Hoje, quinta feira, 28, houve a primeira reunião da AIL – Academia Itapetiningana de Letras no Centro Cultural do Largo dos Amores.
Presidida pelo padre Mario Donato, o encontro de acadêmicos foi, como de costume, cordial e proveitoso.
Novos nomes para compor a Academia foram apresentados e aprovados.
Na foto, da esquerda para a direita, Olga Pelegrini, Eunice Granato, Nivea Guarnieri, Padre Mario Donato, Angelo Ricchetti, José Ribeiro e Helio Rubens e Arruda e Miranda.
Sergio Diniz da Costa: 'O menino que brincava nas nuvens'
Sergio Diniz. Foto por Teófilo Negrão Duarte
O Menino que brincava nas nuvens
Sou hoje um caçador de achadouros da infância. Vou meio dementado e enxada às costas cavar no meu quintal vestígios dos meninos que fomos
(Manoel de Barros)
Meu compromisso, no centro da cidade, era às 17h. Resolvi chegar às 16h e sentei-me num dos bancos da praça central de uma das maiores cidades do Interior do Estado de São Paulo, com 361 anos de fundação e uma população de aproximadamente 640 mil habitantes, que o tempo, a Administração Pública e os empresários e artistas transformaram-na numa bela e progressista cidade.
Com a maioria de suas ruas asfaltadas, prédios em construção pululando por todos os cantos, comércio pujante, com uma miríade de empresas e pessoas físicas prestadoras de serviços e uma significativa frota de veículos circulando diariamente, reflete bem uma cidade moderna, porém com toda sorte de problemas, incluindo a violência, sempre aumentando, como o são os grandes centros urbanos.
Assim eu mergulhava em meus pensamentos enquanto, aparentemente ao acaso, abri em uma das páginas do livro de poemas que trouxera, a fim de aguardar o horário do meu compromisso. No alto da página, o título: ‘Eu Sou Aquele Menino’, do poeta brasileiro Paulo Bomfim, membro da Academia Paulista de Letras e conhecido como ‘O Príncipe dos Poetas Brasileiros’. Eu já o conhecia e ele se tornara um dos meus preferidos, quando então estudante do ensino médio, tive a oportunidade de assistir a uma palestra desse grande poeta.
Grato pelo ‘acaso’, e já um tanto quanto absorto, comecei a ler os versos, em meia voz:
‘Eu sou aquele menino/ Que o tempo foi devorando,/ Travessura entardecida,/ Pés inquietos silenciando/ Na rotina dos sapatos,/ Mãos afagando lembranças,/ Olhos fitos no horizonte/ À espera de outras manhãs/…
─ Ei, moço, tá falando sozinho?
Assustado, interrompi a leitura. Um garotinho de camisa branca, short marrom e descalço, aparentando cinco anos de idade, me olhava, com uma mão segurando os dedos da outra e com uma expressão interrogativa.
─ Ah, não, eu estava declamando um poema em voz alta. Apenas isso ─ respondi, um tanto quanto encabulado e, certamente, corado, uma vez que, em termos de comportamento, sou do tipo sanguíneo.
─ Poema? O que é um poema? ─ mais uma vez ele me questionou.
A pergunta me pegou de surpresa. Em primeiro lugar, por ter vindo de uma criança com tão pouca idade. Depois, porque, apesar de eu ser um escritor e poeta ─ meu compromisso era com um novo amigo, que me pedira ajuda para publicar um livro ─, senti-me sem didática suficiente para explicar algo que, para mim, era tão simples.
─ Poema é um… um … ─ Travei! De repente, olhando para dentro de mim mesmo, parecia que toda a teoria desse gênero literário sumira da minha memória, apesar de tão bem guardada que estava (assim eu pensava) no meu cérebro, na gaveta ‘Poemas’.
‘E agora, José?’ ─ Pensei rapidamente com meus botões, lembrando o famoso poema do inesquecível poeta mineiro Drummond de Andrade.
Ainda imerso em pensamentos confusos, e sem a resposta esperada, quase que respondi a ele, como respondeu Drummond, no mesmo poema: ‘… A festa acabou/ a luz apagou,/ o povo sumiu,/ a noite esfriou…’.
Na verdade, em me sentindo o mesmo José de Drummond, percebi que aquele garotinho tinha-me colocado contra a parede. E, de repente, não mais que de repente (Drummond, sempre Drummond…), essa sensação me trouxe certa irritação, pois, afinal de contas, aquele filhote de homem colocara em xeque um adulto estudado, um escritor, um intelectual, e a primeira vontade que tive foi de mandar aquele pingo de gente procurar seus pais. ‘Aliás, onde estavam os pais dele? ─ perguntei a mim mesmo.
