PELO AVANÇO DOS DIREITOS DAS MULHERES

Evento com 1700 mulheres de todo o mundo acontece no Brasil de 8 a 11 de setembro

A Associação pelos Direitos das Mulheres e o Desenvolvimento (AWID), uma das mais respeitadas entidades feministas do mundo,  se prepara para abrir o seu 13oFórum Internacional de 8 a 11 de setembro de 2016, na Costa do Sauípe, Bahia, Brasil.

 

Serão 1700 participantes de mais de 100 países dentre elas feministas, defensoras de direitos humanos e ativistas de justiça social. Mais de 200 palestrantes promoverão o intercâmbio de experiências, o diálogo criativo e a resistência dos movimentos em uma variedade de plenárias, conversas entre movimentos, discussões guarda-chuva e sessões. Veja o programa para acessar todos os conteúdos que comporão o Fórum.

 

“Este Fórum acontece durante um período particularmente complexo na história do Brasil, em um contexto de encolhimento do espaço democrático, ascensão dos fundamentalismos políticos e religiosos e de corte de políticas sociais progressistas dirigidas às comunidades mais excluídas e oprimidas”,  comenta Lydia Alpizar, diretora executiva da AWID. “Quando AWID decidiu realizar o Fórum 2016 na Bahia, nos inspiramos na história da resistência e dos movimentos sociais no Brasil e nos legados de libertação que continuam a inspirar as lutas contemporâneas contra o racismo, a brutalidade do Estado e a opressão econômica. A escolha da Bahia para receber o Fórum foi um reconhecimento intencional e uma celebração da longa tradição do povo negro e das lutas locais para o alcance da justiça e libertação em todo território nacional. Agora mais do que nunca, o Brasil espelha desafios enfrentados por muitos países ao redor do mundo.  Nesse momento crítico, feministas e ativistas de todo o mundo buscam coordenar os diversos movimentos sociais para construção de solidariedade e poder coletivo em prol dos direitos e da justiça” finaliza ela.

 

Jurema Werneck, coordenadora da ONG Criola, ativista social e integrante do Comitê Internacional de Planejamento do Fórum AWID, ao falar sobre os atuais desafios que o país enfrenta, convoca os movimentos pelos direitos das mulheres e pela justiça social a se posicionar ao lado de ativistas no Brasil. Ela afirma: “Nós precisamos de sua solidariedade no apoio a nossas lutas”.

 

INFORMAÇÃO EXTRA

Participarão do AWID Fórum 2016 representantes de:

 

  • Jovens feministas
  • Indígenas
  • Trabalhadoras imigrantes e refugiadas
  • Mulheres com necessidades especiais
  • Mulheres negras
  • Trabalhadoras rurais
  • Ativistas trans e intersex
  • Ativistas Lésbicas
  • Defensores dos direitos das mulheres
  • Trabalhadoras domésticas
  • Trabalhadoras sexuais
  • Mulheres da Palestina
  • Ativistas dos direitos do trabalho
  • Ativistas pela justiça econômica
  • Ativistas de meio ambiente
  • Ativistas de resistência as indústrias extrativistas
  • Ativistas pelos direitos de segurança na internet
  • Ativistas pela igualdade de classes
  • Ativistas anti-militares

 

 

Para credenciamento de imprensa, envie email para contact@awid.org e envio os seguintes documentos:

  • Três cópias escaneadas ou links de reportagens assinadas.
  • Informações sobre os temas de interesse para publicação de reportagens sobre o Fórum.

 

No Fórum, haverá um centro de mídia para atendimento aos jornalistas e profissionais de imprensa.

Ligue para o GrupoCASA e fale com Yoanara Santana pelo telefone 011 30787300 ou pelo email awid@grupocasa.com.br




Artigo de José Otávio Vasques Ayres: 'Como manter a higiene de ouvidos, nariz e garganta?'

DR JOSÉ OTÁVIO VASQUES AYRES  – ‘COMO MANTER A HIGIENE DE OUVIDOS, NARIZ E GARGANTA???

 

ATENÇÃO !!!
Muitas vezes, na ilusão de estarmos realizando procedimentos para uma melhor higiene,
acabamos prejudicando nosso organismo. Vejamos o que é adequado:

OUVIDOS – A limpeza deve ocorrer somente até onde conseguimos enxergar . Não devemos colocar nada dentro do canal auditivo. Não usar cotonetes e nem outros objetos. A cera não é sujeira, possui funções de defesa do ouvido: evita o ressecamento da pele, tem substâncias que protegem de infecções bacterianas e micoses. Protege contra insetos, por ser pegajosa e pelo odor que os repele. Os ouvidos geralmente são “autolimpantes” : jogam a cera para fora. Quando há uma falha desta eliminação e ocorre um grande acúmulo de cera, a audição pode ficar comprometida. Neste caso deverá ser removida, sendo sempre com um otorrinolaringologista. NÃO coloque sabão, sabonete, óleo, hidratante ou outras substâncias dentro dos ouvidos !! Cera não é sujeira, é proteção!!

