Saiu na Tv Tem: Conferência Municipal de Cultura começa neste sábado em Itapetininga

Evento vai ser realizado neste sábado (2) e domingo (3), das 9h às 17h

Conferência vai discutir ações e diretrizes culturais para a cidade.

Do G1 Itapetininga e Região

A  2ª Conferência Municipal de Cultura será realizada em Itapetininga (SP) neste sábado (2) e domingo (3) no auditório da Escola Estadual Peixoto Gomide, das 9h às 17h. O evento vai debater sobre quais ações e diretrizes culturais serão tomadas para os próximos anos na cidade.  A entrada é gratuita.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a infraestrutura cultural, o patrimônio cultural e a economia da cultura serão temas que vão ser debatidos durante o evento. Além disso, haverá palestras e a mediação de debates com a historiadora e especialista em gestão cultural, Débora Bergamini, com a idealizadora do projeto “Coletivo Exclamação” Joy Izauri, com o gestor de projetos do “Museu da Pessoa” de São Paulo (SP), Marcos Terra, além da participação da doutora em geografia humana, Roselina Burgos e o sociólogo e especialista em gestão de projetos culturais, Tony Nakatani.

O prédio da escola está localizado na avenida Peixoto Gomide, na região central da cidade. Mais informações pelo telefone (15) 3272-3401.




A leitora Sônyah Moreira publica artigo: 'Fatos cotidianos'

Sônyah Moreira – Fatos cotidianos

Hoje ao parar em um semáforo, fiquei observando as peripécias de um trio de jovens, estavam com suas caras pintadas como palhaços circenses, e equilibrando alguns malabares.

Chamou-me atenção dentre os jovens, a moça, cuja expressão de alienada, parecia-me não ver o mundo a sua volta, como se ela não estivesse ali, totalmente fora de órbita. Um sentimento inundou meu coração, me levando ás lágrimas, uma dor infinita me fez suscitar devaneios sobre o que me diferenciava dessa jovem? Como podemos dormir em paz, vendo nossos jovens totalmente perdidos, jovens esses que na teoria será a próxima geração a dominar o mundo.

Sabemos por experiência, que ser jovem, de uma maneira geral, é ser um rebelde sem causa, ser jovem é pensar que estamos sempre com a razão e o resto do mundo errado, na juventude, achamos que o mundo conspira contra nós, quantas lembranças nos vem a mente, os fatos cotidianos da vida de um jovem, são levados ao extremo, assemelha-se a uma ópera, uma peça teatral, dramática e tragicômica. Hoje vemos se materializar os dramas, e a tomar forma corpórea de tragédias anunciadas. A alienação que antes era típica da idade, atualmente está intrínseca ao uso exacerbado de alucinógenos que nem de longe se assemelham ao baseado de outrora, este avô das drogas atuais, que apenas lhes davam visões psicodélicas, os entorpecentes usados e comercializados da atualidade, corroem suas entranhas, construindo verdadeiros zumbis.

Que podemos fazer?Que atitudes precisam ser tomadas?Quando acordaremos desse torpor que todos estão vivendo?Tanta tecnologia a disposição da massa, e praticamente nada de emoção humana, que triste fim será desse trio, e caso tenham descendentes com certeza terão  igual futuro, que gerações acéfalas poderão um dia mudar esse quadro absurdo de inércia coletiva?

Como ser humano, penso que dor é essa?  Ver semelhante em condições tão precárias de sobrevivência! Zumbis acéfalos, totalmente a margem da sociedade, pseudogeração do futuro! Que será de nós, de nossos descendentes?Será que teremos um futuro?Com fatos tão deprimentes vistos diariamente nos semáforos das pequenas ou grandes cidades, encerro esse desabafo de um ser humano indignado com os caminhos que a humanidade está percorrendo no cotidiano da vida!

 

Sônyah Moreira




João Maurício Galindo rege a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí, dia 8

Concerto será no teatro Procópio Ferreira, a partir das 20h, com repertório formado por obras de Beethoven e Haydn

A Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí – instituição do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado – apresenta novo concerto de temporada na próxima sexta-feira, dia 8 de abril, no teatro Procópio Ferreira (rua São Bento, 415). A apresentação acontece a partir das 20h, sob regência de João Maurício Galindo. Os ingressos são vendidos a R$ 12 (R$ 6 meia entrada).

