Saite de genealogia atinge numero recorde de acessos

Genealogista José Luiz Nogueira
Genealogista José Luiz Nogueira

O saite ‘Genealogia’, de José Luiz Nogueira – atinge 400 mil acessos!

O saite ‘Genealogia’ criado pelo genealogista itapetiningano José Luiz Nogueira (www.jlnogueira.no.comunidades.net), aborda questões relacionadas às famílias de Itapetininga e de diversas cidades da região e de todo o nosso país.

É mantido e aprimorado constantes pelo seu criador, que é membro fundador do IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga e colaborador assíduo do nosso jornal, a marca dos  quatrocentos mil acessos no dia 14 de maio de 2016.

Em declarações ao ROL, o líder

genealogista anunciou, feliz com o bom resultado, que “ontem nosso site chegou a marca de 400.000 acessos” e que agrade a todos que acessam seu saite e assim ajudam a manter as informações sempre atualizadas “e ainda divulgam este nosso trabalho”.

 

 




Artigo de Celio Pezza: 'Golpe'

Colunista do ROL
Celio Pezza

Célio Pezza – Crônica # 312 – ‘Golpe’

O legítimo processo de impeachment da presidente Dilma finalmente foi votado no ultimo dia 11 de maio pelo Senado, que decretou por 55 votos a favor e 22 contra, o afastamento de Dilma e o inicio do fim do governo petista.

Dilma e seus aliados destruíram a economia do país, mas, felizmente, não acabaram com o sonho de muitos brasileiros que acreditam na justiça e na forma honesta de governar.

Graças ao Juiz Sérgio Moro e a Policia Federal, muita sujeira já foi mostrada ao povo brasileiro. O “projeto criminoso de poder”, conforme definição do Ministro do STF, Celso de Mello, durante o julgamento do Mensalão, veio à tona e Lula e Dilma não tem como negar a não ser pela repetição do mantra “é golpe” que criaram para seus fanáticos seguidores.

Os próprios ministros do STJ já afirmaram que “impeachment não é golpe” uma vez que se trata de instrumento legal previsto na Constituição brasileira.

Não podemos nos esquecer de que o fato de um presidente ter sido eleito, não lhe dá o direito de destruir a economia do país, fazer uso inapropriado de recursos públicos e participar do maior esquema de corrupção que já se viu na História, para abastecer de propinas a sua base governista e campanhas eleitorais, como está sendo mostrado nas investigações da Operação Lava Jato.

As revelações, inclusive do Senador Delcídio do Amaral, ex-líder do governo petista no Congresso Nacional, são ainda mais contundentes, pois mostram que, Lula e Dilma, não só sabiam como participaram de inúmeras operações criminosas.

Isso sim pode ser chamado de golpe.

O verdadeiro golpe foi praticado pelo governo petista, quando saqueou os cofres públicos e usou a máquina governamental para levar o país à bancarrota.

Esse golpe acabou com algumas conquistas como o controle da inflação, o equilíbrio das finanças publicas e causou uma enorme crise econômica e desemprego no Brasil.

Golpe é o marqueteiro do partido, João Santana, ter criado mentiras para iludir o povo brasileiro e promover a reeleição de Dilma.

Golpe é a destruição da maior empresa brasileira, Petrobras, através de roubos bilionários.

O Brasil clama por justiça e ela vai chegar, para colocar na cadeia os verdadeiros golpistas, independente de partidos.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, já afirmou que o PT tinha o plano perfeito para se eternizar no poder, mas a operação Lava Jato estragou tudo.

A verdade apareceu e a casa caiu.

Não adianta mais os governistas, como fanáticos religiosos, repetirem seu mantra “é golpe” e tentarem de todas as maneiras burlarem um verdadeiro processo democrático.

 

Célio Pezza   /  Maio, 2016




Artigo de Celso Lungaretti: 'AS LIÇÕES DA DERROTA E O QUE FAZERMOS DORAVANTE'

A PRIORIDADE MÁXIMA É A CONSTRUÇÃO DE UMA NOVA VANGUARDA, QUE NÃO SE LIMITE A QUERER GERENCIAR O CAPITALISMO PARA OS CAPITALISTAS, MAS LUTE PELA TRANSFORMAÇÃO EM PROFUNDIDADE DA SOCIEDADE BRASILEIRA.

