Matéria de Reinaldo Canto: 'Pesquisa revela dano à imagem da Samarco'

Pesquisa anual mostra que, para os brasileiros, a mineradora é a empresa que mais causa danos ambientais no Brasil

por Reinaldo Canto

Fred Loureiro/ Secom ES/Fotos Públicas
Desastre de Mariana

A maior tragédia ambiental de nossa história tem na mineradora Samarco a principal responsável por reduzir ainda mais a credibilidade do setor privado

O desastre de Mariana, ocasionado pela mineradora Samarco, parece ter impactado o olhar dos brasileiros sobre a atuação do setor privado em relação à responsabilidade socioambiental. Essa é a impressão do relatório publicado anualmente pela Market Analysis, intitulado “Ranking de Sustentabilidade Empresarial – Melhores e piores empresas em responsabilidade socioambiental aos olhos dos brasileiros”.

A pesquisa realizou mais de 900 entrevistas em 11 das principais capitais brasileiras, entre elas, Rio, São Paulo e Brasília, entre janeiro e fevereiro deste ano, com pessoas com idades que variavam de 18 a 69 anos.

O que ficou bastante destacado no relatório deste ano foi uma visão mais negativa na atuação do setor privado em relação aos levantamentos em anos anteriores. Segundo a conclusão dos organizadores da pesquisa, a citação espontânea que identificava empresas com ações positivas e sustentáveis caiu pela metade.

Isso demonstra que desde o início dos levantamentos em 2000, os entrevistados confiavam mais na iniciativa privada para responder aos desafios da sustentabilidade.

Se a tendência de desconfiar das empresas já se consolidava, a maior tragédia ambiental de nossa história em Mariana tem na mineradora Samarco a principal responsável por reduzir ainda mais a credibilidade do setor privado.

Nesse caso, é interessante notar que a pesquisa constatou uma maciça rejeição a Samarco, mas poupou uma das suas principais acionistas, a empresa Vale (classificada em segundo lugar como uma das empresas mais responsáveis ambientalmente).

Trata-se de uma clara demonstração de que a maneira como a imprensa fez a cobertura da tragédia e até mesmo o modo como as pessoas absorviam as notícias pode ter contribuído para condenar uma (a Samarco) e a absolver ou pelo menos poupar a outra (a Vale).

Outro aspecto que pode entrar nessa conta é o trabalho histórico da marca Vale em divulgar suas iniciativas socioambientais, o que contribuiu para manter essa reputação de empresa “amiga da natureza”.

Para Fabián Echegaray, fundador e diretor-geral da Market Analysis, essa nova percepção da sociedade de mostrar maior desconfiança em relação ao setor empresarial baseia-se também em outros inúmeros fatos desabonadores que, ao longo dos anos chegaram ao conhecimento do público.

Entre eles, os escândalos envolvendo empresários e empresas; inúmeros casos de desrespeito aos direitos dos consumidores; situações de irresponsabilidades e crimes ambientais; infrações aos direitos legais de funcionários e trabalho escravo e mesmo as que fizeram referência a produtos alimentícios prejudiciais à saúde humana, entre outros.

“Essas visões se acumularam nos últimos anos erodiram a confiança nas empresas como agentes de mudança positiva”, afirma Fabián.

O diretor-geral da Market ainda ressalta que tem ocorrido uma mudança em outro sentido: “De fato o que notamos é um movimento para uma maior internalização ou autorresponsabilização individual por concretizar avanços sustentáveis, num plano mais cotidiano e palpável para as pessoas, e apostando menos na via do mercado”.

Esse “empoderamento” dos indivíduos quanto a sua responsabilidade socioambiental também não significa uma redução na cobrança ou expectativas por um comportamento mais responsável das empresas, “apenas que a visão benevolente do mundo empresarial como alavanca da sustentabilidade ficou prejudicada”, apontou Fabián.

Algo que ficou bem demonstrado pela evolução dessa pesquisa é a importância da mídia e de nós comunicadores, para exercermos com isenção, responsabilidade e profundidade nosso papel de fornecer à sociedade os elementos necessários para que ela possa se informar corretamente.

Dessa maneira, as pessoas serão capazes de refletir, emitir suas opiniões e dar a necessária e relevante contribuição para consolidar a nossa democracia e trilhar os caminhos de um mundo mais justo e sustentável.




Saiu na Tv Tem: 'Boituva recebe o 11º Festival de Inverno na praça da Matriz'

Evento acontece a partir do dia 7 de julho. Entrada é gratuita.

