Artigo de Hamilton Octavio de Souza: 'COMO SUPERAR OS MALES DO LULISMO'

Foto Hamilton (2) (1) (Copy)Compete à esquerda petista abandonar de vez o caudilhismo e o culto à personalidade, assim como condenar as bandalheiras e as alianças com os partidos tradicionais das classes dominantes

Hamilton Octavio de Souza
As várias forças políticas que comungam os ideais da esquerda, no Brasil, precisam urgentemente reconstruir os seus instrumentos de luta na sociedade com análises, propostas e ações qualificadas para superar os danos gerais causados pelo lulismo, que é responsável não apenas pela descaracterização ideológica do Partido dos Trabalhadores, mas fundamentalmente pela rendição, domesticação e desarticulação das principais entidades e movimentos sociais populares construídos pelas classes trabalhadoras nas lutas de 1970, 1980 e 1990. Naquelas décadas nasceram a CUT, MST, MNU, CMP, Grito dos Excluídos, inúmeros movimentos de luta por moradia, centenas de organizações voltadas para a defesa dos direitos humanos, das mulheres, dos negros, da juventude e do movimento LGBT.

Com essas ferramentas, a força espetacular do povo deu as caras na Assembleia Constituinte que aprovou a Constituição de 1988; deu as caras na campanha eleitoral de Luiza Erundina, em São Paulo, em 1988; deu as caras na campanha eleitoral de Lula, em 1989; deu as caras no impeachment de Collor em 1992; deu as caras nas grandes manifestações contra as privatizações do Governo FHC. Mas, gradativamente, o lulismo tratou de hegemonizar a rebeldia popular e de excluir as correntes de esquerda que atuavam dentro do PT; tratou de sufocar inúmeras lideranças combativas surgidas interna e externamente, até culminar na aliança explícita com o empresariado nas eleições de 2002, tendo como vice o industrial José Alencar.

A trajetória do lulismo é a história de uma liderança popular surgida no meio operário e na ascensão da classe trabalhadora contra o arrocho salarial da ditadura militar, na retomada do sindicalismo combativo; uma liderança impulsionada por setores da Igreja Católica e apoiada por diversos setores da esquerda, apesar da prematura vocação anticomunista e antissocialista; uma liderança transformada em mito por setores politizados e intelectualizados das classes médias e idolatrada pelas massas populares; uma liderança que chegou ao governo federal em aliança com a direita oligárquica tradicional e que, desde então, utiliza todos os tipos de malabarismos para garantir o apoio eleitoral dos mais pobres e dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, assegurar aos grandes grupos econômicos (bancos, agronegócios, empreiteiras) os maiores lucros da história do capitalismo brasileiro.

Loteamento do poder

Justamente por desprezar a principal contradição do sistema (trabalho versus capital) e a existência de doutrina ou programa, por fundamentar-se basicamente no imediatismo e no pragmatismo primitivo, o lulismo atraiu durante anos os mais diferentes segmentos e grupos sociais, ao ponto de se constituir num aglomerado de interesses dispersos, que mistura negócios privados com o Estado, tráfico de cargos, privilégios e benesses com os recursos dos cofres públicos. Entraram nesse balaio desde os especuladores financeiros que mamam nos juros da dívida pública, os grandes grupos do PAC e beneficiários do BNDES, as PPPs das corporações e organizações sociais, até a base da pirâmide amparada por Bolsa Família, Prouni, FIES e Pronatec.

Para manter esse conglomerado difuso como instrumento de poder, o lulismo tratou de articular no Congresso Nacional uma base parlamentar fisiológica cada vez mais gananciosa, e cada vez mais de direita (neoliberal e conservadora), sustentada com pixulecos variados, desde o mensalão, loteamento de ministérios e de cargos, verbas para parlamentares e a permanente troca de favores. Nas eleições de 2014 precisou ampliar de tal forma o leque de seu esquema de sustentação, que acabou por carrear ao Congresso Nacional um contingente expressivo de parlamentares manietados pelos lobbies mais nefastos do país, como o do agrotóxico, do fumo, das montadoras, ruralistas, fundamentalistas evangélicos e as bancadas da bola e da bala.

