IFSP de Itapetininga recebe congresso de iniciação científica

Evento começou terça-feira e foi até hoje

 Segundo instituto, 460 trabalhos foram selecionados.

Do G1 Itapetininga e Região

Congresso de iniciação científica é realizado no IFSP (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)Congresso de iniciação científica é realizado no IFSP (Foto: Carlos Alberto Soares/ TV TEM)

O campus Itapetininga (SP) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) recebe, de terça-feira (9) a quinta-feira (12), o 6º Congresso de Iniciação Científica e Tecnológica do IFSP (Cintec). A entrada é gratuita e aberta à população. O IFSP fica na Avenida João Olímpio de Oliveira, 1561, Vila Asem (veja a programação no link).

De acordo com o instituto, foram submetidos 560 trabalhos, dos quais 460 foram selecionados para apresentação oral e/ou pôster. Para a edição deste ano é prevista a participação de 1,5 mil pessoas das mais diversas áreas.

O evento, promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação, tem o objetivo de difundir as produções de pesquisadores e alunos em regime de iniciação científica ou tecnológica por meio de exposição oral, pôsteres e de palestras.




Biblioteca de Itapetininga inicia nova turma de interessados em literatura

A próxima oficina para escritores iniciantes se inicia no dia 18 de novembro de 2015

Angelo Ricchetti
Angelo Ricchetti

São seis encontros, todos nas quartas feiras.

Para fazer a inscrição o interessado precisa ir pessoalmente à Biblioteca Municipal, onde se realizam as oficinas do Projeoto LITERATURA VIVA, uma parceria da Academia Itapetiningana de Letras com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Itapetininga.
A inscrição se encerra no dia 16 de novembro.
Para mais informações fale com Angelo Lourival Ricchetti, coordenador das oficinas: telefone 15 3272 7525, celular 15 9 9171 7672.
Esta é a terceira turma das oficinas e a procura tem sido imensa por isso recomenda-se urgência na inscrição para poder participar.
Durante a oficina serão abordados os seguintes temas:
– O que é literatura?
– O que autor/autora?
– Como é o processo criativo, a edição, a publicação tanto digital como em papel?
– A publicidade.



Começam obras de restauração do Centro Cultural Histórico de Itapetininga

Primeiro prédio público da cidade, Centro Cultural está sendo restaurado. Obras devem ficar prontas em até seis meses

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Começou, nesta terça-feira, 10, a revitalização do prédio que abriga o Centro Cultural Histórico Brasílio Ayres de Aguirre. A obra está orçada em aproximadamente 380 mil reais de recursos próprios e vai recuperar toda a parte hidráulica e elétrica. Na parte externa será contemplada a restauração total da fachada. Vale lembrar que a restauração estrutural interna já foi realizada na primeira fase da obra. A segunda fase será entregue em até seis meses.

Depois de pronto, o Centro Cultural deve receber várias atividades. Estão previstos o retorno do Memorial Julio Prestes, que tem o acervo formado por peças, livros e documentos relacionados à família do ex-presidente. O Centro Cultural também vai funcionar como espaço para manifestações artísticas e culturais de todos os segmentos, como exposições, apresentações teatrais, musicais, saraus, reuniões de conselhos e instituições culturais e históricas do município, além de ser a nova sede da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

O Prefeito de Itapetininga, Luis Di Fiori ressalta a importância da recuperação e revitalização do prédio, “Tirar do papel a reforma do nosso Centro Cultura é manter viva a história de Itapetininga. Um prédio com mais de 150 anos, que agora será transformado em um espaço cultural e de bem estar aberto à toda população.”

Antônio Carlos Polyceno, Secretário de Cultura e Turismo, comemorou o início das obras, “Estamos muito felizes por assistir o início de uma das obras mais importantes para Itapetininga. O Centro Cultural Histórico é fundamental para que a história de Itapetininga seja sempre lembrada e que a cultura do município seja fortalecida.”

