Artigo de Celso Lungaretti: '"AO SE TORNAREM FINANCEIRAMENTE DEPENDENTES DE UM PARTIDO POLÍTICO, ALGUMAS TRIBUNAS VIRTUAIS PASSARAM A SERVI-LO DE FORMA INCONDICIONAL, INCLUSIVE ENCAMPANDO SEUS RANCORES E ACUMPLICIANDO-SE COM SUAS RETALIAÇÕES MESQUINHAS"'

Celso Lungaretti: O TOQUE DE SADIM, O$ GOVERNI$TA$ DA BLOGO$FERA E O MACARTISMO ÀS AVESSAS


Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

 

A imprensa noticiou o  bloqueio, pelo Governo Temer, de “ao menos R$ 8 milhões” que a administração anterior havia destinado a sites, portais e blogues a ela subservientes (não era sem motivo que eu falava em rede chapa branca). A grana seria liberada até dezembro, “em publicidade de ministérios e estatais, como Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal”.

Millôr Fernandes já disse tudo que havia para se dizer a este respeito, quando comparou os veículos que se põem a defender governos a “armazéns de secos e molhados”. Apenas lamento profundamente que colegas jornalistas tenham se prestado ao lamentável papel de a voz do dono.

Após tanto deplorarmos os mercenários da imprensa que puxavam o saco da ditadura militar –chamávamos, p. ex., o Amaral Netto de Amoral Nato–, nós estávamos obrigados a dar exemplo bem diferente.

Alguns deixaram de o fazer, infelizmente. Foram seduzidos pelo que pensavam ser um toque de Midas, mas, perceberam depois, não passava de toque de Sadim —ao invés de transformar qualquer coisa em ouro, transformou tudo em matéria fecal.

MACARTISMO ÀS AVESSAS

O pior é que, ao se tornarem financeiramente dependentes de um partido político, algumas dessas tribunas virtuais passaram a servi-lo de forma incondicional, inclusive encampando seus rancores e acumpliciando-se com suas retaliações mesquinhas ao boicotarem todo e qualquer texto de determinados articulistas de esquerda.

Como não tenho procuração para ser porta-voz de ninguém, tomarei a liberdade de citar meu próprio caso. Politicamente me situo à esquerda do PT, porque é um partido que não se propõe a substituir o capitalismo por um sistema econômico que concretize a justiça social, dando fim à exploração do homem pelo homem; pelo contrário, aceita implicitamente a perpetuação do capitalismo e se propõe apenas a atenuar a desigualdade a ele inerente mediante a implementação de políticas compensatórias (ou seja, comparativamente aos partidos de centro e de direita, distribui aos explorados algumas migalhas a mais do banquete dos exploradores).

Costumo enviar duas ou três vezes por semana meus melhores artigos às principais tribunas da esquerda na internet. Na década passada, muitas os publicavam, ainda que não concordassem inteiramente com minhas posições; depois do pesadelo stalinista, a esquerda aprendeu a respeitar as vozes discordantes dentro do seu próprio campo, abolindo o monolitismo dominante até 1968.

Na presente década, contudo, o PT passou a, cada vez mais, tratar seus adversários de esquerda como inimigos irreconciliáveis, ao mesmo tempo em que fazia as mais esdrúxulas alianças com políticos que, além de serem direitistas empedernidos, serviram abjetamente ao regime militar.

Então, passei a notar que minhas colaborações não encontravam mais espaço nas tribunas que, sem coincidência nenhuma, começavam a exibir farta publicidade governamental.

Pior: não se tratou apenas de censura aos artigos em que eu expressava opiniões divergentes das do PT, mas de boicote a tudo que eu escrevia, desde as homenagens a artistas que iam falecendo até matérias sobre esportes, passando pelo combate às viúvas e aos nostálgicos da ditadura.

Ou seja, irrigados por recursos públicos, passaram a praticar um macartismo às avessas.

