Artigo de Celso Lungaretti: 'Dos atletas só se perde o berro'

DOS ATLETAS SÓ SE PERDE O BERRO

Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.

Num mesmo domingo (ontem, 20/09), dois exemplos da mentalidade escravocrata dos dirigentes esportivos brasileiros.

No futebol, dirigido sabe-se lá por quem enquanto o presidente da CBF se ocupa de evitar as grades, estão se marcando partidas do Brasileirão para as 11 horas de domingo.

Isto significou, para os atletas de Corinthians e Santos, serem submetidos a uma sensação térmica de 38ºC; para os de Goiás e Joinville, de 45ºC.

É um horário melhor para o público e faz aumentar as arrecadações? Dane-se! Porque, como bem disse o Geraldo Vandré, “gado a gente marca,/ tange, ferra, engorda e mata,/ mas com gente é diferente”. Estão esperando algum jogador morrer para acabarem com esta desumanidade?

No tênis, o Brasil amargou o vexame de ser rebaixado para a segunda divisão da Copa Davis jogando em casa, embora a Croácia, sem seu nº 1 Marin Cilic, não fosse nenhum bicho papão.

A derrota se consumou quando, inferiorizados por 2×1 na contagem geral e também no placar da quarta partida, tivemos nosso melhor tenista, Thomas Bellucci, deixando melancolicamente a quadra: perdia o quarto set por 4/0 e mal conseguia se movimentar, de tantas dores na região lombar.

Ocorre que a quadra lentíssima de Florianópolis foi uma escolha ruim para João Souza Feijão e péssima para Bellucci, que costuma se ressentir fisicamente quando é obrigado a disputar partidas longas. Neste domingo, desabou depois de 3h11.

Para os dois seria melhor uma quadra rápida. Por que a opção por Floripa, então? Para que o jovem croata Borna Coric, no esplendor de seus 18 anos, passasse como um trator por cima de ambos?

Fernando Meligeni, o guerreiro Fininho, foi capitão da equipe brasileira na Davis em 2005/2006, depois de pendurar a raquete. E conta:

…pedimos para jogar no nível do mar e, se possível, no calor do Nordeste. Por motivos políticos, ganhamos Belo Horizonte. Sem poder debater e reclamar, tive de aceitar e (…) deixei o cargo após esse confronto.

Desta vez foi ainda pior, com Bellucci nem sequer conseguindo lutar até o fim. Houve quem apupasse, mas a maioria dos torcedores compreendeu e aplaudiu seu esforço.

Quanto aos dirigentes, esses só merecem vaias. No mínimo, são parasitas desastrados. E, dados os escândalos que pipocam em tantas áreas, não podemos descartar a possibilidade de existirem outro$ fatore$ envolvido$.

Nem afirmar, claro. Mas, alguém tem de vir a público prestar os esclarecimentos devidos. Se continuarmos aceitando passivamente o autoritarismo e as decisões incongruentes, vamos nos tornar perdedores contumazes.

Quantas humilhações equivalentes aos 7×1 do Mundial da Fifa estarão à nossa espera nos Jogos Olímpicos de 2016?




Adiada a palestra sobre o Colégio Lageado em Itapetininga

A esperada palestra do professor Mebius foi transferida para o dia 22 de Outubro

Considerando que a data anteriormente agendada (16 de outubro) intercalava com o feriado escolar do dia 15 (Dia do Professor) e também estava muito próxima do feriado do dia 12 (N.S. Aparecida), o que poderia diminuir a possibilidade de público, o palestrante, professor Dagoberto Mebius, concordou em agendar uma nova data.

Os dirigentes do IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga, entidade promotora do evento cultural, informaram que a nova data agendada com o Professor Mebius é  dia  22 de outubro, uma quinta feira, com inicio às 20 horas, em local ainda a ser determinado.

A palestra terá como tema o ‘COLLÉGIO DO LAGEADO DE CAMPO LARGO DE SOROCABA’, sobre o qual o palestrante Dagoberto Mebius já escreveu: http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/21/img2_21.pdf

 

A História do Colégio São João do Lageado será contada na palestra
Localizado em Araçoiaba da Serra, o estabelecimento de ensino que acabou sendo conhecido dos historiados como ‘Colégio do Legado’, teve destaque nacional, sendo entendido como um dos mais prestigiados estabelecimentos de ensino do século XIX no estado de São Paulo.

