Sergio Diniz da Costa: 'Os óculos dos poetas'

Sergio Diniz

“Os poetas, por meio de lentes especiais, veem e sentem a transcendência das formas; das formas impermanentes, caleidoscópicas.”

 Num primeiro momento, passou-me pela cabeça que eu estava tendo um surto de paixão pela tela do meu computador. Afinal de contas, parece que, a cada dia que passa, aproximo-me mais dela.

Antes fosse, pois paixão é coisa passageira. A origem dessa aproximação, no entanto, e infelizmente, é duradoura: os olhos que, a cada ano, enxergam menos!

Uma ida recente ao oftalmologista, pra minha tristeza, apontou um acréscimo de grau às minhas lentes já tão cansadas. Por sorte, entretanto, uso os óculos apenas para leitura.

E, depois dessa constatação oficial, fico a meditar sobre a inexorabilidade do tempo em relação a tudo e, em particular, ao corpo físico.

Ainda me lembro da primeira vez em que fiz um exame de vista ─ ainda na minha juventude ─, provavelmente para efeito de obter a Carteira de Motorista. E o resultado do especialista: eu enxergava tão bem que até poderia ser um astronauta!

Com o tempo, contudo, não me tornei um astronauta, porém, meus olhos, eles sim, gradativamente, têm ido ‘pro espaço’.

Todavia, não podemos nos deixar abater com esse tipo de coisa, natural, aliás. Devemos, ao contrário, nos apegar a um sapientíssimo provérbio português: ‘Vai-se o anel, ficam os dedos’.

E, ficando os dedos, e já com os óculos com lentes mais possantes, estou cá, mais uma vez, e a uma distância recomendada da tela do computador, digitando uma nova crônica: ‘Os óculos dos poetas’!

Os poetas têm óculos! A propósito, nascem com eles! E suas lentes são inquebrantáveis, pois que diáfanas. Porém, não podem ser medidas em graus, entendidos estes como ‘cada uma das principais divisões da escala de certos instrumentos de medida’.

As lentes dos óculos dos poetas não podem ser medidas, mas, apenas sentidas. E não há uma Tabela de Graus de Sensibilidade para aferir a quantidade e a qualidade de sentimentos que circulam pela alma dos poetas.

Os poetas enxergam e, mais do que enxergar, sentem o mundo que os envolvem por meio de óculos sutis, óculos esses que o Tempo, o implacável Tempo em relação ao corpo físico, faz-se deles um espectador atento e maravilhado.

Os poetas, por meio de lentes especiais, veem e sentem a transcendência das formas; das formas impermanentes, caleidoscópicas. E, nesse sentir último das coisas e dos próprios seres, são, eles mesmos, da mesma essência; da essência da qual são feitas as estrelas… e os sonhos!

 

Sergio Diniz da Costa

jornalculturalrol2@gmail.com




Clube Recreativo promove evento especial para o Dia das Mães

Dia das Mães no Clube Recreativo

 

Comemorado no segundo domingo de Maio, o Dia das Mães.

É uma das datas mais expressivas do calendário, quando a família se reúne para homenagens que incluem presentes, mensagens personalizadas ou simplesmente um grande abraço e beijos. Para a mãe o importante é a presença.

Pensando em proporcionar algo diferente em ambiente cercado por natureza e muito familiar, o Clube Recreativo de Itapetininga promove neste domingo,  dia 8, umn almoço em sua sede campestre.

“Foi a forma que o clube encontrou de celebrar um momento tão importante”, enfatizou o presidente Alexandre Zanani, acrescentando que “dizem que todo dia é das mães, mas a data especial é única, assim como a mãe”, finalizou.

Mais informações na secretaria do clube ou pelo telefone 3271-0241.

 

Domingueira de volta

O público que já estava sentindo falta dos bailes de domingo na sede social, já pode comemorar.

A ‘domingueira’ retorna neste dia 08, a partir das 22h00, quando haverá apresentação de Paulo Ricardo & Israel, dupla sertaneja da cidade de Tatuí e que vem despontando com grande sucesso.




