Artigo de Maria Dolores Tucunduva: 'O Poder Politico no Brasil'

Maria Dolores Tucunduva
Maria Dolores Tucunduva

Maria Dolores Tucunduva – O Poder Político no Brasil


O absolutismo foi a base das concepções políticas que vigoraram no Brasil colonial, regido pelas leis e o sistema político de Portugal. Ao longo do século XVIII, ocorreram movimentos autonomistas com fundo republicano e liberal, inspirados nos modelos das repúblicas veneziana e americana. As idéias que inspiraram a revolução francesa disseminaram-se pela colônia nas obras de Voltaire, Rousseau e Montesquieu mas o liberalismo só se manifestou de modo mais concreto nos episódios da inconfidência mineira, que evidenciaram as contradições entre a crescente burguesia e as classes agrárias dominantes.

O processo separatista ganhou consistência com a chegada de D. João VI em 1808 e culminou com a independência. A primeira constituição brasileira, outorgada pelo imperador D. Pedro I, baseou-se no despotismo esclarecido e inovou na doutrina da divisão de poderes, ao incluir o poder moderador do monarca ao lado dos clássicos poderes executivo, legislativo e judiciário.
As elites brasileiras, compostas de grandes senhores agrários e comerciantes, instalaram-se no poder e competiram com o imperador pelo controle da nação. O cunho liberal da constituição foi amenizado pela adoção de mecanismos como o voto censitário, que excluiu a maioria da população do processo eleitoral, e a vitaliciedade dos senadores e dos membros do Conselho de Estado, que assegurou a permanência das elites no poder. O confronto permanente entre essas elites e o imperador e a oposição dos liberais radicais, que se ressentiam da centralização excessiva do poder e defendiam o federalismo, culminaram na abdicação do soberano em favor de D. Pedro II, então menor de idade.
O período da regência de D. Pedro foi marcado pela pressão permanente das aristocracias locais, que exigiam maior autonomia de ação política, e por conflitos entre liberais e conservadores, que se traduziram em rebeliões regionais e levantes populares, em alguns casos de inspiração separatista e republicana. Pouco depois de assumir o trono, D. Pedro II estabeleceu o regime parlamentarista e abriu mão de seus poderes executivos, transferidos para um primeiro-ministro escolhido entre os membros do partido majoritário nas eleições. Preservou, porém, o poder moderador, o que na prática manteve o governo sob seu controle.
Os primeiros anos do governo do segundo reinado foram marcados por revoltas regionais e, ao mesmo tempo, pela consolidação das instituições nacionais e pelo aprofundamento do sentimento de nacionalidade em todo o território brasileiro.

Os liberais, que se alternaram com os conservadores no governo ao longo do segundo reinado, pertenciam também às classes dominantes e esqueciam seu radicalismo assim que assumiam o poder. As elites agrárias e comerciais mantinham-se como a única força política e dominavam o cenário nacional. Entretanto, os grandes temas da república e da abolição da escravatura ganhavam espaço e apoio crescentes, principalmente na burguesia urbana, que se ressentia das dificuldades de implantação plena do capitalismo numa economia atrasada, que buscava se modernizar. Republicanos e abolicionistas inauguraram um estilo novo na política brasileira e convocaram as populações das cidades à defesa de suas idéias. Apesar dessa mobilização, a república foi instaurada pela elite, sem participação popular.
A abolição da escravatura em 1888 marcou o fim do império brasileiro e o início da república, instalada no ano seguinte, mas permaneceu o autoritarismo do poder central, profundamente entranhado na cultura política nacional. A constituição liberal de 1891 estabeleceu um presidencialismo forte e centralizado, que não resolveu as contradições políticas herdadas do império nem excluiu do poder as elites, acrescidas então de novas forças econômicas, como os produtores de café, que determinavam os caminhos da nação. Na fase que se seguiu, conhecida como República Velha, predominaram as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais, os estados economicamente mais avançados.
Durante a primeira guerra mundial, o país conheceu notável expansão industrial, mas o poder político continuou dominado pelos interesses das oligarquias rurais e da burguesia mercantil. As contradições entre uma economia que se modernizava e um modelo político retrógrado geraram inquietações políticas que se expressaram em movimentos como o tenentismo. O processo eleitoral, marcado pela fraude e a exclusão de vasta parcela da população, mostrou-se incapaz de solucionar as distorções do sistema, agravadas por dificuldades financeiras e do comércio exterior que a crise mundial de 1929 aprofundou, com a queda drástica das exportações de produtos primários.
Com a revolução de 1930, a burguesia industrial teve maior participação no poder, mas as contradições do regime não foram solucionadas. Conflitos entre as oligarquias e os tenentistas e a ausência de mudanças estruturais necessárias levaram à implantação da ditadura do Estado Novo, que se prolongou até 1945.
A constituição de 1946 deu início a um período de crescimento econômico e aprofundamento dos mecanismos democráticos. Houve mudanças no sistema eleitoral e participação efetiva do povo no processo político. Os partidos políticos se fortaleceram e representaram efetivamente os diversos segmentos políticos e ideológicos da nação. O modelo econômico e social, porém, não se alterou, especialmente na estrutura agrária dominada pelas elites obsoletas. O choque entre avanços políticos e econômicos e a manutenção de um modelo social ultrapassado levaram setores progressistas e conservadores à radicalização.
A instabilidade política agravou-se no governo João Goulart. Em 1964 um golpe militar encerrou o período da democracia representativa e instalou-se um regime de exceção. A partir de 1979, os militares no poder instauraram um modelo de abertura que culminou com a eleição indireta de um presidente civil em 1985 e maior participação popular no processo político. A constituição de 1988 devolveu a soberania ao povo e marcou a retomada definitiva do processo democrático, consolidado com as eleições diretas para todos os níveis em 1989 e 1994.