Neste momento em que é imprescindível e imperativa a refundação da esquerda, para compreendermos melhor os graves erros cometidos desde 2002 e definirmos estratégias e táticas bem diferentes para o futuro, eis três conclusões obrigatórias:

  • jamais se deve dar novamente sustentação econômica a veículos complacentes (em detrimento dos que não são armazéns de secos e molhados) utilizando de forma espúria os recursos públicos;
  • jamais censurar novamente quem não pensa de forma 100% igual, mas está inserido no campo da esquerda; e
  • jamais boicotar novamente adversários pertencentes  ao campo da esquerda,

 

 

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STILL CRAZY AFTER ALL THESE YEARS




Será dia 14 o lançamento do livro do nosso colunista Reinaldo Canto: 'Um Dia no Dia de Ana Luiza – Uma Aventura Ambiental

Reinaldo Canto apresenta a obra ‘Um Dia no Dia de Ana Luiza – Uma aventura Ambiental’.  O lançamento  será em 14/06, na Casa das Rosas

UmdianodiadaAnaLuiza

Por Redação da Envolverde – 

Reinaldo Canto é jornalista há 36 anos formado pela Cásper Líbero; pós-graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento. Nos últimos 14 anos têm atuado na área da sustentabilidade, cidadania e meio ambiente; foi diretor de comunicação do Greenpeace Brasil; coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e assessor de imprensa do Instituto Ethos; foi também correspondente em conferências internacionais como a COP-15 em Copenhague/2009, Conferência Rio+20, na cidade do Rio de Janeiro e COP-21, em Paris/2015.

Atualmente é colunista da Carta Capital; parceiro em projetos e conteúdos da Envolverde; consultor e assessor de imprensa da ONG Iniciativa Verde; comentarista da Rede Vida; consultor do Sebrae para a área de sustentabilidade; palestrante e consultor da área ambiental; colunista do jornal eletrônico ROL – Região On Line, roteirista e escritor de temas ambientais. É roteirista do curta de animação, “A Rebelião das Águas“. É pai da Ana Luiza que tem 8 anos de idade!!

Sinopse:

Aquele dia amanheceu como todos os outros na vida da pequena Ana Luiza, mas foi só ela despertar para perceber que algo muito diferente estava acontecendo!!

Tudo parecia ter vida. Coisas, materiais e elementos da natureza começaram a se manifestar e demonstravam tristeza diante do desperdício ou alegria quando eram bem utilizados.

Foi aí que a Aninha descobriu como é importante cuidar do nosso planeta Terra. E para isso basta agir conscientemente em todos os nossos atos de consumo.

Embarque nessa aventura com a Ana Luiza e faça também a sua parte para vivermos num mundo melhor.

O lançamento oficial com apoio e organização da Envolverde será em 14/06, na Casa das Rosas.

Reinaldo Canto fala sobre o livro em entrevista concedida a estudante de jornalismo Marie Serafim. Confira!
Como que surgiu essa ideia? Era um projeto antigo que só agora pôde ser realizado?

Como já trabalho há bastante tempo com os temas ligados à sustentabilidade, meio ambiente e cidadania sempre tive vontade de ampliar as possibilidades dessa comunicação. Então, escrever um livro que abordasse essas questões era sim um sonho antigo. Graças à parceria com a Editora Chiado, finalmente consegui transformar esse desejo em realidade.

Por que fazer um livro sobre meio ambiente voltado para o público infantil ao invés do público adulto?

Eu acredito que as novas gerações estão mais propensas a entender e se sensibilizar com os impactos ambientais causados em nosso cotidiano. Nós adultos já estamos há muito mais tempo sendo bombardeados pela falsa ideia do consumo sem limites e dos recursos que nos pareciam infinitos. Já as crianças têm dado exemplos de que quando recebem informações sobre o tema acabam até mesmo influenciando seus pais, familiares e amigos para a importância de evitar o desperdício e fazer bom uso dos recursos disponíveis.

Qual a mensagem que você quer transmitir com este livro?

Eu acho que a principal mensagem é de que não perdemos nada em sermos mais conscientes. A menina do livro passa um dia totalmente normal e feliz sem que isso prejudique o seu cotidiano. Isso também pode ser feito por nós adultos. Aliás, o desperdício e os excessos é que trazem infelicidade e não a ponderação, o bom senso e o consumo consciente.

Como foi o processo de produção dele? Teve dificuldades?

