Lendas da cultura brasileira reunidas em livros

Saci e Mitos Urbanos, da Editora Mundo Mirim, são ótimas sugestões de leitura para a garotada neste mês de outubro

Esqueça as fazendas, florestas ou casas mal assombradas que sempre serviram de cenário para histórias assustadoras ou contos sobre criaturas lendárias.

Neste 31 de outubro, Dia do Saci, a Editora Mundo Mirim traz duas sugestões que poderão arrepiar e divertir durante a leitura.

Em Mitos Urbanos, eventos estranhos acontecem em diversos lugares de uma cidade grande, como em uma estação de metrô.

Coincidência ou não, o Saci, famoso personagem do Folclore brasileiro, deixa de perambular pelo Sítio do Pica-pau Amarelo, último lugar em que foi visto, e agora pode estar mais próximo do que se imagina. E pode confiar nesta informação! O organizador do livro, Mouzar Benedito é bem entendido da criaturinha, pois é sócio-fundador da Sosaci (Sociedade dos Observadores de Saci), com sede em São Luiz do Paraitinga (SP), lugar onde, segundo ele, não falta saci. Além disso, ele convida o leitor a entrar no sítio eletrônico www.sosaci.com.br e deixar um depoimento, caso já tenha visto algum saci perambulando por aí.
Saci

Engana-se quem pensa que saci aparece só na roça! Você já ouviu falar do saci japonês? E do saci enfeitado de miçanga?

Este livro reúne relatos de pessoas que garantem que já viram sacis nos lugares mais inusitados: em centros urbanos, em jardins e até dentro de casa. Pelas histórias das aparições, o leitor pode descobrir as várias facetas desse personagem, símbolo da cultura brasileira.
Ilustradores: Lézio Júnior, Tiago Hoisel, Fraga, Rômulo Coutinho, Alberto R. Palmieri, Paffaro, Baptistão.
Autores: Marcia Camargos, Robson Moreira, Rudá K. Andrade, Dilair Aguiar, Flávio Paiva, Paulo Pepe, Luís Manetti
Organizador: Mouzar Benedito
Formato: 21x28cm
Indicação: Leitor fluente (a partir de 11 anos)
Número de Páginas: 40 págs
Preço: 34,90

Mitos Urbanos

Esta obra reúne cinco contos do imaginário popular, ambientados em grandes centros urbanos e transmitidos oralmente. Chamados de mitos urbanos, essas histórias vão adquirindo aspectos e detalhes de cada lugar em que são recontadas. Neste livro, autores de diferentes estados brasileiros contam uma versão dos seus próprios medos urbanos.
Autores: Alessandra Roscoe, Rosana Rios, Sandra Pina, Adriano Messias, Celso Sisto.
Ilustrador: Alexandre Santos

Indicação: Leitor fluente (a partir de 11 anos)
Número de Páginas: 48 págs
Preço: 32,90

Sobre a Editora:

A Mundo Mirim é uma editora voltada ao público infantil e juvenil cujas publicações para crianças e adolescentes têm o intuito de estimular o prazer de ler, fazer um apelo à imaginação e trazer à tona as grandes ideias que uma boa leitura desperta. Além disso, como a infância é uma fase de constante aprendizado, alguns livros também permitem abordagens didático-pedagógicas, um diferencial que amplia as possibilidades de aproveitamento das obras.
Editora Mundo Mirim na web:
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Cine Clube de Itapetininga apresenta o filme 'Olga' hoje, gratuitamente

Longa-metragem ‘Olga’ é exibido gratuitamente em Itapetininga

Apresentação será nesta quinta-feira, às 19h30, no Auditório Abílio Victor.
Ação tem apoio da Secretaria de Cultura.

Do G1 Itapetininga e Região

Filme Olga  (Foto: Divulgação)Olga teve uma filha com o líder comunista Luis
Carlos Prestes(Foto: Divulgação)

O longa-metragem “Olga” será apresentado gratuitamente em Itapetininga (SP) nesta quinta-feira (15). A exibição ocorrerá às 19h30, no Auditório Abílio Victor. A indicação é para maiores de 14 anos.

A ação é realizada por meio de uma parceria entre a entidade e a Secretaria de Cultura e Turismo da cidade.