Artigo de Jose Coutinho de Oliveira

Jose Coutinho de Oliveira

31 de ago

Devido ao grande valor que dou a essa descoberta volto a falar, pois, de dois novos métodos de ensino sobre os quais discorri no jornal Apiaí Tem no dia 23 de janeiro pp.
Trata-se do método ultradinâmico semiaberto e o audio-oral ou ágrafo.
O primeiro nasceu da aplicação da relatividade na pedagogia.
Podemos perguntar, então, qual o significado de cinco mil e setecentos anos diante da eternidade ?
Cinco mil e setecentos anos é a idade bíblica da Terra.
Nesse método é o próprio aluno que, baseando-se numa autoavaliação se autopromove ou se autorreprova. Se ele, todavia, não estiver conseguindo acompanhar a nova série poderá voltar à anterior.
As avaliação são todas avaliatórias e não reprovatórias.
Diz-se semiaberto, pois o certificado de conclusão só seria expedido àqueles que solicitassem e fossem aprovados numa prova final reprovatória.
O segundo método, ou seja, o audio-oral ou ágrafo nasceu da crítica que Aristóteles fez ao mais famoso dos paradoxos socráticos, qual seja, aquele que duvida que o iletrado é capaz de coisas sublimes.  Cabe-nos aqui lembrar, portanto do livre arbítrio (self determination em inglês) e da ciência infusa.
Esse método é a emancipação do método maternal ou doméstico.
Nele nem se lê nem se escreve. Só audição e repetição. DVDs ágrafos poderão ser utilizados para incrementar as aulas. Ele pode ser utilizado no ensino de qualquer língua para aqueles que têm pressa de aprender e buscam só a forma falada da língua. Esse método ainda pode ser utilizado no catecumenato iletrado, ou seja, na catequese preparatória ao batismo de adultos iletrados.
José Coutinho de Oliveira

jocodeol@gmail.com




Sergio Diniz da Costa: 'O vento dos papagaios'

Sergio Diniz da Costa

‘O VENTO DOS PAPAGAIOS’*

Uma tarde de julho. Ventania. Crianças. Um campinho das peladas. Em vez de correria atrás de uma bola, porém, carretilhas numa mão e, na outra, um papagaio!

Com as férias do meio do ano e os ventos ficando mais constantes e intensos, as brincadeiras da terra cedem a vez para os olhares ao céu.

Papagaios de vários tamanhos, cores e desenhos começam a alçar altura e a bailar, ao sabor do vento.

Vejo esses meninos, correndo e empinando seus papagaios e, diante de tanta alegria, me percebo divagando… mergulhando nas Águas do Passado.

Manhã ventosa de uma sexta-feira de agosto. A agitação, o burburinho da sala de aula termina com a entrada de dona Terezinha, a professora de Geografia.

É uma entrada solene da professora que nos chama a todos de ‘filhinho’. E sua simples presença nos infunde um misto de aquietamento e expectativa.

