Artigo do Professor Faccin: 'O STF pode ter autorizado o 'princípio do fim' da sonegação fiscal

Prof. Faccin: O STF pode ter autorizado o “princípio do fim” da sonegação fiscal

Em reunião desta 4ª feira, dia 24/02/2016, o STF considerou legítimo o poder da Receita Federal e de outras autoridades fiscais de obteremdados bancários de contribuintes sem autorização judicial, legalizando assim a Instrução Normativa nº 1.571 de 03/07/2015 que obriga as Instituições Financeiras a prestarem informações relativas às “operações financeiras” dos contribuintes e de interesse da Secretaria da Receita Federal.

A referida Instrução Normativa instituiu a “e-Financeira” que deverá ser transmitida pelas Instituições Financeiras ao ambiente do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) pelas pessoas jurídicas obrigadas a adotá-la, nos termos do § 1º da Lei Complementar nº 105, e que são as seguintes:

Os bancos de qualquer espécie • distribuidoras de valores mobiliários • corretoras de câmbio e de valores mobiliários • sociedades de crédito • financiamento e investimentos • cooperativas de crédito • sociedades de crédito imobiliário • administradoras de cartões de crédito • sociedades de arrendamento mercantil • administradoras de mercado de balcão organizado • associações de poupança e empréstimo • entidades de liquidação e compensação • bolsas de valores e de mercadorias e futuros • outras sociedades que em razão da natureza de suas operações assim venham a ser consideradas pelo Conselho Monetário Nacional.

A primeira entrega da “e-Financeira” será em maio de 2016, contendo dados de movimentações financeiras dos contribuintes a partir de 1º de dezembro de 2015.

Entre outros dados, aquelas instituições financeiras estarão obrigadas a prestar à Receita Federal informações sobre o saldo no último dia útil do ano de qualquer conta de depósito bancário ou não, inclusive de poupança; rendimentos brutos, acumulados anualmente, mês a mês, por aplicações financeiras; aquisições de moeda estrangeira; valor de créditos disponibilizados ao cotista, acumulados anualmente, mês a mês, por cota de consórcio, etc.

Por exemplo: se uma pessoa física pagou um prêmio de seguro de um automóvel de mais de R$ 2 mil em um mês, essa informação será enviada para o fisco. Se ela paga mais de R$ 2 mil por mês de cotas de consórcios, isso também será notificado. Se ela aplicar ou retirar mais de R$ 2 mil da poupança, também. Em caso de pessoa jurídica o valor é de R$ 6.000,00 por mês.

As informações contidas na e-Financeira, inclusive os saldos de conta corrente e de poupança nos bancos, serão confrontadas com as prestadas pelos contribuintes na Declaração Anual do Imposto de Renda, que serão entregues entre março e abril de cada ano,inclusive na deste ano.

Nem mesmo os depósitos dos brasileiros nos Estados Unidos estarão fora do alcance da Receita Federal do Brasil, já que em 23 de setembro de 2014 ela firmou acordo com a Administração Tributária dos Estados Unidos, conhecida como FATCA, iniciais da sigla em inglês para Foreign Account Tax Compliance Act, na modalidade de reciprocidade total, que estabelece intercâmbio de informações prestadas pelas instituições financeiras dos respectivos países. E a partir de 2018, o intercâmbio de informações será feito com aproximadamente 100 países.

Essa Instrução Normativa 1.541 e a respectiva Lei Complementar 105 na qual ela se baseia estava sendo contestada no STF por diversas entidades, por suposta violação do sigilo bancário que exige decisão judicial para tal.

Contudo, na sessão do STF desta 4ª feira, dia 24/02/2016, por 9 votos a 2, os Ministros do Supremo consideraram legítimo o poder da Receita Federal, e de outras autoridades fiscais, de obterem dados bancários de contribuintes sem autorização judicial.

Sem dúvida esse instrumento vai dar a Receita Federal capacidade para controlar a “lavagem de dinheiro”, a “corrupção” e a “sonegação”.

A pergunta que muitas empresas e autônomos estão se fazendo neste momento é: “o que fazer agora”?

Com respeito ao envio das informações pelas entidades financeiras para o Fisco não há nada a fazer. Sim ou sim essas informações serão enviadas.

Com respeito às Declarações do Imposto de Renda que serão enviadas nos próximos meses de março e abril, seria conveniente que as pessoas físicas e jurídicas procurassem ajustá-las o melhor possível às suas reais movimentações financeiras, porque se houver uma discordância acentuada entre as informações prestadas pelas instituições financeiras e a declaração entregue, o contribuinte poderá ser chamado a prestar esclarecimentos. E se não convencer, poderá ter o imposto lançado, com multa, juros e correção monetária.

A partir de agora a Receita terá a sua disposição todo tipo de informações financeiras em seus computadores, seja de pessoas físicas como jurídicas e, obviamente, a movimentação financeira precisará guardar certa conformidade com a declaração de renda.

No caso das empresas, juntando as informações que a Receita Federal já possui dos vários módulos do ambiente SPED e da Nota Fiscal Eletrônica com as informações do e-Financeira, será quase impossível burlar o sistema. A menos é claro que a empresa não se utilize do sistema financeiro de nenhuma maneira. Só se maneje com dinheiro vivo. Mas, isso é praticamente impossível nos dias de hoje.

Para aqueles que têm “atração pelo jogo”, seria preciso levar em conta que esse é um “jogo de cartas marcadas” pela Receita, já que hoje em dia ela dispõem de potentes computadores dotados com programas que possuem algoritmos complexos, supersofisticados e inteligentes, capazes de processar enormes quantidades de dados, “big data”, e cruzar milhões de informações num instante.

Assim como o Google conhece todos os nossos passos na Internet e sabe tudo o que fazemos e compramos, os computadores da Receita Federal também irão saber tudo o que fizermos financeiramente, seja através das instituições financeiras, como no caso das empresas, dos vários módulos do SPED e da Nota Fiscal Eletrônica.

O que se pode fazer para o futuro.

  1. Se você acha que a carga tributária brasileira é muito alta, o único caminho democrático a seguir é o do Congresso Nacional juntamente com os demais contribuintes para, pacificamente, tentar forçá-lo a modificar o sistema tributário atual com o objetivo de reduzi-la.
  2. Todavia, enquanto isso não se der (se é que algum dia num futuro previsível vai se dar) não resta alternativa a não ser aceitar a realidade dos fatos e procurar se ajustar fiscalmente, tanto como pessoa física, como jurídica. Ou seja, pagar os impostos devidos.

