Saiu na TV Tem: 'Itapetininga recebe neste domingo peça teatral inspirada em 'Drácula''
Evento será neste domingo (29), às 20h30, no Auditório Abílio Victor
Espetáculo ‘Carfax’ mistura roteiro do personagem de livro com do cinema.
‘Carfax’ conta a história de Drácula sob diferente
perspectiva (Foto: Divulgação/ Grupo Tapanaraca)
A peça teatral “Carfax”, inspirada na história do vampiro “Drácula”, será apresentada neste domingo (29), às 20h30, no Auditório Abílio Victor em Itapetininga (SP). O espetáculo é aberto ao público e promovido pelo grupo Tapanaraca. O auditório fica na Rua Dom Joaquim, 518, Centro.
A peça mistura elementos da obra literária de Bram Stocker com adaptação para os cinemas feita por Francis Ford Coppola. Carfax é o nome do manicômio que faz parte do livro. Na peça, a história do Drácula é contada pelos loucos do manicômio.
A encenação já venceu o evento do mapa cultural paulista no ano de 2010 representando a cidade de Itapetininga. “Carfax” é dirigido por Fabio Jurera e tem no elenco os atores Bianca Sbruzzi, Ellen Monteiro, Lucy Villar, Lucas Bonini, Panis Neto e Rafael Rodrigues.
Artigo de Guaçu Piteri: 'A aliança PT/PMDB'
Guaçu Piteri
Guaçu Piteri – A aliança PT/PMDB
Qual a razão do espanto com a publicação das conversas do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, com figurões do PMDB?
Alguém duvida que, Lula, Dilma, Temer, ministros, congressistas estrelados e pesos pesados das mega empreiteiras têm interesse em desestruturar a operação Lava Jato?
A lógica é de fácil compreensão, ou seja, até ao episódio do impeachment, todos participavam do consórcio que promoveu os malfeitos, saqueou o erário e precipitou o Brasil na maior crise da História.
Todos, portanto, colocaram-se na mira do juiz Sérgio Moro.
Especula-se, agora, na imprensa e na rede, que as denúncias dando conta de que a posição do PMDB, contrária à Lava Jato, legitima a tese do “golpe” defendida pelo petismo.
Essa ilação é esdrúxula, extemporânea e fora de contexto, pela simples constatação de que – a exemplo do PMDB – Dilma e Lula engajaram o seu governo e o seu partido no mais descarado dos processo de desestabilização da Lava Jato.
A conclusão é simples: na guerra pelo poder, PT e PMDB se confrontam ferozmente.
Mas, na operação salve-se quem puder, se uniram para derrotar Sérgio Moro…
E perderam.
Itapetininganos com o presidente Temer
Recordação de um encontro entre parentes próximos
Em encontro realizado há anos…
Na foto abaixo aparecem:
o Dr. José Salem Neto, D. Neide Salem, D. Helena Salem, o presidente interino Dr. Michel Temer, o médico itapetiningano Dr. David Cavalheiro Salem e sua esposa Elaine.
Ao fundo, o Dr. Roberto Albuquerque, ex-delegado seccional de policia.
O motivo do encontro, a proximidade familiar: o avô do Dr. David Salem veio ao Brasil como imigrante nascido de Batroun, cidade litorânea do Líbano, e era primo dos avós de Michel Temer, também da mesma cidade.
Artigo do Celso Lungaretti: 'PUNIÇÃO DOS TORTURADORES: ARGENTINOS SE MOSTRARAM HOMBRES E NÓS, POLTRÕES.'
O BRASIL LEVA UM CHOCOLATE DE 7×1 DA ARGENTINA. A CULPA É DA DILMA
O título é brincalhão, mas não incorreto. Os argentinos, que deverão sentenciar ainda nesta 6ª feira (27) 18 militares participantes da famigerada Operação Condor, realmente nos aplicaram sonora goleada em termos do tratamento que as nações civilizadas dão às atrocidades ditatoriais. E a presidente afastada ficará na História como a antiga torturada que desperdiçou uma grande e última chance de iniciar a punição dos torturadores no Brasil.