Quase às vésperas da aposentadoria, ‘Tia’ Terezinha é uma das docentes mais antigas da escola. E, também, a mais idosa. Cabelos curtos e alvacentos. Rosto sulcado por rugas. Pequena estatura física e corpo ‘arredondado’.

O tempo, no entanto, parece ter passado ao largo em relação a ela. O que a genética não lhe aquinhoou no corpo físico, uma Força Maior compensou-lhe no espírito. Quando inicia a aula, a voz ribomboa, os olhos fulgem, as palavras, descrições, conceitos fluem caudalosamente.

Com ela, em seu Tapete Mágico imaginário, conhecemos as regiões brasileiras, com seu clima, sua fauna, flora, rios, montanhas…  E, numa visão multidisciplinar, infunde-nos o sentimento de respeito ao meio ambiente, de amor à natureza, de cuidado em relação à Mãe Terra.

E, nesta manhã de sexta-feira de agosto, de um tempo pueril, tia Terezinha, inspirada pelo clima, vai nos falar sobre os ventos. E ela, toda ela se transforma num Atlas, num compêndio de Geografia.

Como uma sereia que, com seu canto nos atrai, inicia a aula, ensinando que  os ventos são o ar em movimento e que desempenham um papel muito importante na vida dos seres vivos, pois são eles que levam para longe o ar viciado que nós respiramos e trazem até nós o ar puro, com bastante oxigênio, tão importante para o nosso organismo.

Discorre sobre os vários tipos de ventos, que alteram-se conforme a sua durabilidade. E, à nossa frente, por meio de gráficos, desfilam os ventos alísios e contra-alísios.

Depois deles, vêm as monções e as brisas. No entanto, chama-nos a atenção para aqueles que são muito perigosos. E, feito o ‘malfeitor da natureza’, vem o vilão-mor: o ciclone, nome genérico para os terríveis ventos circulares, como o tufão, o furacão, o tornado, o vendaval e um sobre o qual nunca ouvira falar: o willy-willy, nome que os ciclones recebem na Austrália e demais países do sul da Oceania.

Tia Terezinha, ardendo de entusiasmo, dá uma pausa, porém, pra respirar. Nesse momento, não contendo minha curiosidade, pergunto:

─ Tia, e qual é o vento dos papagaios?

Uma tarde de julho. Ventania. Crianças. Um campinho das peladas.

Uma lufada mais fria do vento me tira daquele transe.

O vento mais intenso e a gritaria dos meninos me fazem olhar para o céu, agora totalmente tomado pelos papagaios. E caio em mim ao perceber que, na volta à sala de aula, não me lembro de qual foi a resposta de Tia Terezinha…

Qual é, afinal, o vento dos papagaios?

O céu é um mar de varetas de madeira e papel, num bailado multicolorido. E, de repente, um papagaio se sobressai. Apesar da distância, tenho a impressão de que ele tem o formato de um rosto. Um rosto que me dirige um olhar e, com ele, uma voz sussurra:

─ O vento dos papagaios, filhinho, é o vento da imaginação!

 

* Na minha infância, nós denominávamos esse brinquedo como ‘papagaio’. Todavia, trata-se de um brinquedo com vários nomes, dependendo da região brasileira e até mesmo de outros países. Temos, assim: pipa, arraia ou pepeta, cafifa, quadrado, piposa, pandorga.

 

Sergio Diniz da Costa




Coluna de Celso Lungaretti: 'ELIMINADO O COMPLICADOR NO QUAL SE CONSTITUÍA A PRESENÇA DA PESSOA ERRADA, NO LUGAR ERRADO E NA HORA ERRADA, O QUE REALMENTE MUDOU?'

CELSO LUNGARETTI – “FORA TEMER!” OU “FORA CAPITALISMO!”?

 

A rainha de copas foi retirada do baralho político. Autoritária, com pavio curtíssimo, useira e vezeira em tomar decisões desastrosas, ela comprometia a continuidade do próprio jogo, não por cortar a cabeça de todos que lhe desagradavam (os tempos são outros!), mas por cortar o PIB, os empregos, o poder aquisitivo dos brasileiros, a esperança em dias melhores y otras cositas más.

Acabaria cortando o próprio Brasil, despedaçado numa crise sem fim, se não a tivessem cortado antes.

Mas, eliminado o complicador no qual se constituía a presença da pessoa errada, no lugar errado e na hora errada, o que realmente mudou?

