Artigo do Carlos da Terra: 'A Dilma não é o PT'

Jornalista e escritor
Jornalista e escritor

Carlos da Terra – A Dilma não é o PT

02/04/2016

A Presidente Dilma tem sido achincalhada, execrada e só ainda não foi excomungada (imagino eu). No entanto, caro amigo, gostaria de refletir um pouco… Onde está o jatinho da Dilma? E as indústrias que ela adquiriu? E onde está o dinheiro do exterior? Podemos desconfiar dessas coisas, mas jamais se apurou qualquer uma delas em detrimento de Dilma Rousseff. Eu vivi, acompanhei e participei de todos os eventos dos anos terríveis da luta armada contra a ditadura militar e posso afirmar, sem qualquer medo de errar, que Dilma Rousseff é uma estranha no ninho do PT.

Ela pouco ou nada tem a ver com o malfadado PT de Lula e outros criminosos, desde o assassinato de Celso Daniel até o mensalão e o petrolão. Dilma foi uma guerrilheira, corajosa, idealista que sonhava por um Brasil mais justo e por uma melhoria nas condições miseráveis do povo do sertão brasileiro e dos subúrbios das capitais. Teve atitudes de verdadeira heroína das películas cinematográficas e, quando submetida ao pau de arara nas prisões, jamais abriu a boca para denunciar ou trair quem quer que fosse. Essa é a Dilma… e quem é o PT.

O PT é um aglomerado de oportunistas. Ele surgiu de uma confusão que se originou quando da queda do regime militar e todos que não eram de nenhuma ideologia, ou que eram de alguma mas sem qualquer conhecimento, aderiram a esse partido. Nesta categoria está o Lula. Quem viveu aquela época sabe que ele (o Lula) jamais teve qualquer ideologia. Ele sequer era um líder político ou operário que seja. Ele era apenas um líder sindicalista que defendia aumentos de salário APENAS PARA OS METALÚRGICOS.

Chegou-se ao absurdo de se dizer nas ruas que esse tal líder, houvera cortado seu próprio dedo para receber o seguro de invalidez. Jamais foi preso porque ele se apresentava com muita facilidade aos militares, dispensando qualquer trabalho destes para encontrá-lo e inquiri-lo. Muitos outros oportunistas e entre eles, capitalistas, empresários e criminosos que nunca tiveram qualquer ligação com movimentos políticos de melhorias para o povo brasileiro, encostaram nele para seus propósitos escusos.

A Dilma foi usada por Lula que esperava por um fracasso dela que lhe asseguraria a volta ao poder. O país está quebrado, foi à bancarrota. Mas é culpa da Dilma? O que foi que ela fez que quebrou o país? Onde apareceu o nome dela no mensalão ou no petrolão ou ainda no caso Celso Daniel? O que levou o país ao estado em que estamos foi a roubalheira, especialmente a da Petrobrás.

Por outro lado, quem é que vai discordar que o programa mais médicos atenuou a crise do sistema de saúde. Digam que não é verdade que a consulta médica é um absurdo de cara e que os médicos, de um modo geral, não querem trabalhar nos subúrbios. Digam… O programa “minha casa minha vida” que ela tem se dedicado tanto, não é importante? Você como cidadão brasileiro, gosta de ver moradores de rua proliferarem com mosquitos? Gosta disso? Das crianças que vivem ao relento? Se nós trabalhamos tanto e muitos desse políticos do PT, descontentes com seu próprio salário, resolveram assaltar os cofres públicos, eu lhe pergunto… pode uma família se regozijar, comer fartamente, comprar roupas e remédios, com os míseros oitenta reais do bolsa família? A educação brasileira sempre foi a maior crítica que todos os partidos e cidadãos brasileiros fizeram.

Todos reclamavam. Eu me lembro perfeitamente das reuniões lá na USP. A voz corrente era que o sistema educacional era elitista, não prestava e que jamais uma pessoa pobre poderia cursar faculdades. Bem… hoje em dia é assim? Acho que não. Nunca tivemos tantos estudantes bolsistas fora do país. Os jovens estão estudando para assumir o país em um futuro próximo.

Há o Pronatec que assegura uma educação elementar para a sobrevivência e há nos cursos médios e superiores também, muitos estudantes de todas as classes sociais. Estou no coro “Fora PT” e concordo que esse partido foi a ruína do Brasil e dos brasileiros, no entanto não entro no coro do “fora Dilma”.

