Artigo de Celio Pezza: 'O Grito dos Inocentes – Parte III'

Colunista do ROL
Celio Pezza

Célio Pezza – O grito dos inocentes – Parte III

Nos artigos anteriores falamos sobre a matança dos inocentes e fizemos uma pequena viagem pelo mundo mostrando a crueldade humana contra os animais. Agora veremos a matança de seres humanos.

Desde o aparecimento do homem na Terra, que ele mata seus semelhantes e cria requintes de crueldades.

Podemos ver na bíblia, na época de Adão, um assassinato entre irmãos. De lá para cá, a história só nos mostra episódios sangrentos, como as pragas de Moisés contra os egípcios, a carnificina dos inocentes primogênitos, etc..

A História nos mostra a guerra e a crueldade de um povo contra o outro e, atrás disto, sempre a figura de um Deus guerreiro, extremamente mau para com seus desafetos, rancoroso, vingativo e que não admite não ser adorado.

Temos registros de grandes guerras como a Guerra de Tróia, 1250 anos antes de Cristo, onde durante dez anos, morreram centenas de milhares de gregos e troianos.

Após a vinda de Cristo e o advento da igreja, começaram as guerras em nome da fé ou guerras santas.

Temos as cruzadas, onde os cristãos massacraram os turcos e judeus de Jerusalém; aliás, o papa João Paulo II pediu perdão pela igreja católica ter cometido esta carnificina há 900 anos.

Tivemos as missões espanholas na América do Sul, onde milhões de índios foram massacrados em nome da fé. Só no Peru, quando o conquistador Pizarro chegou, havia perto de 6 milhões de habitantes e uma cultura indígena avançada. Em poucos anos, os conquistadores e evangelizadores trucidaram os incas e sua cultura.

Continuando, tivemos o terrível episódio da Santa Inquisição na Europa onde, segundo alguns historiadores, mais de 10 milhões de pessoas foram torturadas e mortas durante vários anos.

Destacamos também o dia 24 de Agosto de 1572, conhecido como a Noite de São Bartolomeu, quando, com o consentimento do papa Gregório XIII, os católicos da França iniciaram a matança de mais de 100 mil protestantes, chamados de “huguenotes”. Os sinos tocavam sem parar para festejar a vitória de Deus contra os hereges. Dizem que havia tantos cadáveres nos rios, que os franceses ficaram sem comer peixes por vários meses.

Nunca tivemos um só ano de paz no mundo, até que, entre 1914-1918, tivemos a 1ª. Guerra mundial, com perto de 30 milhões de mortos; logo em seguida, entre 1939-1945, tivemos a 2ª. Guerra mundial, com 70 milhões de mortos. Neste conflito, tivemos o maior crime de guerra do mundo, com o lançamento de duas bombas atômicas pelos americanos nas cidades de Hiroshima em 06 de agosto de 1945 e Nagasaki, em 09 de agosto de 1945, com meio milhão de mortos. Albert Einstein enviou em 02 de agosto de 1939, uma carta ao presidente americano Roosevelt, pedindo para que investisse na construção da bomba atômica, com base em suas teorias. Em 1945, ao ver os resultados de sua criação, se arrependeu e iniciou uma campanha para suspender todos os testes nucleares, pois os efeitos eram muito piores do que os previstos. Numa entrevista coletiva, ele pediu para que todos os americanos mandassem cartas ao então presidente Truman, pedindo que não utilizasse a energia atômica para fins militares. Neste momento, perguntaram a ele o que tinha a oferecer, já que o presidente americano oferecia a paz em troca do uso da bomba. Ele mostrou a língua, na foto que passaria para a história e disse que oferecia sua língua para que os americanos passassem os selos das cartas.

Atualmente, temos guerras e genocídios localizados em diversas partes do mundo: Vietnã, China, Indonésia, Sérvia, Rússia, Iraque, Afeganistão, Palestina, Faixa de Gaza, Bangladesh, índia, Golfo, Ucrânia, África, Síria, etc.. Somando isto tudo, temos milhões de mortes por ano continuamente na nossa era moderna.

Este é o retrato do ser humano. Não sabe viver sem guerras, sem a prática da crueldade e intolerância.