NARIZ – Nunca coloque objetos dentro da cavidade nasal. Não introduza dedos, cotonetes, lenço, algodão, papel, etc. A pele de dentro do nariz não está preparada para receber atrito, então estes objetos são muito prejudiciais. A higiene deve ser feita com a instilação de soro fisiológico várias vezes ao dia, especialmente em períodos de ar mais seco e exposição a ambientes com ar condicionado. É aplicar o soro e assoar o nariz. Isto evita a formação de crostas e se por ventura já houver crostas, a lavagem vai retira-las.  As BOMBINHAS DE SUCÇÃO são frequentemente usadas para aspirar a secreção nasal de crianças pequenas, que não conseguem assoar o nariz, mas DEVEM SER EVITADAS. O seu uso promove uma pressão negativa dentro das fossas nasais, que é transmitida para os seios da face e ouvidos médios. Esta pressão negativa favorece a sinusite bacteriana e a otite média bacteriana.

GARGANTA – O melhor hábito para um bom funcionamento da garganta é tomar muita água, o dia todo e aos poucos. Ela vai lubrificar e proteger. Evite o uso de pastilhas e sprays de qualquer natureza. Se houver necessidade de gargarejo para ajudar a eliminar secreções, use soro fisiológico ou água morna com um pouquinho de sal. Não pigarreie . Não utilize para gargarejos: Limão, vinagre, própolis ou medicamentos de enxague bucal. A maçã é um bom alimento para ajudar o funcionamento das pregas vocais.

DR JOSÉ OTÁVIO VASQUES AYRES 
OTORRINOLARINGOLOGISTA

Fonte de imagem = Internet

Foto de Jose Otavio Vasques Ayres.
Foto de Jose Otavio Vasques Ayres.



Colunista do ROL Carlos Cavalheiro lança livro dia 26, em Sorocaba

DSC04035 (Copy)Livro traz a história de Julieta Chaves, a ‘Santinha de Sorocaba’

 

DSC04039 (Copy)         Resultado de dois anos de pesquisas, entrevistas e elaboração de texto, será lançado no próximo dia 26 de agosto, sexta-feira, o livro “A História de Julieta Chaves – A ‘Santinha’ de Sorocaba”, de Carlos Carvalho Cavalheiro e Flávia Aguilera.

O livro conta a história de Julieta Chaves, uma menina que foi brutalmente assassinada em 1899, na cidade de Sorocaba, e cujo crime causou tamanha comoção na população da época. A história de Julieta Chaves repercutiu para além das fronteiras da cidade de Sorocaba e atingiu mesmo outros países, sendo notícia em periódicos como The Brazilian Review (publicado em inglês), Il Fanfulla (em italiano) e El Diario Español .

O livro é dividido em três partes: “A Vida”, “O Crime” e “A Devoção”. Na primeira parte, os autores tratam dos traços biográficos de Julieta. Esse foi o capítulo mais difícil de ser composto, pela escassez de informações e documentos. Para tanto, os autores contaram com pesquisas nos jornais antigos do acervo do Gabinete de Leitura Sorocaba, mas também do Acervo do jornal “O Estado de São Paulo”, pesquisas em livros dos cartórios e do cemitério da Saudade, além da consulta de livros e outras fontes. Além disso, contaram com o apoio e informações prestadas especialmente por Ricardo Chaves, sobrinho de Julieta Chaves. Apesar disso, há poucas informações sobre a vida de Julieta, já que ela viveu apenas até os sete anos de idade e, infelizmente, só ganhou notoriedade por conta de sua morte violenta.

A segunda parte há uma documentação relativamente farta, uma vez que a imprensa da época, sobretudo os jornais “O Estado de São Paulo” e o “XV de Novembro” (Sorocaba), publicou muitos detalhes na época do crime.  A última parte traz a reapropriação da figura de Julieta por diversos segmentos religiosos: católicos, espíritas, umbandistas… Para tanto, os autores entrevistaram diversas pessoas, como o arcebispo Dom Eduardo Bene de Sales e o próprio Ricardo Chaves, médium espírita.

O livro, com 180 páginas, traz também anexos com reprodução das publicações principais sobre o crime, veiculadas à época em diversos jornais. O túmulo de Julieta Chaves é um dos mais visitados do Cemitério da Saudade, em Sorocaba, e até hoje há uma grande devoção a ela que tem fama de milagreira.

Com uma tiragem restrita de 100 exemplares, os autores acreditam que ainda assim essa publicação é importante para marcar e difundir a história de Julieta, já que o único livro escrito sobre ela – uma história romanceada – foi publicado na década de 1930 e hoje está praticamente esgotado, restando apenas dois exemplares conhecidos. O livro em questão tem por título “A Martyr Julieta” e foi publicado em 1934 por V. Nogueira Chaves.

