Genealogia: 800 respostas! Um recorde absoluto!

Afrânio Mello
Afrânio Mello

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 800

(N.E.: nesta edição publicamos a 800ª resposta a leitores do ROL contendo informações sobre nomes de famílias. Um trabalho prestado gratuitamente aos leitores do ROL pelo genealogista Afrânio Franco de Oliveira Mello, que atende, assim, a pedidos vindos das mais diversas partes do mundo (literalmente!). Trata-se de um serviço de utilidade pública que idealisticamente é prestado pelo genealogista de Itapetininga. Parabéns a Afrânio Franco de Oliveira Mello pela excelência de seu trabalho! Helio Rubens, editor!)

 

Caro Zandrio, vamos COMEMORAR O SEU ATENDIMENTO!

Mais uma centena completada!

Agora esteamos com 800 atendimentos gratuitos via ROL – Região On Line.

Parabéns.

Já escrevi um livro sobre a minha Família : “ Eu e os Meus – Orsi e Ramacciotti “.

Estou escrevendo o segundo : “ Eu e os Meus – Corrêa Franco e Meira “.

Eu também venho da Familia MEIRA, sou bisneto de JÚLIA MEIRA.

 

Vamos ao seu caso :

Não faço pesquisa e nem busco pessoas. Muito difícil e ainda trabalho para viver.

Estou enviando o arquivo do SOBRENOME MEIRA que tem inúmeros nomes.

Você tem que estar com os nomes de seus pais,avõs e bisavós.

Espero que encontre algum deles no aquivo.

“  Boa noite!
Obs.: Gostaria de saber a respeito da família Meira que veio para o hoje distrito de Areado município de Patos de Minas.
Meu bisavô era José Meira.
Conheci pouco da família pq meu pai faleceu quando eu tinha 16 anos. Ele era filho de José Meira da Silva.
E se o sr. tem árvore genealógica da respectiva família.
Att
Zandrio.   “

 

MEIRA………………. 11 páginas e 2 brasões.

Abaixo um pequeno resumo.

Abraços.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

 

image Meira

sobrenome de origem galega. Sobrenome de raízes toponímicas, foi tirado da vila de Meira, na diocese de Tui, na Galiza. Fazem-na derivar de Rodrigo Afonso da Meira, marido de D. Ourana Correia, filha de Paio Soares Gravel, com geração que deu continuidade a este apelido.

Na atualidade, são conhecidas pelo menos três famílias deste apelido a residir em Viana do Castelo sem que estejam estabelecidas relações de parentesco entre si.

Vem esta família de Pedro de Novais, o velho, rico-homem de D. Sancho II. Seu solar era junto à lagoa chamada Meira, donde nasce o rio Minho. Passou a Portugal Paio de Meira, no tempo de D. Diniz, fal. em 1325, rei de Portugal (Antenor Nascentes, II, 64). Brasil: Para o Brasil, em princípios do séc. XVII, vieram Marcos de Meira [1693- ?] e Luiz de Meira [1706- ?], filhos de Baltazar de Meira. Vieram ainda criança e foram habitar Serro Frio (Minas Gerais). Dali a família se ramificou e desceu até o Estado da Bahia. Um ramo ficou no Estado do Rio de Janeiro, onde viviam os Alves Meira, outro para São Paulo, onde existem os Meira Penteado, Meira Godói, Meira Botelho, etc. Na Cidade de Camamu (BA), nasceu Francisco Antunes Meira, em princípio do séc. XVIII o qual veio estabelecer-se na Paraíba do Norte e aí casou-se com D. Isabel Mariana de Castro. Deste casal descendem todos os Meiras do Norte do Brasil, hoje também dispersados pelo Sul do Brasil – do Pará ao Rio Grande do Sul (Anuário Genealógico Brasileiro, IV, 165). Antiga família de origem espanhola estabelecida em Minas Gerais, com ramificações na Bahia, onde chegou o capitão Francisco de Souza Meira, que do julgado de São Romão, em Minas Gerais, passou para a fazenda Brejo do Campo Seco, onde se estabeleceu, dando origem ao lugar de Bom Jesus dos Meiras, atual cidade de Brumado. Entre os seus descendentes, registra-se o filho, Rodrigo de Souza Meira Sertã, de quem descendem os Meira de Brumado, do seu casamento com Maria Carlota de Castro, filha de Joaquim Pereira de Castro, patriarca desta importante família Pereira de Castro (v.n.), da Bahia. Destes Meira descendem os Pinheiro Canguçu. Ainda, entre os membros desta família, registra-se Ana Joaquina de Santo Antonio Meira, do Brumado, cujos filhos foram os fundadores das famílias Cristal (v.s.) e Mirante (v.s.), ambas da Bahia [Arquivo do genealogista Jorge Ricardo Fonseca – Bahia]. Heráldica: um escudo em campo vermelho, com uma cruz florenciada e vazia, de ouro. Timbre: um galgo de negro, com língua e coleira de vermelho (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 26).

 




Artigo de José Coutinho de Oliveira

A filosofia antiga grega tem mais enredo (conteúdo) do que a nossa vã filosofia pode imaginar.

Crátilo por exemplo, segundo Aristóteles e Diógenes Laércio, foi professor de Platão.
Era discípulo de Heráclito e professava como o mestre o mobilismo, ou seja, a crença de que tudo está em contínua mudança.
Heráclito defendia que tudo está em constante mutação (panta rei – tudo flui).
Heráclito afirmava dentre outras coisas que não se pode mergulhar duas vezes no mesmo rio.
Crátilo a seu turno levou ao extremo esse conceito e afirmou que não se pode mergulhar nem mesmo uma única vez, porque a água que molha a ponta do pé não será a mesma que molha o calcanhar.
Já Parmênides de Eleia, Itália meridionalo defendia o imobilismo, de que o movimento não existe.
Foi fundador portanto da escola eleata, mestre de Zenon de Eleia.
Segundo Parmênides tudo ou é ou não é, é a filosofia do ser que é e do não ser que não é.
Parece também que para ele o ser pode ser e não ser ao mesmo tempo, ou seja, o que estamos escrevendo nesse momento é um artigo, não é uma crônica.
Crátilo é também o nome de um diálogo de Platão que trata da linguagem.
Sobre Heráclito vale ainda lembrar que renunciou ao trono de rei em favor do seu irmão.
José Coutinho de Oliveira



Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre a família MANHAES

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 798

 

Prezado Ivan,

Estou enviando o arquivo do SOBRENOME MANHÃES , para o seu estudo.

