Artigo da leitora Sonia Moreira: 'É o que temos para o momento!'

Sônyah Moreira – É o que temos para o momento!

Qual motivo leva uma nação, ou melhor, dizer alguns indivíduos de uma nação, que, diga-se de passagem, está passando por um momento extremamente delicado na política e na economia, a ficar cobrando mais pessoas desse sexo, ou pessoas dessa cor de pele. Coisas essas que no tocante ao momento são irrelevantes para se colocar o trem nos devidos trilhos, que pelo que consta foi descarrilado por um governo com o discurso voltado para as minorias?

Vejam! No meu humilde entender, não podemos nesse momento nos algemarmos em discursos feministas ou machistas, devemos sim, cobrar medidas saneadoras, decisões que possam nos levar a saída desse túnel sem luz no final.

Nossa capacidade intelectual independe de nosso gênero, feminino e masculino, somos igualmente capazes ou incapazes, competentes ou ineptos a função que desempenhamos seja ela qual for.

Dizer que retroagimos aos anos 70, que no staff do governo só havia homens, é no mínimo buscar nos fazer de vitima para justificar o atual estado financeiro e econômico de uma nação imensa, é dizer que sendo mulher ou homem teria maior ou menor chance de acertos ou de erros.

Senhores e senhoras parem com tal bravata, esqueçam de gênero, pense que seres humanos juntos podem encontrar soluções, para momentos difíceis. O maior defeito de uma pessoa é procurar culpados para suas derrotas, deixem de lado frases machistas ou feministas, temos que nos unirmos em um bem comum, afinal, não somos uma ilha. Precisamos lutar juntos, pensar juntos, nesse momento dramático pelo que passa nossa pátria carece de união, não de separação de gêneros, não de cobranças, vamos dar tempo ao tempo, afinal consertar o que foi danificado há 500 anos, com uma colonização exploratória deve levar mais uns 500 para purgar a linhagem. Brincadeiras a parte, devo dizer que, nada se arruma como se fosse passe de mágica com uma varinha de condão, mesmo porque, mágicas e milagres só existem em conto de fadas e historietas para boi dormir.

Discursos aguerridos em levantar essa ou aquela bandeira. Ficam apenas nos discursos, uma nação se faz com atos igualmente humanitários e para comunidade como um todo, sem direcionar para esse ou aquele cidadão, essa ou aquela classe social e sim para todos iguais perante a lei dos homens e da criação, sem discriminação de sexos, cor, raça, origem, crença, e por ai vai.

Uma nação é feita de homens, mulheres que são seres humanos iguais, exatamente iguais. É o que temos para o momento! Quem sabe no futuro, haverá algo a mais, em nossos gêneros que possa nos diferenciar nos fazendo superiores ou inferiores, por hora não há nada para sustentar as desculpas de nossas derrotas, baseadas na sorte ou azar de nascer homem ou mulher.

Lembrem-se! “Em “uma revolução famosíssima da Europa houve uma mulher guerreira,” “une femme guerrière”, porém, traída e condenada por homens e mulheres, e depois canonizada por homens. E em outro momento da história um levante revolucionário e patriótico, uma figura daqui mesmo de nossa pátria, “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria” um homem foi condenado à forca e traído por homens.

E nesses dois momentos históricos, em qual gênero deveremos ou poderemos condenar ou absolver as atitudes dos envolvidos?

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com




Guaçu Piteri retorna ao ROL: artigo 'Justiça na Democracia'

Guaçu Piteri
Guaçu Piteri

Guaçu Piteri: ‘Justiça da Democracia’

Deodato, coordenador estadual do partido, não poderia ter sido mais direto:

– Rafael, leva essa nominata da nova Comissão Provisória de Osasco ao cartório eleitoral para registro. Preciso dessa providência hoje, sem falta.

– Não dá para mandar um funcionário?

– Não. Tem que ser o presidente municipal. É exigência do TSE.