Assina o prefácio do livro o jornalista Geraldo Bonadio. A apresentação foi feita pela também jornalista Juliana Simonetti e a orelha do livro pela professora Filomena Magda Racca.

Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História em Porto Feliz. Escritor, poeta e historiador, dedica-se também a pesquisas sobre cultura popular e folclore e à produção de vídeos. Esse é o 21º livro de sua autoria. É formado em História, Pedagogia e em Teologia. Atualmente, cursa o Mestrado em Educação na UFSCar, campus Sorocaba. Flávia Aguilera é artista plástica e professora de Arte.  Como artista, tem provocado a reflexão sobre a memória da cidade por meio de intervenções como exposições sobre Julieta Chaves, colagem de imagens de operárias nas proximidades da antiga vila operária “Santo Antonio” e a idealização de Feira de Artes no antigo “Beco do Inferno”.

O lançamento será realizado no dia 26 de agosto de 2016, sexta-feira, na Biblioteca Infantil de Sorocaba, na rua da Penha, nº 673, centro, às 19h30. O livro será comercializado a R$ 30,00. Serão disponibilizados para venda apenas 80 exemplares.




Artigo de Celso Lungaretti: 'JOVEM MARX x MARX AMADURECIDO, NA ÓTICA DE CELSO LUNGARETTI E DALTON ROSADO.'

UM SAUDÁVEL DEBATE NO CAMPO REVOLUCIONÁRIO

 

“A troca do trabalho vivo pelo trabalho objetivado,

quer dizer, a manifestação do trabalho social sob 

a forma antagônica do capital e do trabalho, é o

 último desenvolvimento da relação do valor e da

 produção baseada no valor.” (Karl Marx)

Entre revolucionários sinceros há sempre alguns pontos em comum:

  • a crença nos efeitos deletérios do capitalismo;
  • a crença num modo alternativo de relação social;
  • a busca incansável, e até o limite das suas existências, da superação do capitalismo, que implica, sempre, numa retomada de eventuais caminhos fracassados ou lutas perdidas.
Estes são os pontos que nos unem, e a mim e ao Celso Lungaretti, embora tenhamos visões diferenciadas sobre alguns conceitos e formas de encaminhamento da luta pela superação do capitalismo. Isto não nos separa, mas nos une, porque nosso objetivo é o mesmo, e tenho a certeza que qualquer um de nós abdicará das suas verdades no momento em que verificar os possíveis enganos nos quais incidia e ver triunfar a viabilidade da emancipação dos indivíduos sociais a partir de uma saciedade fraterna; humanamente exequível; moralmente superior; e prazerosa no ócio produtivo, capaz de concretizar os mais belos voos do espírito humano.
É justamente por este nosso propósito que vínhamos mantendo em off discussões sobre temas sociais que podem, contudo, ser publicizadas sem nenhum constrangimento, num debate público que considero saudável. Vejamos, p. ex., a questão da análise atual sobre a obra de Karl Marx.

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SOBRE A EXISTÊNCIA DE UM DUPLO MARX

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Estou convencido de que há um duplo Marx, ou seja, um Marx da juventude, ainda tateando nas soluções políticas de enfrentamento do absolutismo governamental de sua época, na qual começavam os primeiros sintomas da primeira revolução industrial inglesa que viria a seguir, e outro, derivado de sua análise dos conceitos dos clássicos da economia política, que o levou à elaboração de sua crítica, cujo teor modificou o objeto de seus conceitos sobre o que deveria ser feito revolucionariamente.

 

Na primeira metade do século XIX, o mundo ocidental europeu estava convulsionado pela transição do modelo monárquico feudal para o modelo republicano como reflexo da revolução francesa. Os preceitos filosóficos iluministas, com suas bandeiras pseudo-libertárias de igualdade, fraternidade e liberdade, trazia como leitmotiv a necessidade de introdução do trabalho abstrato como forma de atendimento das exigências da emergente burguesia comercial e industrial.
Marx, profundo conhecedor da filosofia e do direito graças à sua boa formação intelectual, e com seu sentimento de emancipação revolucionária que dividia o campo das ideias anti-monárquicas absolutistas (os socialistas utópicos e socialistas científicos; os jacobinos e girondinos; e por aí vai), interveio com ideias de aglutinação dos trabalhadores, mais numerosos, obviamente, que a classe patronal e seus representantes da política, no sentido de que eles tomassem consciência de suas próprias forças.