Projeto Caravana Literária estará presente em Itapetininga

Objetivo é aproximar público da leitura, com livros a preços populares

Itapetininga será uma das cidades que receberão a Caravana da Leitura. O projeto é idealizado pelo grupo Projetos de Leitura e percorre cidades brasileiras oferecendo livros a R$ 2,00 e realizado em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo de Itapetininga. A Caravana da Leitura está no município dia 12 de maio, quinta-feira, das 9h30 às 17h, no Largo dos Amores, disponibilizando livros de linguagem acessível, bem humorada e que leva a reflexões.

Além da venda de livros a preços populares, a Caravana da Leitura também disponibilizará, gratuitamente, um kit com nove livros, para professores de escolas públicas, para uso na biblioteca, para ONGs, grupos de terceira idade e hospitais. Para retirar, basta que o interessado preencha um formulário no local. Contadores de histórias que comprovarem a atividade também poderão retirar kits.

Na exposição, os livros estão dispostos por tendas, onde as pessoas podem circular livremente, olhar os livros sem compromisso e obter orientações de uma equipe multidisciplinar. Durante o evento, o autor dos livros, Laé de Souza, dará autógrafos e conversará com os leitores.

Obras disponíveis

Estarão disponíveis durante o evento os livros “Quinho”, “Radar, o cãozinho”, “Bia e a sua gatinha Pammy”, (português/inglês), “Quinho e o seu cãozinho – Um cãozinho especial”, “Quinho e o seu cãozinho – Novos amigos”, “Quinho e o seu cãozinho – Férias na fazenda”, “Quinho e o seu cãozinho – Acampamento escoteiro”, “Nick e o passarinho falante”, “Quem sou eu”, “Minha história”, “Sofia – Ser solidário é dez”, “Cadernos de Atividades”, “Acontece”, “Acredite se Quiser!”, “Nos Bastidores do Cotidiano”, “Espiando o Mundo pela Fechadura”, “Coisas de Homem & Coisas de Mulher”, e títulos em braile.

Sobre o projeto e o autor

O Grupo Projetos de Leitura, que iniciou seu trabalho em 1998, reúne vários projetos de incentivo à leitura aprovados pelo Ministério da Cultura.

Com sede em São Paulo, o Grupo Projetos de Leitura atua em todo o território nacional desenvolvendo projetos sem fins lucrativos, com o objetivo de vencer um dos maiores desafios encontrados pelos professores e amantes da literatura: desenvolver o hábito da leitura.

O escritor Laé de Souza é cronista, dramaturgo, produtor cultural, bacharel em Direito e Administração de Empresas, autor de vários projetos de incentivo à leitura, de livros infantis, juvenis e adultos e coordenador do Grupo Projetos de Leitura.




Espetáculo 'Uma Noite de Tango' trará o melhor da dança e música argentinas para Itapetininga

Cidade receberá mais uma apresentação do Circuito Cultural Paulista

 

A Secretaria de Cultura e Turismo de Itapetininga, em parceria com o governo do Estado, traz mais uma apresentação do Circuito Cultural Paulista.

Desta vez, o espetáculo ‘Uma Noite de Tango’, da Companhia Tango e Paixão, será para os amantes de dança, que terão a oportunidade de ver o melhor da dança argentina de maior destaque no mundo.

O evento será dia 15 de maio, domingo, a partir das 17h30, no Auditório Abílio Victor.

A entrada é gratuita e a classificação é livre.

O espetáculo tem duração de 60 minutos e contará com a participação de bailarinos internacionais e de um tenor argentino.

As músicas homenagearão cantores como Carlos Gardel e Astor Piazzolla.

O Auditório Abíio Victor fica à Praça 9 de Julho, s/nº, ao lado do Posto de Saúde Dr. Genefredo Monteiro.

Informações pelo telefone 3272-3401.