Rafael, o jovem dirigente partidário, tinha trauma de enfrentar a prepotência e o desprezo de burocratas das repartições federais que se consideram patrões dos contribuintes que lhes pagam os salários.  Mas, como não havia alternativa, dirigiu-se à rua Padre Damásio, na esquina da Primitiva.

Chegou, tomou seu lugar  no fim da fila e, pacientemente, esperou sua vez.

– Bom dia. Eu sou o presidente da Comissão Provisória do meu partido e vim em busca da senha de acesso à Justiça Eleitoral.

Na sala, dois estagiários do CIEE e duas funcionárias:

A morena, idosa, levantou os olhos do teclado e deu a impressão de que não sabia o que responder. Sua colega, jovem, loira, arrogante, aproximou-se e disparou:

– Não é aqui.

– Aonde poderia ser, perguntou Rafael.

– Você já foi ao TRE?

– Não. Na verdade …

– Por quê não foi?

– Bem, senhora, é que me mandaram vir aqui…

A funcionária deu-lhe as costas e, antes de desaparecer numa sala interna, sentenciou:

–  Você não pode ficar aqui dentro. Rafael entendeu o sentido da frase que, aos seus ouvidos soou como “assunto encerrado, ponha-se daqui pra fora”

Humilhado, vencido e enredado no roteiro kafkiano que se delineava, resolveu telefonar para a secretária do Diretório Estadual para pedir orientação. Enquanto ligava, ocorreu-lhe a ideia de aplicar o velho golpe da carteirada. Não teve dúvida, em voz alta para que todos na sala pudessem ouvi-lo, saiu-se com essa:

“Alô, deputado, eu estou no cartório eleitoral conforme determinação de Vossa Excelência. Os funcionários estão me informando que não é aqui.”

A secretária do partido na outra ponta da linha, perplexa, não sabia o que responder.

(“Como?… Quem está falando?… Eu não estou entendendo…”)

“Então é isso mesmo, né deputado?” – continuou Rafael. “Ah!… Sei!… Vossa Excelência tem certeza. É aqui no cartório onde eu estou.”

Os funcionários, em pânico, retornaram aos seus postos. O chefe, até então recluso numa sala interna, apareceu, e, de imediato, sentou-se ao computador. Em menos de cinco minutos o documento estava disponível.

Antes de se retirar, Rafael simulou  outro telefonema:

“Jairo, avisa a militância que o Senador me telefonou de Brasília confirmando a  presença na nossa reunião hoje à noite. Eu quero casa cheia…”

(“Senador?…Hoje?… É pegadinha, colega?”)

Com um sorriso, Rafael desligou o telefone, encarou uma funcionária, a loira arrogante, e comentou:

“O que mais me emociona é a propaganda do TSE: ‘Justiça Eleitoral é a Justiça da Democracia'”. Pode?




Senac oferece curso on-line e gratuito para aprender Libras

Curso gratuito de Libras

O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) oferece o curso LIBRAS Básico  – Língua Brasileira de Sinais, dentro do PSG (Programa Senac de Gratuidade). As aulas são totalmente gratuitas e atendem à necessidade de promover o processo de inclusão por meio da comunicação entre pessoas ouvintes e pessoas surdas.

A aprendizagem é feita totalmente on-line, na plataforma do Senac. A ideia mínima é 15 anos e ensino fundamental completo. Para emitir o certificado, o aluno deve ter competência desenvolvida em todas as unidades curriculares.

libras

O curso é voltado para profissionais em geral, interessados em entender sinais básicos e comunicar-se com o surdo em situações de atendimentos simples que envolvam o processo de conversação em LIBRAS. Clique aqui e comece agora!

Podem se inscrever aqueles cuja renda familiar mensal por pessoa não ultrapasse dois salários mínimos. É preciso preencher uma ficha com informações pessoais e assinar uma declaração de renda, após clicar em seu curso de interesse.




