Centro Paula Souza lança Guia das Profissões Tecnológicas

Publicação online apresenta os 72 cursos superiores de tecnologia oferecidos pelas Fatecs e as possibilidades profissionais de cada carreira

Nesta sexta-feira, 3, o Centro Paula Souza lança o Guia das Profissões Tecnológicas, que apresenta os cursos oferecidos pelas Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs). A publicação explica cada uma das 72 graduações tecnológicas (sendo 71 presenciais e uma a distância) a partir de informações sobre o conteúdo que será abordado ao longo do curso. A instituição acredita que é importante o aluno saber exatamente o que vai estudar, para diminuir as chances de escolha de um curso que não se adequa ao seu perfil.

O guia destaca também as possibilidades de cada carreira e exemplos de atuação do tecnólogo no mercado de trabalho, listando segmentos onde o aluno poderá trabalhar depois de formado. Clique para fazer o download.

“Pela nossa experiência, vemos que o primeiro passo para o sucesso profissional é a identificação do aluno com o curso. Por isso, investimos em uma publicação que explique as carreiras aos vestibulandos, aumentando assim suas chances acerto na escolha da profissão”, diz a diretora-superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá.

Com duração de três anos, os cursos superiores de tecnologia priorizam as disciplinas específicas e as aulas de laboratórios. O foco na prática profissional possibilita inserção rápida no mercado de trabalho. O índice de empregabilidade dos tecnólogos formados pelas Fatecs ultrapassa 90% até um ano após a conclusão do curso. As Fatecs oferecem a cada semestre cursos superiores para formar tecnólogos em 66 unidades localizadas em 60 municípios paulistas.
Inscrições abertas

As inscrições para o processo seletivo das Fatecs vão até 9 de junho pelo site www.vestibularfatec.com.br. É necessário preencher a Ficha de Inscrição e o questionário socioeconômico, imprimir o boleto e pagar a taxa no valor de R$ 75 (em dinheiro) em qualquer agência bancária.

O Vestibular para o segundo semestre de 2016 oferece 15.325 vagas no Ensino Superior Tecnológico – esse número inclui 1.800 vagas para a modalidade a distância. O exame será no domingo, 3 de julho. Para concorrer a uma das vagas do processo seletivo, o candidato deve ter concluído ou estar cursando o Ensino Médio ou equivalente, desde que no ato da matrícula comprove a conclusão do curso.
Divulgação

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Artigo de Maria Dolores Tucunduva: 'Porque o inferno são os outros'

Maria Dolores Tucunduva: ‘PORQUE O INFERNO SÃO OS OUTROS’

SartreUm tema para se refletir , e com o qual nos defrontamos a cada segundo de nossas vidas, porque afinal , vivemos em sociedade, em relação com outros indivíduos.

Essa é uma frase de Sartre, presente em sua principal obra, ‘O Ser e o NADA’: “O inferno são os outros”. Neste livro Sartre ressalta a liberdade humana, ou melhor, o conceito desta característica intrínseca ao homem.

Nossas escolhas são a nossa essência e nada mais somos, segundo Sartre, do que a soma das escolhas que fazemos da vida. E isto talvez forme o sentido de nossas vidas, talvez não…

Se o homem realmente tem este livre arbítrio, digo verdadeiramente, mesmo alguém mantido sob a mais cruel dominação, no fundo permanece livre em seu ser, em sua consciência.

Quer dizer, um homem jamais conseguirá dominar plenamente o outro, penetrar plenamente em sua consciência: sempre haverá lá uma resistência, um resquício de liberdade.

Em outros termos, um homem nunca pode ser reduzido completamente à condição de um objeto; a isso sempre haverá uma espécie de oposição por parte de nossa consciência, oriunda de nossa liberdade radical.

Por este motivo, as relações humanas são, a princípio, conflituosas, pois haverá sempre um um confronto entre minha liberdade e a do outro. Precisamos do outro, por exemplo, para nos conhecer plenamente, para escapar ao que Sartre chama de má-fé, essa espécie de mentira que contamos a nós mesmos para fugir da angústia, que se origina da responsabilidade que temos por nossas escolhas.

O olhar alheio é responsável por nos dizer quem somos, e não quem pensamos ser – o que é fundamental se quisermos melhorar, crescer, evoluir em todos os aspectos. Isso para não falar do necessário processo de socialização, sem o qual não conseguiríamos sobreviver.