Coro do Conservatório de Tatuí apresenta concerto de MPB

Repertório totalmente formado por música popular brasileira será apresentado no dia 13 de maio

O Coro Sinfônico do Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – apresenta novo concerto de temporada artístico-pedagógica no próximo dia 13 de maio (sexta-feira). O concerto, sob regência de Robson Gonçalves e tendo Elidamaris Cortez ao piano, será a partir das 20h, no teatro Procópio Ferreira (rua São Bento, 415). Os ingressos são vendidos a R$ 12 (R$ 6 meia entrada).

Em seu novo concerto, o Coro Sinfônico apresentará exclusivamente obras brasileiras. “‘Música Brasileira’ é um concerto especial, marcado por composições que contam a história da MPB”, destaca o maestro Robson Gonçalves.

No programa, estão as obras Frevo Fugato (de Edmundo Villani-Côrtes), Mistério do Vento (de Ronaldo Miranda, com texto de Fernando Pessoa), O Bêbado e o Equilibrista (de João Bosco/Aldir Blanc, com arranjo de Damiano Cozzella), Gente Humilde (de Garoto/Vinícius de Moraes/Chico Buarque, com arranjo de J. Penalva), Galo Garnizé (do Folclore Mineiro, com arranjo de Carlos Alberto Pinto Fonseca), A Arca de Noé (de Ernst Mahle, com poesia de Vinícius de Moraes), Vamos Aloanda (de Camargo Guarnieri), Lata D’Água (de Luiz Antônio e Jota Júnior, com arranjo de Marcos Leite), Três Pontos de Caboclo (de Osvaldo Lacerda), Suíte Nordestina (do folclore brasileiro, com arranjo de Ronaldo Miranda), Xaxado (de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, com arranjo de José Gomes) e Aquarela do Brasil (de Ary Barroso, com arranjo de Marcos Leite).

Nesta apresentação, o grupo estará formado por Luciane Barros e Nilcéia Récio (sopranos), Maria Inês Saldanha e Mirtes Emília Lomba Paes (contraltos), Ângelo Varella e Antonio Pazianotto Júnior (tenores), Robson Gonçalves (barítono), Cláudio Manoel de Oliveira e Sandro Pires (baixos).

Conservatório de Tatuí – O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. Fundado em 1951, é uma das mais importantes ações na área de cultura no país. Oferece formação profissional em música, luteria e artes cênicas. Sua única extensão fora do município de origem é o Polo do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo.

Apoio Cultural – Para a temporada do ano de 2016, o Conservatório de Tatuí conta com apoio cultural da Coop – Cooperativa de Consumo e Grupo CCR SPVias.
SERVIÇO
Coro Sinfônico do Conservatório de Tatuí
Quando: Sexta-feira, 13 de Maio de 2016
Horário: 20h00
Rua São Bento, 415 – Centro – Tatuí
Ingressos: R$ 12 (R$ 6 meia entrada). Alunos do Conservatório de Tatuí não pagam ingressos.




Artigo de Celso Lungaretti: 'GAME OVER: DILMA NÃO RENUNCIARÁ E A NOVA ELEIÇÃO NÃO SE VIABILIZARÁ. A FALTA DE GRANDEZA POLÍTICA NOS CONDENOU A 32 MESES DE TEMER NA PRESIDÊNCIA.'

Celso Lungaretti: ‘DILMA DESCARTA RENÚNCIA. TEMER NADA MAIS TEM A TEMER’


Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

A presidente Dilma Rousseff negou nesta 3ª feira (3) que pretenda renunciar, repetindo o besteirol de sempre: que a renúncia interessaria apenas àqueles que defendem seu afastamento, que a democracia brasileira “sofre um assalto”, etc. Eis duas frase completas, as outras são mais do mesmo:

Muitas vezes, não foi uma, nem duas, eles pediram que eu renunciasse, porque se eu renunciar se esconde para debaixo do tapete esse impeachment sem base legal, portanto, esse golpe”.

‘É extremamente confortável para os golpistas que a vítima desapareça, que a injustiça não seja visível. Pois eu quero dizer para vocês: a injustiça vai continuar visível, bem visível.