A reserva do lugar pode ser realizada pelo e-mail aricchetti@yahoo.com ou por meio do telefone (15) 3272-7525. Depois da exibição haverá um bate-papo com o público sobre os fatos dos anos 30 e 50 no Brasil.

Sinopse
Famosa personalidade do meio político nos anos 20 e 30 do século passado, a trajetória de Olga Benário é contada no filme. Nascida em uma família judia da Alemanha, em Munique, a personagem se juntou ao partido comunista brasileiro em 1923. Cinco anos depois, participou de uma missão executada no Tribunal de Justiça para libertar um companheiro revolucionário.

Após participar de um treinamento militar na Rússia, Olga é designada para acompanhar o líder comunista Luís Carlos Prestes na viagem de volta ao Brasil. Durante o retorno, ela se apaixona por Prestes e engravida. Com sete meses de gestação, a personagem é deportada pelo Governo Vargas à Alemanha, onde tem a filha Anita Leocádia na prisão.

Pouco tempo depois, a revolucionária é enviada ao campo de concentração de Ravensbrück e morre no local. Olga é representada pela atriz Camila Morgado, enquanto Luiz Carlos Prestes é interpretado pelo ator Caco Ciocler.




Vagas para cursos técnicos em Itapetininga

Instituto Federal oferece 680 vagas para cursos técnicos na região

Inscrições estão abertas até o dia 10 de novembro.
Oportunidades são na região de Sorocaba, Jundiaí e Itapetininga.

Do G1 Sorocaba e Jundiaí

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) está com inscrições abertas para cursos técnicos presenciais para o primeiro semestre de 2016 nas regiões de Sorocaba, Jundiaí e Itapetininga. Os interessados devem garantir a participação no processo seletivo – com inscrições a R$ 20 – até o dia 10 de novembro. Para se inscrever basta acessar o site do instituto.

Ao todo, são 4.850 vagas oferecidas em todo o estado  para cursos presenciais concomitantes e/ou subsequentes e também para os integrados. No interior, são 680 vagas no total.

Em Jundiaí (SP), são 40 vagas para o curso técnico em comércio; em Sorocaba (SP) são 80 vagas para o curso técnico em administração; em Salto (SP) são 160 vagas para o curso técnico em automoção industrial e informática; em Boituva (SP), são 200 vagas para o curso de automação industrial, logística e redes de computadores e em Itapetininga (SP) são 200 vagas para o curso técnico em edificações, manutenção e suporte de informática e mecânica.

A prova para todos os câmpus e cursos será realizada no dia 6 de dezembro, às 13h, e contará com 50 questões de múltipla escolha. A elaboração, aplicação e correção das provas do processo seletivo são de responsabilidade da CAIP IMES.

Isenção
Os candidatos em situação de vulnerabilidade social que tenham cursado o Ensino Fundamental, integralmente, na Rede Pública de Ensino ou como bolsista integral em escola da rede privada poderão solicitar isenção da taxa de matrícula no período de 10 a 25 de outubro.




Artigo de Pedro Novaes: 'Invejas e admirações'

Pedro Israel Novaes de Almeida: ‘INVEJAS E ADMIRAÇÕES’

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Existem invejas virtuosas, admirações pelas virtudes alheias, que gostaríamos de possuir.

Invejo os que creem. Não me refiro à fé igrejeira, ritualista, com dia e hora marcados.

A fé apazigua a mente, fazendo da vida um transcurso com início, meio e fim, vividos e entendidos. Os que creem de fato, poucos, transparecem serenidade e confiança na almejada justiça.

Invejo os que não creem, e são naturalmente bons. Estes, fazem do dia-a-dia um ritual de solidariedade, tal qual os que creem de fato.

Minha fé, em Santa Maria do Aperto, só surge, pedinte, em situações difíceis. Não tenho templos nem acredito em intermediários, e minha única virtude é respeitar a fé alheia.

Invejo os poetas, mestres na arquitetura de textos que animam sentimentos. Escolhem as palavras certas, agrupando-as com ritmo e brilho.

Assim como os poetas, músicos e cantores possuem o dom de fazer brotar sentimentos e despertar memórias. Seguindo a tradição familiar, sou absolutamente incapaz de entoar qualquer nota musical, salvo se pretender esvaziar ambientes.