Não há relação humana que não carregue em si mesma um germe de tensão.

“O inferno são os outros”, para Sartre, significa justamente isso: porque o outro também é livre, não podemos controlar completamente o que ele pensa, o que ele nos diz, o limite que ele impõe à nossa liberdade (o que frequentemente gera conflito); mas, ao mesmo tempo (daí vem a tensão), preciso dele, de seu olhar (ainda que, muitas vezes esse olhar veja algo em nós que não gostamos), para me conhecer e poder agir no mundo, pois é apenas através de nossas ações e do nosso contato intersubjetivo autêntico, que podemos superar nossa situação e dar um sentido legítimo à nossa existência.

Para quem se interessar: SARTRE, Jean-Paul. Entre quatro paredes, ed. Civilização Brasileira.




A peça 'Obra prisma' será apresentada em cidades da Região

A apresentação será dia 29 de maio em São Miguel e dias 11 de junho e 15 de julho em Capão Bonito

A peça documental e musical  ´OBRA PRISMA´tem a Direção e Produção de Marcelom Mendes de Souza – Coreografia e Figuração de Edson Marinho e Domenik Santos.

O AudioVisual é de João Paulo de Góes – Intérprete Marcela Menk –

A Cia. do Ator é uma companhia teatral.




Pesquisa revela perfil de usuários de internet grátis do Estado de SP

50% dos usuários nos últimos 12 meses estavam em busca de um emprego

·        27% só têm acesso à internet nos postos do programa de inclusão digital do governo

·        54% dos usuários têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos

Pesquisa realizada com usuários do AcessaSP – programa de inclusão digital do governo do Estado de São Paulo – revela que 27% deles têm acesso à internet somente nos postos do programa. Os demais usuários desse serviço se conectam também por Wi-Fi, em casa e em outros locais. O levantamento mostra ainda que os frequentadores do AcessaSP utilizam os postos para realizar atividades profissionais, ou procurar emprego, e que uma boa parcela tem baixa escolaridade e renda familiar de até dois salários mínimos.

Os dados são da Pesquisa Online (POnline) realizada anualmente pela Escola do Futuro da Universidade de São Paulo com usuários dos postos do AcessaSP na capital e no interior do Estado. Em sua 13ª edição, a pesquisa teve a participação de 78% dos 852 postos ativos e foi respondida por 3.180 usuários do AcessaSP.

Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados procuraram um posto do AcessaSP nos últimos 12 meses para procurar um emprego pela internet. Dos 3.180 entrevistados, 20% estão na faixa etária de 15 a 19 anos, enquanto 19% têm entre 30 a 39 anos. Outros 14% estão na faixa de 40 a 49 anos; 13% têm de 20 a 24 anos; e 12% são jovens na faixa de 11 a 14 anos de idade. Outros 10% têm entre 25 a 29 anos e apenas 11% têm mais de 50 anos. Crianças com até 10 anos representam o menor grupo de usuários: 1%.

O objetivo do levantamento é identificar o perfil do usuário, suas expectativas e avaliar o programa. Os dados são usados também para a elaboração de políticas públicas para aperfeiçoar o programa e ficam disponíveis no portal www.acessa.sp.gov.br. “A série histórica nos mostra que a pesquisa com os usuários do AcessaSP também reflete tendências da internet no Brasil”, informa Drica Guzzi, coordenadora de Pesquisa e Projetos da Escola do Futuro/USP. “Uma análise das respostas dos usuários nos indica, por exemplo, a tendência de uma ferramenta que será adotada, o surgimento de novas profissões, caso, por exemplo, de analistas de mídias sociais, que detectamos na POnline de 2005, ou o fenômeno das lan houses, que apareceu na pesquisa de 2007, cita.

A POnline de 2015, na avaliação de Drica, deixa claro o uso de aplicativos pelos usuários e mostra que a mobilidade veio para ficar. “Há um crescimento forte pelo uso da internet Wi-Fi nos postos do AcessaSP”, observa. Neste caso, a POnline confirma uma tendência, a demanda por conexão por meio de redes sem fio, na qual o governo já está trabalhando. A Subsecretaria de Tecnologia e Serviços ao Cidadão (STSC) lançou edital para levar a internet sem fio para mais 300 postos do AcessaSP.

