Genealogia: Afrânio Mello responde e orienta leitora

Acompanhe a troca de correspondência entre o genealogista Afrânio Mello e a leitora Carolina

Afrâio Mello
Afrâio Mello

Carolina, boa tarde.

De onde você tirou as informações abaixo que alterei para a cor vermelha, no seu texto??
Eu creio que você tirou de uma publicação no Rol-Região On Line, de um arquivo que enviei em 13 de janeiro de 2015.
Você tendo essa informação é só entrar no site da Hospedaria dos Imigrantes, colocar os nomes e as datas que o arquivo
existente aparece.Se não aparecer telefone para eles que atendem muito bem. Na impossibilidade de atendê—la pegue
todos os dados que tem e se dirija até lá. Não tem como não atenderem.
Eu fiz assim e deu certo com os meus ancestrais e achei todos eles.
Grande abraço.
Afrânio Franco de Oliveira Mello
Sent: Monday, September 14, 2015 1:15 PM
Subject: Leitora que precisa de um favor
Boa tarde, Afranio
Por gentileza, gostaria de saber se você possui mais algum tipo de dado ou informação referente a Sobrenome de uma família de origem italiana estabelecida no Brasil, onde chegou a 27.01.1884, a bordo do vapor Polcevera, Francesco Ricci, natural da Itália, procedente de Genova, 25 anos de idade, com destino a Sorocaba – SP [Hospedaria dos Imigrantes – São Paulo, Livro 002, 004 – 27.01.1884].  “
Tenho 21 anos e só tenho parentesco materno, estou pesquisando para encontrar membros vivos da familia do meu pai, ou se ele
mesmo ainda esta vivo. E se você possui, teria a possibilidade de compartilhar comigo para facilitar a minha pesquisa ? Sou
de Sorocaba e o sobrenome dele é Ricci. Por favor me retorne
Adoro o trabalho



Cidades do Estado de São Paulo participam de mobilização nacional pela leitura 

Evento acontece no dia primeiro de outubro e terá 12 horas de duração


​Envolver o maior número de pessoas em todo o território nacional em prol da leitura é a proposta do DIA de LER.TODO DIA!, programado para o próximo dia primeiro de outubro. Livros, jornais, revistas, gibis são as principais plataformas que podem ser utilizadas para a leitura mas nada impede que sejam lidas bulas, receitas e manuais. A coordenação do DIA de LER.TODO DIA! quer chamar a atenção de pais, professores, governantes e da sociedade como um todo para a importância do ato de ler.

A dinâmica da mobilização para o dia primeiro de outubro é uma maratona de 12 horas de duração durante as quais alunos e professores, profissionais liberais e operários, donas de casa e policiais, religiosos e não crédulos leiam, mesmo que por alguns segundos, seja uma pequena poesia, a Bíblia ou um volumoso clássico da literatura, em sistema de revezamento. No Estado de São Paulo as cidades participantes são: Campinas, Adamantina, Andradina, Araçatuba, Araras, Avaré, Bariri, Batatais, Borborema, Barueri, Caieiras, Campos Novos Paulista, Canitar, Capivari, Carapicuíba, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Cunha, Diadema, Dirce Reis,  Divinolândia, Dois Córregos, Dourado, Duartina, Echaporã, Elias Fausto, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Franca, Getulina, Guararema, Holambra, Iepé, Itaí, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Itatiba, Ituverava, Jaú, Lençóis Paulista, Lindóia, Martinópolis, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Monte Aprazível, Nova Castilho, Nova Luzitania, Nova Odessa, Paraibuna, Peruíbe, Piquete, Pirapora do B. Jesus, Pompéia, Pontal, Porangaba, Praia Grande, Pratânia, Presidente Prudente, Ribeirão Corrente, Ribeirão do Sul, Rubineia, Sales Oliveira, Santa Clara D’Oeste, Sta. Cruz da Esperança, Sta. Rosa de Viterbo, São Bento do Sapucaí, São Bernardo do Campo, São Carlos, São Francisco, S. Jose da Bela Vista, S. José do Rio Pardo, S. José do Rio Preto, São Manuel, São Roque, São Simão, Silveiras, Sumaré, Taiaçu, Tambaú, Tietê, Torre de Pedra e Três Fronteiras.