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

 

O jornalista Bernardo Mello Franco é um dos muitos críticos do último governo do PT que veem consequências sinistras na queda de Dilma Rousseff: “A posse de Michel Temer deve marcar a mais brusca guinada ideológica na Presidência da República desde que o general Castello Branco vestiu a faixa, em abril de 1964. Após 13 anos de governos reformistas do PT, o país passa ao comando de uma aliança com discurso liberal na economia e conservador em todo o resto”.

Por um dever de coerência, todos que pretendemos contribuir para a emergência de uma sociedade que concretize os melhores anseios da humanidade através dos tempos –a justiça social e a liberdade– tivemos de repudiar o que o Governo Dilma se tornou: responsável pela pior recessão brasileira da História e, desde janeiro de 2015, meramente neoliberal (ou seja, empenhado em corrigir suas lambanças anteriores à moda de Milton Friedman, sacrificando os explorados e os coitadezas ao invés de entregar a conta aos que sempre foram privilegiados demais, como os parasitas do sistema financeiro, os predadores ambientais do agronegócio, os detentores de grandes fortunas e os aquinhoados com grandes heranças).

Mas, a partir da descaracterização que a esquerda sofreu nas últimas décadas, isso significou ficarmos, os minimamente coerentes, na contramão dos muitos que passaram a considerar que a alternativa aos governos de direita fosse essa sopa aguada de populismo com reformismo que nos servia o Partido dos Trabalhadores.

Por mais bandeiras históricas que o PT depositasse no arquivo morto, por mais que o Lula candidamente admitisse que os grandes capitalistas nunca lucraram tanto quanto em seus dois governos, por mais esdrúxulas que fossem as alianças firmadas (e os abraços clicados) com vilões da laia de Paulo Maluf, José Sarney, Fernando Collor, Kátia Abreu, o falecido ACM, etc., ainda assim os petistas mais simplórios e os maria-vai-com-as outras da internet continuaram considerando que tal partido era a quintessência da esquerda e nós, que repudiávamos quaisquer dessas aberrações, direitistas enrustidos ou inocentes úteis.

Então, alguns colunistas da grande imprensa que sentiam-se incomodados por estarem à margem do não vai ter golpe, mas percebiam que sem o impeachment este país marcharia para a depressão econômica e a explosão social, agora vão, aliviados, reconciliar-se com seus leitores mais desprovidos de espírito crítico, descendo o porrete em Temer e seu ministério.

Não será esta a minha opção. Os colunistas deste blogue, se quiserem, poderão marchar em tal direção, numa boa. Mas, como já me disseram, continuarei sendo um velho teimoso.

No primeiro texto personalizado que escrevi na minha longa trajetória política, em 1968, eu me alinhava firmemente com a revolução e repudiava o reformismo, apoiando-me na obra célebre de Rosa Luxemburgo. Quase meio século depois, minhas mais profundas convicções são exatamente as mesmas.

Acredito, basicamente, que:

  • o capitalismo já cumpriu seu papel histórico no desenvolvimento das forças produtivas e está tendo sobrevida cada vez mais parasitária, perniciosa e destrutiva –tanto que mantém a parcela pobre da humanidade sob o jugo da necessidade quando já estão criadas todas as premissas para o  reino da liberdade, e o 1º mundo sob o jugo da competitividade obsessiva, estressante e neurótica, quando já estão criadas todas as premissas para uma existência fraternal, harmoniosa e criativa;
  • os meios de comunicação que ele desenvolveu, como a internet, facilitam a disseminação e coordenação dos movimentos revolucionários em escala mundial, de forma que um novo 1968, p. ex., hoje seria muito mais abrangente (está longe de ser utópica, agora, a possibilidade de uma onda revolucionária varrer o mundo, como previa e preconizava Marx);
  • a necessidade de adotarmos como prioridade máxima a colaboração dos homens para promover o bem comum, em lugar da ganância e da busca de diferenciação e privilégio, será dramatizada pelas consequências das alterações climáticas e da má gestão dos recursos imprescindíveis à vida humana, gerando crises tão agudas que só unidos e solidários conseguiremos sobreviver;
  • a forte componente libertária original do marxismo tem de ser reassumida, pois os melhores seres humanos, aqueles dos quais precisamos, jamais nos acompanharão de outra forma.

Em termos práticos, isto me leva a colocar como prioridade máxima, doravante, a construção de uma nova vanguarda, que não se limite a querer gerenciar o capitalismo para os capitalistas (en passant obtendo pequenas concessões para os explorados e garantindo consideráveis ganha-pães para seus dirigentes), mas lute pela transformação em profundidade da sociedade brasileira.