Antes de responder a ele, perguntei-lhe:
─ Como é o seu nome, meu filho?
─ Tato! ─ ele respondeu, com certo orgulho no olhar.
─ Tato?! ─ Exclamei, agradavelmente surpreso, pois esse também era o meu apelido de infância. E, a partir daquele momento, senti um carinho e admiração especiais por aquele menino questionador.
─ Quantos anos você tem, meu jovem curioso?
Ele me apontou uma das mãos aberta e respondeu:
─ Assim, ó!
Entendi que ele queria dizer 5 anos e somente naquele momento me chamou a atenção algo em seu rosto: uma cicatriz!
Aquela constatação, aliada à idade dele, me causou uma estranhíssima sensação, uma sensação de déjà vu, uma vez que eu, na mesma idade dele, fui vítima de um acidente caseiro que me custou uma cicatriz ─ e no mesmo lado do rosto que a dele! ─, fato esse que me transformou num menino e adolescente tímido e complexado.
Essa constatação me trouxe um sentimento de profunda simpatia e solidariedade por aquele garotinho. E lágrimas abundantes, também.
Senti uma vontade irreprimível de abraça-lo, de pegá-lo em meu colo, de fazer milhares de perguntas sobre sua vida…
E levantei-me, a fim de fazer isso. Todavia, algo ainda mais estranho aconteceu: aquela figura simplesmente desapareceu da minha visão!
Estupefato, deixei-me cair sentado no banco, mergulhado num turbilhão de perguntas sem respostas. E, num primeiro momento, senti vontade de sair correndo, correndo daquela praça, sem nenhum destino, à espera, talvez, de que o vento no meu rosto decifrasse as dúvidas.
Entretanto, o adulto que me tornei falou mais alto e, respirando calma e profundamente, tentei me recompor e, como se nada tivesse acontecido, meio que automaticamente, continuei a leitura, agora em voz alta, do poema iniciado:
‘─ Ai paletós, ai gravatas,/ Ai cansadas cerimônias,/ Ai rituais de espera-morte!/ Quem me devolve o menino/ Sem estes passos solenes,/ Sem pensamentos grisalhos,/ Sem o sorriso cansado! Que varandas me convidam/ A ser criança de novo,/ Que mulheres, só meninas,/ Me tentam cabular/ As aulas do dia a dia?/ Eu sou aquele menino/ Que cresceu por distração’.
Mal terminando a leitura, senti que meus olhos já não focavam mais o ambiente em que me encontrava; um estado de devaneio começou a tomar-me o corpo, a mente e o espírito. Já não conseguia mais sentir o próprio corpo e o som ambiente: uma mistura de buzinas, música de publicidade e vozes, destacando-se a de um evangélico que pregava como um João Batista no deserto. Tudo começava a diminuir de intensidade.
Os ponteiros do relógio giraram no sentido anti-horário. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses, os anos escoaram numa velocidade vertiginosa, como se aquela ampulheta imaginária fosse a Máquina do Tempo, da fantástica história de H.G. Wells. E, de repente parando, à minha frente uma folhinha pendurada na parede apontou o ano: 1965. Cinquenta anos se passaram, numa volta ao passado!
Estamos numa tarde de verão de uma Sorocaba de meio século atrás, com uma população cujo censo de 1960 apontava uma população de 138.323 habitantes.
Há cinquenta anos, a cidade tropeira já se destacava na região pelo número de habitantes, mas, apesar disso, ainda era uma típica cidade do Interior, com muitas áreas verdes (e mato), ruas de paralelepípedos e de terra onde, nestas, a criançada fazia buracos no chão pra brincar de bolinha de gude ou de cachuleta , ou, ainda, de pega-pega, unha na mula e outras brincadeiras que o Tempo levou consigo, para as Páginas da Memória.
Era uma época em que os ponteiros do relógio pareciam caminhar a passos lentos e os dias escoavam como a própria eternidade.
Começo a caminhar por uma das ruas, sentindo-me como um espectro, um fantasma semelhante a Ebenezer Scrooge, o velho avarento de ‘Um Conto de Natal’, célebre história do escritor inglês Charles Dickens.