São tês páginas e dois brasões.

Origem Franco-Suiço e tem um belo brasão.

Não tenho mais essa relação.

Forneci para um leitor mas não salvei pois não é arquivo de Genealogia.

Sinto muito.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

clip_image002    clip_image003Manhães

sobrenome de origem franco-suíço, sendo originalmente escrito como Magnane depois aportuguesado por Manhães. Sendo que os primeiros que vieram ao Brasil se fixaram no estado do Rio de Janeiro.

 

Registra-se Olímpio Manhães, nascido em 05.04.1895, Palmares, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 1983.

Registra-se Antonio José Manhães, nascido em 26.021885, Palmares, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 17.08.1954; filho de Joaquim Manhães dos Santos e Maria Francisca do Nascimento.

Registra-se Benedito Manhães, nascido em 11.08.1917, Palmares, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 12.03.1967.

Registra-se José Francisco Manhães, nascido em 23.04.1899, Palmares, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 30.09.1984.

Registra-se Joaquim Manhães, nascido em 02.04.1920, Palmares, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 28.01.1984; filho de Francisco José Manhães, nascido em 05.10.1891 e falecido em 24.03.1949 e Antônia de Oliveira, nascida em 1898; neto de Joaquim Manhães dos Santos e Maria Francisca do Nascimento.

Registra-se Maria Laura Manhães, nascida em 05.12.1903, Nova Friburgo,  Rio de Janeiro, Brasil; casou-se com Damasceno Nogueira Peixoto em 11.06.1925; ele nascido em 26.07.1899.

Registra-se Malvino Alves Manhães, nascido em 30.04.1915,  Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 17.07.2005; filho de Antônio José Manhães, nascido em 26.02.1885 e falecido em 17.08.1954 e Maria Francisca Alves, nascida em 16.12.1894 e falecida em 05.07.1925.

Registra-se Joaquim  Manhães dos Santos, nascido em 1855, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 1917; casou-se com Maria Francisca do Nascimento em 1879, ela nascida em 1860 e falecida em 1936.

Registra-se Antonio Manhães de Andrade, nascido em 06.061870,  Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 1969; casou-se com Otília Barbosa em 1899, ela nascida em 1879 e falecida em 1965. Tiveram os seguintes filhos: Hermes Manhães de Andrade, nascido em 07.01.1914 e falecido em 1972 e Saritha Manhães de Andrade, nascida em 20.09.1916 e falecida em 1987.

Registra-se José Rodrigues Manhães de Sousa, nascido em 1890,  Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil; casou-se com Luzia Clara da Encarnação em 1914, ela nascida em 1893. Tiveram uma filha: Dejanira Manhães de Sousa, nascida em 10.05.1915 e falecida em 12.10.1976.

Registra-se Isabel Alves Manhães, nascida em 02.02.1847, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil e falecida em 27.07.1924; casou-se com Domingos Alves Barcelos Cordeiro em 1863, ele nascido em 04.08.1839 e falecido em 1904. Tiveram um filho: João de Barcelos, nascido em 29.04.1867 e falecido em 05.11.1911. Filha de Francisco José Manhães, nascido por volta de 1820 e Raquel José Alves, nascida por volta de 1825; neta materna de José Alves Rangel, nascido em 24.04.1779 em São João da Barra, Rio de Janeiro, Brasil e falecido em 01.11.1855 e Maria Francisca Alves. Isabel teve como tias maternas Isabel Alves Rangel, nascida por volta 1827 e Francisca Alves de Barcelos, nascida por volta de 1830. Era bisneta materna de Domingos Alves de Barcelos, nascido por volta de 1750 e Isabel da Silva Rangel, nascida por volta de 1755. Domingos era filho de Félix Alves de Barcelos, nascido por volta de 1720 e falecido em 1775 e Domingas Borges Serra; Isabel da Silva Rangel era filha de Antônio da Silva Cordeiro, nascido por volta de 1715 e Faustina das Neves Rangel, nascida por volta de 1720. Félix Alves Barcelos era filho de Francisco Alves Barcelos, nascido por volta de 1695, Portugal e Margarida Corrêa e neto materno de Manuel Corrêa, nascido por volta de 1670, Portugal. Manuel Corrêa era filho de Juan d’Avalos y Benevide, nascido por volta de 1645, Espanha e falecido em 1709, Rio de Janeiro, Brasil e Maria Correia.

Registra-se Anne Magnan, nascida em 1649, St Germain, L’Auxerrois, Paris, França e falecida em 20.12.1713; filha de Simon Magnan e Anne Magnan.

 

Registra-se Jacques Magnan, nascido em 31.03.1636, St Pierre, Coulonges, Royaux, Niort, França e falecido em 21.12.1713, Charlebourg, Quebec, Canada; filho de Gilles Magnan, nascido em 1605, França e Jeanne Touchetelle, nascida em 1610, França.