Tivemos, de janeiro de 2003 até abril de 2016, governos totalmente servis ao capitalismo, só que terceirizados, ou seja, geridos por forças políticas que um dia foram de esquerda, mas há muito o haviam deixado de ser.

Serviam de biombo, para o povo não perceber quem realmente mandava e qual o verdadeiro responsável por suas desditas. Como paga, era dado a tais gerentes o direito de fazerem todo tipo de maracutaias, efetuarem uma farta distribuição de boquinhas entre sua criadagem e de migalhas entre os coitadezas –os quais, por medo de perdê-las, os continuariam elegendo.

Agora a farsa acabou, passando a dominação burguesa a ser exercida por partidos que não iludem ninguém: expressam e obedecem ao capitalismo, ponto final.

Os Faustos que eram de esquerda antes de venderem a alma ao Mefistófeles burguês, muito fazem para direcionar a indignação dos simplórios contra o novo gerente, pois querem recuperar o posto na próxima eleição. Se forem bem sucedidos, tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes.

Quem é de esquerda por querer dar um fim à exploração do homem pelo homem (e não encarando-a como profissão ou atalho para vencer na vida), estará iludindo a si próprio se, tão somente, aderir ao coro do Fora Temer!.

É mais do mesmo. Já tivemos o Fora Sarney!, o Fora Collor!, o Fora FHC! e de que serviram? Apenas abriram caminho para a realização dos anseios de poder e enriquecimento pessoal  desses Faustos que incluíram nossos sonhos no pacote negociado com o demo

A raiz de todos os males é o sistema capitalista, cada vez mais nocivo, predatório e desumano à medida que marcha para o fim, não seu serviçal da vez no Palácio do Planalto.

O xis da questão, portanto, é não combatermos as políticas anti-sociais do Temer apenas no sentido apenas de evitá-las, mas sim encarando tais lutas como uma oportunidade de acumulação de forças para o que realmente importa: a superação do capitalismo.

Caso contrário, toda conquista poderá ser revertida adiante e toda vitória desmanchar-se no ar.

Já lá se vão 31 anos que nos vimos livres da ditadura militar e continuamos até hoje patinando sem sair do lugar. Até quando?

Chega!

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Coluna do Sergio Diniz da Costa no Jornal da APEVO

Cultura

LITERATURA, ARTES & CURIOSIDADES

setembro de 2016

Poesia Poesia

 

CabralJoão Cabral de Melo Neto (1920-1999) nasceu em Recife e é considerado um dos maiores poetas da Geração de 45, assim chamada por rejeitar os “excessos do modernismo” para elaborar uma poesia de rigor formal, construindo uma expressão poética mais disciplinada. Para o poeta, “a poesia não é fruto de inspiração em razão do sentimento”, mas de transpiração: “fruto do trabalho paciente e lúcido do poeta”. A primeira obra de João Cabral, Pedra do sono (1945) apresenta uma declinação para a objetividade e imagem surrealista. Já em O engenheiro (1945), percebe-se que o poeta se afasta da linha surrealista, pendendo para a geometrização e exatidão da linguagem. Nas suas principais obras, como Morte e Vida Severina (1965), revela uma preocupação com a realidade social, principalmente com a do Nordeste Brasileiro. João Cabral é considerado pelos críticos “não apenas um dos maiores poetas sociais, mas um renovador consistente, instigante e original da dicção poética antes, durante e depois dele”. Ele e Graciliano Ramos possuem o mesmo grau ético e artístico, um na poesia, o outro na prosa, que objetiva com precisão uma prática poética comum: deram à paisagem nordestina, com suas diferenças sociais, uma das dimensões estéticas mais fortes, cruéis e indiscutíveis que já se conheceu. (Para saber mais: http://www.infoescola.com/escritores/joao-cabral-de-melo-neto/) De sua autoria, o poema Tecendo a Manhã:

 

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito de um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

 Artes

(pintura, teatro, música, dança…)

 anselmo2

     O Pagador de Promessas

 