 Haverá shows, praça de alimentação e feira de artesanato.

Do G1 Itapetininga e Região

Festival de Inverno acontece na praça da Matriz em Boituva (Foto: Divulgação/Prefeitura de Boituva)Festival de Inverno acontece na praça da Matriz em Boituva (Foto: Divulgação/Prefeitura de Boituva)

 

O 11º  Festival de Inverno de Boituva (SP) vai acontecer entre os das 7 e 10 de julho na Praça da Matriz. O evento terá entrada gratuita e, além das apresentações no palco principal, haverá atrações no palco paralelo com voz e violão, praça de alimentação e feira de artesanato.

De acordo com a assessoria de imprensa do evento, na abertura será comemorado os 25 anosda Oficina Municipal de Artes com apresentações dos alunos e professores do projeto. No dia 8 de julho a apresentação será do Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí e do Coro Zíper na Boca da Unicamp, a partir das 20h

Já no sábado (9) será a vez da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo se apresentar e no domingo (10) as atrações acontecem a partir das 13h com a apresentação da Escola Evolution Music Center; Banda Lira Santa Cecília; Coro do NUTI – Núcleo da Terceira Idade de Boituva. A noite, as apresentações continuam após a missa da Paróquia São Roque, com o Coro da Fundação OSESP  a partir das 20h30.

Confira a programação completa:
07/07 – a partir das 20h- 25 anos de Oficina de Artes  – Jubileu de Prata com as Pratas da Casa
08/07- a partir das 20h – Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí e Coro Zíper na Boca
09/07- a partir das 20h – Banda Sinfônica do Estado de São Paulo
10/07 – a partir das 13h- Escola Evolution Music Center; Banda Lira Santa Cecília; Coro do NUTI – Núcleo da Terceira Idade de Boituva
20h30 – Coro da Fundação OSESP




Artigo de Guaçu Piteri: 'Float like a butterfly and sting like a bee'

Guaçu Piteri
Guaçu Piteri

Guaçu Piteri – “Float like a butterfly and sting like a bee”

“Float like a butterfly and sting like a bee”
Você, caro leitor, que tantas vezes se emocionou com as proezas de Cassius Marcellus Clay bailando no ringue enquanto demolia, um a um, os gigantes do pugilismo da sua geração, não deve perder tempo lendo esta crônica.

Com todo respeito, pode virar a página porque não é para você que ela é escrita.

Concordo que a performance do gênio do boxe é inigualável. Mas eu seria tolo se não tivesse o alcance de compreender que esta narrativa nada acrescenta à estupenda biografia do grande atleta do século vinte.

Tampouco tenho a pretensão de explicar o significado do título deste post, que traduzo: “Flutua como uma borboleta e agride como uma abelha”.

Quem teve a oportunidade de vê-lo em ação tem plena consciência da felicidade dessa inspirada metáfora.

Sem qualquer pretensão de saber literário, que reconheço não ser minha seara, ouso aludir à genialidade de Fernando Pessoa que, para expressar a universalidade do seu pensamento, teve que imortalizar três heterônomos.

Cassius Clay, por sua vez, para consolidar o compromisso em defesa da sua causa, enveredou por caminho análogo: Renunciou ao nome de batismo, marcado pelo estigma da sociedade escravagista em que foi criado e, corajosamente, assumiu nova identidade para denunciar as injustiças e humilhações atávicas sofridas pela sua raça. As consequências do seu compromisso foram devastadoras.
Muhammed Ali – nome escolhido pelo próprio personagem desta narrativa – preferiu renunciar à liberdade e à posição de prestígio e conforto para manter fidelidade ao combate em defesa da igualdade racial.

Quando se negou a lutar na guerra do Vietnam, sob a alegação de fidelidade a princípios e convicções, foi despojado dos títulos de campeão mundial, condenado a cinco anos de prisão e acusado de covardia e traição à pátria.

Ali respondeu com uma frase simples que acabou despertando a opinião pública dos Estados Unidos: “Não tenho nada contra esses vietcongues”.

Ao voltar aos ringues, anos mais velho, desacreditado e amargando penoso processo de ostracismo social, o gigante recuperou a heróica e inacreditável energia para surpreender o mundo e reconquistar o protagonismo como lenda do esporte.

Ele próprio deve ter duvidado do seu extraordinário feito ao declarar que seu maior êxito fora a reconquista de seus três títulos mundiais. No ringue, sem dúvida, esse foi seu feito mais glorioso.