A grande pergunta é: por que o homem é mau? Ele já nasce mau ou fica mau ao longo de sua vida? Será que os gritos de todos os inocentes, homens e animais, nunca serão ouvidos?

Vamos explorar esta questão na quarta e última parte deste nosso ensaio sobre o grito dos inocentes.

 

Célio Pezza

Abril, 2016




Artigo de Celso Lungaretti: 'NOVAS 'DIRETAS JÁ' SÃO A ÚNICA ESPERANÇA QUE RESTA'

Celso Lungaretti: O DOMINGO DO IMPEACHMENT JÁ É HISTÓRIA. O QUE FAZERMOS AGORA?

O DOMINGO DO IMPEACHMENT JÁ É HISTÓRIA. O QUE FAZERMOS AGORA?

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

 
Herói fortuito, o tucano Bruno Araújo deu o 342º voto.

O domingo do impeachment já é História. Vamos olhar para a frente, caso contrário viraremos estátuas de sal (ou, em versão atualizada, nos tornaremos irrelevantes…).

São favas contadas que em maio o Senado, por maioria simples, aceitará receber o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, afastando-a do cargo. Michel Temer assume.

E de nada adianta acalentarmos esperanças de que a moeda, da próxima vez, vá cair em pé: ela não reassumirá a presidência, inocentada, depois de 180 dias. Se Dilma sair, não volta mais.

Com a insensibilidade habitual, o PT ainda tenta puxar a brasa para sua sardinha: cogita propor o encurtamento do mandato de Dilma e a antecipação da eleição presidencial, de forma a coincidir com as municipais.

 
Previsível manchete garrafal

Parece ignorar que foi fragorosamente derrotado e os vencedores não têm motivo nenhum para deixarem a caneta presidencial nas mãos de Dilma até 31 de dezembro. Preferirão, obviamente, arrancá-la das mãos dela no mês que vem.

Então, se querem mesmo fazer uma tentativa de forçarem, in extremis, a realização de uma nova eleição presidencial indiscutivelmente a melhor solução quando quem governa não tem as mais remotas condições de continuar governando e ao vice falta credibilidade para unir o País num momento dramático–, os grãos petistas terão de seguir o roteiro que eu propus, o único viável:

  • renúncia imediata de Dilma, conclamando o Temer a fazer o mesmo, pelo bem do povo brasileiro;
  • lançamento imediato da campanha pelas diretas já de 2016.

Não é momento de poupar melindres a Dilma, nem de tomar iniciativas que darão em nada, pois os antagonistas certamente as pulverizarão no Congresso (caso da Proposta de Emenda Constitucional concedendo mais oito meses de mandato a uma presidente que já não é capaz de aguentar nem outras oito semanas no cargo).

Ainda dá para virarmos o jogo. Mas, como ensinavam os magos, para obtermos grandes dádivas precisamos fazer grandes sacrifícios. Nada vem de mão beijada muito menos depois de um desastre político como o do domingo do impeachment.

LEMBRANDO O HEROÍSMO DO PASSADO EM MEIO AO DESALENTO DO PRESENTE.

Não poderia ser mais emblemática a data do lançamento paulista de O problema é ter medo do medo (Editora Revan, 2016, 300p), da jornalista Ana Helena Tavares, um dia depois da pior derrota sofrida pela esquerda brasileira desde a redemocratização. Será nesta 2ª feira (18), a partir das 19h, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (R. Rego Freitas, 530, sobreloja).

Trata-se de uma  coleção de depoimentos de pessoas que desempenharam algum papel na luta contra a ditadura militar, reconstituindo a História a partir de visões de quem estava no centro dos acontecimentos.

Foram 26 os entrevistados, inclusive eu. Particularmente, li com muita atenção os tópicos referentes a Alberto Dines, Hélio Bicudo e Sérgio Ricardo, com os quais me identifico mais. Mas, há de tudo um pouco e os leitores certamente tomarão conhecimento de muitos detalhes interessantes do passado.

Uma das principais preocupações de Ana Helena foi questionar o simulacro de anistia que igualou os torturados a seus algozes.