É sempre muito difícil iniciar um projeto em que você possui pouco conhecimento. Há toda uma ciência por trás do lançamento de um livro e ainda estou aprendendo bastante. Nessa tarefa a Editora Chiado tem ajudado muito com a paciência necessária para orientar um novato como eu.

Por que do título? Teve alguma inspiração?

Aí foi uma conjunção de fatores. O nome da menina é o da minha filha e a ideia do “dia no dia” faz relação com a inserção da consciência num dia qualquer de uma garotinha.

Há um possível lançamento internacional?

Sim!! E espero que em breve (risos). Como a Chiado é uma editora portuguesa espero que numa segunda edição o livro já seja traduzido para o espanhol e distribuído em outros países europeus. Aliás, de certa maneira, essa carreira internacional já começou, o livro foi impresso em Portugal e exemplares do livro estão disponíveis por lá.

O que as crianças podem aprender com este livro e aplicar na vida delas?

Basicamente que elas só precisam cuidar de usar bem o que está à sua volta. E importante essa pergunta, pois também tive o cuidado de não jogar responsabilidades exageradas nas costas das crianças. Mesmo que num determinado momento a personagem converse com uma vizinha e com os pais para que evitem os excessos, as crianças não devem ser responsáveis pelas necessárias transformações em nossos hábitos de consumo. Nós adultos é que precisamos assumir esse papel para que as futuras gerações recebam um planeta melhor para se viver.

Por que é importante ensinar as crianças a cuidarem do meio ambiente?

Porque dele dependemos para viver e ter uma boa qualidade de vida. Essa realidade, já deveríamos estar aplicando há muito mais tempo, mas pelos apelos de consumo e bombardeios incessantes da publicidade, infelizmente deixamos o bom senso de lado. A consciência das novas gerações trabalhadas desde a mais tenra idade poderá contribuir para que tenhamos uma geração de cidadãos mais responsáveis.

Quais são os benefícios que isso traz/ traria para a sociedade? Quais legados poderemos esperar?

Principalmente acreditar que teremos uma sociedade que valorize mais o ser do que o ter. Algo bem diferente do que temos hoje. Nesse caso, os ganhos serão na redução dos impactos ambientais, mas também uma sociedade humana e solidária, capaz de compartilhar e dividir mais do que competir e acumular riquezas para si mesmo.

Em sua opinião, qual a melhor forma ou linguagem para ensinar as crianças sobre os cuidados com o meio ambiente?

No meu caso e pela minha experiência, acredito que o bom humor é um caminho a ser trilhado nessa comunicação com as crianças. Dessa maneira podemos tentar passar boas informações de maneira leve e divertida, sem assustar ou preocupar em demasia esses pequenos seres ainda em formação. Pelo menos essa foi a minha ideia com esse livro. Mas com certeza devem existir outras ótimas propostas de comunicação eficientes e que tenham a capacidade de obter bons resultados para a conscientização das crianças sobre os cuidados que devemos ter com o meio ambiente e o bom uso dos recursos naturais.

Como as escolas poderiam agregar o assunto “meio ambiente e sustentabilidade” em sua grade curricular?

Acredito que esses temas ao lado da cidadania deveriam estar presentes em todas as matérias curriculares, pois são temas cruciais para o futuro da humanidade. Seja no estudo da matemática, ciências ou geografia, por exemplo, seria possível também se falar de sustentabilidade. Por que não?




Artigo de Pedro Novaes: 'A culpa é nossa'

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Pedro Israel Novaes de Almeida – ‘A CULPA É NOSSA’

 

Os políticos nuca gozaram de grande prestígio popular.

A autoridade recente de melhor imagem e memória é Itamar Franco, acusado de ostentar os mais controversos topetes e deixar-se assediar por belas mulheres, todas jovens. Defeitos virtuosos !

Após séculos e séculos de persistentes desgastes, a figura do político brasileiro, de vereador a senador, de prefeito a presidente, é associada à corrupção, fisiologismo, enriquecimento ilícito e divórcio dos interesses do país. Nosso sistema eleitoral e partidário sempre premiou as piores figuras com reeleições seguidas, quase perpétuas.

Obras e políticas públicas sempre foram propagandeadas e acreditadas como favores pessoais deste ou daquele político, e são muitos os funcionários comissionados, não raro cabos eleitorais permanentes, pagos com recursos públicos.