A população brasileira não tem o hábito da leitura, quando comparada com outros países. O brasileiro lê, na média, 4 livros/ano sendo que apenas 1,5 livro é lido por inteiro. O resultado é sentido no ranking internacional dos exames que avaliam desempenho dos alunos brasileiros, como o Pisa, onde o Brasil sempre ocupa as últimas colocações.

No dia 9 de abril último, a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri, cidade da Grande São Paulo, promoveu o DIA de LER.TODO DIA! e conseguiu que bombeiro lesse embaixo d´água e que policiais rodoviários promovessem uma blitz da leitura num dos pedágios da rodovia Castello Branco, uma das mais importantes estradas paulistas. Ao final da maratona de 12 horas (das 9 da manhã às 21 horas) foram computados mais de 93 mil participantes, incluídas crianças não alfabetizadas e que participaram de sessões de leitura.

A experiência foi tão bem-sucedida que se decidiu por uma edição nacional. Cidades de todo o país estão sendo convidadas por e-mail a participarem. A coordenação da mobilização afirma que não tem sido fácil conseguir uma forma de contato com os serviços municipais de educação e de cultura para que somem esforços pela leitura.

Não é preciso gastar absolutamente nada a não ser muita disposição para convidar a comunidade local para ler.

Informações mais detalhadas como respostas a possíveis dúvidas, ficha cadastral e até vídeos-depoimento de diversas personalidades sobre a importância de ler estão no www.diadelertododia.com.

Outras formas de contato: diadeler@barueri.sp.gov.br ou ainda pelo telefone 11 4199 1600.




Artigo de Pedro Novaes: 'Grupos Humanos'

    Pedro Israel Novaes de Almeida –  GRUPOS  HUMANOS

 

colunista do ROL
Pedro Novaes

Diziam, desde o tempos das cavernas, que era melhor serem dois que um, pois, em um caindo, haverá outro que o ampare.

Integrar um grupo é instintivo, como maneira de melhorar as condições de segurança e sobrevivência. Os humanos somos gregários.

Existem grupos de todos os matizes, políticos, sociais, profissionais e até criminosos.  Há um grupo adequado para cada virtude ou defeito humano.

Na benemerência, pessoas se juntam para socorrer os desvalidos, e, na catástrofe humana, migrantes sírios formam legiões que buscam ter o direito à vida, não faltando grupos cruéis, tentando impedi-los.

No meio rural, o associativismo desenvolveu-se sob o modelo formal de cooperativismo, com direito a legislações próprias, incentivos e tutela oficial. A diminuição dos custos de produção e a inserção fortalecida no mercado eram objetivos que permitiram o progresso do setor.

Contudo, tal associativismo acabou vitimado pela tutela oficial, quase sempre protetora de mandatos intermináveis e gestões primitivas. Não raro, o produtor eleito prosseguia laborando com o objetivo único de persistir dirigente.

A ânsia pelo poder e status está presente em todos os grupos, lembrando-lhes a natureza humana. Aos poucos, acabam dividindo-se em subgrupos, ou descaracterizados.

Não raro, grupos que buscam fomentar estudos, bons procedimentos e virtudes acabam vítimas da busca incessante de influência no meio social, incorporando pessoas tão somente pelos cargos que ocupam, e não pela integridade de  suas formações. Como os ambientes raramente são herméticos, a má ou boa imagem pessoal de um iniciado acaba transferida ao grupo ou entidade.

Grupos informais, de amigos, são longevos, e o amparo recíproco atravessa décadas, instintivos e solidários. Grupos criminosos também são longevos e atuantes, com a coesão baseada no companheirismo irretratável e forçado.

O grupo familiar, presente em todos os seres vivos, é a natural e incontornável modalidade de união, que abriga e interliga seus membros, até que uma herança qualquer os separe. Pais e irmãos são, instintivamente, solidários.