O Colégio São João do Lageado, localizado em uma área rural da antiga Vila de Campo Largo de Sorocaba (hoje Araçoiaba da Serra) foi inaugurado em 24 de julho de 1859.

Funcionava em regime de internato e tinha alunos dos dois sexos.

Seu proprietário, diretor e professor era o Sr.Francisco de Paula Xavier de Toledo, casado com D.Delphina de Mascarenhas Martins.

As disciplinas do colégio eram latim, francês, português, inglês, gramatica, aritmética, geometria, desenho, etiqueta, prendas domesticas e religião.

Muitas figuras ilustres, que depois pontificaram no plano nacional, estudaram no Colégio Lageado, entre eles Fernando Prestes de Albuquerque (pai de Julio Prestes, presidente do Estado de São Paulo e depois fpo eleito presidente da República e que não tomou posse devido o golpe traiçoeiro de Getulio Vargas, em 1930), Rubino de Oliveira, Artur Gomes, Maria Angélica Baillot  e vários outros oriundos de Sorocaba, São Paulo, Campinas, Itapetininga, Tatuí, Itaberá, Piracicaba e de outros Estados, como Paraná, Rio Grande do Sul, e Bahia.

Apesar da fama proveniente da alta qualidade de ensino, dificuldades financeiros forçaram o fechamento da escola, em 1866.

Em 1875 o professor Toledo conseguiu a reabertura do estabelecimento, que era o o centro cultural da região e onde foram apresentadas as primeiras noções de Arte, mat´ria que também fazia arte do curriculo.

Toda a história do Colégio Lageado da Vila de Campo Largo será contada pelo professor Dagoberto Mebius durante sua palestra programada para o dia 22 de outubro, em Itapetininga.

 




O musical 'Viuva, porém honesta' estréia dia 27 no Abilio Victor, em Itapetininga

O espetáculo teatral itapetiningano contará com atores, cantores e músicos da mais alta qualidade

No próximo dia 27 setembro, domingo, às 20 horas, o Teatro Abilio Victor, de Itapetininga, estreará o espetáculo ‘Viúva Honesta’, tendo como integrantes da parte muscial as cantoras Larissa Targa e Katia Baroni, os saxofonistas Renan Adriano e Du Bertolai, entre outros.

Integram o elenco de artistas: Mayara Hory, Denise Brunatto, Samanta Oliveira, Jana Oliveira, Joao Victor Oliver, Carol Oliveira, Clara Terra, Wesley Rodrigues, Julio César, Gustavo Tk, Thiago Gabriel,Tiago Henrique,Carol Oliveira,Walkiria Paunivic, Dea Paulino, Beato Iluminação, Bruno Puzzi, Rafael Almeida, Caf Charles, Tabhata Matarazzo e Paulo Carriel Neto Barbieri.

A história conta que, depois da morte do marido, a viuva resolveu virar uma ‘mulher honesta’, mantendo-se fiel ao finado, mas adotad uma das mais estranhas decisões de sua nova conduta: nunca mais se sentar!.

O pai da jovem, diretor de um dos mais influentes jornais do país, resolve então convocar conceituados especialistas para solucionar o problema da filha.

Trata-se de uma farsa irresponsável e cheia de reviravoltas criada por Nelson Ropdrigues, um dos maiores dramaturgos do teatro nacional.

A direção geral é do Paulo Carriel!

Nas fotos alguns momentos da peça.

     

     

     

     
Comentários

‘Viúva, porém honesta’ é uma peça teatral de Nelson Rodrigues, dramaturgo e jornalista brasileiro. Foi encenada pela primeira vez em 13 de setembro de 1957 e tinha no elenco o ator Jece Valadão, então cunhado do autor.
A peça adere ao espírito ‘faz de conta’ da farsa, não tem grandes preocupações com o realismo e os personagens chegam a fazer alguns comentários ‘técnicos’, lembrando sempre ao espectador que o que ele está vendo é apenas uma ‘mentira’.

O autor propõe, assim, uma nova maneira de se brincar com o tempo numa peça cheia de voltas ao passado.