Mas, na sua trajetória randômica, marcada por acertos, erros e contradições entre os extremos da paixão pelo boxe e do compromisso com as bandeiras sociais, o campeão escolheu seu lado: “O boxe não era nada. Não tinha importância. O boxe foi apenas o meio para me introduzir no mundo”.

O compromisso social, a seu juízo, foi a missão que veio cumprir na Terra.

Embora nunca tivesse parado de lutar, Muhammad Ali perdeu a batalha contra o mal de Parkinson.

Morto aos 74 anos, foi sepultado em Luisville, Kentucky, como queria.

No cortejo fúnebre, havia casais de diferentes raças e até crianças mestiças, mas o sonho da igualdade racial está longe de ser realizado.

Não asseguro que, grandes ativistas como Martin Luther King, Mandela e Muhammad Ali, deram a vida pela causa da igualdade, em vão.

Prefiro acreditar que os versos de Bob Dyllan anunciem os ventos da esperança: ” The answer my friend, the answer’s blowin’ the wind.”

Missão cumprida guerreiro, vai em paz!




Reinaugurado o Centro Cultural de Itapetininga

A cerimonia inaugural foi realizada neste dia 01 de julho com a presença do prefeito, do secretário da Cultura e de representantes das entidades culturais da cidade

(matéria enviada pelo genealogista José Luis Nogueira)

Boa noite a todos.
Espero que estejam todos bem.
Hoje a tarde tivemos no centro de Itapetininga, na Praça Mal Deodoro, a cerimônia de Reinauguração do Centro Cultural Brazilio Ayres de Aguirre.
Com a presença de autoridades locais, deputados, bispo, AIL, IHGGI, MIS, artistas, e a população presente deu inicio o cerimonial as 16:30 horas.
Uma hora e meia de atraso. A Banda Municipal Edil Lisboa prestigiou o evento.
Primeiro tocaram o Hino de Itapetininga e em seguida o Hino Nacional Brasileiro.
O Bispo Dom Gorgônio foi convidado a fazer oração e bençãos.
A seguir o atual Diretor Orador do IHGGI, Afrânio Franco de Oliveira Mello que falou sobre alguns detalhes históricos do Prédio
e também fez uma bela explanação da vida do Patrono Brazílio Ayres de Aguirre, lembrando ainda da primeira reforma desse prédio feita durante a gestão do Prefeito Pedro Dias Baptista..
Receba seu Afrânio os nossos cumprimentos. Gostei muito de sua fala.
O Prefeito Dr. Hiram Ayres Monteiro Filho foi o último a falar. Já tinha sumido o sol. Em seguida foi cortada a fita que acesso a entrada, abrindo oficalmente o Centro Cultural para visitação.
Muito bonito ficou. As pinturas na parede dos tropeiros feitas pelo Juraci. O cavalo da Casa Zebu todo reformado. A Sala dos Prestes de Albuquerque.
Tem também uma sala que será usada pela AIL, IHGGI e também pelo MIS.
Na parte superior foi servido um gostoso coquetel a todos. Na sala do Diretor do Centro Cultural tinha uma prateleira com livros e lá estava exposto o nosso livro.
Em cima da escrivaninha do Diretor tinha também exposto alguns livros: do Carlos Fidêncio, do Dr. Hiram e também o Volume I de GENEALOGIA DE UMA CIDADE – ITAPETININGA.
Parabéns a todos que se envolveram neste projeto de restauração deste prédio Histórico de Itapetininga.
O CENTRO CULTURAL funcionará diariamente a partir das 9 horas da manhã.
 



Gincana de História muda rotina de estudantes em Porto Feliz

A 4ª Gincana ‘Olimpíada de História’, realizada na EMEF. Coronel Esmédio, em Porto Feliz, mudou a rotina dos estudantes na última quarta-feira (29/06).

Com uma série de enigmas referentes a lugares de memória da cidade, os estudantes desenvolveram o seu olhar atento sobre o mundo que os cerca.

Nessa quarta edição, a novidade foi que os alunos tiveram de carimbar a folha de enigmas em três lugares: Casa da Cultura, Pousada Casa de Barro e Biblioteca Municipal.