No caso das empresas que fizeram algum tipo de “planejamento tributário” com o objetivo de reduzir a carga tributária, se esse planejamento for autêntico e estiver sendo praticado corretamente, é uma forma lícita de operar e, portanto, não há com que se preocupar.

Todavia, se esse planejamento tributário foi montado com a finalidade específica de tentar “burlar o fisco” para pagar menos impostos, esse planejamento está com os dias contados, porque será facilmente identificado pelo fisco.

Por exemplo: é comum uma empresa que cresceu se desmembrar em duas para lançar despesas para uma empresa que paga pelo lucro real e receitas para a empresa que paga pelo lucro presumido.

Nesse caso, observe o seguinte: ao instituir a modalidade tributária baseada no “lucro presumido” as autoridades fiscais se basearam no fato de que, devido à enorme concorrência e às facilidades de comparação de preços existentes hoje em dia, uma empresa que pratique o comérciodificilmente consegue ter um lucro bruto maior que 8%.

Por isso, a Receita entendeu que se o empresário quiser correr o risco de pagar 15% de Imposto de Renda sobre esses 8% de lucro bruto “presumido”, ou 1,2% da receita bruta mensal. Tudo bem. Ela se dá por satisfeita, porque sabe que a maioria não vai conseguir ter essa margem de lucro e vai acabar pagando mais imposto do que o devido.

Se a empresa for de prestação de serviços, então a Receita Federal supõe que, como há maiores possibilidades de diferenciação dos serviços, a margem bruta pode ser maior chegando até a uns 32%. Assim, o empresário que quiser correr o risco de pagar 15% de Imposto de Renda sobre esses 32% de lucro bruto “presumido”, ou 4,8% da receita bruta, tudo bem também. Igualmente ela se dá por satisfeita, porque sabe que a maioria não vai conseguir chegar a ter essa margem de lucro e vai acabar pagando mais imposto do que o devido.

Então vamos a um raciocínio simples: suponha que uma empresa de comércio faturou R$ 100,00 e pagou 1,2% de Imposto de Renda sobre esse valor a título de Imposto de Renda sobre o “lucro presumido”.

Por presunção “juris tantum”, ou que se aceita prova em contrário, entre compras de mercadorias para revenda, mais outras despesas, a soma de custos de uma empresa de comércio deverá se situar ao redor de R$ 92,00 ou mais (100-8).

Então, se devido ao “planejamento tributário” o grupo empresário jogar a maior parte das despesas da empresa que paga pelo lucro presumido, para a outra empresa que paga pelo lucro real, o que vai acontecer?

Simples: a sua margem bruta vai ser muito maior que os tais 8% presumidos pela Receita, já que ele não tem despesas… ou tem pouca despesa.

Por exemplo: se a empresa paga Imposto de Renda sobre um faturamento de R$ 100,00, mas os seus custos totais giram em torno de R$ 50, a Receita Federal vai querer conhecer a “mágica” que esse empresário faz para, num mercado recessivo e altamente competitivo, conseguir uma margem de lucro bruta de 50% sobre vendas.

Mais, vai querer saber também como esse “hábil administrador” é capaz de ter uma margem de 50% na empresa de lucro presumido e 0% de lucro da empresa de lucro real.

Se ele conseguir comprovar que é verdade, tudo bem. Mas, se não conseguir, vai ter de pagar os impostos devidos, com multa, juros e correção monetária. E, como a Receita pode autuar até os últimos 5 anos, a conta poderá ser muito salgada.

O mesmo raciocínio se aplica àquele outro modelo de “planejamento tributário” feito com o objetivo de desmembrar uma empresa que se tornou de médio porte, em várias microempresas para continuar pagando pelo Simples Nacional.

Inevitavelmente vai acontecer a mesma coisa: uma vai acabar apresentando uma margem de lucro muito grande, já que alguns custos não são passíveis de compartilhar. E, se a empresa fosse fazer tudo direitinho, ou seja, duplicar todas as operações e administração, ela iria acabar tendo custos duplicados e esse planejamento perderia seu sentido.

Diante dessa nova realidade fiscal, penso que o ideal seria as empresas que fizeram algum tipo de planejamento tributário não legítimo, tratar de desmontar logo esse circo antes que ele seja descoberto.

Porque se ele for descoberto, deverá ser desmontado facilmente pela Receita Federal, porque no campo do Direito Civil, a utilização da ELISÃO FISCAL para fins espúrios, acarreta a anulabilidade do negócio jurídico. Ou seja, se é anulável, poderá ser anulado. E anular significa, invalidar, reduzir a nada, destruir, eliminar, etc.

Em outras palavras, uma vez detectado o objetivo espúrio do planejamento tributário, a Receita Federal poderá anulá-lo, desmontar o circo e lançar os impostos devidos até dos últimos 5 anos, com multa, juros e correção monetária, pois se trata de uma ilicitude.

No campo do Direito Penal Tributário configura o chamado “delito econômico” e adquire relevância no contexto dos chamados CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. Ou seja, o administrador responsável poderá ter de responder criminalmente pelo ato praticado. E, se julgado culpado em 2ª instância, certamente não irá parar trás das grades, porque não há lugar nas cadeias brasileiras…, mas perderá sua primariedade e imediatamente poderá ter de prestar serviços comunitários nos finais de semana para pagar sua pena.

A prática de algumas empresas de, por exemplo, emitir 1.000 boletos bancários e apenas 200 faturas, também acabou, porque como os números informados pelo banco vão contrastar com os números do faturamento, essa prática também será facilmente detectada.

Igualmente, pagar parte dos salários por fora para tentar reduzir parte dos custos dos encargos e benefícios sociais, pode ser uma furada, porque a movimentação financeira do empregado não irá bater com a sua declaração de renda e ele poderá ter de se explicar ao fisco sobre a origem do dinheiro.

Eu sei que este artigo poderá atrapalhar o sono de alguns leitores, mas como consultor de empresas não poderia agir diferente, preciso ser sincero e honesto, porque o problema é efetivamente sério e urgente.