No Brasil, os cargos e funções parecem conferir mais benesses que ônus e responsabilidades, e os ocupantes parecem ungidos, não simplesmente empossados.

A reação popular, depois de séculos de desmandos, aberrações e desonestidades, só podia vir, e veio, com o descrédito generalizado e repulsa peremptória. Hoje, até letrados confessam e irradiam a noção de que nenhum político presta, e que o poder do voto é mera ficção.

Ocorre que não existe solução ou melhora que não passe pela via política. A política não é necessariamente suja, e representa o único elo entre a população e o Estado.

É infantil e irreal a noção de que virá, dos céus, um cavaleiro justo e perfeito, montado em belo corcel, para tornar nosso ambiente probo e respeitador. A ideia, ensina-nos a história, sempre conduziu a ditaduras e fascismos. A democracia é uma prática política.

Ditadores surgem jurando amor ao pobres e apego aos valores e tradições populares. Aos poucos, lotam as instituições com doutrinados, e acabam colocando o país a serviço de seus interesses particulares e de seu grupo de doutrinados. Como julgam-se enviados dos céus, fazem da terra seu brinquedo predileto.

A honestidade pessoal não pode ser encarada como virtude, mas como obrigação. Desonesto não é só o que rouba, mas também, e principalmente, aquele que se omite.

Existem milhares de bons políticos, a maioria pouco referida pela mídia, e, importante, não buscam mandatos consecutivos. Buscar seguidamente a reeleição é desonestidade política.

Ignorar que existem bons políticos, e lança-los todos à vala comum da latrina nacional, é abdicar do poder do voto e abrir mão da democracia. Os brasileiros votamos mal e de maneira irresponsável.

Votamos, ainda, no cidadão sabidamente imprestável, pelo fato de um sorriso, cumprimento, parentesco, amizade pessoal ou promessa. A tão aplaudida lei da Ficha Limpa pode e deve ser aplicada por cada cidadão, que bem conhece a fera em que votou, defecando na urna.

O cidadão que anula o voto ou vota em branco tem, no mínimo, a obrigação de ser candidato, ou convencer algum virtuoso a fazê-lo.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.




Artigo da Leitora Sonia Moreira: 'Nova ordem mundial!'

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – ‘Nova ordem mundial!’

Em minhas pesquisas sempre me deparo com teorias apocalípticas, há milhares de anos grandes pensadores, já se referiam a fatos que estão acontecendo agora, falavam em nova ordem mundial, que nos habitantes do planeta Terra necessitamos atentar-se para as conseqüências de seus atos insanos.

A coisa precipitou-se de uns anos para cá, que nos deixa estupefatos, se olhar a história, verá catástrofes em todas as eras, como se fossem avisos para humanidade, recados vindos da natureza que é incontrolável e não temos como dominá-la por completo.

As mudanças climáticas por todo o planeta Terra poderá nos levar para a diminuição da população, ou talvez para o fim dessa forma de vida. Chegamos a esse ponto com a falta de responsabilidade de nos mesmos, não cuidamos de nosso ambiente comum, desrespeitamos nossos companheiros de jornada terrena, os animais, as plantas, o ar e as águas, nada escapa de nossa sanha de poder e ambição.

O que podemos esperar do amanhã?Se é que o teremos!  Acreditando sempre que deve haver algo além das fronteiras da matéria, ou outra dimensão, haveremos de responder por nossos atos, seja desse lado ou do outro. Não existe impunidade em um universo tão perfeito, não há possibilidade de a criação ter deixado essa falha, essa ponta solta.

A nova ordem mundial deverá colocar as coisas em seus devidos lugares, talvez deslocar e alocar galáxias inteiras para cumprir seus objetivos, nada no universo foi feito sem uma finalidade.

Perceba que essas breves palavras não indicam em nenhum momento crenças ou religiões, apenas se pararmos um único minuto para perceber a grandiosidade da criação e ver a sabedoria em cada detalhe. Vejam! Não nos falta nada para sobrevivência, de agasalho a comida, tudo está contido na natureza.