 

Carlos da Terra




Inscrições para 14º Salão de Humor estão abertas em Cerquilho

Até a próxima 2a. feira ainda dá para fazer inscrições. Local: Teatro Municipal de Cerquilho

  Estão abertas as inscrições para o 14° Salão de Humor e o 17° Salão de Artes Plásticas de Cerquilho.
As mostras reunem artistas de todo o Brasil e oferecerá prêmios de R$ R$ 15.300,00.
Os artistas locais tambpém serão incentivados
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 4 de abril no Teatro Municipal de Cerquilho, que fica na rua Ângelo Luvizotto, área central.
Podem ser feitas inscrições também através do e-meio cadastrocultura@cerquilho.sp.gov.br.
A ficha de inscrição, regulamentos, identificação das obras e termo de recebimento estão disponíveis para download no site da prefeitura.

No dia 30 de abril, às 16h, acontecerá a Cerimônia de Premiação e, desta data ao dia 22 de maio, as obras serão expostas para visitação no Teatro Municipal de Cerquilho.




Artigo de Celso Lungaretti: 'ATÉ A 'FOLHA' CONCORDA: NOVA ELEIÇÃO É A MELHOR SOLUÇÃO'

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia – OS CENÁRIOS DA HORA DA DECISÃO

O editorial veio na capa 

Não terá sido coincidência o fato de os dois jornais mais influentes de São Paulo (que, ao lado de O Globo, são os maiores do País), terem publicado editoriais extremamente contundentes contra o Governo Dilma neste mesmo domingo, 3. Para quem consegue captar os subtextos da política e da comunicação, é sinal de que o drama brasileiro está chegando ao desfecho.

O da Folha de S. PauloNem Dilma nem Temer, começou acertando já no título: a presidente precisa ser substituída antes que o avanço daquela que já é a nossa pior recessão econômica de todos os tempos engendre a convulsão social, o caos e, talvez, uma nova ditadura; mas o vice não se constitui, nem de longe, no homem certo para unificar o País nestas circunstâncias dramáticas.

Então, tanto quanto a esquerda precisa ser refundada após os fracassos e a lama da era petista, a democracia brasileira precisa ser passada a limpo depois de haver atingido grau tão extremo de degradação. Como o poder político se esfarelou por completo, um novo governo só terá credibilidade se provir da fonte do qual emana, ou deveria emanar: o povo.

É paradoxal que o chamamento a uma nova diretas-já parta de um jornal tão identificado com más causas. Vale, contudo, lembrar que em 1984 a Folha apoiou a emenda Dante de Oliveira e, por ser o jornal mais simpático ao restabelecimento imediato das eleições diretas, teve um ganho imenso de prestígio, que logo se expressaria  em termos financeiros (aumento da circulação e das receitas publicitárias). Como atravessa um período de vacas magras, pode estar sonhando com um bis.

Quanto ao editoral de O Estado de S. Paulo (Contra o direito e a razão), constata o óbvio: ao tentar salvar-se do impeachment entregando as joias da coroa a partidecos como como o PHS, PTN, PSL e PT do B, Dilma está transformando o Planalto num “monturo” e, mesmo que por milagre consiga manter seu mandato, “terá de governar com essa equipe de desqualificados” e “não terá nenhuma condição de aprovar o que quer que seja no Congresso”.

Resultado óbvio: “O País ficará paralisado”. E, acrescento eu, como a natureza e a política abominam o vácuo, conflitos armados e quarteladas entrariam no leque das possibilidades. Trata-se do pior cenário, aquele que é simplesmente imperativo afastarmos.

Não passa de um tresloucado desvario a suposição de que ganharíamos agora uma luta que perdemos quando tínhamos quadros infinitamente melhores, éramos respeitados pelo povo e enfrentávamos uma ditadura tão tacanha quanto odiosa e sanguinária. Tudo leva a crer que, pelo contrário, desta vez colheríamos uma derrota ainda mais acachapante. Então, o enfrentamento deve ser evitado a qualquer custo, enquanto não recompusermos nossas fileiras e resgatarmos nossa credibilidade.

É coisa para anos: depois do vexame da capitulação sem luta em 1964, só conseguimos dar a volta por cima em 1968.