Datado de 1854, o Centro Cultural Histórico Brasílio Ayres de Aguirre foi o primeiro prédio público da cidade. Inicialmente, foi utilizado como cadeia pública, quando possuía ainda um único pavimento. Por volta de 1870, o prédio foi ampliado e passou a ser Câmara Municipal e Prefeitura. Foi importante local de debates e decisões para o desenvolvimento do município, além de ser, um dos principais cartões postais da cidade.




Artigo de Celso Lungaretti: 'Rui Falcão tenta forçar José Dirceu a sair do PT'

ZÉ DIRCEU É VÍTIMA DA HIPOCRISIA

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

Com o título de Dirceu é pressionado por Rui Falcão a sair do PT, mas diz que ninguém o tira, a colunista social Mônica Bergamo publicou a seguinte nota na Folha de S. Paulo desta 4ª feira, 11:

A situação de José Dirceu no PT chegou a um impasse. O presidente do partido, Rui Falcão, diz abertamente a vários interlocutores que o ex-ministro deveria se desfiliar da legenda. Fundador da agremiação, Dirceu recebe os recados. E responde: do PT ele não sai, do PT ninguém o tira.

USO PESSOAL 

Falcão, que chegou a ser explícito em uma entrevista à Folha ao afirmar que se ‘ocorrer’ uma condenação Dirceu deve se desfiliar do partido, tem dito que o fato de as acusações estarem ligadas a desvio de dinheiro para uso pessoal torna a situação do ex-ministro insustentável.

Detesto ver um ser humano com passado ilustre em desgraça, abandonado pelos seus. Mantive-me reticente com relação ao Zé Dirceu durante o processo do mensalão porque a rede chapa branca insistia em proclamar sua inocência e inocente eu sabia que ele não era. Então, preferi calar.

Mas, quando se evidenciou que ele estava sendo degradado pelo PT, manifestei minha estranheza num artigo que continuo considerando totalmente válido, este aqui.

E agora ocorreu-me ter deixado de abordar um aspecto importante da questão, então o farei em seguida.

Se o Zé ora é tratado como a Geni da canção célebre do Chico Buarque, isto se deve à constatação de que desviou dinheiro para seu bolso –além dos cofres do partido, como outros fizeram. Aqueles continuam recebendo solidariedade e desagravos, enquanto a ele querem ver o mais longe possível.

Ora, isto não passa de uma deturpação da postura adotada amplamente pelas organizações de esquerda no século passado: considerávamos aceitável tomar dinheiro dos grandes capitalistas para promover a revolução, o que não podíamos era lesar os assalariados, os pequenos e médios empreendedores, nem o Estado, pois seria apropriarmo-nos dos impostos pagos pelo povo.

O PT parece estar mantendo uma parte deste pacote e descartando outras. Apossou-se de recursos que deveriam estar sendo aplicados pelo Estado em benefício da população e o fez não para aplicar na revolução, mas sim para permanecer mais tempo no poder, com seus governos que podem, quanto muito, ser qualificados de reformistas (aqueles que apenas introduzem pequenas melhoras no capitalismo, desistindo de extirparem a exploração do homem pelo homem).

Há muito tempo deixou de lado as bandeiras anticapitalistas e, neste ano da desgraça de 2015, chegou ao cúmulo de aderir ao neoliberalismo como tábua de salvação, após ter gerado uma gravíssima crise econômica para a qual parece não encontrar uma saída pela esquerda.

Se na hora do aperto vale socorrer-se com o receituário do Milton Friedman, por que o PT passou tanto tempo execrando suas teses? E no que Dilma Rousseff se diferencia afinal, de Margaret Thatcher, Ronald Reagan e Augusto Pinochet, três que poderiam igualmente alegar terem recorrido ao neoliberalismo por falta de solução melhor?