Se já era uma composição fisiológica sem qualquer compromisso programático, o lulismo ficou assentado num terreno ainda mais pantanoso, com estelionatários e reacionários de toda ordem. Em momento de crise econômica, ao contrário do que ocorreu nos seus dois primeiros mandatos, as alianças se esgarçaram ao mesmo tempo em que os setores médios e populares, protegidos por programas sociais em anos anteriores, retornaram à instabilidade histórica e à vulnerabilidade causada pelo aumento da inflação e do desemprego, e especialmente pela escassez de recursos nos cofres públicos para as “políticas compensatórias” do capitalismo.

O quadro de crise geral econômica e política, seriamente agravado pelas denúncias de corrupção na Petrobras e pelos processos da Operação Lava Jato, consumiu rapidamente a popularidade do governo Dilma Rousseff, enfraqueceu o PT e colocou em xeque o futuro do lulismo, na medida em que seus esquemas de sustentação estão sendo pulverizados pelas instituições do Estado (Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário), pela mídia burguesa, pelos setores médios e pela estrutura partidária tradicional, dentro e fora de seu amplo e multifacetado arco de alianças, a começar da dobradinha com o PMDB.

Coerência na ação

Na medida em que derrete em praça pública, o lulismo tem boa parte da sua base social capturada pelos setores mais conservadores da luta política, que levantam as bandeiras da oposição, da crítica ao governo e do combate à corrupção. As forças sociais do eterno governismo entram em estado de letargia oportunista à espera do que vai acontecer. E as forças sociais do campo da esquerda que ainda tentam conter a derrocada do lulismo são arrastadas para o centro do pântano, perdem espaço na sociedade e se isolam dos pobres e dos trabalhadores, exatamente porque empunham bandeiras desprovidas de significado e de coerência.

Afinal, por que os movimentos sociais populares e dos trabalhadores seriam contra o impeachment de uma presidente que mentiu na campanha eleitoral e que adotou o programa neoliberal defendido pela direita? Por que o movimento social dos trabalhadores e das esquerdas necessita ser omisso, silencioso ou mesmo conivente com os esquemas de corrupção? Por que os pobres e os trabalhadores precisam dar respaldo político para um governo loteado com os partidos tradicionais das classes dominantes? Por que apoiar um governo que não se empenha na reforma agrária, na construção de moradias e muito menos no investimento real dos serviços públicos de transportes, saúde e educação?

As forças políticas autenticamente de esquerda não podem ser reféns do “culto à personalidade” de uma liderança popular com trajetória direcionada para a direita. Assim como não podem ser reféns de um governo estruturado pelo lulismo para ser o gestor mais cômodo ao capital, aquele que trata de pacificar as massas trabalhadoras enquanto as grandes corporações abocanham sem nenhum constrangimento a maior parte dos recursos públicos. Os partidos e movimentos sociais populares de esquerda só serão respeitados pelos trabalhadores e pelo povo brasileiro quando se livrarem da influência do lulismo, quando criticarem abertamente as práticas adotadas pelo conglomerado lulista, quando, enfim, cessarem de vez com o endeusamento de uma liderança que abandonou há muito tempo o seu compromisso com a classe trabalhadora.

O futuro sem lulismo é restauração e renovação do protagonismo coletivo dos que apostam na verdadeira transformação social.

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.

 




Artigo de Reinaldo Canto: 'Cidades na linha de frente no combate às mudanças climáticas'

 O primeiro evento nacional pós-COP 21 em Fortaleza reuniu especialistas e autoridades públicas para discussão e troca de experiências

Pedro Jacobi: 'Governos municipais e estaduais são atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano'

Pedro Jacobi: ‘Governos municipais e estaduais são atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano’

Por Reinaldo Canto*

Já se tornou célebre a expressão de que as pessoas não moram nos países ou nos estados, mas nas cidades. Pois bem, o significado disso é que muitas das soluções para boa parte dos problemas devem partir do cenário local.

Em relação às mudanças climáticas, o papel das cidades reveste-se de importância crescente, afinal, nunca fomos tão urbanos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 54% dos habitantes do planeta viviam em cidades em 2014 e a tendência é de aumento constante. Além disso, 70% das emissões totais dos gases de efeito estufa causadores do aquecimento global são oriundos de cidades.

No mais, o que acontece no planeta possui claras consequências locais. Basta atentar para o aumento de tufões, enchentes, estiagens e rigorosas ondas de calor enfrentadas pelas populações de municípios, registrados de norte ao sul do país, implicando em sofrimento e impactos a qualidade de vida das pessoas.

