir o seu império, mas quase nunca revertido para amenizar as dores de seus doentes.

Muitos médicos que visitaram os “hospitais” das missionárias em Calcutá, afirmaram que tinham péssimas condições, sem médicos, remédios, higiene e nada para diminuir o sofrimento. Em todos eles havia uma placa “Hoje eu vou para o Céu”. E a ideia era que os pacientes sofressem até morrer.

Uma vez tinha um paciente gritando de dor, e a Madre disse que ele estava sofrendo, porque Jesus o estava beijando. O doente agoniado gritou para ela então pedir para Jesus parar de beijá-lo, pois não aguentava mais.

A política da Madre Teresa era a virtude da pobreza e do sofrimento.

Por outro lado, quando ela ficava doente, ia para os melhores hospitais do mundo.

Na ânsia de angariar fundos, Madre Teresa se associou a ditadores e famosos corruptos, não se importando de onde vinha o dinheiro.

De Baby Doc Duvalier, ditador do Haiti, famoso por violar os direitos humanos e por sua violência, ela recebeu muito dinheiro e homenagens. Em troca, ela dizia que o tirano amava os pobres e era adorado por eles.

Uma das pesquisadoras da Universidade do Canadá, Geneviéve Chénard, se disse surpresa, pois não imaginava a quantidade de acusações e documentos encontrados contra ela.

O Vaticano passou a capitalizar sobre a sua imagem e a fortuna angariada pelas Missionárias da Caridade é imensurável.

Para as irmãs que cuidavam das finanças, todo o dinheiro recebido era encaminhado para Roma.

Madre Teresa tinha uma posição dura contra o divórcio e, quando a Irlanda fez um referendo popular sobre o assunto, ela foi até lá fazer apelos para que a população votasse contra; por outro lado, quando sua patrocinadora e amiga, princesa Diana, se separou, ela declarou que era melhor assim, pois a princesa não era feliz no seu casamento.

Quando a fábrica da Union Carbide explodiu em Bhopal, na Índia, matando milhares de pessoas, ela saiu pelo país dizendo para que o povo perdoasse a multinacional ao invés de pedirem indenizações.

Quanto a receber dinheiro de bandidos e corruptos, um caso famoso foi o de Charles Keatings, um religioso do Lincoln Savings and Loan da Califórnia, que foi condenado pelo roubo de mais de US$ 250 milhões de fundos de aposentadoria de gente humilde. Este bandido dava milhões a Madre Teresa e, em troca, contava com seu apoio.

O estudo mostrou que o altruísmo e a generosidade atribuídos a Madre Teresa não passaram de um mito, e sua imagem de santa foi devido a uma forte campanha publicitária.

Também mostrou sua enorme capacidade de angariar fundos, não importando a origem do dinheiro.

Quanto a supostos milagres, o físico Aroup Chatterjee foi incisivo ao afirmar que “seus milagres são baratos e infantis demais até para questionar”. Ela bem que poderia ter providenciado alguns milagres para salvar alguns dos milhares de doentes que estiveram sob seus cuidados.

Apesar desta grande quantidade de evidências sobre sua verdadeira índole, ela foi canonizada no último dia 04 de setembro de 2016, como uma vitória do obscurantismo medieval sobre a razão.

Célio Pezza

Setembro, 2016




Artigo da leitora Sonia Moreira: 'Gnose'

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – Gnose!

Palavra grega que significa conhecimento.

Ao dizer ‘gnose’, nos remete imediatamente ao século I, ou seja, aos primeiros cristãos primitivos, chamados Essênio. Foram lá que surgiram  as primeiras premissas dos ensinamentos cristãos.

Devem estar se perguntando onde quero chegar com essa crônica.

Em primeiro lugar, como sempre peço a imparcialidade de crenças ao lerem minhas palavras, sem se apegarem a nenhuma religião específica, somente pensar como os grandes filósofos, divagar em nosso maior bem, que foi nos dado de presente pelos deuses criadores de nossa existência, a inteligência e o raciocínio.