Mobilidade
A POnline 2015 mostra que 80% dos usuários do AcessaSP têm celular, sendo 67% na modalidade pré-pago e 13% apenas têm um pós-pago. Esses usuários usam o celular para fazer ligações, tirar fotos, usar aplicativos. Nada menos que 88% têm Facebook, 85% utilizam o WhatsApp e 62% acessam o canal Youtube.

AcessaSP
Criado em 2000, o programa de inclusão digital do governo do Estado de São Paulo tem como missão promover o empoderamento digital do cidadão oferecendo infraestrutura gratuita de tecnologia e comunicação, orientação, informação e formação, em um ambiente colaborativo.
Recentemente, o AcessaSP criou a Trilha do Conhecimento, um conjunto estruturado de serviços e oportunidades governamentais e privados para orientar o usuário em sua realização profissional e pessoal, por meio da inclusão digital qualificada. Para conhecer o projeto Trilhas do Conhecimento, acesse http://www.acessasp.sp.gov.br/trilhas2/

Para baixar a pesquisa, acesse: http://www.acessasp.sp.gov.br/wp-content/arquivos/ponline/RG_003_versao_02_23_fevereiro.pdf




Banda Municipal de Itapetininga tem novo maestro

Gerson Ramos é saxofonista e tem uma grande experiência musical

A Banda Municipal ‘Maestro Edil Lisboa’ comemora 24 anos com um novo maestro. O saxofonista Gerson Ramos é o novo líder dos músicos. Presente na Banda Municipal desde o seu início, em 1992, ele tem uma vasta experiência musical e contará com a assistência do maestro adjunto, Joani de Oliveira.

Músico há mais de 30 anos, Gerson explica como iniciou sua carreira musical. “Comecei a tocar flauta doce na escola, aos 12 anos. Fui aluno da Escola Livre de Música de Itapetininga e me formei saxofonista profissional no Conservatório de Tatuí”.

Segundo Gerson, a Banda Municipal tem perfil de banda de coreto, cujo repertório é basicamente música popular brasileira. Mas, de forma particular, a Banda de Itapetininga traz algo a mais, como jazz, músicas populares entre outras vertentes.

O novo maestro tem planos para a Banda. “Gostaria de criar um projeto em que alunos da Escola de Música participassem da Banda, seja em forma de estágio ou como um programa de bolsas de estudos. Esse procedimento é comum em muitas bandas pelo mundo e espero aplicar aqui”, destaca.

Gerson foi auxiliar do maestro Joani de Oliveira por muitos anos, ajudando nos arranjos e na transposição de partituras. Toca em casamentos e outros eventos, participa como convidado em shows e CDs de diversos outros músicos. Participou da Big Band do Conservatório de Tatuí e até do extinto programa Allegro, da TV Cultura. Gerson também tem um CD próprio, gravado nos estúdios da Canção Nova.




Sorocaba recebe exposição itinerante do Museu do Futebol

Expectativa é de recorde de visitantes para mostra que já conseguiu superar a capacidade do Pacaembu em número de espectadores

 

A exposição itinerante Museu do Futebol Na Área, que traz na bagagem destaques do Museu do Futebol, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, localizado no Estádio do Pacaembu, chega a Sorocaba. A mostra será inaugurada no dia 6 de junho para convidados e imprensa, das 17h30 às 20h30; a abertura para o público está marcada para o dia seguinte (7), a partir das 10h, com entrada gratuita, no Shopping Iguatemi Esplanada.

 

“Expandir a atuação e o acesso do público aos acervos e atividades é um dos desafios para os museus contemporâneos. É também uma diretriz colocada pelo Governador Geraldo Alckmin para as instituições da Secretaria da Cultura do Estado. A itinerância do Museu do Futebol cumpre esse objetivo ao possibilitar que um número maior de paulistas conheça o seu trabalho”, afirma o Secretário da Cultura do Estado, Marcelo Mattos Araujo.

 

Em cartaz até o dia 10 de julho, ficará no Espaço de Eventos, situado na Ala Sul – Piso Terraço do Shopping Iguatemi Esplanada. “Será mais uma nova e surpreendente experiência. Desta vez, o Museu do Futebol Na Área estará dentro de um shopping que recebe cerca de 25 mil pessoas diariamente. Com certeza, mais um sucesso de visitação”, declara o arquiteto Fernando Arouca, sócio da Arquiprom, proponente e produtora do projeto.