Diante do exposto, fica claro que para se ajustar a essa nova realidade fiscal, que irá impactar enormemente o custo das empresas que até então estavam se utilizando de algum expediente para “aliviar” a pesada carga tributária, a única saída será a busca determinada e incessante da “EFICIÊNCIA”. Mas, esse será tema do nosso próximo artigo.

Contudo, se até lá, sua empresa precisar de ajuda para se reorganizar eficientemente dentro da nova realidade tributária, não hesite, entre em contato conosco. Consultoria é para isso mesmo: ajudar as empresas a resolverem problemas incomuns.

Prof. Faccin

  • Para ler a íntegra da Instrução Normativa 1.571 da Receita Federal utilize o link a seguir: IE Nº 1.571
  • Para obter mais informações sobre a nossa consultoria, utilize o link a seguir: informações
  • Para ler os outros 76 artigos de nossa autoria, utilize o link a seguir: artigos
  • Para se descadastrar e não receber mais nossos artigos, utilize o link a seguir: descadastrar



Celso Lungaretti: 'DILMA E O PT NA HORA DA VERDADE. ELA TENTA UMA SAÍDA PELA DIREITA. O PARTIDO INICIA UMA SAÍDA PELA ESQUERDA.'

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.: “PARA QUE AS COISAS PERMANEÇAM IGUAIS, É PRECISO QUE TUDO MUDE”. A HORA DA MUDANÇA ESTÁ CHEGANDO

Despacho da Agência Reuters informa que “a presidente Dilma Rousseff estendeu sua permanência no Chile até o final da tarde de sábado e aumentou as dúvidas sobre sua participação na comemoração dos 36 anos do PT”, marcada para as 18 horas.

Ao encaixar na sua agenda um novo e nada urgente compromisso (ida à Cepal), com todo jeitão de ser apenas uma desculpa para ausentar-se da festa do PT, ela parece ter acatado o conselho de inimigo dado ontem (6ª feira, 26) pelo blogueiro mais reacionário da revista veja:

…se Dilma tem um mínimo de juízo, não tem de ir mesmo. Já está claro que o evento serve para cantar as glórias de Lula, que será tratado como o presidente eterno do Brasil, aquele que inventou o país. E ela entra como a bruxa da hora.

Enfim, depois de ter escolhido Luís Carlos Trabuco (presidente do Bradesco) como seu principal conselheiro econômico, não será de espantar se Dilma fizer do Reinaldo Azevedo seu guru político.

O certo é que ela dá mostras de estar mesmo manobrando para emancipar-se do PT, na esperança de, com uma saída pela direita, escapar do impeachment ou da cassação do seu mandato pelo TSE. “A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ),

O cientista político e jornalista André Singer, que foi secretário de Imprensa no Governo Lula, é outro veio ao encontro da minha avaliação de ontem:

Na medida que o ex-presidente fica na berlinda, aumenta a tentação da atual mandatária salvar-se por conta própria. Há indícios de que o Planalto cedeu à ilusão de que se cumprir o programa liberal completo receberá salvo conduto para cumprir o resto do mandato, mesmo que Lula e o PT se estrepem.

Com isto, avalia Singer, ela queimará suas pontes com a esquerda, ficando na exclusiva dependência de ser acolhida pelos inimigos:

Ao separar-se de Lula, Dilma serra o galho no qual está precariamente sentada. A ameaça de conter os aumentos do salário mínimo e de reduzir a participação da Petrobras no pré-sal alienam os últimos redutos de apoio à presidente reeleita. Consultado, o antigo mandatário não a deixaria bater de frente com os movimentos sociais.

Seria, claro, uma jogada desesperada. A esta altura do campeonato, PSDB e PMDB não precisam assumir o poder pelas mãos de Dilma (que ficaria reduzida a uma rainha da Inglaterra), pois estão a um passo de consegui-lo chutando Dilma. A menos que sua permanência, como presidente figurativa, seja útil para os dois partidos não se entredevorarem na disputa pela chefia do governo…

Quanto ao PT, talvez a última rodada de prisões e escândalos já o tenha convencido de que, ao lado de Dilma, não permanecerá no poder: ou ela será afastada ou cooptada. Então, com as reações estridentes demais à flexibilização do pré-sal (pois esta ainda poderá ser revertida adiante), talvez esteja preparando seus efetivos para uma saída pela esquerda.

Ou seja, como não teria futuro nenhum disputando espaço com centristas e direitistas, só lhe resta reassumir as bandeiras de outrora e tentar ser o principal partido de oposição à nova configuração do poder.

Torcendo para serem rapidamente esquecidos estes 14 meses em que deu sustentação a um governo neoliberal.

RESUMO DA OPERETA

Como disse o escritor Giuseppe Lampedusa, “para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude”. A situação calamitosa da economia brasileira tornou imperativa a alternância de poder, e ela inevitavelmente ocorrerá, explicita ou implicitamente.

É provável que, de imediato, haja algum alívio para o povo, mas as contradições insolúveis do capitalismo permanecerão –e, com elas, a certeza de que outras recessões nos esperam adiante.

Tomara que, pelo menos, tiremos as conclusões corretas da tragédia histórica que foi a ascensão e queda do PT: enquanto nos conformarmos com mudanças cosméticas, apenas estaremos nos iludindo. As conquistas sociais das quais o PT tanto se ufanou podem ser consentidas durante algum pelo poder econômico, mas este acaba anulando-as num momento seguinte, como faz agora.

Temos de ir à raiz do problema: a exploração do homem pelo homem. Enquanto a ganância e a competição canibalesca regerem nossas vidas, as coisas permanecerão iguais. Para que tudo mude de verdade, temos de construir uma sociedade em que as prioridades supremas sejam o bem comum e a realização plena dos seres humanos.

Lamentavelmente, isto não foi sequer tentado durante os 36 anos de existência do PT. Faz-me lembrar os versos devastadores de uma composição do petista Chico Buarque:

.

“A vida inteira, diz que se guardou 

do carnaval, da brincadeira 

que ele não brincou. 

Me diga agora 

o que é que eu digo ao povo, 

o que é que tem de novo pra deixar? 

Nada, só a caminhada longa 

pra nenhum lugar”

OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
DILMA FLEXIBILIZA O PRÉ-SAL: É TIRO PELA CULATRA OU SAÍDA PELA DIREITA?