Após a histórica Conferência do Clima (COP 21) realizada em Paris no final do ano, que definiu os rumos para evitar que a temperatura do planeta exceda 1,5ºC, foi realizado na semana passada o primeiro evento em escala nacional pelo ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, em Fortaleza, capital cearense.

A II Jornada sobre Cidades e Mudanças Climáticas, reuniu ambientalistas, especialistas nacionais e internacionais, além de autoridades públicas, como prefeitos, secretários municipais e representantes de governos estaduais e do governo federal.

Não foi à toa que esse evento foi realizado no Nordeste, em especial no Ceará, estado que tem enfrentado nos últimos anos uma das estiagens mais severas já registradas em sua história.

Para Pedro Jacobi, presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI, o papel dos governos é essencial. “Governos municipais e estaduais são atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano”.

Jacobi considerou o encontro fundamental para compartilhar experiências, resultados e instrumentos. Ele também lembrou da oportunidade de discutir o assunto em ano de eleições municipais pois é uma maneira de “fazer com que o tema das mudanças climáticas faça parte da agenda dos candidatos”.

Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, um dos maiores especialistas em mudanças climáticas do Brasil, destacou o crescente engajamento de governos locais: “Começamos a ver algumas prefeituras tomando à frente em ações, fazendo inventários de emissões de gases de efeito estufa e discutindo o que pode ser feito para garantir a qualidade de vida da população tão impactada pela intensificação dos desastres naturais”.

Um dos pontos mais importantes do encontro foi apresentar os compromissos dos representantes de cidades que compõem o Compacto de Prefeitos, aliança mundial de autoridades locais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e enfrentar em suas cidades os efeitos das mudanças climáticas.

Uma das experiências que chamou atenção foi a apresentada pelo secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, Rogério Menezes, presidente da Associação Nacional dos Órgãos Gestores Municipais de Meio Ambiente (ANAMA).

A proposta da cidade paulista para os outros municípios brasileiros é o de tirar as questões ligadas ao meio ambiente e da sustentabilidade do “gueto”, ou seja, colocar o tema separado das outras questões de interesse público.

Menezes afirmou que tudo se resume a uma questão de governança. “Por meio de metas e indicadores de sustentabilidade trabalhamos nos últimos anos com todos os setores do governo de maneira transversal e não como política setorial, mas que faz parte do planejamento estratégico do governo”.

Nesse sentido, Menezes disse que foi possível alcançar 100% de capacidade instalada da rede de esgoto e estabelecer um plano de construção de 189 km de ciclovias no município que conta com mais de 1 milhão de habitantes, entre outras ações, que envolveram uma série de secretarias e órgãos da prefeitura.

Para o secretário de Campinas, é preciso que o administrador público tenha uma visão antenada com as necessidades do novo milênio e, “não com a cabeça no Século XX de simples construção de obras”. Apesar do cenário de catástrofes e fenômenos climáticos extremos, “a visão ainda é antiquada, apesar dos bons exemplos que tem surgido”.

Essa é a opinião de Marcio Lacerda (PSB-MG), prefeito de Belo Horizonte e presidente da Federação Nacional de Prefeitos, presente ao encontro de Fortaleza, segundo ele, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas faz parte mais da agenda das cidades maiores. “Nas pequenas, a agenda dos prefeitos ainda é muito pressionada pelas demandas do dia a dia”.

Lacerda também ressaltou que, ”questões sobre saneamento, áreas verdes, resíduos sólidos e transporte são parte de um conjunto muito grande de ações que podem ser tomadas localmente e não dependem de políticas nacionais”. De qualquer maneira, o prefeito de Belo Horizonte ressaltou ser importante uma coordenação nacional que garanta um maior sucesso dessas ações.

Durante a COP de Paris, o Brasil foi um dos países que apresentou algumas das metas mais ambiciosas. Para que possa cumpri-las, será necessário um amplo envolvimento, envolvendo as esferas maiores e menores dos governos, a participação da iniciativa privada e o engajamento da sociedade como um todo. Esse é um desafio enorme, pois ainda existe um amplo desconhecimento sobre o que significa essa tal mudança climática.

A falta de entendimento a respeito de sua urgência para o futuro da humanidade talvez seja o grande risco que o inédito acordo de Paris esteja correndo, pois ele depende agora do trabalho de todos, sem exceção. (Carta Capital/ #Envolverde)

* Reinaldo Canto é colunista do site de Carta Capital e foi enviado especial do Portal Envolverde para fazer a cobertura do evento.