Aquela rua me desperta uma emoção há muito tempo não sentida. Uma saudade dolorida de um tempo em que, nos bairros, principalmente os mais pobres, os vizinhos mantinham uma relação de amizade muito próxima.
Pouquíssimas casas tinham televisores ─ em preto e branco ─, o que levava os vizinhos que os tinham a abrir a casa para os que não desfrutavam desse privilégio.
Nas festas mais importantes do ano, como o Natal, todas as portas se mantinham abertas, para um intercâmbio de frutas natalinas e de quitutes, conforme a especialidade de cada vizinho.
Caminho absorto, à procura de pessoas queridas, porém, apenas ouvindo ecos do passado.
É um final de uma tarde de verão e, no mesmo lugar de sempre, deparo-me com o menino que um dia eu fui. Um menino de 5 anos de idade, com um corte de cabelo tipo ‘americano’, de camisa branca (já um tanto surrada), de calção e descalço, sentadinho no degrau de uma casa.
A rua, àquela hora, já se mostrava praticamente vazia. Ele era a única criança fora de casa.
Os vizinhos já conheciam o garoto e sua inclinação contemplativa e já não mais estranhavam aquela figura miúda, magrinha que, de vez em quando, mergulhado em pensamentos, saboreava um pedaço de pão seco.
Um passante mais atento talvez observasse que ele, naquele momento eterno, olhava apenas para cima. E um ou outro até perguntava o que ele estava fazendo. E, para quem perguntasse, a resposta era sempre a mesma: olhando as nuvens!
Para os adultos, em particular as mulheres, olhar as nuvens parecia coisa própria de quem quer verificar o tempo, para poder secar roupas no varal. Ou de meteorologistas, antes de consultar seus gráficos.
Para aquele menino, todavia, as nuvens tinham outro significado. Principalmente as do tipo ‘cumulus’, que são aquelas de contornos nítidos, com base aplainada e bem definidas, formadas em baixas altitudes e que, sob a ótica dele lembravam montanhas, castelos e animais.
Para aquele menino sonhador, de um tempo de infância interiorana, de horas lentas, ruas de terra ou de paralelepípedos e de poucos carros, aquelas nuvens representavam um enorme Parque de Diversões. E seu desejo era, um dia, alcançar o topo daqueles algodões branquíssimos que, para ele, tinham consistência e poderiam, dessa forma, ser escalados.
Seu sonho, no entanto, tinha um obstáculo intransponível: como chegar até elas? E os dias passavam, as tardes se faziam noite e, nos outros dias, pelo verão afora, lá estava aquele pequeno ‘filósofo da natureza’, à espera de um foguete imaginário ou mesmo um Pegasus que o levaria, literalmente, ‘às nuvens’.
Se os vizinhos em geral já não estranhavam aquele devaneio diário, um ou outro o interpelava, zombando dele ou apenas a título de curiosidade:
─ Tato, mas por que tanto você olha pras nuvens?
E a mesma resposta já estava na ponta da língua:
─ Por que eu gosto, ué!
─ E por que você gosta tanto assim de ver as nuvens?
Aquela pergunta parecia exercer um efeito mágico no espírito do menino e ele, feito um adulto, um cientista ou, mais precisamente, um poeta, respondia, entusiasmado:
─ Tá vendo aquela ali? ─ E, apontando para uma não muito arredondada, a definia:
─ Aquela parece um cachorro.
─ E aquela outra, bem grande, no meio do céu? Aquela é a que eu mais gosto. Ela parece assim como se fosse um monte de travesseiros, um em cima do outro, formando uma montanha. Eu morro de vontade de subir e de brincar nela!
Os adultos sorriam diante daquelas palavras, para eles tão destituídas de realidade. E, despedindo-se do menino, certamente pensavam: ‘Criança tem tanta imaginação!’
E o menino ali continuava, qual uma sentinela. E, naqueles poucos e fugidios momentos, como num filme projetado em alta velocidade, o vi crescendo; crescendo e continuando a querer brincar nas nuvens.
Mas, assim como as nuvens se desmancham, sopradas pelo vento, aquele menino foi se desfazendo à minha frente e, com ele, as casas, a rua toda… e a minha infância, também!
Uma sirene ecoou estridentemente no ar e meu coração disparou. Abri meus olhos e, assustado e decepcionado, percebi que estivera sonhando. Estava na mesma praça, onde ouvia as mesmas buzinas, a mesma música de publicidade e as mesmas vozes, num ruído que parecia ensurdecedor.
Consultei o meu relógio: marcava 16h15. Praticamente, o mesmo horário em que conversava com o menino.
