Genealogia: Afrânio Mello fornece gratuitamente informações sobre famílias dos leitores. Nesta publicação, sobre os vários tipos de judeus.

Afrânio Mello
Afrânio Mello

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 752

 

Vilson, boa tarde.

Não encontrei referências de Judeus Sefarditas/Anussins nas Regiões de Itapetininga,

Araçoiaba da Serra, Tatuí e Sorocaba.

Não achei nenhum material escrito que possa comprovar essa presença apesar de

termos diversos judeus em Itapetininga, no passado.

Judeus Anusim são os que foram forçados a se converter , ao Islã ou ao Cristianismo.

Entre nos endereços www.anussim.com.br  ,

Associação Brasileira de Descendentes de Judeus – abradjin@anussim.org.br

B’nei Anussim Brasil – www.bneianussimbrasil.com

ensinandodesiao.org.br

www.vidapraticajudaica.com

https://secure.avaaz.org – Anussim ( Marranos) como judeus sefarditas.

Na internet tem um campo imenso de pesquisa e eu andei em muitos deles e não encontrei as referências na região que você relacionou.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

 

Judeus – Origem dos tipos

Por: Jane Bichmacher de Glasman *

 

A maioria das pessoas considera os judeus um “bloco” ou divididos em ashkenazim e sefaradim. Mas há muito mais “im” do que supomos. Segue um pequeno resumo, de meu livro “À Luz da Menorá”:

Os judeus espalharam-se através dos continentes assimilando parte da cultura dos povos entre os quais viveram. Em cada área desenvolveram-se costumes, tradições, linguagens, rituais diferentes e até características físicas.

Além dos citados, outros grupos menores e menos conhecidos serão mencionados.

 

Ashkenazim:
Formaram-se no Vale do Reno, na Idade Média, para onde foram levados cativos pelos romanos após a destruição do Templo. Seu número aumentou com a chegada de oriundos da Itália, na Alta Idade Média, estimulados por Carlos Magno.
As Cruzadas (séculos XI-XII) abateram-se sobre eles obrigando-os a imigrar em massa para a Europa Oriental, para onde levaram sua linguagem germano-renana que teve uma evolução filológica diferente da alemã. Conservou arcaísmos, introduziu neologismos, adotou palavras russas, polonesas e até latinas, adaptou palavras hebraicas e aramaicas, modificou-se morfológica e foneticamente e era escrita com o alfabeto hebraico: é o judaico ou iídiche.
O min’hag ashkenazi segue os costumes das Academias Talmúdicas do Vale do Reno. Os ashkenazim não usavam sobrenomes até o século XVIII, adotados por imposição dos Déspotas Esclarecidos para seu registro e arrecadação de impostos.
São sobrenomes alemães, russos, poloneses, húngaros, iugoslavos, conforme a área em que vivam, caracterizados pelo grande número de consoantes, geralmente nomes de lugares (ex. Frankfurter, Berlinski) e profissionais (ex. Bichmacher, Sznajder).

 

Sefaradim:

Têm o seu nome derivado de Sefarad – Espanha em hebraico. Os judeus já viveriam na Península Ibérica desde os tempos de Salomão, mencionada na Bíblia (I Reis 10:22 e II Crônicas 9:21) como o local onde suas naus iam buscar prata; na Espanha, segundo uns, ou na Sardenha, segundo outros. Seu número cresceu com a chegada dos cativos trazidos pelos romanos após a destruição do Templo e com a invasão árabe, a partir do século VIII. Na Espanha medieval os judeus falavam o mesmo romanche ibérico da população cristã da Península. Os séculos XI e XII são conhecidos como a Época de Ouro. Adotaram sobrenomes espanhóis e portugueses principalmente em função dos batismos forçados. Com a expulsão no fim do século XV levaram para o Norte da África, Império Otomano, Hamburgo, Amsterdã, Londres, Ferrara, Salônica, Ismirna, etc. sua língua latina com novo rumo evolutivo, mantendo formas arcaicas e acrescentando palavras portuguesas, árabes, gregas, turcas, hebraicas, além de neologismos, usando para a escrita o a lfabeto hebraico, conservando, todavia, estreita identidade com espanhol e português.
Foi o ladino (Judesmo ou Espanholito) dos judeus da Grécia, Turquia, Romênia, Bulgária, sul da Iugoslávia, Albânia e até Hungria, distinta da Haquitia, baseada no árabe, no Norte do Marrocos. O min’hag sefaradi segue tradições da Península Ibérica e do Marrocos, principalmente.