 
A entrevistadora com um dos entrevistados

Trata-se de uma aberração jurídica que nos indignou muito nos últimos anos, mas a presidente Dilma Rousseff fulminou a última esperança de vermos punidas tais bestas-feras, ao ignorar olimpicamente o veredicto da Corte Interamericana de Direitos Humanos relativo à guerrilha do Araguaia, preferindo instituir uma Comissão da Verdade que desempenhou uma função nada além de propagandística.

Espero que, apeada do poder, Dilma reflita sobre se valeu a pena fazer tantas concessões ao realismo político, conciliando de forma tão chocante com os inimigos de ontem… em troca, vê-se agora, de nada!

E o livro é ótimo para evocar uma esquerda que soube enfrentar com muita coragem e dignidade o festival de horrores dos anos de chumbo.

Mas que, infelizmente, distorceu-se de forma acentuada a partir de 2003, quando passou a gerenciar o capitalismo para os capitalistas e ficou tão deslumbrada com o novo status que abdicou de organizar os trabalhadores e fazer avançar a revolução, temendo assustar ou incomodar os companheiros de fraque e cartola. Esses que agora a mandaram às urtigas.

E o pior foi que as ruas não a perdoaram.




Sergio Diniz da Costa: 'Elementar, meu caro Watson!'

Sergio Diniz

“O outono é conhecido como a ‘época da colheita’ e, num sentido figurado, é o período da vida que se encaminha para a velhice ─ o outono ou o ocaso da vida!”

Estamos no outono, estação do ano que, no Hemisfério Sul (onde estamos) inicia-se quando o sol atinge o equinócio de março (21) e finda quando ele atinge o solstício de junho (20). E, relembrando os tempos do ensino médio, ‘equinócio’ é o momento em que o sol, em seu movimento anual aparente, corta o equador celeste, fazendo com que o dia e a noite tenham igual duração; já o ‘solstício’ (de inverno, no caso), é o dia do ano em que o sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais baixo no céu e tem-se o dia mais curto do ano e a noite mais longa.

O outono é conhecido como a ‘época da colheita’ e, num sentido figurado, é o período da vida que se encaminha para a velhice ─ o outono ou o ocaso da vida!

Segundo o Professor e Mestre Rodolfo Alves Pena*, o outono é a estação do ano ‘onde ocorre uma gradativa redução da luz solar diária ao longo de sua duração, o que provoca a duração menor dos dias em relação às noites. Essa redução na incidência de radiação sobre a superfície provoca, com isso, diversas alterações climáticas e naturais’.

E, ainda de acordo com o professor Pena, as principais características do outono são: aumento da incidência de ventos; redução gradativa das temperaturas; maior incidência de nevoeiros pela manhã; diminuição da umidade do ar; em alguns tipos de vegetação, ocorre a queda das folhas para adaptação à mudança de clima e também em razão da diminuição da fotossíntese diante da menor incidência de iluminação solar; no Brasil, ocorre uma queda de temperatura nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Nessa última região (e também nas regiões serranas), podem acontecer algumas geadas e, eventualmente, neve’.

Apesar destas características, na prática, de uns bons tempos pra cá, o Senhor Tempo parece não respeitar os estudos que sobre ele tem feito o Senhor Homem que, há muito tempo, não parece tão senhor de si, assim. E, ao que tudo indica, essa mudança climática é culpa do próprio homem.

Bem, a esta altura da crônica, se tempo é o que não me falta, porém, falta-me espaço nesta coluna para continuá-la. E, não bastasse isso, também a esta altura, você, amigo leitor, deve estar se perguntando: afinal de contas, o quem tem de ver o bendito outono com o título da crônica?

Se você está fazendo esta pergunta a si mesmo, parabéns, querido leitor, pois demonstra ter um ótimo senso de observação e raciocínio lógico! E, de mim, só posso responder: elementar, meu caro leitor, nada!

No entanto, antes que você ─ e com aparente justa razão ─ me exclua como colunista do jornal ROL, devo dizer que ‘em nenhum dos 56 contos ou 4 livros escritos por Sir Arthur Conan Doyle sobre o investigador, Sherlock Holmes diz “Elementar, meu caro Watson”. O detetive de Baker Street diz ‘elementary’ e ‘my dear Watson’ – mas nunca os dois juntos.