Finalmente: o que nós, revolucionários, tradicionalmente aceitávamos como justificável era a expropriação da grana da burguesia para utilizá-la na revolução. Algo bem diferente de esquerdistas beneficiarem-se de uma associação ilícita  (vantajosa para os dois lados) com máfias empresariais sem estarem encaminhando revolução nenhuma.

E, se o butim não ia diretamente para os seus bolsos, servia para sustentar o projeto de poder do PT, do qual também auferiam vantagens pessoais. A diferença me parece ser apenas entre a sutileza e a falta de.

Ao fazer do Zé um bode expiatório, o PT acrescenta a hipocrisia aos seus pecados.

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Artigo de Pedro Novaes: 'Armas'

  Pedro Israel Novaes de Almeida:  ‘ARMAS’

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Mais uma vez, dentre tantas, a questão das armas retorna ao debate nacional.

Inseguro, o cidadão nutre a ilusão de que estar armado é a garantia de não figurar como vítima de criminosos. Ocorre que poucos possuem controle emocional e perícia suficientes à propriedade ou posse de uma arma.

No país onde cidadãos com bons antecedentes comemoram datas e feitos, e saem dirigindo sob o efeito de álcool ou drogas, matando e deixando sequelas em vítimas inocentes, facultar a posse de armas soa temerário.

O elevadíssimo número de casos de discussões e brigas que ocorrem em botecos, saídas de baladas, jogos esportivos e trânsito, só não causa mais mortes pela legislada vedação da posse de armas.  O cidadão não precisa ter pendores criminosos, para fazer uso de uma arma disponível, em caso de uma violenta discussão ou revolta.

Um simples desentendimento entre vizinhos pode causar uma tragédia, se uma das partes tiver a seu alcance uma arma de fogo qualquer.

A popularização da posse de armas tem efeito tão devastador quanto sua proibição generalizada e sumária. Ambas geram mais intranquilidade que segurança.

A autodefesa é um direito natural, mas deve ser exercido nos estritos limites da legalidade e bom senso. Em sociedades civilizadas, compete à polícia prevenir e investigar crimes.

Ocorre que existem situações e circunstancias em que a polícia não está presente, e deve-se dar ao cidadão um mínimo de meios de auto defesa. A zona rural é o exemplo típico da necessidade de possuir armas, e poder portá-las em toda a dimensão do imóvel.

Cidadãos que transitam diariamente por trechos documentadamente perigosos ou ermos, necessitam de armas. Agentes de segurança, Promotores e Juízes também possuem o direito de andar armados.

A legislação atual cuida de permitir a propriedade de armas, a quem delas necessitar, e até mesmo a posse de armas, a quem demonstrar tal necessidade e o incontornável controle emocional. São poucos os reparos a serem feitos ao texto vigente.

Projeto de lei, em tramitação no Congresso Nacional, chega ao ridículo de franquear o uso de armas, por políticos eleitos, como se não fossem cidadãos comuns, eventualmente detentores de mandatos.

Pode andar armado, via seguranças privados, qualquer cidadão que puder arcar com tal custo, ficando a insegurança restrita aos cidadãos comuns.

A posse e a propriedade de armas devem ser acauteladas pelo Estado, não podendo ser demasiado permitidas nem sumariamente proibidas.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 




IHGGI realiza passeio fotográfico-cultural

Evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas

cartaz folheto jpegO Instituto Histórico Geográfico e Geológico de Itapetininga, (IHGGI), em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo realizará o 2º Passeio Fotográfico-Cultural ao Centro Histórico de Itapetininga. Será dia 14 de novembro, sábado, a partir das 8h30, com saída do Largo do Rosário. A participação é gratuita e aberta ao público. Os participantes devem se inscrever no local. Haverá premiação para as dez melhores fotografias e certificados para todos.