A precipitação de acontecimentos apocalípticos, poderão nos levar de volta ao século passado, é necessária a busca de conhecimentos perdidos, de sobrevivência, o mundo está perigosamente dependente da tecnologia.

Observem o desespero das pessoas quando desconectadas das redes sociais, a nova ordem mundial, poderá ser a era da volta ao início, de repente, isso tudo que está acontecendo é para que voltemos a ser seres humanos de carne e osso, a vivermos em sociedade de verdade, não apenas em palavras bonitas. a olhar seu semelhante como irmãos, filhos de um mesmo criador.

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




Artigo de José Otávio Vasques Ayres: 'Terceira idade – problemas nasais'

José Otávio Vasques Ayres – TERCEIRA IDADE – PROBLEMAS NASAIS

O nosso jornal conta hoje com um novo e importantissimo colaborador: o médico itapetiningano Dr. José Otavio Vasqaus Ayres. Neste artigo ele  dá dicas importantes sobre problemas nasais em idosos. Leia, porque vale a pena! (Helio Rubens, editor)

Leia o texto:

TERCEIRA IDADE –  PROBLEMAS NASAIS

PELE- Lesões comuns podem ser câncer de pele, que é mais frequente nesta idade, especialmente na pele clara e que foi muito exposta ao sol.  DICA= Usar sempre protetor solar e chapéu.  Lesões que não saram devem ser examinadas.

OBSTRUÇÃO NASAL. Alguns problemas podem ocorrer: 1- Queda de asa nasal. Com o tempo, as cartilagens alares podem perder a resistência o ocorrer o colapso das narinas durante a inspiração. DICA= Usar dilatador nasal.   2-Uso de medicamentos que produzem obstrução: Principalmente betabloqueadores e metil dopa. Também:  AAS, diuréticos e outros.  DICA= Avaliar a possibilidade de troca de medicamento.   3- Resfriados e sinusites: Com a idade mais avançada ocorre perda de imunidade, o que facilita o surgimento de infecções.  DICA= Durante os quadros de resfriado, lavagem nasal com soro fisiológico ajuda muito. Evitar o uso de descongestionantes que alteram o ritmo cardíaco e aumentam a pressão arterial. Para evitar resfriados, lavar sempre as mãos com água e sabão.

SANGRAMENTO NASAL.  1- Ressecamento nasal -Com a idade, por vezes há maior ressecamento nasal, especialmente durante outono e inverno quando temos dias muito secos. Vasos sanguíneos acabam rompendo-se causando o sangramento.  DICA= Lavar com soro fisiológico e usar gel umectante nasal.  Nunca colocar o dedo, lenço ou cotonetes dentro do nariz.   2 Hipertensão arterial- Níveis pressóricos altos podem promover a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramentos intensos.  DICA= Antes de condutas para parar o sangramento, devemos controlar por completo a hipertensão.    3- Resfriados e gripes= A congestão nasal pode promover sangramentos.  DICA = Evitar tomar antigripais pois podem alterar a frequência cardíaca e alguns aumentam o sangramento.  4-Medicamentos que predispõem ao sangramento:  AAS, gingo biloba,  anti-inflamatórios, anticoagulantes por doença cardíaca ou vascular.   5- Doenças hepáticas associadas.

RINITE SENIL. Também chamada de rinite gustativa.  O principal sintoma é a coriza. Pior durante a alimentação, principalmente com alimentos quentes.   Ocorre por uma disfunção do nervo que estimula a salivação, que por um “erro” estimula também a produção de muco nasal.  Não há tratamento curativo, mas há medicamentos que podem controlar o quadro.

PERDA DO OLFATO. Com a idade pode ocorrer um decréscimo da função olfativa.  O quadro costuma ser lentamente progressivo.   DICA =Caso haja uma perda de forma rápida, necessitará avaliação médica o mais rápido possível. Quanto mais precoce o tratamento, tanto melhor o resultado. Este exame também faz-se necessário porque a perda de olfato pode ser decorrente de doenças importantes , incluindo neuropatias e tumores nasais ou intracranianos.