É com a idade de 40 anos que têm início os estudos de Marx sobre a crítica da economia política, começando a se aprofundar na compreensão crítica sobre a natureza da forma-valor. Isto se deu a quando passou a residir em Londres, fugindo das perseguições. Teve, então, acesso ao que havia de melhor sobre economia (as obras dos economistas burgueses Adam Smith, David Ricardo, James Stuart Mill, e outros luminares no pensamento econômico e da positivação dos méritos da relação valor-trabalho) na melhor biblioteca do mundo, a British Library (hoje com mais de 150 milhões de itens), na qual passava horas e horas estudando os clássicos da literatura mundial. Assim ele pôde chegar a conclusões admiráveis.

Os Grundrisse são rascunhos escritos por Marx em 1857/1958, com mais de 1.000 páginas, que serviram como base de estudos para a sua magnum opusO capital. Este primeiro estudo, destinado a anotações e reflexões, pela liberdade de exposição dos seus próprios pensamentos (ele não tinha a intenção de publicá-los, pois deveriam servir apenas como informações e conclusões a serem resumidas posteriormente), contém mais elementos de elucidação sobre a forma-valor do que o extrato sucinto contido nos três livros de O Capital. Observe-se que somente após a morte de Marx, em 1883, é que foram publicados os outros livros constitutivos de O Capital, graças aos esforços de Friedrich Engels, seu companheiro de lutas, e os Grundrisse já bem depois da 1ª Guerra Mundial.
As conclusões sobre o conteúdo do O Capital geralmente excetuam a importância da primeira parte, que trata do fetichismo da mercadoria e se constitui num importante elemento da teoria marxiana do valor. O excerto dos Grundrisse, intitulado Contribuição para a crítica da economia política, pouco divulgado (apesar de publicado), é certamente um testemunho da virada de Marx no que diz respeito ao caráter político de suas obras anteriores.


Ali, ele demonstra o quão negativa é a relação social sob a forma-valor e, consequentemente, a sua administração política sob qualquer forma. Aqui, nasce outro Marx, cuja correta interpretação nos dá uma nova concepção de luta contra o capitalismo.
Os marxistas tradicionais que se situam no campo da crítica aos modus operandi pós-revolucionários, avaliam que houve uma deturpação burocrática do combate ao capitalismo por dirigentes como Stalin e Mao Tse Tung; já os adeptos da crítica radical à forma-valor e à dissociação de gênero, adeptos das teses marxianas da crítica da economia política, admitem que o capitalismo de estado praticado pelos revolucionários marxistas-leninistas não poderia gerar outra coisa senão uma inevitável abertura para o capitalismo liberal, graças à necessidade de expansão que os fundamentos capitalistas exigem como forma de sobrevivência. Esta é a divisão de concepções no campo marxista.

A compreensão de Marx sobre a natureza da forma-valor fê-lo compreender que a questão principal não é a luta pela justa distribuição do dinheiro, coisa impossível de acontecer graças à sua essência autotélica, tautológica, e de necessidade de uma eterna acumulação na qual, tal qual um moloch insaciável, ele transforma a riqueza material (o objeto em si) em riqueza abstrata (a mercadoria) e assim encaminha a destruição da sociedade a partir de seu modo de relação social destrutivo e autodestrutivo; fê-lo compreender que a questão é a superação da própria forma-valor (dinheiro e mercadorias) como modo de relação social e não a sua administração.


Esse entendimento muda completamente todas as concepções marxistas tradicionais (e suas variantes trotskistas, anarquistas, etc.) de luta política, que entronizou e endeusou o trabalho e o trabalhador como sujeitos da emancipação. A crítica à forma-valor defende um modo de relação social de produção livre das amarras fetichistas do sujeito automático dessa mesma forma-valor, mensuração abstrata da riqueza material. Tal concepção altera totalmente os métodos de luta revolucionária, sem abdicar dela, mas, ao contrário, tornando-a consistente no longo prazo, ainda que mais difícil de ser compreendida.
A teoria crítica da forma-valor e sua luta revolucionária, embora seja de mais difícil compreensão teórica, agora vê seus postulados se aproximarem da realidade, no momento em que o capital, cujo Deus é o trabalho, nega-o aos seus súditos.


Estamos mais próximos da aurora da emancipação humana, e esperamos que isio ocorra antes de sucumbirmos na barbárie capitalista; e, se assim for, terá sido Marx quem mais contribuiu teoricamente nesse sentido.

CELSO LUNGARETTI
CONCORDAMOS NO FUNDAMENTAL
O (ainda mais) jovem Marx

O companheiro Dalton Rosado considerou que haveria ganho para nossos leitores se tornássemos públicas algumas ideias que vínhamos trocando por e-mail. Não creio que seja o caso de falarmos num debate, pois se trata mais de nuances do que, propriamente, de visões diferentes dentro do campo revolucionário. Mas, vamos lá.

Há um sem-número de polêmicas de schoolars marxistas sobre os méritos relativos do jovem Marx e do Marx amadurecido (eis um exemplo característico dessas pendengas de doutos acadêmicos, que mais parecem teólogos medievais discutindo o sexo dos anjos…).