É hora de reaprendermos que a alternância no poder característica da democracia burguesa apenas significa que alguns governos imporão rigidamente a supremacia dos valores e interesses capitalistas, até as tensões sociais começarem a se tornar insuportáveis, quando serão substituídos por outros, menos impiedosos, que vão afrouxar os parafusos por algum tempo, até sobrevir uma grave crise econômica e as tensões sociais começarem novamente a se tornar insuportáveis, pavimentando o terreno para a volta da austeridade e do conservadorismo.

Ou seja, a perspectiva é de uma eterna gangorra. Então, se apenas desconstruirmos o governo ruinzinho que começa, levando água para o moinho dos que almejam apenas trazerem de volta em 2018 o governo bonzinho (com o jogo de cintura do Lula no lugar da incompetência e autoritarismo de Dilma Rousseff), contribuiremos para a sociedade brasileira continuar patinando sem sair do lugar.

Temos de avaliar a retomada de alguns valores dos quais nunca deveríamos ter abdicado:

  • a colocação da esquerda como alternativa ao Estado burguês e não como seu penduricalho, empenhada em substituí-lo e não em retocar sua maquilagem sem extirpar sua desigualdade intrínseca;
  • como consequência, sairmos dele, passarmos a combatê-lo de fora para dentro e a organizarmos nossas forças à margem do Estado e contra o Estado (prescindindo, inclusive, das boquinhas e das verbinhas governamentais, pois o preço da autonomia política é a independência financeira e nada há de errado em sustentarmos nossas organizações e atividades com rifas, eventos, vendas de artigos e contribuições solidárias, como fazíamos outrora); e
  • voltarmos a encarar as lutas reivindicatórias e as segmentadas (movimento negro, bandeiras ambientais, feminismo, LGBT, etc.) não como finalidades em si, mas como parte da acumulação de forças para o confronto decisivo com o capitalismo, que é o que realmente definirá se viveremos numa sociedade livre das injustiças, iniquidades e preconceitos.

Ou, até se, meramente, sobreviveremos. Pois, em seus estertores, o capitalismo ameaça destruir os próprios requisitos da existência humana.

 

AINDA SOBRE A TROCA DE GOVERNO, LEIA TAMBÉM (clique p/ abrir):

 

É NISSO QUE DÁ…

ELA SE FOI. SERÁ O FIM DA ERA PT?

“ESSE TIPO DE AMADORISMO INSTITUCIONAL GUIADO POLITICAMENTE TEM PÉSSIMA REPERCUSSÃO INTERNACIONAL”

“DILMA CAI POR CAUSA DE SUA PRÓPRIA INCOMPETÊNCIA”

AGONIA DE DILMA TEVE DESFECHO TRAGICÔMICO, DIZ COLUNISTA.

“ME ENGANA QUE EU GOSTO” DE FINAL DE MANDATO…

A MULHER SAPIENS QUE VIROU SUCO: DE REVOLUCIONÁRIA MARXISTA A TECNOBUROCRATA NEOLIBERAL.




Artigo de Helio Rubens: 'Analisando o 'discurso de despedida' da presidente Dilma

Helio Rubens
Helio Rubens

A tentativa de se auto vitimizar é apenas um artificio publicitário que só combina quando ela diz que foi ‘injustiçada’.

Vamos começar pelo começo: ao se referir ao fato de ter sido torturada, há que se considerar que quem afirma que isso realmente aconteceu, foi ela mesma, portanto valendo a credibilidade dela, podendo ser uma afirmação verdadeira ou não.

Pessoalmente acho que ela até foi realmente torturada, o que de minha parte – e de resto, toda a sociedade – merece repúdio absoluto por questões humanitárias.

Trata-se, entretanto, de uma prática adotada por todos as ditaduras, inclusive os da esquerda, como o nazismo de Hitler e a comunista de Stalin.

Mas cabe uma pergunta: porquê ele foi torturada?

A resposta é simples.

A Dilma realmente não estava lutando em favor de um país democrático. O grupo ao qual ela pertencia lutava pela implantação de um regime comunista, aquele regime onde um grupo lidera uma revolução e depois de mantém no poder pelo resto da vida (vide Cuba e Fidel Castro). Ela não lutava por uma democracia e sim por outro regime autcrático.