Noves fora, o que realmente importa é: graças à constrangedora miopia política e a total falta de grandeza de Dilma, estamos definitivamente condenados a passar os próximos 32 meses governados por Michel Temer (só ingênuos supõem que ela possa retornar ao poder ao final do processo de impeachment). Pobres de nós!

A renúncia, Dilma saberia se tivesse a mais remota noção do que está acontecendo neste país, interessa apenas e tão somente àqueles que estamos dispostos a travar uma luta desesperada para que haja uma nova eleição presidencial. Pois, começando tão tarde tal mobilização, nossa única chance seria obtermos o apoio integral e irrestrito de todas as forças políticas que querem bloquear Temer.

Mas, se o próprio PT entraria dividido nessa parada (pois ainda estaria sonhando com salvar o mandato de Dilma quando, no 4º trimestre, o Senado deliberar sobre a perda definitiva ou não do dito cujo), qual é a chance de formarmos tal frente com uma mínima possibilidade de êxito? Nenhuma!

Então, sem a renúncia, de nada adianta mandar a PEC da nova diretas já para o Congresso, pois cairá no vazio. Vai ser apenas mais jogo de cena, para dar a impressão de que está resistindo enquanto promove o enterro da nossa última quimera.

Outra coisa: os que querem o afastamento de Dilma não estão nem aí para ela renunciar ou não. Já venceram em toda linha e agora estão se deliciando com o espetáculo. Provavelmente, preferirão vê-la humilhada e escorraçada, protagonizando ao vivo e em cores sua derrota acachapante e se avacalhando com a monocórdia repetição do seu único e falacioso refrão: “é golpe!”, “é golpe”, “é golpe!”.

E quem vai desaparecer não é vítima nenhuma, mas, apenas, uma presidente que se elegeu pela esquerda e governou para a direita, acabando por decepcionar uns por abandonar suas mais sagradas bandeiras e outros por não haver tido competência sequer para entregar-lhes o que prometeu (o ajuste fiscal de odiosas características neoliberais).

Ela se proclama vítima, mas as verdadeiras vítimas são os 11 milhões de desempregados e todos os brasileiros que comem o pão que o diabo amassou sob a pior recessão que este país já conheceu.

Enquanto chora suas mágoas por estar sendo afastada de um cargo que há 16 meses não conseguia verdadeiramente exercer, nenhuma palavra diz sobre os trabalhadores, os explorados, os excluídos, os coitadezas. Era para eles que deveria governar. Mas, com suas estrepolias econômicas, conduziu-os ao inferno.

TORTURAS DOS ANOS DE CHUMBO: “A VERDADE QUE MENTES ENTORPECIDAS NÃO QUEREM VER ESTÁ BEM DEBAIXO DO NARIZ”




Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre as familias CARVALHO, DELGADO e DELGADO (espanhol)

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTOS NÚMEROS 701 e 702

 

Caro Toninho,

Não tenho nada do sobrenome SALAMANCA.

Apesar de você já estar adiantado na pesquisa do CARVALHO tomo a liberdade

de enviá-lo para que você veja se não encontra mais alguma informação.

CARVALHO………………..    22 páginas e 3 brasões ;

DELGADO………………….     6 páginas e 8 brasões ;

DELGADO Espanhol……     1/2 página e sem brasão ( estão no primeiro arquivo os espanhóis).

Uma curiosidade… O DELGADO é a primeira solicitação que respondo desde o início do meu trabalho.

Abaixo uma pequena amostra dos arquivos principais.

Espero que tenha ajudado em sua busca.

Parabéns pelo seu trabalho.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal Região On Line

 

clip_image002Delgado 

sobrenome de origem luso-espanhola. Nome originado numa alcunha, afirmam certos genealogistas que a família que adoptou este apelido provém de D. Paio Delgado cavaleiro que viveu no séc. XII, hipótese que nenhum documento vem comprovar. É, aliás, provável que haja mais do que uma família usando este nome sem que se verifiquem entre elas as menores ligações consanguíneas.