Especialização gratuito a distancia da ANA prorroga inscrições

Especialização gratuita a distância da ANA prorroga inscriçõesSão 400 vagas disponíveis na modalidade EAD para todo o Brasil. Veja como fazer a sua inscrição

Especialização gratuita a distância da ANA prorroga inscrições

A Agência Nacional das Águas (ANA), em parceria com a Pro Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), está oferecendo curso de especialização gratuito a distância. São 400 vagas que podem ser ocupadas por pessoas de todo o Brasil. As inscrições foram prorrogadas e agora podem ser feitas até dia 29 de maio. Veja também oscursos gratuitos de especialização oferecidos pela Fiocruz aqui. 

O curso é de “Especialização em Elaboração e Gerenciamento de Projetos para a Gestão Municipal de Recursos Hídricos”. Trata-se de uma pós-graduação Lato Sensu, na modalidade EAD, mas como acontece em todos os cursos de especialização realizados desta maneira, é necessário que o aluno compareça aos encontros presenciais de curta duração.

Para facilitar o deslocamento, há uma cidade polo em cada região do país (Manaus, Fortaleza, São Paulo, Florianópolis e Brasília). O curso é gratuito, mas o valor pago para chegar até a cidade polo deverá ser arcado pelo candidato. Durante os encontros presenciais os estudantes farão provas, entregarão trabalhos, dentre outras atividades.

São três encontros, de três dias cada, realizados nos primeiros 12 meses de estudo. O curso tem duração total de 18 meses.

Para concorrer a uma vaga é necessário ter graduação completa, ser servidor público municipal, estadual ou federal e ter condições de acesso à internet, para acompanhar o estudo. Se você não se adequar às exigências, pode se inscrever nos cursos gratuitos a distância oferecidos pela FGV aqui. 

Inscrições

Interessados em se inscrever no curso gratuito de especialização devem entrar no site oficial: http:/prpi.ifce.edu.br/ifce_ana. Nele é possível ter acesso ao edital completo e a todas as regras para participar do processo seletivo.

A divulgação do resultado da seleção está prevista para o dia 10 de junho de 2016. Caso o candidato não concorde, poderá recorrer até o dia 15 de junho do mesmo ano. A lista final, com os resultados das análises de quem entrou com recurso, será divulgada no 24 de junho de 2016.

Os aprovados deverão realizar matrícula do dia 27 de junho até o dia primeiro de julho. As aulas estão previstas para começarem dia 1 de agosto. Mais informações no mesmo site das inscrições.




USP Oferece cinco cursos gratuitos a distância

USP abre inscrições para novos cursosOs cursos oferecidos são de engenharia, física, matemática, ciências políticas e ética

USP abre inscrições para novos cursos

Para quem deseja fazer um curso para melhorar o currículo, mas não tem dinheiro nem tempo para a opção presencial, essa é uma grande oportunidade: a USP está oferecendo cinco novos cursos gratuitos totalmente a distância.

Esses cursos, que são vinculados ao Veduca, tem qualidade equivalendo aos cursos de MBA e de nível superior oferecidos pela USP, visto que eles são ministrados por professores da própria instituição.

Se você ainda não conhece o Veduca, saiba que ele é um site brasileiro que tem como objetivo principal levar conhecimento de ensino superior aos estudantes, de forma gratuita e a distancia. Saiba quais são os cursos oferecidos:

 

Engenharia e Inovação

O curso de MBA focado em engenharia e inovação tem duração de 360 horas e é necessário elaborar um trabalho de conclusão de curso ao final. Com duração mínima de 12 meses e o aluno tem o prazo de 30 meses para concluir. O curso conta com certificado e material. O objetivo é aprimorar a capacidade individual de liderança e fazer com que os processos sejam mais eficientes.

Probabilidade e estatística

 Nesse curso a matemática é estudada envolvendo variações, estruturas, espaços, medidas e quantidades. A ideia é observar padrões para conseguir resolver questões que envolvam a temática. São 16 videoaulas, totalizando 60 horas de curso.