Heavy Load: novo evento voltado ao 'heavy metal' estreia neste domingo no Asteroid, em Sorocaba

Higher, Lethal Accords e Manowarriors estão entre as atrações da primeira edição 

O cenário heavy metal da região metropolitana de Sorocaba ganha mais um espaço a partir deste domingo, dia 06 de março. É o “Heavy Load”, novo evento do Asteroid, em Soprocaba/SP, que promete reunir o melhor do metal clássico e contemporâneo através de shows que mesclam bandas cover e autorais, tendo sempre um grupo da região. Além das apresentações ao vivo, discotecagens especiais prometem animar os metalheads presentes durante os intervalos das apresentações.

 

Três bandas estão escalas para a primeira edição do Heavy Load deste domingo.

 

De Campinas vem a Manowarriors, nova banda cover do Manowar capitaneada por Roger Hammer, ex-vocalista do Hellish War. O grupo é considerado um dos melhores covers dos “Reis do Metal” do Brasil e, em seu repertório, trazem todos os grandes clássicos da banda como “Battle Hymns”, “Kill With Power”, “Gloves Of Metal”, “Spirit Horse of Cherokee”, “Metal Daze”, “Thor” (The Powerhead), “Kings Of Metal”, além dos hinos de guerra mais recentes como “Brothers Of Metal”, “The Gods Made Heavy Metal”, “Call To Arms”, entre muitos outros. É show para levar os pulsos ao ar e bater cabeça em reverência aos deuses do metal.

 

Também de Campinas vem o Higher, banda autoral de metal de vanguarda considerada uma das grandes sensações do atual cenário nacional.

Lançado em 2014, o disco de estreia autointitulado do Higher recebeu calorosas declarações na imprensa especializada: “Nove canções perfeitas” (Metal Samsara); “Surpreendente” (Portal Reidjou); “Som único” (Galeria Musical); “Pesado e criativo, difícil de rotular” (A Música Continua A Mesma); “Indispensável” (Metal Revolution). O mesmo trabalho também entrou para a lista de Melhores do Ano de diversos jornalistas e críticos respeitados. Na eleição realizada entre os leitores do site Heavynroll, Cezar Girardi foi considerado o segundo “Melhor Vocalista de Metal do Brasil” e Gustavo Scaranelo o terceiro “Melhor Guitarrista”.
O resultado dessa recepção pra lá de positiva que o Higher vem conquistando com seu primeiro álbum está diretamente alinhada à qualidade e originalidade do trabalho, o que, alguns, atribuem ao fato da banda ter sido formada por músicos profissionais que tocam jazz e música instrumental brasileira, mas que nunca abandonaram seu amor pelo heavy metal. Nesta primeira apresentação da banda em Sorocaba (eles já se apresentaram no evento Palco Livre em Votorantim/SP, cidade vizinha), todas as músicas do disco do estreia e novidades que estarão no próximo trabalho que já está sendo gravado.

 

Por fim, a Lethal Accords é a representante de Sorocaba nessa primeira edição do “Heavy Load”.

O Lethal Accords foi formado em 2010 e toca Metal Clássico/Melódico. A banda já é bastante conhecida do público da região e traz em seu repertório músicas que estarão em seu álbum de estreia a ser lançado em breve, como “Innocence”, “Empire Souls”, “I Had A Dream” e “Bring Me Back Again”, além de versões que costumam fazer para clássicos do Iron Maiden, Stratovarius, Avantasia, Helloween, entre outros.

O Lethal Accords é formado por Ricardo Gabriel “Kadu” (baixo), Marcos Medina (teclados), Thyago Viotto (bateria), William Rios Antunes (guitarras), Rodrigo Defacio (vocais) e Kenji Yamazaki (guitarras).

 

Além das apresentações de Manowarriors, Higher e Lethal Accords, uma discotecagem especial com o melhor do thrash metal lançado nos Estados Unidos durante a década de 80 pretende trazer para a pista do Asteroid clássicos de bandas como Metallica, Megadeth, Slayer, Anthrax, Exodus, Testament, Overkill, Forbidden, Flotsam And Jetsam, Death Angel, Nuclear Assault, Sacred Reich, Vio-Lence, Heathen, Whiplash, Dark Angel, entre outros para incendiar o mosh-pit.

 

O Heavy Load está programado para iniciar às 18:00 e terminar às 23:00. A entrada custa R$ 15,00.