Segundo a ONU, um dos principais deveres dos países que se redemocratizam é apurarem e punirem os crimes praticados pelos agentes do Estado contra aqueles que resistiam ao arbítrio. Mas, não se poderia esperar tal atitude de um José Sarney, que atravessara o regime militar como um mero serviçal parlamentar dos tiranos fardados; de um Fernando Collor, que começou a carreira política nas hostes governistas e foi recompensado pela ditadura com sua nomeação para prefeito (biônico) de Maceió; de um Itamar Franco, que nunca se notabilizou por atos de coragem; ou de um FHC, contemporizador por natureza.
Do Lula esperávamos muito e obtivemos nada. Em 2007, quando do lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade, um chocante levantamento de assassinatos cometidos pelos capangas da ditadura e apurados pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça, o alto comando do Exército, passando por cima do ministro da Defesa Nelson Jobim, lançou uma nota oficial de repúdio à iniciativa.
Os ditadores Videla e Bignone no banco dos réus. Lá.
Como se tratava de um ato de flagrante insubmissão e quebra de hierarquia, qualquer presidente cioso de suas responsabilidades como comandante em chefe das Forças Armadas exoneraria de imediato os signatários. Lula preferiu capitular vergonhosamente, não só engolindo o sapo como também determinando aos ministros da Justiça (Tarso Genro) e dos Direitos Humanos (Paulo Vannuchi) que não tomassem, no âmbito do Executivo, nenhuma iniciativa contra os antigos torturadores; orientou ambos a passarem a batata quente adiante, apontando às vítimas do arbítrio e aos defensores dos direitos humanos o caminho dos tribunais. Pilatos explica.
Em abril de 2010, numa das decisões mais aberrantes e vergonhosas de sua História, o Supremo Tribunal Federal considerou válida a anistia que os ditadores concederam a si próprios e a seus esbirros em plena vigência do regime de exceção. A partir de então tornou-se diletantismo acionar criminalmente os torturadores, pois, chegando ao STF, qualquer condenação seria anulada.
No final de novembro do mesmo ano, contudo, surgiu uma última e inesperada chance de virarmos o jogo, quando a Corte Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à OEA, sentenciou:
“Os crimes de desaparecimento forçado, de execução sumária extrajudicial e de tortura perpetrados sistematicamente pelo Estado para reprimir a Guerrilha do Araguaia são exemplos acabados de crime de lesa-humanidade. Como tal merecem tratamento diferenciado, isto é, seu julgamento não pode ser obstado pelo decurso do tempo, como a prescrição, ou por dispositivos normativos de anistia“.
Muito blablablá e nenhum torturador encarcerado. Aqui.
Se o Estado brasileiro aceitasse, relativamente às execuções no Araguaia, o que é praticamente uma obviedade no Direito Internacional –a de que leis de anistia não têm força legal para impedirem o julgamento de assassinatos e torturas perpetrados por ditaduras–, como poderia sustentar posição diferente com relação aos demais assassinatos e torturas cometidos pela repressão política do regime militar?
Lula, oportunisticamente, não tomou decisão nenhuma a este respeito no seu último mês de mandato, legando o abacaxi à Dilma. E esta mandou às urtigas a chance que teve de mandar apurar o banho de sangue no Araguaia não por iniciativa própria (o que provocaria muita grita da extrema-direita), mas cumprindo a determinação de um organismo internacional.
Ignorou olimpicamente tal sentença e, como contraponto propagandístico, criou uma Comissão da Verdade engana trouxas –cuja atuação, vale lembrar, não respaldaria quando dos inevitáveis choques com os empenhados em perpetuar a mentira, a ponto de duas testemunhas importantes terem sido assassinadas de forma suspeitíssima e ficar tudo por isso mesmo.
Enquanto isto, a Argentina vem sentenciando seus gorilas e respectivos paus mandados desde agosto de 2009 e já emitiu mais de 500 condenações à prisão. Agora, espetacularmente, vai punir militares argentinos responsáveis por operações conjuntas com as ditaduras do Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, no sentido de capturarem e/ou assassinarem militantes de esquerda no exílio.
Universindo Dias e Lilian Celiberti: sobreviventes.
Caso do nosso Joaquim Pires Cerveira, que sobreviveu ao inferno do DOI-Codi/RJ em 1970 (quando fui seu companheiro de cela), mas a ele retornou, para ser morto, no final de 1973, depois de ser capturado em Buenos Aires.