Sinopse

O Dr. J.B. de Albuquerque Guimarães, diretor do jornal ‘A Marreta’, um dos jornais mais influentes do País, não consegue convencer sua filha única, Ivonete, a deixar de velar seu marido morto, Dorothy Dalton e voltar a ter uma vida normal, pois tem apenas 15 anos e pode se casar de novo e lhe dar netos.

Notando que a filha se mostrou irredutivel e desejosa de permanecer enviuvada, o Dr. J.B. contrata uma ex-prostituta, um psicanalista e um otorrinolaringologista (todos charlatões) para dissuadi-la da ideia e voltar a querer se casar.

O marido falecido de Ivonete é um ex-fugitivo da FEBEM e homossexual chamado Dorothy Dalton que caiu nas graças da menina quando J.B. a mandou escolher um marido na redação do jornal para justificar uma gravidez indesejada, que fora detectada pelo médico da família, o Dr. Lambreta, velho esclerosado e maluco (mais tarde se descobre que a tal gravidez era falsa e inventada pela mente insana do médico).

Ocorre que Dorothy Dalton morreu atropelado por uma carrocinha de picolé Chicabom e como nenhum dos contratados achou uma solução para o caso, o jeito foi ressuscitar o morto para que Ivonete deixasse de ser viúva.

O trabalho fica por conta do Diabo da Fonseca, que através de uma sessão espírita reaviva o defunto livrando a menina de tal viuvez indesejada. Como prêmio o demônio desposa Ivonete.




Artigo de Celio Pezza: ' A cultura do medo'

Celio Pezza: ‘A cultura do medo’

Colunista do ROL
Celio Pezza

O medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental que gera um alerta no organismo. Este processo dispara uma resposta fisiológica que libera hormônios do estresse como adrenalina e cortisol, preparando o indivíduo para lutar ou fugir.

Antes dessa reação temos a ansiedade, onde o individuo teme e sofre por antecipação.

Na verdade crescemos familiarizados com o medo e, desde pequenos, nossos pais nos incutem algum tipo de medo, como o medo do escuro, das pessoas desconhecidas, do homem do saco, do bicho papão, das bruxas, dos fantasmas e assim por diante.

Quando crescemos, continuamos sob a cultura do medo: medo da morte, medo de se perder numa rua vazia, medo do pecado, medo da inflação, medo de tudo.

A cultura do medo é a melhor forma de manipular as pessoas e muito utilizada para controle das massas.

Já Maquiavel aconselhava o Príncipe a instigar o medo nos seus súditos, porque este era mais potente e duradouro que o amor.

Governar pelo medo! Esta era a sua orientação, sempre seguida fielmente pelos tiranos e opressores.

A própria educação se deu historicamente através de castigos e do medo.

Na verdade a maior parte do mundo é educada pelo medo, para o medo e com medo.

Uma criança com medo torna-se obediente e incapaz de impor sua vontade e desta forma o medo torna-se uma limitação do seu potencial.

Na vida adulta a cultura do medo continua e temos medo de guerras, de terroristas, de bandidos, de pessoas mal encaradas, de sair nas ruas.

Também temos medo das autoridades, da policia, da morte, dos castigos divinos, das ofensas aos santos, das blasfêmias, de perder o emprego, de ficarmos doentes e assim por diante.

Os governos usam e abusam da cultura do medo e com isso vão restringindo a nossa liberdade, nossa criatividade, nosso questionamento e nosso conhecimento.

Andamos cheios de medos e essa é a melhor forma de sermos manipulados.

Basta uma série de reportagens sobre um tipo especial de gripe e no dia seguinte temos filas para tomar vacinas.

As noticias sobre atentados terroristas, nos fazem ver bombas em todos os pacotes e isso dá margem a aceitarmos de formas humilhantes uma série de imposições das autoridades durante viagens internacionais.

Na verdade, uma grande parte das noticias têm exatamente a intenção de nos manter em constante medo.

Quanto mais medo, melhor.

Quanto mais medo, mais fácil de manipular.

Nas religiões também é desta forma; medo de pecar, medo de fazer qualquer coisa que possa provocar a ira divina e como consequência, um grande castigo, como ir para o inferno e sofrer penas atrozes pela eternidade.

Onde existe o medo não há espaço para a sabedoria, mas, infelizmente, fomos criados para temer a tudo.