Registra-se Joseph Algoud Magnan, nascido em 1743, Saint  Agnant em Vercors, Drôme, França e falecido em 06.04.1818; casou-se com Victoire Blanc, nascida em 1754 e falecida em 08.05.1824. Tiveram os seguintes filhos: Marie Reine Algoud Magnan, nascida em 1781 e falecida em 12.06.1809; Joseph Victor Algoud Magnan, nascido em 1787 e falecido em 16.02.1816 e Joseph Augoud Magnan, nascido em 1793 e falecido em 24.01.1817.
Registra-se Pierre Croze-Magnan, nascido em 12.04.1712, St. Martin, Marseille, França e falecido em 29.05.1775; casou-se com Rose Ronnes Roux em 18.07.1747, ela nascida em 15.01.1727 e falecida em 10.06.1808; filho de Celestin Croze-Magnan, nascido em 1684, Recortier, Basses-Alpes, França e falecido em 27.06.1745, St. Martin, Marseille, França e Jeanne Rose Alexandre, nascida em 11.02.1653, St. Martin, Marseille, França. Tiveram os seguintes filhos: Simon Celestin Croze-Magnan, nascido em 11.04.1748 e falecido em 12.08.1818; Jeanne Rose Croze-Magnan, nascida em 26.04.1748 e falecida em 10.03.1754; Augustin Gaspard Croze-Magnan, nascido em 23.09.1751; Jean Baptiste Croze-Magnan, nascido em 15.01.1753 e falecido em 15.08.1835; Jean Pierre Croze-Magnan, nascido em 11.06.1754; Anne Rose Croze-Magnan, nascida em 05.06.1756 e falecida em 24.06.1819.

 

From: Ivan Lopes

Sent: Sunday, August 14, 2016 4:14 PM

To: AFRANIO@tintaspig.com.br

Subject: Família Manhães

 

Olá Afranio, boa tarde.

Procurando sobre a história da minha família (me chamo Ivan Vieira MANHÃES Lopes), vi no site www.jornalrol.com.br que você havia realizado uma pesquisa sobre a família Manhães, e havia alguns links para arquivos anexos, porém os mesmos não estavam disponíveis. Gostaria de saber se esses arquivos ainda existem, e se seria possível me enviar. Percebi que há poucas informações online sobre essa família.

Grato,

Ivan Lopes

(16) 997-733-254

Nenhum vírus encontrado nessa mensagem.
Verificado por AVG – www.avg.com
Versão: 2016.0.7752 / Banco de dados de vírus: 4633/12803 – Data de Lançamento: 08/13/16




Secretaria de Cultura de Itapetininga apoia segundo encontro de RPG na cidade

Evento é gratuito e não é necessário ter experiência.

 

Mais uma vez a Secretaria de Cultura e Turismo apoiará encontros de RPG na cidade.

Haverá um encontro para jogadores e iniciantes nos dias 28 de agosto, 11 e 18 de setembro, das 12h às 18h, no Centro Cultural.

O evento é gratuito e não é necessário a inscrição antecipada.

O organizador, Augusto Rinco, conta que está há cinco anos à frente de um grupo que realiza estes encontros.

“Não é preciso saber jogar, porque nós ensinaremos a todos os que quiserem. E também haverá um campeonato para os que já tem experiência”, conta.

O Centro Cultural fica no Largo dos Amores, s/n. Telefone 3271-3401.

Saiba mais sobre o RPG:

RPG é a sigla inglesa de Role-Playing Game, que em português significa “jogo de interpretação de personagens”, é um gênero de videogames.

Consiste em um tipo de jogo no qual os jogadores desempenham o papel de um personagem em um cenário fictício. É um jogo diferente dos convencionais, pois não há ganhadores nem perdedores.

Os jogos RPG estimulam a imaginação e o raciocínio lógico, desenvolvem a criatividade, o relacionamento interpessoal e a cooperação mútua.




Artigo de Pedro Novaes – 'Começou a campanha'

 Pedro Israel Novaes de Almeida – COMEÇOU A CAMPANHA

 

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

A campanha eleitoral, nos pequenos e médios municípios, segue sua secular rotina.

Mais uma vez, as regras figuram concentradoras de poder. Candidatos de partidos sem grande expressão nacional contam com menor tempo, no horário eleitoral gratuito, e muitos sequer podem participar de debates.

Prefeitos disputam a reeleição no exercício do cargo, emoldurados pelas obras e feitos da administração, tidas como benesses pessoais do candidato. Podem acelerar ou retardar obras, ao sabor do andamento da campanha.

A estranha figura de partidos sem candidatos surge, ridícula, nas mais monstruosas coligações.  Coligações só deveriam ser permitidas no segundo turno.

A rigor, partidos sem candidatos deveriam ser extintos. O mínimo que pode ser exigido de qualquer partido é apresentar candidatos e propostas, até para não ensejar a impressão de mera e informal extensão dos principais partidos.

A falta de segundo turno, na esmagadora maioria dos municípios, torna as eleições menos representativas, e algum candidato pode acabar eleito, contra a vontade da maioria dos eleitores.

O imediatismo e a incipiente visão do eleitorado ditam as regras da campanha, repletas de promessas e afagos.  Alguns chegam a anunciar que conseguirão a vinda de uma faculdade pública de medicina e a milagrosa salvação do hospital e das estruturas de saúde.

Candidatos podem prometer, a mil eleitores, uma das vinte vagas comissionadas, na prefeitura. Todos parecem saber fórmulas mágicas e fáceis de erradicar os buracos, melhorar o trânsito, extinguir o risco de enchentes e promover o pleno emprego, além de distribuir saúde e segurança.

A mais nefasta figura das campanhas eleitorais ainda é o eleitor, que não percebe o ridículo da mudança de hábitos dos candidatos. Pessoas que passaram a vida toda chutando a Santa, de repente tornam-se fiéis extremados, fazendo o sinal da cruz a cada espirro, paparicando crianças e cumprimentando, sorridente, até postes.

Para que o país tenha algum aceno de mudança, o eleitorado precisa ao menos repelir os sabidamente desonestos.  Muitas vezes, a desonestidade pode ser reparada já na declaração de bens dos candidatos, quando inidônea.

Cabos eleitorais e adeptos extremados perturbam o ambiente, com ofensas pessoais e baixarias. Passadas as eleições, os candidatos tratam-se com civilidade, e os cabos eleitorais permanecem brigados eternamente.