Com um sentimento de tristeza a apertar meu peito, não senti vontade de continuar a leitura dos poemas. E, menos ainda, de me levantar do banco.
Contudo, logo mais teria que cumprir o compromisso assumido.
Num esforço redobrado, reuni forças e levantei-me, ainda visivelmente contrariado.
Naquele momento, um homem passou por mim, carregando um espelho grande. Olhei para ele e me vi refletido. E me vi ainda mais velho e abatido, como se o espelho fosse o famoso retrato de Dorian Gray.
Uma brisa, porém, pareceu roçar meu rosto. Apesar da tarde quente e sem vento, podia jurar que em todas as árvores ao redor as folhas se agitavam, suavemente.
Um passarinho multicolorido voou de uma das árvores em minha direção e, passando por mim, ganhou altura.
Segui seu voo com meus olhos e, somente naquele momento, percebi uma gigantesca nuvem cumulus bem no centro da minha visão.
E, no topo dela, alguma coisa me chamou a atenção: era um menino!
Um menino que brincava nas nuvens!
(COSTA, Sergio Diniz da. O menino que brincava nas nuvens. Sorocaba/SP:
Crearte Editora, 2016)
Guri Itapetininga abre inscrições para programa de educação musical
Projeto é gratuito e voltado para crianças e adolescentes de 6 a 18 anos
O Projeto Guri Itapetininga está com inscrições abertas para o programa de educação musical, voltado para crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos.
Para as crianças de 6 e 7 anos é oferecido o curso de iniciação musical.
Para as outras idades, as opções são de canto coral, percussão e violão. Não é necessário conhecimento prévio de música e o Projeto fornecerá os instrumentos aos alunos.
As matrículas devem ser realizadas entre os dias 1 e 4 de agosto, a partir das 13h, no Polo do Projeto Guri, que agora está em novo endereço, à Rua Gal. Carneiro, 390, Centro, ao lado da Escola Municipal Jandira Vieira Marcondes.
As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, sempre entre 13h30 e 17h30.
Para a matrícula é preciso que um responsável legal apresente a cópia dos seguintes documentos:
– RG e CPF do responsável;
– RG ou certidão de nascimento do aluno;
– Comprovante de matrícula e frequência escolar atualizada do aluno;
– Comprovante de endereço atualizado.
Mais informações pelo telefone 3275-2422.
Carlos Cavalheiro recebe menção honrosa por poesia
Colunista do ROL Carlos Carvalho Cavalheiro recebeu Menção Honrosa
Carlos Cavalheiro
O professor, escritor, historiador e poeta Carlos Carvalho Cavalheiro recebeu a Menção Honrosa no 5º Concurso Literário “Pague Menos”, promovida pela rede de farmácias homônima.no 5º Concurso Literário “Pague Menos”, promovida pela rede de farmácias homônima.
O concurso, de caráter nacional, teve mais de 2 mil poesias inscritas, de todas as regiões do Brasil. No dia 23 de julho, sábado, às 16 horas ocorreu a Cerimônia de Premiação durante o 11º Encontro de Mulheres Pague Menos, realizada na capital do Ceará, sede da rede farmacêutica. O evento foi veiculado on line pelo site do Concurso.
Na oportunidade, foram reveladas as 10 melhores poesias do concurso de acordo com o júri.
Carlos Cavalheiro recebeu, posteriormente, a notícia de que a sua poesia, embora não estivesse entre as 10 escolhidas, recebeu do júri a Menção Honrosa. Além de certificado, Carlos Cavalheiro receberá exemplares de livros da coletânea do concurso, com as 100 poesias selecionadas, incluindo as 10 premiadas.
A notícia da inclusão da poesia como Menção Honrosa foi dada por Victória Belo Ventura, do Setor de Marketing da rede de farmácias “Pague Menos” e foi recebida pelo poeta como anúncio de vitória. “É a segunda vez que participo desse concurso e na primeira não fui sequer selecionado. Já sabia que a minha poesia tinha sido selecionada entre as 100 melhores para compor a coletânea, mas agora tem um sabor especial porque recebeu menção honrosa. Agora é caprichar para a próxima edição”, brinca o professor.
Carlos Carvalho Cavalheiro reside em Sorocaba e trabalha como professor de História em Porto Feliz. Em ambas cidades ele tem atuado em ações voltadas para a cultura e a educação. Neste ano lançou o livro “O Negro em Porto Feliz” e neste mês de agosto lançará outro título, em parceria com Flávia Aguilera: “A história da Menina Julieta – A “santinha” de Sorocaba”.