RONCOS- Com a idade, devido à flacidez muscular do palato (céu da boca),há maior prevalência de roncos. Com eles, pode ocorrer a apneia, com riscos de complicar com: Hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, arritmia cardíaca, acidente vascular cerebral, irritabilidade, aumento dos níveis de triglicérides e colesterol entre outras alterações. Aumenta também o risco de acidentes automobilísticos, pela sonolência.  DICA: Como vimos, ronco pode ser um problema sério.  Este deve sempre ser avaliado.

 

DR JOSÉ OTÁVIO VASQUES AYRES

Fonte de imagem= internet

Foto de Jose Otavio Vasques Ayres.



Artigo da leitora Sonia Moreira: 'Gratidão'

Sônyah Moreira – Gratidão

 

Se você analisar o amor de um cão para com seu dono, verá o tamanho da  gratidão um animal pode ter, é realmente impressionante e invejável, poderíamos copiar um pouco apenas, devemos ser gratos todo os dias, pelo simples fato de nos levantar, enxergar um nascer de mais um dia, a gratidão é um sentimento maravilhoso e deve ser aperfeiçoado diariamente, volto a dizer que somos feitos de energia cósmica, somos parte de um todo, apenas um partícula de energia que compõe o universo, e se praticarmos a gratidão para com tudo que compõe o universo, estaremos mandando energia para nós mesmo, certo? Na bíblia são inúmeras as passagens que abordam a gratidão, que ensinam aos homens a ser gratos, a dar graças a tudo, veja um dos trechos! Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada deve ser rejeitado, se for recebido com ação de graças. (Timóteo, 4.4) Dizem que a gratidão é o sentimento humano mais nobre, que por esse motivo tem o poder de curar, as doenças se agravam em pessoas que são rancorosas, amargas, que em momento algum praticam a gratidão, pare um instante apenas e olhe para o dia, e diga muito obrigado, simples assim, você se sentirá calmo, o coração desacelera, o universo do qual você faz parte, responderá renovando sua energia agradeça aos antepassados, mesmo que não os tenha conhecido, porém por causa deles você está nesse planeta, agradeça tudo, e com certeza todos a sua volta irão perceber que o ambiente com energia de agradecimento fica com o ar mais leve, existem estudos que medem o grau de energia desprendida em uma reunião de amigos, dizem ser de cor azulada, será fantasia? Acredito que não! Veja, em um templo religioso qualquer, a maioria das pessoas rezando, orando e agradecendo, deixa a atmosfera leve, você sente essa leveza ao entrar, deve ter um fundo de verdade nessas afirmações. Desde os tempos em que vivíamos em cavernas procuramos algo para rezar e agradecer, isso parece estar tatuado em nosso DNA, porque motivos estão perdendo isso? E com conseqüência adoecemos mais, vivemos amargurados, o sentimento de gratidão purifica os padrões mentais, limpa a mente das emoções e sentimentos negativos, nos faz muito bem, porém tem que ser aperfeiçoado diariamente essa prática, vai tentar? Não tem nada a perder, faça uma experiência, não custa tentar!

Sônyah Moreira




Artigo de Celso Lungaretti: 'UM IMPRESCINDÍVEL MORREU NO SÁBADO. A BALANÇA SE REEQUILIBROU NO DOMINGO'

CELSO LUNGARETTI: JARBAS PASSARINHO MORRE 7 MESES DEPOIS DE BRILHANTE USTRA

Passarinho e Médici

Morreu aos 96 anos o tenente-coronel Jarbas Passarinho, que foi ministro de Costa e Silva, Médici, Figueiredo e Collor. 

Será sempre lembrado pela frase com a qual tentou justificar seu voto a favor da promulgação do Ato Institucional nº 5, na reunião ministerial que mergulhou o Brasil no terrorismo de Estado sem limites, dando aos agentes da repressão política a certeza de que torturas, assassinatos, estupros, ocultação de cadáveres e outros crimes seriam não só relevados, como recompensados com a Medalha do Pacificador:

Às favas, sr. presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência!“.

Curiosidade: uma interessante gravação de Ary Toledo no período ditatorial.

CELSO LUNGARETTI
MORRE MUHAMMAD ALI, O BOXEADOR QUE NÃO VENDEU SUA ALMA.

Tem a postura da estátua da Liberdade

e a altura do Empire State.

Salve, Cassius Marcellus Clay!