Física básica

Compreende o estudo e análise do movimento e repouso dos corpos, sua evolução no tempo e seus deslocamentos, sob a ação de forças, e seus efeitos subsequentes sobre seu ambiente.

Ciência Política

O curso tem como objetivo estudar as estruturas e todos os processos que envolvem o governo enquanto organização humana. Os temas estudados envolvem administração, geopolítica, economia e filosofia. O curso é dividido em 9 vídeoaulas e tem duração total de 60 horas.

Eletromagnetismo

O foco desse curso é explicar a relação entre magnetismo e eletricidade, considerando os materiais que envolvem o cotidiano. Ele conta com 60 horas divididas em módulos de 20 vídeoaulas.

Ética

A ética é utilizada para justificar condutas, escolhas, comportamentos e valores morais. O curso dividido em 13 aulas estuda a ética considerando pensadores como Nietzsche e Kant.

Mais informações: http://br.blastingnews.com/educacao/2016/01/usp-oferece-5-cursos-gratuitos-a-distancia-00763973.html




Músico Dani Black se apresenta no Sesc Sorocaba

Com o show Dilúvio, o músico traz uma miscelânea de estilos, explorando as batidas do rock, funk e reggae

 

Despontando como um nome de destaque na nova geração da música brasileira, o músico e cantor Dani Black se apresenta no próximo dia 26 de maio, a partir das 19h, no teatro do Sesc Sorocaba. Filho de vozes importantes da MPB, Tetê Espíndola e Arnaldo Black, o cantor traz a Sorocaba o show Dilúvio, com músicas de seu último CD.

Ex-integrante da banda 5 a Seco, Dani Black foi eleito pela Billboard Brasil como artista revelação de 2011 e premiado em diversos festivais de composição pelo país. Ainda assim, o músico, compositor e cantor não é estreante no cenário musical brasileiro. Já fez participações na gravação do DVD de Maria Gadú, participou do DVD “Aos vivos agora”, de Chico César, com quem fez a turnê de divulgação pelo Brasil, Europa e Argentina.

Como compositor, Dani é um dos mais gravados de sua geração, com músicas interpretadas Maria Gadú, 5 a seco, Pedro Mariano, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, além de ter suas composições “Oração” e “Atento aos sinais” interpretadas por Ney Matogrosso. Compôs ainda a trilha sonora da peça “Uma noite na lua”, de João Falcão, estrelada por Gregório Duvivier e eleita uma das 10 melhores em cartaz no Rio de Janeiro.

Dilúvio

Em seu segundo disco de estúdio, “Dilúvio”, Dani traz um repertório com músicas falando de amor e abusa dos sons líricos de orquestra, numa combinação de cordas, piano, guitarra, trompetes e programações eletrônicas que interpretam estilos variados como o romantismo, o funk e o rock.

O músico define as composições de “Dilúvio” como um repertório de canções de amor, “um dilúvio de ideias, de mensagens, de sensualidade”. Além disso, o nome do disco faz uma alusão ao dilúvio bíblico, ou seja, uma tempestade seguida da reconstrução, o que para Dani Black reflete seu estímulo criativo.

O show acontece a partir das 19h do próximo dia 26 de maio no Teatro do Sesc Sorocaba. Outras informações pelo telefone (15) 3332-9933 ou no portal sescsp.org.br/sorocaba.

 

Serviço:

Dani Black – Dilúvio

Data: dia 26/05, às 19h

Local: Teatro do Sesc Sorocaba.

Classificação: 12.

Ingressos:

R$6,00 – Credencial Plena – Trabalhador do Comércio de bens, serviços ou turismo matriculado no Sesc e dependentes.

R$12,00 – Meia entrada para Estudantes, servidores de escola pública, pessoas com mais de 60 anos,  aposentados ou deficientes.

R$20,00 – Inteira

275 lugares.