No concerto, a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí apresentará obras de Ludwig van Beethoven e Joseph Haydn.

De Beethoven, será apresentada a Sinfonia n. 5 em dó menor, obra composta entre 1804 e 1808. É uma das composições mais populares e conhecidas em todo repertório da música clássica europeia e uma das sinfonias mais executadas da atualidade. Trata-se da primeira sinfonia de Beethoven composta em tonalidade menor, considerada um monumento da criação artística. Os quatro movimentos constituem a particularidade de uma homogeneidade orquestral, ao mesmo tempo sendo exemplo de alternância. O primeiro andamento revela tensão por meio das cordas, elevando um dramatismo extremo. O segundo, revela solenidade, uma marcha fúnebre que se eleva pela sua emoção e beleza. O terceiro, uma crispação e, ao final, magnificência.

Outra obra a ser apresentada, de Haydn, é a Sinfonia n. 45, conhecida como “A Despedida”. Trata-se de um protesto composto por Haydn em 1772 contra um regulamento do palácio Esterhaza que, na época, proibia os músicos de permanecerem com suas famílias durante a temporada de concertos. Sob pressão dos músicos, Haydn compôs “A Despedida”, na qual os músicos paravam de tocar um de cada vez, fechavam a partitura e saíam da sala, até que só sobrassem dois únicos executantes no final, como forma de mostrar ao príncipe que eles faziam jus a um tratamento mais digno. O príncipe entendeu a mensagem e, no dia seguinte, dispensou a orquestra para que pudessem visitar seus familiares de quem sentiam saudades.

O concerto terá regência do maestro tutelar da orquestra, João Maurício Galindo, também titular da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Foi regente da Orquestra Amazonas Filarmônica, da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, e atuou como convidado frente a muitas outras, como a Sinfônica de Campinas, Sinfônica do Paraná, Petrobrás Sinfônica do Rio de Janeiro, Filarmônica de Belgrado, Sinfônica de Bari (Itália) e Orquestra Sinfônica de Roma. Foi também regente da Orquestra de Alunos dos Festivais de Campos do Jordão em 1998, 2000 e 2002.
Pessoalmente, empenha-se em levar a música clássica a um número cada vez maior de pessoas. Assim, mantém dois programas radiofônicos de sucesso na Rádio Cultura de São Paulo, o “Pergunte ao Maestro”, e o “Encontro com o Maestro”. Na TV Cultura apresentou o “Pré-Estreia”. Foi um dos criadores da série de concertos infantis beneficentes “O Aprendiz de Maestro”, realizada na Sala São Paulo, produzida pela Tucca, associação que cuida de crianças e adolescentes com câncer. Em 2009 publicou, pela editora Melhoramentos, o livro “Música, pare para ouvir”. Com muitos anos dedicados à atividade pedagógica, é um dos maiores especialistas brasileiros em ensino de instrumentos de cordas, tendo trabalhado nessa atividade no Sesc e no Projeto Guri. Foi também professor do Instituto de Artes da Unesp. É Bacharel em Composição e Regência pela UNESP, e mestre em musicologia pela USP.

 

Conservatório de Tatuí – O Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí é um equipamento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura do Estado administrado pela Associação de Amigos do Conservatório de Tatuí. Fundado em 1951, é uma das mais importantes ações na área de cultura no país. Oferece formação profissional em música, luteria e artes cênicas. Sua única extensão fora do município de origem é o Polo do Conservatório de Tatuí em São José do Rio Pardo.

Apoio Cultural – Para a temporada do ano de 2016, o Conservatório de Tatuí conta com apoio cultural da Coop – Cooperativa de Consumo e Grupo CCR SPVias.
SERVIÇO
Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí
João Maurício Galindo, regência
Quando: Sexta-feira . 8 de Abril de 2016
Horário: 20h00
Onde: Teatro Procópio Ferreira – Rua São Bento, 415
Ingressos: $12 ($ 6 meia entrada), na bilheteria do teatro, de terça a sexta das 17h às 19h e nos dias de realização de eventos a partir das 18h
Informações: 15 3205-8444




CORDEL É TEMA DA SEMANA DE LITERATURA 2016 DO COLÉGIO PORTAL, EM SOROCABA

De 4 a 9 de Abril, a Semana de Literatura 2016 do Colégio Portal

 

Com diversas atividades voltadas ao meio literário, este ano o evento terá como tema a Literatura de Cordel.