 

Serviço:

Heavy Load #1 com Manowarriors (Manowar Cover), Higher e Lethal Accords

Data: Domingo, 06 de Março de 2016

Horário: 18:00 às 23:00

Local: Asteroid – Rua Aparecida, 737 – Sorocaba/SP

Ingressos: R$ 15,00 (à venda apenas no local na hora do show)

Censura: Somente maiores de 18 anos. É obrigatória a apresentação de RG, ou documento legal com foto, independente de cadastro ou maioridade. Menores de idade, somente acompanhado de pai, mãe ou responsável legal

Outras Informações: A casa conta com banheiro para cadeirante e amplo espaço externo. Aceita os cartões Visa, Mastercard, Dinners, Amex, entre outros.

Evento No Facebook: https://www.facebook.com/events/1768136646747487/?hc_location=ufi

 

Mais Informações:

Manowarriors:

www.facebook.com/manowarriorsmetal

Higher:
www.higherband.com
www.facebook.com/highermetal
www.soundclound.com/highermetal
www.twitter.com/highermetal

www.youtube.com/highermetalband

Lethal Accords:

www.facebook.com/LethalAccords

Asteroid:

www.facebook.com/AsteroidBar

www.asteroid.art.br




José Luis Nogueira: registros do mês de Março

O mês de março é o terceiro mês do ano no calendário gregoriano e um dos sete meses com 31 dias

 

Astrologicamente Março inicia com o sol no signo de Peixes e termina no signo de Áries.

Astronomicamente falando o sol inicia na constelação de Aquarius e termina na constelação de Pisces.

Por volta de 21 de março, o Sol cruza o equador celestial rumo ao norte; é o equinócio de março, começo da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.

O nome “março” surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e chamava-seMartius, de Marte, o Deus romano da guerra.

Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares.

O ano iniciava em 1º de março na Rússia até o final do século XV. O Reino da Grã-Bretanha e suas colônias continuaram a utilizar o dia 25 de março para iniciar o ano até 1752, no mesmo ano eles finalmente adotaram o calendário gregoriano. Muitas outras culturas e religiões ainda celebram até hoje o Ano-Novo em março.

Em finlandês, o mês é chamado de maaliskuu, que tem origem em maallinen kuusignificando omês terrestre. Isto é porque em maaliskuu a terra começa a aparecer sob a neve derretida.

Historicamente os nomes para março incluem o termo saxão Lenctmonat, dado aoequinócio. Os saxões também chamavam março de Rhed-monat ou Hreth-monath(devido a seu deus Rhedam/Hreth) e os anglos chamavam-no de Hyld-monath.

No calendário judaico, o fim de fevereiro e o começo de março é chamado de adar, o último mês, enquanto que o fim de março e começo de abril é chamado de nisã, e é considerado o primeiro mês. (Wikipedia)

 

2-3-1949 – Antonio   Machado Pontes nasceu em Itapetininga  8-3-1857 – Dia Internacional da Mulher. Conta-se que em 8 de março de 1857, 129 operárias morreram carbonizadas em um incêndio que ocorrera nas instalações de uma fábrica têxtil na cidade de Nova York.    15-3-1987 – Faleceu Astor Vasques Lopes
2-3-2015 – Faleceu Ana Maria Iglesias de Castro Rodrigues 12-6-1951 – Inaugurou a Escola e Ginásio Industrial, atual E.E. Darcy Vieira na Vila Barth  17-3-1956 – Sérgio Majewski nasceu em Malllet-PR
3-3-1992 – Faleceu Maria Aparecida Camargo Prestes

13-3-1773 – 1º tab de notas de Itapetininga lavrou a primeira escritura no tempo do Imperio (pag 249 – livro II)

 23-3-1969 – Christian Pereira de Camargo  nasceu em Sâo Paulo
 4-3-1897 –Waldomiro de Carvalho nasceu em Paraisópolis 14-3-1948 – C.C.B.E.U. – Centro Cultural Brasil Estados Unidos foi fundado em Itapetininga   23-3-1926 – Henriqueta Leonel Ferreira (Queta) nasceu em Itapetininga
 8-3-1926 – José Ozi nasceu em Itapetininga 15-3-1882 – Nasceu Júlio Prestes de Albuquerque em Angatuba-SP   30-3-1972 – Hyram Ayres Monteiro Jr, o atual Prefeito de Itapetininga em 2016 nasceu em Itapetininga                                                                          

 

 Dia 2 de março é Dia Nacional do Turismo. Dia 10 é dia do Telefone.
Ajude-nos a manter sempre atualizada esta seção enviando suas informações.
José Luis Nogueira
Obrigado.