Invejo os sábios, capazes de enriquecerem a cada tropeço, e fazer de cada experiência um ensinamento. São especialistas, não diplomados, em natureza humana, que é a mesma desde as cavernas.

Ouvir sábios é dar a cada fato a sua devida relevância, sem os chiliques dos inconformados e o proceder nervoso dos incontrolados. São muitos os palpiteiros e lecionadores, mas poucos os sábios.

Invejo os que gostam do que fazem, e normalmente fazem bem feito. Saem para o trabalho como quem sai para um lazer, e não retornam à casa mal humorados e beligerantes.

Admiro os que não se preocupam com os julgamentos alheios, no tocante a roupas, veículos, aparência pessoal e demonstrações de poderes e riquezas. Importa-lhes o status íntimo. Inicialmente repelidos, acabam sempre valorizados.

Admiro os que não se deixam dominar por ideologias exclusivistas, transpirando ranços e ódios políticos por onde passam. São felizes.

Admiro os determinados e empreendedores, que movem o mundo.

Admiro os capazes de exercer algum poder sem personalismos e desrespeitos.  Constituem a mais rara das variações humanas.

Admiro, mas admiro mesmo, os que possuem desafetos e inimigos de poucas virtudes. Só quem tem personalidade não atrai unanimidades.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

 

 




Artigo de Celso Lungaretti: 'O passado vitriólico da corrente prá frente e o presente melancólico da amarelinha desbotada'

UM BOM DOCUMENTÁRIO SOBRE UM PÉSSIMO PERSONAGEM HISTÓRICO

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

Um slogan de outrora: “hoje mocinho, amanhã bandido”.

Abro janelinhas no meu blogue para filmes que trazem informações importantes para se conhecer a história deste país, mesmo que deprimentes como Cidadão Boilesen (d. Chaim Litewski, 2009), que resgata a trajetória de um personagem paradigmático da participação de empresários no financiamento dos órgãos de repressão durante a ditadura de 1964/85: Henning Albert Boilesen, presidente do grupo Ultra.

Nada contra o documentário do Litewski em termos artísticos, mas seu biografado revira o estômago de qualquer homem de bem.

Operação Bandeirantes foi criada em junho de 1969 para combater a luta armada em São Paulo com utilização sistemática e ilimitada da tortura, além de licença para matar, travando a guerra suja com métodos tão imundos que as próprias Forças Armadas inicialmente relutaram em ficar com eles identificadas.

Como se manipulava: ele não foi justiçado por ser  industrial.

Assim, tendo oficiais do Exército (atuando sempre à paisana) no comando e policiais civis como subalternos, instalou-se na semiclandestinidade dos fundos de uma delegacia paradoxalmente localizada no bairro paulistano do Paraíso. Meu companheiro de movimento estudantil e militância revolucionária Gilson Theodoro de Oliveira, falecido há alguns meses, teve a duvidosa honra de ser o primeiro preso político que a Oban torturou, ainda na fase de testes.

Como sua existência era real e não legal, não podia receber verbas da União e os custos da bestialidade foram, num primeiro momento, bancados por endinheirados reaças como o Boilesen. Eles, de quebra, adquiriam o direito de presenciarem o edificante espetáculo das torturas, realizando o sonho da maioria dos sádicos: o de verem pessoas nuas sendo brutalizadas. Segundo consta, Boilesen era um dos que assistiam mas não chegavam ao extremo de quererem participar também, como alguns mais depravados faziam questão.

 
Boilesen e Delfim: feitos um para o outro.

Foi justiçado pelo MRT e a VPR em abril de 1971, aos 55 anos, o que fez dele o símbolo do apoio empresarial à repressão, embora congêneres existissem em penca. Mesmo caso da Solange Teixeira Hernandes, a dona Solange, que estava longe de ser a única censora, mas se tornou a representante paradigmática das tesouras afiadas porque seu nome aparecia nas guias do Departamento de Censura da Polícia Federal projetadas nos cinemas antes dos filmes começarem.

O documentário inclui entrevistas do filho de Boilesen (Hennig Jr.), Jarbas Passarinho, D. Paulo Evaristo Arns, Celso Amorim e FHC, entre outros.