Temo que, por eu haver feito uma referência um tanto imprecisa a jovem Marx, o Dalton tenha pensado que eu estivesse tomando partido na discussão bizantina acima referida. E, como as posições defendidas pelo grupo Crítica Radical e pelo Dalton em particular se baseiam nos textos de Marx conhecidos como Grundrisse, de 1857/8 (portanto, do Marx amadurecido), seria este o motivo de sua delicada reprimenda.

Ocorre que, mesmo na minha longínqua fase de aprendizado marxista, quando deglutia cada frase do meu novo ídolo como se  estivesse ajoelhado diante da tábua dos dez mandamentos, o único livro marxista importante que não me passou pela garganta foi O capital. Até do igualmente complexo A ideologia alemã consegui terminar a leitura. Mas, depois de umas 50 páginas daquele monumental tratado de economia política, conclui era simplesmente intragável para o meu gosto.

Na minha opinião de leigo assumido no assunto, contudo, nada enxergo de substancialmente errado na leitura que o filósofo e ensaísta alemão Robert Kurz fez de alguns trechos das Grundisse, deles derivando sua crítica do valor.

…e em 1882, um ano antes da morte.

Nem sequer me pareceram uma grande novidade, pois a antevisão que eu tinha do ponto de chegada da longa marcha revolucionária era exatamente a de uma sociedade sem governo nem Estado e muito menos patrões, na qual se produzisse coletivamente o realmente necessário (não o suntuário e o supérfluo) e se distribuíssem equitativamente os frutos do trabalho para as pessoas, atendendo sempre às suas reais necessidades e  deixando-as com tempo livre para buscarem individualmente outras satisfações, de forma a poderem realizar-se plenamente como seres humanos. Valorpreço e dinheiro não teriam lugar numa sociedade dessas.

A minha ressalva ao Marx amadurecido é outra: depois de haver, tanto quanto os anarquistas, acreditado que uma onda revolucionária varreria o mundo, priorizando, portanto, a organização internacional dos trabalhadores, ele foi sendo seduzido aos poucos pela ideia da ditadura do proletariado, lançada pelo jornalista comunista Joseph Weydemeyer em 1852.

Até que o brutal esmagamento da Comuna de Paris (1871) pelos invasores alemães, em conluio com reacionários franceses, impactou profundamente em Marx e ele, quatro anos depois, em sua Crítica ao Programa de Gotha, extraiu conclusões autoritárias do ocorrido. Passou a admitir que a revolução eventualmente ocorresse num só país e tivesse de tomar as medidas necessárias para defender a sua existência.

Engels foi mais explícito ainda nos exageros e radicalismos desta nova visão, ao rebater críticas:

Comuna de Paris esmagada: banho de sangue.

Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que existe; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra parte por meio de espingardas, baionetas e canhões – meios autoritários, caso estes existam em tudo; e se o grupo vitorioso não quiser ter lutado em vão, deve manter esta regra por meio do terror que as suas armas inspiram aos reacionários. Será que a Comuna de Paris teria durado um único dia se não tivesse feito uso da autoridade armada do povo contra os burgueses?

Idem Lênin, que, no seu O Estado e a Revolução (vide aqui), foi buscar em frases trovejantes de Marx sobre a tragédia dos communards a justificativa para a ditadura do proletariado – afinal, o velho barbudo colocara que “quebrar a máquina burocrática e militar do Estado” era “condição prévia de qualquer revolução verdadeiramente popular”.

Ora, após tal quebra, se faria, evidentemente, necessária a construção de outra máquina burocrática e militar do Estado, para o novo governo resistir aos inimigos internos e externos. Lênin fez a ressalva que a missão do tal governo seria preparar as condições para sua progressiva obsolescência, até a extinção, com as funções da máquina burocrática sendo assumidas pelos cidadãos comuns como parte de sua rotina e a máquina militar sendo desmontada à medida em que não houvesse mais inimigos contra os quais se defender, pois o socialismo aos poucos se estabeleceria no conjunto das principais nações, tal qual ocorrera com o capitalismo.

Estátua do Stalin derrubada pelos húngaros em 1956 

Como anarquistas e até o jovem Trotsky profetizaram, foi por tal caminho que se chegou ao pesadelo stalinista, pois ao invés de o Estado ir minguando aos poucos, cresceu desmesuradamente, sob a égide da nomenklatura que gerou. A previsão sinistra de Trotsky em 1903, quando de sua ruptura com Lênin, acabaria se confirmando integralmente: primeiro, o partido substitui o proletariado; depois, o Comitê Central substitui o partido; finalmente, um tirano substitui o Comitê Central.