 

A exposição reproduz parte da exposição principal do Museu, no Pacaembu, apresentando a cultura e história do esporte por meio de instalações multimídia e interatividade. “Acrescentamos em cada cidade histórias e curiosidades exclusivas dos times da região em fotos, textos e objetos de colecionadores”, revela Daniela Alfonsi, Diretora de Conteúdo do Museu do Futebol.

 

Em Sorocaba, destacam-se as fotos épicas de 1900, do Sport Club Savoia, time formado pelos funcionários italianos da fábrica de tecidos no distrito de Votorantim, e do Esporte Clube Sorocabano (1902). Entre as curiosidades, a importância dos campeonatos amadores da cidade e uma das primeiras torcidas organizadas e uniformizadas da cidade, a Tira-Prosa, do Esporte Clube São Bento, fundada pelas irmãs Ramalho em 1975.

 

Em uma vitrine, recordações especiais dos dois atuais clubes da cidade: uma camisa de 2013 do Esporte Clube São Bento – ano de acesso à série A-1 – autografada pelos jogadores Gatãozinho, Bruno Ligeiro, Antônio Ribeiro e Anselmo Filho; e representando o Clube Atlético de Sorocaba, de 1997. Os objetos compõem a coleção de Luis Fernando Vilas Boas.

 

Trajetória – antes de Sorocaba, a exposição que percorre o Estado, esteve em Santos, Piracicaba e Taubaté, reunindo 55 mil visitantes – número maior do que a capacidade máxima do Estádio do Pacaembu (40.199 pessoas).

 

A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura; do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, organização social de cultura que gere o Museu do Futebol; e da Arquiprom, proponente e produtora do projeto viabilizado por meio do Ministério da Cultura via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O patrocínio é do Carrefour, IBM, Itaú e Samsung. O Museu do Futebol Na Área conta também com o apoio do SISEMSP, Epson, da Prefeitura do Município de Sorocaba e do Shopping Iguatemi Esplanada.

 

O Museu do Futebol Na Área

A exposição reproduz seis espaços do Museu do Futebol, com destaque para curiosidades sobre o esporte em Sorocaba, seus times amadores e profissionais e torcidas.

 

Para trazer o clima das instalações do Museu no Pacaembu, foram convidados alguns dos profissionais responsáveis pela elaboração do projeto original, como Daniela Thomas e Felipe Tassara, criadores do conceito expográfico da mostra itinerante, e o designer Jair de Souza, que assina a direção de arte e de dois novos vídeos produzidos especialmente para o novo projeto. O primeiro deles, logo na entrada, é umtour pelo Estádio do Pacaembu e algumas das salas do Museu, um convite à experiência de unir, por meio do futebol, história, emoção e diversão.

 

Em seguida, na Sala das Origens, apresenta-se a trajetória da chegada do futebol no Brasil, com Charles Miller, no final do século XIX, até os primórdios da profissionalização do esporte e da aceitação de atletas negros e mestiços a partir dos anos 20. Mais de cem fotografias e um vídeo mostram também os primeiros clubes, estádios, torcidas e jogadores. Nesta área estarão 14 imagens históricas do futebol da região.

 

Em seguida, o visitante encontrará, num ambiente colorido e divertido, a Sala dos Números e Curiosidades, com recordes, regras do jogo, frases famosas, vídeos e vitrines com objetos, um pebolim e um campo de futebol virtual para todos brincarem.

Na sequência, o público se emocionará com a instalação Versus, exclusividade da mostra, criada pelo artista multimídia Tadeu Jungle. A experiência consiste em acompanhar uma partida inteira somente observando os torcedores. São 120 minutos da intensidade e vibração das torcidas de Palmeiras e Corinthians, captadas durante a semifinal do Paulistão 2015 – que terminou com vitória do time alviverde nos pênaltis em pleno Itaquerão.

 

No módulo Gols, relembrará gols importantes da história do futebol recontados por 27 jornalistas esportivos, como Luciano do Valle, Armando Nogueira e Galvão Bueno. Na Sala do Rádio, locuções clássicas dos anos 1930 aos anos 2000, como as de Fiori Giglioti, Ary Barroso e Osmar Santos, trazem a emoção de traduzir o jogo pelas ondas do rádio. O conteúdo estará disponível em multimídias touch screen.