Desde o início do ano, diversas atividades estão sendo trabalhadas pelos professores e alunos do colégio. Estão programadas apresentações artísticas, leituras dramáticas, debates, apresentação de danças regionais, palestras, Concurso de Cordéis e o Concurso Soletrando.

Com o apoio das Livrarias Curitiba, os alunos farão uma apresentação no Shopping Cidade Sorocaba, seguida de uma Contação de História.

No sábado (09/04), encerramento da Semana de Literatura, o Colégio Portal estará aberto para receber os visitantes. A entrada é franca e todos poderão conhecer os projetos desenvolvidos e as apresentações organizadas pelos alunos. Uma Feira do Livro será organizada pela Livraria do Elefante, referência em livros infantis em Sorocaba.

Contamos com a presença de todos!

Confira toda a programação em colegioportal.com.br




Coral abre inscrições para vozes masculinas em Itapetininga

 O Coral Municipal de Itapetininga está com inscrições abertas para participantes homens

Os interessados devem ser comparecer no ensaio, que acontece às terças-feiras, das 19h às 21h, no Auditório Abílio Victor, que fica à Rua Dom Joaquim, 518, Centro, ao lado do posto de saúde Dr. Genefredo Monteiro.

 

Mais informações pelo telefone 15/ 3272-3401.

A regência ´w do professor Mario Chagas.

A participação é gratuita e a idade mínima é 16 anos.

Não é necessário ter experiência com canto.




Sergio Diniz da Costa: 'O que eu vim fazer neste mundo?'

Sergio Diniz da Costa

 O que eu vim fazer neste mundo?

‘O que eu vim fazer neste mundo?’

Alguma vez em sua vida, amigo leitor, você fez esta pergunta a si mesmo?

Alguma vez em sua vida você questionou a si mesmo se é tão somente um número a mais numa estatística demográfica, ou se, ao contrário, faz a diferença neste mundo?

Abri meus olhos e, imediatamente, olhei para o relógio. Ele estava marcando 4h30min do dia 13 de abril de 2015. Como acontece diariamente, só consigo dormir no início da madrugada, ou acordo ainda de madrugada. E aí, adeus sono! O meu Clarim Interior toca estentoricamente, lembrando-me que é hora de sair da cama e, de preferência, começar a escrever (após a ablução matinal e um café puro, bem quente, evidentemente!). Ou, alternativamente, trabalhar como guarda-noturno.

Hoje, porém, às 4h30, acordei com uma pergunta que venho fazendo a mim mesmo ao longo da minha existência terrena: o que estou fazendo nesta vida? Ou melhor, uma variante dela, mais específica: qual é a minha missão neste mundo?

E, com esta pergunta, trazida também pelo sopro do clarim, veio-me à mente o título desta conversa com você, leitor: ‘O que vim fazer neste mundo?’

Imediatamente, já preparado para começar a escrever, e já que comecei falando em estatística, entrei num site que fornece o número de habitantes do planeta em tempo real. E, às 05h02, ele apontava: 7.307.844.565!

‘É gente pra caramba!’─ pensei com meus botões. E, olhando novamente para esse número já tão expressivo, constatei que ele não parava de crescer. Assustadoramente!

E, como consequência da ideia original do texto, também questionei: ‘E o que toda essa gente está fazendo neste mundo?’

Deflagrada a incitante (e perturbadora) pergunta, veio-me à mente, imediatamente, algumas destacadas personagens da História, dentro da famosa dicotomia ‘Bem/Mal’, a exemplo de Jesus, Buda, Leonardo da Vinci, Alexander Fleming; Gengis Khan, Hitler…

Algumas delas imprimiram pegadas de luz nas areias da vida; outras, pegadas de lama. Umas, tornaram o nosso planeta ainda mais azul, mais verde, trazendo fé, esperança, beleza, sonhos; outras o fizeram cinza, triste, agonizante.