Ainda neste ano, participou do projeto “Pé de Poesia” (Salvador /BA) e teve poesia selecionada num concurso nacional, que resultou na publicação de uma coletânea de novos poetas pela Editora Vivara.
Genealogia: Afrânio Mello presta informações sobre as famílias CALAIS e SOUZA
Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 786 e 787
Prezado Wadson,
CALAIS …………………. 3 páginas e 1 brasão e mais 3 em separado , para confecção de quadros ;
Calais…………………… 3 páginas e 1 brasão diferente do primeiro arquivo e
SOUZA…………………. 40 páginas e 1 brasão.
Abaixo um pequeno resumo do conteúdo do arquivo principal.
Espero ter satisfeito sua curiosidade.
A origem é Francesa.
Saudações
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line
Calais
sobrenome de origem francesa. Sobrenome classificado como toponímico, isto é, os primeiros membros dessa família eram oriundos da região ou da cidade francesa de Calais.
Registra-se Madeleine-Hélène Calais, nascida em 1656, St Suplice, Paris, Ile-de-France, França e falecida em 1702, Quebec, Quebec, Canadá; casou-se com Biaise Belleau em 25.09.1673, ele nascido em 1650, Paris, França e falecido em 1719, Quebec, Quebec, Canadá; ela filha de Pierre Calais, nascido em 1620, Paris, França e falecido em 1658 e Marie Sosse, nascida em 1621, Paris, França. Do seu casamento com Blaise tiveram os seguintes filhos: Marie Gabrielle Belleau, nascida em 1675 e falecida em 1680, Marie Madeleine Belleau, nascida em 10.01.1677 e falecida em 09.04.1711, Jean Baptiste Belleau Larose, nascido em 28.01.1680 e falecido em 15.06.1754, Guilleume Belleau, nascido em 27.03.1682 e falecido em 15.03.1699, Biaise Belleau, nascido em 27.04.1685, Pierre Belleau, nascido em 1690, Joseph Belleau, nascido em 02.09.1699 e falecido em 25.09.1699 e Angelique Belleau, nascida em 10.05.1702.
Calais, Callais
sobrenome de origem francesa. Classificado como toponímico, pois os patriarcas desse ramo familiar são oriundos de Calais na França. Vários membros deste sobrenome espalharam-se por outras partes da Europa, especialmente Inglaterra, Espanha e Alemanha.
Registra-se Abigail Calais, nascida 12.01.1633, St Bride Fleet, Londres, Inglaterra; filha de Henry e Abigail Calais. Registra-se Adam Calais, nascido em 16.02.1594, Saint Laurence, Kent, Inglaterra; filho de Roger Calais. Registra-se Agnes Calais, nascida em 1550, Saint Laurence, Kent, Inglaterra; casou-se com John Cavill em 12.06.1568, Saint Laurence, Kent, Inglaterra. Registra-se Anis Calais, nascida em 20.09.1594, Lincoln, Inglaterra; filha de Robert Calais
sobrenome de origem portuguesa. Nome de raízes toponímicas tirado da terra de Sousa, designou primeiramente a linhagem deste nome, cujas origens documentadas datam de épocas anteriores à Nacionalidade, vindo posteriormente a ser apelido da família em que tal linhagem veio a transformar-se.
Tendo recaído em senhora os dois principais ramos desta família, as duas damas da família, Dona Maria Pais, chefe da linha primogênita, e Dona Inês Lourenço, a secundogênita, vieram a casar respectivamente com Dom Afonso Dinis, filho bastardo legitimado de Dom Afonso III, e com Dom Martim Afonso, meio-irmão daquele.
De Dona Maria Pais e Dom Afonso nasceria a linha de Sousas dita de Arronches, por terem detido este senhorio, hoje chefiada pelos Duques de Lafões
De Dona Inês e Dom Afonso descenderiam dos Sousas ditos do Prado, por terem tido o senhorio desta vila, ou Chichorros, da alcunha daquele Dom Martim.
Sobrenome de origem geográfica. Rio e Povoação de Portugal. Cortesão tirou, com dúvida, da baixa latinidade Sousa, Saucia, ou Socia.
Eu já fiz atendimento de Genealogia para vocês, sobre o sobrenome Calais.
Genealogia: Afrânio Mello fornece gratuitamente informações sobre família dos leitores. Nesta edição, famílias FERNANDES, MEIRA e LORENA
Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 783,784 E 785
Prezado Rodrigo, boa noite.