A família, rica ou pobre, é sempre o refúgio e porto seguro de todos nós. É nela que iniciamos a formação de valores e transmitimos tradições.

Mães são capazes de enfrentarem leões para defender os filhos, que só tardiamente costumam reconhecer-lhes o valor e dedicação. Governos e ideologias com pendores ditatoriais buscam, pouco disfarçadamente, inibir a grandiosidade do foro familiar, levando-nos todos para a tutela oficial.

Conscientes ou não, todos integramos algum grupo, e buscamos prestigiar seus integrantes e feitos. Até vândalos, sub-raça humana dedicada a destruir obras e feitos coletivos, aplaudem os que praticam as mesmas barbáries, sem qualquer vantagem pessoal.

Convém estarmos alertas, para não aderirmos a grupos que nada constroem.

pedroinovaes@uol.com.br

O autor é engenheiro agrônomo e advogado, aposentado.

 

 

 




Artigo de Celso Lungaretti: 'Não passa de mais um pacote torto e natimorto'

NÃO PASSA DE MAIS UM PACOTE TORTO E NATIMORTO

Por Celso Lungaretti, no blogue Náufrago da Utopia.
Estes nos faziam rir…

A Folha de S. Paulo intimou, Dilma obedeceu.

“Medidas extremas precisam ser tomadas… É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica” –esbravejou Otávio Frias Filho, o boneco de ventríloquo por meio do qual os banqueiros trombetearam seu ultimato.

Dilma repassou a Diktat para os atônitos Nelson Barbosa e Joaquim Levy, o Gordo e o Magro da chanchada nacional.

Com o cansaço estampado nos rostos e barbas por fazer, ambos vieram apresentar o novo saco de maldades (que dificilmente o Congresso aprovará, começando pela volta da impopularíssima CPMF, uma lâmina de guilhotina pairando sobre a reeleição do parlamentar que cair na besteira de fazer a vontade da Dilma… quer dizer, do Trabuco do Bradesco).

Só com ela o governo pretende garfar R$ 32 bilhões da sociedade para acertar a contabilidade dos bancos, enquanto a recessão se agrava, as máquinas param, as lojas fecham e os empregos evaporam.

os anjos da cara suja fazem chorar.

Lênin já cantara a bola em 1900 (Imperialismo, etapa superior do capitalismo): quem dá as cartas na dita fase é o setor parasitário e inútil da economia, o da agiotagem institucionalizada. A indústria e a agricultura (que produzem bens) e o comércio (que distribui os bens) se tornaram sócios menores, sem poder de fogo para confrontarem os Trabucos. Só lhes resta exercerem o jus sperniandi, conforme lemos na coluna do Vinícius Torre Freire:

Pelo menos parte da indústria vai fazer campanha feroz contra (Fiesp). A CNI preferiu não dizer nada além de que é ‘contra aumentos da carga tributária’ e quer ‘reformas estruturais’. A Firjan foi dura. As associações do comércio de São Paulo criticaram em tom de enorme desalento.

Eis mais maldades do saco:

  • confisco até agosto de 2016 dos reajustes de salário dos servidores federais, lesando-os em R$ 7 bilhões (sempre desprezei menos aqueles que assaltam com armas na mão, correndo muitos riscos, do que aqueles que assaltam com a caneta na mão, não correndo risco nenhum);

  • expropriação (é um termo mais correto do que o utilizado, apropriação) de 30% das contribuições para o Sesc, Sesi, Senai, etc, totalizando R$ 6 bilhões;
  • Minha Casa, Minha Vida terá de trocar de nome, pois, com o corte de R$ 4,8 bilhões, será melhor intitulá-lo Meu Barraco, Minha Vida;
  • o corte de R$ 3,8 bilhões em gastos com Saúde é simplesmente estarrecedor, inconcebível, inaceitável, ainda mais num país cujos sucessivos governos sucatearam a Previdência Social, afugentando o povo para a medicina privada (embora tivessem o compromisso de proporcionar aos trabalhadores, como contrapartida das contribuições previdenciárias, não apenas a aposentadoria, mas também atendimento médico com um mínimo de qualidade).