Soul brother, soul boxeur, soul man”

(Jorge Ben)

Depois de longa luta contra o mal de Parkinson, morreu na madrugada deste sábado (4), aos 74 anos, o extraordinário Muhammad Ali. Os médicos deram problemas respiratórios como causa.

Ele simplesmente revolucionou o boxe peso-pesado, antes dominado por grandalhões fortes mas lentos. Bem mais ágil do que os adversários, baseava sua defesa antes na rapidez com que se movimentava no ringue do que na guarda. Chegava a usar as mãos apenas para golpear, batendo e saindo sem ser atingido.

E levava os racistas ao paroxismo da indignação, ao proclamar-se forte, ágil e bonito.

Era um negro orgulhoso de ser negro, algo inimaginável naqueles tempos em que os negros conheciam o seu lugar  e aceitavam passivamente sentar-se em locais separados nos ônibus, nos restaurantes, etc.

Falastrão, ele chegava também a ofender seus adversários, como Sonny Liston, o primeiro homem mau do boxe que Ali humilhou nas declarações prévias e depois demoliu no ringue, despojando-o do título com duas contundentes vitórias –por nocaute técnico no 7º assalto e por nocaute-relâmpago aos 2:12 da revanche.

Num excelente documentário de Dimitri Logothetis, Champions forever (1989), os aposentados Ali, George Foreman, Joe Frazier, Ken Norton e Larry Holmes trocaram ideias sobre os duelos de gigantes que travaram. Os outros quatro mostraram muito carinho por Ali e reconheceram que suas declarações bombásticas para promover as lutas multiplicaram várias vezes o valor das bolsas que recebiam, daí não lhe terem guardado ressentimentos.

“VIETCONG NENHUM ME CHAMA DE  NIGGER

Suas esquivas colocavam o adversário em ridículo

Ali perdeu o cinturão, muita grana e alguns dos melhores anos da carreira de um pugilista por recusar-se a coonestar a agressão estadunidense ao povo vietnamita –atitude que justificou com argumentos religiosos, mas cujo motivo maior ficou evidenciado na frase “Vietcong nenhum me chama de  nigger  [pejorativo muito usado pelos racistas dos EUA]”.

Preconceituosos e/ou direitistas de lá falaram em covardia, mas o Exército jamais se arriscaria a deixá-lo ao alcance do fogo inimigo; caso fosse atingido, o efeito moral seria devastador. Os militares lhe asseguraram que apenas serviria como relações-públicas do esforço guerreiro, seguindo as pegadas do ator Bob Hope.

Ali preferiu ficar sem o título, sem os muitos milhões de dólares que teria ganhado, sem o direito de exercer sua profissão –em razão da inacreditável pena de suspensão por tempo indeterminado que recebeu da máfia do pugilismo. O que, afinal, tinha a ver o título de campeão do mundo com a recusa em envergar a farda dos EUA?

Para sobreviver, chegou a dar palestras em faculdades, encantando os estudantes com sua grandeza moral e sua inteligência aguda.

Certa vez lhe pediram que, de bate-pronto, compusesse um poema. Não negou fogo. Fez um de apenas duas palavras: “Eu. Nós.”

O minimalismo extremo –alguém imaginaria que ele fosse capaz de criar algo assim?

DAVI VETERANO x GOLIAS NO AUGE

Depois de perder seu título e passar três anos e meio fora dos ringues, Ali voltou e, já na terceira luta, tentou reconquistar o cetro.

Pareceu não ter-se dado conta de que a vantagem sobre os adversários diminuíra (haviam assimilado suas inovações) e até estar despreparado para a maratona de 15 assaltos.

Vinha melhor, mas foi derrubado por Frazier no último round. A vantagem por pontos que acumulara, aparentemente, ainda lhe garantiria a vitória, mas os jurados assim não entenderam.

Depois, sem título em disputa, travaram nova luta equilibradíssima e a vitória por pontos –também muito contestada– foi conferida a Ali.

Ele recuperou o cinturão ao vencer Foreman na maior luta de boxe de todos os tempos e de todas as categorias [imortalizada nos excelentes livro de Norman Mailer (A Luta,1975) e documentário de Leon Gast (Quando éramos reis, 1996)].