Estou encaminhando os arquivos dos seus sobrenomes :
FERNANDES………………….. 20 páginas e 9 brasões ;
MEIRA………………………….. 11 páginas e 2 brasões e
LORENA/LORRAINE………. 2 páginas e 1 brasão ( informações esparsas da Internet )
Abaixo um resumo do conteúdo dos arquivos originais.
Espero que goste.
Foi um prazer atendê-lo.
Uma curiosidade…………. Foi o primeiro pedido do sobrenome LORENA.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line
Fernandes, Fernandez
sobrenome de origem luso-espanhola. Sendo um sobrenome patronímico e, além do mais, muito freqüente, o mais natural é que existam numerosas famílias que o adotaram como apelido sem que possuam entre si quaisquer laços do consangüinidade. Fernandes, significa filho de Fernando, pois a terminação es, no português arcaico indicava filho de, como son no idioma inglês.
A Diogo Fernandes Correia, feitor do rei Dom João I, foram concedidas em 1488 armas novas.
Estas armas devidamente registadas em Portugal, viriam a ser pelos Reis d`Armas concedidas ou reconhecidas a alguns Fernandes que nada tinham a ver com o citado Diogo Fernandes Correia.
Assim como os demais patronímicos antigos, Álvares, Eanes, Rodrigues, etc – este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos do povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. Há diversas famílias com este sobrenome, espalhadas no Brasil, de origem portuguesa, espanhola e latino americana.
Sobrenome formação patronímica: o filho de Fernando. Antigo Fernandici, Fernandiz, Fernandez – documentado nos anos de 915 e 1078 (Antenor Nascentes, II, 111). Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico, constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”. É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque é átono) -iz, -az (escrito -as, quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro). Galiza: o genealogista, frei José S. Crespo Pozo, O. de M., em sua obra Linajes y Blasones de Galicia, dedica-se ao estudo desta família – Fernández [Pozo – Linajes de Galicia]. Brasil: Assim como os demais patronímicos antigos – Alvares, Eanes, Henriques, etc. – este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. Há diversas famílias com este sobrenome, espalhadas no Brasil, de origem portuguesa, espanhola, argentina, uruguaia, paraguaia, etc. No Rio de Janeiro, entre as quase 260 famílias com este apelido, nos séculos XVI e XVII, registram-se as de Antônio Fernandes, carpinteiro [c.1570 – 1643,RJ]; Baltazar Fernandes, tabelião (1567) das Cidade [? -1569,RJ]; Batista Fernandes, porteiro (1566) da Cidade; Diogo Fernandes [1558 – ?]; Francisco Fernandes, alcaide e carcereiro (1566) da Cidade; Gaspar Fernandes [c.1559 – a.1620]; Lourenço Fernandes, porteiro (1569) da Câmara; Marcos Fernandes [c.1555- ?]; Mateus Fernandes [c.1557 – a.1621]; Salvador Fernandes [c.1557 – a.1618]. Quase todos deixaram descendência (Rheingantz, II, 21-69).
sobrenome de origem galega. Sobrenome de raízes toponímicas, foi tirado da vila de Meira, na diocese de Tui, na Galiza. Fazem-na derivar de Rodrigo Afonso da Meira, marido de D. Ourana Correia, filha de Paio Soares Gravel, com geração que deu continuidade a este apelido.
Na atualidade, são conhecidas pelo menos três famílias deste apelido a residir em Viana do Castelo sem que estejam estabelecidas relações de parentesco entre si.
