Itapetininga vai comemorar o 7 de setembro com uma palestra

O  IHGGI, juntamente com o MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga, a AIL – Academia Itapetiningana de Letras e a Secretaria Municipal da Cultura estarão realizando no dia 7 de setembro um evento especial comemorativo do DIA DA INDEPENDÊNCIA: uma palestra do Tenente Marco Aurélio Roda, delegado do Serviço Militar em Itapetininga.

O local será o Centro Cultural do Largo dos Amores e o início às 20 horas.

Espera-se a presença de todos os membros participantes do IHGGI, da AIL e do MIS, além das pessoas interessadas em eventos culturais.

Entrada franqueada ao público.




Novo colunista colaborador: José Coutinho de Oliveira

Desconcentração urbanística das metrópoles

É com prazer que anuncio a inclusão do sr. José Coutinho de Oliveira em nosso quadro de colaboradores. Ele mora na cidade de Apiaí, é monarquista convicto e vai usar as páginas de sua coluna para defender seus ideais, que são tão respeitáveis quanto os dos que adotam outro tipo de ideologia. Classificado cavaleiro comendador pelo príncipe Dom Gabriel de Orleans e Bragança, é sobrinho pentaneto pelo lado materno de José Bonifácio. Diz-se da descendência por cognação. Seja bem vindo!
Helio Rubens, editor

 

Vou tentar explicar hoje por que venho falando em desconcentração urbanística das metrópoles, desconlurbação (êxodo urbano) e reconurbação (ampliação da conurbação).

Não há nada de genial vos garanto pois primeiro vem as consequências da democracia plena, ou seja, ou a desconurbação ou a reconurbação.

A democracia plena traz então muitas benesses como por exemplo, o pleno emprego, a independência tecnológica e financeira e, também, a desconcentração urbanística das metrópolis como vimos falando.

O ideal seria que as capitais metrópolis se tornassem eminentemente burocráticas.

Se nos uníssemos assim e aplicássemos simultaneamente uma grande gama de princípios anteciparíamos a democracia plena.

Além das duas atitudes já publicadas temos o respeito à majestade da mulher política cuja patrona é a Princesa Isabel, nossa 1ª senadora.

Temos também a alternativa teocrática, ou seja, a teocracia parlamentarista presidencialista absolutamente absoluta.

Discurso sobre esse modelo o caro leitor poderá encontrar no artigo de minha autoria intitulado “Neoparlamentarismo II” de 18 de junho pp neste mesmo presente jornal; outra alternativa é estudar a descoberta de dois novos métodos de ensino, ou seja, o ultradinâmico semiaberto e o audio-oral ou ágrafo que é analisado detalhadamente em outro artigo também de minha autoria publicado em 11 de junho também pp intitulado “Novos métodos II”.

O mundo precisa pois de estadistas, de cristãos que estejam dispostos a exercer o múnus régio do qual nos fala o cânon 204 § 1 do atual código de direito canônico da igreja católica, ressonância do nº 31 da Lumen Gentium.

Em se falando, inclusive, de igreja, vejamos do seríssimo recado que a escola “Mater Ecclesiae” no curso “Iniciação Teológica” módulo 28 nos traz: no batismo o “velho homem” é imerso ou sepultado com Cristo, e recebe um princípio de vida novo ou de filho de Deus.

José Coutinho de Oliveira

 




Artigo de José Roberto Castilho Piqueira: 'Complexidade Computacional e Medida da Informação: caminhos de Turing e Shannon'

José Roberto Castilho Piqueira: ‘Complexidade Computacional e Medida da Informação: caminhos de Turing e Shannon’

“Extraído da Revista
Estudos Avançados 30(7), 2016. pp 339–344.”                                            

 

José Roberto Castilho Piqueira

Pesquisador 1A-CNPq e Membro Efetivo da Academia Nacional de Engenharia

  • Introdução

 

Durante os anos 1990, havia no Instituto de Estudos Avançados da USP o chamado “Grupo de Ciência Cognitiva”, liderado pelo saudoso professor Henrique Schützer Del Nero. Era uma pequena semente de multidisciplinaridade plantada com sacrifício, convivendo até com certo escárnio de pessoas mais conservadoras.