De acordo com o idealizador da Gincana, o professor de História Carlos Carvalho Cavalheiro, a Gincana se propõe a criar um novo olhar sobre a cidade, mas também estabelecer as relações com a comunidade e o entorno da escola. “Temos a vantagem de estarmos localizados na região central de Porto Feliz. Por isso, a comunidade e o entorno da escola são ricos em todos os aspectos”, informa o professor.
Ao todo participaram do evento 18 equipes formadas por 5 alunos. Cada equipe foi acompanhada de um adulto, professor ou funcionário da escola. Além disso, foi solicitado o apoio da Ronda Escolar da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e do Setor de Trânsito. Com isso, a segurança dos estudantes ficou garantida.
   Os alunos, acompanhados de professores e funcionários da escola, percorreram prédios, observaram monumentos, praças e logradouros com uma lista de 17 enigmas envolvendo aspectos da história política, econômica, social, esportiva e ambiental de Porto Feliz. Lugares como o Parque das Monções, a Praça da Matriz (Praça José Sacramento Filho), Casa da Cultura, a sede do Esporte Clube União, A Igreja de São Benedito, a Biblioteca Municipal, a antiga Casa de Alfândega (atual Restaurante Belini) e a Prefeitura Municipal foram alguns dos lugares visitados pelos alunos.
    A Gincana “Olimpíada de História”, que já está em sua quarta edição, foi criada a partir de uma solicitação dos alunos dentro de um “combinado” com o professor Carlos Carvalho Cavalheiro. A primeira edição ocorreu em julho de 2010, a segunda no ano de 2012 e a terceira em 2013.
     “O apoio de todos, desde a equipe gestora até funcionários e professores foi essencial para o sucesso de mais essa edição da Gincana”, comenta o professor Carlos Cavalheiro.
      O objetivo da atividade é despertar o interesse dos alunos pelas coisas da sua cidade, bem como desenvolver o olhar atento e a leitura crítica do mundo. A Equipe Gestora da escola Coronel Esmédio é composta pela Diretora Ernides Martelini, a vice-diretora Carine Dumont e as coordenadoras pedagógicas Carolina Botignon e Andréa Antunes.

A equipe vencedora, acompanhada da professora Fabiana Gutierrez Ruiz, é formada pelos alunos Marcela Andrade V. Cavalheiro, Maria Rita Grilo Coli, Larissa Eduarda Tirabassi, Samuel Gomes de Toledo Neto e Michele Ribeiro Bavati.




Prefeitura de Itapetininga inaugura obras de revitalização do Centro Cultural

‘Novo’ Centro Cultural vai abrigar exposições, peças e shows, além de contar com peças de grande valor histórico

centro_cultural_inaug (Copy)Depois de mais de seis anos, a Prefeitura de Itapetininga inaugurará as obras de restauração e reforma do Centro Cultural e Histórico ‘Brasílio Ayres de Aguirre’, neste sábado, a partir das 15h. Entre as atividades do evento estão recreação infantil, além de apresentações culturais.

O prefeito Hiram Jr. diz que “estamos vivendo mais um momento de importância histórica para Itapetininga, pois a conclusão do nosso Centro Cultural foi um projeto muito aguardado pela população e vai trazer de volta para a cidade um dos nossos maiores cartões postais”.

Uma equipe especializada trabalhou durante meses num minucioso trabalho de restauro: “estudamos cada material utilizado nas obras anteriores e nos empenhamos ao máximo para manter as características locais e achamos que esse trabalho arquitetônico que existe é muito rico e precisa ser preservado”, destaca o responsável pela obra, Antonio Barros.

Quem visitar o Centro Cultural poderá ver grande parte do acervo de Julio Prestes e peças de grande valor histórico e cultural da cidade.

No local também servirá para exposições, peças e shows.

Os horários serão flexíveis, de acordo com a programação, mas o espaço estará sempre aberto em horário comercial.

“A cultura e a preservação histórica de Itapetininga agora tem lugar para ficar e o prédio poderá ser utilizado pelo público; assim o Centro Cultural vai ser devolvido para a cidade e ser um espaço dedicado a eventos que fomentarão a produção cultural local, além de abrigar, em grande estilo, a Secretaria de Cultura e Turismo”, comemora o secretário Maurício Hermman.

No piso superior, funcionará a Secretaria de Cultura e Turismo, que também atenderá ao público.

 

 

Quem foi Brasílio Ayres de Aguirre?

O Senhor Brasílio Ayres de Aguirre nasceu em 1844, em Itapetininga e foi casado com a Senhora Josefina Ayres Ribas.

Embora dedicado à agricultura, tinha formação universitária, bacharelado pela Escola Superior de Humanidades e Artes Dramáticas do Rio de Janeiro, onde colou grau em 1871.

Contemporâneo do imortal Venâncio Ayres, de quem era primo-irmão, em sua longa existência, apesar de ter sua formação voltada ao campo, nunca deixou de participar de  grandes movimentos sociais, políticos e culturais que notabilizaram o País na segunda metade do século 19, passando da Abolição da Escravatura à Proclamação da República.