Na vida, há grandes e, aparentemente, pequenas missões. Cada qual com sua importância, relativa a um número indefinido de seres humanos ou a um pequeno núcleo, como a família, por exemplo.

E com estas considerações, e com o sol já brilhando lá fora e com o espaço da coluna acabado, coloco um ponto final nestas linhas. Olho para o relógio: ele está marcando 06h24. E o planeta Terra, neste horário, conta com 7.307.857.148 de habitantes. Em 01h22, a população terrestre aumentou em 12.583 seres humanos!

É gente pra caramba!

E você, amigo leitor, o que você está fazendo neste mundo? Qual é a sua missão?

 

Sergio Diniz da Costa




Conferência de Cultura acontece no fim de semana e reúne principais agentes culturais da cidade de Itapetininga

Uma série de debates e palestras vai definir alguns pontos importantes para o desenvolvimento cultural de Itapetininga

“A Conferência é uma possibilidade da população dialogar sobre o que é cultura e expor críticas e necessidades nas mais variadas ramificações como música, dança, teatro, gastronomia, artes plásticas, arquitetura, crenças, costumes, literatura e outras que compõe diferentes significados tanto do ponto de vista individual como coletivo”. As palavras do Secretário de Cultura e Turismo, Maurício Herman sintetizam bem qual o objetivo da ‘Conferência de Cultura’, que rola em Itapetininga, nos dias 2 e 3 de abril, no Auditório da Escola Peixoto Gomide.

Distribuída em 5 eixos (Estado e Participação Social; Infraestrutura Cultural; Patrimônio Cultural e da Memória; Diversidade Cultural; Economia da Cultura), a Conferência vai reunir os principais agentes culturais da cidade  para uma ampla discussão sobre os rumos que a cultura deve tomar a curto, médio e longo prazo, em Itapetininga.

A programação também contempla várias palestras sobre os temas que compõe os cinco eixos de discussão. Entre os palestrantes estão a historiadora e especialista em gestão cultural, Débora Bergamini; a idealizadora do projeto ‘Coletivo Exclamação!’, Joy Izauri; o gestor de projetos do ‘Museu da Pessoa’, em São Paulo, Marcos Terra; a doutora em geografia humana, Roselina Burgos; além do sociólogo e especialista em gestão de projetos culturais, Tony Nakatani.

 

O DEBATE

Para Bob Vieira, um dos principais nomes da música em Itapê, debates como o que vão acontecer são muito importantes para o crescimento cultural,“ Vejo (a conferência) com bastante expectativa positiva, pois assim coloca-se em prática a necessidade de expor o pensamento de cada um, decidindo metas e anseios em geral”. Bob também explica que a realização do evento é uma das exigências para a efetiva participação da cidade no Sistema Nacional de Cultura, “Com isso, teremos maior autonomia na gestão de recursos, podendo criar os editais de apoio à cultura, com apoio financeiro às diversas áreas culturais, democratizando a participação e criando mecanismos efetivos para realizações”.

A professora e coordenadora de projetos de incentivo ao livro, leitura e literatura da Biblioteca Municipal, Milene França, reitera o valor de discussões em torno de vários temas que permeiam a cultura na cidade, “Os eixos discutidos certamente referenciarão iniciativas e ações para garantir tanto a produção como o acesso a cultura. Sob este olhar os envolvidos são considerados atores políticos de cultura, ou seja, representam, participam e consequentemente contribuem para todos os outros setores da sociedade”.

Outro objetivo bastante significativo é criar mecanismos que deem sustentação ao desenvolvimento cultural local, por isso, é fundamental que as ideias de todos os envolvidos na conferência sejam colocadas em pauta e discutidas com lucidez, como salienta o publicitário e criador da página ‘Coletivo Itapê’, Ednei Floriano “O documento final desta Conferência, ao lado daquilo que já foi proposto na primeira Conferência e das audiências públicas realizadas pelo Conselho Municipal de Política Cultural, serão as bases do Plano Municipal de Cultura de Itapetininga, um importante documento que norteará as ações do poder público nos próximos anos. Os pontos debatidos durante a Conferência de Cultura poderão, portanto, criar o caminho que garantirá o desenvolvimento cultural de nossa cidade. Todo esse trabalho faz parte de um processo iniciado há anos e que já teve a participação de diversas pessoas engajadas no setor cultural de Itapetininga”.