Vários alunos e professores que passaram pelas reuniões realizadas às quartas-feiras de manhã incorporaram às suas linhas de pesquisa assuntos amplamente discutidos naquela pequena sala da reitoria velha.

Para mim, o primeiro contato com a ideia de complexidade foi ali. Lembro-me de muitas horas de conversa sobre o que é um “fenômeno complexo” e se era possível objetivar essas ideias.

Havia gente originária das Ciências Humanas que falava de Edgar Morin,  das Biológicas, interessadas em Neurociência e o pessoal de Exatas, querendo descrever o mundo pela Matemática.

Eu trabalhara, nos anos 1980, em empresa brasileira produtora de equipamentos para redes de comunicação de dados o que exigira conhecimento da chamada “Teoria de Informação”, devida a Claude E. Shannon ([1]) e, por isso, pensava que complexidade estava diretamente relacionada com o conceito de medida de informação.

Neste novo século, o debate sobre complexidade adquiriu grandes proporções com a criação de grupos de estudo das mais variadas orientações em todo o mundo. A Física Estatística, a Neurociência, as Ciências Sociais, a Economia e a Engenharia estão cada vez mais interessadas em fenômenos emergentes de interações não lineares entre os mais diversos tipos de agentes ([2]).

Ao longo desses anos, não perdi de vista que uma medida objetiva de complexidade poderia originar-se na entropia informacional de Shannon ([1]). Aprendi, também, que outras medidas interessantes de complexidade foram propostas ([3], [4]), mais compatíveis com os processos naturais.

Associar as definições de teoria da informação a medidas de complexidade, entretanto, é bastante interessante quando se trata de caracterizar sistemas de computação, levando à ideia de “complexidade computacional”, conceito restrito, mas de grande utilidade ([5]).

Este artigo se ocupa dessa discussão: mostrar como os conceitos de medida de informação (Shannon) estão relacionados com complexidade computacional (Turing) ([6]).

Não há aqui, qualquer conceito original. Trata-se, apenas, de um relato das diversas interpretações de importantes trabalhos de cientistas cujas teorias permitiram a emergência do complexo fenômeno da ubiquidade da informação que parece mudar hábitos e relações pessoais.

Inicia-se uma seção de breves dados biográficos de Shannon e Turing, que permitem entender o contexto dos problemas por eles estudados. A seguir, após resumida apresentação da máquina de Turing, discute-se o conceito de complexidade computacional do ponto de vista algorítmico (Turing) e informacional (Shannon). Finaliza-se com uma descrição sobre as similaridades e diferenças originárias das duas abordagens apresentadas.

 

  • Breve contextualização histórica

 

Nascido nos Estados Unidos da América em 30/04/1916, Claude E. Shannon obteve o título de Doutor no MIT, em 1937, com trabalho notável em “Álgebra de Boole”, propondo circuitos elétricos capazes de executar as principais operações da Lógica clássica.

Quatro anos antes (23/06/1912), em Londres, nascera Allan M. Turing que também se interessou por encontrar meios de realizar operações lógicas e aritméticas, fazendo uso de máquinas. Suas ideias resultaram no importante conceito de “Máquina de Turing”, paradigma abstrato para a computação, apresentado durante seus estudos, no King’s College, em Cambridge, no ano de 1936. Entre 1936 e 1938, Turing viveu em Princeton-NJ onde realizou seu doutorado estudando problemas relativos à criptografia.

Assim, Shannon e Turing, de maneira independente, trabalhavam, simultaneamente, em comunicações e computação, dois tópicos que, combinados, hoje proporcionam recursos antes inimagináveis para o mundo moderno das artes, da ciência, da medicina, da tecnologia e das interações sociais.

Contemporaneamente à eclosão do segundo grande conflito mundial, Shannon e Turing gestavam ideias abstratas sofisticadas, tentando associá-las ao mundo concreto das máquinas que, gradativamente, tornavam-se fatores de melhoria da qualidade de vida das populações.

A Segunda Grande Guerra utilizou-se de tecnologias sofisticadas para a destruição. Os bombardeios aéreos causaram muitas mortes e devastaram cidades. Evitá-los e prevení-los eram questões de vida ou morte e, para tanto, ouvir as comunicações dos inimigos e decifrar seus códigos era uma atividade indispensável.