Por ter estudado em São Paulo e Rio de Janeiro, Brasílio convivera na sua juventude com ilustres personalidades do seu tempo, tendo conhecido o período de ouro da Monarquia que famosos historiadores chamaram Apogeu do Império, porque o Brasil se encontrava em franco desenvolvimento econômico.

Manteve contato com ícones da cultura brasileira, como Castro Alves e mantinha laços de amizade e de negócios com a família Prestes, inclusive com o ainda jovem, Fernando Prestes, que apresentava traços marcantes de personalidade e que, inconscientemente, já despontava para a vida pública. Brasílio foi seu grande incentivador para que Fernando Prestes assumisse a propaganda republicana em Itapetininga.

A amizade entre as famílias Ayres e Prestes pode ser aquilatada pelo fato de Fernando Prestes ter convidado Brasílio para ser o padrinho de batismo do seu famoso filho Julio Prestes.

Do seu casamento nasceram seis filhos: Paulino Ayres Ribas, Joaquim Ayres de Aguirre, Abílio Ayres de Aguirre, Anna Constância Ayres Leonel Ferreira, José Ayres Ribas e Nestor Ayres de Aguirre, todos filhos de Itapetininga, já falecidos e que deixaram numerosa prole, a qual, grande parte reside nesta cidade.

Sendo um republicano histórico, amigo inseparável dos Prestes, juntamente com eles amargou as duras represálias da ditadura getulista que atingiram as famílias itapetininganas ligadas aos estadistas de modo que seu falecimento, ocorrido em 9 de julho de 1942, casualmente, mesma data em que se comemora a Revolução Constitucionalista, foi relegado ao esquecimento, razão pela qual esta justa e merecida homenagem, se faz necessária.




Homenagem do escritor Sergio Diniz da Costa aos 11 anos do 'Coesão Poética'

HOMENAGEM ESPECIAL DA CÂMARA MUNICIPAL DE SOROCABA,    PELOS 11 ANOS DO GRUPO COESÃO POÉTICA – 28/06/2016

 

Excelentíssimo Senhor Presidente desta Sessão, Vereador Carlos Leite.

Ilustríssimos membros da Mesa Principal.

Caríssimos amigos da Mesa Estendida.

Senhoras e Senhores!

 

Há 11 anos, próximo ao Monte Olimpo, sob a presidência de Érato, a Musa da Poesia Lírica, reuniram-se Calíope, a Musa da Eloquência, Euterpe, a Musa da Música e Terpsicore, a Musa da Dança.

Segundo Érato, o Arco-Íris que recobre o mundo apresentava algumas cores esmaecidas e outras quase apagadas. E isso, porque os seres humanos, envolvidos em grandes e desconsoladas conflagrações, aos poucos assim foram levados, uma vez que, paulatinamente, foram se distanciando da poesia.

Premente se fazia, portanto, convocar homens e mulheres sensíveis e de boa vontade para, conjuntamente, adubar e umedecer a terra árida da insensibilidade, da indiferença e do desânimo.

E as Musas, sob o comando de Érato, após uma busca aparentemente interminável e infrutífera, finalmente encontraram, numa ‘terra rasgada’, os sulcos de arados manejados por homens e mulheres que, a princípio individualmente, nela semeavam as sementes da Poesia.

Eram homens e mulheres ─ Poetas e Poetisas ─ que nunca deixaram de acreditar que a Poesia é a única tinta capaz de recuperar as cores do Arco-Íris.

E assim, sob a inspiração e as bênçãos de Érato, esses poetas e poetisas se reuniram, coesa e amorosamente, e por 11 anos vêm se revelando como um grupo seleto de irmãos, reunidos com o propósito maior de celebrar a Vida e homenagear a Humanidade, por meio de versos eloquentes, candentes que, processados na alma e no coração, vertem dos lábios, sob a forma de palavras, de música e de dança.

Há 11 anos, Érato e suas irmãs voltaram à Terra da Mitologia e dos sonhos, cientes de que cumpriram cabalmente a alta missão a que se propuseram, pois, há 11 anos, Senhor Presidente e meus amigos, a Poesia erigiu um Templo em Sorocaba. E em seu frontispício, insculpido em filigranas douradas, está escrito: ‘Coesão Poética’!

 

Sergio Diniz da Costa

Escritor, poeta, revisor de livros e membro da Academia Votorantinense de Letras, Artes e História