GUILHERME BOULOS: “A DESIGUALDADE TEM AUMENTADO EM RITMO GALOPANTE”.
O BRASIL VAI DE MAL A PIOR: DEPOIS DA ZIKA, A SÍFILIS!
JOÃO SANTANA NA BERLINDA. COMEÇO A ACREDITAR QUE DEUS SEJA BRASILEIRO…

A PARALISIA DO BRASIL OFICIAL CONDUZ O BRASIL REAL À DEPRESSÃO ECONÔMICA
A DITADURA ACABOU NO BRASIL. MENOS PARA MAURICIO NORAMBUENA: ELE AINDA RECEBE TRATAMENTO DE PRESO POLÍTICO!
ANDRÉ SINGER INDAGA: COMPETE A UM SUPOSTO GOVERNO DE TRABALHADORES CUMPRIR O PAPEL DE ARIETE DO CAPITAL?
ZÉ DIRCEU SÓ TEM AO SEU LADO A INGRATIDÃO, ESTA PANTERA!




Celso Lungaretti: "Dilma pode estar preparando seus desligamento do partido'

DILMA FLEXIBILIZA O PRÉ-SAL: É TIRO PELA CULATRA OU SAÍDA PELA DIREITA?

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

decisão de Dilma Rousseff, de fechar acordo com a oposição e permitir que fosse aprovado no Senado o projeto do tucano José Serra reduzindo a participação da Petrobrás no pré-sal, colocou o Partido dos Trabalhadores em pé de guerra contra a presidente. É o que informou o colunista Bernardo Mello Franco, da Folha de S. Paulo: 

A revolta no PT foi generalizada. Nem o novo líder do governo, Humberto Costa, aceitou apoiar o combinado. ‘Eu não poderia ficar contra o governo e não poderia ficar contra a minha bancada’, disse, ao se abster de votar.

…O presidente do partido, Rui Falcão, classificou o texto avalizado por Dilma como um ‘ataque à soberania nacional’. 

A CUT acusou o Planalto de traição. ‘O governo renunciou à política de Estado no setor de petróleo e permitiu um dos maiores ataques que a Petrobras já sofreu em sua história’, atacou a central.

Ontem (25) um ex-ministro da presidente definia o acordo como suicídio político. ‘Se a Dilma quer se matar, problema dela. Mas não pode exigir que a gente se mate junto’.

Detesto o José Serra por ter, pateticamente, repetido a trajetória do Carlos Lacerda, que começou na esquerda e acabou direitista selvagem; e não perdoo a sucessão de iniquidades que o governo da Dilma vem cometendo contra o povo indefeso, com destaque para o ajuste recessivo de corte neoliberal e a tão desumana quanto injusta reforma da Previdência. 
Isto para não falar da sua arrogância e incompetência, que acarretaram a pior recessão da nossa História, fazendo o desemprego já beirar a casa de 10 milhões, sem que nem mesmo ao longe se vislumbre o fim da crise.
Mas, como revolucionário internacionalista, passei minha vida consciente inteira na contramão da xenofobia tacanha e patrioteira. Não serão os maus bofes do Serra e da Dilma que me farão mudar de ideia, embora eu geralmente me alinhe com a esquerda do PT nos seus embates contra as aves de rapina e os cristãos-novos da igreja de São Friedman… 

Monopólio estatal, no caso de uma empresa que não está nem jamais esteve sob o controle dos trabalhadores, nada possui nenhum significado revolucionário. Tem a ver, isto sim, com capitalismo de estado.

Sendo inimigo figadal do capitalismo em todas as suas manifestações, não tenho motivo nenhum para prezar e preservar a Petrobrás. Para mim, não passa de uma empresa capitalista como todas as outras.
Então, lanço um olhar pragmático para tal questão: depois de haver quebrado a Petrobrás e a tornado incapaz de bancar investimentos de monta sabe-se lá até quando (por pouco tempo certamente não será!), faz sentido que a Dilma flexibilize as regras para a participação estrangeira na exploração do pré-sal. 


É isto ou nada. Até porque a energia suja tem os dias contados e poderá tornar-se obsoleta antes de a Petrobrás conseguir se reerguer.
Mas, como são bem poucos os seres humanos que conseguem abdicar de suas ideias fixas ao se defrontarem com novas realidades, era previsível tal rejeição indignada nas fileiras do partido.

A pergunta que não quer calar é: foi apenas outro tiro pela culatra da Dilma, que teria subestimado o apego passadista dos petistas a suas vacas sagradas?
Ou, uma vez na vida, ela estaria mirando mais longe? Pois este pode também ser o primeiro movimento de uma saída pela direita: a deterioração do seu relacionamento com o PT justificaria o desligamento do partido, deixando-a com as mãos livres para, abrigada numa sigla como o PDT, formar um ministério de centro-direita.
Se Dilma entregar o poder de fato ao PSDB e ao PMDB, é bem possível que ambos desistam do seu defenestramento, deixando-a fazer figuração até o fim do mandato, como uma rainha da Inglaterra à moda dos trópicos.
Elucubrações à parte, o certo é que a posição da Dilma, como presidente da República eleita pelo PT e que deveria manter-se, tanto quanto possível, fiel aos princípios e valores do partido, torna-se cada dia mais insustentável. Os acontecimentos se precipitam e março promete ser um mês decisivo na política brasileira.

OUTROS POSTS RECENTES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):
GUILHERME BOULOS: “A DESIGUALDADE TEM AUMENTADO EM RITMO GALOPANTE”.

O BRASIL VAI DE MAL A PIOR: DEPOIS DA ZIKA, A SÍFILIS!
JOÃO SANTANA NA BERLINDA. COMEÇO A ACREDITAR QUE DEUS SEJA BRASILEIRO…

A PARALISIA DO BRASIL OFICIAL CONDUZ O BRASIL REAL À DEPRESSÃO ECONÔMICA
A DITADURA ACABOU NO BRASIL. MENOS PARA MAURICIO NORAMBUENA: ELE AINDA RECEBE TRATAMENTO DE PRESO POLÍTICO!
O OVO DA SERPENTE DEIXOU DE SER ESMAGADO EM 1998 GRAÇAS AO LULA. AGORA ELE ESTÁ PAGANDO POR ISTO.
NA INTERNET, A MENTIRA TEM PERNA LONGA!

ANDRÉ SINGER INDAGA: COMPETE A UM SUPOSTO GOVERNO DE TRABALHADORES CUMPRIR O PAPEL DE ARIETE DO CAPITAL?
ZÉ DIRCEU SÓ TEM AO SEU LADO A INGRATIDÃO, ESTA PANTERA!




Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobre a familia JACOB

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMERO 673

 

Caro Felipe,bom dia.

Estou encaminhando o arquivo da família JACOB, conforme sua solicitação.

JACOB..………………….. 3 páginas e 9 brasões , dos mais diversos países de origem.

Constata-se que o leitor Luiz Wagner Almeida tem a mesma ascendência sua em ROQUE JACOB DE BARROS.

Veja o e-mail dele abaixo. Entre em contato com ele e esclareçam esse parentesto.

wagneralmeida5@hotmail.com

Veja quantos quadros de brasões você poderá fazer e colocar em sua parede.

Será motivo de muita curiosidade e você poderá contar a história.

Todos ficarão encantados.

Grande abraço.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Região On Line

 

 

clip_image002    clip_image004    clip_image006    clip_image008    clip_image010

clip_image012    clip_image014    clip_image016    clip_image018

Jacob

sobrenome de origem universal e patronímica, isto é, deriva do nome próprio do patriarca desta família. O nome vem do hebraico Yah-aqob.

Registra-se Anna Catherine Jacob, nascida em 29.03.1665, Vieux, Lixheim. Alsace-Lorraine, Provence, França. Registra-se Anna Magdalena Jacob Notter, nascida em 23.02.1746, Affeltrangen, Thurgau, Suíça. Registra-se Aafje Jacob, nascida em 1639, Westzaan, Holanda. Registra-se Aecht Jacob, nascida em 29.07.1572, Oude Kerk Nederlands Hervormde Kerk, Amesterdam, Holanda. Registra-se Aagtje Jacob, nascida em 1586, Streefkerk, Zuid Holland, Holanda. Registra-se Aachie Jacob, nascida em 1674, Lekkerkerk, Zuid Holland, Holanda. Registra-se Aalbert Jacob, nascido em 03.05.1673, Lekkerkerk, Zuid Holland, Holanda. Registra-se Aelge Jacob, nascida em 05.05.1566, Amsterdam, Holanda. Registra-se Ael Jacob, nascida em 11.07.1573, Amsterdam, Holanda. Registra-se Aeltje Eecker Jacob, nascida em 1656, Blokzijl, Overrijssel, Holanda. Registra-se Aaltje Jacob, nascida em 13.06.1666, Lekkerkerk, Holanda. Registra-se Aaltje Jacob, nascida em 09.02.1752, Amsterdam, Holanda. Registra-se Aaltse Jacob, nascida de 22.12.1805, Giethoom, Overtijssel, Holanda. Registra-se Aron Jacob, nascido em 1716, Amsterdam, Holanda.

 

Registra-se karen Jacob, nascida em 02.07.1786, Pedersborg, Soro, Dinamarca. Registra-se Anna Chathrine Jacob, nascida em 16.10.1778, Hunderup, Ribe, Dinamarca. Registra-se Anna D. Jacob, nascida em 17.12.1801, Hope, Lunde, Svendborg, Dinamarca. Registra-se Abraham Jacob, nascido em 1821, Viborg, Dinamarca. Registra-se Aage Jacob Stygge, nascido em 1387, Logtred, Dinamarca. Registra-se Oge Jacob, nascido em 10.04.1657, Stubbekobing, Maribo, Dinamarca. Registra-se Aage jacob, nascido em 1682, Dannemare, Maribo, Dinamarca.

 

Registra-se Anna Maria Jacob, nascida em 18.04.1655, Vilich, Rheinland, Prússia, Alemanha. Registra-se Anna Margaretha Jacob, nascida em 22.12.1695, Ulm, Donaukreis, Württemberg, Alemanha. Registra-se Anna Bárbara Hans Jacob, nascida em 31.03.1696, Ebingen, Schwarzwaldkreis, Württemberg, Alemanha. Registra-se Anna Catharina Jacob, nascida em 26.07.1699, Ulm, Donaukreis, Württemberg, Alemanha. Registra-se Anna Elisabetha Jacobs, nascida em 21.08.1746, Dattenfeld, Rheinalnd, Prússia, Alemanha. Registra-se Anna Clara Jacob, nascida em 14.09.1759, Dorrebach, Kreuznach, Rheinland, Prússia, Alemanha. Registra-se Anna Eva Jacob, nascida em 23.03.1760, Dörrebach, Rheinland, Prússia, Alemanha. Registra-se Anna Elisabeth Jacob, nascida em 28.08.1768, Hochelheim, Alemanha. Registra-se Gertrudis Jacob, nascida em 16.10.1778 Barweiler, Rheinland, Prússia, Alemanha. Registra-se Anna Maria Jacob, nascida em 25.01.1786, Hogheim Am Taunus, Hessen-Nassau, Prússia, Alemanha.

 

Registra-se Adélia Jacob, nascida em 08.08.1928, Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, Brasil e falecida em 19.07.1995; filha de Berthold Jacob e Ida Behrend. Registra-se Adolfo Jacob Muller, nascido em 1885, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil; filho de Fernando Muller e Maria Jacob. Registra-se Affonso Jacob, nascido em 31.03.1867, Conceição do Rio Verde, Minas Gerais, Brasil; filho de Ignácio Antonio Jacob e Lucia Maria do Nascimento. Registra-se Alberto Jacob, nascido em 1888, Campinas, São Paulo, Brasil; filho de Pedro e Eliza Jacob. Registra-se Anna Jacob, nascida em 21.07.1713, Guarulhos, São Paulo, Brasil; filha de Matheos Jacob e Ignes Nunes. Registra-se Artur Jacob Meeder, batizado em 13.01.1649 na igreja Reformada Holandesa, Recife, Pernambuco, Brasil; filho de Jan Meeder e Jannetien Jacob. Registra-se Beijamin Jacob Muller, nascido por volta de 1887, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil; filho de Fernando Muller e Maria Jacob; casou-se com Idalina Trancoso de Britto em 1904 na mesma localidade. Registra-se Cathalina Jacob, batizada em 28.08.1647, na igreja Reformada Holandesa, Recife, Pernambuco; filha de Jacob Bartholomeus e Weyntgen Janss. Registra0se Catharina Jacob, batizada em 28.03.1644, na igreja Reformada Holandesa; filha de Jacob Carstens e Trijntie Carels. Registra-se Catharina Jacob, nascida em 12.04.1842, Sant’Ana do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil; filha de Pedro Jacob e Margarida Ensser. Registra-se Catharyna Jacob; batizada em 02.02.1653, na igreja Reformada Holandesa, Recife, Pernambuco, Brasil; filha de Jacob Thijssen e Magdalena Jacob. Registra-se Damazia Jacob, nascida em 07.03.1858, Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil.Registra-se Daniel Jacob, nascido em 1843, Estrela, Rio Grande do Sul, Brasil; casou-se com Angélica Fretich em 1867 na mesma localidade. Registra-se Dorothea Jacob, nascida em 10.10.1917, Santa Maria de Jetibá, Espírito Santo, Brasil e falecida em 11.11.1993.