AnselmiAnselmo Duarte Bento (Salto, 21 de abril de 1920 — São Paulo, 7 de novembro de 2009) foi um ator, roteirista e cineasta brasileiro. Anselmo começou no cinema como figurante no inacabado filme de Orson Welles no Brasil, It’s All True (1942). Com “Carnaval no Fogo” (1949), produzido na Atlântida e dirigido por Watson Macedo, ele se torna um dos maiores galãs que o cinema brasileiro já teve. Em 1951, é contratado pela Vera Cruz, ganhando, então, o maior salário da empresa. Seu primeiro filme na companhia, como ator, foi Tico-Tico no Fubá (1952), sendo um grande sucesso. Estreia na direção com Absolutamente Certo (1957), mostrando-se ser, depois, um grande diretor de cinema. Ganhou a Palma de Ouro e o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes em 1962 com O Pagador de Promessas, filme que também concorreu ao Oscar melhor filme estrangeiro. Em Cannes Anselmo concorreu ao prêmio de melhor diretor com Michelangelo Antonioni, Robert Bresson, Luis Buñuel e Sidney Lumet, entre outros. Foi membro do júri Festival de Cannes em 1971. Também dirigiu outros clássicos do cinema nacional, como Absolutamente Certo e Vereda da Salvação, mas, devido a divergências ideológicas com a turma do Cinema Novo, sua carreira entrou em declínio.

 

 
José 2

JoséJosé Bastos Padilha Neto (Rio de Janeiro, 1º de agosto de 1967) é um cineasta, roteirista, documentarista e produtor cinematográfico brasileiro. Seu primeiro roteiro produzido foi o documentário para a televisão Os carvoeiros, em 1999. Sua estreia como diretor de cinema foi no premiado documentário Ônibus 174, de 2002. O primeiro longa de ficção foi o sucesso Tropa de Elite, em 2007. Em 2008, Padilha foi incluído na lista 10 Directors to Watch da revista Variety. Foi produtor do filme Tanga: Deu no New York Times (1987), dirigido por Henfil, e trabalhou na viabilização financeira de Boca de Ouro, de Walter Avancini. Dirigiu e produziu o documentário para TV, Os Pantaneiros. Produziu Estamira, documentário, sobre uma mulher esquizofrênica que, por mais de duas décadas, trabalhou e viveu no lixão do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Seu primeiro longa-metragem como diretor, Ônibus 174 (2002) tenta reconstituir um episódio violento do Rio de Janeiro, o sequestro de um ônibus que terminou em tragédia. Em 2007, foi lançado Tropa de Elite, sua primeira ficção, com o qual, em 2008 ganhou o Urso de Ouro, em Berlim. Em 2009, filmou Segredos da Tribo, onde expõe a guerra entre antropólogos por causa dos ianomâmis. Em 2010, lançou Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro. Em 2014, Padilha dirigiu RoboCop. Em 2015, dirigiu a série Narcos da Netflix, que conta sobre a ascensão de Pablo Escobar, o maior traficante da Colômbia, e dos esforços das DEA para derrubar seu cartel.

 

 Você sabia que…

Voce sabia2

 

O café mais gostoso e mais caro café do mundo é o Kopi Luwak? Os grãos passam por um processo muito especial de preparação, que fornece aroma e sabor únicos à bebida: antes de serem torrados, eles são ingeridos e  processados pelo estômago e intestino de pequenos mamíferos conhecidos como civetas, um animal de hábitos noturnos, nativos da Ásia tropical e da África. Isso mesmo: os grãos usados para preparar o café mais caro do mundo são, necessariamente, expelidos nas fezes da cevita antes de irem para as prateleiras. Produzido nas ilhas de Sumatra, Bali e Java, o quilo do Kopi Luwak custa, em média, US$ 500 (R$ 1.000), na Indonésia. No Brasil, temos um café semelhante, por um preço bem mais em conta, o Jacu Coffee, cujo processo difere apenas em relação ao animal, os jacus, um gênero de ave encontrado na América do Sul.

 

Um mega abraço e até a próxima edição!

Sergio Diniz da Costa

 




Artigo de Celso Lungaretti: ''DILMA SAI DO ALVORADA PARA ENTRAR NA REALIDADE PARALELA'

Celso Lungaretti:  “ME DIGA AGORA/ O QUE É QUE EU DIGO AO POVO/ O QUE É QUE TEM DE NOVO/ PRA DEIXAR?/ NÃO/ FOI TUDO ESCRITO EM VÃO/ E EU LHE PEÇO PERDÃO/ MAS NÃO VOU LASTIMAR!” (“O VELHO”, CHICO BUARQUE)

Não sou vaidoso, prefiro o barbeiro a 50 metros da minha casa do que qualquer cabeleireiro masculino chique, que me faria perder tempo no trajeto e cobraria os olhos da cara.