Deixar desabar um governo que jamais foi revolucionário e hoje está caindo de podre é um preço barato a pagarmos para que a reconstrução da esquerda possa ser empreendida nas condições mais favoráveis, ou seja, em tempos de (ao menos relativa) calmaria.

 
23 DIAS DEPOIS DO “NÁUFRAGO”, “FOLHA DE S. PAULO” PEDE FIM DO GOVERNO DA DILMA, EXCLUSÃO DE TEMER E NOVA ELEIÇÃO. 

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

No último dia 11 de março publiquei no blogue Náufrago da Utopia:

.

Como sou um homem generoso, vou dar à presidente uma dica de como ela ainda pode poupar-se de transpor a porta do fundo como cão escorraçado, mas, pelo contrário, sair atirando, não só para deixar uma última marca no bastião inimigo, como também, e principalmente, para prestar um serviço inestimável ao povo brasileiro, comparável ao suicídio e carta com que Vargas evitou que seu governo fosse herdado pelos ratos da época. 

Dilma, convoque a imprensa para um pronunciamento decisivo e comunique ao País e ao mundo que você está disposta a abrir mão do seu mandato para o bem da Nação, desde que o Michel Temer faça o mesmo.

Argumente que a crise política, econômica e moral é tão profunda que os governantes atuais se deslegitimaram e é hora do poder voltar à fonte do qual emana, o povo.

Que o Brasil precisa novamente ser passado a limpo.

Que os brasileiros devem escolher livremente aquele(a) a quem querem delegar a difícil missão de tirá-los do fundo do poço, ao invés de serem obrigados a engolir um político que, por ação ou omissão, é co-responsável por tudo que tem sido feito de errado e desastroso pelo Governo federal desde 2011.

Exorte publicamente o Michel Temer a agir com o mesmo desapego pelo poder e a mesma disposição de colocar os interesses do povo sofrido acima dos cálculos mesquinhos da política e até das frustrações pessoais, por piores que elas sejam. Bote-o numa saia justa: ele merece!

Parafraseando uma afirmação que tanto nos empolgou lá no comecinho da nossa trajetória, a esta altura do campeonato você não tem mais nada a perder, Dilma, e um passado glorioso a honrar.

O último ato de sua presidência deveria ser coerente com a opção que você fez lá atrás, de arriscar a vida para livrar o Brasil dos exploradores e seus serviçais, fardados ou não.

Então, Dilma, não deixe a montanha parir um Temer, ou seu fracasso será total..

“A PRESIDENTE CONSTITUI HOJE O 

OBSTÁCULO À RECUPERAÇÃO DO PAÍS”

O editorial da Folha de S. Paulo deste domingo, 3 de abril, é bem na mesma linha (e, para bom entendedor, sinaliza que o jogo está chegando ao seu mais do que previsível desfecho):

.

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.




Artigo de Celso Lungaretti: 'EDITORIAL DEFENDENDO NOVA ELEIÇÃO: MAIS UMA VEZ A "FOLHA" SE CURVA DIANTE DO "NÁUFRAGO"…'

Celso Lungaretti – 23 DIAS DEPOIS DO “NÁUFRAGO”, “FOLHA DE S. PAULO” PEDE FIM DO GOVERNO DA DILMA, EXCLUSÃO DE TEMER E NOVA ELEIÇÃO

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

No último dia 11 de março publiquei no blogue Náufrago da Utopia:

Como sou um homem generoso, vou dar à presidente uma dica de como ela ainda pode poupar-se de transpor a porta do fundo como cão escorraçado, mas, pelo contrário, sair atirando, não só para deixar uma última marca no bastião inimigo, como também, e principalmente, para prestar um serviço inestimável ao povo brasileiro, comparável ao suicídio e carta com que Vargas evitou que seu governo fosse herdado pelos ratos da época. 

Dilma, convoque a imprensa para um pronunciamento decisivo e comunique ao País e ao mundo que você está disposta a abrir mão do seu mandato para o bem da Nação, desde que o Michel Temer faça o mesmo.

Argumente que a crise política, econômica e moral é tão profunda que os governantes atuais se deslegitimaram e é hora do poder voltar à fonte do qual emana, o povo.

Que o Brasil precisa novamente ser passado a limpo.