Da gnose deriva os gnósticos, um grupo de homens que abriram mão de todo e qualquer conforto material, desprendidos da natureza dialética, ou seja, das coisas do mundo, podem estar pensando como abandonar coisas desse mundo? Como viver em cavernas? Sem conforto? Não! O que me refiro é o abandonar da natureza dialética, aperfeiçoar o templo íntimo de cada um, a centelha divina originária do fogo serpentino que recebemos de presente quando de nossa queda do paraíso, esse foi o único resquício que nos restou de nossa natureza divina.

O abandonar coisas desse mundo metaforicamente falando é voltar-se para forma divina, é procurar deixar-se renascer das cinzas nossa Fenix. É procurar o caminho de volta para nosso lar eterno e imutável, o verdadeiro paraíso, somos seres decaídos, e sem dúvida nos deixamos levar pelas ilusões momentâneas de um mundo do qual não pertencemos, estamos apenas de passagem, um dia teremos que voltar, e seremos obrigados a evoluir. A gnose é o conhecimento espiritual que todos ao seu tempo encontrarão, o ser gnóstico assumirá a forma divina para o retorno ao lar, para casa do pai, como um filho pródigo.

Deixemos nos levar por essa aura de amor e paz, e com a certeza que o criador jamais abandona sua criação, o faz dando-lhe o poder do livre arbítrio, para que quando chegar à hora certa, o fogo se acenderá como uma luz de um farol a orientar os navegantes no mar revolto, a caminho do lar.

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




Artigo de Carlos Carvalho Cavalheiro

Carlos Cavalheiro Foto André Pinto 26.03.2016
Carlos Cavalheiro
Foto André Pinto 26.03.2016

Carlos Carvalho Cavalheiro – Sete homens e um destino

 

O clássico filme de faroeste estadunidense, lançado em 1960, ganha neste ano um remake que será lançado no Brasil em 22 de setembro. Aguardado por muitos fãs do gênero, esse western traz algumas novidades em relação ao filme original.

Aliás, falar em “original” é força de expressão. A primeira versão de “The Magnificent Seven” (título original em inglês) é baseado em um filme japonês, Os sete samurais (Shichinin no samurai, no original), de Akira Kurosawa, lançado seis anos antes. Curiosamente, outro filme importante para a história do gênero faroeste também foi inspirado num filme de Kurosawa. Em 1964 o diretor Sérgio Leone lança o filme “Por um punhado de dólares”, considerado o início dos westerns spaghetti por trazer uma nova concepção estética, com closes bem próximos dos atores, dando maior dramaticidade às cenas, com personagens de moral duvidosa (mesmo os “heróis” e protagonistas), com muita violência, cenas em regiões desérticas (a maioria desses filmes foi rodada no desertor de Almería, na Espanha) e com composições musicais específicas, do que se sobressaem os maestros Ennio Morricone e Francesco de Masi. O filme de Leone, que traz Clint Eastwood no papel principal, também é baseado num filme japonês de Kurosawa: Yojimbo (de 1961).

“Sete Homens e um destino” foi dirigido por John Sturges, a partir de um roteiro de William Roberts com trilha sonora de Elmer Bernstein. A música tema do filme foi usada por muitos anos para a propaganda da marca de cigarros “Marlboro”. O filme traz a história de uma aldeia mexicana arrasada pelas constantes investidas de um bando de ladrões. Um grupo dessa aldeia resolve reagir e contrata sete homens pistoleiros para ajudá-los. O sucesso de película, que conta com nomes como Yul Brynner, Steve McQueen, Charles Bronson, Robert Vaughn, James Coburn entre outros, rendeu mais três continuações: “O retorno dos Sete Homens” (Também conhecido como “Sete Homens e um destino II”), “A Revolta dos Sete Homens” e “A Fúria dos sete homens”. Yul Brynner fez o papel do pistoleiro Chris nos dois primeiros filmes da série. Steve McQueen, no papel do pistoleiro Vin, só participou do primeiro filme, embora com bastante destaque.