 

“Outros im”:

Mizrahim (Orientais):
Os Mizrahim são do Iraque, Síria, Líbano, Egito etc., sem origem na Espanha. Sua fala e nomes são árabes.
Desde a Antigüidade viviam no Oriente, muito antes que chegassem os Sefaradim expulsos, com quem são muito confundidos.

 

Teimanim (iemenitas):
Estão no Iêmen desde o tempo de Salomão quando para lá teria ido um grupo de judeus acompanhando a rainha de Sabá. Assemelham-se lingüisticamente aos mizrahim (falam árabe), porém sua tez é morena escura; possuem uma riqueza cultural (folclore) muito típica.

 

Beta-Israel:
São do Norte da Etiópia e também remontam suas tradições ao período de Salomão. Não usam o hebraico, mas o ge’ez ou am’hári como língua religiosa, são observadores estritos do Shabat e da kashrut; seu longo isolamento do restante do povo originou questões sobre sua qualificação religiosa. O termo falasha é pejorativo.

 

Judeus da Índia:
A Índia possui quatro comunidades judaicas bastante distintas.
Os mais conhecidos são os Bene Israel, de Bombaim.
Sua cor é escura e a língua cotidiana é o marata. Sua vida diária pouco difere da população indiana, exceto quanto à religião.

No Sul da Índia, em Cochin, há os judeus negros, cuja língua é o malaiala, idioma falado pelos habitantes originais antes das invasões indo-européias.
Lá, outro grupo, os pardesi, de pele muito mais clara, mantém sinagogas separadas, proíbe o casamento com os judeus negros e considera-se superior a estes. Há ainda os baghdali, em Calcutá e Bombaim. Conforme seu nome, descendem de judeus oriundos do Iraque e falam o árabe.

 

Judeus da China:
Viviam na cidade sobre o Rio Amarelo, Hoang-Ho na China oriental. Missionários cristãos relatam sobre eles, nos séculos XVI e XVII, como idênticos aos demais chineses, física e culturalmente, inclusive nos nomes próprios. No século XIX foram encontradas as ruínas de sua sinagoga e vários de seus Livros Sagrados localizados em mãos de antiquários.

 

Judeus índios:
Um grupo no México e outro no Chile, de origens obscuras, com características físicas e culturais índias, praticam uma forma de Judaísmo. Organizados separadamente dos judeus locais, lutam por reconhecimento haláchico, sendo exigida sua conversão, do que discordam por se considerarem judeus.

 

Judeus negros americanos:
Nos Estados Unidos há grupos de negros que praticam o judaísmo e se chamam de “judeus etíopes”. Sua posição é um tanto radical em relação aos judeus brancos.

Há ainda judeus Italquim, Crimchas, Mustarabes, Georgianos, Persas, do Cáucaso, Bocairanos e Curdos… além de grupos que eventualmente surgem declarando origem judaica, das “10 Tribos Perdidas”

* Jane Bichmacher de Glasman é doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica-USP,

From: VILSON L.RIBEIRO

Sent: Friday, June 17, 2016 10:50 AM

To: Afrânio Tintaspig

Subject: Judeus Sefarditas/Anussins

 

Senhor Afrânio.

Bom Dia!

Acho muitíssimo interessante suas publicações.

Gostaria de saber se existem estudos ou evidências de descendentes de  Judeus Sefarditas/Anussins  nas regiões de Itapetininga, Araçoiaba da Serra, Tatuí e Sorocaba em passado recente e quais famílias/sobrenomes  relacionados.