Que os brasileiros devem escolher livremente aquele(a) a quem querem delegar a difícil missão de tirá-los do fundo do poço, ao invés de serem obrigados a engolir um político que, por ação ou omissão, é co-responsável por tudo que tem sido feito de errado e desastroso pelo Governo federal desde 2011.

Exorte publicamente o Michel Temer a agir com o mesmo desapego pelo poder e a mesma disposição de colocar os interesses do povo sofrido acima dos cálculos mesquinhos da política e até das frustrações pessoais, por piores que elas sejam. Bote-o numa saia justa: ele merece!

Parafraseando uma afirmação que tanto nos empolgou lá no comecinho da nossa trajetória, a esta altura do campeonato você não tem mais nada a perder, Dilma, e um passado glorioso a honrar.

O último ato de sua presidência deveria ser coerente com a opção que você fez lá atrás, de arriscar a vida para livrar o Brasil dos exploradores e seus serviçais, fardados ou não.

Então, Dilma, não deixe a montanha parir um Temer, ou seu fracasso será total.

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“A PRESIDENTE CONSTITUI HOJE O 

OBSTÁCULO À RECUPERAÇÃO DO PAÍS”

O editorial da Folha de S. Paulo deste domingo, 3 de abril, é bem na mesma linha (e, para bom entendedor, sinaliza que o jogo está chegando ao seu mais do que previsível desfecho):

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A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.




Música e questionamentos sobre o mundo animam os almoços de domingo do Sesc Sorocaba

As apresentações fazem parte do projeto música de bandeja e acompanham o cardápio especial da comedoria

Durante todo o mês de abril, o projeto música de bandeja, que acompanha os almoços de domingo no Sesc Sorocaba, apresenta repertórios aliados aos questionamentos sobre as verdades e mentiras que permeiam as histórias do mundo. As apresentações são gratuitas e acontecem sempre às 13h na área de convivência.

 

Abrindo a programação, no dia 3, o músico Paulo Freire traz o show “Eu não minto”. Nessa apresentação, o artista interpreta divertidas canções caipiras como um violeiro que irá provar que não mente contando histórias de caçadas fabulosas e pescarias impossíveis. Esse violeiro também falará as verdades sobre o casamento, sobre a onça virada do avesso e como se tornou cunhado de um lobisomem.

 

No dia 10 é vez de Wandi Doratiotto e Danilo Moraes com a apresentação Tudo a declarar. Nesse show a dupla traz uma reflexão sobre o cotidiano brasileiro através de músicas e pequenas histórias bem humoradas. Além disso, com as canções são mostrados os absurdos que cercam a sociedade na constante busca pelo prazer e reconhecimento.

 

Abordando as crenças e mitos do povo brasileiro, Valter Silva faz seu show no dia 17. Com canções sobre sacis e caiporas, aventura e amor, reis e princesas entre outros elementos que fazem parte da cultura popular brasileira, o compositor apresenta um repertório muito focado no encantamento criado pelas histórias lúdicas e poesias.

 

Serviço:

Música de Bandeja

Paulo Freire

Data: dia 03/04, domingo, às 13h.

Local:  Sesc Sorocaba, área de convivência

Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

Classificação: livre.

Grátis

 

Wandi Doratiotto e Danilo Moraes

Data: dia 10/04, domingo, às 13h.

Local:  Sesc Sorocaba, área de convivência

Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

Classificação: livre.

Grátis

 

Valter Silva

Data: dia 17/04, domingo, às 13h.

Local:  Sesc Sorocaba, área de convivência

Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

Classificação: livre.

Grátis

 

Estacionamento:

Para credenciados no Sesc = R$ 4,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional.

Não credenciados = R$ 8,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional.

 

Mais informações:

(15) 3332-9933 ou sescsp.org.br/sorocaba




Peça 'Ditinho Curadô' será atração no Sesc Sorocaba neste domingo

Espetáculo faz parte do Projeto Coletivações, que visa contribuir com a produção teatral de Sorocaba e região

 

Neste domingo, 03/04, o grupo Nativos Terra Rasgada irá apresentar a peça Ditinho Curadô, no Sesc Sorocaba. O espetáculo é gratuito e marca a estreia do Projeto Coletivações, que visa contribuir com os grupos de teatro do interior de Sorocaba e Região.

De acordo com o idealizador do projeto e animador cultural do Sesc Sorocaba, Roberto Sgarbiero, o objetivo do Coletivações é que cada grupo desenvolva um trabalho teórico e prático em parceria com o Sesc, instigando ao público um novo olhar das artes cênicas, quebrando a relação ator-espectador.