Pelos movimentos iniciais das campanhas, nada indica a maior maturidade dos eleitores, mas há a esperança de que a história tenha deixado seus ensinamentos, e desonestos oportunistas, repentinamente simpáticos e empreendedores, terão grandes dificuldades nesta eleição.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Artigo de Simone Valio: 'A lenda de Eva Leite' (uma homenagem ao mês do Folclore)

Foto closeSimone Válio – Viva Eva! Eva Vive!

 

“É na carreira do a,

Ai lai, lai, lai

Vou falar pra quem me ouve

Que o folclore é coisa séria

Como no mundo não há…”

(Trecho de um Cururu paulista)

 

Já se tornou um clichê mais que surrado, mas o dito popular “Quem conta um ponto aumenta um ponto”, além de verdadeiro, é uma afirmação que expressa a essência do que muitos chamam de “folclore”, pois, embora muitas vezes seja “antiquado”, está permanentemente agregando elementos novos e mantendo-se, portanto, sempre vivo, mutante, moderno até. Aliás, o folclore é um fato, ou fenômeno, difícil de definir, como mostram as diversas, insuficientes e/ou polêmicas tentativas de conceituação que dele se fizeram.

Comemorado em agosto, mais especificamente no dia 22 − data em que foi publicada (mas há duzentos anos!) a carta na qual o britânico William John Thoms criou a palavra “folclore” (“folklore”: fusão das palavras inglesas “folk”, povo, e “lore”, sabedoria”), como nos informa Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti[ii] −, o “fato folclórico” recebeu, e recebe até hoje, as mais diversas definições. Na opinião de alguns, por exemplo, é tudo o que o homem do povo realiza e reproduz como tradição. Na de outros, engloba apenas uma pequena porção das tradições populares. Há também quem acredite que o âmbito do “folclore” é tão vasto quanto o da cultura. E ainda existem aqueles para quem, por essa mesma razão, o “folclore” não existe, sendo melhor denominar “cultura” ou “cultura popular” o que tantos chamam de “folclore”.

Como se não bastasse, para algumas pessoas essas palavras têm o mesmo significado e podem “conviver” com harmonia em um mesmo parágrafo… O nosso mais célebre folclorista, Luís da Câmara Cascudo, sabiamente preferiu fundir os conceitos de folclore e cultura popular. Para ele, folclore é “a cultura do popular tornada normativa pela tradição”. Por sua vez, um documento importante, a Carta de Folclore Brasileiro, de 1951, fruto do I Congresso Brasileiro do Folclore, estabeleceu claramente o que seria o fenômeno de que estamos falando: “Constituem o fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular e pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos e instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de uma orientação religiosa e filosófica”.

O curioso é que aqueles que produzem o que tantos chamam (ou não) de “folclore” ou “cultura popular” pouco usam a primeira palavra e mal conhecem a última expressão. Quando muito, preferem adaptar a seu uso o vocábulo “folclore”, visto quase como um elemento alienígena, conforme observou o estudioso do assunto Carlos Rodrigues Brandão[iii], cujo livro nos forneceu os principais elementos para esta breve apresentação acerca do fenômeno a que chamam “folclore”. Quanto a nós, preferimos o pensamento de Maria de Loudes Borges Ribeiro, que diz: “O povo, aceitando o fato, toma-o para si, considerando-o como seu, e o modifica e o transforma, dando origem a inúmeras variantes. Assim, uma estória é contada de várias maneiras, uma cantiga tem trechos diferentes na melodia, os acontecimentos são alterados e o próprio povo diz: ‘quem conta um conto, acrescenta um ponto’.”

Nossa intenção, neste breve texto, no entanto, não é dizer “o que é folclore”, mas acrescentar mais um “ponto” à “lenda” de Eva Leite (ou seja, preservar a essência do que se denomina “folclore”). Essa lenda, como tantas outras histórias ditas “folclóricas”, vem sendo passada de geração a geração por itapetininganos, alambarinhenses e habitantes vizinhos. Alguns “pontos” foram somados à legendária história por João Batista da Costa a Maria Nunes da Costa Menk e Luciane Camargo, autoras do livro Lendas de Itapetininga e Região: revivendo a riqueza da literatura oral do interior paulista.[iv]

Incluída no mencionado livro como uma lenda de Alambari (antigo distrito de Itapetininga), a história de Eva Leite, tal como é contada por Seu João Batista, provavelmente deve ter inúmeras versões, como todo fato folclórico − embora a personagem principal tenha realmente existido, conforme revela ninguém menos que… minha mãe, Dona Aparecida Silva Válio.

Assim principia Dona Cida, como é conhecida a angatubense que morou em Itapetininga desde meados da década de 1940 até 1991: “Eva Leite era muito uma moça muito bonita e serviçal, que gostava de ajudar sempre que podia, ajudando a cuidar de pessoas doentes ou rezando uma novena pelas falecidas”. Dona Cida conta que deveria ter uns quatro anos quando conheceu Eva, que nessa época morava em Angatuba e ia com certa frequência ao bar onde trabalhava minha saudosa avozinha, muito ocupada com a feitura de doces para venda…

Segundo Mamãe, Eva Leite tinha pele clara e cabelos negros (muito semelhante à ilustração que dela fez Magno de Almeida Cunha para o livro de Maria Nunes Menk e Luciane Camargo!). Possuía, além disso, um corpo muito bem feito, que o costume de usar roupas justas e de cor preta salientava.

Diz Dona Cida que as roupas de Eva pareciam mais antigas do que as trajadas na época (início dos anos 1940) e que a moça usava, no dedo do meio, um anel com uma enorme pedra transparente, aparentemente um cristal, que muito atraía o olhar da balbuciante mas atenta criança que era, então, Mamãe… Quantos “pontos”, portanto, acrescenta Dona Cida ao depoimento já rico de Seu João Batista! Este descreve Eva como uma moça “meiga” e de “beleza celestial”; Mamãe relata que, apesar de já ser naturalmente bonita, Eva era muito vaidosa e gostava de usar saltos altos (os quais acentuavam sua estatura já elevada), de passar batom vermelho nos lábios e de usar uma espécie de “rolo” de cabelos naturais ou artificiais, como uma tiara, sobre os cabelos pretos, levemente encaracolados e de comprimento médio.