Foi, portanto, um dos muitos ‘subversivos’ que lutaram contra o regime militar mas diferenciava-se dos demais por ter optado pela luta armada, que tinha como parametro o modelo cubano, também referencial para outros movimentos guerrilheiros existentes em outros países sulamericanos. Ela sabia mnuito bem quais eram os riscos de sua atitude e assumiu os riscos dessa uma guerra onde, como todas as outras, era permitido fazer de ‘tudo’ para alcançar a vitória, inclusive torturas e ilegalidades de toda ordem. Ela não foi ‘vitima’ e sim participante de um embate que permitia a utilização das mesmas armas. É bom lembrar, a propósito, que uma guerra é uma guerra e que nela não existem ‘santos’. Os militares que estavam no poder barbarizaram sim, utilizando e apoiando métodos vís, mas os que entraram na guerrilha também estavam dispostos a ‘tudo’. Então, presidente afastada, desculpe, mas mesmo lamentando o ato ignóbil da tortura, não se esqueça que ‘do seu lado’ também houve abusos de autoridade, torturas, prisões arbitrárias, roubos, etc. Neste quesito houve empate, a senhora não foi injustiçada: eram as regras do jogo que estavam sendo aplicadas. Não pode reclamar por isso, nem se portar como uma ‘vitima’.

Quanto às ‘pedaladas’, é evidente que a Dilma cometeu esses crimes e isso ficou absolutamente comprovado por pareceeres de juristas e politicos. O argumento de que seus antecessores também fizeram isso e não foram punidos soa igualmente, pois um erro não justifica outro. Isso é falácia pura, sem nenhuma substância: ela foi julgada e condenada com base em pareceres juridicos e políticos, incluindo decisões das mais altas cortes judiciárias do País e das duas casas do Congresso que permitiram amplos espaços para defesa, as quais, a propósito, tonaram válidos os procedimentos adotados. Mais uma vez, também neste caso dá para ela portar-se como vítima.

Quando a presidente afastada insistiu em dizer que foi vitima de um golpe, ela demonstra profundo desrespeito à Constituição Brasilera, que foi obedecidade integralmente, aos magistrados que compõem o Supremo Tribunal Federal, ao Parlamento e à opinião pública, que também validou o processo com milhões de manifestantes nas ruas pedindo o seu impeachment.

Argumentar que nunca recebeu dinheiro da corrupção é mais uma falácia inaceitável. No mínimo ela foi beneficiária indireta das tramoias e safadezas praticadas por seus colegas do PT e dos partidoa aliados. Sua campanha foi escorada nas criminosas pedaladas, no uso abusivo da máquina pública a seu favor e nos recursos obtidos pela corrupção desenfreada que aconteceu às suas vistas e com a sua complacência. Tambem neste caso a Dilma não é vitima.

Ao afirmar que os seus programas sociais serão desativados, mais uma vez Dilma faltou com a verdade e só fez essa afirmação para agradar a sua galera, composta por ativistas regiamente pagos com dinheiro público e que se apresentam como bonecos de ventiloquoi e repetem tudo o que a Central do PT dita, sem qualquer avaliação critica, por mais inverídicos que seja. Como esse, aliás já desmentido pelo presidente em exercicio em seu discurso de posse.

Também erra a presidenta afastada mais uma vez intenta alterar a realidade dizendo que o País passará a ser dirigido por um “governo dos sem-voto”. Isso é um absurdo inominável, pois quem foi escolhida na eleição não foi ela e sim a dupla Dilma-Temer. E se ele presta ou não, isso deveria já ter sido visto por ela – e o foi! – quando das articulações para a formação da chapa que concorreu à sucessão de Lula e que foi aprovada entusiasticamente pelos militantes dos dois partidos. Ou seja, o PT, à epoca, concluiu que sem o PMDB não seria possivel ganhar a eleição, o que carreou a ela milhões de votos de peemedbistas. Então, como afirmar que o Temer não teve votos?

Enfim, essa da Dilma se portar como vitima, não tem nada a ver com a realidade. E qualquer cabeça não totalmente obtusa percebe isso claramente. Que os seus marqueteiros de plantão – os que ainda não foram presos – inventem desculpas melhores, porque essas o povão não aceita mais.

Para finalizar: se alguem foi vitima neste caso do impeachment esse alguem é o povo, que devido +à péssima administração da dona Dilma, sofre agora com o crescente desemprego e a inflação galopante!