Grato pelas informações.

Att.

Wilson.




Artigo de Reinaldo Canto: 'São Paulo está sem lei florestal'

Reinaldo Canto: ‘São Paulo está sem lei florestal’

Por Reinaldo Canto e Roberto Resende da Iniciativa Verde*

Reinaldo Canto
Reinaldo Canto

São diversos os pontos existentes nesta lei paulista que claramente são piores em termos de proteção ambiental em relação à nova Lei Florestal Brasileira. Como sabemos as leis estaduais devem servir de regulamentação local ao que foi determinado no âmbito federal e podem ser mais restritivas, mas nunca mais permissivas. As normas estaduais podem proteger mais o meio ambiente e não o contrário.

Foi exatamente essa a interpretação do Ministério Público de São Paulo ao classificar a lei paulista de inconstitucional e propor a ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que teve aceita pela Justiça uma liminar que suspende a implementação da referida lei no Estado. Também é importante destacar que a manifestação do MP/SP não se baseia nas quatro ADINs em curso no âmbito federal e que questionam diversos artigos da Lei 12.551/12 (nova Lei Florestal).

O #MaisFlorestasPRASaoPaulo concorda com essa decisão, e acredita que este é um momento para aprimorar a legislação do Estado e acelerar sua aplicação. Para isso devem ser revistos alguns dos pontos questionados pelo MP.

O principal é o artigo 27, que assume os conceitos da não proteção da vegetação nativa, em especial do Cerrado, pelas antigos Códigos Florestais de 1934 e 1965, além de permitir uma ampla anistia da recomposição das Reservas. Em vez disso, acreditamos que as legislações anteriores protegiam, sim, as várias formas de vegetação nativa e que a proteção ambiental não deve retroceder. E sim garantir a devida proteção ao Cerrado paulista, bioma tão degradado

Outro ponto que deve ser destacado é que dá o prazo de 20 anos para recompor as Áreas de Proteção Permanentes (APPs), como as matas ciliares e também para se fazer as compensações de Reserva fora do imóvel (por servidão, Cotas de Reserva Ambiental e doação de terras em Unidades de Conservação). Consideramos que o prejuízo ambiental causado por essa medida é enorme, pois posterga o prazo de sua implantação e transforma exceções em regra criando uma situação praticamente de letra morta da lei paulista no longo prazo e inviabilizando ações em grande escala para a recuperação florestal dos mananciais.

Mais uma vez lembramos que a crise hídrica não acabou, ainda continuamos precisando de florestas para proteção do clima e das nascentes.

O Movimento #MaisFlorestasPRASaoPaulo redigiu um manifesto de apoio a ação do MP e a liminar da justiça dirigido às autoridades do estado e da sociedade paulista e se coloca à disposição para fazer parte das futuras discussões para que tenhamos em nosso estado uma lei florestal que contemple os maiores interesses em prol de um meio ambiente saudável e equilibrado para todos os paulistas. O Movimento também acredita que, ao contrário do que se poderia imaginar, esse adiamento da lei não traz qualquer prejuízo no processo de implantação do Programa de Regulamentação Ambiental do Estado, ao contrário, pois da forma que foi elaborada, poderia ser questionada em futuro próximo.

Por fim, essa suspensão, abre a possibilidade de servir para que seja aberto, efetivamente, um processo amplo de discussão com todos os setores interessados diretamente no tema e que levem em conta os interesses de todos os paulistas.

Quem somos

O #MaisFlorestaPRASaoPaulo é um movimento de instituições, pessoas e coletivos que reconhecem a importância das florestas para a qualidade de vida dos paulistas e trabalha para que políticas públicas, como o Programa de Regularização Ambiental do Estado (o PRA), viabilizem um real aumento de cobertura florestal. O movimento se iniciou em janeiro de 2016, quando um grupo de instituições e pessoas, insatisfeitas como os resultados e processo de construção deste Programa, se articula para reivindicar por maior transparência e objetividade nas normas de sua implementação.