 

Estacionamento:

Para credenciados no Sesc = R$ 4,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional.

Não credenciados = R$ 8,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional.




Músicos portugueses apresentam espetáculo inédito no Conservatório de Tatuí

‘Fogo – um passeio por canções brasileiras e portuguesas’ será apresentado no próximo dia 8 de junho, às 20h

O Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – recebe no próximo dia 8 de junho (quarta-feira), às 20h, o espetáculo “Fogo – um passeio por canções brasileiras e portuguesas”. A produção marca a segunda turnê ao Brasil do MPMP (Mvoimento Patrimonial pela Música Portuguesa), com apoio da Direção-Geral das Artes /Governo de Portugal, Embaixada de Portugal no Brasil e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.

O espetáculo, integrado pela soprano Joana Seara, pelo pianista Jan Wierzba, com apresentação de Edward Luiz Ayres d’Abreu, será realizado no teatro Procópio Ferreira, à rua São Bento, 415, com entrada franca.
A turnê “Fogo – um passeio por canções brasileiras e portuguesas” propõe uma viagem concebida a partir de uma das óperas mais icônicas da história da ópera em língua portuguesa: Serrana, de Alfredo Keil. A ária de paixão e loucura da personagem principal, fazendo transparecer o conflito entre viver um grande amor ou seguir o destino traçado (que poderia passar, curiosamente, por partir para o Brasil), cruza-se aqui com uma antologia de peças de compositores brasileiros e portugueses em torno dos mesmos dilemas e imaginários amorosos. Para acompanhar o romantismo de Alfredo Keil foram selecionados cinco compositores do século XX e cinco compositores ativos na contemporaneidade, propiciando assim uma inédita panorâmica sobre o repertório lírico luso-brasileiro das últimas décadas, com especial destaque para as obras de Almeida Prado, João Guilherme Ripper, António Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Luís Tinoco, tendo a este último sido encomendada uma obra que será apresentada nesta turnê em estreia absoluta.
Nesta viagem, apresentada por dois dos mais prestigiados músicos da atualidade portuguesa, a soprano Joana Seara e o maestro e pianista Jan Wierzba, o público pode redescobrir de que forma o fogo, um dos clássicos quatro elementos naturais, inspirou e continua a inspirar, na sua acepção mais literal ou mais metafórica, os criadores musicais da lusofonia.

“Fogo – um passeio por canções brasileiras e portuguesas” é a segunda turnê ao Brasil do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, com apoio da Direção-geral das Artes / Governo de Portugal, Embaixada de Portugal no Brasil, e Camões — Instituto da Cooperação e da Língua. Concebida como plataforma dedicada essencialmente à divulgação do patrimônio musical lusófono de todos os tempos, tem desde a sua fundação reunido centenas de compositores, musicólogos, instrumentistas e melómanos na concretização das mais diversificadas atividades. Através de parcerias históricas com algumas das instituições de maior relevo no panorama cultural português e lusófono, tais como a Biblioteca Nacional de Portugal, a Universidade de Aveiro, o Museu Nacional da Música, o Museu da Música Portuguesa e a Academia Brasileira de Música, entre muitas outras, e através de apoios diversos, o MPMP tem desenvolvido um trabalho inédito de multidisciplinaridade e criação de pontes entre os agentes de criação musical, com vista à valorização e dinamização de repertórios antes esquecidos ou menosprezados. O Ensemble MPMP, agrupamento de músicos afecto à associação, tem-se apresentado no Festival Prêmio Jovens Músicos (Centro Cultural de Belém e Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian) e no Festival de São Roque, tendo estreado várias obras de compositores portugueses contemporâneos e tendo também estreado modernamente obras de Marcos Portugal (1762-1830), D. Pedro I do Brasil / IV de Portugal (1798-1834), Joaquim Casimiro Júnior (1808-1862), Francisco Norberto dos Santos Pinto (1815-1860), Francisco de Freitas Gazul (1842-1925) e Augusto Machado (1845-1924), contribuindo especialmente para uma inédita e pioneira revisitação da música sacra portuguesa do século XIX.