 




Artigo de Celso Lungaretti: 'FACE AOS ABUSOS DE PODER DOS INJUSTOS, APELO À SOLIDARIEDADE DOS JUSTOS'

 AOS COMPANHEIROS, AMIGOS E CIDADÃOS COM ESPÍRITO DE JUSTIÇA

Por Celso Lungaretti:

 

Conforme relato no tópico de baixo, a União tem utilizado todo seu arsenal jurídico para retardar o cumprimento da decisão do ministro da Justiça, que em outubro de 2005 me concedeu indenização retroativa por haver tido minha carreira profissional extremamente prejudicada pela ditadura de 1964/85.

Os leigos podem estranhar a ênfase que a Comissão de Anistia deu ao dano profissional, colocando-o, na fixação das reparações, em plano superior aos transtornos de ordem física, psicológica e moral sofridos pelos resistentes.

Mas, ainda que discutível, o critério tinha lá alguma razão de ser: quase todos que lutamos contra o arbítrio enfrentamos dificuldades imensas em nossas trajetórias profissionais, sujeitos a demissões injustificadas, a uns patrões não nos empregavam por preconceito ideológico, outros por temerem ser, de alguma forma, prejudicados, etc.

Assim, um Carlos Heitor Cony, escritor e jornalista consagrado, de repente viu todas as portas se fecharem, exceto uma: só não ficou na rua da amargura porque o direitista Adolpho Bloch lhe estendeu a mão. Ou seja, salvou-o a solidariedade judaica, enquanto lhe faltava a dos que tinham afinidade com seus ideais.

Até o fim da ditadura só consegui trabalhar à margem dos veículos importantes, tendo de atuar em assessorias de imprensa e revistas de cinema e música (nas quais era obrigado a utilizar pseudônimo para não atrair a atenção da censura, e mesmo assim não escapei de um processo desta ordem, que acabou não dando em nada além de muita amolação).

Minha carreira jornalística foi, ainda, comprometida pela má audição, pois as torturas me causaram uma lesão permanente no tímpano do ouvido direito. Impossibilitado de fazer entrevistas ao vivo, jamais pude trabalhar nas tevês e só atuei em rádio durante um semestre,  na retaguarda.

Os valores que me foram atribuídos pela Comissão de Anistia bastariam para minha subsistência e para fazer frente aos compromissos com meus vários dependentes, desde que recebesse tudo que a portaria ministerial determinou: pensão vitalícia e indenização retroativa.

Quando a segunda se tornou uma história sem fim, passei a me defrontar com sucessivos apuros financeiros. Minha atuação no Caso Battisti acabou com qualquer chance que ainda pudesse ter de voltar a atuar na grande imprensa (preconceitos relativos à idade também pesam contra mim). Mas, confiante em que o desfecho do mandado de segurança não tardaria, fui sobrevivendo, do jeito que deu. Algumas pequenas heranças me ajudaram a manter-me à tona.

Mas, como o processo se alonga muito além do plausível e aceitável, é cada vez maior minha dificuldade para continuar administrando as situações críticas.

Então, sou obrigado a, como o saudoso Joe Cocker, pedir a little help from my friends (e também dos que, mesmo não sendo meus amigos ou companheiros de ideais, ainda conservaram o espírito de Justiça e a capacidade de indignar-se com os abusos dos poderosos). Eis algumas possibilidades:

  • publicarem e/ou repassarem esta mensagem, pois assim aumentará a chance de chegar às mãos de quem possa solucionar o problema;
  • alertarem associações e cidadãos defensores dos direitos humanos;
  • enviarem mensagens ao novo titular da AGU, José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União — Setor de Indústrias Gráficas (SIG) — Quadra 06 — Lote 800 — CEP 70610-460 — Brasília/DF), na esperança de que, também neste caso, eles coloque o dever funcional acima das considerações de outra ordem; e
  • lembrarem/indicarem meu nome a quem estiver precisando de serviços jornalísticos e de assessoria de imprensa. Tenho longa experiência como repórter, redator, editor, editorialista, articulista, crítico e administrador de crises.

Toda ajuda será muito bem-vinda. Iniciei minha militância num momento em que, enfrentando um inimigo bestial, tínhamos bem clara a necessidade de unirmo-nos, independentemente de linhas, facções, partidos e tendências, e até contra as posições mesquinhas de certos dirigentes.