 

Helio Rubens
Helio Rubens

Helio Rubens de Arruda e Miranda
jornalista




Artigo de Sergio Diniz da Costa: 'Vai-se o anel, ficam os dedos' ou vão-se os anéis e ficam os dedos? Eis a questão

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz da Costa

‘VAI-SE O ANEL, FICAM OS DEDOS’ OU VÃO-SE OS ANÉIS E FICAM OS DEDOS’? EIS A QUESTÃO!

 

Na semana passada, publiquei neste jornal a crônica ‘Os óculos dos poetas’. E, nela, citei este provérbio português: ‘Vai-se o anel, ficam os dedos’.

Um ‘amigo’ meu, e ex-colega da Faculdade de Direito, e com o qual há um bom não me correspondia ─ ou melhor, ele, em relação a mim ─, resolveu agora, por telefone, promover um ’contato imediato de 3.º grau’, entretanto, não para me abduzir, evidentemente, pois que ele ─ até prova em contrário ─ é da Terra mesmo.

A reaproximação também não foi motivada por uma súbita ou mesmo antiga saudade, porém, para comentar que minha crônica ─ apesar de interessante ─ continha um erro de citação. E frisou isso com tanta ênfase, que fiquei imaginando se não seria um ‘erro de excitação’!

Segundo referido amigo, o provérbio correto é: ‘Vão-se os anéis e ficam os dedos’! Alias, em sabendo que, atualmente, além de escritor e poeta, também sou revisor de livros, concluiu que o que ocorreu foi, simplesmente, uma falta de revisão, da minha parte mesmo.

Ouvi, atentamente, as observações e, em primeiríssimo lugar, perguntei como ele estava, e igualmente a família; se ainda estava trabalhando no mesmo escritório de advocacia e outras coisas mais, pois, afinal de contas, fazia um século que nós conversamos pela última vez. Minto! Exagero meu! Fazia apenas quatro anos.

Tive, então, que defender minha ‘poli position literária’, afinal de contas, sou um recente colunista de um jornal idôneo.

E, nessa defesa, informei-o que, ao escrever a crônica e fazer a citação, havia feito uma consulta prévia a um grande amigo meu, esclarecedor de todas as minhas dúvidas: Mr. Google! E ele me informou que o adágio correto realmente é: ‘Vão-se os anéis e ficam os dedos’.

Na crônica, contudo, ─ esclareci ─, optei pelo uso do singular. E justifiquei a opção! Afinal de contas, para alguém roubar um anel (a ponto de até se levar o dedo junto), este deve ser muito valioso. Isso, evidentemente, se o criminoso tiver algum pedigree, porque, se for um pé de chinelo qualquer, leva até um de R$ 1,99…

Os tempos, entretanto ─ aduzi ─, financeiramente falando, estão difíceis pra todo mundo e, por esse e outros motivos, mais violentos, e, excepcionando a hipótese de exibição de joias caríssimas em festas chiques, ninguém fica ‘dando sopa’ pelas ruas com bens caríssimos.

Por esta lógica simplérrima, mas real, defendi que minha opção não malferiria os olhos ou os ouvidos de ninguém.

Aliás, já que estávamos falando de ‘provérbios’, fi-lo lembrar de uma das nossas aulas de Redação Forense, na qual estudamos o célebre discurso ‘Oração aos Moços’, do mais célebre ainda, o grande mestre Rui Barbosa. E este, ao justificar sua ausência à cerimônia de formatura dos alunos do curso de Direito, da Turma de 1921, da qual era o paraninfo, escreveu uma das mais belas peças de oratória de que se tem conhecimento, e, nesta, declina vários sinônimos de ‘provérbio’, a saber: além do próprio provérbio, adágio, anexim, prolóquio.

Portanto, terminei minha defesa perante esse amigo, justificando o porquê da minha decisão em citar o tal prolóquio no singular, todavia, ressaltando a altíssima importância dos anexins.

Ele, do outro lado da linha ─ tive essa impressão ─, pareceu-me um tanto quanto consternado comigo, mas, suspirando fundo, desejou-me ‘tudo de bom’ e, antes de desligar, me informou ─ animadíssimo! ─, que, nestas eleições, estava se candidatando a vereador.

E que contava comigo ─ evidentemente!

Eu também desejei-lhe ‘tudo de bom’, incluindo o ‘sucesso na futura carreira!’

Ao desligar o telefone, porém, lembrei-me do famoso ‘Cometa de Haley’, que passa por aqui somente a cada 76 anos.

Alguns amigos também poderiam fazer o mesmo!