E por falar em Passarinho, que passará à História como autor da frase que melhor definiu o caráter dos desencadeadores do terrorismo de estado nos anos de chumbo, as Forças Armadas mandaram os escrúpulos às favas em 1970 e saíram do armário, oficializando a Oban. Com o nome de DOI-Codi, esta pôde finalmente contar com financiamento da União, depois de funcionar durante um semestre inteiro graças à generosidade dos Boilesens da vida.

Os solícitos empresários, contudo, continuaram fazendo suas vaquinhas –para premiarem agentes que assassinassem ou capturassem resistentes, p. ex. Havia até uma tabela, tal quantia por um dirigente, tanto por um combatente dos grupos de fogo, tanto por um militante comum, tanto por um aliado, etc. Igualzinho ao velho Oeste dos EUA, no qual a ditadura já se inspirara para produzir a versão brazuka dos cartazes de wanted dead or alive

BATEMOS EM BÊBADO. E O OBA OBA JÁ RECOMEÇOU…

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia

 
Na cor do uniforme e no futebol, a Venezuela lembra…

Depois da horrorosa atuação contra o Chile, quando merecia ter sido goleada, a Seleção Brasileira fez a lição de casa diante da Venezuela, nossa freguesa de caderneta (já a sovamos 20 vezes em 23 partidas disputadas, nas quais marcamos 87 gols e sofremos oito –é preciso dizer mais?).

Foi como roubar o doce de uma criança. Logo no primeiro minuto, um barata-tonta grená perdeu bisonhamente a bola e o goleiro mãos de alface aceitou um chute facílimo de espalmar para escanteio: 1×0.

Dois ingênuos venezuelanos mostraram ainda não saberem direito como o primeiro deve marcar o adversário e o da sobra fechar a porta, então levaram ambos um baile do Felipe Luís. A bola chegou a Williams, que desta vez desferiu um arremate indefensável: 2×0.

 
…o Clube Atlético Juventus (série A3 do Paulistão).

O Brasil tomou um gol de escanteio que escrete de verdade não admite: 2×1.

Um beque adversário falhou de forma ridícula, vendo passar à sua frente um cruzamento que até a minha avó interceptaria, e o veterano Ricardo Oliveira (terá 38 anos na próxima Copa do Mundo) matou o jogo: 3×1.

O apelido de vinho tinto cai bem para os venezuelanos: são fraquinhos e não tonteiam ninguém.

Dunga concedeu à nossa seleção 8,5, nota que só se justificaria se tivesse desancado pra valer o bêbado, aplicando-lhe um sonoro 7×1. Eu daria 5 e olhe lá…

Uma parte da imprensa tupiniquim já recomeçou o oba oba, vendendo o peixe podre de que o Brasil não está tão ruim assim. Na verdade, está pior ainda.

 
Sina cruel: limitado em campo, limitado no banco.

Será mera coincidência qualquer semelhança entre esse amontoado de atletas mal dispostos em campo e travados pela rigidez do técnico, com o futebol moderno, em que os times jogam compactados, os jogadores têm liberdade para tomar iniciativas e estão preparados para mudar imediatamente o esquema tático ao sabor das circunstâncias. Na estréia, o atualizado Jorge Sampaoli fez picadinho  do jurássico Dunga, que depois teve a cara de pau de dizer que não levou um nó tático.

Poderemos passar mal e porcamente pela eliminatória sul-americana, mas salta aos olhos que, sem um técnico de verdade, seremos meros coadjuvantes em 2018.

Para encerrar, uma informação do sarcástico José Roberto Malia, que talvez explique o empenho da crônica esportiva em vender gato por lebre (afinal, ela lucra muito se o povo estiver confiante no escrete):

O ótimo prestígio da amarelinha desbotada pôde ser comprovado no Dia das Crianças. As camisas do Circo Brasileiro de Futebol ficaram encalhadas nas prateleiras. Não saíram nem com promoção. A molecada optou por enxovais de times nacionais e até do exterior. A Pachecada chora.

Fora Del Nero! Fora Dunga! Fora Gilmar Rinaldi! Mãos limpas na CBF!