Para não me chamarem de tendencioso, há também medidas mais ou menos corretas no pacote:

  • a criação (se saísse do papel) de um imposto sobre “ganho de capital progressivo”, que seria cobrado quando dos aumentos de receita das pessoas físicas. Mas, com impacto estimado em apenas R$ 1,8 bilhão e um certo viés de desestimular empreendedores. Há muitíssimo mais grana para ser colhida e motivos muitíssimos melhores para colhê-la no nicho das heranças e grandes fortunas, como fazem as principais nações capitalistas e como o Brasil deveria estar fazendo desde 1988 (o dispositivo constitucional neste sentido não foi regulamentado até hoje!!!);
  • cancelamento de 80% do valor das emendas parlamentares, evitando que R$ 7,6 bilhões sejam desperdiçados para ajudar a reeleger os detentores de mandatos. Se conseguissem colocar o guizo no pescoço do gato seria ótimo, mas nem mesmo os autores da proposta devem acreditar que o felino consentirá, é só jogo de cena);
  • redução de R$ 2 bilhões em despesas discricionárias com DAS (cargos comissionados) e gastos administrativos;
    • economia de R$ 200 milhões com extinção de ministérios e cargos de confiança. Só?! Num país que tem 39 ministérios e só precisa de um terço disto, daria para enfiarem a faca bem mais fundo. De quebra, seriam evitadas miríades de maracutaias tramadas e/ou executadas a partir dessas Pastas.

Resumo da opereta: nem sei por que perco tempo analisando o que não acontecerá. Governo fraco, com a popularidade no fundo do poço, jamais consegue arrochar a sociedade. Os bancos podem muito, mas não podem tudo. E o fracasso anunciado desse pacote torto e natimorto debilitará ainda mais a posição da Dilma.

Quem mandou ela escutar o estrondo do Trabuco? Deste jeito, perderá a audição junto com o cargo…

Padrinho por padrinho, teria sido melhor a Dilma continuar pedindo a benção ao Lula, afinal foi ele quem a colocou lá.




a 4a. Noite Lítero-Musical do IHGGI apresentou artistas novos e consagrados. Veja as fotos.

O poeta sorocabano Dado Carvalho leu sua poesia com sotaque português e foi muito aplaudido.

ARTE_BOTON_10ANOS (1)Durante a realização da 4a. Noite Litero-Musical do IHGGI – Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Itapetininga, realizada dia 12 passado em Itapetininga, vários artistas de Itapetininga e Sorocaba se apresentaram. Dado Carvalho, poeta sorocabano, surpreendeu a todos declamando a poesia de sua autoria ‘Saudades de Minha Cachopa’ com um sotaque lusitano perfeito (leia a poesia abaixo).

Dado Carvalho já participou de outras edições desse evento cultural conhecido como ‘Noite Litero-Musical’ e sempre se destacou como uma das principais atrações. Outros colegas seus, como os poetas Nicanor Pereira e Glauco Delia Branco também apresentaram suas poesias e fizeram sucesso semelhante, merecendo os aplausos da platéia, toda ela constituida por amantes da cultura.

O fotógrafo-violinista Zezinho Trindade brindou o público tocando uma música portuguesa e o Hino Nacional Brasileiro, em homenagem ao 7 de Setembro, dia da independência do Brasil. Nicanor Pereira se apresentou duas vezes, sendo que na primeira olportunidade fez uma referência especial ao poeta sorocabano Douglas Santos Junior, recentemente falecido, que integrava os grupos culturais ‘Coesão Poética’ e ‘Mesma Frequência’.

A advogada Miriam Teodoro falou sobre a independência do Brasil e Glauco Delia Branco, vestido com roupas tipicas do seu Rio Grande do Sul, declamou uma poesia de sua autoria que teve como tema a colonização portuguesa no Brasil.