Em território nacional, o episódio mais famoso da Operação Condor foi o chamado sequestro dos uruguaios (o casal Universindo Dias/Lilian Celiberti e seus dois filhos menores) em novembro de 1978. A imprensa brasileira descobriu rapidamente o ocorrido e denunciou, sem, contudo, conseguir evitar que os quatro fossem despachados para o Uruguai. Mas, a repercussão internacional deve ter contribuído para que todos sobrevivessem.
Resumo da opereta: os argentinos se mostraram hombres e nós, poltrões, permitindo que o nosso país continuasse sendo o asilo dos torturadores reformados.
7×1? Pensando bem, está mais para 7×0…
OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
Artigo da leitura Sonia Moreira: 'Alice no país das maravilhas!'
Sônyah Moreira – Alice no país da maravilhas!
Quem não conhece essa fábula maravilhosa? Do autor Lewis Carroll (1832-1898), há quem dita não ser uma obra infantil, e sim destinadas aos mais crescidinhos. Como em toda história há sempre algo por trás, ou alguma mensagem subliminar, porém, gostaria de fazer uma analogia com fatos atuais, de um país das maravilhas, ou uma república das bananas. Venez! (Vamos lá).
Iremos fazer comparativos com os personagens da fábula, e nossos distintos governantes, preparem-se, pois a viagem poderá causar acessos de riso, por conta dos devaneios desta que lhe escreve.
Comecemos pela rainha, a personagem não suporta ser contrariada, e diz aos berros cortem a cabeça, alguma semelhança? E o nosso coelho branco lembra alguém? Um ser que sai correndo, ricamente trajado, dizendo que está atrasado e que sabe de cor os ritos da câmara dos deputados, um verdadeiro gênio olhando por cima de seus óculos, perceba há semelhança até no jeito de andar.
Continuemos em nossa jornada árdua em buscar semelhanças com nossas personalidades do planalto.
Vejamos! Alice buscou aproveitar-se da experiência inusitada desse país da loucura, assim como nós, tentamos sobreviver a cada sobressalto em nossa rotina. Adaptando-nos a cada nova medida, leis, tributos, ouvindo discursos insanos ditos por quem está apenas interessado em poder desmedido, e detalhe, o poder que foi entregue por seus eleitores a chapeleiros loucos, coelhos possuidores de relógios, e rainhas de copas deslumbradas.
Percebam, que nós meros expectadores somos como nossa protagonista Alice, perdida num país das maravilhas, um universo mágico, cheio de surpresas, que na maioria das vezes são desagradáveis. Bem! Nem de longe tenho a aptidão de nosso querido autor Lewis. Porém, acredito que podemos sempre tirar proveito de situações encontradas em contos de fadas, fazendo um comparativo e parodiando com acontecimentos reais. É, mas infelizmente, nossa realidade fica muito triste, motivo de galhofa em jornais de outros mundos mágicos, igualmente hilários como o nosso grande país das maravilhas, ou república das Alices, lá também deve ter muitos chapeleiros loucos, coelhos com relógios e até rainhas loucas, opa! Lembrei! Aqui pertinho teve sim, no país de nossos hermanos, “Ela” a rainha, recusou-se a passar a faixa ao novo rei, viu! Alegrem-se! Não estamos sós.
Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com
Vestibular Univesp com inscrições abertas para os cursos de engenharia da produção e de computação
Inscrições podem ser feitas até o dia 13 de junho
O vestibular da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) está com inscrições abertas para os cursos de engenharia da produção e de computação na unidade da Universidade Aberta do Brasil (UAB).
A taxa é de R$ 67,90 e as inscrições seguem até o dia 13 de junho.
São 108 vagas disponíveis para Itapetininga. Os cursos serão da UAB – Universidade Aberta do Brasil.
Em Sorocaba são 18 vagas disponíveis e em Itu, 36 vagas.
Os alunos selecionados serão divididos em três turmas: 36 vagas para aulas às segundas-feiras no período noturno
O mesmo número de vagas para as aulas às quartas-feiras a noite e aos sábados de manhã.
O vestibular 26 de junho, às 9h., com 60 questões de múltipla escolha.
Univesp
Os cursos da Univesp são desenvolvidos a distância, por meio do ambiente virtual, com encontros presenciais realizados quinzenalmente.
Sergio Diniz da Costa: 'Eu e o meu chuveiro'
Sergio Diniz da Costa
EU E O MEU CHUVEIRO
Diga-me, meu caro leitor, por um acaso você já teve ou ainda tem alguma relação de amor e ódio por algo ou por alguém?