Platão disse que podemos perdoar uma criança que tem medo do escuro, mas a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.

A verdade é que a maior parte dos medos desaparece com o conhecimento, e sem medo, começamos a questionar e não mais aceitar muitas das tolices que nos dizem.

Por isto, os Príncipes de Maquiavel espalhados pelo mundo, tanto se esforçam na manutenção da ignorância e dos medos.

 

Célio Pezza

Setembro/2015




Artigo de Ricardo Hirata Ferreira: 'Pensar em outra cidade'

Ricardo Hirata Ferreira: ‘PENSAR OUTRA CIDADE’

 

Ricardo Hirata Ferreira
Ricardo Hirata Ferreira

Qual cidade nós queremos?

Primeiramente cabe perguntar: Quem é esse nós?

A cidade contem diferentes agentes, usuários e grupos.

Uma segunda pergunta se coloca: ‘Quem tem força e poder na cidade?’

O embate se estabelece entre o poder público e o mercado, porém a fusão dos dois e o jogo de interesses parece não ter fronteiras visíveis. A cidade é ao mesmo tempo global e local, vetores de fora interferem na sua dinâmica interna e vice-versa.

A cidade é feita por cidadãos? Mas o que é a cidadania nos tempos de hoje? Se partirmos do pressuposto que os cidadãos existem, então podemos afirmar que temos cidadãos e cidadãos: os de primeira categoria (mais integrados) e os de segunda categoria (integrados de forma precária).

O acesso a cidadania é altamente diferenciado, enquanto uma parcela da população mora em condomínios fechados, outra mora em áreas de riscos, como em encostas de morros sujeitos a desmoronamento ou em várzeas de rios ficando expostos a enchentes. Os rios e córregos, por sua vez, foram transformados em esgotos e impermeabilizados. Isso demonstra a falta de gestores com visão ambiental de longo prazo e a concepção pobre da população sobre a natureza.

Aliás, faltam nas cidades verdadeiros urbanistas, aqueles que sabem olhar a cidade tendo como perspectiva a totalidade, a qualidade de vida e/ou dignidade de vida. Todavia o que é a qualidade de vida na sociedade individualista do consumo? Como pensar a qualidade de vida em um mundo onde ocorre a intensificação das desigualdades sócio-espaciais?

Por décadas as cidades foram moldadas e/ou planejadas para a mobilidade dos automóveis, privilegiando assim o setor empresarial automobilístico, com incentivos e patrocínios dos governos estaduais e federais. Diante do transbordamento dos automóveis (muitos exageradamente avantajados) no espaço urbano e do problema da não circulação, tenta-se inverter esta lógica, propondo-se então uma cidade para a mobilidade do pedestre e do ciclista. Parte dos urbanistas contemporâneos defende um desenho urbano que atendam consumidores e pessoas com algum tipo de deficiência. A acessibilidade para todos parece ser uma palavra-chave no mundo urbanizado.

A questão é que o espaço não pode ser apenas uma mercadoria nas mãos das agencias imobiliárias. Reduzir o espaço urbano a uma relação de compra, de venda e de especulação imobiliária é muito pouco. É preciso romper com isso. A cidade não pode ser mais produzida para e pelo capital. Ela precisa ser pensada e produzida para o movimento do viver de todas as pessoas.

 

Ricardo Hirata Ferreira

Doutor em Geografia Humana, FFLCH, USP.

* Este texto foi pensando a partir dos importantes debates realizados no Simpósio de Mobilidade Urbana, na cidade de Itapetininga, SP, nos dias 15 e 16 de setembro de 2015.




Representantes estaduais de cultura

Eleições Conselho Nacional de Política Cultural – Etapa São Paulo


image001O Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC é um órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Cultura que tem como finalidade propor a formulação de políticas públicas, com vistas a promover a articulação e o debate dos diferentes níveis de governo e a sociedade civil organizada. A participação da sociedade brasileira nessa instância é fundamental para que as políticas culturais sejam cada vez mais inclusivas e democráticas.