“O Sesc Sorocaba tinha a vontade e necessidade de fazer um trabalho com os grupos de teatro de Sorocaba e região e este trabalho precisava ir além da apresentação dos espetáculos. Por isso, decidimos aprofundar um pouco mais os métodos de trabalho de cada grupo e levar isso para que o público possa experimentar o que está por traz de cada espetáculo”, explica o Sgarbiero.

 

A peça 

“Ditinho Curadô” é um caipira que recebe o dom de falar com os santos por meio de fitas da bandeira do divino e torna-se interlocutor entre a humanidade e o céu. Com suas consultas, além de ficar famoso ele acaba entrando em grandes confusões por conta de seu dom, o que transforma drasticamente sua vida.

A comédia aborda a religiosidade interiorana e mostra as confusões que um cargo divino pode atribuir a um mortal. Em 2011, recebeu o prêmio Corporativa Paulista de Teatro (CPT), no quesito de melhor espetáculo em trabalho apresentado no interior e litoral paulista.

A peça será apresentada no Anfiteatro do Sesc, com início às 17h. O espetáculo tem em média de 50 minutos de duração. O Sesc Sorocaba fica na Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

 

Oficina teatral

O grupo Nativos Terra Rasgada irá ministrar também, por meio do projeto Coletivações, a oficina intitulada “Teatro de Rua: Olhares Públicos e Outras Implicações”. Durante sete encontros, os participantes poderão se aprofundar no tema e conhecer as técnicas e metodologias que envolvem como fazer o teatro de rua.

As oficinas acontecerão nos dias 6, 9, 13, 20, 23, 27 e 30 de abril. E os horários são das 19h às 21h30 nas quartas-feiras e das 10h15 às 14h aos sábados. A oficina terá 30 vagas e a inscrição deve ser feita antecipadamente na central de atendimento da unidade.

 

Serviço:

Peça Ditinho Curadô

Data: 03 de abril, domingo, às 17h.

Local: Sesc Sorocaba, Anfiteatro.

Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

Grátis. 475 lugares.

 

Oficina “Teatro de Rua: Olhares Públicos e Outras Implicações”

Data: dias 6, 9, 13, 20, 23, 27 e 30 de abril.

Horário: das 19h às 21h30 nas quartas-feiras e das 10h15 às 14h aos sábados.

Local: Sesc Sorocaba, Sala de Oficinas.

Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade.

Faixa etária: 14 anos

Vagas limitadas. As inscrições devem ser feitas antecipadamente na central de atendimento da unidade.

 

Estacionamento:

Para credenciados no Sesc = R$ 4,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional.

Não credenciados = R$ 8,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional.

 

Mais informações:

(15) 3332-9933 ou sescsp.org.br/sorocaba




Saiu na Tv Tem: Biblioteca de Itapetininga promove eventos para o Dia do Livro Infantil

Eventos ‘A Hora do Conto’ e ‘Tarde de Histórias’ serão realizados

 Entrada é gratuita e o objetivo é formar novos leitores.

Do G1 Itapetininga e Região

A Biblioteca Municipal de Itapetininga (SP) realizará os eventos  “A Hora do Conto” e “Tarde de Histórias” em homenagem ao Dia Internacional do Livro Infantil, comemorado neste sábado (2). Ambos são gratuitos.

O evento “Tarde de Histórias” será realizado neste sábado (2) a partir das 15h. Vão ser realizadas narrações que discutirão padrões de comportamento e conflitos sociais em defesa da igualdade.

Já o evento  “A Hora do Conto” acontece a partir desta segunda-feira (4) até quarta-feira (6), também na Biblioteca Municipal. O evento deve receber 200 alunos das ONG Ceprevi, Epam e do Lar Célia Tereza e homenageará o autor dinamarquês Hans Chrstian Andersen.

Os participantes também vão conhecer as histórias “Sapatinhos Vermelhos”, “O criador de Porcos” e “A princesa e a Ervilha”. A intenção do projeto, desenvolvido desde 2013, é divulgar o trabalho da biblioteca e formar novos leitores.

O prédio da Biblioteca Municipal está localizado na rua Doutor Campos Sales, 175, na área central da cidade. Mais informações pelo telefone  (15) 3272-3265.