As peculiaridades da moça que virou lenda não paravam aí, de acordo com o relato de Dona Cida. Eva gostava de celebrar seu aniversário e fazia questão de levar aos que não haviam comparecido à festa, uma bandeja com copinhos cheios de licor de folhas de figo (o qual, diga-se de passagem, Mamãe, embora criança, experimentou, aprovou e aprendeu a fazer tempos depois!).

Ainda moradora de Angatuba, Eva também tinha o costume de vestir-se, nas palavras de Dona Cida, de “bandeira do Brasil”, para participar das romarias que se dirigiam a Aparecida do Norte (SP), cidade onde hoje se localiza a basílica da santa de que era devota. Usava sobre a saia babados verdes, amarelos, azuis e brancos, feitos de papel crepom, que um dia se molharam devido a uma chuva e mancharam o restante da roupa da moça, assim como suas pernas e sapatos…

Eva acabou mudando-se de Angatuba e, depois disso, as informações que Mamãe teve da jovem chegaram-lhe por meio de outras pessoas. Mas, antes disso, revela Dona Cida que Eva namorou um médico chamado Ulisses – o único homem, portanto, a ocupar parte do coração que em Alambari a moça entregou totalmente ao moço com quem havia “de viver de um amor intenso”, conforme o relato de Seu João Batista.

O nome do felizardo que veio a conquistar o coração da curiosamente bela moça não chegou ao conhecimento de Dona Cida, o que é explicável, pois Eva havia se mudado para Alambari, e o contato tornara-se mais difícil. No entanto, disse minha avó a minha mãe que se tratava de um moço muito bonito… Seu João Batista fornece esse “ponto” importante: Eva “conheceu um jovem chamado Domingos Quendera, por quem se apaixonou”. Aqui lanço eu meu “ponto” devaneante: quão profético era o sobrenome do amor da vida de Eva: Quendera, “Quem dera”!… De fato, relata Seu João Batista:

“[…] O amor dos dois era de dar inveja a qualquer um.

Depois de alguns meses de namoro, ficaram noivos e logo marcaram a data do casamento. Ambas as famílias, tanto do lado da moça como do lado do moço, estavam empenhadas nos preparativos para a linda festa do enlace matrimonial do jovem casal.

A noiva estava radiante, mas a pobrezinha não imaginava o que iria acontecer no seu futuro…

Chegou o dia que ficou marcado na vida de Eva. Dia infeliz que o destino havia reservado para aquela noiva, uma desagradável surpresa. Estava chegando a data do casamento, era a véspera do grande dia, e logo veio a súbita notícia da morte de Domingos, o noivo, separando os dois apaixonados para sempre.”

Dona Cida conta que, segundo lhe chegou aos ouvidos, o namorado de Eva Leite adoeceu gravemente, ficou acamado durante muito tempo, até que… até que… certo dia um padre realizou o casamento de Eva e seu amado no leito de morte deste último. Eva estaria vestida de noiva, não se sabe se com o traje nupcial que usaria quando o moço se restabelecesse ou se com um vestido “provisório”, apropriado apenas para aquele enlace terreno transitório…

Mamãe e Seu João Batista são unânimes ao contar que Eva ficou arrasada com a morte de seu noivo e foi à casa dele buscar os pertences do moço. Seu João afirma que a viúva os pendurou na sala de sua casa, mas minha mãe conta que Eva os guardou, junto com um vestido de noiva, num baú ou numa mala. E que, daí em diante, a moça nunca mais se interessou por ninguém. Eva, apesar de precocemente viúva, fazia questão de dizer a todos que havia se casado com o noivo em seu leito de morte e que, portanto, era uma mulher casada… Seu João Batista tem sua versão desse fato:

“No sofrimento de seu coração, Eva chorou muito, durante muito tempo. A tragédia lhe causou uma profunda desilusão. Triste e desolada, Eva foi à casa do falecido, juntou seus pertences, levou para sua casa e deixou-os pendurados na sala.

O comportamento de Eva mudou muito depois da perda de seu amado. Quando alguém chegava à sua casa e perguntava:

− A senhora é casada?

Ela respondia:

− Sou.

E a pessoa acrescentava:

− E cadê seu marido?

Eva dizia:

− Está trabalhando.

Às vezes ela falava:

− Está viajando.”

Em seguida à reprodução desse diálogo, Seu João Batista relata que Eva ia todo ano a Iguape (SP), com os romeiros de Alambari. “O que os romeiros estranhavam”, acrescenta ele, “é que ela ia vestida de noiva, na cabina do caminhão que levava os religiosos”. Ele não menciona a informação, mas, pela progressão de seu relato, dá a entender que o curioso comportamento da jovem viúva começou a partir da morte de Domingos Quendera. Mamãe diz desconhecer o fato, mas acredita que bem pode ter sido verdadeiro; afinal, vestir-se com as cores da Bandeira Nacional, como dantes, deve ter passado a não mais refletir o estado de espírito daquela antiga e desditosa conhecida da família, que emagrecera, empalidecera e passara a usar óculos de aros escuros… Dona Cida afirma que realmente Eva sonhava casar-se vestida de branco, conforme a tradição, a qual exigia também, dada a moral rígida da época, que as noivas fossem virgens. A virgindade de Eva, a propósito, é um ponto comum a todas as versões da história infeliz da moça. Diz Mamãe que todos achavam que Eva era uma viúva “intocada” e que parecia ansiar pela noite de núpcias, a qual consumaria o amor e a felicidade do casal de noivos… A história de Eva contada por Seu João Batista, de acordo com as palavras com que foi registrada no livro de Menk e Camargo – sob o título de “A Viúva Virgem” −, além de proporcionar um detalhe desconhecido por minha mãe, parece confirmar o anseio de Eva:

“Outro momento estranho na vida de Eva acontecia todo ano na véspera do dia de finados. Ela pernoitava no cemitério junto ao túmulo do noivo e sempre com algum item que usaria no dia do seu casamento, como o vestido de noiva.”