Os países do eixo tinham desenvolvido sofisticadas técnicas de comunicação criptografada utilizada para planejar ataques inesperados às forças aliadas. Shannon e Turing, então, com seu conhecimento sofisticado da Matemática da informação deduziram as regras alemãs de codificação, levando os Aliados a salvar muitas de suas posições de ataques nazistas.

Pode-se dizer que uma boa parte da inteligência de guerra dos aliados vinha desses dois cérebros privilegiados.

Finda a Guerra, Shannon passou a trabalhar nos laboratórios Bell, propondo a “Teoria da Informação”, em 1948. Com carreira profícua, notável pela longevidade e muitos trabalhos importantes, deixou sua marca nas origens das comunicações digitais. Faleceu aos 85 anos (24/02/2001), deixando grande legado intelectual e tecnológico.

Turing, após o término da Guerra, ingressou como pesquisador da Universidade de Manchester, sofrendo ampla perseguição por ser homossexual. Mesmo vivendo na avançada Inglaterra, foi condenado à castração química, em 1952. Essa sequência de dissabores levou-o ao suicídio, em 07/06/1954.

Shannon viu sua teoria transformar o mundo, com o nascimento da Internet. Turing, entretanto, não viu sua máquina se transformar em lap-tops e tablets que hoje povoam, até, o imaginário infantil.

 

  • Máquina de Turing e Complexidade Computacional

 

Há na literatura ([6]) e na Internet ([7]) um grande número de descrições completas sobre a máquina de Turing, que podem ser objeto de estudo mais aprofundado. Aqui faremos uma breve descrição, apenas para poder introduzir a ideia de computador universal e de algoritmo.

Uma máquina de Turing é constituída, de maneira abstrata, por uma fita de comprimento infinito, isto é, uma sucessão de células de memória que podem assumir o valor “0” ou “1”. A fita é munida de uma cabeça de leitura e uma de escrita, podendo ser movida para esquerda ou para a direita uma célula por vez (Figura 1).

As operações da cabeça e da fita são definidas por uma tabela de instruções {I1, I2, …, In}, chamada tabela de ação.

Piqueira

Figura 1 – Máquina de Turing

 

Vários sites na Internet contêm programas dirigidos para a máquina de Turing (disponíveis em  www.ams.org e http://ironphoenix.org/tril/tm). Lá, é possível baixar programas que permitem o entendimento de como uma máquina de Turing computa.

Com essas ideias em mente, Turing, em seu tempo de doutorado nos Estados Unidos da América, sob a orientação de Alonzo Church, em 1936, propôs o conceito de Máquina de Turing Universal (UTM), viabilizando a construção do computador programável.

A arquitetura computacional, proposta por John Von Neumann em 1945 e usada pelos computadores de hoje, fundamenta-se no trabalho de Turing de 1936 e sua base pode ser resumida na tese de Church-Turing: “Uma UTM é capaz de resolver todos os problemas solucionáveis por um algoritmo ou por um método computacional efetivo”.

Deve-se observar que, de maneira simplificada, um algoritmo é uma sequência de operações lógicas e aritméticas, com a finalidade de dar a resposta a um problema passível de ser colocado em linguagem matemática.

Chega-se, então, ao conceito de complexidade computacional, entendido como o número de operações necessárias para a execução de um programa, isto é, para a execução de um conjunto de algoritmos ([6]). Como qualquer programa originário de algoritmo computacional pode ser executado por uma UTM, a medida da complexidade computacional de um programa ou sequência, do ponto de vista algorítmico, pode ser entendida como o número de estados da tabela de ação, quando o programa ou a sequência são executados em uma UTM ([5]).

Neste ponto, é importante ressaltar que a medida de complexidade computacional, do ponto de vista algorítmico, está relacionada a uma sequência ou a um programa, proporcionando, portanto, uma medida determinista da complexidade computacional.

 

  • Shannon e Entropia Informacional como Medida de Complexidade

 

O conceito de entropia informacional, proposto por Shannon ([1]) tem origem no mundo das comunicações, considerando-se que um sistema proposto com essa finalidade é composto por uma fonte, capaz de emitir sequências de dados, um meio, através do qual a sequência transita, atingindo um receptor, destino da mensagem.