Artigo de Celso Lungaretti: 'A 1ª ETAPA DA GUERRA DO IMPEACHMENT TERMINOU. LEIA O BALANÇO DE PERDAS DE DANOS'

Celso Lungaretti: ELA SE FOI. SERÁ O FIM DA ERA PT?

 
Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

O governo de Dilma Rousseff foi interrompido por uma goleada de 55×22 no Senado, depois da outra  (367×137) que sofrera na Câmara Federal.

Para consumo externo, os grãos petistas garantem que vão lutar até o fim para que, no julgamento definitivo que os senadores farão em até 180 dias, a perda do mandato de Dilma não se torne definitiva.

Poucos deles acreditam nisto. Começando por Lula, cujas declarações dão nitidamente a perceber que torce mesmo é para que o governo-tampão de Michel Temer fracasse, aumentando suas chances eleitorais para 2018 (se a Operação Lava Jato permitir).

Já o sonho de Dilma é apenas o de terminar o seu mandato.

Considerou-o mais importante do que o sonho de todos os brasileiros que não queriam ter o Temer como presidente (só com sua renúncia o movimento por uma nova eleição presidencial haveria tido alguma chance de decolar, mas agora é tarde e Inês é morta).

Uma das heranças malditas de Dilma: Michel Temer. 

Considera-o mais importante do que o desespero de todos os brasileiros que estão desempregados ou perderam poder aquisitivo com a terrível recessão a que ela os conduziu (a crise econômica tendia a ocorrer de qualquer jeito, mas foi maximizada por seu voluntarismo e incompetência).

E parece estar com a cabeça numa dimensão paralela, pois continua batendo o pé em que seu impeachment teria sido irregular, ao invés de responder à pergunta que realmente importa: no poder, o que faria que não fez nos últimos 16 meses e meio, no sentido de evitar que o Brasil continue marchando para uma depressão econômica e para tirá-lo da recessão aguda em que já se encontra?

Hoje estão contra ela o povo, o poder econômico, o Legislativo e (a crermos nos seus próprios resmungos, que os confidentes correm a soprar para jornalistas como a Mônica Bergamo) até o Supremo Tribunal Federal.

Ou seja, sua situação é muito pior do que quando iniciou o segundo mandato, já não sabendo como lidar com a degringola que sua política econômica causou. Tudo indica que, na remotíssima hipótese de reassumir o mandato, ela conseguiria apenas completar o estrago. Quer colocar o País em chamas, tão somente porque seu ego está machucado?!

Caçapa cantada

Enfim, nada tenho a acrescentar ao epitáfio que previamente lançara (neste artigo aqui):

…em 13 anos e quatro meses no poder, [o PT] conseguiu frustrar, uma a uma, as esperanças que despertou.

Tinha como missão defender os explorados, mas se tornou cúmplice dos exploradores em vários sentidos, inclusive o do Código Penal.

Cabia-lhe assegurar a governabilidade com a força de suas convicções e a mobilização dos homens de bem, mas achou mais fácil compactuar com a fisiologia e a traficância.

Deveria conduzir os coitadezas para participarem do banquete dos opulentos, mas os colocou ao pé da mesa, recebendo apenas as migalhas que os pantagruéis do capitalismo deixavam escapar pelos cantos da boca.

Estava comprometido com a preservação do nosso patrimônio natural, mas vendeu sua alma ao agronegócio (e as gerações futuras que se danem!).

Tinha uma pauta de modernização dos costumes e fim de preconceitos, mas precisava dos votos das bancadas evangélicas.

Era herdeiro dos heróis e mártires da luta contra a ditadura, mas não ousou inculpar os ogros do passado, nem mesmo quando cortes internacionais o exigiam.

Prometeu diferenciar-se do regime militar não mentindo para o povo nem o manipulando, mas acabou cometendo o pior estelionato eleitoral brasileiro de todos os tempos.

O que restará do PT após as autocríticas e desfiliações?

De tanto jogar fora suas bandeiras, ficou sem nenhuma proposta positiva para conquistar os corações e mentes dos eleitores, daí só lhe terem restado os trunfos negativos: o alarmismo falacioso, a satanização dos adversários e a exacerbação do ódio.

Mas, quem ganha eleições erigindo todos os opositores (inclusive os de seu próprio campo) em inimigos a serem moralmente exterminados, tem, depois, de governar um país despedaçado.

Foi o que Dilma não conseguiu fazer, por lhe faltarem aptidões para tarefa tão delicada e porque sua índole autoritária a levava a tentar sempre resolver os problemas com os berros e murros na mesa característicos de uma gerentona.