Durante o passeio, os participantes percorrerão os principais prédios do centro histórico da cidade. Além de contar com um guia especializado do IHGGI que detalhará os motivos que levaram a considerar como histórico cada um dos pontos, o grupo será recepcionado por historiadores responsáveis, que levarão os participantes a uma interessantíssima visita aos interiores das edificações, entre elas algumas pouco conhecidas do público, como a Loja Maçônica Firmeza.

Roteiro do Passeio:

08h30: Concentração no Largo da Igreja do Rosário (Praça Rui Barbosa, antiga Praça 13 de Maio ou Praça do Teatro);

09h00: Visita à Igreja do Rosário;

09h45: Visita à Loja Maçônica Firmeza, depois saída a pé pela Rua Monsenhor Soares até o Largo dos Amores;

10h30: Visita ao Largo dos Amores com especial atenção para o prédio do Centro Cultura;

11h00: Visita ao Clube Venâncio Ayres, depois saída a pé até a Praça Duque de Caxias;

11h45: Visita à Catedral e encerramento no marco zero de Itapetininga, previsto para às 13h.




Artigo de Pedro Novaes: 'Aniversário das cidades'

Pedro Israel Novaes de Almeida – ANIVERSÁRIO DAS CIDADES

colunista do ROL
Pedro Novaes

As cidades, assim como as pessoas, também aniversariam.

As comemorações deveriam servir para cultuar a história, lembrando os bons feitos dos que ali habitaram e as brilhantes carreiras dos que ali nasceram.  Os malfeitos e fracassos dos conterrâneos não precisam constar das festividades, mas fatalmente são revividos e comentados em esquinas e praças.

Todas as cidades possuem hinos, não raro pouco modestos, como se todo município brasileiro fosse composto por um povo heroico, hospitaleiro e trabalhador. Qualquer letra que dissesse o contrário não chegaria a hino.

Na verdade, salvo raríssimas exceções, a história das cidades é produto das famílias que habitaram sua história. Famílias, não raro poderosas, com cargo político ou potencial econômico permeiam as anotações históricas.

Cidadãos anônimos, que também construíram as cidades, acabam lembrados, vez ou outra, como verdadeiros fenômenos ou mera curiosidade. Existe o popular bêbado da praça, o atleta vencedor, o pensador empobrecido, aquele que ganhou na loteria, o que matou a sogra, o que compunha e cantava maravilhosamente, e o vereador eterno, sempre campeão de aplausos e repulsas.

Por entre os relatos fidedignos dos historiadores, surgem sempre  as suspeitas histórias contemporâneas, em que o prefeito de plantão assume o papel de herói, que pagou as dívidas dos antecessores e ainda conseguiu muitas obras e serviços.

As comemorações dos aniversários das cidades brasileiras possuem um ingrediente comum: o palanque de autoridades, onde a disputa pela primeira fila é aguerrida, e perante o qual as fanfarras capricham no ritmo e as balizas demonstram suas melhores dotes. Em alguns municípios, o povo que fica no palanque é mais numeroso que o outro, espalhado pelas imediações.

Os palanques fazem parte de uma realidade secular, ainda não decadente, em que o mais importante não é a data histórica e sim as pessoas que insistem em demonstrar poderio, social ou político. Dentre tantas categorias profissionais do funcionalismo público, só os professores são forçados ao comparecimento às comemorações, com assinatura de ponto e consideração como dia letivo.  Discriminação das piores !

Poucos municípios mantém a tradição, das melhores, de manter uma banda municipal, que segue o ano inteiro alegrando ambientes e marca presença nas comemorações.

Apesar dos ridículos e personalismos dos palanques, e das explícitas demonstrações de vassalagem de parte da população, os aniversários podem e devem ser comemorados, constituindo ocasiões em que a cidade pode conhecer entidades e feitos que, no dia-a-dia, desconhece. Um pouco de patriotismo, ainda que municipal, é sempre benéfico.

As cidades, todas, merecem nossos parabéns, algumas por haverem resistidos aos históricos ciclos políticos, outras por abrigarem uma população que segue sobrevivendo e acreditando.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.