Primitivamente alcunha. Do adjetivo delgado; do latim delicatu, mole, tenro, depois fino; esp. delgado (Antenor Nascentes, I, 235; II, 88). Sobrenome originário das montanhas de Santander, Espanha Os antigos nobiliários falam de Cavaleiros “Delgado” montanheses, que se distinguiram por seus feitos. Em Santander gozarão de privilégios de D. Afonso VII e D. Sancho III, com maior destaque e fama para um tal Cosme Delgado (Anuário Genealógico Latino, I, 38; Carrafa, XXVIII, 177). Em Portugal, encontra-se este sobrenome, napessoa de Paio Delgado, e depois no ano de 1301 vivia na honra de Lasim, Domingos Delgado (Sanches Baena, II, 57). Ilha da Madeira:o genealogista Henrique Henriques Noronha, em sua importante obra Nobiliário Genealógico das Famílias da Ilha da Madeira, composta em 1700, dedicou-se ao estudo desta família [Henriques de Noronha – Nobiliário da Ilha da Madeira, Tomo II, 234]. Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, a de Manuel Delgado [c.1588 – a.1661], filho de Diogo Alvares e de Isabel Vicente, naturais da Capitania do Espírito Santo, que deixou larga descendência, a partir de 1618, com Maria Vaz [c.1600 – 1661,RJ] (Rheingantz, I, 495). Rheingantz registra mais 7 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. Em São Paulo, entre outras, registra-se a de Paschoal Delgado, «o Velho», fal. em 1639, em Parnaíba, SP. Deixou descendência do seu cas. com Felippa Gago, fal. em 1665, em Parnaíba, SP. Família de origem espanhola, à qual pertence o pedreiro Izidoro Lopes Delgado, que passou para a Povoação do Norte do Sul, por volta de 1814. Família originária das Ilhas Canárias (Espanha), à qual pertence o peão José Delgado, que passou para São Pedro do Sul (Rio Grande do Sul), em 1817 (Registro de Estrangeiros, 1808, 97). Antiga família, de origemportuguesa estabelecida na Bahia, para onde passou Antão Delgado Aires, natural de Portugal, que veio acompanhado de sua espôsa Francisca de Cardoga [c.1590 -], deixando geração. Linha de Degredo: Registra-se, no Auto-de-fé celebrado no Terreiro do Paço de Lisboa, a 05.08.1683, a condenação de cinco (5) anos de degredo para o Brasil, de Francisco Manuel Delgado, «cristão novo», de 43 anos de idade, homem de negócios, natural de Setúbal e morador em Lisboa, «por ter fugido de Sevilha, que se lhe tinha asignado por carcere, e depois se revogar de suas confiçoens». Foi condenado «por crime do judaysmo no acto da fee». «Os que forão condemnados em degredo para o Brasil havião de ir cumprir o degredo prezos, e do Lymoeiro serião levados a embarcar; parece que da mesma forma devem ir para o extermínio, e não se consentir, que possão sahir da prizão para passearem na cidade». Heráldica: um escudo em campo vermelho, um limoeiro verde, com as raízes e limões de ouro, perfilado do mesmo, e preso no seu tronco por uma cadeira do mesmometal um galgo de prata com coleira azul. Timbre: o galgo nascente, com um ramo de limoeiro na boca com limões de ouro, e coleira azul (Sanches Baena, II, 57).