O #MaisFlorestaPRASaoPaulo atua de forma articulada com o Observatório do Código Florestal, buscando tratar de forma mais específica das questões no âmbito do Estado de São Paulo.

Organizações apoiadoras: SOS Mata Atlântica, Rede de ONGs da Mata Atlântica, IPÊ, Iniciativa Verde, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, SPVS, SOS Cuesta de Botucatu, Jean Paul Metzger (USP), Ricardo Ribeiro Rodrigues (USP), TNC, Associação Ambientalista Copaíba, Apoena, Associação Cunhambebe, WRI Brasil e o ISA – Instituto Socioambiental. (#Envolverde)

* Reinaldo Canto é assessor de comunicação e Roberto Resende é Presidente.




Artigo de Maria Dolores Tucunduva: 'O Homem Vitruviano'

Maria Dolores Tucunduva: ‘O Homem Vitruviano’

 

O desenho de Leonardo da Vinci, conhecido como o “Homem Vitruviano” aparece em muitas situações, desde convites de formatura até em tatuagens, em braços ou costas de jovens, mundo a fora, muitas vezes desconhecendo o significado.

Esse é o desenho original de Leonardo Da Vinci.

O nome “homem vitruviano” deriva de um trabalho realizado pelo arquiteto romano chamado Marcus Vitruvius Pollio que apresentou um estudo matemático no século I a. C. Nesse estudo Vitruvius descreve, num Tratado de Arquitetura, as proporções ideais do corpo humano. Esse conceito do modelo ideal para o ser humano inspirou Leonardo Da Vinci que em 1490, com base na descrição de Vitruvius fez o famoso desenho. Nele, Da Vinci representou as proporções ideais do corpo humano masculino. As proporções são perfeitas e expressam o ideal clássico da beleza. As posições dos braços e pernas expressam quatro posturas diferentes, inseridas num círculo e num quadrado, ao mesmo tempo. Expressa o conceito da “Divina Proporção” que se fundamenta numa das leis que regem o equilíbrio dos corpos, a harmonia das formas e dos movimentos.

E esse conceito pode ser estendido ao Universo como um todo. Isso pode ser observado no mundo que nos cerca. Assim, quando achamos algo bonito, harmonioso , significa que essas formas obedecem a uma regra geométrica especial chamada proporção áurea.

Esse estudo demonstra que todas as medidas têm uma proporção exata, podendo ser comprovada.

Assim, dentre muitas medidas descritas no estudo, podemos destacar: a altura do corpo humano é igual à largura dos braços abertos. A cabeça de uma pessoa corresponde a 1/8 de sua altura total. A palma da mão (do pulso ao topo do dedo médio) equivale a 1/10 da altura do corpo. O pé representa 1/6 da altura do corpo. A face (do queixo ao topo da testa) equivale a 1/10 da altura do corpo.

O desenho original do Homem Vitruviano faz parte da “Gallerie dell’Accademia” em Veneza, Itália.

 




Saiu na TV Tem: Sesi de Itapetininga recebe a peça teatral 'O Homem do Destino'

Apresentação começa a partir das 20h nesta sexta-feira (15) e sábado (16)

 Entrada é gratuita e a classificação é para maiores de 14 anos.

História de 'O Homem do Destino' se passa no fim do século 18 (Foto: Divulgação/Sesi Itapetininga)
História de ‘O Homem do Destino’ se passa no fim do século XVIII (Foto: Divulgação/Sesi Itapetininga)

O Sesi de Itapetininga (SP) recebe a peça teatral “O Homem do Destino” nesta sexta-feira (15) e neste sábado (16). A apresentação começa às 20h e tem duração de 1h20. A entrada é gratuita e a classificação é para maiores de 14 anos.

A história se passa na Itália, em 1796. Napoleão Bonaparte encontra-se dois dias após a vitória das tropas francesas contra o exército austríaco na Batalha de Lodi. Em uma pousada, Napoleão é informado de ter sido roubado por um rapaz. Durante a manifestação de indignação do general, surge uma mulher, também hóspede ali, a Estranha Dama.