Os trabalhos em Teoria da Informação dividem-se em três grupos: medir a informação emitida pela fonte, medir a capacidade do canal e escolher um código que permita o trânsito dos dados com pequena e arbitrária taxa de erros.

Para a discussão aqui estabelecida, interessa a medida de informação associada a uma sequência, escolhida entre as diversas sequências possíveis de emissão pela fonte.

A abordagem é probabilística, associando-se às diversas sequências, suas probabilidades de ocorrência e definindo-se informação individual como sendo uma variável aleatória que assume valores altos para sequências pouco prováveis e baixos, para as muito prováveis.

Ao valor esperado (média) dessa variável aleatória é dado o nome de entropia informacional e sua unidade é bits por sequência. Assim, a entropia informacional é relativa à fonte como um todo e, diferindo da complexidade algorítmica, não está associada a uma sequência individual, mas a todas as sequências possíveis de serem emitidas pela fonte.

Embora esse conceito não tenha, inicialmente, a proposta de medir complexidade computacional, pode perfeitamente servir para isso. Basta pensar que, dado um programa, é possível criar diferentes sequências para realizá-lo e atribuir a cada uma delas um valor de probabilidade.

A medida de complexidade computacional, do ponto de vista informacional, pode ser dada pela entropia de Shannon, que assume valor máximo caso todas as sequências sejam equiprováveis ([1]).

 

  • Conclusões

 

Apresentamos, de maneira qualitativa, duas maneiras diferentes de medir complexidade computacional: uma determinística (Turing) e uma probabilística (Shannon), originárias de pensamentos e enfoques diferentes dos dois grandes pensadores que teceram a era moderna da informática.

Como a natureza prega peças e nunca se sabe se Deus joga dados, para sequências longas, que são os casos mais frequentes na prática, pode ser demonstrado que as duas medidas coincidem.

 

Referências

 

  • E. Shannon and W. Weaver, “The Mathematical Theory of Communication”, Illini Books Edition, 1963, Urbana and Chicago – USA.
  • B. Northrop, “Introduction to Complexity and Complex Systems”, CRC Press, 2011, Flórida – USA.
  • López-Ruiz, H. L. Mancini and X. Calbet, A statistical measure of complexity, “Physics Letters A”, 209 (1995) pp. 321-326.
  • Shiner, M. Davison and P. Landsberg, Simple measure for complexity, “Physical Review E”, 59(2) (1999) pp. 1459-1464.
  • N. Kolmogorov, Three approaches to the definition of the concept “quantity of information”, “Problemy Peredachi Informatsii”, 1 (1965) pp. 3-11.
  • Desurvire, “Classical and Quantum Information Theory”, Cambridge University Press, 2009, Cambridge – UK.
  • M. Schechter, “A Vida e o Legado de Alan Turing para a Ciência”, em www.dcc.ufrj.br/~luisms/turing/seminarios.pdf.

 

 

 

Complexidade Computacional e Medida da Informação: caminhos de Turing e Shannon

                                               José Roberto Castilho Piqueira

                                               Pesquisador 1A-CNPq e Membro Efetivo da Academia Nacional de Engenharia

Resumo:

Este artigo apresenta, qualitativamente, os conceitos de complexidade computacional algorítmica (Turing) e de complexidade computacional informacional (Shannon), enfatizando como pensamentos independentes, de naturezas diferentes, produziram conceitos matemáticos similares e de grande utilidade para a computação moderna.

Abstract:

This paper presents, in a qualitative way, the concepts of algorithmic computational complexity (Turing) and informational computational complexity (Shannon), emphasizing how independent thinking, with different nature, produced similar mathematical concepts with great utility for modern computation.




Artigo de Sergio Diniz da Costa: 'Esculpindo um texto'

Sergio Diniz

ESCULPINDO UM TEXTO

Estou diante do meu computador, instigado, mais uma vez, por um lampejo de criatividade. É o momento de dar à luz mais uma crônica.

Dou o primeiro e imprescindível passo: colocar um fundo musical relaxante. Numa altura, porém, que não se sobreponha à ebulição dos pensamentos.