Quando conseguimos reencontrar este espírito, conquistamos uma vitória épica, salvando o companheiro Cesare Battisti das garras do Berlusconi.  Temos de continuar buscando a união e solidariedade das forças verdadeiramente de esquerda, pois ela será fundamental na travessia dos tempos duros que vêm por aí.

EU, CELSO LUNGARETTI, 65 ANOS, ANISTIADO POLÍTICO,  INJUSTIÇADO EM PLENA DEMOCRACIA!

Depondo numa auditoria, após a fase de torturas…

O intertítulo pode parecer bombástico, mas tem sua razão de ser. Pois é verdadeira aberração um mandado de segurança –instrumento criado para o cidadão obter o reconhecimento de um direito líquido e certo que esteja sendo escamoteado pela autoridade pública–, cujo trâmite, por sua própria natureza, deveria ser ágil, estar arrastando-se por mais de nove anos, como acontece com o meu.

Para piorar, o julgamento do mérito da questão foi realizado em 23 de fevereiro de 2011, sem que até agora a decisão tenha sido cumprida, pois desde então a Advocacia Geral da União recorre a uma medida protelatória após outra, sobre aspectos periféricos e secundários, como ser ou não mandado de segurança o instrumento jurídico adequado num caso desses (a corte decidiu que sim, depois de uma eternidade!). Tudo isso pode ser facilmente constatado no site do Superior Tribunal de Justiça; meu processo é o de nº 0022638-94.2007.3.00.0000.

Assim, de nada adiantou eu haver vencido o julgamento de mérito por 8×0, nem haver derrubado dois embargos de declaração por 7×0 e 8×0. Derrotada no STJ, a AGU conseguiu fazer com que o meu processo fosse colocado na dependência do resultado de outro semelhante, relativo a vários anistiados, que tramita desde 2007 no Supremo Tribunal Federal, no qual sua argumentação é a mesmíssima que o STJ rechaçou por maioria absoluta no meu caso.

…e dias depois de ser preso.

O pomo da discórdia é o pagamento da indenização retroativa concedida pela União a anistiados políticos que tiveram suas carreiras profissionais gravemente prejudicadas pela ditadura de 1964/85. Pela lei e normas da Comissão de Anista do Ministério da Justiça, tal indenização deveria ser paga em até 60 dias após a publicação da decisão do ministro da Justiça referente àquele anistiado.

Depois de esperar mais de um ano que a quantia fosse depositada ou que a União prestasse algum esclarecimento a respeito, dei entrada num mandado de segurança para exigir que a lei fosse cumprida.

Duas ou três semanas depois, todos os anistiados recebemos da União, para devolvermos assinado, um documento pelo qual voluntariamente abdicaríamos do recebimento imediato, concordando com o parcelamento do retroativo em prestações mensais que iriam até dezembro de 2014, ou seja, quase sete anos depois.

E é aqui que a coisa piora mais ainda: se a União cumpriu sua promessa de zerar até dezembro de 2014 o débito que tinha com os milhares de aderentes ao plano de pagamento parcelado e utiliza todo seu arsenal jurídico para retardar o pagamento a uns poucos não aderentes, estabelece-se uma desigualdade injusta e iníqua no universo dos anistiados.

Utilizar medidas protelatórias para retardar o cumprimento de decisões judiciais, aproveitando-se da lerdeza da Justiça brasileira, já se constituía num flagrante abuso de poder, dada a disparidade de forças existente entre simples cidadãos e a poderosa máquina governamental. E, a partir de janeiro de 2015, a pirraça da AGU terá se tornado simplesmente discriminatória, ao negar a alguns o que tantos e tantos iguais já receberam.

A injustiça é clamorosa e gritante. A retaliação contra quem não se curvou aos desejos da Corte, claríssima.

Quanto ao fato de um dos injustiçados ser notório opositor de esquerda aos últimos governos, pode ser ou não coincidência; afinal, entre 2002 e 2005, eu encontrara idênticas dificuldades para fazer com que a Comissão de Anistia respeitasse suas próprias normas de priorização processual, tendo de recorrer a um sem-número de entidades e instituições até conseguir que meu direito fosse, daquela vez, respeitado. Mal sabia que outra via crucis me aguardava adiante.