Estabelece-se uma forte ação mental e o enfrentamento de dois grandes estrategistas. Napoleão, alimentado por suas qualidades no campo de combate, se propõe a provar que não há nada que não possa ser dominado pela força. No entanto, a Estranha Dama vira constantemente o jogo, provando que algo no mundo deve ser preservado, mesmo que os conflitos o coloquem de cabeça para baixo.

Interessados podem adquirir o ingresso antecipadamente por meio do canal Meu Sesi. A sede da entidade em Itapetininga está localizada na avenida Padre Antonio Brunetti, 1.360, na Vila Rio Branco. Mais informações pelo: (15) 3275-7920.




Um novo craque no time de colunistas do ROL: Carlos Carvalho Cavalheiro

Carlos Cavalheiro Foto André Pinto 26.03.2016
Carlos Cavalheiro
Foto André Pinto 26.03.2016

Carlos Carvalho Cavalheiro é escritor, poeta, historiador e estudioso da cultura popular e do folclore

O novo colunista colaborador do ROL mora em Sorocaba e é autor de vários livros, entre eles ‘Folclore em Sorocaba’, ‘Salvadora!’, ‘Scenas da Escravidão’, ‘Vadios e Imorais’ e ‘André no céu’. É colunista do jornal eletrônico ROL – Região On Line e da ‘Tribuna das Monções’, da cidade de Porto Feliz/SP.
É professor de História e exerce suas funções na EMEF Coronel Esmédio, em Porto Feliz.  E, como é prática tradicional (há 22 anos ininterruptamente!) o novo colunista tem absoluta liberdade para escrever sobre o que quiser. O respeito à diversidade de opinião é ‘cláusula pétrea’ do nosso jornal. Publicamos hoje seu primeiro artigo. Seja bem vindo, professor! (Helio Rubens, Editor)

 

A (im)popularidade de Temer

Nesta semana, o presidente interino Michel Temer disse, em pronunciamento feito no Global Agrobusiness Fórum, em São Paulo, principal evento do mundo do agronegócio no Brasil, que deverá, em determinado momento, tomar medidas impopulares para “colocar o Brasil nos trilhos”. Bom, o que talvez o presidente não saiba é que boa parte de suas medidas já são impopulares desde o primeiro momento e que, colocar o Brasil nos trilhos é temerário, uma vez que os governos – todos eles – anteriores sucatearam e extinguiram esse importante meio de transporte, não só de passageiros como de cargas, que é o trem.

Brincadeiras à parte, os anunciados ou pensados cortes no orçamento da Saúde e na Educação; a pensada extinção do Ministério da Educação e mudanças nas regras da aposentadoria (igualação de idade entre homem e mulher, por exemplo, e idade mínima a partir dos 70 anos), já demonstram um governo que não tem competência para resolver a crise se não for por meio do sacrifício do já espoliado povo brasileiro. Há inúmeras alternativas de se resolver boa parcela da crise, mas ninguém quer mexer no vespeiro. O repatriamento de recursos não declarados no Exterior, por meio da  Lei nº 13.254/2016, é um desses instrumentos que podem automaticamente trazer divisas para o país e regularizar os que possuem dinheiro em bancos estrangeiros, mas não fizeram a devida declaração ao Imposto de Renda.

Segundo o site da “Castelo Branco Advogados”, há estimativa de que haja algo em torno de “US$ 7 e US$ 12 trilhões depositados nos inúmeros paraísos fiscais espalhados ao redor do mundo, como a Suíça, Mônaco, Ilhas Cayman e Liechestein”. Em 2003, o deputado Luciano Castro (PP/RR) propôs, por meio de projeto de lei “o reingresso de qualquer recurso remetido ilegalmente ao exterior mediante tributação, pelo imposto de renda, à alíquota de 5%. Quem optasse pelo repatriamento não seria obrigado a declarar a origem dos recursos à Receita Federal, que manteria o sigilo total da identidade do optante”. Uma CPI daquele, a do Banestado, apurou que R$ 150 bilhões eram mantidos ilegalmente no Exterior. Porém, a proposta do deputado só foi aceita este ano, ou seja, 13 anos depois de apresentada (http://www.cbadvogados.com.br/blog/o-repatriamento-de-recursos-e-seus-efeitos-penais/).