 

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Su origen hay que buscarlo en las Montanas de Santander y que fue extendiéndose por toda la Península. Las Crónicas antiguas citan a varios caballeros de este apellido que se destacaron por sus hazañas y actos de valor en la lucha contra los invasores árabes. Es muy posible que los antecedentes más remotos, se remonten a la época del rey Pelayo y que el apellido Delgado venga de algún mote o apodo, hecho sumamente generalizado en los tiempos de referencia. El tratadista Francisco Lozano dice sobre este apellido, Delgado que en Santander gozaron de privilegios de los reyes Alfonso VII y Sancho II, añadiendo que la fama por sus hechos bélicos de los Caballeros Cosme Delgado y Ruy Delgado, así como Arthur Delgado, los hicieron ser considerados como azote de la morisca. Que los caballeros con este apellido se distinguieron por su dureza contra las huestes sarracenas, es evidente y basta con apelar al cronista Mendoza que afirma que Balasar Delgado, al hacer prisionero al moro Muza que pretendía asaltar Caspe, lo trató con suma crueldad, castigándole fieramente. Otro personaje célebre de este apellido fue el doctor Francisco Delgado, Obispo de Lugo que se hizo famoso no sólo en el campo de la religión y las letras, sino tamhién como hombre de armas en las que era sumamente diestro. De él se citan numerosos hechos en los que se comportó como esforzado guerrero. En la provincia de Santander hubo casas de este apellido en el Valle de Toranzo en el lugar de Villaseril, en la ciudad de Santander y en la Villa de Laredo, con lo que queda plenamente demostrado su origen santanderino. Y fue de estas casas de Santander de donde partieron las líneas que primero pasaron a León y luego se fueron extendiendo por toda la península. El apellido Delgado probó repetidas veces sus nobleza en las Ordenes Militares de Santiago, Calatrava y Carlos III.

ARMAS: En campo de azur, siete estrellas de oro puestas en palo de a cuatro y una en punta. Bordura de
gules, con siete calderas de oro y otra segunda bordura de plata con la salutación angélica, en letras de azur: “Ave María gratia plena”.

 

 

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clip_image002[3]     clip_image004Carvalho

sobrenome de origem portuguesa.  Apelido de raízes toponímicas, foi extraído da vila da mesma designação, na diocese de Coimbra, e adotado por Gomes de Carvalho, que viveu em meados do séc. XIII, e que foi pai de Fernão Gomes de Carvalho.

Usava este último por armas em inícios do séc. XIV um escudo carregado por uma caderna de crescentes.

No séc. XVI, de acordo com o Livro do Armeiro-Mor e o “da Nobreza e Perfeição das Armas”, usavam as armas que aqui se descrevem.