A pá de cal foi tentar fazer a economia, numa conjuntura internacional já desfavorável para o Brasil, pegar no tranco, recorrendo às anacrônicas receitas do nacional-desenvolvimentismo da década de 1950 (o Estado, e não o povo, é o deus de Dilma).

Ao se dar conta do desastre que seu primeiro governo engatilhou, perdeu a cabeça e tentou desfazer o malfeito rendendo-se incondicionalmente à ortodoxia econômica da direita. Nem nisto conseguiu ter sucesso e seu segundo governo derreteu.

Como nações não se suicidam, alguma solução institucional teria de ser encontrada para afastá-la de um poder que desde janeiro de 2015 deixara de verdadeiramente exercer.




Genealogia: Afrânio Mello fornece gratuitamente informações sobre a familia VABO

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 721

 

Preado Izais, bom dia.

Demorou um pouco mas estou enviado para você o fruto da pesquisa do sobrenome VABO

que solicitou.

VABO……………………… 3 páginas e 1 brasão.

Segue abaixo o arquivo na íntegra.

Veja que belo brasão. Um dos mais bonitos da área de brasões.

Grande abraço

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

clip_image002  Vabo

sobrenome de origem portuguesa. Família cujo solar é a honra de São Martinho de Vabo., no antigo concelho do Pico de Regalados, e tinha a torre de Carude. A pessoa mais antiga que se conhece do apelido é Rui do Vabo senhor do referido paço, que fica na freguesia de Escariz, termo de Prado, que deixou filhos pelos quais se continuou o apelido, tendo o mais velho casado em 1480. Timbre: o leão do escudo. Uma das famílias portuguesa usa as seguintes armas: de vermelho com um leão xadrezado de prata e de negro sobre um mar de prata, aguado de azul.

Em 14/5/1596. Isabel Pinto de Magalhães, filha de Gregório de Magalhães e de Ana Coelho, de Aveleda (Lousada) casou-se em Constance com Belchior Dias de Vabo, filho de Francisco Dias e de Beatriz de Vau Boo (Vau Boo significa vau bom, ou seja um bom sítio para passar um rio “a vau”. Vau Boo é o topómino de Valbom e deu origem ao apelido Vabo/Babo). Isabel Pinto de Magalhães já fora casada com Gaspar Teixeira Coutinho (Aveleda, 9/11/1586). Conjugando a data de casamento de Isabel, com as datas dos falecimentos dos seus pais (Gregório-2/1/1612 e Ana-12/10/1611), será lícito concluir que estes teriam casado na década de 60 do séc. XVI. Também nessa década, em 2/10/, casou-se no mosteiro de S.  Gonçalo de Amarante, Manuel de Magalhães (Teixeira), filho de António de Magalhães (e Meneses), de Lousada com Filipa Coelho (de Cerqueira), filha de Francisco Cerqueira (Coelho):

I – O erro de Felgueiras Gayo.Recorrendo, novamente. à base de dados do Genea, que segue Felgueiras Gayo, podemos seguir os primeiros passos da árvore paterna de Gregório de Magalhães começando em
Gregório de Magalhães-João de Magalhães-Heitor de Magalhães-Fernão de Magalhães Teixeira-António de Magalhães e Meneses. Ou seja, um filho de António de Magalhães e Meneses, casou em Amarante, mais ou menos na mesma altura que um tetraneto deste, em Aveleda…
Impossível!