Vem esta família de Pedro de Novais, o velho, rico-homem de D. Sancho II. Seu solar era junto à lagoa chamada Meira, donde nasce o rio Minho. Passou a Portugal Paio de Meira, no tempo de D. Diniz, fal. em 1325, rei de Portugal (Antenor Nascentes, II, 64). Brasil: Para o Brasil, em princípios do séc. XVII, vieram Marcos de Meira [1693- ?] e Luiz de Meira [1706- ?], filhos de Baltazar de Meira. Vieram ainda criança e foram habitar Serro Frio (Minas Gerais). Dali a família se ramificou e desceu até o Estado da Bahia. Um ramo ficou no Estado do Rio de Janeiro, onde viviam os Alves Meira, outro para São Paulo, onde existem os Meira Penteado, Meira Godói, Meira Botelho, etc. Na Cidade de Camamu (BA), nasceu Francisco Antunes Meira, em princípio do séc. XVIII o qual veio estabelecer-se na Paraíba do Norte e aí casou-se com D. Isabel Mariana de Castro. Deste casal descendem todos os Meiras do Norte do Brasil, hoje também dispersados pelo Sul do Brasil – do Pará ao Rio Grande do Sul (Anuário Genealógico Brasileiro, IV, 165). Antiga família de origem espanhola estabelecida em Minas Gerais, com ramificações na Bahia, onde chegou o capitão Francisco de Souza Meira, que do julgado de São Romão, em Minas Gerais, passou para a fazenda Brejo do Campo Seco, onde se estabeleceu, dando origem ao lugar de Bom Jesus dos Meiras, atual cidade de Brumado. Entre os seus descendentes, registra-se o filho, Rodrigo de Souza Meira Sertã, de quem descendem os Meira de Brumado, do seu casamento com Maria Carlota de Castro, filha de Joaquim Pereira de Castro, patriarca desta importante família Pereira de Castro (v.n.), da Bahia. Destes Meira descendem os Pinheiro Canguçu. Ainda, entre os membros desta família, registra-se Ana Joaquina de Santo Antonio Meira, do Brumado, cujos filhos foram os fundadores das famílias Cristal (v.s.) e Mirante (v.s.), ambas da Bahia [Arquivo do genealogista Jorge Ricardo Fonseca – Bahia]. Heráldica: um escudo em campo vermelho, com uma cruz florenciada e vazia, de ouro. Timbre: um galgo de negro, com língua e coleira de vermelho (Armando de Mattos – Brasonário de Portugal, II, 26).
Família das mais distintas de França, a qual teve o título de Duque de L., sendo o primeiro Frederico de L., terceiro do nome que se recebeu com Isabel de Áustria, filha de Alberto I, o Liberal, 13.° Duque de Ásturia e 12.° Conde de Aubsburgo, de quem teve geração em que se continuou o apelido e o título. Acha-se esta família unida a quase todas as grandes Casas de Europa, pois não sòmente recebeu sangue delas tanto das reais como das particulares -, mas porque dela procedem nobres e reis de muitos países.
Brasão da família
De ouro, com banda de vermelho, carregada de três aleriões de prata; bordadura do segundo esmalte, carregada de oito besantes de ouro.
Significado do Nome Lorena
Lorena: Significa “reino de Lotário” ou “reino da famosa guerreira”.
Inicialmente, o nome Lorena pode ser classificado como um toponímico, pois era utilizado como um sobrenome relativo a uma região geográfica, tendo origem no francês Lorraine, a partir do francês antigo Lot-regne, que significa “reino de Lotário”.
Lotário vem do germânico Hlodohari, a partir dos elementos hlod, que significa “fama” e “glória” e harjs, heri, que quer dizer “exército”, criando o significado de “o reino do guerreiro famoso”.
Trata-se, sem dúvida, de um bonito nome que reflete os atributos virtuosos de honra e orgulho, os quais possivelmente poderão ser transferidos para as meninas que recebam esse nome de batismo.
Atualmente, o nome Lorena é bastante comum e adotado por pessoas do sexo feminino, no Brasil, Espanha e demais países de língua latina. Na França, a versão mais utilizada do nome é Lorraine, e na Alemanha, Lothringen.
Na França, a Lorena (Lorraine, em francês) é a única região do país que faz fronteira com três outros países: Bélgica, Luxemburgo, Alemanha. Esta mesma região era antigamente conhecida como Lotário, dando o significado ao nome próprio.
Entre as principais personalidades históricas que pertenciam à região de Lorena, está a santa Joana d’Arc e Émile Durckheim, considerado um dos pais da Sociologia.
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MELHORES RESPOSTAS
Juanito
Membro desde: November 22, 2009
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Algo deu errado.
Melhor resposta: Não sou “Lorena”, mas tenho um palpite…
Talvez tenha alguma relação com a região francesa de Alsácia-Lorena. Acho que Lorena é uma versão “aportuguesada” de LORRAINE (Lorena em francês).
Boa Tarde Sr. Afrãnio Mello, gostaria de saber a Genealogia da família Lorena, ou Lourena [Não sei qual é a forma correta] gostaria de saber quais as raízes, bem como o Brasão da minha família.
Grato desde já, Rodrigo Lorena Meira Fernandes.
Poster criado em Itapetininga fica exposto no Mausoléu de 1932 com informações em QR Code. Nova foto.