Essa é somente uma das “fontes” intocadas até o momento, embora exista amparo legal para isso. Outro instrumento seria a taxação sobre grandes fortunas, que nunca saiu do papel… aliás, nunca chegou ao papel. Todos os países desenvolvidos e relativamente decentes fazem a taxação das grandes fortunas. Menos o Brasil. Ao contrário, o governo faz apostas erradas, como a política internacional que tenta se atrelar novamente aos interesses estadunidenses com o intuito de continuarmos o papel colonialista de fornecedores de matéria-prima em troca de tecnologia. Com isso, adeus à diversidade de parceiros econômicos, o que nos coloca reféns de qualquer outra crise que se aposse da terra do Tio Sam.

No final de Maio, o presidente interino anunciou, juntamente com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, limite de gastos públicos. Quais foram as propostas de cortes? Em programas de habitação como “Minha Casa, Minha Vida”; programas de agricultura familiar; além do já falado limite de gastos na Educação e na Saúde (que vão muito mal, diga-se, mesmo sem esses cortes). Apoio ao agronegócio e corte para a agricultura familiar… Eis a síntese de um governo que tem por meta atender ao mercado e não aos cidadãos.

Por isso, não é de se estranhar que em menos de um mês, a popularidade de Temer tenha caído tão drasticamente. Pesquisa apresentada pelo CNT/MDA dava conta de que a reprovação ao governo Temer no início de junho era de 28% (Jornal Cruzeiro do Sul, 9/6/2016, p. B4). No início de julho a reprovação de Temer, de acordo com Pesquisa CNI/IBOPE era de 39% (Jornal Cruzeiro do Sul, 2/7/2016, p. B4).

Enquanto isso, como se ouve dizer pelas ruas, “o preço da carne e do leite sobem. Deve ser porque as vacas andam comendo feijão”.

 

Carlos Carvalho Cavalheiro

05.06.2016




Museus de todo o Brasil participam da campanha #EuAmoMuseus nas redes sociais

 

COMUNICAÇÃO IBRAM

Entre os dias 11 e 15 de julho de 2016, museus de todo o Brasil estão convidados a participar da ação #EuAmoMuseus nas redes sociais. A campanha é uma iniciativa do Sistema de Museus de São Paulo – SISEM/SP e do Instituto Brasileiro de Museus/Ibram/MinC, com apoio dos Sistemas Estaduais de Museus de todo o país. A proposta vai de encontro a ações semelhantes e que já se consolidaram no cenário virtual mundial, como a #MuseumWeek, que acontece no Twitter e, durante uma semana, chama museus e público a falarem sobre temas específicos dos museus.

A valorização e fortalecimento da imagem dos museus brasileiros tem se mostrado como um dos grandes desafios contemporâneos do campo, e passa a ser uma questão central para melhor comunicar as atividades e ações promovidas pelas instituições museológicas brasileiras. A campanha será lançada no período de férias escolares e pretende, através do uso da hashtag #euamomuseus (ou #euS2museus) alcançar museus e pessoas, frequentadoras ou não dos mais de 3.600 museus espalhados por toda as cinco regiões do país.

Entre os objetivos da ação, está criar, em primeiro lugar, uma rede de afeto e carinho entre as pessoas e as instituições museológicas brasileiras. Além disso, busca promover e valorizar os espaços museais para que se tornem parte do cotidiano das pessoas, que podem ver os museus como espaços de lazer, turismo, estudo, pesquisa, educação, e que também estão a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento.