 

From: felipe.textilwm

Sent: Thursday, February 25, 2016 6:51 PM

To: afranio@tintaspig.com.br

Subject: Phillip jacob

boa tarde,  vc eh historiador?  Sou bisneto de roque jacob de barros citado ai na sua conversa com tal de luis wagner de almeida

Poderia me emviar a história da família jacob? Muuuito obrigado




Artigo de leitor: 'O que o sítio de Atibaia nos revela'

Hamilton Octavio de Souza : ‘O QUE O SÍTIO DE ATIBAIA NOS REVELA’

Por mais banal de seja essa história do sítio de Atibaia utilizado pelo ex-presidente Lula e sua família, entre tantos factoides que costumam dominar o noticiário político da grande imprensa, o caso merece sim uma leitura criteriosa e sem a paixão cega das torcidas organizadas. No momento em que o país está carente de debates sobre projetos nacionais, programas de desenvolvimento e propostas para as mais urgentes demandas do povo brasileiro, o episódio é revelador do nível de promiscuidade existente entre empresas privadas e lideranças políticas, sobretudo o modo de agir de alguns dos envolvidos, pessoas físicas e jurídicas.

Pode-se até afirmar que os órgãos do Estado (Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário) e a grande imprensa privada (jornais, revistas e concessionários dos serviços públicos de radiodifusão) não teriam o mesmo empenho de investigação e divulgação se o personagem central dessa história não fosse o ex-presidente Lula, mas qualquer outro político de destaque. No entanto, em tempos de devassa geral vale lembrar que a Operação Lava Jato já indiciou dezenas de poderosos empresários, lobistas, doleiros e mais de 40 parlamentares de vários partidos, a maioria do PP, PMDB e do PT.

A direção petista protesta contra a “injusta perseguição” das instituições do Estado e da imprensa ao ex-presidente Lula, principal e único candidato presidencial do partido em 2018. Está no seu papel defender o filiado, já que desgaste público e inviabilização da candidatura Lula seriam grandes trunfos das oposições. Sem a candidatura Lula, salvo surpresa de alguma outra liderança, o PT e seus aliados teriam muita dificuldade em recuperar a popularidade perdida com o atual governo e assegurar uma vitória em 2018.

Além do interesse político e eleitoral, evidentemente, a história do sítio nutre os sentimentos de boa parte da população em relação aos grupos dirigentes do país, especialmente após a onda de protestos iniciada em junho de 2013, o engodo eleitoral de 2014, a grave crise econômica de 2015. É evidente que o povo acompanha com justa indignação as denúncias de corrupção e o eterno malabarismo dos políticos em torno do poder. Boa parte da sociedade está cansada de bandalheira e se manifesta claramente contra a impunidade de quem quer que seja.

Se o caso do sítio fosse apenas uma denúncia falsa, sem pé nem cabeça, por que não foi rápida e facilmente desmontada pela família Lula, por seus amigos (José Carlos Bumlai, Roberto Teixeira, Fernando Bittar, Jonas Suassuna etc) e demais envolvidos (OAS, Odebrecht etc), já que, afinal, todos dispõem de bons e caros escritórios de advocacia e de amplo acesso aos meios de comunicação, sem contar o apoio de parlamentares, personalidades, blogueiros e redes sociais.

O que impede o desmascaramento da suposta perseguição eleitoral? Em primeiro lugar está a verdade dos fatos em relação à existência concreta do sítio, suas dimensões e valores, sua propriedade, sua utilização, obras da reforma, coisas e pessoas reais. Nada disso é ficção ou invenção fantasiosa, é a mais pura realidade. Em segundo lugar está o peso dos depoimentos de diferentes personagens (comerciantes, prestadores de serviços, engenheiros, arquitetos), os quais, apesar de contestados pelo Instituto Lula, fortalece a suspeita sobre o verdadeiro dono do sítio e a conexão das obras com algum esquema de propinas.

Mesmo que alguém considere normal que grandes empreiteiras patrocinem obras num sítio qualquer, sem receber nada em troca, por que os denominados proprietários do sítio, adquirido por R$1.500.000,00, Fernando Bittar e Jonas Suassuna, ambos sócios de um dos filhos de Lula numa empresa de games, não vieram a público rápida e prontamente esclarecer a intricada situação? Ao contrário, se esconderam da imprensa e deixaram que a história do sítio fosse tratada em notas divulgadas pelo Instituto Lula.

Nos depoimentos dados à Polícia e ao Ministério Público, comerciantes, engenheiros e prestadores de serviços forneceram informações e provas sobre o seguinte: 1) As obras das reformas do sítio custaram, só de material, mais de 500 mil reais, e foram acompanhadas de perto por familiares e amigos de Lula, entre os quais a esposa Marisa Letícia e o compadre Roberto Teixeira. 2) Todas as despesas, a maior parte paga em dinheiro vivo, foram rateadas pela OAS, Odebrecht e Usina São Fernando, de Bumlai.

Mesmo que se afirme que o sítio é emprestado e que alguns amigos empresários deram as obras de presente para o ex-presidente Lula, é no mínimo estranho que tais obras tenham sido destinadas a uma propriedade de terceiros. Ao aceitar presentes de OAS, Odebrecht e Usina São Fernando, quando ainda estava no exercício do mandato, o ex-presidente pode até não ser acusado da prática de crime, mas nada impede que venha a ser questionado se tal comportamento fere ou não o decoro do cargo e eticamente a imagem do mandatário da Nação? Não atinge também a imagem pública de um líder popular que quer disputar novamente a Presidência da República? No mínimo mostra os tipos de negócios tratados no círculo de amizades do ex-presidente.