A frase apareceu pela primeira vez em 1929 no filme O Retorno de Sherlock Holmes, mas acabou se tornando popular graças ao escritor Edith Meiser, que escreveu a série The New Adventures of Sherlock Holmes, transmitida no Reino Unido pela rádio BBC entre 1939 e 1947.**

Agora, como o outono, em tese, é uma estação de temperatura mais amena, que tal aproveitar para, no cantinho preferido de sua casa, ou até mesmo embaixo de uma árvore ainda com algumas folhas, ler alguma das obras de Sir Arthur Conan Doyle?

Garanto que, nas histórias de Sherlock Holmes, nem tudo é tão elementar assim!

 

* Brasil Escola. Geografia. Outono. http://brasilescola.uol.com.br/geografia/outono.htm >. Acesso em: 12/04/2016)

** Como surgiu a frase “Elementar, meu caro Watson”. Molho Inglês. http://molhoingles.com/como-surgiu-a-frase-elementar-meu-caro-watson/ >. Acesso em 09/04/2016)




A leitora publica artigo: 'Imigrantes?

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com – Imigrantes?

 

Sempre que escrevo temas com alguma menção a religiosidade, peço que não associem a nenhuma instituição, para não criar expectativas nesta ou naquela opinião.

Ao ver nos noticiários, famílias inteiras nas fronteiras, pedindo socorro, suplicando por asilo, não consigo conter as lágrimas, ao lembrar-me de minha pequena aconchegada em meus braços, aninhada em seu berço, na segurança de nosso lar, impossível ver essas cenas sem se emocionar, acredito que para maioria dos pais.

Independente de crença religiosa, sendo cristãos ou não, que líderes são esses? Que poderiam acolher essas famílias! Crê-se em algo além de nossas vidas carnais, meu Deus! Se olharmos a Terra de cima, não enxergaremos nenhuma cerca, não existe separação, somos seres vivos de um mesmo planeta, pertencente ao mesmo sistema solar, da mesma galáxia.

Governantes visitam mesquitas, templo, beijam a mão de líderes religiosos, se dizem cristãos, gritam aos quatros ventos somos tementes a um Deus! Que religião permite pessoas semelhantes, iguais umas das outras, passem por tamanha humilhação, que religião permite que crianças sofram abusos, sintam na pele a dor de uma guerra, que não contribuíram para ser deflagrada?

Imigrantes? Onde isso se é da mesma espécie?Qual a importância de nascer do lado de cá ou do lado de lá?Se nossa pele é amarela, vermelha, ou negra?Nosso sangue é da mesma cor, sentimos dor da mesma maneira, somos exatamente iguais.

Se existe algo maior, alguma coisa controlando nossas vidas, dê o nome que quiserem Zeus, Deus, Alá, Cristo, não importa o que precisa urgente, é parar com gastos de milhões com guerras, exploração espacial, senão conseguem viver pacificamente nesse planeta criado especialmente para nós, valores que poderiam matar a fome do planeta inteiro, valores que resolveriam qualquer conflito.

Um homem a mais de dois mil anos, já dizia que seu pai não era desse mundo, que seu reino não era esse, os senhores desse mundo possuem poder suficiente para resolver essas questões, afinal se dizem poderosos.

Usem seus pseudo-poderes, para pelo menos tentar amenizar o sofrimento de milhões de seres igualmente humano, lembrem-se de seus rebentos em seus braços a pedir carinho, banho quente, cama limpa e aconchegante, para sonhar com brincadeiras, sonhar uma vida melhor, sonhar com super heróis, fadas e princesas de histórias contadas na segurança de um lar, independente do país em que nasceram.

 

 

Sônyah Moreira – sonyah.moreira@gmail.com

 

 

 




Artigo Pedro Novaes: 'Segurança que deixou saudades'

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Pedro Israel Novaes de Almeida – SEGURANÇA QUE DEIXOU SAUDADES

 

 

Outrora, eram poucas as chaves, a ponto de repousarem, furtivas e  dissimuladas, sob o tapetinho ou vaso, quando todos da família saiam.

Intriga cientistas de todo o mundo o fato dos ladrões da época não perceberem tal artimanha. Eram poucos os assaltos e roubos.