Conforme o IBGE, em pesquisa de 2013 e publicada em 2015, 31,2 milhões de domicílios tinham acesso à Internet, o que correspondia a 48,0% do total de domicílios particulares permanentes. A utilização da Internet por meio de microcomputador estava presente em 27,6 milhões de domicílios (88,4% daqueles com acesso à Internet). Nos demais 3,6 milhões de domicílios (11,6%), a utilização da Internet era realizada somente por meio de outros equipamentos, entre eles o celular. O que demonstra o grande alcance proporcionado pelas redes sociais.

 

O MIS – Museu da Imagem e do Som de Itapetininga participa!




Artigo de José Otavio Basques Ayres: 'Ar seco'

DR JOSÉ OTÁVIO VASQUES AYRES – AR SECO –  UM GRANDE PROBLEMA PARA NOSSO ORGANISMO, PRINCIPALMENTE PARA O SISTEMA RESPIRATÓRIO.

 

Foto de Jose Otavio Vasques Ayres.Durante o outono e o inverno costumamos ter dias de ar muito seco. Por vezes chega a ficar tão seco quanto o ar de um deserto. Nosso sistema respiratório possui um revestimento que necessita manter-se úmido o tempo todo para sua defesa. Para tanto, necessitamos que a umidade do ar esteja em pelo menos 60%. Quanto mais baixa, pior.

QUAIS OS PROBLEMAS? Rinite, sinusite, sangramento nasal, faringite, laringite, asma, bronquite. Secura nos olhos, lábios e garganta. Além dos problemas respiratórios, o ar seco também pode propiciar infarto e avc ( Com menor hidratação, o sangue fica mais denso).

IDADE- Idosos e crianças são mais propensos à desidratar-se , merecendo mais cuidados e atenção durante este período.

 

O QUE FAZER PARA MINIMIZAR OS PROBLEMAS?

-TOME MUITO LÍQUIDO. De preferência água. Tome aos poucos durante todo o dia, totalizando mais de 2 litros por dia. Se não gosta de água, tome chá ou sucos.

-ALIMENTAÇÃO- Utilize sempre alimentos ricos em água como frutas , verduras e legumes.

-EXERCÍCIOS FÍSICOS – Durante os exercícios físicos respiramos mais rápido, promovendo maior ressecamento das vias aéreas. Devemos evitar realiza-los no período mais seco do dia, entre 10 H e 16 H. Durante os exercícios perdemos liquido pelo suor, portanto período em que devemos aumentar a hidratação. Natação em ambientes fechados é uma boa opção.

-OLHOS – Os olhos podem sofrer ressecamento: Utilizar soro fisiológico e colírios lubrificantes.

-NARIZ – O nariz é a porta de entrada da via respiratória, sendo portanto muito afetado pelo ar seco. Realize lavagens frequentes com soro fisiológico. Se houver ressecamento maior, utilize um gel umectante (É vendido sem necessidade de receita médica).

-GARGANTA – Depois do nariz, é o local mais afetado. Tomar muita água em pequenos volumes , em intervalos curtos de tempo, especialmente nos momentos em que estiver falando. Mais importante ainda para quem usa a voz como instrumento de trabalho, especialmente professores, locutores e cantores.

-LÁBIOS – Mulheres= Usar batom ou proteror labial. Homens= Usar protetor labial

-PELE – Evite banhos muito quentes. Utilize hidratantes pois a pele também fica bem ressecada.

– MELHORAR O AMBIENTE – Podemos aumentar a umidade local com uso de uma toalha grande, felpuda, úmida pendurada. Baldes e bacias podem ser usados, mas a superfície de contato para a evaporação é muito menor, sendo menos eficientes. O umidificador pode ser um problema pois ultrapassa o limite de umidade do ar e acaba por embolorar estruturas do ambiente, gerando alergia em um segundo tempo. Também é muito importante manter o ambiente livre de poeiras para evitar alergia. Lavar roupas e cobertores que estavam guardados há muito tempo

-AR CONDICIONADO E AQUECEDORES- Ressecam ainda mais o ambiente. Mais importante ainda, aumentar a umidade como descrito acima.

 

DR JOSÉ OTÁVIO VASQUES AYRES 
OTORRINOLARINGOLOGISTA

FONTE DE IMAGEM = INTERNET