É evidente que a história do sítio muda completamente se ficar comprovado que os presentes dados foram em troca de alguma ação de governo. É exatamente isso que a Operação Zelotes e agora a Operação Lava Jato estão investigando: se tais presentes tem a ver ou não com a venda de Medidas Provisórias ou com as propinas da Petrobras. Se algo assim for provado, o ex-presidente Lula pode ficar mesmo bem encrencado com a Justiça brasileira. E aí não se poderá alegar que se tratou de “linchamento político e moral” de Lula com objetivos eleitorais.

Igualmente grave é que se venha a descobrir que o sítio de Atibaia não está apenas emprestado, mas pertence mesmo ao ex-presidente. Nesse caso, mais do que justificar a origem dos recursos utilizados na compra da propriedade, como acontece com qualquer cidadão, o ex-presidente precisará explicar à Receita Federal e ao povo brasileiro porque ocultou o sítio na sua declaração de bens. Essa não é uma questão privada, é uma questão pública. Até agora as notas divulgadas pelo Instituto Lula não esclarecem os aspectos nebulosos dessa história. O esclarecimento é uma exigência da sociedade. Nenhum povo constrói verdadeira democracia em cima da dissimulação e da mentira.

 

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.




Genealogia: Afrânio Mello fornece informações sobe as familias FREIRE e MELLO

Afrânio Franco de Oliveira Mello – ATENDIMENTO NÚMEROS 671 e 672

 

Prezado Everaldo, boa tarde.

Atendendo seu pedido, encaminho o abaixo :

Freire……………………………….   1 página e sem brasão ;

Mello/Melo………………………   44 páginas e 2 brasões.

Encontrei um João de Melo de Freitas Sampaio.

Não encotrei referências ao nome e posto : Major João de Melo.

Verifique com atenção as 44 páginas do arquivo Mello / Melo que pode encontrar

referências das localidades e nomes próximos aos seus.

Grando abraço e um outro Mello.

Afrânio Franco de Oliveira Mello
IHGGI / ROL – Jornal On Line

 

FREIRE

Dizem os genealogistas ser este apelido de remotas tradições em Espanha e que a família que o usou se uniu tão repetidas vezes por matrimónio à dos Andrades que se tornou difícil destinguir esta daquela.

É provável, contudo, que tal nome provenha de alcunha posta a um cavaleiro professo e, portanto, a um freire (frade) de uma ordem militar. Sabendo-se que um dos ramos dos Andrades provém de um Mestre da Ordem de Cristo, através de sua descendência bastarda mas legitimada, natural seria que o conjunto Freire de Andrade fosse usado por aquele ramo.

Só que, sendo esta designação, como é, proveniente de alcunha, será de igual forma plausível que haja famílias de Freires que nada tenham a ver com os Andrades ou com os Freires de Andrade.

  Armas 

De verde, uma banda de vermelho perfilada de ouro e abocada por duas cabeças de serpe do mesmo. Timbre: uma serpe de duas cabeças batalhantes de ouro, sainte.

  Ramos Familiares 

Freire de Andrade

  Títulos, Morgados e Senhorios 

Barões de Almeirim

Barões de Santo António

Barões do Casalinho

Condes de Azambuja

Condes de Bobadela

Condes de Camarido

Condes de São Martinho

Senhores de Atalaia

Senhores de Bobadela

Senhores de Moruja

Senhores de Pancas

Senhores do Morgado de Santo Estevão

Viscondes de Baçar

Viscondes de Gouveia

Viscondes de Idanha

Viscondes de Lançada

Viscondes de Mariares

Viscondes de Marmeleiro

Viscondes de Monforte

Viscondes de Santo António

Viscondes de Tortozendo

Viscondes de Veiros

Viscondes de Vila Boim

Viscondes do Tramagal

  Cargos e Profissões 

Comendadores de Alfaiates

Deputados

Ministros

==============================================================================

 

clip_image002    clip_image004

Melo, Mello

sobrenome de origem portuguesa. Deriva este nome de uma alcunha e a família que o adotou por apelido é da mais remota e nobre ascendência.

Deriva ela, com efeito, de Dom Soeiro Reimondes, o Merlo – ou «melro» -, (contemporâneo dos reis Dom Afonso III e Dom Dinis) que era o chefe de linhagem dos «de Riba de Vizela» e, por esta via, da dos «da Maia».

Vindo para o Sul, fundou na Beira a vila de Merlo, depois Melo, sendo dela senhor, bem como de Gouveia.

Do seu casamento com Dona Urraca Viegas, filha de Dom Egas Gomes Barroso e de sua mulher Dona Urraca Vasques de Ambia, teve descendência na qual se fixaria o nome Melo.

Mantem-se, na atualidade, o uso por parte de várias famílias, da grafia Mello. Na impossibilidade de saber com exatidão quem assim assina ou está registado e também por uma questão de uniformidade de critérios, adotamos aqui a grafia moderna, isto é., Melo.

Do latim merulu, melro, através da suposta forma merlo, que com assimilação do r ao l deu Mello, simplificada para Mello. Cortesão acha pouco plausível que tenha origem em Mello, lugar de Jerusalém ao pé do monte Sião, citado no Livro dos Reis, II. (Antenor Nascentes, II, 197). Procede esta família de D. Pedro Fornaris, contemporâneo do conde D. Henrique de Borgonha (pai do 1.º rei de Portugal). O solar desta família é a vila de Melo, na província da Beira. Dea descendem os duque de Cadaval e outros titulares. Pedro Fornaris teve assento na vila de Guimarães, distrito de Braga, e dela tomou o apelido de Guimarães, bem como os seus descendentes. Mais tarde, seu descendente Mem Soares Guimarães, ao comprar o senhorio da vila de Melo (a 4 léguas da cidade de Guarda), de Gonçalo de Sá – começou a usar o sobrenome Melo. Também usaram os desta família o apelido Riba de Visela, porque moraram junto a este rio, o qual corre por trás da terra de Santa Catarina (Antenor Nascentes, II, 64). Ilha da São Miguel: sobre a história desta família e sua passagem pela Ilha de São Miguel, escreveu no ano de 1717, o padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro V – Da fatal Ilha de S. Miguel, Capítulo XVII – De algus homes famosos, & familias que vieraõ povoar a Ilha de Saõ Miguel; Título I –Dos Velhos, Cabraes, Mellos, & Travassos, Soares de Albergaria, & Souzas [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro V, Ilha de São Miguel]. Ilha Terceira: sobre a história desta família e sua passagem pela Ilha Terceira, escreveu no ano de 1717, o padre Antonio Cordeiro, em sua História Insulana das Ilhas a Portugal Sugeytas, Livro VI – Da Real Ilha Terceira, Cabeça das Terceiras, Capítulo XX –Dos Borges, Costas, Abarcas, Pachecos, & Limas, Velhos, & Mellos, & de outros, Homens Costas [Antonio Cordeiro – História Insulana, Livro VI, Ilha Terceira].