A respeito da mudança de comportamento da “viúva virgem”, Mamãe afirma que pouco lhe chegou a seu conhecimento (tirante o uso dos óculos, a palidez e o emagrecimento da moça). Dona Cida já se mudara para Itapetininga e soube por outras pessoas da morte de Eva, a qual, segundo Seu João Batista, se deu muitos anos após a morte de Domingos Quendera. Assim reza a lenda, conforme a variante de Seu João:

“Eva viveu por muitos anos, mas nunca mais teve nenhum outro namorado. Vivia em sua humilde casa, que passou a ser chamada pelo povo do lugar de ‘Rancho do Sossego e Paz’. Ali ela rezava muito. Só saía de casa para fins religiosos e, quando morria alguém, ela ia à casa do falecido e rezava uma novena.

Passaram-se anos e Eva veio a falecer. Foi sepultada junto ao túmulo do noivo, sobre o qual construíram uma capelinha. Sobre o túmulo colocaram alguns pertences de Eva, sendo o principal seu lindo vestido de noiva.”

Dona Cida diz que, realmente, Eva foi enterrada junto a seu noivo e que na capelinha erguida sobre seu túmulo está exposto um vestido de noiva, o qual, entretanto, pode tanto ser o que a moça usou em seu casamento ao pé do leito de morte do amado, quanto um outro (a ser usado na eternidade, em seu encontro com o finado noivo?). Seja como for, de acordo com Mamãe, as pessoas diziam que Eva sempre expressava a vontade de ser sepultada vestida de noiva, para finalmente rever seu amado da maneira que ela queria, e que esse desejo lhe foi concedido.

Como inúmeras lendas folclóricas, o desfecho da história contada por Seu João Batista tem um toque fantástico, assustador mesmo, pelo menos para as pessoas que temem o “sobrenatural”. Arremata ele:

“Muitos moradores afirmam ver uma noiva perambulando pelo cemitério à noite. Contam ainda que Eva tornou-se um mito no município de Alambari, tanto é que seu túmulo é o mais visitado pela população daquele lugarejo.”

O pormenor fantasmagórico da lenda de Eva Leite também é mencionado por Dona Cida, embora ela não acrescente mais “pontos” a esse costumeiro desfecho das lendas de nosso folclore. Embora seja uma exímia contadora de “história de fantasmas”, Mamãe parece se lembrar de Eva mais como uma pessoa “festeira”, prestativa, bela e alegre – viva, como o folclore que a cerca…

 

***

Imaginamos que a lenda contada nas linhas anteriores deva ter intrigado e fascinado seus leitores. Mas não só isso. Quem leu a história de Eva Leite pode estar perguntando-se, conforme indagou o próprio estudioso de folclore Carlos Brandão já no início de seu livro sobre o assunto: “Por que as pessoas contam e recontam as histórias das avós e entre si” as repetem? A nosso ver, o comentário feito por um búlgaro que assistia a uma festa folclórica em Goiás, na qual Brandão e seu interlocutor estrangeiro estavam presentes, responde com surpreendente exatidão a essa pergunta: “As pessoas parece que estão se divertindo […] mas elas fazem isso para não esquecer quem são”. A precisão da resposta avulta ainda mais nestes tempos de memórias substituídas pelo Google; de despersonalização; de identidades substituídas por perfis em redes sociais; de fascínio pelas inovações tecnológicas e de desprezo pelas “coisas antigas” − evidente na demolição dos belos casarões antigos de Itapetininga e prédios históricos de outras cidades deste enorme Brasil, entre outras atitudes desconsoladoras. Por outro lado, a agudeza da resposta destaca-se também por aludir aos esforços dos poucos mas persistentes apreciadores da cultura passada ou atual, popular ou de elite; sejam eles eruditos ou não – como as autoras e o ilustrador do livro sobre o folclore de Itapetininga e região; os membros do IHGGI (Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga), do (MIS-I) Museu da Imagem e do Som de Itapetininga e de outros órgãos dedicados à preservação da história e da cultura locais e nacional. Todos esses bravos “nadadores” que bracejam contra a corrente da massificação e do esquecimento desempenham o que pode ser considerado o principal propósito do folclore: resistir ao esquecimento e à expropriação dos valores culturais pelos mais diversos poderes adversários do conhecimento e do povo; não permitir que esqueçamos quem somos, nem que para isso seja preciso incorporar ao chamado folclore elementos modernos e suprimir alguns dos antigos, mas de forma a manter-se sempre mutável ou, em uma palavra, VIVO!

 

Simone Válio

Itapetingana ‘da gema’, Simne Válio atualmente está morando na cidade de Assis/SP, mas numa esqueceu de sua terra natal (Helio Rubens, editor)

[i] Membro correspondente do IHGGI (Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga) em Assis (SP); mestre e doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

[ii] CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. Entendendo o folclore e a cultura popular. Governo Federal; Ministério da Cultura; IPHAN: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. O portal afirma que seu objetivo é constituir-se em um espaço de comunicação, dinâmico e atualizado, prestando serviços para todos os interessados no campo do folclore e da cultura popular brasileira  Disponível em: <http://www.cnfcp.gov.br/pdf/entendendo_o_folclore_e_a_cultura_popular.pdf>. Acesso em: 15 ago. 2016.

[iii] BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é folclore. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984. (Princípios, 60). Os itálicos que aparecem nos trechos citados são nossos.

[iv] MENK, Maria Nunes da Costa; CAMARGO, Luciane. Lendas de Itapetininga e Região: revivendo a riqueza da literatura oral do interior paulista. Ilustração Magno Almeida Cunha. Itapetininga, SP: Gráfica Regional, 2014.




Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre as famílias ROCHA, LEITE e PINTO

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 795, 796 E 797

 

Prezada Adriana, boa noite.

Não efetuo pesquisas de pessoas e sim de SOBRENOMES.

Assim sendo envio para o seu conhecimento os arquivos abaixo :

ROCHA………………………   7 páginas e 1 brasão ;

LEITE…………………………  13 páginas e 5 brasões ;

PINTO……………………….   20 páginas e 5 brasões.

Em seguida um pequeno resumo do conteúdo dos arquivos anexados.

Espero que encontre as referências de seus familiares.

Tem um bom material para você pesquisas : 40 páginas e 11 brasões.

Poderá fazer belos quadros.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

 

 

 

image Rocha

sobrenome português. Afirmam alguns genealogistas que a família deste nome provém de um «Monseur» de la Roche que teria vindo para Portugal durante o reinado de Dom Afonso III, tendo-o ajudado na conquista de Silves, último reduto árabe nos Algarves de aquém-mar.

Quanto à sua nacionalidade, nela não acertam tais autores, se bem que se diga que era francês ou flamengo.

Concretamente, no entanto, o que se sabe é que viveram em no tempo de Dom João I, e dele foram partidários na luta contra Castela, três irmãos de nomes Luís, Gomes e Raimundo da Rocha, a quem os genealogistas, neste ponto concordes, dão o tratamento de dom, que só lhes poderia advir do don espanhol.

De um ou mais dentre eles podem descender os Rochas portugueses.

Sobrenome de origem geográfica. De rocha, subst. comum – grande massa compacta de pedra muito dura; rochedo (Antenor Nascentes, II, 263; Silveira Bueno, Dic. Escolar, 1184). Esta família passou de França a Portugal, estabelecendo-se em Viana. Já em 1126, acha-se Arnaldo da Rocha, companheiro de D. Galdim Paes, mestre da Ordem do Templo (Anuário Genealógico Latino, I, 82). Portugal: Felgueiras Gayo trata da antigüidade desta família em seu Nobiliário das Famílias de Portugal, onde informa ser «das mais antigas de q temos notissia; ha entre os Genealogistas variedade na suaorigem; huns querem venhão de hum Cavalheiro das Montanhas de Galliza q veyo ganhar honra no serviss’de hum Rey de Leão, e q acontecendo hua ocazião de pelleja com os Mouros estes perseguidos dos christaons se retirarão p.ª hum Rochedo aspero pencando escapar em aquelle sitio, q era de si defensível; mas este Cavalheiro os acometeo nelle com tal vallor, q os obrigou a alncarem-sehá um erro neste verbo  do Rochedo abaixo e matou outros, a outros cativou, cujo sucesso sendo à vista do Rey dizem lhe fizera a m.ce de o Armar Cav.º por sua mão dando-lhe a appellido de Rocha, por aluzão da briga q teve no Rchedo. Outros dizem q este Cav.º era Napolitano e n.al de hum lugar chamado Roca Seca de q foi Sr. Sondulpho Pay de S. Thomaz de Aquino e q aqui se appellidaram Rocha e servira ao Rey de Leão contra os Mouros; e ao Rey D. Aff.º 1.º de Castela (q morreo em 1109) e q pella oppenião q tinha do seu grande esforço mandara por elle secorrer a cidade de Campostella, e q nesta jornada alcançara dos Mouros hua grande batalha no dia de S. Andre por cujo bom sucesso o Rey dera por Armas sobre o escudo branco q trazia hua Aspavermelha com cinco conchas de ouro, a Aspa em honra de S. Andre e as conchaas em memoria de S. Thiago cuja terra libertara. Disto m.mo se persuade a antigudade desta família, ou sejão Napolitanos ou Gallegos; em Portugal se acha este appellido em 1126 no qual aparece D. Arnaldo da Rocha Cavalheiro Templario fazendo hum contrato com D. Gondim Paes acerca da Villa de Fer.ª ..Outros afirmão q os Rochas descendem de hum Cav.º Francês q acompanhou a Guilherme Duque de Normandia na conquista de Inglaterra p comecou no anno de 1066 ..

=====================================================================================================================

 

clip_image002    image Leite

sobrenome de origem portuguesa . O mais remoto indivíduo que se conhece usando este nome como apelido é um Álvares Anes Leite, que viveu na primeira metade do séc. XV e que teve o senhorio de Calvos e de Basto, em Entre Douro e Minho, a alcaidaria-mor de Monforte de Rio Livre, e que de seu casamento com Filipa Borges deixou sucessão que deu continuidade ao seu nome.

Uma disputa jurídica que ele teve – e que ganhou – com João Rodrigues Pereira, sobre a terra de Calvos, é indício verosímil de se verificar parentesco entre ele e os Pereiras.

Primitivamente alcunha, da comparação com o leite, da alvura de uma pessoa (Antenor Nascentes, II, 170; Antroponímia, 249). Ilha da São Miguel: sobre a história desta família e sua passagem para a Ilha de São Miguel, escreveu no ano de 1717, o Padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro V – Da fatal Ilha de S. Miguel, Capítulo XVII – De algus homes famosos, & familias que vieraõ povoar a Ilha de Saõ Miguel; Título IV – Dos Botelhos, Leytes, Amaraes, Vasconcellos [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro V, Ilha de São Miguel]. Ilha Terceira:  o genealogista Eduardo de Campos de Castro de Azevedo Soares, em seu Nobiliário da Ilha Terceira, escreveu sobre esta família: Descendem de Diogo Leite de Azevedo, que nasceu no Porto e passou aos Açôres nos fins do século XVI. Viveu na Ilha de S. Miguel, onde constituiu família que se ramificou na Terceira e em outras ilhas do archipélago açoriano. Era filho de Diogo Leite do Amaral,fidalgo da Casa Real e commendador de S. Pedro das Aguias, e de sua mulher D. Maria Pereira de Vasconcellos; neto paterno do dr. João Rodrigues do Amaral e de sua mulher D. Aldonça Leite, dafamília dos Leites, da Honra de Calvos, em Bastos; e, pelo lado materno, neto de Jacomo Rodrigues de Vasconcellos, sr. Do Couto de Sinfães e Alvarenga, e de sua mulher D. Izabel de Azevedo. Diogo Leite de Azevedo, foi fid. Da Casa Real, por alv. De 22 de novembro de 1581, cav. Da ordem de Christo e superintendente da Casa da Moeda do Porto. Casou em Villa Franca do Campo, na ilha de S. Miguel, com D. Helena de Castro, filha de Sebastião de Castro e de sua mulher D. Isabel da Costa.Entre os descendentes de Diogo Leite e de Helena de Castro, registra-se o quarto neto, Antão José Leite de Vasconcelos, fidalgo cavaleiro da Casa Real, por alvará de 28.03.1713.