Para não nos alongarmos em demasia, Marx abriu uma fresta para o autoritarismo, Lênin a tornou uma porta e por ela Stalin entrou, arrombando-a com um pontapé, para impor um totalitarismo assustador, que tornaria execrável a imagem da revolução para o proletariado das nações cujas forças produtivas estavam mais desenvolvidas – o sujeito revolucionário por excelência, na visão de Marx.

A partir daí, as tomadas de poder se deram em países de desenvolvimento econômico tardio e/ou incipiente, acabando todas essas experiências por fracassarem de uma ou outra maneira (ora resvalando para a barbárie como o Camboja sob Pol Pot, ora esmagadas a ferro e fogo como Allende no Chile, ora se descaracterizando e aburguesando como os governos petistas no Brasil). Marx nisto tinha total razão: são as nações economicamente mais pujantes que determinam para onde o mundo marchará, não as miseráveis e/ou periféricas.

Derrocada petista destruiu ilusões reformistas

A minha visão é inspirada em livros trotskistas como A revolução traída (do próprio) e a trilogia dos profetas (além de várias outras obras) do historiador Isaac Deutscher; Marxismo soviético, do Marcuse; O fantasma de Stalin, do Sartre; Autobiografia de Federico Sánchez, do Jorge Semprún, dentre outros.
Meu enfoque predominantemente político e o predominantemente econômico do Dalton convergem no principal: o capitalismo está nos estertores, devendo ser levado de roldão pelo sinergia da megacrise econômica global que vem engendrando com os desastres ambientais aos quais sua ganância incontrolável nos está arrastando.
Acredito que, em termos imediatos, não devamos participar desse Estado que está podre até a medula, mas sim atacá-lo de fora  – até porque não existem esperanças de aperfeiçoá-lo, corrigi-lo ou atenuar sua perniciosidade (isso é impossível, como os petistas acabaram de comprovar).
Não estão dadas, claro, as condições para tentarmos o assalto aos céus neste instante, mas precisamos acumular forças e preparar líderes que, nos momentos cruciais que teremos pela frente, saibam unir os homens para  a sobrevivência e, depois, para a reconstrução da sociedade sob o primado do bem comum. [Janelas revolucionárias inevitavelmente surgirão. Precisamos aproveitá-las, como em 1917 e 1949, ao invés de deixarmos as chances escaparem entre os dedos, como em 1968.]

 Crítica Radical foi muito atuante na luta por Battisti

Também é mais ou menos o que já faz o Crítica Radical, ao lançar propostas como o fim do trabalho e o Não vote!, bandeiras que por enquanto ainda não têm chances de empolgarem contingentes mais amplos, mas são sementes plantadas para o futuro e servem para o aprendizado na prática daqueles que terão um papel a desempenhar na construção de tal futuro.
Então, mais premente do que discutirmos qual foi o pecado original (se a definição de valores para medir o trabalho humano ou a emasculação do ideal revolucionário pela concepção autoritária de ditadura do proletariado) é somarmos forças para salvarmos a humanidade do capitalismo.

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Artigo da leitora Sonia Moreira: 'Arquivo akhashico'

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – Arquivo akhashico

 

Há algum tempo escrevi uma crônica intitulada “Arquivo akhashico”, e como continuei com minhas pesquisas, resolvi dar continuidade a esse assunto que muito me fascina. Os budistas referem-se aos arquivos akhashico como sendo arquivos da natureza, como se fosse uma apostila do saber universal, digamos ainda ser um plano de consciência cósmica, ou memória da natureza, Akash é a assinatura real da energia liberada no éter, “Aka” significa espaço, local de armazenamento, ou éter e “sh” significa céu oculto ou secreto, o registro Akáshico de um ser humano é um padrão de energia holográfica armazenada dentro do nosso DNA, que está presente no núcleo das células do organismo, o padrão de DNA é repetido em todas as células do corpo para que seus registros Akáshicos possam ser acessados através de uma única célula do corpo.

Devido à sua natureza holográfica as camadas de registros Akáshicos podem ser imaginadas como um conjunto de bonecas russas aninhadas uma dentro da outra. Assim também estão os registros do planeta que está na Noosfera, que nada mais é que o núcleo da célula do planeta, revestido pelo campo de energia que são os pensamentos dos seres humanos, energia esta que envolve o planeta como um todo. Digamos que o universo todo tenha essas informações guardadas, e acredito que nesse universo imenso e infinito deve haver planetas com seres mais evoluídos que a terra, e na medida de nosso avanço espiritual algumas pessoas conseguem acessar por meio de sonhos, meditação, ou o que mais queira chamar e conseguem materializar os inventos tecnológicos que aparecem praticamente do nada. Na antiguidade diziam tratar-se de contatos com anjos, querubins, serafins, ou cidadãos galácticos, volto a salientar deixarmos de lado qualquer inclinação religiosa, fiquemos puramente no campo da pesquisa em teorias, porém há de comparar as várias citações de contatos com seres divinos em várias ramificações religiosas e de povos antigos, porém com as mesmas características nos relatos. Vamos aguardar o momento certo para o acesso a esses arquivos, que com certeza somente poderá acontecer através da evolução da humanidade, podemos dizer que fazemos parte de um grande silo que é o universo, somos espécies preservadas que na hora exata despertaremos para cumprir a missão a qual fomos destinados.