Itapetininga foi palco importante na Revolução Constitucionalista de 1932
Na sexta feira, 15 de julho de 2016, em solenidade comemorativa aos 84 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 ocorrida no Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32 em São Paulo, pesquisadores associados correspondentes do Núcleo MMDC de Itapetininga realizaram a doação do pôster MMDC “Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre” ao presidente da Sociedade Veteranos de 32-MMDC, Cel PM Mário Fonseca Ventura, que agradeceu a doação recebida e entregou o pôster doado ao acervo permanente do Mausoléu, para acesso do público que diariamente ali ocorre em visitação às cinzas de centenas de ex-combatentes e participantes do maior movimento cívico da história do Estado de São Paulo.
O pôster MMDC em questão emprega a tecnologia QR CODE para leitura e acesso a conteúdos sobre a história de vida de ex-combatentes e personalidades de destaque da referida revolução que ao ser acessado por dispositivo móvel (celular), propicia ao visitante acesso às histórias de vida dos quatros jovens da lendária sigla M.M.D.C., quais sejam, Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dáusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, assim como de Orlando de Oliveira Alvarenga, do mártir Paulo Virginio, do general Júlio Marcondes Salgado e do governador Pedro de Toledo.
Essas oito personalidades que compõem o pôster MMDC foram as primeiras a serem selecionadas pelo significado histórico que reúnem no seio da epopeia de 32. Há a intenção de se produzir outros pôsteres e/ou formas de divulgação alternativas de divulgação das histórias de vida de ex-combatentes e demais personalidades, todos via tecnologia QR CODE, uma vez que suas histórias já se encontram escritas na obra Cruzes Paulistas (1936), que no total de 635 ali publicadas, 283 são de histórias de vida de ex-combatentes cujas cinzas se encontram alojadas no anunciado Monumento e Mausoléu.
Isto posto, a iniciativa de elaboração do pôster MMDC resultou do trabalho em conjunto realizado pela sucursal da Sociedade Veteranos de 32-MMDC em Itapetininga, o Núcleo MMDC Paulistas de Itapetininga! As Armas!!, o Portal dos Ex-Combatentes de Itapetininga, o IHGGI – Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Itapetininga e professores e alunos do curso superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Itapetininga.
Este trabalho conjunto pertence a um projeto maior que é o de iniciação científica da Fatec de Itapetininga denominado Morada de Heróis, no qual alunos tecnólogos em ADS nele partícipes colocam em prática conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Matemática Discreta, Interação Humano Computador e Programação de Dispositivos Móveis do curso ao realizarem o resgate digital da memória e dos feitos de ex-combatentes das revoluções de 1924, 1930, 1932 e Segunda Guerra Mundial por meio da tecnologia QR CODE instalada em túmulos, praças, logradouros e instituições civis e militares.
Em 2015, o projeto Morada de Herois foi destaque na mídia nacional com a implantação e funcionamento do primeiro QR CODE em túmulo de ex-combatente no país, este do soldado Antenor de Oliveira Mello Junior, veterano de 32 sepultado no Cemitério Municipal de Itapetininga. De lá para a doação do pôster MMDC, placas contendo QR CODEs que dão acesso a histórias de vida de ex-combatentes das revoluções de 24, 30, 32 e Segunda Guerra Mundial tem sido implantadas em túmulos de diversos municípios, sendo que a 17 de setembro de 2016, prevista está a colocação de nova placa, esta no túmulo do estudante Clineu Braga de Magalhães, voluntário do batalhão universitário 14 de Julho cuja obra, o 1932: Diário de Campanha do Movimento Constitucionalista de São Paulo (1960) de sua lavra sob o fogo das trincheiras do Setor Sul da revolução, estará disponível para gratuito acesso e ampla difusão a todos os visitantes de seu jazigo no Cemitério São Paulo, na capital, a contar daquela data.
Outrossim, com a publicação de edição comemorativa dos 80 anos da obra Cruzes Paulistas prevista para ocorrer no mês de outubro de 2016, ampliada, revista e atualizada, no formato 100% digital e também para gratuito acesso e ampla difusão na rede mundial de computadores, estima-se que mais QR CODEs de histórias de vida de ex-combatentes venham à lume junto ao Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 32, contribuindo dessa forma para a disponibilização digital de conteúdos históricos às gerações presentes e futuras por meio do emprego dessa tecnologia de divulgação hipertextual característica da atual sociedade da informação do século XXI. Assim sendo, sustentai o fogo que a victória é nossa!