Neste ano, as eleições serão realizadas de forma virtual – as inscrições de delegados e eleitores, assim como o voto nos candidatos, serão realizadas somente na plataforma www.cultura.gov.br/votacultura . Mas é a mobilização de cada setorial representado no Conselho para os encontros presenciais que determinará o número de delegados que representarão o estado na etapa nacional da eleição. Em São Paulo, o encontro acontecerá no dia 25/9, das 9h às 18h, na Secretaria Estadual de Cultura (Rua Mauá, 51, Luz, São Paulo). Participe!

ELEIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICAS CULTURAIS do MINC

O Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) é uma instância de diálogo e participação popular entre a Sociedade Civil organizada e o Estado Brasileiro. Tem por finalidade colaborar na avaliação e proposição das políticas públicas para a cultura em andamento ou ainda o desenvolvimento de novas frentes de atuação.

 

eleições

 

Participe da Etapa Presencial do Estado de São Paulo

Dia 25/9, das 9h às 18h

Local: Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo

Rua Mauá, 51, 1º andar. Luz, São Paulo, SP

Programação (Auditório):

09h00: Mesa de abertura, com a presença de representantes do Ministério da Cultura, Secretaria Estadual de Cultura e Secretarias Municipais de Cultura.

15h00: Roda de conversa sobre participação social na gestão de políticas culturais.

Durante o dia também acontecerão apresentações culturais.

Votação (Salão Nobre):

09h00 às 18h00: a inscrição e votação, tanto de candidatos quanto de eleitores. Não é necessário confirmar presença, mas é fundamental, para a validação dos inscritos, que todos que passarem pelo Encontro assinem as listas de presença.

Como Funciona:

De 9 a 25 de setembro acontecem, nos 27 estados brasileiros, as etapas estaduais do processo eleitoral, que elegerão os Delegados para a Etapa Nacional, ocasião em que serão eleitos, entre os delegados, os membros dos 17 Colegiados Setoriais (Arquitetura e Urbanismo; Arquivos; Arte Digital; Artes Visuais; Artesanato; Circo; Culturas Afro-Brasileiras; Culturas dos Povos Indígenas; Culturas populares; Dança; Design; Literatura; Livro e Leitura; Moda; Música; Patrimônio Imaterial; Patrimônio Material; e Teatro). Os delegados eleitos participam da Etapa Nacional e podem concorrer a uma vaga no Colegiado Setorial de sua atuação. Essas instâncias têm por atribuição debater, analisar, acompanhar, solicitar informações e fornecer subsídios ao CNPC para a definição de políticas, diretrizes e estratégias dos respectivos setores culturais.

Após ter sua composição definida, cada Colegiado Setorial elegerá um representante para a categoria no Conselho Nacional de Políticas Culturais.

O Processo Eleitoral:

Para ser votante, qualquer pessoa acima de 16 anos pode se inscrever; para ser candidato a delegado, deve ter mais de 18 anos e atuação comprovada na área em que se candidata. Em ambos os casos a inscrição para votar ou ser candidato só pode ocorrer para um dos Colegiados Setoriais citados acima. 

O processo eleitoral tem fases virtuais e presenciais. As inscrições, tanto de eleitores quanto de candidatos a delegados, devem ser realizadas na plataforma online. A votação também será totalmente virtual – ou seja, todos devem registrar seu voto pelo sitewww.cultura.gov.br/votacultura. Assim, se garante que o maior número de interessados possível participe do processo.

No entanto, para garantir o debate entre os envolvidos no processo eleitoral e a sua mobilização, o número de delegados que os setoriais de cada estado elegerão para a etapa nacional dependerá do número de presentes no Encontro Estadual, que aqui em São Paulo acontecerá dia 25/9. A proporção é a seguinte:

VOTA CULTURA!

Convocamos os artistas, ativistas, militantes, grupos, coletivos culturais e todas as pessoas que entendem a arte e a cultura como parte fundamental da construção da cidadania e do direito a cultura para participar do processo e colaborar com a mobilização, a fim de construir um Conselho Nacional representativo e democrático.

 

Em caso de dúvidas sobre como participar do processo eleitoral ou do Encontro Estadual, entre em contato com a Representação Regional do Ministério da Cultura em São Paulo: 2766-4300, ou pelo email tassia.nunes@cultura.gov.br.