Déa Paulino, artista na acepção da palavra, e uma das mediadoras do projeto ‘Leia Mulheres’, também entende que o evento é uma semente para o surgimento de projetos maiores, “Acredito que a conferência será importante para principiar o debate sobre os conceitos de cultura e será proveitosa para o fomento da cultura local à medida em que tornar-se nascedouro de projetos gerados a partir da troca de conhecimentos”.

 

PARTICIPAÇÃO GOVERNAMENTAL

Para um desenvolvimento real da cultura em Itapetininga, o papel dos órgãos públicos é fundamental, neste caso, o apoio da Prefeitura e da Secretaria de Cultura e Turismo.

O secretário da pasta, Maurício Herman destaca a importância mediadora que o poder público deve exercer, “O papel do poder público é ser um agente facilitador que organize, realize, capacite e, principalmente, proporcione a comunidade manifestações culturais nas mais variadas vertentes da arte, de forma horizontal, descentralizada e com qualidade de conteúdo”.

A ‘tese’ de Herman de é replicada pelo músico Bob Viera, que também enxerga as esferas públicas como importante base de mediação e efetivação de políticas culturais, “O poder público deve dar suporte e criar mecanismos para a efetivação das políticas culturais a serem implantadas na cidade. Organizar e estimular projetos, utilizando o Sistema Municipal de Cultura, seguindo as diretrizes estabelecidas na Conferência e implementando a gestão cultural necessária ao desenvolvimento da cidade”, corrobora Viera.

Em todo esse contexto de participação governamental como vertente importante para o fomento cultural, a Prefeitura, através da Secretara de Cultura e Turismo, trabalha mais como parceira dos agentes culturais, sem se colocar como um órgão superior aos outros. O publicitário, Ednei Floriano acredita que essa ‘parceria’ é um dos pilares fundamentais para a democratização da cultura, “A Prefeitura, por meio das suas Secretarias, possui papel central. Sem ela e sem o legislativo, nada do que está sendo feito em diversas áreas seria possível. A comunidade tem a sua força, claro! Mas é preciso que a Cultura atinja um nível estratégico, ao lado da educação, para que a população possa viver a democracia plenamente. Somente uma representação política consistente poderá fazer com que o desenvolvimento cultural se transforme em política de Estado. Particularmente, vejo a Prefeitura como uma parceira e não apenas como executiva. Não consigo enxergar as secretarias, principalmente a de Cultura e Turismo, simplesmente como locais onde os servidores têm a obrigação de fazer aquilo que lhes é colocado.”

A Conferência de Cultura vem de encontro aos pensamentos tanto dos gestores públicos, como dos representantes civis e agentes culturais, servindo com agregador de pessoas, ideias, além de servir como um baú de ideias de políticas públicas que possam envolver todas as correntes culturais do município.

“A cultura como direito constitucional faz parte das políticas públicas, logo é função dos gestores públicos: valorizar a diversidade cultural, fomentar a difusão, produção e circulação de bens-culturais, integrando políticas e programas através de uma descentralização articulada e pactuada da gestão com a sociedade civil e entidades privadas”, finaliza a coordenadora da Biblioteca Municipal, Milene França.

 

RESGATE DA CULTURA ITAPETININGANA

Com mais de 30 anos de carreira musical e um dos mais importantes agentes culturais de Itapetininga, Bob Vieira fala da identidade cultural que foi perdida no município e de como a Conferência de Cultura pode ser um passe importante para esse resgate da cultura local, “Itapetininga já foi conhecida como a Rainha do Folclore sul Paulista, com manifestações como o fandango, catira, cururu, congada, bugrada, cavalhada, folia de reis, etc. Essas manifestações culturais foram todas extintas e hoje estamos órfãos de nossa própria história. A cultura sempre ficou em segundo plano diante da gestão pública. Mesmo assim muita coisa sobreviveu e muito foi passado de geração a geração até os dias de hoje. O nosso jeito de ser e viver e falar e muitas das nossas formas de agir e reagir diante do mundo, isso foi sendo transformado conforme o tempo, preservando a sua essência. Falando especificamente da área musical, a Conferência certamente vai expor as necessidades, a ideia é aumentar o apoio à Banda Municipal, à Banda Lira do Rosário, à Orquestra de Viola Caipira Teddy Vieira, ao projeto Guri, à Escola Livre de Música Municipal, Coral Municipal. Outros projetos devem ser ativados, disseminando para a periferia o acesso à educação musical, que também pode ser estimulada em parceria com a Secretaria de Educação”.