Programa

No espetáculo, serão apresentadas obras dos portugueses Luís Tinoco (“Fogo”, que dá nome à turnê), António Pinho Vargas (“A maior tortura”), Eurico Carrapatoso (“Três poemas eróticos”), Alfredo Keil (“Noite medonha” – ária da ópera Serrana) e Manuel Ivo Cruz (“Mágoas de Anta” e “Amor é fogo que arde sem se ver”); e dos brasileiros Murillo Santos (“Canção de amor”), Francisco Mignone (“Alma adorada”), Adelaide Pereira da Silva (“É tão pouco o que desejo…”), João Guilherme Ripper (“Diga em quantas linhas…” — ária da ópera Domitila), Osvaldo Lacerda (“A valsa”) e José Antônio Rezende de Almeida Prado (“Bem-vinda”).

Os músicos

Joana Seara iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Santa Cecília e no Conservatório Nacional, em Lisboa. Graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian conseguiu prosseguir os seus estudos na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, tendo mais tarde sido bolsistas de várias instituições britânicas tais como a Wingate Foundation, o E. M. Behrens Charitable Trust e a Worshipful Company of Barbers, que a ajudaram a concluir o seu percurso acadêmico de pós-graduação em Performance e o Curso de Ópera naquela escola. Foi também distinguida com um Sybil Tutton Award e um Worshipful Company of Glass Sellers Music Prize.

Em ópera, Joana Seara tem interpretado papeis de Monteverdi a Puccini, de Verdi a Francisco António de Almeyda. Destacam-se Margery (The Dragon of Wantley) com a Akademie für Alte Musik Berlin, Damigella (Coronation of Poppea) com a English National Opera, Gretel (Hänsel undGretel) e Despina (Così fan tutte), ambas para Opera Holland Park e Dorinda (Orlando) para a Independent Opera at Sadler’s Wells. Outros papéis incluiem Zerlina (Don Giovanni) na Holanda, Inglaterra e Irlanda, e Galatea (Acis and Galatea) em França. No Teatro Nacional de São Carlos foi Susanna (Les Nozze di Figaro), Frasquita (Carmen), Tebaldo/Voce dal Cielo (Don Carlo), Flora (La Traviata) e Ines (Il Trovatore).

Joana trabalha regularmente nas produções dos Músicos do Tejo (dir. Marcos Magalhães). Foi Amore (Paride ed Elena), Belinda (Dido e Eneias), Nerina (Il Trionfo d’Amore), Vanetta (Il Frate N’namorato) e Vespina (La Spinalba). Também com este grupo, participou nos projectos discográficos Il Trionfo d’Amore e La Spinalba (editados pela Naxos) e As Árias de Luísa Todi. Gravou ainda o CD 18th-Century Portuguese Love Songs (editado pela Hyperion) com o agrupamento L’Avventura London, sob a direção de Zak Ozmo.

Tem-se apresentado na interpretação de grandes obras de oratória nos mais importantes palcos portugueses, como os grandes auditórios da Fundação Gulbenkian, do Centro Cultural de Belém, da Casa da Música e do Teatro Nacional de São Carlos. Sob a direção de maestros como Ton Koopman, Lawrence Foster, Simone Young, Donato Renzetti, Mathew Halls, Enrico Onofri, Christoph König, Nicholas Kraemer, Carlos Mena, Jorge Matta, interpretou obras como Jeanne d’Arc au bûcher de Honegger, as várias paixões e cantatas de Bach, O Messias de Handel, entre inúmeras outras. Com a Orquestra Barroca Divino Sospiro (dir. Enrico Onofri e Massimo Mazzeo), atuou nos festivais de Île-de-France, Ambronay, Mafra e Varna. Com os Músicos do Tejo (dir. Marcos Magalhães), apresentou-se nos Festivais de Alcobaça, Mafra e em Goa, Índia. Mais recentemente, atuou em várias cidades espanholas com o Ludovice Ensemble (dir. Miguel Jalôto).