A origem geográfica, foi tomada ao antigo morgado de Carvalho, em terras de Coimbra, Portugal. De carvalho, do latim quercus – árvore, planta (Anuário Genealógico Latino, IV, 19). A antigüidade desta família pode ser constatada em uma doação feita ao mosteiro de Lorvão em 1131, assinada porPelagius Carvalis, senhor de toda a terra em que hoje está o morgado de Carvalho, instituído por seu neto D. Bartolomeu Domingues. Deste morgado foi administrador Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro marquês de Pombal, por eleição do Senado da cidade de Coimbra (Antenor Nascentes, II, 66; Anuário Genealógico Latino, I, 25; SB, II, 43). Portugal: Felgueiras Gayo, principia esta genealogia no citado Pelagius Carvalis [ou Payo de Carvalho], que foi o primeiro com este sobrenome, Fidalgo ilustre do tempo de Dom Afonso Henriques, rei de Portugal em 1128, com quem confirmou o foral da Vila de Cea em 1136. Filho de Moninho Moniz, Padroeiro do Mosteiro de Arnoia, neto de D. Garcia Moniz, Padroeiro de Travanca, bisneto de D. Moninho Viegas e terceiro neto de D. Gonçalo Moniz, Gov. d’Entre Douro e Minho (Gayo, Carvalhos, Tomo IX, Título, 80). Ilha da Madeira: o genealogista Henrique Henriques de Noronha , em sua importante obra Nobiliário Genealógico das Famílias da Ilha da Madeira, composta em 1700, dedicou-se ao estudo desta família [Henriques de Noronha – Nobiliário da Ilha da Madeira, Tomo II, 218, 223, 227].Brasil: Numerosas foram as famílias, que passaram com este sobrenome para diversas partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Carvalhos existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origem geográfica, ou seja, tirado do lugar de Carvalho. O mesmo se aplica no campo da heráldica. Jamais se pode considerar que uma Carta de Brasão de Armas de um antigo Carvalho, se estenda a todos aqueles que apresentam este mesmo sobrenome, porque não possuem a mesma origem. No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, encontra-se a família de Francisco de Carvalho[c.1590 – ?], filho de João de Carvalho [de Lisboa], que deixou descendência, a partir de 1622, com Maria Gracia (Rheingantz, I, 315). Rheingantz registra mais 39 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. No Acre, cabe registrar Antônio Escolástico de Carvalho, listado entre os primeiros povoadores nas margens do rio Acre, por volta de 1878. Em 1882, estava estabelecido em Antimari (Castelo Branco, Acreania, 183). No Maranhão, entre outras, registra-se a família de Antônio de Carvalho Pinto e Souza, natural de Portugal, filho de Manuel de Souza Corrêa e de Felipa Maria Osório. Deixou numerosa descendência do seu cas., no Maranhão, com Lourença Maria Cantanhede, filha de José Cantanhede e de Francisca Teresa de Abreu – da importante família Cantanhede (v.s.), do Maranhão. Entre os descendentes do casal, registra-se: I – o filho, Francisco Joaquim de Carvalho, patriarca da família Galvão de Carvalho (v.s.), do Maranhão; II – o filho, Tenente Raimundo Alexandre de Carvalho, patriarca de um dos ramos da família Baima de Carvalho (v.s.), do Maranhão; III – o filho, Major Antônio Lourenço de Carvalho, patriarca de um dos ramos da família Baima de Carvalho (v.s.), do Maranhão; IV – a filha, Ana Rosa de Carvalho, que foi patriarca da importante família Leal (v.s.) e Carvalho Leal (v.s.), do Maranhão; V – a filha, Inês Raimunda de Carvalho, que por seu casamento foi a matriarca da família Carvalho Leal (v.s.), do Maranhão; VI – a filha, Maria Rosa de Carvalho, que por seu casamento tornou-se a matriarca da família Carvalho Reis (v.s.), do Maranhão; VI – o neto, Dr. Ricardo Ernesto Ferreira de Carvalho, natural do Maranhão. Dedicou-se à Agricultura, chegando a realizar estudos, nesta área, na Europa, onde cursou os institutos de agronomia de Grignon, de Gembloux e de Lezardeau.

 

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From: toninho

Sent: Monday, March 28, 2016 7:01 PM

To: afraniomello@itapetininga.com.br

Subject: Pesquisa Genealógica

 

Prezado Sr. Afranio

 

Boa noite.

 

Capturei o seu email no site    http://www.jornalrol.com.br/genealogia…..

 

Tomo a liberdade de enviar-lhe o presente e-mail e peço-lhe antecipadas desculpas caso esteja invadindo a sua privacidade.

 

É que fiquei interessado sobre algumas observações suas sobre pessoas provenientes das Ilhas Canárias .

 

No meu caso , meus bisavós paternos constam como oriundos da Vila de Arico – em Tenerife – Ilhas Canárias

 

Chamavam-se Donato Delgado e Maria Salamanca e emigraram para  o Brasil entre 1870 e 1875 , trazendo dois filhos espanhóis ,  João e Thomazia e aqui no Brasil – São Paulo – Capital , tiveram mais três filhos , Domingos , Antonio e Dulcelina (esta última minha avó) .

 

Estou trabalhando na minha árvore genealógica e já progredi bastante no lado paterno (Sobrenome Carvalho-de José Carvalho-Português de Coimbra- casado com Dulcelina)  , mas  do lado dos Delgados consegui muito pouco .

 

Teria alguma orientação em como procurar esta ascendência Delgado nas Ilhas Canárias ?

 

Mais uma vez peço desculpas por importuná-lo mas   qualquer informação será para mim de grande valia pois sou realmente fanático por genealogia .

 

Antecipo agradecimentos.

 

Antonio José Carvalho – São Bernardo do Campo – SP