Do ponto de vista do poder público, o grande desafio é melhorar a gestão cultural da cidade, criando processos mais rápidos, distribuindo melhor os investimentos, melhorar a produção cultural e estar sempre atento as ideias e colocações do conselho de cultura, como explica o Secretário de Cultura e Turismo, Maurício Herman, “A Cultura de Itapetininga, caracterizando a palavra do ponto de vista do conhecimento apropriado, passa por uma série de desafios como, por exemplo, profissionalizar por parte do poder público a oferta de manifestações e desenvolver um mapeamento destes processos. Há também uma necessidade de se criar ofertas nos bairros e nos distritos, principalmente os que detém baixos índices de desenvolvimento. Da parte dos artistas, no que se refere a espaços, adequação de teatros e auditórios, há muito no que se investir tanto em equipamento quanto em infraestrutura para assim melhorar os espetáculos ou mostras”.

Um dos eixos que serão abordados na conferência e talvez o mais importante na questão do resgate cultural itapetiningano é o Patrimônio Cultural e da Memória. Para o representante em economia criativa, Ednei Floriano, não se trata apenas de um resgate cultural, mas sim de um resgate da nossa identidade como itapetininganos, “Infelizmente, temos visto a deterioração dos nossos valores culturais mais importantes com o passar do tempo. Desde a questão da arquitetura, com a demolição de diversos prédios históricos nos últimos anos, até a quase extinção de expressões como as danças, o tropeirismo, as referências histórias que se perdem. Arte é cultura, sim! Mas somente uma parte dela. A cultura abrange tudo aquilo que nos identifica como povo. A nossa “marca” depende da proteção a esses outros elementos também”.

 

CONSELHO DE CULTURA E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Um dos pontos cruciais dessa Conferência Cultural e que também mostra um novo momento da cultura itapetiningana, é a parceria e o diálogo afinado entre a gestão pública e o conselho de cultura municipal. A união dos principais órgãos culturais e de seus representantes públicos e civis é a chave de uma porta para o fomento real da cultura em Itapê.

“Acredito que em curto espaço de tempo, principalmente ao sintonizar a Secretaria de Cultura e Turismo e Conselho Municipal, o município possa ter um Plano de Cultura ativo, expansivo, funcional e inclusivo”, afirma Maurício Herman, Secretário de Cultura e Turismo.

A comunicação constante entre o conselho de cultura, representantes cíveis e poder público deve ser via de regra, uma exceção. Nesse sentido, a Conferência vai servir para solidificar ainda mais essas relações.

Para o publicitário Ednei Floriano, essa parceria é essencial, com cada um representando o seu papel da melhor forma, “Os representantes da Sociedade Civil devem garantir a correta destinação de recursos dentro do setor, por meio da fiscalização e da criação de dispositivos que permitam uma distribuição justa e democrática entre todas as vertentes culturais. Seus membros também possuem a responsabilidade de ouvir os seus representados e trabalhar ao seu lado na busca de soluções. A proatividade é uma via de duas mãos e a representação civil é muito importante nesse sentido, pois ela expressa as vontades dos segmentos culturais representados e pode oferecer a eles respostas interessantes quando esse trabalho é construído junto à Secretaria”.

Professora e coordenadora da biblioteca municipal, Milene França, arremata o assunto, “A criação do Sistema Municipal de Cultura, que abrange o Conselho Municipal de Cultura, Conferência Municipal e outros, representa o esforço do poder público e sociedade civil para o fortalecimento, adequação, reflexão, discussão de propostas de valorização dos direitos de fruição à cultura”.