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Artigo de Celio Pezza: 'Dia do Professor'

Dia do Professor, por Célio Pezza

Colunista do ROL
Celio Pezza

 

Em 15 de outubro de 1827, D. Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil e dizia que todas as cidades deveriam ter escolas com esse tipo de ensino.

Este decreto também falava sobre as matérias básicas, sobre como os professores deveriam ser remunerados e sua importância para o desenvolvimento do país. Se esse decreto tivesse sido cumprido na sua essência até os dias atuais, o professor seria muito mais valorizado, respeitado e ser um professor seria um grande motivo de orgulho, como deveria ser.

Enfim, gostaria de fazer uma homenagem a todos os professores e escolhi uma historinha bem humorada, de um autor desconhecido, que mostra como seria o Sermão da Montanha, em uma versão brasileira bem atual.

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e pediu aos seus discípulos que se aproximassem. Ele os preparava para serem os futuros educadores, capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:

Em verdade, vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles…

Pedro o interrompeu: Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou: é para copiar?

Felipe lamentou: Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber: Vai cair na prova?

João levantou a mão: Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou: O que a gente vai ganhar com isso?

 

Judas Tadeu defendeu-se: Foi o outro Judas que perguntou.

Tomé questionou: Tem uma fórmula para provar que isso está certo?

Tiago Maior indagou: Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou: Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou nervoso: Mas porque não dá logo a resposta e pronto?

Mateus queixou-se: Eu não entendi nada! Ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha ensinado nada a ninguém, perguntou a Jesus: Isso é uma aula? Onde está seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?  Quais são os objetivos gerais e específicos?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: Exijo a aprovação da maioria da turma, para que os índices de aprovação comprovem os resultados de nosso ensino de qualidade.

E foi nesse momento que Jesus disse: Pai, por que me abandonastes?

 

*Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza

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Sobre Célio Pezza

O escritor Célio Pezza, 64 anos, iniciou a carreira de escritor em 1999, movido pela vontade de levar as pessoas a repensarem o modelo de vida atual dos seres humanos. Seus livros misturam realidade e suspense, e Celio já tem 8 livros publicados, inclusive no exterior, e é colunista colaborador de dezenas de jornais e revistas por todo o país. Saiba mais em: www.facebook.com/celio.pezza




Bailarinos de Capão Bonito vencem festival em Florianópolis

 

Alunos do Projeto Energia em Movimento, patrocinado pela Elektro em parceria com o Ministério da Cultura, ganharam a etapa nacional e, agora, disputarão a final na Argentina

 

O grupo de dança de Capão Bonito levou o título de campeão, em duas categorias, no festival sul-americano de dança Universal Dance, realizado nas últimas quinta e sexta-feira, dias 8 e 9 de outubro, em Florianópolis (SC).

O núcleo de dança do Projeto Energia em Movimento, desenvolvido pela Elektro, distribuidora de energia elétrica, venceu com a coreografia Cores Vivas, do grupo de Hip Hop, e com o solo de ballet juvenil interpretado pela bailarina Tainara Caroline Aparecida Rosa.

 

A companhia de jovens ainda se destacou com a quinta colocação na categoria Hip Hop, pela coreografia Modernismo, e mesma posição com o solo de ballet, na categoria adulto, com a performance de Pedro Manoel de Lima Júnior. Eles concorreram com 550 bailarinos do Brasil, Argentina e Uruguai. “Esta conquista é o resultado de muitos ensaios, suor e dedicação. O nosso compromisso quando vestimos este uniforme é inabalável. Obrigado aos professores e a Elektro”, diz William de Souza, um dos bailarinos do grupo.

 

Com os resultados, os bailarinos classificaram-se para disputar a etapa final do Festival, que será realizada, em Córdoba, na Argentina, entre os dias 20 e 23 de novembro. No ano passado, alguns dos dançarinos que compõem o projeto, patrocinado pela Elektro, classificaram-se em segundo lugar na seletiva nacional e viajaram para a Argentina para competir na fase final. Mas, para a maioria deles, será a primeira viagem internacional, e debute viajando de avião. “É uma sensação incrível! Tudo o que precisávamos para atingir as nossas metas e os nossos sonhos foi oferecido para nós. Conhecemos pessoas de outros países, outros idiomas, tem sido incrível”, afirma a bailarina Jordana Santos.