Abro o editor de textos Word. Uma alvíssima página virtual em branco se descortina à minha frente. E, imediatamente, e sem aparente explicação, me vem à mente a imagem de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, mais conhecido simplesmente como Michelangelo, pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano do século XV, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente e conhecido como ‘O Divino’, autor, dentre tantas esculturas e pinturas célebres, da escultura ‘Moisés’, esculpida entre 1512 e 1515.

A associação da imagem de Michelangelo à da tela em branco, num primeiro momento me intriga. Entretanto, aos poucos a associação ganha contornos definidos. E, talvez, sob o influxo desse grande mestre do Renascimento, concluo que o escritor também é um escultor. Seus dedos sobre o teclado, o martelo; a soma de conhecimentos, seu cabedal cultural e a inspiração, o cinzel. A página em branco, a matéria-prima.

Em vez de uma peça bruta de mármore, tridimensional, porém, esculpe seu texto numa página em branco, bidimensional.

Em duas dimensões físicas, no entanto, o escritor esculpe ideias, mundos de tantas dimensões quanto são as do espírito humano.

Conta-se que Michelangelo, após terminar de esculpir a estátua de Moisés, passou por um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com um martelo na estátua e começou a gritar: Per ché non par li? (Por que não falas?)*

Tanto um ‘Moisés’ quanto um texto (em forma de poemas, crônicas, romances), entretanto, são fontes torrenciais de diálogos, imagens e sentimentos mudos, que cabe ao seu admirador, ao seu leitor, ver e ouvir. E, acima de tudo, sentir!

Estatuárias e outras formas de Arte, bem como livros, são a alma e o pensamento humano que se manifestam e ecoam pela eternidade. E, certamente, são essas manifestações do espírito que nos galardoam, verdadeiramente, com a transcendência da palavra HUMANIDADE!

* Wikipédia: a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s_(Michelangelo) >. Acesso em: 20/08/2016.




Saiu na TV Tem: ''Oficina de Vozes' está com inscrições abertas em Itapetininga'

Inscrições podem ser feitas até esta sexta-feira (19).
Podem se inscrever jovens acima de 15 anos. Oficina é gratuita.

A Escola Livre de Música Municipal ‘Maestro José Soares’ de Itapetininga (SP) está com inscrições abertas para a ‘Oficina de Vozes’, que será ministrada pela cantora, instrumentista e professora Katia Barone.

O curso é gratuito e voltado para maiores de 15 anos.

Os interessados devem se inscrever até esta sexta-feira (19).

As aulas acontecerão sempre às segundas-feiras, em turmas entre às 14h e às 22h.

A Escola de Música fica na rua Doutor Júlio Prestes, 701, Centro. Telefone 3271-7711.




Artigo de Sergio Diniz da Costa: 'Esculpindo um texto'

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz da Costa

ESCULPINDO UM TEXTO

 

Estou diante do meu computador, instigado, mais uma vez, por um lampejo de criatividade. É o momento de dar à luz mais uma crônica.

Dou o primeiro e imprescindível passo: colocar um fundo musical relaxante. Numa altura, porém, que não se sobreponha à ebulição dos pensamentos.

Abro o editor de textos Word. Uma alvíssima página virtual em branco se descortina à minha frente. E, imediatamente, e sem aparente explicação, me vem à mente a imagem de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, mais conhecido simplesmente como Michelangelo, pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano do século XV, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente e conhecido como ‘O Divino’, autor, dentre tantas esculturas e pinturas célebres, da escultura ‘Moisés’, esculpida entre 1512 e 1515.

A associação da imagem de Michelangelo à da tela em branco, num primeiro momento me intriga. Entretanto, aos poucos a associação ganha contornos definidos. E, talvez, sob o influxo desse grande mestre do Renascimento, concluo que o escritor também é um escultor. Seus dedos sobre o teclado, o martelo; a soma de conhecimentos, seu cabedal cultural e a inspiração, o cinzel. A página em branco, a matéria-prima.

Em vez de uma peça bruta de mármore, tridimensional, porém, esculpe seu texto numa página em branco, bidimensional.