II – Onde está o erro? Uma teoria. Não sei se existe algum trabalho, credível, publicado sobre este assunto. Os dados que vou utilizar foram obtidos por pesquisa exclusiva na internet e, aqui, só encontrei uma obra, que consegui consultar por extractos, referindo os antepassados de Heitor de Magalhães, avô de Gregório de Magalhães. Mas essa obra, “Fidalgos e morgados de Vila Real e seu termo”, de Júlio A. Teixeira. segue fielmente o Felgueiras Gayo.
Heitor de Magalhães, segundo Felgueiras Gayo (e está correcto, com veremos), morou em S. Fins do Torno (agora pertence ao concelho de Lousada. Até ao séc. XIX, pertenceu ao concelho de Unhão). Foi casado com Leonor da Rocha, filha de Gomes da Rocha que em 1482, já viúvo, passou a ser o comendatário do Mosteiro de Pombeiro (Felgueiras). Leonor da Rocha, “dona viúva”, faleceu em S. Fins do Torno em 21/10/1544 (ver 1º assento, encimado por 1544. Tendo em conta a data de falecimento de Leonor da Rocha é aceitável que ela fosse avó de Gregório de Magalhães, que, tendo casado nos anos 1560, deverá ter nascido nos anos 1530.
Diz Felgueiras Gayo que o pai de Gregório era João de Magalhães. Ainda é possível encontrar, em S. Fins do Torno, uma Filipa, filha de João de Magalhães, que foi madrinha em 9/5(?)/1538, num baptismo celebrado por João Gonçalves, abade de Sta Maria de Vilar do Torno.
Curiosamente um filho de Gregório de Magalhães, Gonçalo de Magalhães, foi também abade nessa freguesia (Santa Maria de Vilar do Torno).
Esse João de Magalhães seria, então, o pai de Gregório e Filipa (de Magalhães) sua irmã.Também em S. Fins do Torno se encontra outro João de Magalhães, casado com Beatriz Coelho, com filhos a partir de 2/3/1542. Esse será também irmão do Gregório, sendo referido, sem qualquer informação, por Felgueiras Gayo. Como vimos, Leonor da Rocha, mulher de Heitor de Magalhães, faleceu, viúva, em 1544. È aceitável supor que tenha nascido nos anos 60 do séc. XV. Quanto ao Heitor de Magalhães? Usando a pesquisa de livros do Google consegui saber o seguinte: “Itinerários de El-rei D. João II – 1481-1495” de Joaquim Veríssimo Serrão – 1993 Pág. 259
2 (abril de 1487) – Santarém – Carta régia para a comarca de Entre Douro e Minho, privilegiando Heitor de Magalhães, homem fidalgo. Morador na honra de S. Fins, que estava prestes a servir o Monarca na guerra, com homens, armas e bestas Pág. 275 – 23 (Julho de 1487) – Santarém – Dia de Santo Apolinário, bispo. Carta régia a conceder a Heitor de Magalhães o ofício de coudel de Felgueiras.…

Parece não haver dúvidas que este é o nosso Heitor de Magalhães.

Manuel de Abranches Soveral, no seu “Ensaio sobre a origem dos Magalhães”, refere um Heitor (Paes) de Magalhães que “tirou ordens menores em Braga a 27/3/1456”. Refere, depois, que “como Heitor de Magalhães, a 2/4/1487 teve carta de privilégio de fidalgo e a 23/7/1487 foi coudel de Felgueiras”.
Assim sendo, admitindo que este Heitor é o marido de Leonor da Rocha e seguindo o bem documentado trabalho de Manuel de Abranches Soveral, então o Heitor de Magalhães, bisavô de Isabel Pinto de Magalhães (origem dos Magalhães de Constance) seria filho Paio Rodrigues de Magalhães e de Maria de Novais, moradores na freguesia de Arcozelo (Ponte de Lima?).
Heitor de Magalhães seria, então, cerca de 20 anos mais velho do que Leonor da Rocha.

 

 

A Casa Real Portugueza – Supplemento às Provas da História Genealógica – página 591.

…Antônio Pires, que foy da Rainha nossa Senhora,
Bastião de Mattos, que foy do Condestavel,
Braz Leite, que foy do Infante Dom Fedrnando,
Bastião da Costa, filho de Lopo Gomes, que foy da Rainha,
Balthazar Fragozo, que foy de Vasco Silveira,
Braz Rebello, filho de João Rebello, Guarda da Casa da índia.
Bartholomeu Rebello, que foy Bispo de Targa.
Bastião de Campos, que foy do Infante Dom Duarte.
Braz Lourenço, filho de João Lourenço, que foy Mestre de Capella.
Belchior Vieira, filho de Estevão Gomes, de Óbidos.
Braz Zalema, filho do Ouvidor de Mestrado de Aviz.
Bastião de Moraes, que foy da Rainha nossa Senhora.
Belchior de Vabo, que foy filho  de Lopo de Vabo (nascido em 1460)…

 

Registra-se António Pimentel do Vabo (Algarve século XVIII), vem com seu filho Rodrigo Soromenho Pimentel do Vabo e tiveram carta de armas para os Pimentéis, Vabos e Varellas. Filho de Luís Pimentel do Vabo e de Guiomar Varella do Vabo, neto paterno do Capitão Manuel Soromenho Dias e de Maria do Vabo Pimentel e neto materno de Gaspar Martins Simões e de Maria dos Santos.