Estudiosos chegaram à conclusão de que os ladrões de antigamente não temiam a justiça. Para eles, a justiça soava como uma esperança de sobreviver à polícia.

Interior afora, eram comuns os furtos e roubos no quintal. Bicicletas, botijões de gás e roupas no varal eram intensamente surrupiados.

Proprietários mais previdentes cimentavam cacos de vidro no alto dos muros, o que impedia a livre movimentação dos gatos da vizinhança. Na verdade, tais cacos protegiam as safras de laranja e mexerica, e mantinham numerosa a população de canários em gaiola e galinhas soltas.

Cachorros sempre figuraram como item de segurança dos domicílios, com mais latidos que mordidas. Cães afugentam bandidos em início de carreira.

Na verdade, os cães devem apenas latir, cabendo ao proprietário morder. Cães que mordem podem não identificar suas vítimas, que não precisam necessariamente ser a sogra do dono.

O cão que realmente traz segurança à família é aquele que dorme dentro da residência, sempre atento aos barulhos no quintal. O ladrão não tem como calar o cão em tal situação.

Outrora, eram poucos os furtos e roubos de veículos, apesar da maioria deles pernoitar na rua. A fofocagem era tanta que qualquer intruso dirigindo um veículo conhecido acabava preso.

Sequestros eram raríssimos, até pelo fato de não existirem cartões de crédito. Nas capitais, as aglomerações permitiram a magistral e quase perfeita arte de bater carteiras, naquela época colocada no bolso de trás, de calças mais largas que as de hoje.

As grandes ameaças de antigamente eram os cães raivosos, bêbados valentes, e doidos varridos, a maioria tarados. Corria risco de morte quem dava o azar de cruzar, em plena rua, com moradores do bairro adversário.

Ex-namorados e irmãos de virgens eram uma ameaça constante. Os abusos da época eram pacificamente resolvidos mediante solene casamento, em presença do delegado, juiz e irritada família da desonrada.

Existiram, desde as cavernas, os estelionatários, vendendo bilhetes premiados, lotes em pleno mar e tachos que imitavam cobre, além das intermináveis joias de família. Dependendo do golpe, a vontade do delegado era prender a vítima, sempre metida a esperta.

Éramos bem mais seguros antigamente.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

 

 




Artigo de Celso Lungaretti: 'AINDA TEMOS UMA CHANCE DE VIRAR O JOGO. NÃO PODEMOS DESPERDIÇÁ-LA!!!'

PT COGITA LANÇAR CAMPANHA POR NOVAS “DIRETAS JÁ”


Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia
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Colunista muito bem municiada por algum figurão do Partido dos Trabalhadores, Mônica Bergano trouxe neste sábado (16) uma interessante informação de cocheira:

O PT discute lançar uma campanha pedindo diretas já caso o impeachment seja aprovado no domingo e Dilma Rousseff seja posteriormente afastada pelo Senado.

A ideia é sustentar que o mandato de Michel Temer, que assumirá interinamente até Dilma ser julgada, é ilegítimo e que eleições já seriam a melhor solução para a crise política.

Expliquemos. Caso o impeachment seja aprovado amanhã por dois terços dos deputados federais, será enviado ao Senado.

 

 

Aí, por maioria simples, os senadores decidirão se aceitam ou não receber o processo. Se 41 deles, do total de 81, cravarem sim, Dilma vai ser afastada por 180 dias, com a caneta presidencial passando às mãos de Temer.

Quem acreditar que, seis meses depois, ela vá ser inocentada e possa reassumir o mandato, compra até terreno na Lua…

De resto, é provável que eu jamais venha a saber se a proposta que lancei no meu artigo de ontem foi ou não levada em conta nessa discussão interna do PT. Evidentemente, enderecei-a a alguns grãos petistas cujos endereços de e-mail possuo, mas não houve resposta.

De qualquer forma, o meu passo-a-passo é melhor do que o revelado pela Mônica.

Se quiser mesmo dar a volta por cima, o partido precisa mudar sua prioridade tão logo a Câmara Federal fulmine Dilma.