O que muda dessa primeira versão para a atual? Ainda não assisti ao filme, mas apenas trailers e comentários. Uma diferença que aparece logo de início é em relação aos protagonistas do filme. Em 1960, embora ambientado no velho oeste, o recado do filme era bastante calcado no contexto de Guerra Fria: latinos americanos poderiam contar com a boa vontade dos seus vizinhos e “irmãos” estadunidenses. Ajuda essa, inclusive, que era totalmente desprendida de qualquer interesse. Ao final da trama, Chris e Vin retornam aos Estados Unidos com a reflexão de que somente os camponeses mexicanos saíram vencedores. Quanto aos pistoleiros, continuavam na mesma vida que sempre tiveram, levando justiça aos “povos oprimidos”.

Em 2016 esse discurso não tem mais sentido num mundo hegemonicamente dominado pela ideologia capitalista. Então, outras questões podem ser suscitadas. Por exemplo, a possibilidade dos protagonistas não representarem o “modelo” estético do american w.a.s.p., ou seja, do branco de origem anglo saxão. Então, nessa nova versão, o pistoleiro principal é interpretado por Denzell Washington, um veterano ator negro estadunidense. Além disso, não são homens que buscam ajuda dos cowboys, mas uma mulher. Entre os sete homens contratados há um índio e um asiático (na versão original, eram todos brancos ou mestiços entre estadunidenses e mexicanos, o que reforçaria a idéia de “laços” de irmandade entre os dois países).

Portanto, “politicamente correto” no discurso, essa versão atual apresenta a diversidade como uma temática a ser apreendida a partir do estereótipo das próprias personagens. Alguma relação com os conflitos étnicos ocorridos ultimamente nos Estados Unidos? É possível, afinal o cinema sempre foi usado como veículo de informação, mas principalmente de formação de opinião.

Resta esperar que seja um bom filme, uma boa surpresa para o gênero faroeste como foi o caso de “Os Imperdoáveis”, de Clint Eastwood (1992) e “Django Livre”, de Quentin Tarantino (2013).

 

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

28.08.2016




Artigo de José Coutinho de Oliveira

José Coutinho de Oliveira: Nobilística

Pansofia, totalidade do saber, conhecido mais modernamente por holismo.

Pansofia era a proposta de Comenius (1592-1670), pai da didática.

Sobre ele disse Michelet : “o primeiro evangelista da pedagogia moderna.”

E nós também chegamos a esse ponto, ou seja, chegamos à conclusão de que uma, duas ou três disciplinas isoladamente não resolvem o problema, precisamos mesmo é de todas em cooperação.

Percebi então a necessidade de se emancipar mais uma disciplina, a “Nobilística”.

Essa nova disciplina tem por objeto de estudo a relação existente entre realeza, nobreza e aristocracia com os vários modelos de Estado, de governo.

Ela seria mais ou menos a interação de 19 disciplinas a saber: a filosofia geral, da educação, da política, comparada, História, heráldica, genealogia, psicologia, antropologia, sociologia, teoria geral do estado, economia, astronomia, direito constitucional, direito nobiliárquico, política, teologia, linguística e pedagogia.

Adotamos dentre os nossos lemas aquele de Comte: “Conhecer para prever, prever para prover”, ou seja, antecipar a libertação, a pessoal, a do país e a do mundo.

Defendemos inclusive que os países cristão se fundam numa confederação mundial, ou seja, se incorporassem num estado mais forte.

Outro lema é “in dubiis libertas”, nas coisas duvidosas, liberdade, de Sto. Agostinho, por isso defendemos o voto e a 1a. comunhão facultativos.

José Coutinho de Oliveira
Criador da Nobilística