A jornalista e apresentadora de TV Simone Marquetto falou sobe seu trabalho na TV Sorocaba (SBT) e seus planos futuros, que inclui sua volta a Itapetininga. Em seguida o estudante Marcelo Paiva Pereira fez uma breve exposição sobre a urbanização no Brasil Colonial e os efeitos urbanísticos no período posterior à independência.

Outra atração musical da reunião cultural foi o violonista Bruno Guimarães, uma revelação cultural de alto nivel. Ele tocou ao violino a Hino à Independência e uma música portuguesa. Da mesma forma bem sucedida em sua apresentação foi a do poeta sorocabano Nicanor Pereira, que falou sobre a Independência do Brasil e leu um soneto de Cláudio Manoel da Costa, advogado, minerador e poeta português do Brasil Colônia que se envolveu e foi um dos mais destacados líderes da Inconfidência Mineira.

Diva Rosa de Brito, poetisa de Sertãozinho e que atualmente mora em Itapetininga, falou sobre a independêcia do Brasil e declamou uma poesia de sua autoria. O poeta gaúcho Glauco Delia Branco se apresentou pela segunda vez, desta feita para cantar, em ‘legítimo gauchês’, a música ‘Parabéns a Voce’, dedicada ao apresentador do sarau e presidente do IHGGI, o jornalista Helio Rubens de Arruda e Miranda, que se surpreendeu com a homenagem surpresa preparada pela sua esposa a artista plástica e advogada Ana Elisa Bloes Meirelles de Arruda e Miranda.

A ultima apresentação ficou a cargo da confreira Alba Regina Luisi, que seu um texto seu enaltecendo  as relações entre Portugal e Brasil, cujo principal ponto em comum é a lingua portuguesa.

 

Foram destaque ainda no evento a entrega a cada participante de um marcador de livro criado pelo artista Alessandro Luisi.

 

As agências turisticas FER TUR e CVC participaram do evento fazendo a entrega a cada participante de um bombom (Fer Tur) e de material publicitário de cidades brasileiras e do Exterior.

O jantar ficou a crgo do Restaurante Bom Cristo, que preparou para os visitantes um tipico ‘Jantar Portugues’, cujo prato principal foi um risoto de bacalhau.

O apresentador Helio Ruben s destacou em sua fala o bom trabalho realizado pela Comissão Organizadora do evento, composta pelas confreiras Alba Regina e Noemia Marini e pelos confrades Antonio Andrade, Giovani Ferrari e Sergio Majewski e também o apoio dado pela artista Ana Elisa.

 

Poesia de autoria de Dado Carvalho:

SAUDADES DE MINHA CACHOPA

 

Vinho, minha cara cachopa, morena e linda,

vinho que faz ainda, balançar a taça onde para ti guardo um beijo

Vinho, minha cara moçoila dos dentes peroláceos,

dos olhos violáceos e lábios de carmim.

Faz de minha saudade sua tela e pinte nela meu rosto pálido,

tímido e esquálido pela falta que de ti sente.

 

Vinho, Dulcineia de minhas andanças

que me traz lembranças que ora me torturam.

Saudade tenho eu do frescor de tua face, de teu saboroso beijo,

que qual vinho do Alentejo embriaga-me e faz-me voar,

flutuar nos ares qual pluma sem rumo, ao sabor da brisa,

que as montanhas alisa, fresca e suave.

 

E flanando qual ave nos ares da vida,

busco-te querida, envolta em teu véu de rendas,

que prendas da Vila do Conde de especial modo para ti teceram,

e, sem querer, enalteceram teu porte de santa,

que a mim tanta lembrança traz.

 

Sei que continuas a tecer tuas rendas de frioleiras,

como outras faceiras senhorinhas as fazem

Juntaste-te à bordadeiras de Nisa e a mim deixaste à deriva

o que neste momento me priva de encontrar o rumo certo

que me leva a ti.

 

Isto posto, bela e formosa, motivo das saudades minhas,

que sei, de fato, não caminhas como eu para o mesmo norte

de sorte que nosso encontro, talvez nunca se dê neste mundo,

ficam, deste coração, moribundo, meus votos de boa sorte.