Se a resposta for um sonoro ‘sim!’, sabe perfeitamente como se dá essa dependência. É, certamente, algo como a dependência por alguma droga: você a consome e ela, com o tempo, te consome, também. Um círculo vicioso. Um horror!
Pois eu tenho, infelizmente, uma relação dessa natureza. E, como o título desta crônica bem o indica, com o meu chuveiro!
Existe algo mais prazeroso do que tomar uma deliciosa ducha, principalmente depois de uma caminhada mais longa, ou uma corrida, ou, ainda, alguma atividade profissional que implique em grande esforço físico? E dormir, então, depois de um banho bem quentinho? Tudo de bom, né?
E, sobre tomar banhos, tem aqueles dos meses de verão e aqueles outros, de inverno.
Os dos meses quentes, impreterivelmente, com água fria. E, os dos meses de inverno… Bem, em primeiríssimo lugar, o ritual para eles já é um pouco mais complicado.
Levantar da cama, depois de uma noite inteira hibernando sob cobertores pesados e quentíssimos, requer uma vontade férrea, um esforço próprio de ‘Os Doze Trabalhos de Hércules’.
E esse esforço é redobrado se, pra piorar ainda mais a situação, o dia estiver frígido e chuvoso. Ninguém merece!
Mas, como o dever nos chama, lá vou eu, destemidamente, sair da cama, colocar os pés num par de chinelos gelados e, feito um guerreiro bárbaro, enfrentar o estimulante banho da manhã.
Entro no banheiro e, com
o meu apartamento não tem o luxo da calefação (próprio de países de regiões frias), tirar o pijama já é outra etapa da façanha heroica. Entretanto, a imagem do guerreiro bárbaro, do chefe viking à frente de seus guerreiros, em pleno campo de batalha, me impele avante.
E, aí, a coisa começa a complicar, pois é preciso anos de prática para se conseguir encontrar o ponto ideal da torneira, de modo que a água não fique nem quente e nem fria demais.
Esse processo se torna mais difícil ainda quando a torneira já é um tanto quanto usada e, por causa disso, mais um tanto quanto emperrada.
E vira daqui, vira de lá neste processo, e já enregelado, eis que, finalmente, o tal ‘ponto ideal’ da dita cuja é atingido e o calor da água atinge seu ponto ideal! Aleluia!
E lá vamos nós, agora mergulhados numa torrente de água quentinha, acolhedora…
Até que, inesperadamente, bem no meio daquele jato quente, surge um pingo gelado! Bem nas costas! E justamente no momento em que estou com o rosto coberto de espuma!
Rapidamente, retiro a espuma e passo a procurar a fonte daquele infortúnio.
Localizo-o! Vem pelo cano, provavelmente porque, ao colocar o chuveiro, faltou um tantinho de veda-rosca pra dar o aperto necessário para fixa-lo.
E ele, o tal pingo inoportuno, a partir daí, passa a fazer parte do delicioso banho quente.
Agora, nesta mescla de prazer e desprazer, resolvo terminar o banho o mais rápido possível.
Fecho a torneira e começo a me enxugar. Como o box é pequeno, fico praticamente embaixo do chuveiro e, mal terminando de enxugar as costas, eis que um pingo vindo diretamente da Antártida cai nelas, já secas.
Solto um mega palavrão! E passo a matutar o porquê de esse pingo aparecer justamente no inverno, nos dias mais frios, no banheiro mais frio, no corpo (e na alma) mais frio…
E, já envolto pelo vapor que sai do chuveiro, entre uma enxugada e alguns palavrões, fico a ‘viajar’ mentalmente. E passo a ver, na torneira, no chuveiro e no cano um conluio maquiavélico, hábil a me infundir um misto de raiva e desespero.
O chuveiro parece ter adquirido vida! E, de súbito, me lembro de Chuck, Hugo, Blade e outros bonecos assassinos.
Em meio ao vapor, que já tomou conta do box, sinto que vou enlouquecer! Até o momento em que escuto algumas pancadas na porta do banheiro.
Pra minha salvação, contudo, é apenas minha esposa, perguntando se está tudo bem, pois faz ‘apenas’ 40 minutos que estou tomando banho.
Alívio completo!
Tudo não passou tão somente de um mísero pingo de água gelada…