Em duas dimensões físicas, no entanto, o escritor esculpe ideias, mundos de tantas dimensões quanto são as do espírito humano.

Conta-se que Michelangelo, após terminar de esculpir a estátua de Moisés, passou por um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com um martelo na estátua e começou a gritar: Per ché non par li? (Por que não falas?)*

Tanto um ‘Moisés’ quanto um texto (em forma de poemas, crônicas, romances), entretanto, são fontes torrenciais de diálogos, imagens e sentimentos mudos, que cabe ao seu admirador, ao seu leitor, ver e ouvir. E, acima de tudo, sentir!

Estatuárias e outras formas de Arte, bem como livros, são a alma e o pensamento humano que se manifestam e ecoam pela eternidade. E, certamente, são essas manifestações do espírito que nos galardoam, verdadeiramente, com a transcendência da palavra HUMANIDADE!

 

* Wikipédia: a enciclopédia livre. https://pt.wikipedia.org/wiki/Mois%C3%A9s_(Michelangelo) >. Acesso em: 20/08/2016.




Dia do Folclore comemorado em Itapetininga

Neste dia 23 a prefeitura de Itapetininga comemorou no Centro Cultural o Dia do Folclore, com brincadeiras e prêmio às melhores fantasia das crianças

LendasO Largo dos Amores foi  palco de ‘contação’ de histórias, brincadeiras com personagens folclóricos, premiação para melhor fantasia do folclore e muito mais.

Houve o lançamento da segunda edição do livro ‘Lendas de Itapetininga e Região’, com exposição de personagens, artigos folclóricos e autógrafos das autoras.

As autoras Luciane Camargo e Maria Nunes da Costa Menk (foto)organizaram a ‘Terça Cultural do Folclore de Itapetininga’, juntamente com a Secretaria de Cultura e Turismo de Itapetininga. Crianças vestidas com roupas dos personagens do livro se apresentaram em bonito evento cultural.

 

Sobre as autoras:

Maria Nunes da Costa Menk

Maria Nunes da Costa Menk nasceu em Tatuí, Estado de São Paulo, em 1949. Cresceu na cidade vizinha de Itapetininga, onde vive até hoje. Licenciada em Português, Inglês, Pedagogia e Supervisão Escolar pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Itapetininga, estreou na literatura com a publicação do livro Lendas de Itapetininga (2002). Alguns anos depois, escreveu o livro Eleição, Momento Sublime da Democracia (2004) e Lendas de Itapetininga e Região (2014), em parceria com Luciane Camargo, dando continuidade ao trabalho literário cultural que começou ainda como professora. Atuou durante vinte e cinco anos na Rede Municipal de Itapetininga e seis anos na Rede Estadual. Filha de Benedito Nunes da Costa, ex-combatente, e de Odila de Oliveira Costa.

Luciane Camargo

Luciane Camargo nasceu em Itapetininga, Estado de São Paulo, em 1985. Cresceu na mesma cidade e se mudou para São Paulo quando ingressou na Faculdade de Letras pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu o curso de Tradução e Interpretação pela Associação Alumni e pós-graduação em Interpretação de Conferência pela Universidade Gama Filho (UGF), atual Estácio. Morou nos Estados Unidos de 2006 a 2007, onde teve a oportunidade de estudar na Universidade de Harvard, e, durante alguns meses, morou na Itália no ano de 2011. Em 2014, de volta à Itapetininga, lançou o livro Lendas de Itapetininga e Região em parceria com Maria Nunes da Costa Menk. Além de trabalhar ativamente como tradutora, está engajada em projetos culturais da cidade que envolvem o Folclore.

Saiba mais sobre o Projeto Lendas de Itapetininga e Região

Dando seguimento ao trabalho desenvolvido em parceria no livro Lendas de Itapetininga e Região (2014), Maria Nunes da Costa Menk e Luciane Camargo se uniram mais uma vez para publicar novamente o livro Lendas de Itapetininga, inicialmente escrito em 2002 e agora reescrito pelas duas autoras e com novas ilustrações desenvolvidas por Magno Almeida Cunha. O livro traz 38 lendas e contos de Itapetininga ilustrados para colorir e despertar ainda mais o interesse em crianças e adultos.