 

=====================================================================================================================

 

image Pinto 

sobrenome de origem latina, pois existem famílias em Portugal, Espanha, Itália e França. Tratando-se de outro nome derivado de alcunha, e, ainda por cima, de alcunha assaz vulgarizada nos primeiros séculos da nossa nacionalidade, são em grande número os Pintos que se nos deparam ao estudarmos as mais remotas gerações dos Livros Velhos de Linhagens.

Tal sobrenome só vem a fixar-se e, portanto, a tomar características de um apelido na linha de descendência de D. Egas Mendes, dos «de Gundar», casado com Dona Maior Pais Pinto, filha de Paio Soares Pinto, que morou na Terra da Feira.

Deste casal nasceram dois filhos, Rui Viegas Pinto e Pedro Viegas Pinto, cuja descendência usou o apelido. Mas é do primeiro, que viveu nos reinados de Dom Afonso Henriques e Dom Sancho I, no século XII,  que descende Vasco Garcês Pinto de cujo casamento com D. Urraca Vasques provêm os desta linhagem.

Aliados com linhagens como as dos «de Sousa», «da Maia», «de Baião» e outras, os Pintos puderam manter uma situação social preponderante no decurso de inúmeras gerações.

Dizem alguns autores antigos, que o apelido foi motivado por um cavaleiro sair de uma batalha contra os mouros tão ensangüentado que o rei ao vê-lo, terá dito: “como vindes pinto”.

 

De pinto, subst. comum. Podia ter significado originalmente cor (do rosto, do cabelo, dos olhos, etc.). Informa Leite de Vasconcelos: O cronista Brandão da uma origem graciosa: falando de D. João Garcia de Souza, diz que «foi chamado Pinto por suas muitas perfeições & gentilezas (Antenor Nascentes, II, 243). Procede esta família de Paio Soares Pinto, cavaleiro ilustre que vivia no governo do conde D. Henrique de Borgonha (pai do 1.º Rei de Portugal), na quinta do Paço, na terra de Santa Maria, que ocupava o lugar que é hoje a vila de Feira. O qual faleceu antes de 1126, ano em que sua mulher Maior Mendes vendeu a mesma quinta ao mosteiro de Grijó (Anuário Genealógico Latino, I, 77). Portugal: Felgueiras Gayo, em seu Nobiliário das Famílias de Portugal, trata da antigüidade desta família, onde diz «Diferentes princípios são os q dão a esta Familia, huns a deduzem de D. João Gracia f.º de D. Garcia Mendes de Souza e sua m.er D. Elvira Glz, pello motivo do CondeD. Pedro no tt.º 22 Plana 135 referindo os fos do d.º D. Gracia Mendes lhe chamar D. João Gracia o Pinto; outros a deduzem de D. Egas Mendes de Gundar e de sua m.er D. M.ª Viegas no m.mo Conde tt.º 60 Plana 341 por isso delle descende allem de outro Vasco Pinto de Riba de Bastança a cuja openião nos inclinamos seguindo os autores de melhor nota, porq D. João Gracia a q o Conde diz – o Pinto – não o supomos de appellido, mas segundo dizem alguns alcunho ou por vir como dizem de hua uzarião delle seus descendentes e deduzindo-a dizem tivera – D. Elvira Annes q cazou com D. Gutierres Soares, o Mocho ou de Menezes de q.m fazem f.º Gracia Soares Pinto, primeiro q os desta openião dão com este appellido q querem fosse buscar a seu avo materno D. João Gracia, não sendo natural q elle deixasse o appellido de Menezes da sua varona, inda sendo filho do d.º D. Guterres Soares, q.to mays o Conde D. Pedro no tt.º 21 Plana 128 tratando dos filhos deste lhe não da mais q D. Urra Gutierres e não lhe esqueceria seu irmão D. Gracia Soares; allem do q o uzo dos patronimicos daquelle tempo, mostra q D. Gracia Soares não era f.ª de D. Guterres Soares, alliaz se diria D. Gracia Gutierres, tirando-se deste uzo q seu pay era Soeiro como vamos mostrar na deducão desta família segundo as memorias q della temos que se comformão com as dos autores de milhor nota q temos visto.». Em seguida, Gayo trata da descendência de D. Egas Mendes de Gundar, que se achou na batalha do Campo de Ourique, filho de D. Mendo de Gundar, das Astúrias.

 

=====================================================================================================================

 

From: adriana@lexmediare.com.br

Sent: Tuesday, August 16, 2016 9:47 AM

To: afraniomello@itapetininga.com.br

Subject: PESQUISAS

 

Bom dia, AFRANIO, como vai?

Tenho acompanhado as publicações do ROL e gostaria de obter informações sobre meus ancestrais e também os do meu marido:

1) Adriana da Rocha Leite (natural de Itapetininga/SP)

2) Élcio Mário Pinto (natural de Angatuba/SP).

Obrigada e parabéns pelo seu excelente trabalho.