Conselho de Cultura inicia Cadastramento e Mapeamento Cultural de Capão Bonito

Reunião ordinária do COMCULT decide mapear a cultura do município e pretende atingir a zona rural

CAPÃO BONITOO Conselho de Cultura formado por artistas e amantes da cultura de Capão Bonito, após aprovar em reunião e lavrar o resolvido em ata, decidiu iniciar os trabalhos de cadastramento e mapeamento cultural do município.

A ação consiste em levantar todos os dados e informações históricas e atuais possíveis, sobre a cultura da cidade.

Após, serão elaborados relatórios gerais básicos sobre as áreas da arte e em seguida os documentos estarão a disposição para pesquisa e consulta na biblioteca municipal, em saites e nas escolas.

Hoje o conselho é formado por representantes das artes visuais (titular: Bianca Carol Leite Suplente; Lucas Gabriel Cardoso de Lima); da área de eventos de rua (titular: Alexandre Ferreira Mendes, suplente: Célia Lincoln); da área de artes cêênicas: (titular: Lucas Patrick de Proença Ferreira Leoncio, auplente: Camila Josefina Jesus); da área de artes visuais (titular: Franciele Karina de Oliveira, suplente: Paloma Juiz Pereira); da Área de livros e literatura (titular: Micaelen de Oliveira Silva, suplente: Paulo César da Silva); da área de tecnologia e educação (titular: Fernando Cláudio Ramos Pereira Júnior, suplente: Danilo Fernando de Lara); área do patrimônio cultural (titular: Diogo Araújo Silva, suplente: Helena Regiane da Silveira); de instituições da sociedade civil (titular: Cristiano Elias Ferreira, suplente: Rita de Cássia Necho); poder público municipal; esporte, cultura e turismo (titular: João Bosco de Sá, suplente: Wilder Martins de Oliveira; titular: Paulo Renato do Carmo Mendes Honorato, suplente: Mário Roberto Moreira Júnior); e representantes da Secretaria Municipal de Governo (titular: Noel Correa Leme, suplente: Éder Danilo de Queiroz).

“o Mapeamento e o Cadastramento serão documentos e  servirão para entendermos um pouco mais da história cultural da cidade, para podermos refletir para onde estamos indo e quais as ações políticas  que devem ser feitas. Vale lembrar que o Conselho está passando por transformações e qualquer pessoa que desejar fazer algo pela cultura, poderá tentar uma vaga dentro dele”, afirma Alexandre Mendes, professor de Artes Visuais e presidente do Conselho Municipal de Cultura.

O COMCULT afirma ainda que as negociações para a vinda do Curso Técnico de Dança então em andamento. Todos os bailarinos, músicos, atores, artesões, escritores, jornalistas, poetas, entre outros que se sintam artistas e estejam produzindo arte e cultura dentro do município podem retirar sua ficha de cadastramento na secretaria municipal de cultura (em frente à prefeitura).

 




Comunicando ciência para quem não (sabe que) gosta de ciência

Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino recebe bate-papo sobre novas formas de comunicar pesquisas científicas para o grande público

 

Como comunicar ciência com qualidade e de forma interessante? Essa é a discussão que o Dr. Átila Iamarino, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutor pela Yale School of Medicine traz ao auditório do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino – IDOR no dia 3 de março, com sua palestra “Comunicando Ciência para quem não (sabe que) gosta de Ciência”. O evento é gratuito e aberto ao público, com vagas limitadas.

Autor do blog de ciências “Rainha Vermelha”, Iamarino se propõe a discutir a gestão da informação e a comunicação de pesquisas científicas com qualidade, mas de forma atraente para o público em geral. O pesquisador é também apresentador e editor do canal do Youtube “Nerdologia”, no qual analisa filmes, quadrinhos, séries, animações e toda cultura nerd por um olhar científico.

Entre os temas, Iamarino contará sua experiência na comunicação de suas pesquisas ao grande público através de recursos de comunicação atuais como videocasts, podcasts, blogs e mídias sociais, além de discutir como essas ferramentas são instrumentos agregadores em prol da democratização do conhecimento científico e, ao mesmo tempo, facilitadores de acesso à leitura de pesquisa.

Serviço:

Comunicando Ciência para quem não (sabe que) gosta de Ciência

Data e horário: 3 de março de 2016 (quinta-feira), às 18h

Local: Auditório do IDOR (Rua Diniz Cordeiro, n° 30 – Botafogo/RJ)

Mais informações e inscrições: contato@idor.org

Vagas limitadas. Importante a confirmação de presença.