A história das Copas do Mundo, desde a criação até o famoso “7 a 1” de 2014, estará retratada com fotos e um vídeo especialmente editado para a mostra, com roteiro do jornalista Marcelo Duarte e direção de Jair de Souza.

 

Completa a experiência o Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), área do Museu responsável pela pesquisa e documentação do acervo. Em cada cidade há uma biblioteca com cerca de duzentos títulos de livros para pesquisa sobre os clubes locais, os times paulistas, biografias de jogadores, entre outros. Computadores para acesso ao banco de dados do Museu do Futebol ficam à disposição dos interessados em compartilhar com o Museu suas histórias e acervos sobre futebol.

Todo o material produzido durante o período integrará o acervo de referências do CRFB e ficará disponível em um site criado para o projeto:  naarea.museudofutebol.org.br .

 

As escolas da região poderão agendar visitas educativas, com direito a material pedagógico exclusivo para professores e alunos. O agendamento é pelo email museunaarea@gmail.com

 

Serviço Exposição itinerante Museu do Futebol na Área – Sorocaba

Abertura: Dia 6 de junho, das 17h30 às 20h30, só para convidados e imprensa;

Dia 7, a partir das 10h, para o público em geral.

 

Período em cartaz: de 7 de junho a 10 de julho

 

Funcionamento: de terça à sexta-feira, das 10h às 18h;

aos sábados e domingos, das 12h às 20h.

 

Local:  Shopping Iguatemi Esplanada

Entrada Ala Sul: Av. Gisele Constantino, 1850 – Votorantim – SP

Entrada Ala Norte: Av. Izoraida Marques Peres, 401 – Sorocaba

 

Entrada gratuita

 

Na Internet: www.museudofutebol.org.br // www.facebook.com/museudofutebol

Site especial: naarea.museudofutebol.org.br

E-mail: contato@museudofutebol.org.br

 




Sergio Diniz da Costa: 'O último balão'

Sergio Diniz da Costa

“Tudo era divertido! Porém, havia algo que era mais do que divertido, era mágico: ver, nas noites frias e mal iluminadas pelas luzes da cidade, os balões que cortavam o céu.”

Os meses de inverno da minha infância eram muito frios. Principalmente à noite. Mas, talvez fosse esse frio intenso, gélido que completava a magia de uma das épocas do ano mais mágicas, para mim: as festas juninas!

E, como não poderia deixar de ser, em muitos bairros os moradores se reuniam para montar os arraiais, com as barraquinhas onde, na dificuldade financeira, tinha de decidir entre os pinhões, bolo de milho, canjica, curau… e, às vezes escondido, pela ‘benesse’ de algum adulto, até vinho quente ou quentão, pois, naquela época, ‘ficar com lombrigas’ era coisa muito séria.

Tudo era divertido! Porém, havia algo que era mais do que divertido, era mágico: ver, nas noites frias e mal iluminadas pelas luzes da cidade, os balões que cortavam o céu.

E havia balões de tudo quanto é tipo, sendo que, para as pessoas mais pobres – como eu – era de se contentar em soltar (e, depois, correr atrás) tão somente o famoso e pequenino balão ‘chineizinho’.

Na minha infância, pois, duas grandes coisas marcavam as minhas noites no inverno: as estrelas (eu sabia o nome de muitas delas) e os balões juninos, competindo com o brilho das estrelas.

Todavia, chegou um tempo em que os balões deixaram de ser luzes de sonhos no céu. Comecei a ouvir falar dos balões dos adultos, aqueles que, ao cair, incendiavam casas, prédios, fábricas, plantações. Inclusive os meus chineizinhos!

Não! Não! Não era possível que os balões incendiassem casas, plantações… Não! os meus balões só incendiavam a minha imaginação!

E de nada adiantou esse argumento, pois chegou um dia, finalmente, um fatídico dia em que os balões se tornaram ‘fora-da-lei’.

A partir de então, minhas noites de inverno, minhas festas juninas só podiam contar com as estrelas do céu. Mas eu, menino ainda, continuei olhando todas as noites para os céus juninos. Talvez alimentando a esperança de pelo menos ver… o último balão!

 

*  Crônica publicada, originariamente, na Revista Bemporto, edição de julho de 2015.

Sergio Diniz da Costa

Advogado aposentado, escritor, poeta, revisor de livros e membro da Academia Votorantinense de Letras, Artes e História (sergiodiniz.costa2014@gmail.com)