Ao longo da sua carreira, Joana Seara tem-se dedicado também à interpretação de obras portuguesas dos setencentos, trabalhando com vários grupos de música antiga em Portugal na descoberta desse repertório. É de salientar a personagem título em L’Angelica, de Souza Carvalho, com os Concerto Campestre, obra esta que sairá em CD pela Naxos, e, também este ano, interpretará papeis principais em mais duas óperas portuguesas do séc XVIII: Dalmiro e Lindane de João Cordeiro da Silva, no Teatro Nacional de São Carlos, e L’Isola Disabitata de David Perez, no Centro Cultural de Belém, esta com a Orquestra Barroca Divino Sospiro.

Jan Wierzba nasceu na Polônia em 1985 e vive desde cedo no Porto, Portugal. Estudou Piano na Academia de Música de Espinho e no Conservatório de Música do Porto, concluindo nesta instituição o Curso Complementar com a classificação de 20 valores, na classe de Constantin Sandu e Anne-Marie Soares. Foi galardoado com o 1º Prêmio em três concursos internos do Conservatório e com o 1º Prêmio ex-aequo no Concurso de Piano Florinda Santos em duas edições. Após concurso público foi distinguido com uma Bolsa de Estudos da Yamaha Music Foundation of Europe. Em 2006 recebeu o 1.º Prêmio na categoria Música de Câmara (A) no Prémio Jovens Músicos (Rádio e Televisão Portuguesa). Aperfeiçoou-se com Aquilles Delle-Vigne, Tania Achot, Sergei Kovalenko, Oxana Yablonskaya, Fausto Neves, Pedro Burmester e Sequeira Costa, entre outros. Concluiu o Curso Superior de Piano na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, no Porto, onde estudou com Constantin Sandu.

Tem-se também destacado como um dos mais promissores diretores de orquestra da atualidade musical europeia. Projetos recentes e futuros incluem programas com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Ensemble MPMP, SÍNTESE GMC (Portugal) Manchester Camerata, Nottingham Youth Orchestra (Reino Unido), Trash Panda Collective (Holanda) e SEPIA Ensemble (Polónia), além de trabalhar como Maestro de Coro Assistente na Ópera Nacional Holandesa, em Amesterdã, emRomeu e Julieta de Berlioz.

Em 2015 foi um dos semifinalistas no Concurso de Direção de Orquestra Georg Solti, em fevereiro, em Frankfurt. Estreou-se à frente da Orquestra Sinfônica Portuguesa substituindo a maestrina Joana Carneiro. Em ópera colaborou com o Estúdio de Ópera e com a Orquestra da Escola Superior de Música de Lisboa, dirigindo a versão cénica da cantata Ester de António Leal Moreira, e com o Ensemble MPMP apresentou O cavaleiro das mãos irresistíveis de Ruy Coelho, com um intermezzo encomendado a Daniel Moreira, Cai uma Rosa…, nos teatros municipais de Almada e do Porto.

Trabalhou como Maestro Assistente com Joana Carneiro, Jac van Steen, Vassily Petrenko, Pedro Carneiro, Marc Tardue, Sir Andrew Davis e Juanjo Mena na Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, BBC Philharmonic Orchestra, Orquestra de Câmara Portuguesa, Estágio Gulbenkian para Orquestra, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfônica Portuguesa. De entre os agrupamentos que teve oportunidade de dirigir em diversos contextos destacam-se a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Statskapelle Weimar, Remix Ensemble, Filarmónica de Jena, Orquestra Sinfônica de Karlove Vary, Orquestra Clássica do Sul, Parnu City Orchestra, Orquestra Sinfônica de Jovens da Estónia, Estágio Gulbenkian para Orquestra, Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Orquestra de Câmara Portuguesa, entre outros.