E foi ele, o Adriano, quem me garantiu: “O olhar da Dilma é de quem tem problemas mentais”. Desfiou uma série de episódios noticiados que comprovariam sua tese.

Já o Rui Martins, velho guerreiro do jornalismo, a vê como uma pessoa que paira numa realidade paralela e ignora olimpicamente tudo que contrarie suas convicções. Teve o azar de qualificar tal estado de autismo, como outros comentaristas políticos já haviam feito, mas sobre ele desabou uma tempestade de e-mails indignados, como consequência da ação concertada de um desses grupos de pressão que pululam na internet.

O paralelo foi mesmo infeliz, mas o coitado do Rui não merecia ser tratado com tamanha contundência, como se fosse um traficante, um pedófilo ou um corrupto da política…

Como isto não está na esfera dos meus conhecimentos, não darei palpite nenhum sobre o que levou a Dilma se tornar tão ensimesmada e incapaz de levar em consideração o que lhe contraponham. Só direi que tal comportamento me causa espanto.

Um exemplo: a Advocacia Geral da União me move uma encarniçada perseguição jurídica, evitando pagar-me o que milhares de anistiados já receberam, perdendo três julgamentos no STJ por unanimidade (8×0, 7×0 e 8×0) e recorrendo a um verdadeiro arsenal de medidas protelatórias para retardar indefinidamente o único desfecho possível do caso, num aberrante abuso de poder.

Amigos mandaram mensagem à Dilma e, para não parecer ingrato, mandei também. A resposta foi sempre a mesma: como presidente da República, ela não poderia interferir num assunto de competência do Judiciário.

Evidentemente, respondemos que na esfera do Judiciário a questão ficara decidida quando do julgamento do mérito da questão em fevereiro de 2011, só continuando pendente graças à guerrilha jurídica da AGU, que é vinculada ao Executivo e não ao Judiciário. E a resposta que recebemos da Dilma foi a repetição com outras palavras da anterior, ou seja, simplesmente ignorou nossa contestação.

O pior é que ela age assim também em assuntos amplamente noticiados, não apenas no que diz respeito a direitos violentados de antigos companheiros de ideais.

Acaba de afirmar, p. ex., que o processo de impeachment não foi aberto em função da voz das ruas. Ora, se ela estava com um índice de aprovação reduzido a irrisórios 10% e os defensores do impedimento ganhavam de goleada todas as batalhas nas ruas (promoviam as maiores manifestações, realizavam protestos num número superior de municípios e mobilizavam mais pessoas no cômputo geral), qual seria, afinal, a voz das ruas?

Mas, Dilma continua sustentando até hoje que o processo só foi aberto porque o grande vilão Eduardo Cunha quis chantagear o governo e não foi atendido. Ora, quem acompanhou passo a passo os acontecimentos, atentamente e sem antolhos ideológicos, percebeu que Cunha, pelo contrário, retardou a abertura do processo, enquanto barganhava com os dois lados.

Havia dezenas de pedidos, evidentemente a situação brasileira era tão grave que justificava tal questionamento da forma como Dilma governava o país. O papel do presidente da Câmara Federal, portanto, era o de submeter a questão, consecutivamente, à assessoria jurídica, a uma comissão especial e ao plenário, ao invés de se comportar como um novo arquivador geral da Nação. Quando enfim o fez, todas estas barreiras foram facilmente transpostas.

É simplesmente patético que, só conseguindo o apoio de 137 deputados, contra 367 favoráveis ao impedimento (eram necessários 342), Dilma e os dilmistas continuem até agora inculpando Eduardo Cunha!

Dois terços dos deputados e outro tanto de senadores estão mandando Dilma para casa, depois de quase nove meses de trâmites parlamentares e recursos ao Supremo Tribunal Federal, com o último julgamento sendo conduzido pelo presidente do STF, num país em que ninguém foi preso, ninguém foi torturado, ninguém foi assassinado, nenhum texto jornalístico foi censurado, nenhum parlamentar foi cassado e o mais amplo direito de defesa foi assegurado. Lá isto se parece com um golpe?

Certamente não com os do século passado, quase sempre com tanques na rua e marcados por banhos de sangue. E nem mesmo com o episódio que os dilmistas alegaram ser semelhante, a destituição do presidente paraguaio Fernando Lugo, que começou e terminou em apenas dois dias!