 




Governo seleciona startups para inovar o Acessa SP

Uma das prioridades é desenvolver soluções para modernizar o programa de inclusão digital mantido pelo governo paulista

O governador Geraldo Alckmin lançou nesta quinta-feira (17) a primeira edição do Pitch Gov SP, programa para atrair iniciativas inovadoras para a solução dos desafios da administração pública, em três áreas: saúde, educação e facilidades ao cidadão. Nesta, foi incluído o Acessa SP, programa de inclusão digital do governo que já foi premiado pela Fundação Bill & Melinda Gates.O objetivo do Pitch Gov é selecionar 15 startups (empresas nascentes de tecnologia) para ajudar o poder público a solucionar demandas da sociedade, com soluções criativas, ao mesmo tempo em que incentiva os pequenos empreendedores a desenvolver seus negócios.

“Na economia digital, um governo inovador busca ouvir as demandas da sociedade, suas opiniões e constrói políticas públicas em colaboração com os usuários”, comenta Julio Semeghini, subsecretário de Tecnologia e Serviços ao Cidadão.

O Acessa SP, em funcionamento há 15 anos, foi criado para oferecer acesso gratuito à Internet para a população que não dispunha desse serviço. Com a massificação da Internet, o governo está buscando alternativas para usar a infraestrutura do Acessa SP e oferecer novos serviços para os cidadãos. Hoje, são mais de 850 postos em funcionamento, instalados em 600 municípios paulistas.

Na solenidade de lançamento do programa, ocorrida na manhã de hoje no Palácio dos Bandeirantes, o secretário de Governo, Saulo de Castro Abreu Filho, destacou que “o governo precisa de novas cabeças para prestar melhores serviços aos cidadãos”. Citou algumas das demandas da sociedade digital e informou que a Desenvolve SP (agência de fomento do governo paulista) tem um fundo para apoiar a pequena empresa e, além disso, na fase de reformulação, o Acessa SP vai oferecer um espaço físico para os pequenos empreendedores, que queiram trabalhar no modelo decoworking.

Nas três áreas foco do programa, os candidatos deverão apresentar projetos que se enquadrem nos 35 desafios propostos e serão priorizadas as soluções concretas, que já possuem protótipos funcionais. A maturidade da solução é um dos critérios de avaliação. Podem participar pessoas jurídicas com CNPJ inscritos há no máximo cinco anos.

As startups interessadas devem apresentar suas inovações até o dia 18 de outubro. As ferramentas selecionadas serão apresentadas em um evento no dia 17 de novembro, com a presença dos técnicos dos órgãos envolvidos, de grandes empreendedores de todo o país, de potenciais investidores e demais pessoas envolvidas nesse ecossistema de inovação. As 15 soluções escolhidas serão testadas durante um ano pelos órgãos públicos.

Desafios

O programa com as startups foi criado pela Secretaria de Governo, em parceria com a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) e a ABStartups – Associação Brasileira de Startups. A entidade reúne 3.500 empresas nascentes, que representam mais de 20 mil pequenos empreendedores. Criada em 2011, a meta da ABStartups é que o segmento gere 5% do PIB brasileiro até 2035.

Na página www.pitchgov.sp.gov.br, as startups têm acesso aos desafios. Podem fazer a inscrição pelo site, acessando o link “inscreva sua startup”. Para o Acessa SP, foram colocados três desafios:

1 – Como o Acessa SP pode colaborar para que seus usuários consigam buscar e trabalhar as informações e ferramentas disponibilizadas na rede mundial de computadores para alcançar seus objetivos pessoais, profissionais e comunitários?

2 – Como os postos do Acessa SP poderiam ser utilizados para acelerar potencialidades econômicas da comunidade na qual estão inseridos, colaborando em especial com os microempreendedores, e, sobretudo, em áreas de alta vulnerabilidade e em áreas rurais?

3 – Como contribuir para a motivação e formação do monitor, por meio do compartilhamento de informações, experiências, sugestões e aprendizados?

O Acessa SP atendeu plenamente o objetivo de dar oportunidade a todos de ter acesso à Internet e de aproximar governo e sociedade. “Temos mais de 3 milhões de usuários cadastrados e o acesso a esses usuários continua garantido, mas o desafio do programa mudou e, hoje, temos que colaborar para a busca qualificada de informações e oportunidades, com uso de tecnologias, para o desenvolvimento dos usuários e da comunidade local”, acrescenta Semeghini.