É um dos fundadores e diretor musical do Ensemble MPMP, agrupamento com o qual tem trabalhado em prol do patrimônio musical português de todas as épocas. Com este grupo fez estreias modernas de obras de Marcos Portugal, D. Pedro IV, Casimiro Júnior, Augusto Machado, Freitas Gazul e Norberto dos Santos Pinto, para além de estrear várias obras de jovens compositores portugueses.

Edward Luiz Ayres d’Abreu nasceu em Durban, África do Sul, em 1989. Iniciou os estudos de música em Portugal aos cinco anos de idade. Estudou no Conservatório Nacional, frequentou os cursos de Arquitetura e de História da Arte e concluiu a Licenciatura em Composição com a mais alta classificação no exame final na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Sérgio Azevedo e António Pinho Vargas. Em programa Erasmus frequentou o Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris. Frequentou ainda um Curso de Verão no Conservatório de Moscovo onde trabalhou com Faradzh Karaev. As suas obras foram já interpretadas pela Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. A sua ópera Manucure foi estreada em 2012 no Teatro Nacional de São Carlos.

É membro fundador e, desde a fundação, Presidente da Direcção do MPMP, Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, associação criada em 2009, no âmbito da qual tem concebido e coordenado diversos projetos de programação musical e editoriais. Dirigiu uma digressão do MPMP ao Brasil, em 2014, apresentando as suas atividades e diversos concertos em Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. No âmbito do MPMP criou, em 2010, a revista glosas, sendo desde então seu diretor-geral, a única publicação do mundo exclusivamente dedicada à divulgação da música clássica de países de língua portuguesa, em colaboração com a Academia Brasileira de Música, incluindo tanto artigos de carácter científico como de divulgação, recensões, testemunhos e entrevistas a inúmeras personalidades do nosso panorama cultural.

Como musicólogo, Ayres d’Abreu tem dedicado grande parte da sua atividade à redescoberta de Ruy Coelho (1889-1986), um dos compositores mais internacionais e proeminentes da História da Música Portuguesa do século XX. Neste âmbito editou modernamente várias partituras, coordenou a edição do CD “Ruy Coelho | O violino d’Orpheu” (ed. MPMP, 2015), publicou inúmeros artigos e impulsionou a estreia moderna de uma das suas óperas, O cavaleiro das mãos irresistíveis, que foi apresentada pelo Ensemble MPMP em 2015 nos Teatros Municipais de Almada e do Porto, juntamente com a estreia absoluta deCai uma rosa… de Daniel Moreira (1983-), cuja partitura Ayres d’Abreu concebeu o libreto. É Mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo defendido a dissertação “Ruy Coelho (1889-1986): o compositor da geração d’Orpheu” sob orientação de Paulo Ferreira de Castro. Frequenta atualmente o doutorado como bolsista da Fundação para a Ciência e Tecnologia; neste âmbito debruçar-se-á sobre ópera portuguesa do século XX.

É membro do CESEM, Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical. Como orador tem colaborado, em aulas, cursos ou concertos comentados, com a Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional de São Carlos e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.

Conservatório de Tatuí – O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. Fundado em 1951, é uma das mais importantes ações na área de cultura no país. Oferece formação profissional em música, luteria e artes cênicas. Sua única extensão fora do município de origem é o Polo do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo.

Apoio Cultural – Para a temporada do ano de 2016, o Conservatório de Tatuí conta com apoio cultural da Coop – Cooperativa de Consumo e Grupo CCR SPVias.
SERVIÇO
“Fogo, um passeio por canções brasileiras e portuguesas”
Joana Seara, soprano
Jan Wierzba, piano
Edward Luiz Ayres d’Abreu, apresentação
MPMP (Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa), organização
Entrada franca
Quando: Quarta-feira, 8 de Junho de 2016
Horário: 20h00
Onde: Teatro Procópio Ferreira – Rua São Bento, 415
Entrada franca
Informações: 15 3205-8444