 

 

Eis que aqui e agora, trôpego e cansado de viajar em pensamento,

saio qual tolo, nesse momento, a navegar de velas soltas,

deixando atrás de mim meu velho Portugal,

o Vinho Verde, Trás os Montes e o Minho,

porque meu caminho, senhorinha minha, de olhar envolvente,

levar-me-á, de certo, a outra pretendente.

 

DADO CARVALHO

Sorocaba, 12 de setembro de 2015 – 17:00h

 

Poema escrito especialmente para a 4ª Noite Lítero-Musical, promovida pelo IHGG de Itapetininga na noite de 12 de setembro de 2015.

 

Grato ao Ricardo Inácio Ribeiro pela ótima filmagem.

 

Fotos da 4a. Noite Lítero-Musical do IHGGI:

 

HR, Glauco, Sergio e NicanorPoeta gaucho de Sorocaba Glauco Delia Branco O público, em pé, cantou o Parabéns a Voce para HR O casal Priscila e Bruno Guimaraes com Ana Elisa Noemia Garcia e Ana Elisa Miriam TeodoroMarcia Melo e HR Marcelo Paiva HR, Glauco, Sergio e Nicanor Glauco, Nicanor, Alba Regina, HR e Mara Souza Glauco e Mara (reduzida)Giovani Ferrari, Simone Marquetto e HR Diva, Ana Elisa, Miriam Teodoro, Ana Mello, HR, Ana Mello, Sergio Majewski e Noemia Marini Detalhe da mesa Dado Carvalho Dado Carvalho e comotiva de Sorocaba Bruno Guimaraes ao violino Basnner Noite Litero Musical A poetisa Diva Brito A confreira Alba Regina falou sobre os laços Brasil e Portugal Marcia Melo e HRZezinho Trindade tocando violino Simone Marquetto Poeta Nicanor Pereira Poeta gaucho de Sorocaba Glauco Delia Branco Miriam Teodoro Marcelo Paiva HR, Glauco, Sergio e Nicanor Glauco e Mara (reduzida) Detalhe da mesa Dado Carvalho

 

 

 

 

 

 

 

 

 




Circuito Cultural traz um Circo para Itapetininga

Apresentação é gratuita e acontecerá dia 18, no Largo dos Amores

Seguindo no propósito de levar cultura e arte de boa qualidade e de forma gratuita a toda a população, a Secretaria de Cultura e Turismo, em parceria com o Circuito Cultural Paulista, trará a magia do circo para Itapetininga.

‘Arruaça’ é o nome do espetáculo, apresentado pelo Circo Vox.

A apresentação será dia 18, sexta-feira, às 16 horas, no Largo dos Amores.

É gratuito e a classificação é livre.

Saiba mais sobre o espetáculo:

Os personagens Bobi e Judite são clowns modernos, que apresentam espetáculos interativos e populares há mais de oito anos, com uma exclusiva abordagem do público. Totalmente baseado na improvisação, ‘Arruaça’ é preparado apenas pelas marcações e truques de efeito, conduzido pela reação dos expectadores.




Cine Clube de Itapetininga prepara exibição de mais um filme

História trata da marginalidade e perspectiva de futuro

O Cine Clube do Instituto Julio Prestes realizará mais uma apresentação em Itapetininga, em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo.

O filme ‘Na Quebrada’ será exibido no dia 17 de setembro, quinta-feira, às 19h30, no espaço do Cine Janela, no Auditório Abílio Victor.

A entrada é gratuita e após a exibição haverá debate e sorteio de livro.

O filme é recomendado para maiores de 14 anos.

 

Sinopse de ‘Na Quebrada’

Até que ponto o passado dos seus pais determina o seu futuro? Quem cresce na marginalidade tem o direito de sonhar e mudar o seu futuro? Baseado em histórias reais surpreendentes e inspiradoras, “Na Quebrada” revela a luta de jovens que cresceram entre armas, sangue e muita dificuldade, aperto, sufoco, para mudar suas vidas. O que acontece quando essas vidas são tocadas pelo cinema e os jovens decidem desafiar o destino?