Já com 32 anos, teve de enfrentar um campeão jovem e poderosíssimo, que acabara de simplesmente massacrar Joe Frazier, mandando-o à lona seis vezes em dois rounds.

A apreensão generalizada era de que Ali, além de derrotado, saísse morto do ringue, pois seu amor-próprio o impediria de desistir, fosse qual fosse a intensidade do castigo recebido.

Mas, ele tirou coelho da cartola. Todos lembram de sua técnica refinadíssima, mas Ali era muito mais do que isto. Tinha dons de grande estrategista, como se combinasse os papéis de pugilista e de técnico.

A direita ainda erguida é a que deixara de golpear Foreman

Foi assim que ele venceu o invencível  Big George. Boxeando francamente contra ele no primeiro assalto, percebeu que jamais conseguiria a vitória lutando de igual para igual. A força descomunal do lutador mais jovem prevaleceria.

Então, adotou a postura que qualquer pugilista comum consideraria suicida diante da enorme potência dos golpes de Foreman: deixou-se ficar encostado nas cordas, recebendo o bombardeio e aparando-o com sua guarda.

Alguns obuses atingiam o alvo de raspão, outros se chocavam com os braços de Ali. Nenhum o abalou suficientemente. E Foreman, acostumado a nocautes rápidos, foi se cansando.

No quinto assalto, o Ali aparentemente apático, que só se defendia, mostrou que era, isto sim, um tigre se preparando para dar o bote: com um contra-ataque fulminante, quase nocauteou Foreman.

Depois de dois rounds letárgicos, foi o que acabou acontecendo no oitavo assalto. Ali novamente surpreendeu Foreman e, com uma sequência de golpes cuja rapidez era inimaginável àquela altura de uma luta tão exaustiva, metralhou a cabeça do oponente até fazer aquele gigante desabar em câmara lenta no ringue.

A coragem que deu a vitória a Ali nessa luta foi a mesma que o manteve no ringue até o fim de uma luta na qual teve seu maxilar fraturado no 2º round, por Ken Norton.

O castigo que recebeu de Foreman foi tão terrível que, depois da vitória consumada, ele teve um breve desmaio durante as comemorações. Até então, entretanto, a adrenalina o mantivera em pé.

Ali x Foreman: eis a luta do século, na íntegra.

CAVALHEIRISMO RARO NUM BOXEADOR

Joe Frazier: duro castigo.

Na sequência, colocou o título em jogo no tira-teima contra Frazier.

Tinha todos os motivos para impor derrota contundente ao rival e, assim, não deixar dúvidas de sua superioridade, depois das decisões polêmicas nas duas lutas anteriores.

No 14º assalto, esteve com Frazier à sua mercê, grogue, praticamente nocauteado em pé. Mas, ao invés de desfechar o golpe de misericórdia, pediu insistentemente ao juiz que interrompesse a luta.

Como não foi atendido, evitou bater pesado até o gongo soar. [Atitude semelhante à que teve ao nocautear Foreman: armou um soco mas, ao perceber que o cambaleante adversário cairia de qualquer jeito, não o desferiu, mostrando um autocontrole raríssimo em pugilistas.]

Os segundos decidiram que Frazier não tinha condições para disputar o 15º e último round. Vitória de Ali por abandono.

A caminho do vestiário, ele cruzou com o filho de Frazier e prestou tributo ao grande adversário: “Seu pai foi o homem mais valente que eu já enfrentei”.

Estava certo. Na foto publicada pelos jornais do dia seguinte, o rosto do pobre Joe estava assustador, de tão marcado pelos golpes de Ali.

Deveria ter parado então, no auge da glória e sem sequelas. Insistiu em permanecer nos ringues e acabou sofrendo castigos desnecessários que, provavelmente, lhe causaram ou agravaram o mal de parkinson.

A melhor frase sobre ele foi a de Foreman, no documentário de Logothetis. Indagado se Ali tinha sido o maior peso-pesado de todos os tempos, Foreman esquivou-se de compará-lo com o igualmente superlativo Joe Louis. E ponderou:

Não sei quem foi o maior de todos, mas, certamente, Ali foi o melhor cidadão que já lutou boxe peso-pesado.