Caso contrário, certamente o Senado a mandará para casa por 180 dias e, se só então o PT passar a contestar a interinidade de Temer, o Brasil inteiro avaliará isso como oportunismo e exercício do direito de espernear

Se, pelo contrário, Dilma renunciar, atirar na cara de Temer que seu dever é renunciar também e a esquerda de imediato lançar a campanha das novas novas diretas já, o impacto vai ser muito, muito maior. Poderemos até virar o jogo.

Só obtemos grandes vitórias quando nos dispomos a encarar grandes perdas e grandes renúncias. O PT quer fazer política com a cautela e a mesmice dos guarda-livros (contadores) dos grotões. Precisa pensar grande.

 

 

DILMA AINDA PODE, COMO VARGAS, EVITAR A APOTEOSE DO INIMIGO. E NEM PRECISARÁ PAGAR COM A VIDA.


Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia
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Depois de uma canhestra e infrutífera tentativa de salvar-se do impeachment anunciado no tapetão do Supremo Tribunal Federal, nada mais resta a Dilma Rousseff afora a perspectiva de ter (pelo menos) dois terços dos deputados federais decidindo que ela faz jus ao impedimento. Era um placar negativo difícil de atingir. Ela conseguiu. Um fenômeno.

Qual a chance de, no Senado, ela não ser depois fulminada por maioria simples? Nenhuma. Zero. Game over..

Ainda assim, Dilma parece disposta a continuar esperneando até o mais amargo fim, para depois ser clicada pelos fotógrafos ao retirar-se chutada do Palácio do Planalto enquanto os adversários estiverem festejando por todo o País. Após buscar tão diligentemente a derrota, ainda vai posar de derrotada, para gaudio dos que há muito queriam ver sua cabeça empalhada exposta na parede dos troféus.

Há quem louve tal teimosia, como se fosse espírito de luta. Não é.

Guerreiros de verdade não insistem em travar batalhas suicidas, para serem dizimados junto com seus efetivos, enquanto ainda existe uma mínima possibilidade de se retirarem com uma vitória na derrota, preservando suas forças para uma futura revanche.

O que seria uma retirada organizada, agora que barrar o impeachment se evidencia como totalmente impossível? Eis o roteiro:

  • renúncia de Dilma tão logo o impeachment seja aprovado na Câmara;
  • na mensagem derradeira, exortação de Dilma a Temer, no sentido de que renuncie também e dê ao povo brasileiro a possibilidade de escolher alguém em quem realmente confie para conduzi-lo neste momento dramático da vida nacional, pois até as pedras sabem que os eleitores votam em presidentes e não dão a mínima para quem seja o vice;
  • imediata adesão do PT e outras forças de esquerda à campanha por uma nova eleição presidencial, revivendo o espírito das diretas já.

Uma vez que Dilma cultua tanto a imagem de Getúlio Vargas, por que não o imita?

Não precisaria abrir mão da vida, só do cargo.

Encostar o Temer na parede, apontando-o ao povo como o grande obstáculo à melhor solução para a crise seria o equivalente à carta-testamento.

E, caso tal ato gere uma reviravolta que impeça o inimigo de colher o fruto podre de suas tramoias, o paralelo se completará.

Assim um guerreiro de verdade faria. Assim fez Vargas.

Assim fará Dilma, se ainda prezar sua dignidade e se ainda for fiel a opção assumida meio século atrás, de colocar as necessidades e interesses do povo sofrido acima de quaisquer considerações de ordem pessoal.




O Sesi de Itapetininga apresenta o espetáculo 'A Condessa e o Bandoleiro'

Peça será apresentada sexta-feira (15) e sábado (16) no Sesi

 Começa a partir das 20h; entrada é gratuita.

O Sesi de Itapetininga apresenta hoje e amanhã a comédia ‘A Condessa e o Bandoleiro’.

O espetáculo começa às 20h e a entrada é gratuita.

A duração é de uma hora e a classificação é livre.

O roteiro trata de uma condessa entediada com a vida de riqueza, que decide atravessar a floresta em direção a um baile, acompanhada de um barão e uma ajudante.
No caminho, o trio é obrigado a pernoitar em uma taberna, onde conhecem o bandoleiro ‘Zé Facada’, o que faz alterar o comportamento dos membros.

O teatro traz como conteúdo reflexões sobre questões existenciais,  além de abordar as relações humanas.

Os ingressos podem ser reservados através do saite do Sesi.