E o que dizer dos elogios em boca própria ao Projeto de Transposição do Rio São Francisco, aquela maracutaia orçada em R$ 4,6 bilhões, que já consumiu R$ 12,2 bilhões e vai exigir, pelo menos, outros R$ 10 bilhões, sem resultados para apresentar após 10 anos e que já recebeu o apelido de bolsa-empresário?! Alguém esqueceu de avisar a Dilma que a transposição é o maior elefante branco dos governos petistas?

Por último: de tudo que Dilma e os dilmistas vêm falando desde 2 de dezembro de 2015, quando o impeachment começou, faltou, simplesmente… o fundamental!

Pois o motivo real do impeachment, todos sabemos, é a terrível recessão a que Dilma conduziu o país e o fato de que passara 16 meses do seu segundo mandato sem conseguir governar e sem saber o que fazer, numa paralisia governamental inacreditável, enquanto o povo sofria e o abismo se aprofundava.


O que ela precisaria fazer para alterar o ânimo nacional favorável ao impedimento? Convencer a opinião pública de que já tinha uma saída para a crise e seria capaz de dar a volta por cima.

Foi o que ela não fez em nenhum momento, talvez porque não vislumbrasse mesmo saída nenhuma.

Então, por que fazia tanta questão de continuar no poder? Para prolongar nossa agonia? Porque seu ego se ressentia?
Não lamento sua desdita, pois ela em nenhum momento teve a humildade de admitir seus erros e colocar o drama dos coitadezas acima de seus melindres pessoais. Choro é pelos desempregados e suas famílias, que não têm onde cair mortos e, desesperados, nem sequer receberam um alento da esquerda palaciana, pois sua própria existência equivalia a uma muda acusação à Dilma e atrapalhava os esforços para lhe salvarem o pescoço.
Foi para defender a causa dos explorados e proteger os indefesos que aderi à esquerda no longínquo ano de 1967, aos 16 anos. Eu não mudei. Lamento que tantos outros tenham mudado. A revolução é uma grande devoradora de caracteres.

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Sucesso total do Encontro de Motociclistas em Campina do Monte Alegre

Sucesso total do Encontro de Motociclistas em Campina do Monte Alegre

 José Arnaldo Matheus <josearnaldomatheus@hotmail.com>
 “Nossos agradecimentos a todos que compareceram, participaram ou apoiaram de alguma maneira o Encontro de Motociclistas em Campina do Monte Alegre.
As Bandas, a trupe do Circo, os parceiros da Praça de Alimentação e Acessórios, ao Digão no Som, Elvis (Dalizio Moura), a Pousada da Gibinha, ao Empório Jumar, a Policia Militar e a Guarda Municipal, a todos da Prefeitura e ao Prefeito que cumpriu sua palavra até o final, a toda população de Campina do Monte Alegre e principalmente a TODOS OS MOTO CLUBES E MOTOCICLISTAS presentes ou que ajudaram a divulgar, recebam o nosso muito obrigado, a união de todos é que fez desse Evento o sucesso que ele foi…….

Nos dias 26, 27 e 28/08, ultimo final de

semana, mais de 2 mil pessoas passaram por Campininha para prestigiar o Encontro de Motociclistas, além da participação maciça da população local. Todos puderam conferir grandes Bandas de Rock da região, atrações de Circo interagindo com o público e com as Bandas, variada Praça de Alimentação e Acessórios, uma área de Camping maravilhosa e toda receptividade da organização e da população da cidade. O comércio, restaurantes e pousadas, foram beneficiados com o grande numero de visitantes, trazendo mais divisas para todos. A história da cidade, suas particularidades, sua cultura, seus rios, sua economia, a partir desse Evento serão cada vez mais conhecidos.

Um sucesso para uma primeira edição, por isso temos plena confiança que no próximo ano estaremos fazendo a segunda………….. Vem aí o 2º ENCONTRO DE MOTOCICLISTAS EM CAMPINA DO MONTE ALEGRE!!!

Muito obrigado,

Arnaldo Matheus e Caroline Battioli.

          Motociclismo e Cia

Campanha “Zoeira? To fora”.

ENCONTRO DE CAMPINA DO MONTE ALEGRE

Realização: Motociclismo e Cia.

Apoio: Moto Clubes da região e programa Rock é Rock Mesmo.

INFORMAÇÕES – Arnaldo Matheus (19)9 9104-6001 josearnaldomatheus@hotmail.com

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