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




Conservatório de Tatuí amplia número de apresentações externas

Escolas, faculdades, entidades assistenciais e órgãos públicos de Tatuí e outras cinco cidades receberam grupos da instituição nos primeiros meses deste ano

 

O Conservatório de Tatuí ampliou  o número de apresentações externas.

Além das mais de 100 apresentações realizadas nas dependências da instituição em Tatuí e em São José do Rio Pardo, foram promovidas 47 ações em pontos externos de Tatuí, São José do Rio Pardo, Angatuba, Campos do Jordão, Cesário Lange e Boituva. Foram concertos dos principais grupos pedagógico-artísticos da instituição, totalmente gratuitos.

Ao todo, apenas no primeiro semestre deste ano, mais de 30 mil pessoas acompanharam as apresentações promovidas pelo Conservatório de Tatuí. A grande maioria dos eventos externos, organizados em parcerias com as unidades de ensino e instituições, ocorrem dentro da cidade sede – Tatuí.

Na cidade de Tatuí, foram organizados ensaios abertos e concertos nas escolas estaduais Altina Maynardes de Araújo, Ary de Almeida Sinisgalli e Barão de Suruí; escolas municipais Lígia Vieira de Camargo Del Fiol, João Florêncio, José Menezes Bueno, Sarah de Campos Vieira dos Santos, José Tomás Borges e Núcleo de Educação Básica Ayrton Senna da Silva; Colégio Objetivo; entidades como a Apae de Tatuí, Lar São Vicente de Paula e Lar Donato Flores; além de espaços como o Museu Histórico Paulo Setúbal; o Fórum Alberto dos Santos, sede da comarca; e as igrejas Nossa Senhora das Graças e Presbiteriana, que sediaram concertos especiais de Páscoa. Já a Fatec (Faculdade de Tecnologia), cujo curso de produção fonográfica foi instituído graças a importante parceria com o Conservatório de Tatuí, recebeu duas vezes a Orquestra Sinfônica para atividades de laboratório de gravação, uma ação essencial na formação dos técnicos daquele curso. Alguns dos locais receberam até seis apresentações diferentes no primeiro semestre.

As apresentações foram realizadas pelos principais grupos pedagógico-artísticos do Conservatório de Tatuí: Orquestra Sinfônica, Coro Sinfônico, Big Band, Camerata de Violões, Grupo de Performance, Jazz Combo, Grupo de Percussão e Grupo de Choro.

“Seja prestigiando a abertura de uma exposição de artes no museu, seja servindo de laboratório para estudantes do curso de produção fonográfica seja, principalmente, formando público, as apresentações externas do Conservatório de Tatuí são importantes para os músicos. Quem ganha é a cidade, já que das 47 apresentações externas, 44 ocorreram em Tatuí, uma em Boituva, uma em Angatuba e uma em Cesário Lange”, destaca o diretor Henrique Autran Dourado.

As apresentações externas são gratuitas e fazem parte da tradição da instituição. Alguns dos projetos, como o “Choro nas Entidades”, vêm sendo realizados há quase oito anos. Neste último, o Grupo de Choro circula pelas entidades assistenciais e realiza concertos com os clássicos do gênero.

“Também é importante citar que nossos grupos circularam pelos mais diferentes bairros da cidade. A nossa principal Orquestra Sinfônica, por exemplo, realizou na escola municipal Ligia Vieira de Camargo Del Fiol e no Lar Donato Flores a mesma apresentação feita na Praça do Capivari, no mais importante festival da América Latina: o Festival de Inverno de Campos do Jordão”, destaca Autran Dourado.

A organização dos eventos externos envolveu mais de 400 profissionais da instituição e atendeu direta e indiretamente a mais de 15 mil pessoas, somente em Tatuí. “As apresentações somente foram possíveis graças à nossa equipe de produção e, evidente, aos diretores, coordenadores e responsáveis por cada um dos locais que receberam nossos grupos. Nosso foco é sempre atuar diretamente nas unidades de ensino e entidades, afinando o diálogo direto com o público. Saber que em muitos desses locais crianças, jovens e adultos assistiram a um concerto pela primeira vez na vida é emocionante e demonstra que nossos músicos estão cumprindo o seu papel: o de difundir e educar”, afirmou o diretor.