 

===========================================================================================================================================================

 

Paulo de Melo Sampaio Freitas do Amaral, 1º barão de Pombeiro de Riba Vizela

* 17.11.1837 + 4.3.1913

Pai: João de Melo Freitas de Sampaio * c. 1810
Mãe: Ana Margarida de Freitas do Amaral e Melo * c. 1810

Casamento I: 20.1.1862
Com: Maria Henriqueta Freire de Andrade Coutinho Bandeira * 30.4.1837

Filhos do Casamento I:

  • Maria Brígida de Melo Sampaio * 4.12.1863 cc Luis Fernando Coelho de Melo Mexia
  • Maria Margarida de Melo e Sampaio * 10.9.1867 cc Pedro Lobo de Sousa Machado Cardoso de Menezes
  • João de Melo Pereira de Sampaio * 4.6.1869 cc Maria José Ribeiro de Faria

=============================================================================================================================

 

 

 

 

 

 

 

From: everaldonobrega

Sent: Tuesday, February 23, 2016 12:09 AM

To: afraniomello@itapetininga.com.br

Subject: Origem da familia Melo em Alagoas

 

Caro Afranio Mello:

 

 

Durante muito tempo pensava que meu avô era baihano.

Em recente visita com meu irão descobri que meu avô materno era Alagoana.

 

O Nome dele era João josé de Melo ( Major João de Melo), casou co uma riogrande do norte Lidia Freire de Melo.

Vieram morar em Cacimba de Areia onde tiveram dois filhos. Minha mãe Altamira Freire de Melo e Otavio Freire de Melo (desaparecido)

Não cheguei a conhecer o meu avo materno. Sei que ele era maçon. E construtor civil, banqueiro de jogoe e propietariode de pouca terra.

Trabalhou na construção da Rede Ferroviaria Federal (REFISA), na sua implantação.

 

Como sou curioso, queria saber qual a cidade que predomina mais familia Melo ai em Alagoas.

Se existe alguma comunidade rual ou urbana com o nome de Altamira. O meu sonho era saber donde o Major João de Melo saiu ai de Alagoas.

 

Att.

 

Everaldo Nóbrega de Oliveira.

Obs: Todos nós assinamos com esse sobrenome assima.

Mais somos de sangue Freire de Melo por parte de mãe.

Quando mãe casou ficou sendo Frere de Oliveira.

mais meu pai por questões outras, colocou Nóbrega de Oliveira

83-9-9635-1561

 

 

 

afraniomello@itapetininga.com.br




Artigo de Celio Pezza: 'Caridade proibida'

Célio Pezza: Crônica # 299: Caridade proibida

 

Colunista do ROL
Celio Pezza

Recentemente, na cidade de São Carlos – SP, o médico veterinário Ricardo Fehr, foi proibido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, de fazer caridade.

Ele e sua esposa são veterinários e passaram a dedicar os sábados para atender gratuitamente a todos os animais de pessoas de baixa renda.

No último dia 30 de janeiro, ele recebeu a visita de uma fiscal do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que o proibiu de continuar seu serviço humanitário gratuito, sob a alegação de que essa prática contraria o Manual de Ética da classe, que diz que é antiético cobrar abaixo do valor estipulado pelo Conselho.

No caso de cobrar menos ou oferecer o serviço gratuito, ele poderá sofrer sanções legais e até perder o seu direito de trabalhar.

Ele só poderia exercer esse serviço, se fosse considerado de utilidade pública, mas o Conselho não reconhece que tratar os animais de pessoas carentes seja um serviço de utilidade pública.

No caso, a única forma para que ele faça o serviço humanitário é com a abertura de uma ONG (Organização Não Governamental), com toda a burocracia e eventuais taxas pertinentes.

Em outras palavras, esse Conselho proíbe um profissional de doar seu tempo para fazer caridade.

Curioso que essa postura totalmente estranha do Conselho já é definida em seu juramento oficial de classe, que diz: “Sob a proteção de Deus, prometo que, no exercício da Medicina Veterinária, cumprirei os dispositivos legais e normativos, com especial atenção ao Código de ética, sempre buscando uma harmonização perfeita entre ciência e arte, para tanto aplicando os conhecimentos científicos e técnicos em beneficio da prevenção e cura de doenças animais, tendo como objetivo o Homem”.

Ora, fica claro um objetivo corporativo, no qual, parece ter maior ênfase, o compromisso com o Conselho e seu código, em relação ao bem estar animal ou a prática da caridade.

Muitos também acreditam que o objetivo final deveria ser o animal e não o homem, ou seja, é um juramento que deixa muito a desejar. Existe outro juramento, não oficial, que corrige essas falhas, onde diz: “Juro na condição de Médico Veterinário, doar meus conhecimentos em prol da salvação e do bem estar da vida animal, respeitando-a tal qual a vida humana e promovendo convívio leal e fraterno entre o homem e as demais espécies, num gesto sublime de respeito a Deus e a Natureza”.

Esse juramento é muito mais adequado, mas, infelizmente, não é aceito como oficial.

Em outros países, existe a preocupação com a saúde animal, mas, aqui no Brasil, a preocupação maior é com que o veterinário não cobre valores menores do que os definidos pelo Conselho. Caridade, nem pensar.

É proibido.

Deveriam se espelhar nos juramentos de cursos normais de medicina, onde uma das frases do famoso Juramento de Hipócrates, diz textualmente: “a saúde do meu doente será a minha primeira preocupação”.

Talvez, por isso, muitos médicos fazem caridade pelo país, sem a ingerência nefasta de um conselho e seu código de ética corporativo.

O mundo precisa de boas ações; quando acontecem, devem ser enaltecidas e não penalizadas, como é o caso atual.

Célio Pezza

Fevereiro, 2016