Certificação – Por conta de sua importância para o município-sede, o Conservatório de Tatuí também recebeu neste primeiro semestre visitas de mais de 20 grupos de escolas, estudantes, pesquisadores e turistas. Além disso, foi ponto oficial de visitação de três importantes comissões que avaliam as condições da cidade para o recebimento do título de “município de interesse turístico”, entre elas, as comissões da Secretaria de Estado do Turismo e do SP Convention Bureau.

Em total sintonia com as ações culturais e turísticas da cidade, o Conservatório de Tatuí – além de oferecer dezenas de concertos especiais no teatro Procópio Ferreira, mantido pela instituição e que se constitui no único da cidade -, a escola de música e artes cênicas também teve aprovado o recebimento do selo turístico, que certificada a qualidade do equipamento. “Além disso, integramos o guia turístico lançado recentemente pelo jornal O Progresso de Tatuí. Sem dúvidas, a Capital da Música, título oficializado graças ao Conservatório, ganha, e muito, em sediar uma das mais destacadas escolas da América Latina”, afirma o diretor.

São José do Rio Pardo – Em São José do Rio Pardo, onde a instituição mantém um polo em parceria com a administração musical, uma série de apresentações marcou os dez anos da unidade. Lá, além de ceder o prédio e funcionários, a administração apoiou, na última década, todas as atividades da escola de música.

“Parcerias são importantes e em São José do Rio Pardo, essenciais. Além de contarmos um prédio totalmente mantido pelo município, que, inclusive, será ampliado, também podemos contar com parcerias como a com o Centro Cultural ítalo Brasileiro, onde são realizadas as mais importantes apresentações do Polo de Rio Pardo”, afirma Autran Dourado.

Agosto-Setembro – Os grupos da instituição retomaram os ensaios, agora com seus bolsistas, no último dia 15 de agosto, e as apresentações artísticas retornam a partir da próxima semana. Entre os eventos confirmados, está o concerto do Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí no Recanto do Bom Velhinho no próximo dia 28 de agosto, domingo, às 15h. A apresentação ocorrem em parceria com o Instituto CCR e CCR SPVias em comemoração ao Dia Nacional do voluntário.




Livro aborda corrupção e outros problemas políticos no Brasil

O livro foi lançado dia 18, em São Paulo

 

convite-clovesdesouza-exelenciasbandidasA corrupção no Brasil não é um problema novo, apesar de recorrente, e vem ganhando cada vez mais destaque como pauta no país. Na obra Excelências Bandidas, o autor Cloves Alves de Souza discute qual é a origem da corrupção e como combatê-la, abordando, com sua notável sabedoria sobre o assunto, questões políticas importantes, como a ineficiência dos serviços públicos, inchaço da máquina e o mau desempenho da gestão pública.

Sugerindo levantamentos de gastos do Tribunal Superior Eleitoral, Cloves desenvolveu uma obra extremamente informativa e necessária para todo público do país, de qualquer gênero e idade. O autor propõe, ainda, um novo sistema de eleições no Brasil, com mandatos de cinco anos sem reeleições. Através de sugestões inovadoras e interessantes, como uma reforma na legislação, a obra ajuda a investigar as estruturas de poder e desvios de verba pública.

Cloves, reunindo todo o seu vasto conhecimento em direito público, analisa a eficácia de programas sociais e verifica a administração política. Sua obra tenta ajudar o povo a ter a garantia de serviços públicos eficientes, como saúde, educação e segurança, através de uma narrativa de fácil acesso, com linguagem simples e inclusiva, mas capaz de auxiliar muito o país. Além disso, o autor propõe uma revisão no pacto federativo, no que diz respeito a ineficiente existência de 5570 municípios. A ausência de metas administrativas municipais causa deficiência em diversas áreas, principalmente na ambiental, como, por exemplo, apenas 30,4% dos municípios realizarem licenciamento ambiental.

Tratando de um assunto atual e complicado, o autor produziu um livro de muita importância. Excelências Bandidas merece destaque como uma obra de utilidade pública, pois mostra a realidade da ineficiência do governo e como isso afeta a população, seu cotidiano e o crescimento de toda a nação. Leitura obrigatória para os interessados no futuro da pátria, Excelências Bandidas é uma mistura de política e ciências sociais, que traz consigo um imenso estudo sobre o nosso Brasil.

Sobre o autor:

Cloves Alves de Souza, mineiro, nasceu em 20 de abril de 1960 e mora em São Paulo (Capital) desde 1975.  Advogado, ele atua em Direito Público e Ambiental.  Sócio fundador do Escritório Alves de Souza Advogados Associados, foi Assistente Técnico da CIR (Coordenadoria de Integração Regional) da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado de São Paulo (1991-1994) e ex-chefe de Secretaria Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo (1995-1996). Foi Administrador Regional de Santo Amaro – Prefeitura de São Paulo (1996-1997) e assessor Técnico-Legislativo da Câmara Municipal de São Paulo (1997-2001).